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    Despertai! — 1988 | 8 de agosto
    • SOLUÇÕES NA PÁGINA 24

      Soluções horizontais

      1. SUPERINTENDENTE

      8. MACEDÔNIA

      11. NUMAS

      13. DIA

      14. SODI

      15. ACAZ

      16. OBRA

      17. ÁRNON

      20. TÚNICA SEM MANGAS

      21. DARIO

      23. AMÉM

      24. DANO

      25. TRÁS

      27. CLÃ

      28. POMBA

      30. RESMUNGOS

      33. ROLOS DO MAR MORTO

      Soluções verticais

      1. SEM

      2. PAC[TO]

      3. RÁDIO

      4. NINSI

      5. DINÁ

      6. NUM

      7. EIS

      9. ACABRUNHADO

      10. ADAR

      12. ACAMPAMENTO

      14. SACIADO

      15. ANANIAS

      17. AFETO

      18. NOME

      19. NAOR

      22. IRAR

      25. TESTA

      26. [JEOI]AQUIM

      27. CÃES

      28. PUR

      29. MIL

      31. [LA]GAR

      32. SÃO

  • Por que me sinto tão sem valor?
    Despertai! — 1988 | 8 de agosto
    • Os Jovens Perguntam . . .

      Por que me sinto tão sem valor?

      “EU SÓ tinha oito anos quando mamãe e papai se divorciaram”, relembra uma jovem que chamaremos de Ana. “Posso lembrar-me de quando me aconchegava ao papai e esperava derivar forças dele. Daí, quando tinha 15 anos, papai se divorciou da minha madrasta. Isso foi abalador. Fiquei imaginando se havia algo de errado comigo. Será que era eu a causa? Comecei a me sentir desprezível.”

      Tais sentimentos afligem muitos jovens. E nem sempre é preciso uma grande aflição, tal como um divórcio dos pais, para precipitá-los. Os sentimentos de inutilidade podem ser acionados por algo comparativamente tão trivial como uma nota baixa num teste escolar. Por que surgem tais sentimentos? Existe algum modo de livrar-se deles?

      Comparações Injustas

      Um grande motivo pelo qual tantos jovens se julgam sem valor é a influência do mundo em que vivemos. Em muitas sociedades, insta-se com os jovens a que tenham ótimo desempenho em tudo que fazem — nos trabalhos escolares, nos esportes, nos passatempos. O êxito é muitas vezes medido por quem mais se distingue, quem tem a melhor aparência e quem possui o melhor. Disse um educador sul-africano: “Existe um terrível estigma relacionado com não se tirar boa nota [média nos exames do último ano letivo] e não se obter um emprego considerado de elite.” O psicólogo Dr. David Elkind declarou, de forma similar: “Os adolescentes, hoje em dia, não são avaliados por sua decência ou sua personalidade, mas por sua vantagem competitiva ou pelas notas que conseguem.” Este espírito competitivo priva muitos jovens de seu senso de valor.

      A Bíblia insta-nos a fazer o melhor que pudermos no que for que nossa ‘mão ache para fazer’, mas “não em comparação com outra pessoa”. (Eclesiastes 9:10; Gálatas 6:4) Por que não? Por um lado, todos nós temos diferentes habilidades e não podemos distinguir-nos em tudo. (Mateus 25:14, 15) Deveras, todos nós temos empecilhos de uma ou de outra forma, devido à imperfeição. (Romanos 3:23) O êxito na vida exige, assim, que se aprenda a enfrentar os fracassos e os desapontamentos.

      Ademais, o desejo de ultrapassar outros trabalha contra as próprias qualidades que lhe podem trazer um duradouro senso de seu próprio valor, tais como as de cooperação, de consideração, de alegria, de pacificidade, e de paciência. A Bíblia aconselha sabiamente: “Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.” — Gálatas 5:22, 23, 26.

      Assim, enquanto você estiver fazendo seu melhor na escola ou nas atividades cristãs, fique contente com suas realizações. Se você falha seriamente em algum aspecto, sem dúvida deve pedir ajuda. Isso seria um sinal de que está cultivando outra qualidade verdadeiramente valiosa, a saber, a humildade. (Provérbios 18:12) Se seu progresso for lento, não se desanime. Meça seu êxito pelos resultados passados — e não de acordo com os de outra pessoa.

      Mais do que Tristeza Momentânea?

      Imagine passar por uma fase aguda de tristeza que perdure semana após semana, sem alívio — sem qualquer motivo aparente. “É decisivo”, declara a revista ’Teen, “que você não sofra em silêncio”. Extravase seus sentimentos perante alguém que realmente se importe, como um de seus pais. Como a Bíblia o expressa: “Melhor dois do que um . . . pois, se um deles cair, o outro pode levantar seu associado. Mas, como será com apenas aquele um que cai, não havendo outro para levantá-lo?” (Eclesiastes 4:9, 10) Em muitos casos, um ouvinte compreensivo pode ajudá-lo a pôr nos eixos seu modo de pensar.a

      Considere Ana, mencionada no início. Os amigos dela ajudaram-na a dar-se conta de que os sentimentos dela de se julgar desprezível baseavam-se num raciocínio falho, e não na realidade. Como poderia ela, mera criança, ter sido responsável pelo fracasso matrimonial de seus pais? Compreendendo isto, os sentimentos de inutilidade começaram a diminuir.

      Que fazer caso tais sentimentos persistam, apesar dos esforços de reajustar seu modo de pensar? “Também é uma grande idéia”, acrescenta ’Teen, “consultar um médico para um exame geral, a fim de eliminar quaisquer doenças físicas que possam estar na raiz de sua depressão”. Por quê? Porque os sentimentos persistentes de não ter valor podem indicar um grave distúrbio de saúde: a depressão profunda.

      Em muitos casos de depressão profunda, parecem estar envolvidas algumas disfunções químicas cerebrais. Por exemplo, às vezes os neurônios-chave cerebrais, ou células do cérebro, deixam de receber ou de transmitir devidamente as mensagens. Felizmente, existem tratamentos disponíveis que parecem regular a atividade dos neurônios, e ajudar as vítimas de depressão a enfrentá-la. Por conseguinte, consultar um médico pode ser apropriado, quando existem motivos de suspeita de que aquilo que o aflige é mais do que tristeza momentânea.

      Quando Sua Consciência o Aflige

      Outro fator que pode causar sentimentos de não ter valor é a ação da consciência da pessoa. (Romanos 2:14, 15) Acate-a devidamente, e sua consciência pode ajudá-lo a sair dum caminho destrutivo. Ignore-a, e ela pode provar-se uma fonte atormentadora.

      Certa vez, a consciência do Rei Davi o afligiu tão profundamente que ele escreveu: “Não há paz nos meus ossos por causa do meu pecado. Porque os meus próprios erros passaram acima da minha cabeça; iguais a uma carga pesada, são pesados demais para mim. . . . O dia inteiro tenho andado entristecido. . . . Fiquei entorpecido e quebrantado ao extremo.” (Salmo 38:3-8) Davi mui provavelmente escreveu estas palavras depois de ter tomado a esposa de outrem. Ele só conseguiu alívio quando confessou abertamente seu grave pecado, sendo ouvido por Natã, profeta de Deus. Com que resultado? “Finalmente te confessei meu pecado e não encobri meu erro . . . E tu mesmo perdoaste o erro dos meus pecados.” — Salmo 32:5; compare com Tiago 5:16.

      Muitos jovens se têm semelhantemente sobrecarregado de culpa, por cometerem pecados — alguns menores, outros graves. Mas, como Davi, eles podem obter alívio por confessarem abertamente seus pecados e procurarem ajuda de verdadeiros cristãos. Considere Estéfano, cujo pai abandonou sua mãe antes de ele nascer. “O fato de ele não me querer, e negar ser meu pai, me feriu muito. Quando cresci, isso me fez sentir desprezível.” Estéfano caiu no grave pecado do homossexualismo. (Gênesis 13:13; 1 Coríntios 6:9) Diz Estéfano: “Além de todas as outras desvantagens que eu já tinha, tinha agora acrescentado à lista a perda do respeito próprio e duma boa consciência. Eu me sentia ainda mais indigno.”

      Afligido pela consciência, Estéfano procurou ajuda de verdadeiros cristãos. O mais importante é que confessou seus pecados a Deus e, com a ajuda de Deus, conseguiu vencer suas fraquezas. “Aprendi que, por aceitar o sacrifício resgatador de Jesus e por depositar fé no valor deste, posso ter algum valor perante Jeová”, diz ele. (Provérbios 28:13; 1 João 1:9-2:2) Nos últimos quatro anos, o jovem Estéfano tem servido como ministro de tempo integral, ajudando outros a entender as misericordiosas provisões de Deus.

      Ter Senso de Seu Próprio Valor

      Sem dúvida, a carreira satisfatória de Estéfano como ministro cristão o tem ajudado a manter o sentimento recém-adquirido de seu próprio valor. Como a Dra. Edna Irwin reconhece em seu livro Growing Pains— A Study of Teenage Distress (Dores de Crescimento — Um Estudo da Angústia dos Adolescentes): “O adolescente que sabe qual a carreira que gostaria de seguir possui um alvo a perseguir . . . Caso este seja alcançável, isso contribui imensamente para a segurança e a auto-estima do adolescente.” Milhares de jovens, como Estéfano, têm verificado que a obra de partilhar com outros a mensagem da Bíblia é justamente tal ‘carreira alcançável’, uma que os recompensa com uma sensação de “segurança e de auto-estima”.

      Tal carreira, contudo, pode estar ainda a muitos anos à frente, para alguns jovens. Assim, no ínterim, não deixe que sentimentos de inutilidade o abatam. Lembre-se: Você não precisa enfrentar isso sozinho. Sinta-se à vontade para ter outros como confidente, especialmente seus genitores. Você também goza do apoio de seus concristãos, aos quais se insta que ‘falem consoladoramente às almas deprimidas’. (1 Tessalonicenses 5:14) Acima de tudo, goza do conforto de saber que é amado e estimado por Jeová Deus. Ora, como Jesus disse, Deus até mesmo ‘contou os cabelos de sua cabeça’! (Lucas 12:7) Ciente do grande valor que Deus atribui àqueles que o amam, você jamais precisará achar que não tem valor.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja Despertai! de 22 de outubro de 1987, páginas 12 e 13, sob os subtópicos “Combater o Pouco Respeito Próprio” e “Padrões Distorcidos de Pensamento”.

      [Foto na página 23]

      Permite que o espírito competitivo deste mundo contribua para achar que não tem valor?

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