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Lance um bom alicerce para o seu casamentoTorne Feliz Sua Vida Familiar
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da madureza emocional, apercebemo-nos de que tais fantasias precisam ser deixadas de lado como não sendo práticas. O que conta no matrimônio é a realidade, não a mera imaginação.
25. Qual é a diferencia entre o verdadeiro amor e a paixão?
25 O verdadeiro amor não é tão cego como muitos imaginam. Cobre uma multidão de falhas, mas o verdadeiro amor não está despercebido delas. É a paixão, não o amor, que é cego, negando-se a encarar os problemas que os outros podem prever. Até mesmo sufoca suas próprias dúvidas persistentes; mas, pode ter a certeza de que surgirão depois. Se fechar os olhos aos fatos desagradáveis, durante seu namoro, certamente terá de enfrentá-los após o casamento. Temos a inclinação natural de apresentar o melhor aspecto à pessoa que esperamos agradar ou atrair, mas, com o tempo, vê-se o quadro pleno e real. Tome o tempo para ver a outra pessoa assim como realmente é, e seja honesto em se apresentar assim como você realmente é. A exortação do apóstolo, em 1 Coríntios 14:20, também poderia ser aplicada à busca dum cônjuge: “Não vos torneis criancinhas . . . ficai plenamente desenvolvidos na capacidade de entendimento.”
COMPROMISSOS ASSUMIDOS NO CASAMENTO
26. Segundo as Escrituras, quão obrigatório é o vínculo matrimonial? (Romanos 7:2, 3)
26 Deve-se considerar sobriamente os compromissos assumidos no casamento. Se o compromisso de qualquer dos cônjuges não for forte e sólido, o casamento basear-se-á num alicerce instável. Hoje, em muitas partes do mundo, realizam-se casamentos que depois são rapidamente dissolvidos. Muitas vezes, isto se dá porque os que contraem núpcias não encaram o compromisso como moralmente obrigatório, adotando, antes, a atitude de que, ‘se não funcionar, vou acabar com ele’. Quando prevalece tal conceito, o casamento está condenado quase desde o começo, e, em vez de trazer felicidade, geralmente só produz mágoa. A Bíblia, em contraste, mostra que o casamento deve ser uma relação vitalícia. Deus disse, sobre o primeiro casal, que os dois “têm de tornar-se uma só carne”. (Gênesis 2:18, 23, 24) Para o homem, não devia haver outra mulher, nem para a mulher, outro homem. O Filho de Deus confirmou isso, dizendo: “Não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” Apenas a infidelidade sexual constituiria um motivo justo para o rompimento do vínculo marital. — Mateus 19:3-9.
27-29. (a) O que fará bem, a moça ou mulher, em procurar no prospectivo cônjuge? (b) O que poderá o homem sabiamente procurar no prospectivo cônjuge?
27 Em vista da seriedade do casamento, a moça ou mulher que quiser ser bem sucedida nele fará bem em se casar apenas com um homem a quem possa respeitar — alguém estável e equilibrado, de bom senso, capaz de assumir responsabilidades e bastante maduro para aceitar uma crítica útil. Pergunte-se: Será ele bom provedor, bom pai para os filhos que talvez abençoem a união? Possui ele elevadas normas de moral, para que ambos possam estar firmemente decididos a manter o leito marital honroso e imaculado? Mostra ele humildade e modéstia, ou é orgulhoso e convencido, alguém que quer ostentar sua chefia, que acha que sempre tem razão e que não está disposto a arrazoar sobre os assuntos ? Pela associação com o homem, por tempo suficiente antes do casamento, essas coisas podem ser discernidas, especialmente quando há apego aos princípios bíblicos como norma de critério.
28 De modo similar, o homem que toma a sério o bom êxito de seu casamento procurará por esposa alguém a quem possa amar como a sua própria carne. Ela deve complementá-lo como parceira na constituição dum lar (Gênesis 2:18) Ser boa dona-de-casa é uma carreira de responsabilidades diversas. Requer a demonstração de talentos tais como de cozinheira, decoradora, economista, mãe, professora, e muitos outros. Seu papel pode ser criativo e desafiador, oferecendo muitas oportunidades para desenvolvimento e satisfação pessoais. A boa esposa, igual ao marido digno, é trabalhadora: “Ela está vigiando os andamentos dos da sua casa e não come o pão da preguiça” — Provérbios 31:27.
29 Sim, ambos farão bem em refletir no que vêem — a evidência ou a falta de limpeza e esmero pessoal; de diligência ou, então, de preguiça; de razoabilidade e consideração, em contraste com a obstinação e o egotismo; de economia ou de desperdício; de faculdade de raciocínio, que produz conversação agradável e enriquecimento espiritual, em contraste com a preguiça mental, que torna a vida uma rotina monótona com o cuidado das necessidades físicas, diárias, e de pouco mais.
30, 31. Por que pode a conduta imoral durante o namoro ou cortejo servir de impedimento a que se usufrua um bom matrimônio?
30 O sincero respeito mútuo é um dos principais ingredientes para um casamento bem sucedido. E isto aplica-se também às expressões de afeto durante o namoro ou cortejo. A indevida familiaridade ou a desenfreada paixão podem degradar a relação antes de começar o matrimônio. A imoralidade sexual não é um bom alicerce em que começar a edificar o matrimônio. Revela desconsideração egoísta pela felicidade futura da outra pessoa. O fervor da paixão, que momentaneamente parece forjar um elo inquebrantável, pode esfriar rapidamente, e, dentro de semanas, ou mesmo dias, o matrimônio pode transformar-se em cinzas. — Veja a narrativa da paixão que Amnom teve por Tamar, contada em 2 Samuel 13:1-19.
31 Demonstrações de paixão durante o namoro ou cortejo podem lançar sementes de dúvida, que posteriormente podem dar margem à incerteza sobre o verdadeiro motivo do casamento. Foi apenas para prover uma válvula de escape para a paixão, ou foi para compartilhar uma vida com alguém que é genuinamente apreciado e amado como pessoa? A falta de autodomínio antes do casamento amiúde pressagia a falta dele depois, com a resultante infidelidade e infelicidade. (Gálatas 5:22, 23) As péssimas lembranças deixadas pela imoralidade pré-marital podem impedir um suave ajuste emocional para o casamento nos seus primeiros estágios.
32. Como pode a conduta imoral durante o namoro ou cortejo afetar a relação da pessoa com Deus?
32 Ainda mais sério, essa imoralidade prejudica a relação da pessoa com nosso Criador, de cuja ajuda necessitamos seriamente. “Pois isto é o que Deus quer, a vossa santificação, que vos abstenhais de fornicação; . . . que ninguém vá ao ponto de prejudicar e de usurpar os direitos de seu irmão [ou, razoavelmente, de sua irmã] neste assunto . . . Assim, pois, quem mostra falta de consideração, não desconsidera o homem, mas a Deus, que pôs em vós o seu espírito santo.” — 1 Tessalonicenses 4:3-8.
UM ALICERCE DE ROCHA
33, 34. Na escolha dum cônjuge, que qualidades as Escrituras mostram como muito mais importantes do que a aparência física?
33 Fundar-se-á sua casa, sua família, num alicerce de rocha ou de areia? Isto depende, em parte, do grau de sabedoria usada na escolha do cônjuge. A beleza e o sexo não bastam. Estes não apagam a incompatibilidade mental e espiritual. O conselho da Palavra de Deus é que fornece o alicerce de rocha para o casamento.
34 A Bíblia mostra que o íntimo da pessoa é mais importante do que sua aparência externa. “O encanto talvez seja falso e a lindeza talvez seja vã”, diz o inspirado provérbio, “mas a mulher que teme a Jeová é a que procura louvor para si”. (Provérbios 31:30) O apóstolo Pedro, que era homem casado, fala sobre “a pessoa secreta do coração” e o “espírito quieto e brando” como sendo “de grande valor aos olhos de Deus”. (1 Pedro 3:4) Deus ‘não olha para a aparência externa dum homem’, e nós podemos tirar proveito de seu exemplo por prevenir-nos contra ficarmos indevidamente influenciados apenas pela aparência externa dum prospectivo cônjuge. — 1 Samuel 16:7.
35, 36. (a) Por que é importante casar-se com alguém que tem fé em Deus e na sua Palavra? (b) Até que ponto deveria esperar que seu prospectivo cônjuge manifeste tal fé?
35 O sábio Rei Salomão contemplou a vida e chegou à seguinte conclusão: “Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” (Eclesiastes 12:13) Os israelitas, em pacto para obedecer à lei de Deus, receberam ordens específicas de não se casarem com alguém que não compartilhava sua forma de adoração, para não serem afastados do verdadeiro Deus. “Não deves formar com elas nenhuma aliança matrimonial. Não deves dar tua filha ao seu filho e não deves tomar sua filha para teu filho. Pois, ele desviará teu filho de seguir-me e certamente servirão a outros deuses.” — Deuteronômio 7:3, 4.
36 Por motivos similares, deu-se aos que estão no “novo pacto” de Deus, os da congregação cristã, a admoestação de se casarem “somente no Senhor”. (Jeremias 31:31-33; 1 Coríntios 7:39) Em vez de isso revelar intolerância, é motivado pela sabedoria e pelo amor. Nada poderia dar mais vigor aos vínculos matrimoniais do que a devoção mútua ao Criador. Se você se casar com alguém que tem fé em Deus e na sua Palavra, e que a entende assim como você, então os dois terão uma autoridade comum para receber conselho. Talvez ache que isso não é vital, mas, ‘não seja desencaminhado. Más associações estragam hábitos úteis’. (1 Coríntios 15:33) Até mesmo dentro da congregação cristã, porém, convém certificar-se de que o prospectivo cônjuge realmente sirva de todo o coração a Deus, não sendo alguém que procura viver à beira dos limites do cristianismo, ao passo que se inclina fortemente para as atitudes e práticas do mundo. Não poderá andar com Deus e ao mesmo tempo correr com o mundo. — Tiago 4:4.
37, 38. (a) Por que se deve evitar a precipitação, quer no namoro quer no casamento? (b) O conselho de quem farão bem em acata’ os que pretendem casar-se?
37 “Quem de vós, querendo construir uma torre”, perguntou Jesus, “não se assenta primeiro e calcula a despesa, para ver se tem bastante para completá-la? Senão, ele talvez lance o alicerce dela, mas não a possa completar”. (Lucas 14:28, 29) O mesmo princípio aplica-se ao casamento. Visto que Deus encara o casamento como união vitalícia, a escolha dum cônjuge certamente não deve ser apressada. E certifique-se de que você mesmo esteja pronto para terminar o que começou. Nem mesmo o namoro é algo a ser encarado levianamente, como brincadeira. Brincar com as afeições de outra pessoa é um esporte cruel, e os ferimentos emocionais e a mágoa que isso causa podem ter longa duração. — Provérbios 10:23; 13:12
38 Os jovens prudentes que pensam em casar-se farão bem em acatar o conselho dos mais velhos, especialmente dos que têm mostrado que pensam nos melhores interesses deles. Jó 12:12 nos relembra o valor disso por perguntar: “Não há sabedoria entre os idosos e entendimento na extensão dos dias?” Escute essas vozes experientes. Acima de tudo, “confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas”. — Provérbios 3:5, 6.
39. Como pode a Bíblia ajudar os que já estão casados?
39 Muitos dos que lêem estas palavras talvez já estejam casados. Embora seu alicerce, de certo modo, já tenha sido lançado, a Bíblia pode ajudar a você a fazer os ajustes necessários, com resultados satisfatórios. Não importa qual o estado de seu matrimônio, pode ser melhorado pela reflexão adicional no conselho do Criador para a felicidade da família.
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Após o dia do casamentoTorne Feliz Sua Vida Familiar
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Capítulo 3
Após o dia do casamento
1. De que proveito para o casamento pode ser a espécie de relação que é descrita em Eclesiastes 4:9, 10?
DEPOIS do dia de seu casamento, você e seu cônjuge se acomodam como nova unidade familiar. Está completa a sua felicidade? Não está mais sozinho, mas tem alguém em quem confiar, para compartilhar suas alegrias e também seus problemas. Acha que Eclesiastes 4:9, 10, se aplica no seu caso? — “Melhor dois do que um, porque eles têm boa recompensa pelo seu trabalho árduo.
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