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Deve tomar bebidas alcoólicas?Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
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Capítulo 14
Deve tomar bebidas alcoólicas?
1-4. (a) Será que alguns dos jovens que você conhece tomam bebidas alcoólicas? (b) O que pensam as pessoas na sua região sobre o uso de bebidas alcoólicas? Encara-se o uso de tais bebidas do mesmo modo em toda a parte?
CADA vez mais jovens se vêem hoje confrontados com esta questão. Por quê? Porque o uso de bebidas alcoólicas tem aumentado entre os adolescentes sendo que muitos recorrem a elas em lugar de tomar drogas. Em vista disso, examinemos alguns fatos e vejamos se podem ajudar-nos a encarar este assunto com sensatez, para o nosso bem duradouro.
2 As bebidas alcoólicas abrangem uma grande variedade. Algumas bebidas, tais como a cerveja, têm teor alcoólico bastante baixo. Outras são um pouco mais fortes, como no caso da maioria dos vinhos de mesa. Depois há as chamadas “bebidas alcoólicas destiladas”, com elevado teor alcoólico. Estas incluem aguardentes, uísques, gim, vodca e outras.
3 As atitudes e os costumes regionais também variam muito. Em alguns países — França, Itália, Espanha, Grécia e outros — o vinho é uma bebida comum na mesa da família. Isto talvez se tenha desenvolvido por causa do problema de obter boa água potável, ou talvez seja apenas o costume. Mas, até mesmo nestas terras, a atitude para com o uso de bebidas alcoólicas varia. Não só isso, mas também o resultado do uso das bebidas alcoólicas varia de país em país e de pessoa para pessoa. Você precisa ter isto em mente para formar um conceito sensato sobre tais bebidas.
4 Ora, em vista de toda esta variedade, há alguma norma estável e coerente que possa orientá-lo neste assunto? Sim, a Bíblia a provê. Notando o que ela diz, veja se não concorda que ela fornece conselho sábio e equilibrado.
CONCEITO EQUILIBRADO
5-7. (a) O que diz a Bíblia sobre o uso do vinho entre o povo de Deus, na antigüidade? (b) Pode você fornecer uma ilustração que mostre como algo que é bom pode causar sérios problemas quando é usado mal ou cedo demais?
5 A Bíblia mostra que, desde a antigüidade, o vinho era uma bebida comum às refeições, sendo usado por pessoas tais como Abraão, Isaque e muitos outros. Jesus proveu vinho para uma festa de casamento, e o apóstolo Paulo aconselhou ao jovem Timóteo a usar “de um pouco de vinho por causa do teu estômago e dos teus freqüentes casos de doença”. — 1 Timóteo 5:23.
6 A Bíblia alista, corretamente, o vinho entre as provisões e bênçãos de Deus para o usufruto dos homens. Um salmo bíblico diz: “Ele faz brotar capim verde para os animais e vegetação para o serviço da humanidade, . . . e vinho que alegra o coração do homem mortal.” (Salmo 104:14, 15) A Bíblia mostra também que o povo de Deus usava às vezes outras bebidas alcoólicas, inclusive cerveja e licores.
7 Significa isso que você não precisa usar de cautela quanto a tomar bebidas alcoólicas? De modo algum. Pois a Palavra de Deus mostra também ‘o outro lado da questão’. Há muitas coisas na vida que não são erradas em si mesmas, mas que produzem conseqüências sérias, quando usadas mal ou cedo demais. Deus concedeu aos humanos a faculdade de procriação, mas esta deve ser usada apenas no casamento honroso, e seu uso pode acarretar pesada responsabilidade com o cuidado de uma família. O fogo, o vapor, a eletricidade e diversas ferramentas podem ser muito úteis aos homens e às mulheres no seu trabalho, mas, quando usadas sem a devida cautela, podem também ser muito prejudiciais. Também tomar bebidas alcoólicas pode ter conseqüências sérias, se não se usar de cautela.
O EFEITO DO ÁLCOOL
8-11. (a) Que efeito tem uma pequena quantidade de álcool quando ingerido? O que acontece quando as quantidades se tornam maiores? (b) Como descreve Provérbios 23:29-35 os efeitos da embriaguez? Já viu alguém agir assim?
8 Considere os efeitos do álcool sobre o organismo humano. Dessemelhante de outras substâncias, não requer digestão. Começa a ser absorvido na corrente sangüínea assim que penetra no estômago, embora a maior parte da absorção ocorra no intestino delgado. Ele é levado prontamente para o seu cérebro, seu fígado e outras partes de seu corpo. Visto que o álcool contém calorias, o corpo se põe então a aplicar o processo do metabolismo, quer dizer, a transformar o álcool numa forma química que o corpo possa, a bem dizer, queimar como combustível. A maior parte deste trabalho é feita pelo fígado. Os pulmões e os rins aliviam a carga, ao expelirem parte do álcool pelo hálito e pela urina.
9 Uma vez dentro da corrente sangüínea, que efeito tem o álcool sobre a pessoa? Tomado em pequenas quantidades, o efeito é de um leve sedativo, calmante ou tranqüilizante. Tomado em grandes quantidades, deprime o ‘painel de controle’ do cérebro. De modo que, pelo menos no caso de algumas pessoas, pode fazer com que a pessoa fique muito tagarela, excessivamente ativa e até mesmo agressiva. Já viu isso acontecer às pessoas?
10 Em concentrações ainda maiores de álcool, o cérebro fica severamente deprimido. O sistema nervoso central fica afetado. E a pessoa começa a ter dificuldade em coordenar seus movimentos. É por isso que tem dificuldades em andar, enxergar e falar com clareza. Fica também confusa no raciocínio. O problema é agravado pelo efeito peculiar que o álcool tem em fazer a pessoa pensar que seus sentidos realmente funcionam melhor do que de costume. De modo que geralmente é a última pessoa a dar-se conta de que bebeu demais. E quando chega ao ponto da embriaguez, apenas o tempo pode trazer alívio.
11 Veja o seguinte quadro bastante exato dos perigos e do desconforto resultantes do excesso de bebidas alcoólicas. É encontrado na Bíblia em Provérbios 23:29-35: “Quem tem ais? Quem tem apreensão? Quem tem contendas? Quem tem preocupação? Quem tem ferimentos sem razão alguma? Quem tem embaciamento dos olhos? Os que ficam muito tempo com o vinho, os que entram para descobrir vinho misturado. . . . Teus próprios olhos verão coisas estranhas e teu próprio coração falará coisas perversas. E hás de tornar-te como quem se deita no coração do mar [sentindo-se confuso e incapaz, assim como alguém que se afoga], sim, como quem se deita no topo de um mastro [onde o balanço do navio é sentido mais fortemente]. ‘Golpearam-me, mas não adoeci; surraram-me, mas eu não o sabia [porque o bêbado é insensível ao que acontece e amiúde só se apercebe de seus ferimentos depois de ficar sóbrio].’” Isso não parece agradável, não é verdade? Mas é o que acontece quando alguém se embriaga.
UM PROBLEMA CRESCENTE
12-17. (a) Quão extenso é o problema do abuso das bebidas alcoólicas entre os jovens? Como se iniciam nisso? (b) Quando alguém tenta pressioná-lo a beber, que motivação talvez tenha na realidade? (Habacuque 2:15)
12 Mas, estão os jovens realmente em perigo de ficar embriagados ou até mesmo de se tornar alcoólatras? Sim, estão. Donald G. Phelps, diretor do Instituto Nacional de Combate ao Abuso do Álcool e ao Alcoolismo, em Washington, D. C., E. U. A., disse:
“[A proporção dos] que abusam do álcool, entre nossa população adolescente, é aproximadamente a mesma que entre a população adulta. Dez por cento de todos os rapazes de 13 anos (entrevistados numa pesquisa nacional sobre adolescentes) embriagam-se pelo menos uma vez por semana. Isto é 52 vezes por ano.”
13 A França, já por muito tempo, está enfrentando um sério problema com o alcoolismo entre os menores, alguns dos quais mostram indícios de cirrose do fígado já cedo na vida. Na Hungria (país que tem uma das mais elevadas taxas de suicídios), os centros médicos, em anos recentes, têm tratado anualmente milhares de menores por embriaguez.
14 Por que se metem os jovens nesta situação? Em muitos casos, já há alguém na sua família que bebe excessivamente. Em muitos outros casos, é porque outros jovens os incitam a começar a beber. Às vezes, um rapaz sofre a pressão de outros de sua idade para ‘provar que é homem’ por beber uma grande quantidade de certa bebida alcoólica, ou se faz a moça sentir que ela está socialmente atrasada, se não beber.
15 Mas, pergunte-se: Será que tomar uma bebida alcoólica prova realmente qualquer coisa quanto à espécie de pessoa que você é? É evidente que não, visto que até mesmo os animais podem ser levados a bebê-la e ficam embriagados. Na realidade, o que querem os que pressionam você a beber? Procuram o seu bem, algo que lhe seja de proveito? Ou procuram simplesmente colocá-lo no mesmo nível deles? Será que esperam ‘divertir-se’ por vê-lo perder o controle e agir, não como adulto, mas como criança, que não consegue andar, falar ou enxergar direito e que faz e diz tolices?
16 Note o que disse certa autoridade, o Dr. Giorgio Lolli:
“O alcoólatra retrocede do mundo adulto para a infância, em sentido físico e psicológico. Suas percepções mentais e sensações físicas tornam-se indistinguíveis. Igual à criancinha, torna-se indefeso e exige os cuidados dum nenê.”
Além disso, os que procuram a imoralidade sexual talvez incentivem também o colega ou a colega a beber, para que seu autodomínio afrouxe.
17 Certamente, ceder a quaisquer destas pressões mostra — não que você tem força ou é adulto — mas que é fraco e tem falta de coragem moral. É com bons motivos que Provérbios 20:1 adverte que o vinho pode tornar-se “zombador, a bebida inebriante é turbulenta, [e] quem se perde por ele não é sábio”. Você não precisa experimentar a embriaguez para saber quão indesejável é — assim como tampouco precisa quebrar uma perna para saber quão doloroso isso pode ser.
18, 19. Mesmo quando alguém não é alcoólatra, o que pode resultar de uma única experiência má com bebidas alcoólicas?
18 Não é apenas o perigo de se tornar “beberrão” ou alcoólatra, que exige cautela. Apenas uma única experiência má com bebidas alcoólicas pode causar dano duradouro. Este pode ser um acidente sério de automóvel, talvez com a perda da vida ou dum membro — seu próprio ou de alguém inocente. Ou pode ser um ato de imoralidade, que mancha toda a sua vida e que pode trazer complicações espinhosas. Ou talvez seja alguma conduta violenta de que se arrependerá por muito tempo. Por que arriscar-se desnecessariamente?
19 A possibilidade de tal resultado trágico se torna clara do fato de que, dentre as 50.000 pessoas que morrem cada ano nas estradas dos Estados Unidos, mais da metade das mortes provém de acidentes cujas causas se relacionam com bebidas alcoólicas. E uma notícia no Times de Nova Iorque, de 18 de julho de 1972, diz que “mais de 80 por cento dos homicídios e dos assaltos à mão armada são cometidos por pessoas inebriadas”.
PONDERE O ASSUNTO COM SABEDORIA
20, 21. (a) Por que preferem alguns não tomar absolutamente nenhuma bebida alcoólica? (Oséias 4:11) (b) Por que não é sábio usar tais bebidas para tentar esquivar-se de problemas?
20 Ao ponderar o assunto, lembre-se de que as bebidas alcoólicas não são um dos essenciais da vida, assim como o ar, o alimento e a água. Pode passar sem elas, e muitos preferem isso. Lembre-se também de que aquele que deseja ter a aprovação de Jeová Deus, o Dador da vida, precisa servir a ele de ‘todo o coração, alma, mente e força’. (Lucas 10:27) Abusar do álcool não só pode privar da clareza e atenção mentais, e da força física, mas pode também afetar o coração, levando ao desenvolvimento de má motivação.
21 É verdade que a Bíblia fala sobre o uso moderado de bebidas tais como o vinho. Mas o que acontece quando alguém encara tais bebidas alcoólicas como meio de escapar da realidade da vida ou do tédio? Ou quando os encara como remédio para a personalidade, para ‘firmar os nervos’, a fim de vencer a timidez ou o medo? É bem possível que verifique que a cura é pior do que a doença. Que adianta o dinheiro quando mostra ser falsificado? E que adianta a sensação de felicidade ou coragem, quando mostra ser apenas artificial?
22. Segundo certo relatório, em que circunstâncias é menos provável que o uso de bebidas alcoólicas produza problemas?
22 Um relatório esclarecedor do Instituto Nacional da Saúde Mentala mostra que os perigos do abuso das bebidas alcoólicas tinham menos probabilidade de aparecer quando prevaleciam as seguintes circunstâncias: (1) Quando o primeiro contato da pessoa com as bebidas alcoólicas ocorreu dentro duma família forte ou dum grupo religioso, e quando as bebidas usualmente eram de teor alcoólico baixo (tais como vinho de mesa ou cerveja) e usualmente tomadas às refeições, apenas como parte delas. (2) Quando o uso destas bebidas não era encarado nem como virtude, nem como pecado, e não se considerava o beber como medida da qualidade de adulto ou de se ser “verdadeiro homem”. (3) Quando ninguém era pressionado para beber e quando não se dava mais importância à rejeição duma bebida alcoólica do que à rejeição dum pedaço de pão. (4) Quando se desaprovava fortemente o excesso no beber, não sendo considerado nem “na moda”, nem cômico, nem algo a ser tolerado. E, talvez o mais importante, (5) quando havia um acordo unido e coerente sobre o que é direito e o que é errado no que se refere ao uso de tais bebidas, dando os pais um bom exemplo de moderação.
23, 24 (a) Que orientação fornece a Bíblia sobre o uso de bebidas alcoólicas? (Provérbios 23:20; 6:20; 1 Coríntios 6:9, 10) (b) Como aplicaria, neste assunto, o conselho dado em Romanos 14:13-17, 21.
23 Seu guia melhor e mais seguro, naturalmente, é a Palavra de Deus. Conforme já vimos, ela fornece exemplos do uso correto das bebidas alcoólicas e uma forte advertência contra o mau uso delas. Aconselha os jovens a respeitar o critério de seus pais. Portanto, seja sábio e escute o que eles dizem sobre se você deve tomar bebidas alcoólicas ou não, ou sob quais circunstâncias pode fazer isso. Será também sábio ao evitar entregar-se a elas quando os que as tomam são todos jovens, sem haver presentes pais ou parentes para prover uma influência orientadora.
24 Para usufruir a sua juventude do melhor modo e ter felicidade duradoura, precisa recorrer à Palavra de Deus em busca de orientação. Portanto, ‘quer coma, quer beba, quer faça qualquer outra coisa, faça todas as coisas para a glória de Deus’. — 1 Coríntios 10:31.
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As drogas — são a chave para realmente viver?Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
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Capítulo 15
As drogas — são a chave para realmente viver?
1, 2. (a) Até que ponto se usam drogas entre os que você conhece? (b) Por que são as drogas usadas pelos jovens?
É PROVÁVEL que tenha em casa alguma espécie de droga — tranqüilizantes, estimulantes — porque muitos de nós vivem hoje numa sociedade obcecada pelas drogas. Por exemplo, nos Estados Unidos, as vendas da indústria farmacêutica têm aumentado mais de trinta vezes desde a Segunda Guerra Mundial. O Dr. Mitchell S. Rosenthal disse que, num ano recente, os médicos prescreveram suficientes drogas para alterar a disposição de ânimo, que bastavam “para manter cada homem, mulher e criança [nos Estados Unidos] quer ‘estimulado’, quer ‘tranqüilizado’ ou ‘apagado’ por um mês inteiro”.
2 A maioria das drogas assim receitadas são para adultos. Mas, em alguns países, os jovens consomem uma grande parte delas ‘para divertir-se’. Usam também outras drogas, não produzidas em geral para uso medicinal, inclusive heroína, LSD e maconha. Alguns jovens talvez estejam inclinados a raciocinar: “Se os adultos tomam pílulas, fumam e se embriagam, por que não devo eu me divertir fumando maconha ou tomando drogas?” O que você acha disso? Acha que as drogas são a chave para usufruir a vida mais plenamente?
Drogas Às Quais Muito Recorrem
3-9. (a) Quais são as drogas que se usam como “estimulantes” ou para dar prazer? Que efeito têm sobre aqueles que as usam? (b) Sabe de algumas experiências que as pessoas que usam drogas tiveram, que corroborem estes efeitos?
3 Há uma ampla variedade de drogas a que as pessoas recorrem para “ser estimuladas” ou se deleitar. Talvez já tenha ouvido falar muito sobre isso. Mas, tome alguns momentos para examinar o que elas são.
4 Há os barbitúricos, às vezes conhecidos por vários apelidos. São sedativos, que os médicos talvez receitem para causar sono. Há mais de duas dúzias de tipos deles, e cada ano se produzem mais de 476 toneladas só nos Estados Unidos. Uma grande parte do estoque é desviado para canais ilegais.
5 Existem também muitos estimulantes usados, em geral conhecidos como “bolinhas” ou “boletas”. Os principais deles são as anfetaminas. Alguns médicos os receitam para suprimir o apetite, reduzir a fadiga ou aliviar a depressão. Calcula-se, porém, que metade das anfetaminas legalmente fabricadas encontra seu caminho para canais ilegais.
6 LSDa é o mais potente de uma dúzia de drogas que produzem alucinações. Em anos recentes, muitos laboratórios “clandestinos” começaram a fabricá-lo. Produz efeitos esquisitos nos que o usam. Especialmente a visão fica alterada. Até mesmo meses depois de se tomar a última dose podem ocorrer ilusões e alucinações. Numa “viagem péssima”, aquilo que a pessoa vê em visões pode ser aterrorizante.
7 A maconha, produto da planta canábis, é uma das drogas mais amplamente usadas. Conhece alguém que a fuma? Seu efeito é mais brando do que o do LSD, embora também produza distorções dos sentidos. Quando se fuma maconha, cinco minutos podem parecer como uma hora. Os sons e as cores parecem intensificados.
8 A heroína é produzida da morfina, que provém da papoula de que se extrai o ópio. É uma droga especialmente perigosa. As pessoas podem ficar viciadas depois de injetá-la apenas algumas vezes, passando por terríveis dores de privação, a menos que obtenha mais. Quando alguém é viciado em heroína, esta pode destruir-lhe a vontade e a capacidade de aprender. Ele fica escravo dum vício que aos poucos o destrói. Um parlamentar de Nova Iorque escreveu: “A heroína tem destruído o funcionamento de nosso sistema escolar.”
9 Naturalmente, há outras drogas das quais muitos acham que lhes dão maior usufruto da vida. A cocaína é uma delas. A nicotina no fumo é outra. Deve você usar essas drogas? Conforme já vimos no capítulo anterior, a Bíblia não condena o uso moderado de bebidas alcoólicas, que podem descontrair a pessoa e alegrar-lhe o coração. Então, é correto ou sábio usar qualquer destas muitas drogas diferentes, no empenho de tornar a vida mais satisfatória?
HÁ LUGAR PARA ELAS?
10-12. (a) Como talvez use o médico uma droga para ajudar alguém? (b) Que dano terrível causa às pessoas o abuso das drogas?
10 As drogas evidentemente têm o seu lugar, e o médico pode às vezes receitar-lhe uma por causa dum problema com a saúde. Se estiver sofrendo grandes dores, o médico talvez lhe dê uma injeção de morfina, para dar-lhe alívio. Os barbitúricos e as anfetaminas, sem dúvida, ajudaram alguns pacientes que tiveram problemas de saúde. A heroína também é usada em alguns lugares para aliviar o sofrimento de pacientes cancerosos, sem cura.
11 Mas, por outro lado, as drogas causam terrível dano a milhões de pessoas. Relata-se que cerca de um milhão de pessoas nos Estados Unidos são viciadas em barbitúricos, sendo que mais de 3.000 morrem cada ano por doses excessivas. O vício da heroína não só resulta em muitos falecimentos por dia, por causa de doses excessivas, mas tem transformado dezenas de milhares em criminosos perigosos. Para sustentarem seu vício dispendioso, os viciados roubam em propriedades mais de US$ 3.000.000,00 só na cidade de Nova Iorque, em média, cada dia!
12 O que significa isso? Devem-se abolir as drogas? Não necessariamente, visto que muitas drogas podem servir a um bom objetivo. Mas o problema é com o amplo mau uso ou abuso delas. Milhões de pessoas as usam quando não está envolvido nenhum tratamento duma doença, e em doses grandes que nunca foram intencionadas para fins medicinais. Muitas vezes, quem as usa só quer ter uma sensação de sonolência ou mesmo cair numa espécie de transe. Justifica-se tal uso?
O EFEITO SOBRE O CORPO
13-17. (a) O que são todas as drogas, na realidade, conforme mostra a literatura médica? (b) Portanto, por que é seu uso, mesmo para fins medicinais, um risco calculado? (c) Analise como os textos seguintes indicam o conceito de Deus do uso de qualquer droga só para dar prazer ou “euforia”: 2 Coríntios 7:1; Romanos 13:13; 12:1.
13 Talvez saiba que muitas drogas estão disponíveis apenas sob prescrição médica e que algumas delas até mesmo são ilegais em muitos países. Pergunte-se: Por quê? É para a proteção de todos nós. Sim, as drogas podem ser perigosas e até mesmo mortíferas. Na realidade, são uma espada de dois gumes, em alguns casos capazes de curar, mas, em outros, de prejudicar ou mesmo matar. O livro Drogas, publicado em inglês e da co-autoria dum professor de farmacologia, explica o seguinte:
14 “Todas as drogas são venenos e todos os venenos são drogas. Não é acidental que as palavras ‘veneno’ e ‘poção’ tenham a mesma raiz, ou que a palavra grega pharmakon, que encontramos arraigada nas nossas palavras ‘farmácia’ e ‘farmacologia’, originalmente significou tanto uma poção para curar como uma mortífera.
15 Assim, mesmo quando você está doente, tomar uma droga é um risco calculado. Mas, visto que dá valor à sua vida, talvez aceite o risco e tome uma droga para aliviar a dor ou para melhorar a condição precária da saúde. Seria correto, porém, que você engolisse, injetasse, fumasse ou cheirasse uma droga, para produzir o que se chama de “euforia”, a fim de esquecer a realidade e passar para algum mundo dos sonhos? Está tal uso de seu maravilhoso corpo, dado por Deus, em harmonia com o propósito de nosso Criador?
16 Pense nisso. Se você pudesse dar a alguém um presente extraordinário, digamos um automóvel zero-quilômetro, como se sentiria você se ele deliberadamente o estragasse? Digamos que ele tentasse usá-lo sem jamais colocar óleo ou trocar o óleo, e que o usasse para fazer entrega de esterco? É provável que você ficasse irado ou furioso com ele, por tal uso estúpido de seu presente, não é verdade? Então, como acha que Jeová Deus se sente quando usamos mal o nosso maravilhoso corpo, enchendo-o desnecessariamente com algum veneno, na busca de “estímulo” ou “emoções”? A sua Palavra nos deixa saber a resposta, por exortar-nos: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade em temor de Deus.” (2 Coríntios 7:1) De modo que não podemos viver em harmonia com a vontade de Deus, se na busca de “estímulo” ou “emoções” ingerimos uma droga que avilta o corpo.
17 Considere também o seguinte ponto. Já tratamos antes daquilo que o Criador aconselhou sobre a embriaguez. Ele mostra claramente na sua Palavra que aquele que perde o controle por beber demais rebaixa-se, muitas vezes tornando-se imundo e tolo, causando embaraço aos outros em volta dele. Não há dúvida sobre isso, nosso Criador condena corretamente a embriaguez. Portanto, seria o conceito diferente, se alguém perdesse o autodomínio por causa de heroína, maconha ou outra droga? Embora a reação causada pelas drogas não seja exatamente a mesma do álcool, pode-se perder o controle tanto ou até mais do que aqueles que se embriagam com bebidas alcoólicas. Assim, em vista do conselho sábio e razoável encontrado na Bíblia, podemos ver o valor de não recorrermos às drogas para ter emoções eufóricas.
QUE DIZER DO FUMO?
18-21. (a) Por que é que tantos fumam, embora seja bem conhecido que isso põe em perigo a saúde? (b) Apresente pelo menos dois motivos pelos quais é errado que o cristão fume.
18 Talvez pergunte: “Então, que dizer do fumo, que contém a droga prejudicial da nicotina? Dezenas de milhões de adultos fumam, como dizem, ‘pelo prazer’. É isto correto?” Não, não é correto, conforme evidenciado pelo aviso que aparece nos maços de cigarros vendidos nos Estados Unidos: FUMAR É PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE. Isto é verdade, não importa em que país viva. Então, por que é que tantos adultos deliberadamente dão mau exemplo aos jovens, e, ao mesmo tempo, arruínam sua própria saúde por fumar? Principalmente, porque estão viciados. Certo relatório na revista Science World explica:
19 “A droga . . . que vicia é a nicotina. . . . Quando não há nicotina, o corpo ‘tem fome’ dela. Tanto assim, que o corpo às vezes fica ‘doente’ quando passa sem ela. Começam os sintomas da recuperação — uma sensação de enjôo. . . . Alguns destes sintomas são tonturas, dores de cabeça, perturbações estomacais, suor e batidas irregulares do coração.”
20 É evidente que fumar significa abusar do corpo; é um dos ‘aviltamentos da carne’, dos quais os cristãos são exortados pelo nosso Criador a se purificarem. Você talvez ache que os adultos que fumam não estão em condições de criticar os jovens que abusam das drogas. E isso é verdade. Se os pais continuam a abusar de si mesmos por inalar nicotina, como podem esperar que seus filhos tomem a sério o que dizem a respeito da importância de evitar as drogas? Contudo, não importa o que outros façam ou digam, cada um de nós, individualmente, é responsável perante Deus pelas suas ações. E a Palavra de Deus, a Bíblia, tem algo mais a dizer, que torna o fumar errado para o cristão.
21 A Bíblia ordena: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:39) Mas, como pode você fumar na presença dos outros e ainda amar seu próximo? Fazemos esta pergunta em vista do que foi explicado no periódico Medical Tribune: “Fumar cigarros é prejudicial não só para a saúde do fumante — pode ser prejudicial também para o inocente observador.” Um famoso periódico de medicina também observou: “Quando a circulação do ar é tipicamente ruim, o não fumante ficará sujeito a significativo perigo para a saúde por parte do fumante.” Visto que o fumo também prejudica os em volta do fumante, não é evidente que você não pode fumar e ainda assim realmente amar seu próximo?
É A MACONHA DIFERENTE?
22-25. (a) De que modo é diferente do uso de álcool o efeito do uso mesmo moderado de maconha? (b) Por advertir-nos contra práticas prejudiciais, como nos ajuda realmente Deus a usufruir a vida do melhor modo? (Isaías 48:17; Salmo 16:11; Provérbios 3:1-7)
22 Alguns jovens estão inclinados a comparar fumar maconha com tomar bebidas alcoólicas. Talvez vejam seus pais ou outros adultos ficar “inebriados” com o álcool e cheguem à conclusão de que fumar maconha, para produzir efeitos similares, não é em nada diferente. Mas, é mesmo?
23 Lembre-se de que, embora a Bíblia aprove o uso moderado de bebidas alcoólicas, condena o excesso delas, dizendo que “os beberrões . . [não] herdarão o reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9, 10) Todavia, muitos jovens talvez digam que usam a maconha com moderação e nunca ao ponto de produzir um efeito similar à embriaguez. Mas, a maconha é diferente do álcool. Seu corpo pode converter o álcool em “combustível” que você pode “queimar” nos seus tecidos. É alimento. Seu corpo, porém, não pode usar a maconha. Além disso, o álcool não permanece por longo tempo no corpo ou nas células do cérebro. Desaparece do corpo em questão de horas. A substância tóxica da maconha, porém, não desaparece rapidamente, e ela produz efeitos prejudiciais no corpo. Seis médicos do Colégio de Médicos e Cirurgiões da Universidade de Colúmbia, numa carta ao editor do Times de Nova Iorque, explicaram:
“A maconha contém substâncias tóxicas . . . que só são solúveis na gordura e são estocadas nos tecidos do corpo, inclusive os do cérebro, durante semanas e meses, como o DDT. A capacidade de estocagem dessas substâncias pelos tecidos é enorme — o que explica seus lentos efeitos deletérios nos fumantes habituais. Qualquer pessoa que utilize estas substâncias mais de uma vez por semana não pode estar livre dos tóxicos.”
24 Neste respeito, o Dr. Robert Heath, da Universidade de Tulane, classifica a comparação entre o álcool e a maconha como sendo “ridícula”. Ele declara que o álcool tem “efeito temporário. A maconha é complexa, com efeito persistente”. Evidentemente, até mesmo fumantes moderados e regulares da maconha podem sofrer maus efeitos, conforme observou o jornal Free Press de Détroit: “Pesquisadores médicos relatam novas descobertas que indicam que a maconha — e seu irmão mais velho [o haxixe] — são deveras perigosos para a saúde física e mental quando usados regularmente, até mesmo uma ou duas vezes por semana.”
25 Deveras, podemos ser gratos pelos princípios orientadores que nosso Criador nos deu. Ele nos ama, e por este motivo exorta-nos a evitar aquilo que avilta nosso corpo e assim nos prejudica, em vez de contribuir para nossa felicidade e bem estar eternos. Certas drogas talvez beneficiem alguém que está doente, mas só podem prejudicar aqueles que recorrem a elas na busca de prazeres. Não são a chave para realmente viver.
[Nota(s) de rodapé]
a LSD é o código para dietilamida do ácido lisérgico.
[Foto na página 113]
Só porque milhões de adultos fumam, será que é motivo para você fazer o mesmo?
[Gravura de página inteira na página 108]
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Esportes e diversõesSua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
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Capítulo 16
Esportes e diversões
1, 2. (a) De que esportes ou outras diversões gosta especialmente? (b) O que há na obra de Jeová que indica que ele quer que usufruamos a vida? (Salmo 104:14-24)
EM TODO o mundo há interesse nos diversos esportes e outras formas de diversão. Bilhões de cruzeiros são gastos cada ano com eles. Você também se interessa nessas coisas? Por exemplo, gosta de cavalgar ou remar? Gosta de nadar, jogar tênis ou participar em outros esportes? Ou se diverte indo ao cinema ou vendo programas de televisão?
2 Há quem diga que tais prazeres estão errados. O que você acha? Ora, alguns até mesmo afirmam que a Bíblia desaprova estas coisas. Francamente, porém, tais pessoas deturpam a Bíblia e seu autor, Jeová Deus. A Palavra de Deus fala favoravelmente sobre os jovens derivarem prazer de atividades de recreação. Por exemplo, descrevendo o povo bendito de Deus, a Bíblia diz: “As praças da cidade regurgitarão de meninos e meninas que brincarão nas suas praças.” Ela diz, também, que há “tempo para dançar”. (Zacarias 8:5; Eclesiastes 3:4, Centro Bíblico Católico) É evidente que Deus teve por objetivo que derivássemos prazer de atividades recreativas sadias. Um dos frutos do espírito de Deus é a “alegria”. (Gálatas 5:22) E nosso usufruto de recreações salutares é normal e natural.
ORIENTAÇÃO PARA AUMENTAR O PRAZER
3-8. (a) Que conselho equilibrado sobre a recreação é encontrado em 1 Timóteo 4:7, 8? (b) Em que sentido é proveitoso o “treinamento corporal”? Mas, o que pode acontecer quando alguém fica enfronhado demais nos esportes? (c) Com que problemas se pode confrontar alguém, se ele se envolver em jogar num time da escola? O que deverá ajudá-lo a tomar a decisão sábia sobre se quer fazer isso ou não?
3 Para nos ajudar a derivar prazer de tais atividades, Deus nos proveu amorosamente orientação. Por exemplo, para evitarmos os resultados insalubres do excesso de comida, a Palavra de Deus aconselha: “Não venhas a ficar . . . entre os que são comilões de carne.” (Provérbios 23:20) De modo similar, fornece-nos o seguinte conselho sábio relativo às atividades recreativas: “Treina-te com a devoção piedosa por teu alvo. Pois o treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa, mas a devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” — 1 Timóteo 4:7, 8.
4 De modo que a Bíblia mostra que o “treinamento corporal”, tal como obtemos nos esportes, tem o seu devido lugar. É bom para nós; pode ajudar-nos a desenvolver coordenação física, flexibilidade, tonicidade muscular e força. Pode também revigorar-nos mentalmente, em especial quando gastamos muito tempo nos estudos. Mas, note que a Bíblia acautela que “o treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa”. O que pode acontecer se você desconsiderar tal conselho bíblico e ficar totalmente absorto nos esportes?
5 Em primeiro lugar, pode estragar a diversão, tornando os esportes um “negócio sério”, em vez de uma recreação bem-vinda. Salientando os efeitos dos excessos nos jogos competitivos, o psicólogo de esportes Bruce Ogilvie disse: “Certa vez entrevistei os calouros em 10 campos da divisão de profissionais de beisebol, e 87 por cento deles disseram que gostariam de nunca ter começado a jogar beisebol na Divisão Juvenil, porque isto passou a tirar a alegria do que havia sido divertimento.”
6 Também, alguns esportes, tais como o futebol americano, podem ser perigosos, especialmente quando seu corpo está no processo do desenvolvimento físico. O periódico Science Digest relatou que cerca de 12.000.000 de menores estadunidenses, antes de atingirem os dezoito anos, sofreram algum impedimento físico permanente por se empenharem em esportes! Um dos jogadores profissionais mais destacados do futebol americano não deixaria seus dois filhos jogar nas divisões infanto-juvenis deste tipo de futebol. “Os pais não param para pensar em todas as coisas que podem sair erradas para os rapazinhos”, disse ele. “Em primeiro lugar, ele pode voltar para casa com a mão cheia de seus dentes.” O que tornou alguns esportes tão perigosos é a competição levada ao extremo — a atitude de vencer a todo o custo — que muitas vezes é estimulada.
7 Outra coisa a considerar são as associações a que a participação em esportes organizados pode expor você. A conversa nos vestiários, em geral, tem a reputação de ser sexualmente imoral. Além disso, quando um time faz uma viagem para jogar em outro lugar, pode-se ficar por tempo prolongado na companhia daqueles que pouca consideração têm pela fidelidade a Deus. Isto é algo em que pensar, visto que a Palavra de Deus enfatiza que deve ‘treinar-se com a devoção piedosa por seu alvo’. E quão prático é envolver-se em algo que pode facilmente prejudicar seus princípios de moral e suas relações com seu Criador?
8 De modo que os esportes são bem similares a outras coisas que são boas quando mantidas no devido equilíbrio — quando não dominam sua vida, sobrepondo-se a coisas mais importantes ou expondo você a situações prejudiciais. Quanta euforia pode dar participar num esporte veloz e sentir a emoção de o corpo corresponder e fazer as coisas com perícia! Pode dar alegria e satisfação lembrá-las por muito tempo. Pode ajudá-lo a apreciar nosso grandioso Criador, que nos fez com a capacidade de fazer tais coisas.
CINEMA E TELEVISÃO
9-14. (a) Na escolha dum filme ou dum programa de TV, contra que espécie de coisa precisa precaver-se? (b) Como ficaria alguém afetado, se assistisse a diversões que são moralmente corrutas? Por quê? Embora saibamos que tais atos são errados, por que não devemos subestimar o efeito que assistir a eles pode ter sobre nós?
9 O tipo de filmes e diversão na TV que escolhemos também pode afetar nossa relação com Deus. Alguns filmes e espetáculos de TV são agradável entretenimento; podem até mesmo aumentar nosso apreço da maravilhosa obra de nosso Criador. Mas, sem dúvida, já notou que muitos espetáculos surgiram com estórias que destacam o adultério, a fornicação, o lesbianismo, o homossexualismo, a violência e a matança em massa. Isso talvez seja considerado como diversão. Mas como afeta a pessoa?
10 Ora, pergunte-se: Como se tornou você aquilo que é hoje? Não é por seu ambiente e por sua educação, pelo que assimilou na mente, em especial através dos olhos e dos ouvidos? Sim, em grande parte você é aquilo com que alimentou a mente. Quanto mais fica exposto a certa coisa, tanto mais provável esta se tornará parte de você.
11 Você não escolheria tomar uma refeição de lixo imundo, não é verdade? Então, que dizer de ficar continuamente exposto a lixo mental? Este forçosamente se tornará parte de seu modo de pensar. Quando vê algum filme, na realidade, você se está associando com a espécie de pessoas retratadas na tela. E os filmes são projetados deliberadamente para envolvê-lo emocionalmente com os personagens, amiúde para suscitar simpatia pelo transgressor — o fornicador, o homossexual e até mesmo o assassino. Quer envolver-se tão profundamente assim com homossexuais, lésbicas, fornicadores, adúlteros e criminosos?
12 No entanto, observando algum ato de imoralidade sexual ou de violência na tela, talvez pense: “Ora, eu nunca faria uma coisa dessas!” É verdade que agora talvez se sentisse repelido, se alguém sugerisse que você roubasse algo de seu vizinho, que mentisse a um amigo ou cometesse fornicação. Mas, o que se daria se permanecesse na companhia de ladrões, fornicadores e homossexuais por bastante tempo, escutando o seu raciocínio deturpado? Com o tempo, talvez passe a solidarizar-se com eles. O que no início parecia repugnante, talvez não pareça assim com o tempo. E considere o seguinte: Como é que a maioria dos homossexuais chegaram a ser o que são? Por gastar tempo pensando nisso e se associar com outros que eram assim.
13 Talvez ache que nunca se entregaria à imoralidade. Mas, o que se daria se você fosse ao cinema com pessoas do sexo oposto e observasse atos repetidos de abraços, carícias e imoralidade? O que é mais provável que você faça depois de tais filmes, especialmente se também tiver acesso a bebidas alcoólicas, que reduzem as inibições? Você sabe a resposta. De fato, muitos dos atuais filmes gritam: “Nós vamos entregar-nos a maldades! Vamos violar todas as leis, mesmo as de Deus!” É esta espécie de influência a que se quer sujeitar?
14 Acha sinceramente que você está acima da possibilidade de ser corrompido pelas influências más? Lembre-se de que milhões de europeus, antes decentes e trabalhadores, sofreram “lavagem cerebral” pela propaganda nazista, para cometer e apoiar crimes terríveis contra a humanidade. Portanto, não subestime o efeito que a propaganda corruta divulgada pelos filmes, sobre o sexo e a violência, pode ter sobre você.
SATISFAZER A NECESSIDADE DE RECREAÇÃO
15-19. Quais são algumas atividades sadias com que podemos satisfazer nossa necessidade de recreação?
15 Nosso Criador nos fez com a necessidade de recreação. Mas ele nunca teve por objetivo que esta girasse em torno de sujeira moral ou de violência, ou da violação de suas leis. De fato, se você excluir os filmes e os espetáculos de TV que apresentam estas coisas, verificará que está excluindo um grande número de filmes e programas de televisão. No entanto, ainda há muitas formas sadias de recreação que pode usufruir.
16 Afinal, que adianta a recreação ou a diversão se você, no fim, não se sente reanimado ou se ela o deixa perturbado ou agitado — ou como se diz, com ‘gosto acre na boca’? Se alguém lhe oferecesse algo para comer e se tivesse bom aspecto e bom paladar, mas depois de comer você se sentisse doente, será que repetiria a porção? Portanto, seja criterioso, sobre como gasta seu tempo de folga na recreação e na diversão. Não fique apenas “matando o tempo” por aceitar qualquer espécie de diversão que por acaso esteja disponível, mas viva esta folga, por fazer alguma coisa que lhe dê verdadeiro prazer e reanimação, algo de que se pode recordar e lembrar com prazer.
17 Poderá participar numa variedade de esportes ao ar livre. Muitos passaram horas prazeirosas andando pelos bosques ou campos, jogando um pouco de bola ou entregando-se a outra distração assim. Alguns têm uma mesa de pingue-pongue ou de sinuca em casa e convidam os amigos para tais jogos. Se você consultar seus pais, poderá verificar que se agradam em que faça isso.
18 Talvez possa também visitar museus ou outros locais de interesse, que tanto entretêm como instruem. Já visitou uma granja, um laticínio, um leilão ou uma gráfica? Se você morar numa cidade, pode haver departamentos do governo que lhe poderão fornecer fatos sobre lugares de interesse naquela cidade. Talvez possam informá-lo sobre indústrias na sua vizinhança que aceitam visitantes. Além disso, viagens a lugares pitorescos, tais como lagos, montanhas ou praias, podem ser uma recreação agradável, especialmente quando a família pode usufruir estas coisas em conjunto.
19 Naturalmente, precisamos ter cautela para que tais empenhos em prazeres não se tornem o objetivo principal na nossa vida e nós deixemos assim de receber os benefícios que nos podem fornecer. Contudo, quão gratos podemos ser de que nosso Criador nos deu a capacidade de participar e usufruir tal grande variedade de atividades recreativas! Elas deveras podem tornar a vida mais agradável.
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É você afetado pelos espetáculos a que assiste?
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A música e a dança de sua escolhaSua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
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Capítulo 17
A música e a dança de sua escolha
1-3. (a) Em que sentido é veraz que o Criador incluiu a música no nosso ambiente natural? (b) Apresente exemplos que mostram que a Bíblia fala com aprovação sobre a dança.
O CRIADOR do homem incluiu música no ambiente humano. Não apenas os tons claros e graciosos procedentes da garganta dos pássaros, mas também o murmúrio dos ribeiros, o sussurro do vento nas árvores, o cricri dos grilos, o coaxar das rãs e os sons de muitas outras das criaturas da terra — todas estas têm um tom melodioso. Não é de se admirar, então, que o desenvolvimento dos instrumentos musicais remonta à aurora da história humana.
2 Também a dança tem história antiga. Em Israel, Miriã, irmã de Moisés, liderou as mulheres “com pandeiros e em danças”. Também, depois de Deus ter ajudado o Rei Davi a derrotar inimigos depravados, “as mulheres começaram a sair de todas as cidades de Israel com canções e com danças”. É também evidente que Jesus Cristo aprovava a dança, visto que ele a mencionou como parte duma celebração correta, na sua ilustração do filho pródigo. Jesus falou sobre “um concerto de música e dança” providenciado quando o pródigo retornou. A Bíblia mostra que algumas danças eram individuais ou então em grupos de homens, ou de mulheres. — Êxodo 15:20; 1 Samuel 18:6; Lucas 15:25.
3 Significa isso que toda a música e todas as danças necessariamente são boas? Ou precisa ser criterioso quanto à música que você escuta ou as danças em que talvez participe? O que nos pode ajudar a decidir isso? Quanto isso importa realmente?
ESCOLHA DA DANÇA
4-6. (a) O que tornaria algumas danças objetáveis aos cristãos? (Colossenses 3:5, 6) (b) Por que foram certas danças modernas comparadas com as antigas danças de fertilidade?
4 Há uma ampla variedade de danças — desde as valsas graciosas até as polcas animadas. Da América Latina procedem congas, rumbas e sambas, também merengues, beguines e a bossa nova, muitas dessas tendo fundo africano. Depois há também o rock-and-roll, bem como outras danças mais recentes. Há algum bom motivo pelo qual possa ter uma objeção a certas destas danças?
5 Há sim, se a dança incita você sexualmente ou resulta numa tentação de cometer imoralidade sexual. Então poderia causar-lhe muitos problemas.
6 As antigas danças de fertilidade, por exemplo, destinavam-se a incitar as paixões sexuais, e certas danças modernas fazem lembrá-las. Há alguns anos atrás, a revista Time observou:
“O Tuíste, no começo, foi uma dança bastante inocente . . . mas os jovens em [certo clube noturno de Nova Iorque] reviveram o Tuíste e parodiaram-no com uma réplica de alguns antigos ritos tribais de puberdade.”
7-10. (a) Se alguém participar em tal dança, por que motivo poderiam outros sentir-se atraídos a ele ou a ela? Será que você quer atrair pessoas do sexo oposto nesta base? (b) Mesmo nas danças em salões de baile, por que é preciso ser cauteloso?
7 Muitas danças, nos últimos anos, são variações do Tuíste. Os dançarinos não se tocam, mas os quadris e os ombros podem girar em maneiras sexualmente sugestivas. A paixão duma pessoa jovem pode facilmente ser excitada observando um corpo realizar tais giros. Uma moça, por exemplo, talvez não pense nada disso, estando simplesmente enfronhada nos movimentos da dança. Mas ela não deve ignorar o efeito sobre os espectadores e o que eles possam pensar dela, conforme observa a seguinte carta dirigida ao redator do Times Magazine de Nova Iorque: “Esperemos que os corpos jovens (e não tão jovens) em nossas dançarinas do Tuíste estejam mentindo, e que sua mente não se comporte no íntimo do modo como seu pélvis e seus peitos o fazem por fora.”
8 Mesmo que você não tenha motivação errada, se participar em tais danças faria bem em considerar a espécie de atração que pode ser para outras pessoas jovens. Por exemplo, sentem-se eles atraídos a você por causa do estímulo sexual que recebem de você, um tipo de estímulo que podem obter daqueles que vestem roupa apertada, giram nos quadris e fazem diversos gestos eróticos? Quer atrair alguém só nesta base? Ou quer a espécie de pessoa que gosta de você pelo que você é, pelas coisas que acha importantes na vida e pela sua conversa? Está interessado em alguém que tem prazer em fazer coisas para você ou apenas no que pode obter de você?
9 Mesmo as danças em salões de baile, que dão ênfase aos movimentos dos pés, acompanhados por movimentos graciosos do corpo, e em que os parceiros seguram um ao outro, podem às vezes ser sexualmente estimulantes, por causa do contato físico, íntimo. Portanto, se você participar em tais danças, tome em consideração a possibilidade de que seu parceiro ou sua parceira podem ficar indevidamente estimulados, mesmo que você ache que não estão bastante perto para você derivar um prazer sensual da dança.
10 É um fato que a maioria das danças não podem ser classificadas como sendo ou corretas ou impróprias. Muitas delas podem ser dançadas de modo correto e próprio, ou então dum modo que viola o conselho da Palavra de Deus, de se comportar de maneira limpa e sadia.
ESCOLHA DA MÚSICA
11, 12. Por que tem a música poder? Cite exemplos.
11 Assim como se dá com a dança, precisa também cuidar e refletir sobre a escolha da música que você escuta. Por quê? Porque a música tem poder, e assim como qualquer outro poder, pode servir para o bem ou para o prejuízo.
12 Donde vem o poder da música? Da sua capacidade de induzir certo sentimento, disposição de ânimo ou espírito nas pessoas. A música pode descansar e acalmar, ou revigorar e animar. Pode quase que “sentir” a diferença entre uma marcha vigorosa e uma serenata suave. A música pode estimular toda emoção humana — amor, ternura, reverência, tristeza, ira, ódio e paixão. Em toda a história, os homens reconheceram o poder da música e a usaram para induzir as pessoas a certo proceder. Por exemplo, parte do triunfo da Revolução Francesa freqüentemente é atribuída ao que um escritor chama de “convocação horripilante às armas” da canção A Marselhesa. E há escolas que costumam entoar suas “canções de combate” antes de competições atléticas.
13-16. (a) Como se relaciona o conselho de Provérbios 4:23 com a escolha da música? (b) De que modo pode a música ser um “catalisador” e às vezes com resultados prejudiciais, duradouros?
13 Na Bíblia, o coração é intimamente associado com as emoções e a motivação, de modo que a Palavra de Deus aconselha: “Mais do que qualquer outra coisa a ser guardada, resguarda o teu coração, pois dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23) Visto que o poder emocional da música é um fato, protegermos o coração exige ser criteriosos quanto à música que escolhemos.
14 É verdade que o efeito comovedor da música é apenas temporário. Mas amiúde dura o bastante para dar um impulso decidido em certa direção ou para baixar a resistência a certos atrativos ou tentações. Se tiver estudado química na escola, sabe o que é um “catalisador”. Aprendeu que a combinação de duas ou mais substâncias químicas muitas vezes pode ser obtida apenas pelo uso de outro ingrediente, que, na realidade, une essas substâncias. Este ingrediente é um “catalisador”. Ora, todos nós temos certas fraquezas e inclinações erradas, e por isso nos sentimos às vezes tentados a fazer algo que é errado. Suponhamos que surjam circunstâncias que o animem a cometer um ato errado. A música pode ser o “catalisador” que consegue a combinação do desejo e das circunstâncias — resultando em algo que você depois talvez lamente muito. À base de seus estudos, uma pesquisadora duma comissão governamental que estudou a pornografia disse:
15 “A música, por influenciar as emoções das moças para suscitar amor e afeição, serve freqüentemente de catalisador para o amor e assim de estímulo para a provocação sexual na adolescente. A música traz estes sentimentos à tona.”
16 Sim, o impulso provido pela música, embora temporário, pode bastar para incitá-lo a um proceder ou modo de vida que em si mesmo é de longa duração ou que produz resultados que os são. Por isso, não vale a pena usar de discernimento no que se refere à música?
O PROBLEMA DA DECISÃO
17, 18. Como poderá você saber, escutando uma música, se há nela algo de bom para você ou algo de mau?
17 Na realidade, ninguém pode fornecer-lhe uma lista que de imediato identifique música boa e música má. O motivo é que, entre quase todas as espécies de música, não há nenhuma que possa ser classificada como “toda boa” ou “toda má”. Você terá de usar a mente e o coração para discernir o valor individual de certa música e deve deixar-se guiar por princípios tais como os já considerados. E sua escolha diz aos outros algo sobre a espécie de pessoa que você é.
18 “Não faz o próprio ouvido a prova das palavras assim como o paladar saboreia a comida?”, perguntou Jó há muito tempo. (Jó 12:11) Do mesmo modo, seu ouvido pode fazer a prova da música. Mesmo sem palavras, amiúde pode saber a espécie de disposição de ânimo ou espírito que certa peça pretende produzir, que espécie de conduta estimula. Isto se deu com a música que Moisés ouviu ao descer do monte Sinai e chegar ao acampamento israelita. Conforme ele disse a Josué: “Não é o som de canto de realizações potentes [um canto de vitória], e não é o som de um canto de derrota [um canto de lamento]; é o som de outro canto que estou ouvindo.” O canto, na realidade, evidenciou uma atividade desenfreada e idolatramente imoral. — Êxodo 32:15-19, 25.
19-22. (a) Contra que precisam prevenir-se aqueles que gostam de música clássica? (b) Que fatos merecem consideração ponderada sobre o efeito de certa música de jazz e rock?
19 Considere exemplos mais recentes. Por exemplo, a música clássica, em geral, tem um som nobre e às vezes majestoso. Mas, embora grande parte dela possa ter um efeito bastante nobre sobre os pensamentos, parte dela trata do lado sórdido e egoísta da vida e até o glorifica. Vale a pena lembrar que muitos dos famosos compositores clássicos levaram uma vida imoral, até mesmo dissoluta. E embora, em geral, compusessem para uma assistência que supostamente apreciava as “coisas melhores da vida”, é quase que inevitável que parte do conceito deturpado e das emoções deturpadas se revelem, na sua música, com ou sem palavras. Portanto, se quisermos proteger a saúde de nossa mente e coração, até mesmo a chamada música “séria” não pode ser aceita sem restrições.
20 Do lado oposto ao das composições clássicas, no espectro musical, encontramos a música sincopada do jazz e do rock. Mesmo nela se encontra música melódica e moderada. Mas, parte dela é desenfreada e estridente. É por isso que os próprios músicos fazem uma distinção entre a música jazz e rock que é “suave” e a que é “quente”, “dura” ou “ácida”. Você deve poder distinguir que espécie de conduta a música promove — seu ouvido, sua mente e seu coração devem dizer-lhe isso. As palavras e o tom de certa música às vezes são tão óbvios, que as pessoas os associam facilmente com certo tipo de conduta ou certa espécie de pessoas. Por exemplo, a Bíblia fala de “cantos dos bebedores” e do “cântico de uma prostituta”. (Salmo 69:12; Isaías 23:15, 16) Que dizer de hoje?
21 Por exemplo, se você lê no jornal a respeito dum concerto ou festival de música, e a notícia falar de pessoas gritando, de moças desmaiando, do uso de entorpecentes e da intervenção policial, para evitar que o local fosse destruído — o que acha sobre a espécie de música que estava envolvida na apresentação? Se souber dum jovem cantor (ou cantora) ou músico popular que morreu do excesso de drogas — em que espécie de música acha você que ele ou ela se especializou?
22 Provavelmente já soube que muitos jovens se sentem atraídos à música rock porque acham que sua letra descreve as realidades e os problemas do mundo que os cerca. Talvez mais do que qualquer outra forma de música popular, a música rock procura transmitir uma mensagem: sobre os problemas do crescimento, o conflito de gerações, os entorpecentes, o sexo, direitos civis, dissensão, pobreza, guerra e outros tópicos assim. Procura expressar o descontentamento de muitos jovens com as injustiças sociais e suas idéias sobre um mundo melhor. Mas, qual tem sido o efeito geral? O que tem feito para a maioria dos jovens? Que soluções reais lhes trouxeram suas filosofias? Se tal música se destina a focalizar as realidades, por que se refere em grande parte às drogas, sendo que algumas letras só são entendidas pelos que usam drogas? Estas são perguntas a considerar.
23-25. (a) Com relação à música, qual é o conselho de Eclesiastes 7:5? (b) A quem devemos tomar em consideração ao escolher música e danças? Por quê? (1 Coríntios 10:31-33; Filipenses 1:9, 10) (c) Portanto, por que não é um assunto trivial a música e a dança que escolhemos?
23 Portanto, sua escolha da música não é assunto trivial. Pode deixar que outros decidam isso por você, por simplesmente acompanhar a multidão, escolhendo aquilo que é popular e que atraia as massas. Ou pode pensar por si mesmo e usar de cuidado na escolha, orientado pela sabedoria duradoura e superior encontrada na Palavra de Deus. Eclesiastes 7:5 diz: “Melhor é ouvir a censura de um sábio, do que ser um homem que ouve o canto dos estúpidos.” A “estupidez” de que a Bíblia fala não é mera obtusão mental, mas significa estupidez moral, seguir um proceder que só pode causar dificuldades futuras.
24 Talvez ache que pode escutar música com algo nas palavras contrário ao que é verdadeiro e direito, ou que tenha som sensual, desenfreado, sem ser afetado. Talvez pense assim também sobre as danças que escolhe. Mas, que espécie de influência exerce sobre os outros? Pensa assim como o apóstolo Paulo, que disse que estava disposto a renunciar até mesmo a coisas corretas, tais como comer carne, se com isso podia evitar tornar-se pedra de tropeço para outros? Com que espécie de pessoas o identificará a música de sua escolha?
25 Portanto, sua escolha da música que quer escutar e das danças em que quer participar mostra se você está simplesmente interessado em se “divertir” ou levar uma vida boa, uma vida eterna no favor de Deus.
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A dança tem uma longa história.
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Tem sentido a moralidade em questões sexuais?Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
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Capítulo 18
Tem sentido a moralidade em questões sexuais?
1-3. O que acham muitas pessoas do mundo a respeito das relações sexuais pré-maritais?
A PRESSÃO de se empenhar em relações sexuais, pré-maritais, é hoje forte em muitos lugares. De fato, o mundo foi apanhado numa “revolução sexual”. O jornal Daily News de Nova Iorque explicou: “Relacionamentos sexuais sem casamento são agora amplamente reconhecidos pelos pais, pelas faculdades e pelo público em geral. Há uma espécie de tolerância passiva da imoralidade, como se fosse fútil opor-se à nova onda irresistível.”
2 Muitos demandam a liberdade de ter relações sexuais com quem quer que desejem e de qualquer modo que queiram. Tais atitudes produzem incertezas em muitos. Uma colegial falou sobre um problema típico que ela encontrou ao sair com um rapaz: “Ele disse: Por que não? Eu gastei metade de nosso tempo tentando explicar-lhe o que era tão especial na moralidade. Depois, perguntei a mim mesma: Por que não?” Talvez você também já se tenha perguntado: “Por que não?” Será que realmente tem sentido a moralidade em questões sexuais?
3 Os jovens costumam achar que, por serem fisicamente capazes de ter relações sexuais e por ser isso supostamente ‘bastante agradável’, é algo em que devem empenhar-se. Mas é realmente assim? É correto ter relações sexuais antes do casamento? Ajuda isso a tornar a vida mais digna de viver?
EFEITOS BONS OU MAUS?
4-7. (a) Quais são alguns dos resultados comuns das relações sexuais pré-maritais? (b) O que mostra que práticas sexuais licenciosas realmente não são nenhuma moralidade “nova”? (Juízes 19:22-25; Judas 7) (c) Por quê é muito sério o conselho de 1 Coríntios 6:18? (Atos 15:28, 29; 1 Tessalonicenses 4:3, 7, 8)
4 Que dizer da afirmação de alguns, de que a liberdade sexual traz maior felicidade pessoal e que é ‘bastante agradável’? O Jornal da Associação Médica Americana (periódico estadunidense) noticiou a seguinte conclusão a que chegou um jovem que teve relações sexuais pré-maritais com muitas moças: “Aprendi que isso não me traz felicidade.” As moças têm ainda menos probabilidade de obter felicidade das relações pré-maritais. Uma jovem colegial, chorando, disse a respeito de tal experiência: “Certamente não valeu a pena — não era nada divertido na ocasião e estou preocupada desde então.”
5 Tal preocupação muitas vezes é justificada por várias razões. Indicando uma razão, uma autoridade de saúde pública disse que a gonorréia ameaça contagiar 50 por cento dos adolescentes dos Estados Unidos em apenas cinco anos! E as autoridades em medicina dizem que os remédios modernos são ineficazes em impedir o aumento tanto da gonorréia como da sífilis, as grandes doenças venéreas. Acontece demasiadas vezes que os que as contraem se apercebem disso tarde demais para evitar danos sérios e irreversíveis ao seu corpo. Será que tem sentido arriscar a possibilidade de sofrer dano permanente, talvez até mesmo cegueira ou esterilidade, em resultado da imoralidade?
6 Existe também a forte possibilidade da gravidez. Milhões de moças solteiras ficam grávidas. Muitas delas passam pelos perigos e pelas tensões emocionais do aborto. Outras são obrigadas a contrair matrimônios infelizes. Ainda outras enfrentam uma luta longa e infeliz para criar um filho ilegítimo. De modo que é fácil de ver que, embora os anticoncepcionais fiquem cada vez mais disponíveis às adolescentes, eles não fornecem uma isenção “garantida” da gravidez.
7 Na realidade, não há nada novo ou “moderno” na devassidão sexual. Já existe por um longuíssimo tempo. O povo de Sodoma e Gomorra a praticava quase dois mil anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Se você ler a história do antigo Império Romano, verá que este se destacou pela libertinagem sexual de todas as espécies que se praticam hoje. De fato, sua queda se deveu em grande parte à decadência moral. Certamente é sábio acatar a ordem bíblica de ‘fugir da fornicação’. — 1 Coríntios 6:18.
É BOA MORALIDADE SINAL DE FRAQUEZA?
8-11. (a) Por que exige força moral para refrear-se das relações sexuais pré-maritais? (b) Conforme relatado em Provérbios, capítulo 7, o que mostra que um jovem que se envolveu em imoralidade teve falta de boa motivação? (c) Como se ilustra a firmeza a favor dos princípios corretos por parte duma jovem de Suném?
8 No entanto, pode acontecer que seja desafiado a cometer fornicação e, se recusar, os outros talvez o acusem de ser fracalhão. Em alguns lugares, a fornicação torna-se o costume aceito. Dois médicos, escrevendo em Aspectos Médicos da Sexualidade Humana (em inglês), observaram: “Os jovens têm passado a sentir-se culpados por se recusarem a manter prontamente relações sexuais, e há casos em que moças expressaram sua vergonha por ainda serem virgens à idade de 25 anos.” É sinal de fraqueza recusar ter relações sexuais antes do casamento? Ora, o que você acha que exige mais força — entregar-se à paixão ou refrear-se?
9 Na realidade, qualquer fracalhão pode ceder ao impulso sexual. Mas exige-se ser verdadeiro “homem” (ou verdadeira “mulher”) para controlar este impulso até tomar alguém em casamento. Requer ainda mais força agora, quando a tendência global é a de ir na outra direção, porque significa remar contra a correnteza.
10 O livro bíblico de Provérbios apresenta um relato que ilustra este ponto. Fala sobre o caminho seguido por um jovem dentre os “inexperientes”, a quem faltava boa motivação de coração, e que saiu perambulando por uma rua onde se chegou a ele uma prostituta. Sob a pressão da persuasão astuta dela, ele cede e “de repente ele vai atrás dela, igual ao touro que chega ao abate, e como que agrilhoado [ou manietado] para a disciplina do tolo”. (Provérbios 7:6-23) Não tinha a força moral necessária para resistir.
11 Já antes, neste livro, lemos sobre uma bonita donzela de Suném, que resistiu a todos os engodos que o rico Rei Salomão podia oferecer-lhe, preferindo manter-se fiel ao jovem pastor com quem esperava casar-se. Sim, em vez de ser como uma “porta”, facilmente aberta, ela provou aos seus irmãos mais velhos que era firme como uma “muralha”, na sua determinação de manter a sua virgindade para o homem pelo qual esperava. — Cântico de Salomão 8:8-10.
POR QUE A MORALIDADE EM QUESTÕES SEXUAIS TEM SENTIDO
12-14. (a) Por que é bem sensato acatar as regras de Deus a respeito do sexo? (b) O que dizem Hebreus 13:4 e 1 Coríntios 6:9, 10 a respeito do futuro dos fornicadores? O que se quer dizer com fornicação?
12 O motivo principal pelo qual a moralidade em questões sexuais tem sentido é que ela é o modo estabelecido por Aquele que sabe mais sobre a felicidade humana: Jeová Deus. Pense nisso. Jeová Deus fez amorosamente a provisão para a transmissão da vida humana por meio das relações sexuais, e isto é algo maravilhoso e sagrado. Todos fomos beneficiados com isso, porque vivemos. Se aceitamos seus benefícios, não nos impõe isso a obrigação de aceitar as regras de Deus a respeito do processo inteiro? Jeová Deus, como nosso Dador da vida, certamente tem o direito de estabelecer regras de conduta quanto ao uso de nossos órgãos procriativos, que têm a faculdade de transmitir vida.
13 Deus nos diz por intermédio do apóstolo Paulo: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” (Hebreus 13:4) A fornicação não só inclui as relações sexuais promíscuas com qualquer um — mas também as relações sexuais pré-maritais, tais como entre os prometidos em casamento, mas ainda não casados.
14 A Palavra de Deus é bem definitiva em condenar a fornicação e outra conduta desenfreada. Ela diz que aqueles que praticam tais coisas não terão parte no reino de Deus. A Bíblia diz: “Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus.” — 1 Coríntios 6:9, 10.
15-19. (a) Por que devemos realmente odiar a imoralidade sexual? (Salmo 97:10) (b) O que nos pode ajudar a cultivar tal ódio correto?
15 Esta positividade da lei de Deus é realmente para o nosso bem. Os impulsos sexuais podem ser muito fortes, e surgem ocasiões na vida da maioria das pessoas, quando é fácil ceder à pressão da tentação. Se a lei de Deus sobre a questão fosse imprecisa ou fraca, certamente não nos ajudaria muito nestas ocasiões. Mas, visto que ela é tão clara e vigorosa, ajuda-nos a manter o bom senso, estimula nossa coragem moral, e, o que é mais importante, ajuda-nos a aprender a odiar o proceder errado. Odeia você realmente a imoralidade sexual? Por que devia odiá-la?
16 Se o proceder errado, às vezes, parecer atraente, pergunte-se: ‘Gostaria eu que os da minha própria família se empenhassem nisso, meus pais ou meus irmãos e minhas irmãs? Gostaria que tivessem filhos ilegítimos? Aumentaria com isso meu amor e meu respeito por eles?’ Se não, não merece ser odiado tal proceder? Certamente não quer fazer-se igual a uma toalha pública, em que qualquer homem ou mulher pode enxugar as mãos por meio da imoralidade.
17 Que dizer dos filhos nascidos em resultado de tal proceder imoral? Suponhamos que você, se for moça, tenha tal filho — quem cuidaria dele? Sua mãe e seu pai? Você mesma? Como o faria? E como se sentiria seu filho quando, ao crescer, descobrisse como foi concebido? Ou caso se negue a arcar com a responsabilidade e oferecer seu filho para ser adotado, o que pensariam os outros de você? O que pensaria de si mesma? Talvez possa tentar ocultar o nascimento, e depois ocultar o filho, por oferecê-lo para ser adotado e assim fugir da vergonha e da responsabilidade. Mas nunca poderá fugir de si mesma, poderá?
18 Se você, como homem, gerasse um filho ilegítimo, ficaria com a consciência tranqüila? Pense em todas as dificuldades e vergonha que causou à mãe e ao seu filho. Isto certamente é algo a evitar.
19 Na realidade, qual é o bem que já resultou dum proceder de imoralidade sexual? Por que é que se associam com ela tantas coisas indesejáveis, inclusive as doenças venéreas aleijadoras, abortos, brigas ciumentas e até mesmo assassinatos? Por que é que em países de grande “liberdade” sexual a proporção dos divórcios muitas vezes está entre as mais elevadas do mundo? É o divórcio um indício de bom êxito ou de fracasso? É sinal de verdadeira felicidade ou de infelicidade e dessatisfação?
20, 21. Como pode melhorar suas perspectivas de um casamento bem sucedido por evitar a imoralidade sexual?
20 Por outro lado, a moralidade em questões sexuais tem sentido, porque aqueles que se apegam a ela têm muito mais probabilidade de ter um casamento bem sucedido. Isto se dá porque mantiveram o casamento em alta estima, respeitando o arranjo de Deus e também seu cônjuge futuro, e seu direito mútuo de receber um cônjuge puro em casamento.
21 De fato, quanto mais cuidado você tiver em evitar a conduta desenfreada ou em tomar liberdades durante o cortejo e o noivado, tanto mais provável é que seja bem sucedido no casamento. Assim, nem você, nem seu cônjuge, terão dúvidas aborrecedoras quanto à genuinidade do amor do outro, por causa da suspeita de que o único motivo do casamento tenha sido o sexo. Pois o casamento, afinal de contas, não é apenas a união de dois corpos — é a união de duas pessoas. E precisa haver alta estima e amor mútuos para com a pessoa, se o casamento há de dar felicidade duradoura.
FAÇA UMA ESCOLHA SÁBIA
22-24. (a) Que lição útil pode uma jovem aprender do relato bíblico sobre Amnom e Tamar? (b) O que mostra que a paixão demonstrada pela esposa de Potifar não era amor duradouro?
22 O amor baseado exclusivamente na paixão não é duradouro. É egoísta e ganancioso. Esta espécie de amor foi bem ilustrada, na Bíblia, com o caso de um dos filhos de Davi, chamado Amnom. Ele “se enamorou” de sua bela meia-irmã Tamar. Daí, por meio duma artimanha, obrigou-a a ter relações com ele. E o que aconteceu depois? O registro nos conta: “E Amnom começou a odiá-la com um ódio muito grande, porque o ódio com que a odiava era maior do que o amor com que a havia amado.” Mandou-a para a rua. (2 Samuel 13:1-19) Ora, se você for moça, será que deve ser tão ingênua de pensar que, só porque algum rapaz lhe expressa seu amor apaixonado e quer que tenha relações sexuais com ele, isto significa que ele a ama sinceramente? Pode muito bem resultar em ser assim como Amnom.
23 A Bíblia nos diz que a esposa do oficial egípcio Potifar expressou a mesma espécie de interesse no jovem José, que serviu na sua casa. Quando ele resistiu a todas as tentativas dela de seduzi-lo, ela mostrou então seu verdadeiro caráter. Mentiu maldosamente a seu marido sobre José, fazendo com que este fosse encarcerado injustamente. — Gênesis 39:7-20.
24 Sim, a chamada “liberdade” sexual transforma aquilo que devia ser belo e puro em algo mesquinho e detestável. Portanto, o que é que você quer — um ocasional breve momento de prazer sexual ilícito, junto com todos os riscos e problemas envolvidos, ou a satisfação de ter uma consciência limpa perante Deus e todos os outros, junto com respeito próprio, dia após dia?
25, 26. O que nos ajudará a evitar ficar envolvidos na imoralidade sexual? (Efésios 5:3, 4; Filipenses 4:8)
25 Se quiser manter-se livre da imoralidade, então mantenha-se afastado das coisas que levam a ela: palestras que sempre são sobre os do sexo oposto, leitura ou filmes que só têm um objetivo — estimular a paixão sexual. Em vez disso, mantenha a mente, os olhos e a língua ocupados com coisas positivas, puras, visando objetivos meritórios, que trazem benefícios duradouros e não resultam em vergonha ou mágoa.
25 Acima de tudo, fortaleça seu conhecimento e seu apreço de seu Criador, bem como da justiça e da sabedoria dos modos dele. Recorra a ele em oração e fixe o coração nas coisas que ele promete aos que o servem. Poderá permanecer firme no proceder da moralidade em questões sexuais, se realmente quiser fazer isso, porque Jeová Deus e seu Filho lhe darão a força necessária para isso.
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Namoro e cortejoSua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
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Capítulo 19
Namoro e cortejo
1-4. (a) Quão recentemente tornou-se o namoro uma prática comum? (b) Onde o namoro não é costumeiro, como se providenciam os casamentos? (c) No fim das contas, o que decide quão bons ou quão ruins são estes costumes?
TODA pessoa normal deseja ter alegria real na vida. A Bíblia mostra que isto é correto, alistando a alegria como um dos “frutos” do espírito de Deus. (Gálatas 5:22) Muitos jovens, especialmente nos países ocidentais, consideram o namoro como meio principal para ter prazer. Amiúde providenciam passar tempo com alguém do sexo oposto, sem outra companhia. O que se pode dizer sobre isso?
2 Talvez presuma que namorar seja um costume normal e esperado, visto que é tão habitual em muitos lugares. Todavia, nem sempre foi assim, conforme explica o livro A Família no Contexto Social (em inglês): “Os encontros entre os do sexo oposto como os conhecemos surgiram provavelmente depois da Primeira Guerra Mundial.” Em muitos países, porém, o namoro nunca se tornou costume. De fato, a prospectiva noiva e o noivo talvez só se encontrem no dia do casamento. Os arranjos para seu casamento são feitos pelos respectivos pais, ou talvez por um “casamenteiro” ou “intermediário”.
3 Naturalmente, se você vive num lugar onde o namoro e o cortejo são aceitos como normais, a ausência desses costumes em outros países talvez seja difícil de entender. Mas os que moram naqueles países talvez fiquem igualmente intrigados com os costumes do lugar onde você vive. Talvez encarem o namoro e o cortejo como não sendo sábios, ou mesmo um pouco ofensivos. Certa moça da Índia explicou a um bem conhecido conselheiro matrimonial, ocidental: “Como é que poderíamos julgar o caráter dum rapaz que conhecemos ou com quem travamos amizade? Somos jovens e inexperientes. Nossos pais são mais velhos e mais sábios, e não se deixam enganar tão facilmente como nós. . . . É muito importante que o homem com quem eu me casar seja o certo. Eu poderia facilmente cometer um engano, se tivesse de procurá-lo sozinha.”
4 Assim, em vez de adotar o conceito e o modo de pensar restrito, de que a única maneira de fazer as coisas é o modo em que são feitas aí onde você mora, é melhor ampliar seu modo de pensar. No fim das contas, é o resultado final que determina quão bons ou quão maus são certos costumes. Lemos na Bíblia, em Eclesiastes 7:8: “Melhor é o fim posterior dum assunto do que o seu princípio.” E temos de admitir que, em muitos países, onde o namoro e o cortejo são costumeiros, grande porcentagem dos casamentos não são bem sucedidos, mas acabam em divórcio.
QUE DIZER, ENTÃO, DO NAMORO?
5-8. (a) Como nos ajuda aquilo que se diz em Eclesiastes 11:9, 10, a adotar um conceito de longo prazo sobre a nossa conduta? (b) Por que querem muitos jovens namorar?
5 Se você crer em calcular bem as coisas, desejará considerar não apenas os efeitos a curto prazo do namoro, mas também os resultados a longo prazo. Nosso Criador nos ajuda a encarar os assuntos deste ponto de vista a longo prazo. Quer para nós o que dê verdadeira e duradoura felicidade. Por isso exorta na sua Palavra: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade viril, e anda nos caminhos de teu coração e nas coisas vistas pelos teus olhos. Mas sabe que por todos estes o verdadeiro Deus te levará a juízo. Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a calamidade; pois a juventude e o primor da mocidade são vaidade.” (Eclesiastes 11:9, 10) O que significa isso?
6 Significa que o Criador quer que você usufrua a sua juventude, mas, ao mesmo tempo, que não se empenhe em conduta que tenha efeito adverso sobre a sua vida mais adiante. Infelizmente isto ocorre amiúde, assim como observou certo escritor dos tempos modernos: “A maior parte da humanidade usa seus primeiros anos para tornar miseráveis os seus últimos.” Você não quer que isso lhe aconteça, não é verdade? Deus tampouco o quer. No entanto, a Bíblia mostra também, em Eclesiastes, que Deus considera os jovens responsáveis pelo que fazem. A juventude deles não os desculpa de enfrentar as conseqüências do proceder que adotam.
7 Tudo isso tem relação direta com o assunto do namoro. De que modo? Ora, pergunte-se: “Por que quero namorar? O que estou procurando que não posso usufruir, por exemplo, como parte dum grupo? Por que quero estar sozinho com alguém do sexo oposto?” Não é o motivo básico a crescente atração que sente para com os do sexo oposto? Isto se vê no fato de que a atração física costuma ter muito que ver com alguém ser desejável para “namorar”.
8 Muitos jovens que namoram, na ocasião, não pensam seriamente no casamento, nem necessariamente em querer a pessoa que namoram como cônjuge. Na maioria dos lugares onde o namoro é considerado costumeiro, é encarado apenas como forma de recreação, como um modo de passar uma noitinha ou um fim de semana. E alguns, não querendo ser encarados como “diferentes”, namoram porque outros de sua idade o fazem. Contudo, não há dúvida de que o namoro pode levar a “vexame” e até mesmo a uma “calamidade”. Vejamos por quê.
OS EFEITOS DO CONTATO FÍSICO
9-11. (a) Que contato físico costuma estar envolvido no namoro? Por que existe a inclinação natural de se entregar a intimidadas cada vez maiores? (b) Por que pode resultar isso em tensão nervosa para os solteiros? (c) Caso o contato físico leve à fornicação, como pode esta resultar em muitas espécies de calamidade?
9 Na maioria das vezes, o namoro envolve algum contato físico — segurar as mãos, beijar ou algo mais além. No princípio, apenas tocar na mão da outra pessoa pode ser muito agradável, dando a sensação de excitação. Mas, depois de algum tempo, perde seu atrativo e talvez não tenha mais o mesmo efeito. Algo mais, tal como o beijo, pode tornar-se atraente. Mas isso também se pode tornar corriqueiro, até mesmo um pouco ultrapassado. Por quê?
10 Porque quando se trata da paixão sexual, tudo faz parte duma cadeia de eventos destinados a levar a um resultado específico. O primeiro elo é o primeiro contato. O último elo são as relações sexuais, as quais são reservadas aos cônjuges, conforme a Palavra de Deus. Tudo o que houver no ínterim pode levar àquele último elo da cadeia. Portanto, se você não estiver casado, será que é sábio começar com o primeiro elo ou com qualquer dos outros? Fazer isso provavelmente resulte em “vexame”. Por quê? Porque seu corpo se aprontará para algo que não deve ter então, aquele último elo. Estimular o desejo de relações sexuais, mas não satisfazer tal desejo, pode levar a frustração e a tensão nervosa.
11 A fornicação não acabará com o “vexame”. Antes, pode levar à “calamidade”. Como? De vários modos. Pode resultar numa doença venérea. A moça pode ficar grávida, e isto pode pressionar o casal a um matrimônio para o qual realmente não estão preparados, afetando adversamente sua felicidade futura. Ou o jovem talvez se recuse a casar-se com a moça, e ela se verá então obrigada a criar o filho sozinha, sem marido. Ou talvez seja tentada a ter um aborto, o qual, segundo a Bíblia, é uma forma de assassinato. Isto não é “calamidade”? Talvez você esteja decidido a que o namoro não tenha tais conseqüências no seu caso. Muitos, porém, igualmente decididos como você, acabaram enfrentando essas dificuldades. Na realidade, pois, a pergunta volta a ser novamente se você está pronto para o casamento ou não.
SEU DESENVOLVIMENTO PESSOAL
12, 13. Como pode o namoro estorvar o desenvolvimento da pessoa? Portanto, que espécie de relação pode ser mais proveitosa?
12 Mesmo quando o namoro não leva diretamente a uma “calamidade”, pode ter outras desvantagens. Uma delas é a tendência de reduzir seu interesse cedo demais a uma só pessoa. Você está numa fase em que, para o desenvolvimento de sua própria madureza emocional, pode tirar o melhor proveito da associação com uma variedade de pessoas. Se for rapaz, por que não se concentra primeiro em se tornar verdadeiro homem, por ter suas principais amizades com outros homens que demonstram consideração pelo que é direito? Pode aprender deles muitas aptidões e modos varonis. Se for moça, por que não se interessa primeiro em desenvolver-se em pessoa adulta, tirando proveito da associação com aquelas que já as são ou que podem ajudá-la a desenvolver boas aptidões e modos femininos? O namoro realmente interrompe e atrasa tal desenvolvimento.
13 Antes de o namoro se tornar costume popular, os jovens achavam bastantes coisas para fazer, a fim de dar-lhes alegria. Você pode fazer o mesmo. Pode ter verdadeira alegria em conversar, aprender, criar habilidades, trabalhar em projetos, participar em jogos, visitar lugares e ver coisas. Poderá ter muito prazer em fazer essas coisas com alguém de seu próprio sexo ou com um grupo. Muitas vezes, verificará que, quanto mais amplo o tipo de pessoas no grupo — algumas de sua própria idade, algumas mais velhas, outras mais jovens — tanto mais prazer terá.
QUANDO DEVE CASAR-SE?
14, 15. (a) Quão aconselhável, acha, são os casamentos entre adolescentes? (b) Que responsabilidade recai sobre os pais com relação ao desejo de seus filhos de se casar?
14 Chegou o tempo, porém, quando é normal que uma pessoa jovem queira casar-se. Qual é o melhor tempo para isso — quando você ainda é adolescente? Em geral não, porque os fatos duros mostram que a maioria dos casamentos entre adolescentes simplesmente não têm o mesmo êxito dos casamentos em que um ou ambos já atingiram uma idade mais madura. Certo sociólogo comentou: “As pesquisas mostraram que, em geral, os casamentos entre adolescentes se caraterizam pelo elevado número de divórcios ou a alta proporção de infelicidade, em comparação com os casamentos numa idade posterior.”
15 Por outro lado, não há base bíblica para se excluir rigidamente todos os casamentos entre tais pessoas mais jovens. Em geral, as leis do país concedem aos progenitores o direito de exercer seu juízo maduro para decidir o que acham ser nos melhores interesses de seus filhos e resultar em maior felicidade e benefício deles. Podem decidir permitir ou não permitir o casamento de seus filhos ou de suas filhas sob a sua jurisdição. Certamente, os muitos problemas dos nossos tempos e a grande porcentagem dos casamentos fracassados devem induzi-los a ter cautela. E devem também induzir os jovens a ter cautela — em vez de ‘casar-se às pressas e arrepender-se com vagar’. É tolo correr apressado através duma porta só porque ela está aberta, quando você nem sabe o que há do outro lado.
A ESCOLHA DUM CÔNJUGE
16-19. (a) Nos lugares onde é permitido o cortejo, como será proveitoso aplicar o princípio de Gálatas 5:13? (b) Qual deve ser o objetivo do cortejo? Portanto, para que devem estar prontos os que se entregam a ele? (c) Por que é de sua vantagem chegar a conhecer alguém do sexo oposto como parte dum grupo, em vez de se isolarem?
16 Em alguns lugares, permite-se que o jovem esteja com uma moça só quando pelo menos um dos progenitores ou outra pessoa mais idosa esteja presente. Em muitos países ocidentais, porém, tais jovens muitas vezes podem estar juntos sem acompanhante. A questão é, portanto, o que pode fazer a pessoa jovem, nos lugares onde se permite maior liberdade, para assegurar que o cortejo leve por fim a um casamento realmente feliz e bem sucedido?
17 A liberdade sempre traz consigo responsabilidade. Portanto, se você estiver confrontado com essa questão agora, fará bem em lembrar-se do princípio excelente apresentado na Bíblia em Gálatas 5:13. Naturalmente, o apóstolo Paulo falou ali sobre a liberdade espiritual que o cristianismo trouxe aos que o adotaram. Mas o princípio se aplica a qualquer espécie de liberdade, especialmente se quisermos usar dela para dar bons resultados e obter o favor de Deus. O apóstolo escreveu: “Fostes, naturalmente, chamados à liberdade, irmãos; apenas não useis esta liberdade como induzimento para a carne, mas, por intermédio do amor, trabalhai como escravos uns para os outros.” O amor genuíno a Deus e ao nosso próximo, inclusive à pessoa que talvez cortejemos — nos ajudará a evitar que usemos a liberdade de modo egoísta e prejudicial.
18 O cortejo deve ser feito corretamente com o casamento por alvo. Portanto, não deve começar antes de a pessoa estar pronta para assumir responsabilidades matrimoniais. Naturalmente, você não pode saber logo de início se quer casar com determinada pessoa ou não. Por isso é de bom senso não se apressar em fixar a atenção em apenas determinada pessoa. Mas, isto não é motivo para fazer o tipo de “cortejo” que não seja mais do que um mero namorico ou uma série de namoros.
19 Mesmo que esteja “interessado” em alguém, será sábio tentar manter por um tempo sua associação com essa pessoa apenas como parte dum grupo, em atividades de grupo. Por quê? Porque nessas circunstâncias amiúde pode obter uma idéia melhor de que espécie de pessoa se trata. Isto se dá porque todos estamos inclinados a ser mais “naturais” quando não estamos sob a pressão de sentir que alguém nos dá atenção especial. Mas, quando um par se separa do grupo, a tendência natural, daí em diante, é ser aquilo que a outra pessoa quer que seja, até mesmo imitando os gostos ou as aversões dele ou dela. E às vezes isto pode camuflar a verdadeira personalidade da pessoa. Estando sozinhos, os dois podem também prontamente ficar envolvidos de modo emocional, ao ponto de acharem “tudo azul” entre eles. Se eles se casarem sob a onda de tal emoção, amiúde terão um despertar duro.
20-22. (a) Por que é importante encarar o cortejo de modo sincero e altruísta? (b) O que pode aprender sobre o prospectivo cônjuge durante o cortejo? Quais são as qualidades que deseja em especial que seu cônjuge tenha?
20 Em geral, é o homem que começa o cortejo, expressando interesse na moça. Se for honesto e sério neste respeito, ela terá o direito de acreditar que ele pelo menos está pensando no casamento. E daí? Pois bem, ela tem então a responsabilidade de se perguntar se acha que pode pensar em se casar com ele. Se tiver bastante certeza de não considerá-lo como marido prospectivo, então será muito cruel da sua parte se permitir que ele crie profundo interesse nela. Algumas moças têm estado dispostas a deixar-se cortejar, só para melhorar sua aparente popularidade ou elegibilidade, esperando que outros rapazes as notem por isso. Alguns rapazes têm feito a mesma coisa, pensando que podem “explorar o campo”, divertir-se e depois eximir-se antes de as coisas ficarem muito sérias. Mas esse uso egoísta da liberdade pode causar verdadeiro dano, sérias feridas que podem levar meses e até anos para sarar.
21 Só quando for usada altruistamente pode a liberdade do cortejo trazer benefícios. Pode oferecer a oportunidade de conhecer melhor a pessoa com quem pensa passar o resto da sua vida. Dependendo de quão honesto cada um é com o outro, pode aprender os gostos e as aversões um do outro, normas, hábitos e perspectivas, sim, e o gênio, a disposição de ânimo e a reação um do outro diante de problemas ou de dificuldades. Pode corretamente querer saber coisas tais como: É ele ou ela bondoso, generoso e cortês para com os outros? Que dizer do respeito para com os pais e os mais velhos? Há boa evidência de modéstia e humildade, ou é a pessoa jactanciosa e obstinada? Observo haver autodomínio e equilíbrio, ou, antes, fraqueza e infantilismo, talvez amuo ou mesmo acessos de ira? Visto que uma grande parte da vida é trabalho, que dizer de indícios de preguiça, irresponsabilidade ou uma atitude de desperdício para com o dinheiro? Que dizer dos planos para o futuro? Deseja-se ter filhos ou há interesse em alguma vocação especial? Num artigo intitulado “Sinais de Perigo na Corte”, um escritor declarou: “Nosso estudo de noivos e de pessoas casadas de modo feliz e infeliz verificou que os casados de modo infeliz já tinham antes pouca concordância entre si sobre os objetivos e os valores da vida.”
22 Acima de tudo, deve querer saber até que ponto os propósitos de Deus estão incluídos nos interesses e nos planos do outro. Sim, quando se preenchem todos os pormenores, quão bem adaptados estão vocês um para o outro? Se houver sérias diferenças, não se engane em pensar que o casamento automaticamente as resolverá. Poderá fazer apenas com que as fricções que causam sejam sentidas mais vividamente.
CONDUTA HONROSA NO CORTEJO
23-26. (a) O que pensa sobre segurar as mãos, beijar e abraçar por parte de um par que planeja casar-se? (b) Como poderá alguém tornar-se culpado de “conduta desenfreada” e “impureza”? Por que é importante evitar tais coisas? (Gálatas 5:19, 21)
23 Nos países onde os progenitores permitem a associação sem acompanhante, os dois que se cortejam amiúde se empenham em expressões de afeto, tais como segurar as mãos, beijar e até mesmo abraçar-se. Os pais, naturalmente, têm a obrigação de instruir seus filhos e suas filhas sobre as normas segundo as quais querem que se comportem. Os anciãos na congregação cristã podem trazer à atenção dos jovens os princípios orientadores, sadios, encontrados na Palavra de Deus, e todo aquele que honestamente quer seguir um proceder sábio na vida acatará voluntariamente e de bom grado tal conselho.
24 A Bíblia não só exclui definitivamente a fornicação, a qual é a relação sexual entre os que não estão casados, inclusive noivos, mas também avisa contra a imoralidade e a “impureza”, que podem ocorrer durante o cortejo. (Gálatas 5:19-21) O par que acata estas advertências poupar-se-á a muito pesar e não correrá o risco de ter lembranças de má conduta que voltem a atribulá-los. Mas, o que constitui conduta impura segundo as normas da Bíblia? O que está incluído nelas?
25 Segurar as mãos pode ser uma expressão limpa de afeto entre os que pretendem casar-se. É verdade que tem um efeito estimulante, mas é natural e não necessariamente mau. Ora, simplesmente ver aquele ou aquela com quem se pretende casar também pode ser estimulante, ‘fazendo o coração palpitar’. (Cântico de Salomão 4:9) Não obstante, precisamos lembrar-nos de que, em vista da natureza humana, o contato físico deveras aumenta a “força” da atração sexual. Por isso, reconhecendo as possíveis conseqüências a que isso pode levar, alguns preferem limitar-se estritamente quanto ao contato físico que mantêm durante o cortejo. E ninguém deve zombar deles ou fazer pouco de sua atitude conscienciosa.
26 O beijo também pode ser uma expressão limpa de afeto entre os que pretendem casar-se — ou pode não ser. Na realidade, a questão é: Até que ponto entra nisso a paixão? Os beijos podem ser dados dum modo a incitar a paixão ao ponto em que os dois são profundamente estimulados em sentido sexual. O estímulo sexual prepara os dois para as relações sexuais, mas este privilégio, segundo a lei de Deus, é reservado apenas aos casados. Se os dois violarem propositalmente a lei de Deus por deliberada e flagrantemente se empenharem em conduta que estimula a paixão, quer por carícias mútuas nos órgãos sexuais, quer de outro modo, são culpados de “impureza” e de “conduta desenfreada”.
27-30. Que bons motivos há para se evitar antes do casamento a conduta que estimula a paixão?
27 Devemos ser sinceros com nós mesmos. Se soubermos que não temos forte autodomínio nestas coisas, não devemos pôr em perigo nosso futuro, nem o da outra pessoa, por correr riscos. Dirigiria um carro por uma descida tortuosa, se soubesse que os freios são defeituosos? O tempo de se resolver e decidir no coração assuntos assim é antes de começar, não depois. Uma vez que os desejos físicos começam a se manifestar, em geral é muito difícil impedir que aumentem. Aqueles que permitem que a paixão aumente neles ao ponto de desejarem ter relações sexuais — quando não têm direito a elas pelo casamento — sujeitam-se a tensão e frustração. É como ler um livro emocionante — apenas para se descobrir depois que o último capítulo foi arrancado.
28 Os que mantêm sua relação num alto nível, no cortejo, terão um início muito melhor no casamento do que aqueles que se entregam a intimidades que aumentam constantemente em freqüência e intensidade. Quanto respeito pode a moça ter por alguém que ela ‘tem de repelir constantemente’? Mas o jovem que mostra restrição respeitosa e força de vontade merece respeito. O mesmo se dá com a moça. E especialmente ela precisa dar-se conta de que, embora seus sentimentos talvez exijam tempo para serem estimulados, isto raras vezes acontece com o homem. Ele pode ficar sexualmente estimulado com facilidade e rapidez.
29 Entregar-se freqüentemente e cada vez mais a expressões apaixonadas pode levar a um casamento prematuro. O livro Adolescência e Juventude (em inglês) diz: “Os primeiros estágios da corte amiúde são impassivelmente românticos. O casamento, neste tempo, poderá levar a pessoa a esperar mais do matrimônio do que qualquer matrimônio possa dar. A corte prolongada costuma dar um entendimento mais razoável da outra pessoa, de modo que possa resultar num casamento compreensivo.” Em tal cortejo mais prolongado é preciso saber refrear-se — senão, o poder do impulso sexual pode aumentar tão cedo, que se torna verdadeiro perigo.
30 Sérias dúvidas e suspeitas podem surgir também depois do casamento, caso se permita que a paixão distorça muito as coisas durante o período do cortejo. O casal pode começar a perguntar-se: Casamo-nos realmente por amor? Ou fomos apenas apanhados pela paixão? Foi uma escolha sábia? A moça poderá também estar inclinada a duvidar da genuinidade do amor de seu marido, perguntando-se se ele não se casou com ela apenas pelo seu corpo e não pelo que ela é como pessoa.
31, 32. O que pode ajudar a um par a evitar conduta estimulante da paixão, que prejudicaria o seu cortejo?
31 Portanto, a fim de proteger a si mesmo e sua felicidade futura, evite situações que possam produzir paixão. Lugares solitários e escuridão não lhe ajudarão a manter o cortejo honroso. Tampouco ajudarão as situações quando sobra muito tempo e não parece haver nada mais a fazer, exceto entregar-se a tais expressões de afeto. No entanto, pode-se ter muito prazer limpo com atividades tais como a patinação, jogar tênis ou empenhar-se em outros esportes similares, tomar uma refeição juntos num restaurante ou visitar um museu ou outro lugar de interesse e beleza. Embora se usufrua assim a sensação de isolamento, por não estarem perto de conhecidos, ainda terão a proteção de não estar completamente isolados de outras pessoas.
32 Também, em vez de pensar apenas no que está “perdendo” por se refrear, pense no que está preparando para o futuro. Daí, em todos os anos futuros, poderá olhar para trás, para o seu cortejo, não com desagrado ou lástima, mas com prazer e satisfação.
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