-
Que importância têm as notas?Despertai! — 1984 | 8 de setembro
-
-
Os Jovens Perguntam . . .
Que importância têm as notas?
ALGUNS sentem seu pulso disparar como um carro de corridas. Outros conseguem pelo menos aparentar calma. Mas, quer esteja à beira do pânico, quer demonstre indiferença, todo estudante enfrenta aquele dia de prestação de contas, quando recebe seus boletins escolares.
Por que tal ansiedade? Muitos jovens se sentem pressionados como que por uma prensa, por parte dos pais (“Se tirar notas baixas em matemática, não verá TV por um mês!”) e também pelos professores (“Terá de tirar melhores notas para obter média para se formar.”). Não é de admirar, então, que ao se indagar a diversos estudantes do 1.º grau: ‘O que mais o preocupa?’, 51 por cento responderam: “As notas”!
É interessante que alguns educadores afirmam que as notas podem promover a competição, gerar pressões duras e até mesmo tirar o prazer da aprendizagem. Não é surpreendente, então, que os estudantes amiúde não apreciem as notas. Certo estudante do 2.º grau chegou mesmo a afirmar: “Não devia haver nenhuma nota que nos reprovasse. Se a pessoa escolhe uma matéria difícil e tira uma nota reprobatória de 50, isto ainda é 50 por cento mais do que sabia no princípio.”
Assim sendo, talvez fique imaginando se as notas realmente compensam toda a ansiedade gerada por elas: escrever composições até que seu braço pareça que vai despencar, ler penosamente livros enfadonhos, decorar listas infindáveis, preparar-se à última hora para as provas finais. ‘Que adianta tudo isso?’, talvez pergunte. ‘Será que as notas realmente significam algo?’
As Notas em Perspectiva
A escola — quer a aprecie, quer a deteste — preenche uma necessidade vital. Afirma a professora de 2.º grau, Barbara Mayer: “Seu propósito é fornecer aos indivíduos tanto conhecimento e tantas qualificações quantas forem possíveis, a fim de ajudá-los a levar uma vida correta, recompensadora e bem-sucedida.” E, em geral, uma educação de 2.º grau é adequada nesse sentido. Mas, como outros julgam se absorveu tal conhecimento ou se conseguiu dominar bem tais matérias? Com freqüência, é pelas notas que tira na escola. ‘Isso é injusto!’, talvez objete. Mas, não raro, é uma dura realidade da vida. Por exemplo, em recente artigo de The Wall Street Journal, aconselhou-se os empregadores a “estudar cuidadosamente os boletins escolares” de quem solicita emprego.” É o melhor barômetro para se prever o comparecimento, os hábitos de trabalho e as características da personalidade”, prosseguia o artigo.
Assim, há motivos práticos para se empenhar em obter boas notas. “O dinheiro é para proteção”, escreveu Salomão. (Eclesiastes 7:12) E, se não dominar as matérias básicas ensinadas na escola, talvez se torne até mesmo difícil ganhar dinheiro — quanto mais poupá-lo ou gasta-lo de modo sábio. Numa pesquisa recente, porém, os jovens se expressaram que ter um emprego interessante lhes era mais importante do que ter alto salário, status ou prestígio. Bem, dominar bem as matérias básicas amiúde amplia as oportunidades empregatícias. Um perito sobre empregos, o dr. Bernard Anderson, declarou em data recente: “No caso de jovens, simplesmente temos de voltar a dar uma ênfase muito maior às matérias educacionais básicas — a arte de comunicação, qualificações com computadores, etc.” Visto que as novas tecnologias não raro resultam no retreinamento periódico dos empregados, ele adicionou que “o valor máximo caberá às pessoas dotadas de alto potencial de treinamento — pessoas com excelentes qualificações básicas”.
O sábio Rei Salomão, contudo, mostra que a vida tem um objetivo muito mais profundo do que ter um emprego: “A conclusão do assunto, tudo tendo sido ouvido, é: Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” (Eclesiastes 12:13) A capacidade de ler bem e de se expressar com clareza constitui valioso patrimônio do jovem que deseja ‘servir a Deus e guardar seus mandamentos’. O jovem Timóteo, por exemplo, foi exortado pelo apóstolo Paulo a ‘continuar aplicando-se à leitura pública’, de modo a ser um instrutor mais eficaz na congregação. (1 Timóteo 4:13) E os apóstolos Pedro e João, embora considerados “indoutos e comuns” por não terem freqüentado escolas de alta erudição, foram todavia capazes de escrever, com a máxima perícia, partes da Bíblia! — Atos 4:13.
Mas será que as notas e as provas realmente o ajudam a adquirir tais qualificações? Podem fazê-lo. Ora, o próprio Jesus Cristo muitas vezes testava o entendimento de seus discípulos quanto a certos assuntos. (Lucas 9:18) Contudo, os mestres hoje não raro acham difícil conhecer seus estudantes em tal base pessoal; as turmas muitas vezes são grandes. Assim, fazer testes e dar notas aos estudantes habilita os professores a moldar seu método de ensino às necessidades individuais dos estudantes. Você, como estudante, beneficia-se naturalmente disto.
O livro Measurement and Evaluation in the Schools (Medição e Avaliação nas Escolas), afirma mais: “Testes bem elaborados, que reflitam a instrução dada nas aulas, podem ampliar a aprendizagem dos estudantes por ajudá-los a cultivar hábitos de estudo e orientar sua energia intelectual para os desejados objetivos educacionais. Os resultados dos testes podem revelar áreas em que os estudantes individuais são fortes ou fracos e atuar como instrumentos motivadores para o estudo futuro.” E, naturalmente, suas notas dão a seus pais uma idéia de como está indo na escola — bem ou mal.
Entretanto, é mister que tenha um conceito equilibrado das notas, para que não surjam problemas.
‘Isto Cairá Numa Prova?’
Um estudante de 2.º grau chamado Estêvão lamentou: “Sinto-me como se estivesse numa linha de montagem, e que porções pré-fabricadas de conhecimento estivessem sendo lançadas sobre mim, e não tenho tempo de digerir nada.” Sim, a preocupação demasiada com as notas pode fazer com que a escola se parece mais a uma fábrica do que a um lugar estimulante de aprendizado.
A obsessão com as notas pode até mesmo gerar tensões entre os estudantes. Em algumas localidades, por exemplo, os estudantes são agrupados segundo sua capacidade. Poucos jovens, porém, desejam realmente ser colocados numa turma “atrasada”, ou “abaixo da média”. Assim, as notas podem promover forte competição. Isto se dá especialmente quando se ensina aos estudantes — e eles crêem nisso — o mito de que ter instrução “superior” significa felicidade. Os autores de um compêndio sobre adolescência observam que “visto que ingressar na faculdade é difícil, na maioria dos lugares”, os estudantes podem ver-se “envolvidos numa confusão competitiva que sublinha notas e a classificação das turmas, em vez de o aprendizado”. A situação no Japão (onde se dá grande ênfase à faculdade) ilustra exatamente quão competitiva pode tornar-se a instrução. Ali, é preciso fazer exames para apenas ingressar no jardim de infância!
Alguns reagem a tais pressões por se tornarem peritos em prestar exames, em vez de aprendizes. Afirma o dr. William Glasser: “As crianças aprendem desde cedo na escola a perguntar o que vai cair na prova e . . . a estudar somente esse ponto.” A mestra veterana Mary Susan Miller recorda similarmente em seu livro Child-stress! (Stress Infantil!): “Tenho tido . . . estudantes que discutem continuamente sobre um ponto a mais ou a menos, e contam os valores dos pontos nas perguntas dos testes, a fim de questionar as notas que dei. Tirar boas notas era o nome de seu joguinho, e não a aprendizagem. Estes eram os estudantes que invariavelmente interrompiam uma palestra em classe, não importava quão estimulante fosse, para indagar: ‘Temos de saber isso para a prova?’”
Mas, por que deveria você deixar-se enredar na “confusão competitiva”? Salomão avisou: “E eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento.” (Eclesiastes 4:4) Mostra-se assim ser fútil a competição feroz, seja em busca de riquezas materiais, seja de créditos acadêmicos. Os jovens tementes a Deus entendem a necessidade de se aplicarem na escola. Mas, sabem também que a felicidade provém de colocarem em primeiro lugar os interesses espirituais, confiando que Deus cuidará de suas necessidades materiais. — Mateus 6:33.
Conclui-se, então, que as notas geram pressões e problemas. Mas, como Barbara Mayer observou em The High School Survival Guide (Guia de Sobrevivência na Escola de 2.º grau): “O problema das notas na escola de 2.º grau, contudo, provém da grande importância que vieram a ter.” Assim, ao passo que as notas podem ser importantes, não são tudo na vida! Considere as notas em seu valor real — no máximo, uma forma útil de se avaliar seu progresso acadêmico. Como José, estudante de 2.º grau, afirma: “Gosto de tirar boas notas. Mas não são minha preocupação principal na vida.”
(Nossa próxima edição prosseguirá com esta consideração sobre as notas.)
[Foto na página 13]
Compensam as boas notas as horas de trabalho e de estudo exigidas?
[Foto na página 14]
Os empregadores estão sempre à procura de jovens que dominem bem as matérias escolares básicas.
-
-
Palavras CruzadasDespertai! — 1984 | 8 de setembro
-
-
Palavras Cruzadas
Horizontais
3. Matias ‘tomou o seu cargo de superintendência’. (Atos 1:15-26)
6. Algo que os ídolos não podem fazer. (Salmo 135:16)
8. Manassés e seu filho Amom foram enterrados no jardim de ---. (2 Reis 21:18-26)
9. Ele honrou mais a seus filhos do que a Jeová. (1 Samuel 2:27-29)
10. Uma unidade tanto de peso como de valor monetário. (1 Reis 10:17; Esdras 2:69)
11. Precisamos ---- que Deus existe, mas também exercer fé apoiada por obras. (Hebreus 116; Tiago 2:19, 20)
12. Pai de Josué. (Josué 1:1-3)
14. Os que atiraram Jezabel da janela eram -------- da corte. (2 Reis 9:30-33)
15. Comerá palha como o touro. (Isaías 11:7)
17. Uma das qualificações bíblicas para anciãos é a ---- de ensino. (Tito 1:9)
18. Uma cortina o separava do Santo. (Êxodo 26:33)
21. Quem não tocou nos primogênitos de Israel nos dias de Moisés. (Hebreus 11:28)
22. hoje um continente, mas nos tempos bíblicos uma província romana. (Atos 19:8-10)
24. Um antepassado de Jesus. (Lucas 3:28)
25. Escritor de um livro das Escrituras Hebraicas.
28. Era usada, entre outras coisas, para branquear paredes sepulcros, etc. (Deuteronômio 27:2, 4; Mateus 23:27)
29. Um dos espias, da tribo de Issacar. (Números 13:2, 7)
30. Filha de Léia. (Gênesis 34:1)
31. “O amor não obra o --- para com o próximo.” (Romanos 13:10)
32. Em breve não haverá mais. (Revelação 21:4)
33. Os meses bíblicos eram calculados por este luzeiro.
34. Deus tanto as amaina como as agita. (Salmo 89:8, 9; Isaías 51:15)
Verticais
1. “As coisas escritas ------- foram escritas para a nossa instrução.” (Romanos 15:4)
2. Jesus os expulsou do templo. (João 2:15)
3. Outro antepassado de Jesus. (Lucas 3:24)
4. Exemplo para as esposas cristãs. (1 Pedro 3:5, 6)
5. A boca odiada pela “sabedoria”. (Provérbios 8:13)
6. Produto do primeiro milagre de Jesus. (João 2:1-11)
7. Não se corta de roupa nova para costurar em roupa velha. (Lucas 5:36)
13. Os egípcios fizeram os israelitas trabalhar como escravos sob -------. (Êxodo 1:13)
16. O Rei Assuero governou desde a Índia até a -------. (Ester 1:1)
19. “Toda a Escritura é --------por Deus e proveitosa.” (2 Timóteo 3:16)
20. Esposa de Áquila. (Atos 18:2)
21. O que não é fácil.
23. O Rei que enalteceu Mordecai. (Ester 8:1, 2)
24. “A ----- da língua é árvore de vida.” (Provérbios 15:4)
26. O Rei que queimou incenso no templo de Jeová. (2 Crônicas 26:18)
27. Irmão de Esaú.
-