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  • Nunca esqueci a verdade de Deus!
    A Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
    • Nunca esqueci a verdade de Deus!

      SEMPRE me lembrarei daquele dia quando uma das testemunhas de Jeová visitou o nosso lar. Eu tinha apenas oito anos de idade. Quando ela ofereceu aos meus pais literatura que explicava a Bíblia, eles a recusaram, mas eu estava interessada. Queria tanto aprender da Bíblia! Por isso perguntei a meus pais se eu podia obter esta literatura. Disseram-me que eu tinha meu próprio dinheiro, e que, se a quisesse, podia pagar por ela.

      Já nesta primeira visita, a Testemunha começou a ajudar-me amorosamente a compreender a Palavra de Deus. Aprendi da minha própria Bíblia que o nome de Deus é Jeová. — Sal. 83:18.

      Durante várias semanas depois disso, a Testemunha veio com seu marido para me ajudar. Depois mandaram outras Testemunhas. Durante todo este tempo, meus pais nunca se interessaram em estudar a Bíblia conosco, embora eu o mencionasse a eles. Depois de cada sessão de estudo, eu fazia questão de contar-lhes o que havia aprendido.

      Mais tarde, comecei a assistir a algumas reuniões das Testemunhas. Quanto amor as Testemunhas tinham para comigo! Vinham de carro até o nosso lar, dezesseis quilômetros fora da cidade, só para me apanharem e levarem às suas reuniões. Algumas vezes tive a permissão de pernoitar com elas, a fim de ver como faziam a sua obra de pregação.

      Durante uma destas visitas, enquanto eu brincava com a filha de uma das Testemunhas, soube da necessidade de não participar em atos nacionalistas que são idólatras e que violam a neutralidade cristã. A explicação mais plena que recebi das Testemunhas mais idosas me alegrou tanto, que quis partilhar esta informação com aqueles que eu amava mais, os meus pais.

      Eu tinha então onze anos de idade, e nunca esquecerei o choque que recebi quando eu lhes falei sobre estes requisitos cristãos e minha decisão de obedecer a Deus por viver à altura deles. Meus pais ficaram enfurecidos. Mandaram que eu dissesse às Testemunhas, da próxima vez que viessem, que nunca mais deviam voltar, senão seriam recebidos à bala. Roguei meus pais que me deixassem mostrar-lhes na Bíblia que estes requisitos eram os de Deus. Mas de nada adiantou.

      Meus pais pensavam que isto encerrava o assunto. Mas eu tinha meus compêndios bíblicos e as minhas Bíblias. Mais importante de tudo, havia a comunicação com Jeová Deus por meio da oração.

      Diversas vezes, nos próximos cinco anos, decidi firmemente esquecer-me de tudo o que havia aprendido e tentei tirá-lo da mente. Mas, comecei a dar-me conta de que não podia esquecer, porque fazia parte de mim e era a verdade. Durante este tempo, Jeová sempre me proveu amoroso encorajamento para continuar com a minha adoração limitada dele. Quando eu chegava ao ponto de pensar que estava toda sozinha em procurar adorá-lo, sempre aparecia uma Testemunha que me deixava publicações. Eu as escondia e lia cada palavra, assim como alguém sedento toma água fresca.

      Lembro-me de que, certa vez, quando fui à cidade, vi uma Testemunha no próximo quarteirão oferecer revistas aos transeuntes. Quanto me alegrei de ver alguém servir a Jeová! Corri rua abaixo para alcançá-la e simplesmente cumprimentá-la. Mas quando cheguei lá, já havia ido embora! Contudo, fiquei muito emocionada de ver uma adoradora de Jeová Deus!

      Durante este tempo fiz muito estudo pessoal para manter a minha fé forte. Um dos meus textos favoritos era 1 Coríntios 10:13, que nos assegura que Deus não permitirá que sejamos provados além de nossa capacidade, mas que sempre provera a saída, para podermos permanecer fiéis. Outros textos, tais como Gálatas 6:9, me asseguravam que Deus cuidaria de que eu tivesse bênçãos e oportunidades para servi-lo mais plenamente. Pude também falar a outros sobre as suas promessas, ocasionalmente.

      Quando entrei na escola secundária, pude por fim associar-me novamente com os servos de Jeová. Assisti a algumas reuniões e até mesmo a congressos. Ao atingir os dezesseis anos, eu disse ao meu pai que queria ser batizada na próxima assembléia. Expliquei que compreendia que ele não ia permitir isso enquanto eu vivesse na casa dele, e que eu respeitava seus desejos, mas que, ao atingir a maioridade, seria batizada. Ele e minha mãe decidiram que eu já tinha idade bastante para saber o que queria, e por isso deram seu consentimento. Fui batizada em 20 de março de 1965.

      As coisas correram bastante bem até o dia da formatura. Quando recusei um emprego que violava a minha neutralidade cristã, irromperam novamente a ira e o furor de meu pai. Ele me disse que eu não era mais filha dele. Fui completamente repudiada. Ele praguejava contra mim até perder o fôlego, e disse-me que não voltasse mais para casa.

      Durante este período penoso, as Testemunhas vieram em meu auxílio, e sempre, sim, sempre havia Jeová Deus para me fortalecer. Sempre fiel, sempre bondoso, nunca me abandonou. Por fim, minhas orações a ele, pedindo a honra de servi-lo mais plenamente, foram respondidas. Pude gastar as férias pregando por tempo integral a respeito de seu reino. Era maravilhoso demais para ser descrito! Pouco depois tornei-me pregadora regular de tempo integral da Palavra de Deus, e empenho-me nesta atividade satisfatória desde então.

      Quando olho para os anos que se passaram, vejo que Jeová deveras tem sido meu pastor e que nada me faltou. Embora eu possa sofrer ainda mais perseguição, sei que enquanto mantiver minha integridade, Jeová estará sempre ao meu lado para me consolar e abençoar. Tenho visto que a bondade de Jeová Deus é incomparável. — Contribuído.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Falou Jeová Deus pessoalmente com Moisés ou o fez por meio dum representante angélico? — S. C., E. U. A.

      Jeová comunicou-se com Moisés em mais de uma ocasião. Quando Moisés pastoreava o rabanho de seu sogro junto ao monte Horebe, ele viu um espinheiro ardendo sem se queimar. Conforme se relata em Êxodo 3:4-6, “quando Jeová viu que se desviara para inspecionar, Deus o chamou imediatamente do meio do espinheiro e disse: ‘Moisés! Moisés!’ . . . E prosseguiu, dizendo: ‘Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.’ Moisés escondeu então a sua face, porque estava com medo de olhar para o verdadeiro Deus.” Quem é que falava com Moisés nesta ocasião? O versículo 2 diz: “O anjo de Jeová apareceu-lhe então numa chama de fogo no meio dum espinheiro.” De modo que não foi o próprio Jeová que apareceu ali a Moisés e falou com ele, mas foi o anjo de Jeová, que, como representante de Deus, falou em Seu nome.

      Sob a orientação de Jeová, Moisés foi ao Egito para comparecer perante faraó e guiar os israelitas para fora do país. Ali Jeová continuava a falar com Moisés, dando-lhe mensagens específicas para faraó e avisando de antemão sobre pragas que haviam de sobrevir ao país. É razoável concluir-se que neste tempo Jeová continuava a falar a Moisés, não de modo direto, mas por meio dum representante angélico, assim como Ele havia feito em Horebe.

      Mais tarde, Moisés voltou para a vizinhança do lugar onde Jeová lhe dera as primeiras instruções, trazendo consigo os filhos libertos de Israel. Deus comunicou ali audivelmente os Dez Mandamentos à nação inteira reunida ao sopé do monte. (Êxo. 20:1-18, 22; Deu. 9:10) Vencidos pelo medo, os chefes das tribos e os homens mais maduros do povo rogaram que Jeová não falasse mais desta maneira espetacular, mas que se comunicasse com eles por meio de Moisés. De modo que o povo se retirou para as suas tendas e Jeová deu outras decisões judiciais a Moisés para a nação. — Deu. 5:4, 23-31.

      Depois concedeu-se a Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos homens mais maduros de Israel “uma visão do verdadeiro Deus”, por ocasião da inauguração do pacto da Lei. (Êxo. 24:11) Mas a respeito da experiência particular de Moisés lemos: “A glória de Jeová continuava a residir no monte Sinai e a nuvem continuava a cobri-lo por seis dias. Por fim, no sétimo dia, ele chamou a Moisés do meio da nuvem. E, aos olhos dos filhos de Israel, o aspecto da glória de Jeová era como um fogo devorador no cume do monte. Moisés penetrou então no meio da nuvem e foi subir ao monte. E Moisés continuou no monte quarenta dias e quarenta noites. E Jeová passou a falar a Moisés . . . Ora, assim que acabou de falar com ele no monte Sinai, passou a dar a Moisés duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, inscritas pelo dedo de Deus.” (Êxo. 24:16-31:18) Foi o próprio Jeová quem proferiu pessoalmente os Dez Mandamentos a toda a nação, no monte Sinai, e quem mais tarde deu outras decisões judiciais e as tábuas inscritas do Testemunho a Moisés? Muitos dos que lêem o relato talvez concluam isso.

      No entanto, quando o discípulo judeu-cristão Estêvão, movido pelo espírito de Deus, falou perante o Sinédrio judaico, ele explicou: “Este é o Moisés que . . . veio a estar entre a congregação no ermo, com o anjo que falou com ele no Monte Sinai e com os nossos antepassados, e ele recebeu proclamações sagradas, vivas, para dar a vós.” Estêvão passou então a referir-se aos homens perante os quais estava como “vós, os que recebestes a Lei, conforme transmitida por anjos”. (Atos 7:37, 38, 53) De pleno acordo com isso, o apóstolo Paulo chamou a lei mosaica de “palavra falada por intermédio de anjos”. (Heb. 2:2) E quando escreveu às congregações da Galácia, ele disse: “A Lei . . . foi transmitida

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