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  • Sente-se aborrecido?
    A Sentinela — 1972 | 1.° de setembro
    • tarefas ou trabalhos simples e muitas vezes enfadonhos, até mesmo repetidas vezes, podemos aprender perseverança e determinação, e obter força íntima.

      O que queremos dizer então? Que não há realmente nada de errado com o atual sistema criado por este mundo e que é apenas uma questão de se ajustar a ele? De modo algum. De fato, a esperança que a Bíblia oferece, de ver o fim do atual sistema e um revigorante novo sistema justo, sob o governo do Filho de Deus, vir em breve — isto é o que nos pode dar o incentivo de perseverar. Os jovens podem ter uma perspectiva melhor do que apenas tornar-se um ‘dente na engrenagem’ do atual arranjo mundial. Esta esperança de um sistema melhor é o que também impede que muitos pais cristãos fiquem aborrecidos com o seu trabalho diário, pois eles também sentem as pressões da vida moderna.

      INICIATIVA E UM CAMPO AMPLO DE INTERESSE

      Freqüentemente se ouve durante períodos de folga a queixa: “Não há nada para fazer.” Na maioria das vezes, o problema não é a falta de interesse ou de coisas meritórias a fazer, mas a falta de iniciativa, de imaginação e de idéias. Ou pode revelar um campo muito limitado de interesses.

      O atual sistema não encoraja muito a iniciativa. As pessoas estão hoje acostumadas a serem espectadores, em vez de participantes. Assistem a filmes, vêem programas de televisão, escutam música gravada ou vêem outros jogar numa competição esportiva.

      Isto é muito mais fácil do que a própria pessoa fazer coisas ou aprender como fazê-las. Mas, no fim, contribui também para o aborrecimento. Faz com que seja muito dependente dos outros para se divertir; torna-o incapaz de fazer coisas sozinho para tornar a sua vida interessante. Isto está muito bem para bebês — mas não para jovens em amadurecimento.

      Quão amplo é seu campo de interesse? É muito grande a lista de atividades sadias e de campos meritórios de conhecimento a serem investigados. A leitura exige mais esforço do que ver televisão. Mas paga dividendos mais elevados. Não há campo de atividade, não há ofício ou arte, não há lugar ou pessoas, ou animais, que não sejam abrangidos por livros. E quanto mais ler, tanto maior se tornará seu prazer na leitura, e tanto maior se tornará sua capacidade de absorver conhecimento. Mas não basta ler só para ‘passar o tempo’. Precisa decidir o que é valioso. Daí poderá ler com um objetivo, um que possa enriquecer os dias futuros de sua vida e equipá-lo a fazer coisas.

      Naturalmente, cada um de nós é uma personalidade diferente. Nem todos gostam de fazer as coisas de que outros gostam. Alguns gostam de aprender a trabalhar com madeira, couro ou metal, ao passo que outros preferem a fotografia ou a jardinagem. Entre as moças, algumas talvez gostem de cozinhar e de cozer, ao passo que outras têm mais prazer em costurar ou em fazer penteados. Mas aprender a fazer coisas novas e depois desenvolver a capacidade de fazer trabalho de qualidade dá genuína satisfação e mantém a vida interessante.

      Quando acha difícil entusiasmar-se com alguma coisa do seu próprio interesse, por que não faz alguma coisa para outra pessoa? Uma tarefa que talvez lhe pareça desinteressante quando é em seu próprio proveito pode tornar-se realmente interessante quando feita para outra pessoa — um membro da família, um amigo, ou, melhor ainda, alguém em necessidade. Isto traz profunda satisfação, e as oportunidades são intermináveis. Talvez a sua ação seja inesperada para a outra pessoa. O elemento adicional da surpresa aumentará a sua satisfação ao fazer isso.

      Interessar-se nos outros é uma poderosa arma contra o aborrecimento. Muitos em volta de nós possuem um surpreendente tesouro de conhecimento e experiência na mente, bem como boas qualidades no coração — mas nunca o saberá a menos que se empenhe em descobri-los. Conforme diz o provérbio: “O conselho no coração dum homem é como águas profundas, mas homem de discernimento e quem o puxará para fora.” (Pro. 20:5) Mostre-se interessado, faça perguntas, sonde com tato, especialmente entre os que têm anos de experiência em coisas meritórias. Será ricamente recompensado e o tempo passará também rapidamente. — Pro. 27:9, 17.

      Mas, além do proveito que possa tirar dos outros, o que poderá dar? Expressa-se e partilha com outros o que tem na mente e no coração?

      Os jovens que se sentem genuinamente emocionados diante da promessa de Deus, de uma nova ordem, e que partilham estas boas novas com outros verificam que isto dá um significado adicional à sua vida. Encontram pessoas, jovens e idosas, que estão famintas da verdade, e é altamente satisfatório poder ajudá-las. E embora o número dos que rejeitam a verdade seja muito maior do que tais, isto não diminui o efeito estimulante desta atividade. Antes, torna-a mais interessante e mesmo excitante.

      Bons companheiros também ajudam a combater o aborrecimento ou o tédio. Mas, se os seus companheiros forem do tipo que também se sentem facilmente aborrecidos, por não terem nenhum objetivo válido na vida, servirão apenas para estorvá-lo, para impedi-lo de desenvolver iniciativa e força íntima. São como aqueles estúpidos de que fala Provérbios 17:24, cujos olhos se fixam “na extremidade da terra”, sonhando com coisas longínquas, e cujos pensamentos vagueiam à toa, sem alvo fixo.

      Ao lado da iniciativa, também a perseverança e a fé são fatores importantes para se vencer o aborrecimento. Conforme o apóstolo Paulo disse a respeito de nosso serviço a Deus e aos que o servem: “Não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos.” (Gál. 6:9) De modo similar, quando procuramos desenvolver habilidades que têm um verdadeiro objetivo e valor, devemos continuar até colhermos alguns frutos do nosso trabalho.

      Daí, com o passar do tempo, poderemos ampliar a possibilidade de desenvolvermos mais outras habilidades, com a devida aprovação e orientação parental, e assim nos tornaremos pessoas melhores, mais interessantes e dignas. Em vista da luminosa esperança que temos quanto ao futuro, a vida não será aborrecida.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1972 | 1.° de setembro
    • Perguntas dos Leitores

      ●É correto que o cristão use aliança de casamento? — Grécia.

      Muitos cristãos sinceros têm feito esta pergunta por causa do desejo de evitar algum costume desaprovado por Deus. Alguns dos que perguntam assim sabem que o prelado católico John H. Newman escreveu: “O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, . . . vestimentas sacerdotais, a tonsura, o anel nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison, são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.” (An Essay on the Development of the Christian Doctrine, 1878)a Embora os fatos provem que muitas das atuais práticas religiosas alistadas por Newman definitivamente foram adotadas da adoração pagã, dá-se isso no caso da aliança de casamento?

      Na realidade, há idéias contraditórias quanto à origem da aliança de casamento. Vejamos alguns exemplos: “Originalmente, . . . a aliança era um grilhão usado para prender a noiva cativa.” (For Richer, for Poorer) “A aliança é um substituto relativamente moderno da moeda de ouro ou de outro objeto de valor com que o homem comprava literalmente sua esposa do pai

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