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Jovens, é a moralidade bíblica o modo melhor?A Sentinela — 1982 | 1.° de julho
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Jovens, é a moralidade bíblica o modo melhor?
“Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar.” — Isaías 48:17.
1. Por que é a juventude uma boa fase da vida, mas que atitude têm alguns?
“OS DIAS de nossa juventude são os dias de nossa glória”, escreveu o poeta. Muitos jovens concordam com isso, porque é um tempo emocionante e isento das responsabilidades pesadas da vida de adulto. Muitos jovens, porém, estão ansiosos de se aproveitar de todos os prazeres disponíveis tanto aos jovens como aos adultos. Sua atitude pode ser resumida do seguinte modo: ‘Nada de esperar; sim, queremos todos os prazeres agora mesmo.’
2. (a) O que mostram estatísticas recentes a respeito dos jovens e da moral? (b) Acha que tais tendências afetam os jovens dentro da congregação cristã?
2 Durante este “primor da mocidade”, o impulso de aproveitar todos os prazeres tem resultado em mais jovens se entregarem a relações sexuais pré-maritais, chamadas fornicação, do que em qualquer outro período da história moderna.a Esta onda de promiscuidade sexual até mesmo tem afetado alguns jovens dentro da congregação cristã. Você, como cristão, talvez se pergunte: ‘O que torna tão difícil para a pessoa jovem manter-se casta, especialmente nestes “últimos dias”?’ — Eclesiastes 11:10; 2 Timóteo 3:1-5.
A PRESSÃO AUMENTA!
3, 4. (a) Por que não é fácil para a pessoa jovem manter-se casta? (b) Que problemas criam a pressão de outros jovens e a necessidade de obter compreensão?
3 Na adolescência, desenvolve-se o desejo sexual. Este período, chamado de “flor da juventude” na Bíblia, costuma criar uma forte atração pelo sexo oposto. Portanto, não é incomum que você, como jovem, seja perturbado por desejos sexuais. No entanto, este desejo normal é hoje estimulado muito pelas diversões e pela publicidade, que glorificam o sexo. — 1 Coríntios 7:36.
4 A pressão exercida por outros jovens também pode ser intensa, conforme explicou uma escolar cristã: “Hoje em dia, é realmente difícil ser diferente. Algumas das moças na escola perguntaram se eu já tive relações sexuais. Quando lhes disse que não, todas começaram a rir. Eu sentia vontade de chorar e de dizer que já as tive.” Além disso, os jovens sentem necessidade de amor e de compreensão, e esta talvez não seja satisfeita em casa. Gostam do amigo ou da amiga que os trata de modo “especial” e que lhes dá atenção. Tal intimidade emocional pode levar a intimidades sexuais. Alguns jovens ficam confusos com a onda de todas essas novas emoções. Talvez se perguntem: ‘Será que algo tão agradável pode ser errado? É a moralidade bíblica realmente o modo melhor?
O MODO MELHOR
5. (a) O que nos diz Isaías 48:17 a respeito de Deus? (b) De acordo com 1 Tessalonicenses 4:3-8, qual é a vontade de Deus para nós, em sentido moral?
5 Nosso Pai celestial lembrou ao seu povo escolhido: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar.” (Isaías 48:17) Qual é o ‘caminho em que devemos pisar’ em sentido moral? “Isto é o que Deus quer [ou: requer] . . . que vos abstenhais de fornicação; que cada um de vós saiba obter posse do seu próprio vaso [corpo] em santificação e honra, não em cobiçoso apetite sexual . . . Pois Deus nos chamou, não com uma concessão para a impureza.” — 1 Tessalonicenses 4:3-8.
6. (a) O que ordenou o apóstolo Paulo aos cristãos ungidos com respeito à fornicação, e por quê? (b) Por que deve isso induzir os jovens a ponderar seu proceder?
6 A vontade de Deus com respeito à moral é clara: ‘controle seu corpo’; abstenha-se da fornicação e da impureza. Vocês, jovens, que dedicaram sua vida a Deus, estabeleceram uma estreita união com ele e se tornaram parte duma organização limpa. Quanto Deus se agrada com tal proceder! Mas, empenhar-se você em relações sexuais pré-maritais seria equivalente a um dos ungidos “membros do Cristo”, “ajuntado ao Senhor”, ‘juntar-se [sexualmente] a uma meretriz’. “Que isso nunca aconteça!” exclamou o apóstolo Paulo. Seria o maior insulto a tal relação preciosa. Nenhum outro pecado é exatamente igual, pois, “quem pratica fornicação está pecando contra o seu próprio corpo”. Tal pecado, certamente, pode destruir a relação espiritual que temos com Deus. Não é de admirar que Paulo instasse a ‘fugir da fornicação’. Sim, ‘fugir’ dela! Não espere para argumentar ou debater sobre ela. Afaste-se o mais que puder — e depressa! Mas o que acontece quando alguém não ‘foge’ de tal conduta? — 1 Coríntios 6:15-18.
“FAZENDO A SI MESMOS INJUSTIÇA”
7-9. (a) O que diz 2 Pedro 2:9-13 sobre os que se empenham em imoralidade? (b) Como ‘fizeram a si mesmos injustiça’ alguns que se empenharam em impureza?
7 O apóstolo Pedro diz que, na congregação, aqueles que falavam de modo ultrajante dos “gloriosos” e se envolviam na imoralidade acabavam “fazendo a si mesmos injustiça em recompensa de fazerem injustiça”. (2 Pedro 2:9-13) Essas ‘recompensas’ pela transgressão sexual vão muito mais longe do que apenas a doença venérea ou uma gravidez ilegítima. Destroem o amor, o respeito e a paz mental. Por exemplo, alguns jovens, que “foram longe demais”, cometendo fornicação, admitiram com tristeza:
“Foi uma grande decepção. Não houve nenhuma sensação de bem-estar ou do calor do amor, como devia ter havido. Antes, sobreveio-me a plena compreensão da maldade do ato.”
“Chorei a noite inteira.”
“Sentia-me profundamente deprimido. Era uma sensação de vazio e nojo. Perdi o respeito por mim mesmo e pela moça. De fato, comecei a culpar a moça por permitir que acontecesse.”
8 Nosso Pai celestial manda-nos não apenas evitar a fornicação, mas também a “impureza”. (1 Tessalonicenses 4:7) Embora este termo tenha amplo alcance, refere-se a uma conduta moralmente repugnante. Por exemplo, a masturbação (abuso sexual de si mesmo) é um hábito ‘impuro’ a que muitos jovens se entregaram. Certamente excita o “apetite sexual” e pode provocar grande sentimento de culpa. Em alguns casos, quando alguém não se esforçou estrenuamente a vencer isso, tal maneira de pensar criou problemas após o casamento. Um jovem ficou chocado de descobrir, após o casamento, que seu prolongado hábito de satisfazer sexualmente a si mesmo tornou-o incapaz de conceder o que é “devido” no casamento. Seguiram-se meses de angústia! — 1 Coríntios 7:3.
9 Alguns casais entregaram-se a apaixonados e sexualmente estimulantes toques das partes íntimas do corpo. Isto também é “impureza” e facilmente pode levar — e muitas vezes leva mesmo — a relações sexuais imorais. Esta prática pode inflamar alguém de “apetite sexual” a ponto de ficar virtualmente frenético. Um jovem admitiu: “Você passa a encarar a si mesmo como animal com desejos animalescos, o que é emocionalmente devastador.” Tal conduta tem resultado em noivados rompidosb e, muitas vezes, em problemas para os que mais tarde se casaram. “Fizemos quase tudo menos a fornicação, e quase a cometemos antes de nos casarmos”, confessou um jovem casal. “Embora fôssemos ajudados pelos anciãos, as coisas nunca mais foram as mesmas. Tem sido difícil de recuperar o respeito que costumávamos ter um pelo outro.”
10. Por que é a “impureza” prejudicial para os que ainda não estão casados entre si?
10 Quando alguém solteiro começa a se entregar a algumas práticas sexuais ‘inebriantes’, reservadas para o leito marital, ele ou ela pode ser enganada a se casar com alguém que não tem as qualidades necessárias para ser bom marido ou boa esposa. O sexo tende a encobrir as sérias diferenças que reaparecem após o casamento e causam problemas. Não é surpreendente que um estudo revelou que, dentre 265 casamentos em que a noiva já estava grávida, apenas 15 casais ainda conviviam após cinco anos! Outras pesquisas mostram que, quando alguém se entrega ao sexo pré-marital, ele ou ela tem uma probabilidade duas vezes maior de cometer adultério do que os outros. Portanto, jovens irmãos e irmãs, não se deixem enganar pelas “palavras vãs” daqueles que dizem que ter relações sexuais antes do casamento resulta em um casamento mais feliz. (Efésios 5:6) Alguns até mesmo afirmam que vocês ficarão doentes se não tiverem relações sexuais após atingirem a puberdade. Isto não é verdade. Os médicos nunca relacionaram nenhuma doença com a castidade! Lamentavelmente, alguns que resolveram entregar-se à luxúria, em vez de ao amor, lamentaram isso pelo resto da vida!
11, 12. (a) Como exige Jeová punição pela imoralidade sexual? (b) O que diz Jó sobre os que se mostram obstinados para com Deus? (c) Que pergunta consideraremos agora?
11 Não se esqueça de que “Jeová é quem exige punição por todas estas coisas [fornicação e impureza]”. (1 Tessalonicenses 4:6) Esta punição pode ser uma dor de consciência, uma disciplina da parte dos anciãos congregacionais ou as conseqüências do que se semeou. Naturalmente, se estivermos arrependidos, Jeová perdoará liberalmente e cobrirá totalmente os nossos pecados. Mas, alguns são obstinados e se negam a acatar as leis de Deus. “Quem pode ser obstinado com [Deus] e sair ileso?” perguntou Jó. (Jó 9:4) Ninguém! Magoa a Jeová ver tanta ‘obstinação’. Fere os anciãos preocupados, que viram muitos de nossos jovens sofrer os traumas já mencionados. Esses superintendentes dão-se conta de que ninguém pode violar as leis e os princípios de Deus e sair “ileso”. Conforme uma jovem cristã, que se arrependeu da imoralidade, disse aos anciãos de sua congregação: “Eu gostaria de poder dizer a todos os jovens na Verdade: ‘Não o façam!’ Jeová talvez perdoe seus erros, mas vocês, nunca. As lembranças más os consumirão. Não vale a pena.” Os anciãos juntam-se a Jeová em rogar: “Oh! se tão somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos!” — Isaías 48:18.
12 Mas como pode o jovem cristão seguir os mandamentos de Jeová, e evitar as muitas armadilhas e ciladas sutis da imoralidade sexual?
ABRA SEU CORAÇÃO AOS PAIS
13. Como podem os jovens que têm pais piedosos aplicar Provérbios 23:26, e com que resultado?
13 “Filho meu, dá-me deveras teu coração, e agradem-se estes olhos teus dos meus próprios caminhos.” (Provérbios 23:26) Esta súplica solicita mais do que apenas obediência mecânica. O jovem precisa abrir-se e fazer confidências. Mas você, como jovem, talvez ache que seu papai e sua mamãe cristãos simplesmente não compreendem os seus sentimentos. Certa moça cristã, que tinha problema com a masturbação e precisava de ajuda para vencê-lo, pensava assim. Ficou preocupada quanto a falar à sua mãe. Qual seria a reação dela? Compreenderia? “Ora, quando lhe falei sobre isso, ela escutou e não me censurou”, disse a adolescente. “Ela me abraçou, disse que me amava e que me ajudaria a vencer o problema. Falamos sobre isso francamente, e quando acabamos, ela me segurou nos braços e nós oramos juntas. Desde então, consigo falar com ela sobre tudo.”
14. Como devem os jovens cristãos encarar as normas de seus pais piedosos?
14 Sim, os jovens têm encontrado ajuda imediata por confiarem nos seus pais cristãos. Chegaram a ‘agradar-se’ da atuação de seus pais piedosos, e encaram as regras e as disciplinas deles como “colar” precioso, em vez de como ‘corrente’ desagradável, que os impede de se ‘divertirem’. (Provérbios 1:8, 9) Está sendo realmente sincero com os seus pais? Ou é como certo jovem, que admitiu: “Quando estou na presença dos meus pais, sou o que eles querem que eu seja, mas quando estou longe, sou o que eu quero ser”? Se você se achegar a seus pais tementes a Deus, poderá ser ajudado a evitar muita angústia desnecessária. Os que talvez não tenham pais cristãos poderão chegar-se a cristãos maduros — tanto homens como mulheres — bem como aos anciãos da congregação. Procure a sua ajuda, que eles dão de bom grado. — Tito 2:3, 4; Tiago 5:14, 15.
CONDUZA O CORPO COMO ESCRAVO
15. Como descreve o apóstolo Paulo o seu proceder, em 1 Coríntios 9:27, e como pode o jovem agir de maneira similar?
15 O apóstolo Paulo disse: “Amofino [‘môo de pancadas’c] o meu corpo e o conduzo como escravo [não: ‘ele me conduz como escravo’], para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” (1 Coríntios 9:27) Paulo ‘foi duro’ consigo mesmo. Assim, em vez de você deixar seus desejos físicos predominar, preveja as situações que estimulariam as sensações sexuais e evite-as deliberadamente. Por exemplo, sabe o que vai acontecer aos seus desejos físicos se ler livros, ou ver programas de TV e filmes que glorificam o sexo. Portanto, evite-os como se fossem uma praga! Namorar (onde isso é socialmente aceitável) quando você ainda não está preparado para o casamento, certos tipos de danças, festas sem orientação casta e em que os casais podem isolar-se, tudo isso estimula o “apetite sexual”. Assim, evite-os e ‘amorteça, portanto, os membros do seu corpo . . . com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual’. — Colossenses 3:5.
16. Que precaução deve tomar o par cristão enquanto namora e se prepara para o casamento?
16 Especialmente quando um par namora e se prepara para o casamento precisa estar atento às circunstâncias. Ficarem os dois sozinhos num carro, apartamento (em que um talvez more sozinho, longe de casa) ou lugar isolado, ao ar livre, pode induzi-los a ficarem íntimos demais. Um jovem de 17 anos disse francamente: “Qualquer um pode dizer: ‘Sabemos quando parar.’ É verdade que a pessoa talvez saiba quando, mas quantas o conseguem? É melhor evitar tal situação. Faça com que outros estejam presentes.” Sim, um ou uma acompanhante poderá dar-lhe a força adicional para exercer domínio completo sobre os desejos sexuais no corpo dos dois, quando estão juntos. Também, “fixe limites” até onde suas expressões de carinho poderão ir. Apegue-se a eles.
17. É importante que atentemos para as nossas associações? Por quê?
17 Quando o corpo anseia estar na presença de pessoas de moral desenfreada, ‘conduza-o’ para longe de tal associação. “Guarda teu caminho longe dela [duma mulher imoral] e não te chegues à entrada da sua casa”, recomenda a Bíblia. (Provérbios 5:8) Naturalmente, enquanto na escola, os jovens estão mergulhados na companhia de muitas pessoas imorais. Mas, será que você se sociabiliza com elas? Uma moça de 18 anos expressou os sentimentos de muitos, quando disse: “A companhia que você mantém exerce grande influência sobre a sua moral. Depois de escutar a conversa deles sobre o sexo, você fica curioso. Quer saber como é mesmo o sexo. É tão bom como dizem? Sei que é assim, porque estou criando um filho sozinha por causa desses mesmos fatos.” — Provérbios 13:20.
18. Quando se zomba dum jovem cristão por ser casto, que perguntas deverá ele considerar?
18 As Escrituras indicam que alguns imorais se introduziriam na congregação cristã. Portanto, esteja prevenido. Se achar que alguém seja desse tipo, mencione-o aos anciãos para prestarem ajuda espiritual. Assim mostrará verdadeiro amor a tal, bem como protegerá os outros na congregação. É verdade que algumas pessoas imorais talvez zombem de você por sua conduta casta. Mas, pense um pouco! Deveria deixar que aqueles que são “escravos da corrupção” — sim, escravos de suas próprias paixões — façam você sentir-se embaraçado? (2 Pedro 2:19) Quem tem força maior — a mulher libertina e imoral (ou tal homem), que ‘vai no encalço dos seus amantes apaixonados’, ou a virgem casta que pode dizer a respeito de sua força moral: “Sou uma muralha”? (Cântico de Salomão 8:10; veja Oséias 2:7.) Qual dessas duas tem mais probabilidade de perder seu respeito próprio e ‘dar a sua dignidade a outros’? — Provérbios 5:9; Judas 4, 8-13
19. (a) Quem ‘conduziu o corpo como escravo’, o par descrito no Cântico de Salomão, ou Amnom? (b) Quais foram os resultados?
19 Por controlar seu corpo, por dominá-lo, poderá olhar para o passado sem remorso. Imagine a alegria da jovem Sulamita e de seu namorado pastor quando finalmente foram unidos em matrimônio. Com a ajuda de outros e pelos seus próprios esforços, subjugaram seus desejos físicos e permaneceram castos. Embora tivessem expressado palavras de carinho, não haviam sido imorais antes de se casarem, o que teria diminuído o prazer usufruído depois de se terem ajustado um ao outro no casamento. Quão diferente é isso do apaixonado Amnom, que não podia esperar e cujo ‘corpo o conduziu como escravo’ para a imoralidade! — Cântico de Salomão 2:16; 4:16; 5:1; 2 Samuel 13:1, 2, 10-16.
DESENVOLVA SUA RELAÇÃO COM DEUS
20. (a) O que pode acontecer quando alguém não tem uma relação pessoal com Deus? (b) O que faltava às pessoas imorais descritas por Paulo no capítulo um de Romanos?
20 “Nunca desenvolvi uma relação pessoal com Jeová”, confessou uma moça de 22 anos, criada desde a infância num lar cristão. “Deus não era para mim uma pessoa real. Acho que por esta razão, quando cometi imoralidade, isso não me incomodou.” A situação dela era similar à das pessoas imorais descritas por Paulo. Essas ‘conheciam a Deus’; ‘conheciam muito bem o decreto justo de Deus’, mas faltou-lhes “conhecimento exato”.d (Romanos 1:21, 28, 32) Tal “conhecimento e familiaridade mais profundos e mais íntimos”,e o conhecimento pessoal que deveria ter sido desenvolvido, estava faltando. Tem você, jovem, tal “conhecimento exato”, pessoal? Precisa estudar a Palavra de Deus pessoal e regularmente, para chegar a reconhecer as qualidades de Deus. Lembre-se de quanto esse “conhecimento exato” fortaleceu os primitivos cristãos. (Veja a página 5) Todavia, precisa haver mais do que apenas o saber intelectual.
21, 22. O que servirá para desenvolver uma forte relação pessoal com Deus?
21 Orações do fundo do coração criam uma intimidade com Deus. Uma moça cristã, que ficou envolvida em imoralidade, porém, mais tarde se recuperou, disse:
“O único modo de manter esta relação pessoal é pela oração, não as rotineiras, mas as do fundo do coração. Quando eu simplesmente digo a Jeová o que sinto no íntimo e mantenho esta comunicação constante, dou-me conta de que ele é uma Pessoa real e está interessado na minha vida. Minha relação com ele é a coisa mais importante no mundo.”
22 São as suas orações tão veementes assim? Age em harmonia com elas? Também, por tornar-se ‘colaborador de Deus’, empenhando-se na obra de pregação, seus interesses e objetivos se tornarão iguais aos de Deus. Isto, naturalmente, desenvolverá um relacionamento bem achegado a Jeová. Lembre-se de que apenas você pode desenvolver esta relação pessoal com Deus. — 1 Coríntios 3:9.
23. (a) Continuará para sempre a luta contra a imoralidade? (b) Por que deverá você estar disposto a fazer qualquer esforço para agradar a Jeová?
23 É verdade que os jovens da atualidade sofrem pressões. Ser fiel constitui uma luta diária. Todavia, depois de passada a “flor da juventude”, a luta pode tornar-se mais fácil. Mas, a batalha não continuará para sempre. Dentro em breve, Satanás, o principal instigador por detrás desta onda de imoralidade, será destruído. Na nova ordem de Deus, agora tão próxima, haverá um ambiente justo, que tornará nosso proceder muito mais fácil. Pense nas bênçãos dessa nova ordem. Certamente, está de acordo com os sentimentos duma jovem, que disse: “Penso em tudo o que Jeová tem feito por mim e me prometeu. Ele não desistiu de mim. Abençoou-me de tantas maneiras. Sei que apenas quer o melhor para mim, e eu quero agradar a ele. A vida eterna vale qualquer esforço a favor de Jeová.” — Romanos 16:20; 2 Pedro 3:13.
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Pais, toquem o coração de seus filhosA Sentinela — 1982 | 1.° de julho
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Pais, toquem o coração de seus filhos
“Filho meu, se teu coração se tiver tornado sábio, alegrar-se-á meu coração, sim, o meu.” — Provérbios 23:15.
1, 2. (a) Qual é o desejo dos pais cristãos, mas como se sentiu certo pai? (b) Na instrução dada aos filhos, o que se precisa tocar, e por quê?
OS PAIS cristãos anseiam proteger seus filhos contra as devastadoras armadilhas morais. Sem dúvida, se você for pai ou mãe, compartilha a apreensão daquele pai com quatro filhos adolescentes, que escreveu: “A moral com que nossos jovens se confrontam fica cada vez pior, e às vezes é difícil de se manter em dia com cada novo ângulo adotado pelo mundo. Oro constantemente para poder ajudá-los. Amo-os muito.”
2 No entanto, por que acontece às vezes que um filho, mesmo depois de ter sido levado a reuniões religiosas e de se lhe ter ensinado a moralidade bíblica, ainda se envolve na imoralidade sexual? Embora o conhecimento intelectual seja importante, o coração desempenha um papel vital, especialmente no que se refere à moral. O que podem os pais fazer para tocar o coração dos filhos, para que se ‘tornem sábios’? — Provérbios 4:23; 23:15.
‘PUXE CONSELHO’ DO FUNDO DO CORAÇÃO
3. O que significa Provérbios 20:5, e que ação requer isso da parte dos pais?
3 Antes de se poder tocar o coração de alguém, terá de descobrir, até certo ponto, o que há nele. “O conselho [o verdadeiro objetivo ou as intenções profundamente arraigadas de alguéma] no coração dum homem é como águas profundas, mas o homem de discernimento é quem o puxará para fora.” (Provérbios 20:5) Os verdadeiros sentimentos no coração dos filhos são como águas no fundo dum poço bem profundo. Nos tempos bíblicos, alguns poços desciam a mais de 30 metros, e as pessoas tinham de descer uma escada para ‘puxar’ água. Era uma tarefa e tanto! ‘Puxar para fora’ as intenções de seus próprios filhos talvez seja igualmente difícil. Requer empatia e observação perspicaz. Pode exigir um uso perito de perguntas, paciência, e às vezes a sua disposição de conversar com os filhos por horas, antes que surjam os verdadeiros sentimentos deles. Por lembrar aos filhos que você passou pela mesma coisa e que também é imperfeito, e por criar oportunidades para que os filhos às vezes possam individualmente estar a sós com você, poderá facilitar-lhes para que lhe façam confidências. — Jó 33:5-7.
4. Segundo Provérbios 12:18, que modo de falar pode prejudicar a comunicação?
4 No entanto, uma palavra ou declaração ‘irrefletida’ pode ser devastadora. Alguns falam irrefletidamente, “como que com as estocadas duma espada”. Suas palavras ferem e causam um afastamento. Portanto, esforce-se a manter a “cabeça fria” ao passo que realmente escuta. Talvez se lembre da ocasião em que alguém falou com você de modo “depreciativo” ou zombou de seus sentimentos. Talvez ele dissesse: ‘Você é mais inteligente do que isso!’ Será que sentia novamente o desejo de confidenciar algo a essa pessoa? — Provérbios 12:18; 17:27.
5. (a) De que espécie de instrução precisa o adolescente? (b) Fornecem a maioria dos pais tais instruções?
5 Quando os filhos atingem a adolescência, seus desejos sexuais tornam-se muito fortes. Os jovens precisam conversar com alguém que lhes possa explicar o que está acontecendo com o seu corpo e que possa responder a uma série interminável de perguntas muito delicadas e pessoais. Entretanto, segundo uma pesquisa feita entre 1.400 pais com filhos adolescentes, 92 por cento nunca consideraram com seus filhos o comportamento sexual. A formação dos pais, os costumes locais ou a crença de que tal palestra não é necessária, às vezes impedem que até mesmo pais cristãos mostrem tal preocupação discernidora. Então, quão importantes são palestras assim?
6, 7. Quão importante é que os pais considerem com os filhos o comportamento sexual?
6 Pois bem, depois de entrevistar diversas famílias, um ancião cristão chegou à conclusão: “É interessante notar como se estabelece um padrão. Para os pais que realmente trataram cedo da questão do sexo e se esforçaram arduamente a manter comunicação íntima com os filhos, os resultados foram bons. Para aqueles que, por algum motivo, não trataram cedo do problema, os resultados usualmente foram maus.”
7 São muitos os benefícios derivados de tais palestras. Primeiro, isso pode proteger a mente dos filhos contra a informação falsa e suja que ouvirão mais tarde. Segundo, pode criar respeito pelos pais e confiança neles, e lançar uma base comum para a comunicação, que continuará durante a puberdade. E, terceiro, facilita aos seus filhos considerar com vocês assuntos bem íntimos. Ainda assim, muitos pais se perguntam como poderão tratar deste assunto, que é um pouco embaraçoso.
INSTRUA O CORAÇÃO
8. Quão cedo deve começar a instrução sobre o sexo?
8 Nunca é demais enfatizar o valor de se instruir os filhos numa tenra idade. Até mesmo diversas meninas de 10 e 11 anos ficaram grávidas. Alguns pesquisadores instam em que a comunicação sobre o sexo seja firmemente estabelecida antes de os filhos atingirem os seis anos de idade. Senão, talvez nunca seja conseguida. Muitas vezes basta apenas responder franca e desembaraçadamente as perguntas dos filhos pequenos sobre isso.b Os adolescentes, porém, precisam de instrução sobre como controlar tais desejos. Para que toque o coração, a instrução precisa ser transmitida como ajuda amigável, não como acusação.
9. O que devem os pais tentar incutir no coração dos filhos, e por quê?
9 Jesus disse: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração, traz para fora o bom.” (Lucas 6:45) Portanto, tocar o coração de seus filhos requer que deposite naquele coração jovem coisas preciosas — coisas a que ele ou ela reagirão emocionalmente e que prezarão. Por quê? Para que saia desse coração “coisas boas”. — Mateus 12:34, 35.
10, 11. O que podemos aprender dos exemplos no livro de Provérbios sobre como tocar o coração dos filhos quando se considera a moralidade sexual?
10 A instrução dada em Provérbios, sobre este assunto, oferece bons exemplos para os pais. Lida francamente com o comportamento sexual, mas o faz com dignidade. Note a maneira equilibrada de tratar disso no capítulo cinco de Pro. O instrutor ou pai considera de maneira realística o prazer das relações sexuais e especialmente a necessidade de se evitar a imoralidade sexual. Os lábios da prostituta parecem ‘gotejar mel’, quando ela procura engodar um homem. Mas, o efeito posterior é “tão amargo como o absinto” e “tão afiado como uma espada de dois gumes”! (Pro. 5 Vv. 3, 4) O instrutor bíblico toca então num ponto sensível, por mostrar ao jovem como ele pode perder a sua “dignidade” por tal conduta (V. Pro. 5:9) Todavia, esta não é uma consideração do tipo de que ‘todo o sexo é pecado’. Quão belo é o quadro que ele pinta das relações sexuais dentro do matrimônio. — Pro. 5 Vv. 15-19.
11 O pai não acusa nem censura o jovem. Em Provérbios, capítulo sete, ele conta experiências de outros e usa termos francos. (Provérbios 7:6, 7, 13, 17, 18) O instrutor usa ilustrações vívidas — o homem apaixonado, que foi engodado por uma prostituta, é comparado a um touro que vai ao abate e uma “flecha lhe fende o fígado”. (Provérbios 7:22, 23) O jovem jamais se poderia esquecer de tal linguagem vívida! Tal exemplo de advertência, guardado no coração, ajudará os jovens a lidar com a tentação. O pai não disse meramente que a imoralidade sexual é errada, mas disse por que era assim, explicando os efeitos e mostrando quão facilmente os jovens podem ficar envolvidos.
12, 13. (a) Quais são algumas das ocasiões em que o pai ou a mãe pode considerar o comportamento sexual com o filho ou a filha? (b) Achou você outras ocasiões convenientes? (c) Para os filhos terem boa moral, será que basta incutir apenas boa instrução no coração deles?
12 Muitos pais cristãos mantiveram conversas semelhantes. Fizeram-nas em muitas ocasiões em que se podia tratar do assunto de maneira natural e informal. Algumas dessas oportunidades surgiram durante longas caminhadas, numa conversa sobre algum incidente que ilustrava o valor da moral correta, ou depois de se ter tratado dessa matéria nas reuniões congregacionais, ou quando suas próprias palestras espirituais em família tratavam do assunto. Muitos fizeram uso do livro Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la,c a fim de ajudá-los. Essas palestras nem sempre eram fáceis, mas os pais foram motivados pelo genuíno amor aos filhos. Conforme admitiu certa mãe de cinco filhos: “Obriguei-me a falar sobre isso, até que, por fim, nem eu me sentia mais embaraçada, nem os filhos.” Não deixe seus filhos sofrerem indizíveis mágoas por causa da falta duma “boa instrução” sobre esses pontos muito delicados. — Provérbios 4:2.
13 No entanto, apesar de toda a boa instrução que se pode incutir no coração da criança, a tolice também está profundamente arraigada ali, por causa da pecaminosidade herdada. — Salmo 51:5.
A DISCIPLINA REFINA O CORAÇÃO
14. O que é disciplina e por que é tão importante?
14 O que pode expulsar a tolice do coração jovem? “A vara da disciplina”, segundo Provérbios 22:15. A disciplina é o treinamento que amolda ou corrige. É firmeza com compreensão; de modo que não sufoca ou ‘irrita’ a criança com restrições desarrazoadas. (Efésios 6:4) A disciplina é vital, quando seus filhos começam a ter interesse no sexo oposto. Deixara um rapaz e uma moça juntos quando são jovens demais para se casarem é provocar um desastre.
15. (a) Que situação deixa muitos pais perplexos? (b) O que fizeram os irmãos da moça sulamita, quando ela e seu namorado quiseram ficar sozinhos?
15 Todavia, muitos pais perguntam: ‘O que se pode fazer quando eles querem ficar juntos?’ Pelo que parece, quer sob a direção dos pais quer com a aprovação destes, quando os irmãos da moça sulamita descobriram que o rapaz pastor queria levar a irmã deles a sós num passeio a um lugar montanhoso, isolado, eles o impediram! Deram-lhe um serviço para ocupar-lhe o tempo e para manter os dois separados. Embora confiassem nela, conheciam o poder da tentação. Arruinou isso a vida da moça? Ao contrário, ajudou aos dois a permanecerem castos até se casarem mais tarde. — Cântico de Salomão 1:6; 2:8-15.
16. O que fizeram alguns pais para proteger o coração dos filhos?
16 De maneira similar, precisa-se hoje de firmeza, junto com providenciar atividades para manter a mente dos filhos ocupada. Neste respeito, os pais têm de usar de genuíno discernimento e de sabedoria piedosa. (Provérbios 24:3) Para os pais é extremamente difícil restringir os sentimentos dos filhos, uma vez que eles fiquem emocionalmente envolvidos. Antes de permitirem que seus filhos namorem (onde isso é socialmente aceitável), os pais cristãos terão de considerar a idade dos filhos, o grau de madureza emocional e o progresso espiritual, a pessoa com quem desejam sair e o que farão. Perguntou-se a certa mãe, cuja filha de 19 anos foi desassociada por imoralidade, sobre o que ela achava que teria feito diferente em criar a filha. Ela respondeu: “Eu nunca a deixaria ficar envolvida com o sexo oposto numa relação romântica enquanto ainda estivesse no começo da adolescência. Não teria presumido que ela era bastante forte para enfrentar seu problema.”
17, 18. (a) Devem o rapaz e a moça que pretendem casar-se ressentir-se de que o pai ou a mãe, ou alguém sob a sua orientação, serve de acompanhante? (b) O que aprendeu um jovem de maneira difícil??
17 Alguns pais conversaram com os dois jovens e explicaram por que não podiam aprovar seu namoro. Quando se considera esse assunto com os pais do outro jovem envolvido, pode-se obter apoio adicional. Certo pai cristão, com quatro filhos, disse: “Alguns pais acham que o relacionamento entre um garoto e uma mocinha é ‘engraçadinho’ e os incentivam, assim como também deixam grupos de adolescentes sair sozinhos sem supervisão adulta. O que vemos é a formação de ‘casais’, imoralidade e casamento prematuro. Incentivamos nossos filhos a criar passatempos e outras atividades físicas, tais como patinar e andar de bicicleta, em que podem empenhar-se sozinhos, com a família ou com outros do mesmo sexo.”
18 Mesmo quando o rapaz e a moça já têm idade bastante para namorarem, ajude-os por providenciar um acompanhante. Um casal de noivos, cristão, que estava para se casar em breve, negligenciou a sua vigilância e empenhou-se em “impureza”. (Gálatas 5:19) Recordando isso, o jovem admitiu: “Na maioria das vezes tínhamos alguém para acompanhar-nos. Mas, nas poucas vezes em que não tivemos, isso nos foi prejudicial.” Outros jovens agradeceram depois aos pais por terem sido estritos e terem controlado cuidadosamente a diversão deles, porque permaneceram castos e se casaram sem remorsos ou más recordações. Se as intenções de seus filhos forem honrosas, não deverão ressentir-se de sua disciplina piedosa, porque é “o caminho da vida”. — Provérbios 6:23.
AJUDE OS FILHOS A DESENVOLVEREM UMA RELAÇÃO COM DEUS
19. (a) Qual é a maior proteção de seus filhos contra a imoralidade, e o que ajudará a desenvolver isso? (b) Que perguntas podem os pais fazer sobre o exemplo que eles mesmos dão?
19 A maior proteção contra a imoralidade é os filhos desenvolverem uma relação pessoal e bem achegada a Jeová. Embora isso seja algo que os próprios filhos terão de fazer, os pais podem ajudar. Em primeiro lugar, seu próprio exemplo de devoção proverá um modelo vivo a ser imitado. Aqueles que se tornaram cristãos na Tessalônica do primeiro século viram “que sorte de homens” Paulo e seus companheiros eram e ‘tornaram-se imitadores’ deles, criando uma “forte certeza”. (1 Tessalonicenses 1:4-6) Que ‘sorte de pessoa’ vêem seus filhos em você? Vêem a sua “forte certeza”, notando que você faz toda a sua vida girar em torno de sua devoção a Deus e que está fazendo sacrifícios para a adoração dele? Vêem eles a sua forte desaprovação da imoralidade por você não achar divertido aquilo que é moralmente corrupto? Observam um exemplo de amor na maneira em que você trata seu cônjuge ou os outros? Ouvem-no falar sobre Jeová dum modo que mostra claramente que ele é real para você? Tal exemplo servirá de incentivo para os filhos fazerem sacrifícios, com o fim de cumprir a lei de Jeová. Seus filhos verão que isso é importante.
20. O que pode destruir o bom efeito do bom treinamento que proveu?
20 Também, por vigiar de perto as associações dos filhos e por escolher para eles a companhia dos que mostram “forte certeza” espiritual, acentuará os seus esforços. Nada poderá destruir mais depressa seu empenho do que as más companhias deles — mesmo que provenham de dentro da congregação cristã. Tais maus companheiros poderão arruinar a espiritualidade de seus filhos e provocar um conflito de gerações. — Provérbios 13:20; Judas 3, 4, 12, 16, 19.
21. (a) De acordo com 1 João 2:14, o que dá força espiritual e que responsabilidade lança isso sobre os pais? (b) Que sugestões pode dar para manter tais estudos regulares e interessantes?
21 Como pai, ou mãe, deverá estar convencido do poder da Palavra de Deus, a Bíblia. O apóstolo João disse que os “moços” espiritualmente fortes na congregação à qual escreveu haviam ‘vencido o iníquo’ porque ‘a palavra de Deus permanecera neles’. (1 João 2:14) Portanto, além de promoverem um espírito familiar íntimo e darem um bom exemplo, os pais piedosos devem providenciar que a família estude regularmente a Palavra de Deus, para que a mensagem dela penetre fundo no coração dos jovens. Certo casal viu com dores como dois de seus três filhos se corromperam na adolescência. O pai, que os havia criado num lar cristão desde a infância, admitiu: “Se eu tivesse a chance de recomeçar tudo de novo, haveria mais estudo bíblico familiar, regular. O nosso sempre era na base do acaso. Sei que um estudo regular nos teria unido mais como família e os teria fortalecido muito mais em sentido espiritual.” Havendo boa preparação por parte dos pais, evitando-se um procedimento mecânico, rígido e excessivamente formal, e ajustando-se o estudo às necessidades dos filhos, a palestra será ansiosamente aguardada e unirá espiritualmente a família. Deve-se admitir que isso não é fácil fazer, em vista do tempo que isso exige dos pais, porém, mais importante do que a duração de tais palestras é a qualidade do tempo que todos gastam juntos. Além disso, precisa-se ensinar aos filhos terem eles próprios bons hábitos de estudo pessoal. — Deuteronômio 6:4-9.
22. Como poderá ensinar aos seus filhos a fazer orações significativas?
22 Conforme se pode ver na experiência na página 13, a oração íntima, de coração, estabelece uma relação bem achegada com Deus. Ajude seus filhos a reconhecer a necessidade da oração e de saber como ‘derramar o coração’ diante de Jeová. (Salmo 62:8) Deixe os filhos ouvir suas orações feitas de coração. Considere com eles o que podem incluir nas orações. Por contar-lhes como Jeová responde às suas orações e por incentivar os filhos a procurarem as respostas às suas próprias, eles se darão conta de que a oração tem poder.
23, 24. (a) Por que se deve ensinar aos filhos o temor a Jeová? (b) Com quem devem os pais trabalhar regularmente no ministério de campo, e por quê?
23 “A intimidade com Jeová pertence aos que o temem”, escreveu o Rei Davi. (Salmo 25:14) Para seus filhos poderem realmente estabelecer uma relação bem achegada com Deus. terão de ter temor salutar das terríveis conseqüências de desagradarem ao “Deus vivente”. (Hebreus 10:31; Provérbios 8:13) É verdade que os filhos precisam amar a Jeová e apreciar profundamente Sua benevolência e bondade, mas também precisam ter um respeito solene pela capacidade de Jeová punir ou permitir que alguém ‘ceife o que semeou’. (Gálatas 6:7) Se tal “temor” salutar for incutido nos filhos desde a tenra idade, eles desenvolverão uma boa consciência. Em vez de pensarem: ‘Tudo bem, desde que eu não seja apanhado’, pensarão assim como José, que resistiu aos engodos da imoralidade e disse: “Como poderia eu cometer esta grande maldade e realmente pecar contra Deus?” — Gênesis 39:7-9.
24 Se trabalharem juntos no ministério cristão, ajudará aos seus filhos a cultivar o mesmo terno interesse nas pessoas, que Jeová tem. Ao passo que os filhos aumentam em apreço, o coração deles verá como poderá ‘enriquecer a muitos’ por ensinar-lhes as “boas novas” que podem produzir mudanças benéficas na vida deles. Este ministério é também uma excelente ajuda para se estabelecer uma relação bem achegada com Deus. — 2 Coríntios 6:10.
PRECISAM DE AJUDA ALÉM DO NORMAL
25, 26. (a) Por que precisam os pais de ajuda ‘além do normal’? (b) Donde provém tal ajuda? (c) O que fez certo pai, quando pensava ter ‘perdido’ o filho, e de que se deu conta depois?
25 “Não é fácil ser pai de adolescentes”, disse um pai cristão, que mencionou sua perplexidade com respeito à sua filha retraída, de 16 anos, que é alvo de muitas pressões por parte dos rapazes na escola. “Eu oro sozinho e muitas vezes junto com ela — mas ainda estou preocupado.” De fato, ele notou a necessidade de ter ajuda divina, que daria a ele e à sua filha um “poder além do normal”. — 2 Coríntios 4:7.
26 Às vezes, os pais chegam a sentir-se incompetentes, quando parece que todos os seus esforços estão fracassando. Mas, não desista! Por causa das tendências refratárias de seu filho, certo pai cristão admitiu que, em certo ponto, ele achou que havia ‘perdido’ seu filho, a quem havia criado desde a infância no ensino cristão. “Ajoelhei-me e orei até que as lágrimas me rolavam pela face, e roguei a Jeová que me ajudasse”, declarou este pai. “Jeová respondeu a essas orações e o rapaz, aos poucos, mudou para melhor. Eu, certamente, fiquei mais achegado a Jeová, quando vi sua mão em operação na minha família.” Sim, recorra a Jeová em busca de ajuda; confie nele. Ore com os seus filhos e a favor deles. Veja a mão de Jeová em operação na sua família. — 1 Tessalonicenses 5:17.
27. (a) Quem tem de escrever a lei de Deus no coração dos filhos? (b) Como se sentem vocês, pais, quando seus filhos mostram que o coração deles ‘tornou-se sábio’?
27 Reconheça que são os filhos que, por fim, terão de escrever as leis de Jeová no seu próprio coração. (Veja Provérbios 3:1-4.) Mas, faça tudo o que puder para tocar o coração de seus filhos. Quão recompensador é ver os filhos permanecerem leais à verdade! Quanto motivo isso e para ‘seu coração alegrar-se’, se seus filhos mostrarem que o coração deles se tem “tornado sábio”! (Provérbios 23:15) Você será como o apóstolo João, que podia dizer a respeito de seus filhos espirituais: “Não tenho nenhuma causa maior para gratidão do que estas coisas, de que eu esteja ouvindo que os meus filhos estão andando na verdade.” — 3 João 4.
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