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  • Desafiada a verdadeira adoração
    A Sentinela — 1968 | 15 de setembro
    • o povo de Jerusalém fica amedrontado?. Não, pois o próprio “Senhor Soberano, Jeová dos exércitos”, fornece maravilhosa garantia:

      6 “Povo meu, que habitas em Sião, não temas o Assírio que te castiga com a vara, e brande seu bastão contra ti, como outrora os egípcios. Porque dentro de muito pouco tempo, meu ressentimento contra vós terá fim e minha cólera o aniquilará.” (Isa. 10:24, 25, CBC) Em face da moderna ameaça do nacionalismo, também podemos derivar confôrto desta garantia profética.

      7, 8. (a) Por meio de que conspiração foi que Satanás se lançou contra o restante restaurado? (b) Em harmonia com que outra profecia esforçaram-se as testemunhas de Jeová em preparar-se para enfrentar tal ataque?

      7 Por quê? Nos tempos modernos, tão logo o Rei reinante, Jesus Cristo, restaurou o restante ungido das testemunhas de Jeová à sua terra da adoração teocrática, no ano de 1919, Satanás começou a fazer que lhe sobreviesse malévola oposição. Embora o germânico “rei do norte” tivesse sofrido grave ferimento na cabeça, na Primeira Guerra Mundial, pouco depois tornou-se o principal partícipe duma nova conspiração satânica a fim de se apoderar do domínio mundial e extirpar da terra a verdadeira adoração.(Rev. 13:3) A história da década de 1920 e de 1930 revela a ascensão do poder da Ação Católica nazi-fascista que não só tentou derrocar as nações democráticas, conforme representadas pelo egípcio “rei do sul”, mas também se moveu contra o grupo pequeno e zeloso de testemunhas de Jeová.

      8 Êstes adoradores do verdadeiro Deus tinham fé que seriam cumpridas as palavras de outro dos profetas de Deus: “E êle [Cristo] certamente trará a libertação da parte do Assírio, quando vier à nossa terra e quando pisar nosso território.” Assim, esforçaram-se no ministério, “para suscitar contra êle sete pastôres, sim, oito duques da humanidade” — suficientes superintendentes dedicados, e, ainda mais, para assumirem a liderança na adoração. (Miq. 5:1, 5, 6) Ademais, por volta de 1938, a estrutura teocrática havia sido plenamente restaurada nas congregações das testemunhas de Jeová em todo o mundo, de modo que estavam preparados, pela bondade imerecida de Jeová, a suportar qualquer ataque “assírio”.

      9. Como foi que Ezequias afastou a ameaça imediata, e que significado pode isto ter atualmente?

      9 A respeito da invasão nos dias de Ezequias, o registro nos diz: “E no décimo quarto ano do Rei Ezequias, Senaqueribe, o rei da Assíria, levantou-se contra tôdas as cidades fortificadas de Judá e passou a apoderar-se delas.” Para afastar a ameaça imediata, Ezequias concordou em pagar tributo a Senaqueribe, e até mesmo cortou as portas guarnecidas e os umbrais das portas do templo de Jeová, a fim de efetuar êste pagamento. (2 Reis 18:13-16) Sem dúvida isto fazia parte da estratégia de guerra teocrática de Ezequias, uma ação para ganhar tempo, e para colocá-lo em melhor posição de se atracar ao inimigo. Semelhantemente, hoje, há ocasião em que as testemunhas de Jeová têm de agir cautelosamente em preservar seu direito, dado por Deus, à adoração verdadeira. Em países fortemente nacionalistas, nem sempre é possível o testemunho aberto de casa em casa ou com revistas, e o povo de Jeová cedeu esta porta de serviço ao inimigo. Não obstante, pelo testemunho incidental, pelo testemunho em parques, pelas revisitas e estudos com os que se sabe que estão interessados, e por outros meios, continuam seu serviço precioso a Jeová, amiúde com grandes custos pessoais.

      10, 11. (a) Que outros passos sábios deu Ezequias, e por quê? (b) No cumprimento, como tem agido atualmente o restante?

      10 Mas, Ezequias deu outros passos sábios visando a preservação da cidade e do templo de adoração de Jeová. “Vendo então Ezequias que Senaquerib avançava com intenção de atacar Jerusalém, deliberou, com o conselho dos seus comandantes e dos seus guerreiros, obstruir as águas das fontes que havia fora da cidade. Êles o ajudaram, e tendo-se reunido uma grande multidão, obstruíram tôdas as fontes e o riacho que atravessava o território, dizendo: ‘Por que hão de vir os reis da Assíria e hão de encontrar água em abundância?” (2 Crô. 32:1-4, PIB) Ao invés, êstes preciosos suprimentos de água foram canalizados por um túnel para a cidade. — 2 Reis 20:20.

      11 De maneira similar, após a reativação da adoração verdadeira em 1919, o restante ungido das testemunhas de Jeová, representando a Cristo Jesus aqui na terra, tem prestado atenção aos suprimentos da verdade do Reino, conforme providos por Jeová mediante seu Filho. Estas águas refrescantes da verdade não fluem para o benefício dos voluntários oponentes do Deus Onipotente. Têm de ser cobertas para evitar a interferência inimiga. Mas, por meio da construção de fábricas, e a execução das atividades gráficas por tôda a terra, quer livremente quer às ocultas, o restante cumpre sua missão profética como “o escravo fiel e discreto” por certificar-se de que se torne disponível “no tempo apropriado” a provisão espiritual para todos da família de Deus na terra, e isto apesar da oposição amarga nos estados policiais. — Mat. 24:45-47.

      12, 13. (a) O que foi representado pela ulterior ação corajosa de Ezequias? (b) Por que podem agora ficar contentes os servos de Jeová?

      12 “E, [Ezequias] atirando-se resolutamente à obra, restaurou a muralha em tôda a sua parte desmantelada, sôbre ela construiu tôrres, e outro muro por fora; fortificou o Milo, na cidade de Davi, e mandou fabricar armas e escudos em grande quantidade.” (2 Crô. 32:5, PIB) No cumprimento, Cristo Jesus consolida a organização das testemunhas de Jeová para a luta espiritual, e repara as brechas feitas pelo proceder apóstata da cristandade durante o decorrer dos séculos, bem como a própria falha delas em pregar intrèpidamente durante a Primeira Guerra Mundial. Ademais, o Rei equipa seus seguidores com “o grande escudo da fé” e “a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”, e as revivifica para o serviço teocrático. — Efé. 6:16, 17.

      13 Tendo esta armadura espiritual e um suprimento abundante de águas da verdade, os do restante e seus adoradores companheiros são deveras abençoados, e, assim, podem ficar contentes, como ficaram os filhos de Corá, que cantaram no templo de Jeová, nos dias de Ezequias: “Um rio com os seus canais alegra a cidade de Deus, a mais santa das moradas do Altíssimo. Deus está no seu centro; ela não vacila; Deus a socorre ao despontar da aurora.” (Sal. 46:4, 5, PIB) Quão veraz era isso nos tempos antigos e também o é hoje!

      14, 15. (a) Que encorajamento oportuno foi provido em seguida? (b) Que provisão similar tem sido feita atualmente, e com que resultado?

      14 Ezequias passou então a ajuntar o povo, e “encorajou-os com estas palavras: ‘Sêde valentes e corajosos! Não temais nem vos apavoreis diante do rei da Assíria e de tôda a multidão que o acompanha, porque do nosso lado está Um maior do que do lado dêles. Da parte dêles há braços de carne, da nossa está o Senhor [Jeová], nosso Deus, para nos auxiliar e combater as nossas batalhas!’ O povo cobrou confiança a estas palavras de Ezequias, rei de Judá”. (2 Crô. 32:6-8, PIB) Que grandiosa assembléia de encorajamento deve ter sido essa! Como nas hodiernas assembléias das testemunhas de Jeová, assim, também, as, palavras de conselho encorajador penetraram até os corações dos judeus, encorajando-os a ser destemidos em face das ameaças nacionalistas daqueles que não podem fazer mais do que ‘matar o corpo’. — Mat. 10:28.

      15 Ao aumentar a ameaça da Ação Católica nazi-fascista, Jeová continuou a prover oportuno encorajamento através de seu canal na terra. A revista A Sentinela de 1.° de novembro de 1933, em inglês, publicou informações muitíssimo fortelecedoras no artigo: “Não os Temais.” E, à medida que as testemunhas de Jeová na Alemanha e em outros países totalitários começaram a sofrer encarceramentos e torturas em campos de concentração, os artigos sôbre a profecia de Daniel nos números de outubro, novembro e dezembro de 1934 de A Sentinela (em inglês) as fortaleceram para suportar o ‘crisol’ da perseguição e para sobreviverem na “cova dos leões”. O dilúvio de nacionalismo totalitário foi incapaz de romper sua integridade cristã, assim como é incapaz de fazê-lo hoje, trinta anos depois.

      FORMULADA A QUESTÃO

      16. (a) Que situação existia então em Judá? (b) Que propósito demoníaco se acha por trás da propaganda de Satanás hoje em dia?

      16 Mas, a essa altura Senaqueribe já devastou muitas das cidades de Judá. Está acampado contra Laquis, um dos últimos postos avançados, a cêrca de quarenta e oito quilômetros ao sudoeste de Jerusalém, “e tôda a sua força imperial junto com êle”. (2 Crô. 32:9) Semelhantemente, nos tempos modernos, Satanás, o Diabo, tem invadido a terra da adoração de Jeová, e êle ajuntou “os reis de tôda a terra habitada” para lutar contra o povo de Deus e tomar o lado de Satanás na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. No adiantamento de tal propósito, Satanás acelerou a propaganda demoníaca, que não procede apenas da sua própria bôca dragontina, mas também “da bôca da fera [o animelesco sistema político da terra], e da bôca do falso profeta [o vociferante Império Anglo-Norte-Americano]”. (Rev. 16:13, 14, 16) Todo êste coaxar em apoio dos vacilantes governos nacionalistas, a dividida ONU e outras agências humanas, com efeito, expressa oposição ao reino estabelecido de Jeová por Cristo.

      17. Como é que o Rabsaqué moderno tenta alcançar as testemunhas de Jeová com sua propaganda?

      17 Ah, mas a intenção da propaganda de Satanás é também abater e intimidar aquêles que verdadeiramente servem a Deus na terra em Seu lugar de adoração. E quão bem isto é representado por Senaqueribe enviar Tartã, Rabe-Saris e Rabsaqué com poderosa fôrça militar para zombar dos judeus encerrados em Jerusalém! Rabsaqué, cujo nome parece ser um título que significa “Principal Copeiro”, é o porta-voz do grupo, ao qual se confiou o derramamento duma poção de propaganda assíria para os judeus. Êle é um judeu renegado, segundo Josefo, e pode falar “a língua dos judeus”. E, como Rabsaqué, os copeiros de Satanás hodiernos tentam alcançar as testemunhas de Jeová com palavras intimidadoras que, esperam êles, afastem-nas de sua integridade para com Deus.

      18. Que ações odiosas resultaram da propaganda dos anos da Segunda Guerra Mundial, mas, tiveram éxito em seu propósito?

      18 Isto corresponde bem à crítica parte final da década de 1930 e o início da década de 1940, quando os propagandistas de Satanás, inclusive o clero da cristandade, acirraram ódios incandescentes contra as testemunhas de Jeová, exigindo que prestassem homenagem à suástica, ou a qualquer outra bandeira que fôsse o emblema local do nacionalismo. Sob as ditaduras, as testemunhas de Jeová foram lançadas em campos de confinamento e foram mortas. Nos países democráticos, foram o alvo de motins vociferantes, sendo os seus lares e lugares de reunião invadidos e destroçados, e seus filhos expulsos das escolas — e tudo como resultado da propaganda nacionalista. Mas, apesar de tôdas as suas ameaças, o “Rabsaqué” moderno falhou em quebrantar a integridade das testemunhas de Deus. Continuaram com zêlo o seu serviço a Deus, resultando em que os 71.509 ministros que relatavam serviço no ano antes de irromper a Segunda Guerra Mundial, em 1939, aumentaram para 141.606 em 1945, o ano em que terminou a guerra.

      19, 20. (a) Como foi que Rabsaqué falou com zombaria de Jeová? (b) No cumprimento, como são parcialmente verazes e parcialmente falsas as suas jactâncias?

      19 Rabsaqué falou com zombaria do verdadeiro Deus, Jeová: “Isto é o que Senaqueribe, o rei da Assíria, tem dito: ‘No que é que estais confiando, ao vos sentardes quietos sob sítio em Jerusalém? Não está Ezequias vos engodando, de modo a vos entregar à morrer de fome ou de sêde, dizendo: “Jeová, nosso Deus mesmo, nos livrará da palma da mão do rei da Assíria’? . . . Quem houve dentre todos os deuses destas nações que meus antepassados devotaram à destruição que se mostrou capaz de livrar seu povo da minha mão, de modo que vosso Deus pudesse livrar-vos da minha mão? E, agora, não deixeis que Ezequias vos engane ou engode dessa forma e não depositeis fé nêle, pois nenhum deus de nação alguma ou reino algum pôde livrar seu povo da minha mão e da mão de meus antepassados. Quanto menos, então, o vosso próprio Deus vos livrará da minha mão?’” — 2 Crô. 32:10-15.

      20 No cumprimento, quão veraz é que os deuses e as religiões dos povos da terra não puderam impedir que se tornassem vítimas do nacionalismo! Em tempo de crise, os católicos, os protestantes, os judeus, os budistas e outros têm sido apanhados nas malhas das máquinas de guerra nacionalistas. Mas, os verdadeiros cristãos, os judeus espirituais que confiam em Jeová e no Cristo fortalecido por Deus, não receiam as zombeteiras ameaças. Pacientemente, esperam em Jeová.

      21, 22. (a) Que oferta tentadora fêz Senaqueribe em seguida? (b) Como foi que o povo respondeu a êle, provendo que precedente para nós, hoje em dia?

      21 O rei da Assíria ofereceu tentadora recompensa, à custa da transigência: “Entregai-vos a mim, e saí a mim, e cada um coma de sua própria vinha e cada um de sua própria figueira e beba cada um a água de sua própria cisterna, até que eu venha e deveras vos conduza a uma terra parecida à vossa própria terra, uma terra de cereais e vinho nôvo, uma terra de pão e de vinhas, uma terra de oliveiras e de mel; e continue vivendo, para que não morrais. E não deis ouvidos a Ezequias, pois êle vos engoda, dizendo: ‘O próprio Jeová nos livrará.’” Ora, até mesmo o vizinho Israel caiu! Não obstante, “o povo continuou em silêncio e não lhe respondeu uma palavra sequer, pois o mandamento do rei era, dizendo: ‘Não deveis responder a êle.’” — 2 Reis 18:31-36.

      22 Semelhantemente, hoje, as testemunhas de Jeová não disputam nem debatem com os propagandistas de Satanás. Antes, dão ouvidos ao exemplo de Ezequias e seu ilustre antepassado, o Rei Davi, que disse: “Porei mordaça à minha bôca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.” — Sal. 39:1, ALA.

      23. Como foi que as modernas testemunhas de Jeová rejeitaram uma oferta semelhante à de Senaqueribe?

      23 A oferta do Assírio se assemelha à feita pelos nazistas às testemunhas de Jeová quando estas estavam nos campos de concentração nazistas. Depois de êstes cristãos serem encarcerados durante anos por sua recusa de saudar ao “deus” nazista, ofereceram-lhes a liberdade — sob a condição de que assinassem a renúncia à sua fé. Qual foi a sua resposta? Uma testemunha ocular escreve: “Poderiam ter sido imediatamente libertadas se tivessem renunciado à sua fé. Mas, ao contrário, não cessaram de oferecer resistência, conseguindo até mesmo introduzir livros e tratados no campo, escritos êstes que ocasionaram o enforcamento de várias delas.”a Até mesmo com perigo de morte, apegaram-se à adoração verdadeira e mantiveram integridade a Jeová, o Soberano Supremo e Deus da ressurreição.

      24. (a) Por que ficou Ezequias afligido, e como foi que agiu? (b) O que é representado atualmente em ter Ezequias se voltado para o profeta Isaías?

      24 Ezequias ficou afligido de coração ao ouvir as palavras de Rabsaqué. Aconteceu isto por causa de temor daqueles que talvez agora ‘matassem o corpo’, ou das torturas cruéis que os assírios sadistas talvez infligissem a êle e a seus co-Judeus? De jeito nenhum! Ezequias se sentia afligido por causa dos vitupérios soezes lançados sôbre o nome de Jeová. Assim, “imediatamente rasgou suas vestes e cobriu-se de saco e entrou na casa de Jeová”. Procurou a comunhão com Jeová em seu lugar de adoração. (2 Reis 19:1) E, atualmente, o restante ungido das testemunhas de Jeová e seus companheiros, que servem sob o Maior do que Ezequias, Cristo, obtém vigor e confôrto, em tempos de angústia, no serviço zeloso a Deus e na associação comum como seus adoradores do templo. Ademais, inquirem da organização do “escravo fiel e discreto” dos seguidores ungidos de Jesus na terra quanto ao proceder correto. Da mesma forma, na crise que envolvia o nome de Jeová, Ezequias se voltou para o canal de comunicações de Jeová em busca de conselhos — o fiel profeta Isaías. — 2 Reis 19:2.

      25, 26. (a) Para o que o povo de Deus ‘não tem fôrça no dia de angústia’? (b) Mas, que garantia forneceu Isaías?

      25 Humilhando-se em vestir-se de saco, os oficiais da família de Ezequias e os sacerdotes mais idosos passaram a dizer a Isaías:“Isto é o que Ezequias tem dito: ‘Êste dia é um dia de angústia, e de reprovação e de zombeteira insolência; pois os filhos chegaram até à bôca da madre, e não há fôrça para fazê-los nascer. Talvez Jeová, teu Deus, ouça tôdas as palavras de Rabsaqué, a quem o rei da Assíria, seu senhor, enviou para vituperar do Deus vivo, e realmente o faça prestar contas pelas palavras que Jeová, teu Deus, tem ouvido. E tu tens de erguer oração em favor do restante que se há de encontrar.’” (2 Reis 19:3, 4) Em suas próprias fôrças, o povo de Jeová é impotente para sobreviver à ameaça do nacionalismo. Mas, o que dizer da fôrça de Jeová? Que garantia deu Isaías neste respeito?

      26 “Então, Isaías disse-lhes: ‘Isto é o que deveis dizer ao vosso senhor: “Isto é o que Jeová tem dito: ‘Não tenhais mêdo por causa das palavras que tens ouvido, com as quais os assistentes do rei da Assíria falaram de mim de forma abusiva. Eis que estou colocando um espírito nêle, e tem de ouvir um relatório e voltar para a sua própria terra; e certamente farei que caia pela espada em sua própria terra.’”’” — 2 Reis 19:5-7.

      27. Como será cumprida a profecia no despedaçamento dos reis nacionalistas e na destruição da organização de Satanás?

      27 Ah, eis aqui garantia positiva de que Senaqueribe seria por fim obrigado a recuar em derrota abjeta! E, atualmente, por meio de sua palavra profética, Jeová tem assegurado de modo semelhante a suas testemunhas íntegras que Satanás e suas hostes armadas serão por fim esmagadas. Quanto ao nacionalista “rei do norte”, prediz-se que “haverá relatórios que o perturbarão”, relatórios que emanam de Jeová e seu Rei, e que são transmitidos pelas testemunhas ungidas na terra, que incitarão êste “rei” a ter raiva do povo de Deus. Mas, Jeová agirá então! O totalitário “rei do norte” perecerá, “e não haverá nenhum ajudador para êle”. O “rei do sul” também será despedaçado “sem mão”. (Dan. 11:44, 45; 8:25) A inteira organização terrestre de Satanás será ‘lançada no lago ardente’ da destruição eterna. Que confortante garantia da parte de Jeová! — Rev. 19:20.

      28. Que provisão fez Jeová, e como foi que Suas testemunhas responderam ao desafio do nacionalismo?

      28 Mas, o que dizer da crise que confrontou as testemunhas de Jeová à medida que ameaçavam as nuvens da Segunda Guerra Mundial? Sendo o nacionalismo então a questão nas terras democráticas, bem como nas totalitárias, Jeová forteleceu amorosamente seu povo com “alimento no tempo apropriado”. O artigo “Neutralidade”, em A Sentinela de 1.° de novembro de 1939, ajudou muitos a delinear um proceder intransigente no meio das tempestades nacionalistas da Segunda Guerra Mundial. As testemunhas de Jeová recusaram a doutrina de que deviam matar a seus concristãos que porventura vivessem numa nação diferente. Ao custo de vitupérios, encarceramentos e até da própria vida, apegaram-se à sua neutralidade cristã, demonstrando ‘amor entre elas mesmas’ que transcendeu a tôdas as barreiras nacionalistas. Revelaram que ‘não faziam parte do mundo’ do Senaqueribe moderno. Sua posição resoluta em favor dos princípios bíblicos forneceu completa resposta aos propagandistas. O nome de Jeová foi honrado! — João 13:34, 35; 17:14.

      29. (a) Correspondendo ao tipo, que alívio temporário obtiveram as testemunhas de Jeová no fim da Segunda Guerra Mundial? (b) Mas, por que temos de esperar mais dificuldades?

      29 Do registro se depreende que Senaqueribe não agiu de imediato segundo o jactancioso desafio de Rabsaqué. Isto talvez tenha ocorrido em virtude de temporário revés sofrido às mãos de Tiraca, regente do Egito, ao sul. Isto bem que poderia corresponder a terem as nações democráticas engolido o “rio” totalitário expelido da bôca de Satanás com a intenção primária de engolfar o restante ungido, que representava a organização-mulher de Jeová na terra. Mas, êste alívio obtido no fim da Segunda Guerra Mundial é, no máximo, apenas temporário. Gogue de Magogue ainda está sôlto! A profecia diz a respeito dêle: “E o dragão ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” (Rev. 12:15-17) E qual é o resultado final? Veremos isto agora!

  • Santificando “o Santo de Israel”
    A Sentinela — 1968 | 15 de setembro
    • Santificando “o Santo de Israel”

      “E farei conhecido no meio do meu povo, Israel, o meu santo nome, e não mais permitirei que meu santo nome seja profanado; e as nações terão de conhecer que eu sou Jeová, o Santo em Israel.” — Eze. 39:7.

      1. Que situação confronta agora a humanidade, e as testemunhas de Jeová em especial?

      EMBORA tenham passado duas guerras mundiais, trazendo incontável angústia à humanidade, o comunista “rei do norte” e o democrático “rei do sul” encheram de nôvo a terra com a propaganda nacionalista. Ao se olharem fixamente por cima de seus respectivos estoques nucleares, ‘empenham-se numa contenda’ agora por meio de guerras “frias” e “guerrinhas”. (Dan. 11:40) Coaxam a respeito da coexistência competitiva, mas cada um está determinado a fazer que o outro deixe de existir. Ao aumentar a tensão, as lealdades nacionalistas são levadas a um frenesi por tôda a terra. A mente magistral por trás de tudo isso, o degradado Satanás, ou “Gogue de Magogue”, manobra assim para ficar em posição para seu ataque final contra as testemunhas ungidas de Jeová, os representantes na terra da “cidade do grandioso Rei”, a Jerusalém celeste, onde Jeová reside por seu espírito. — Sal. 48:2.

      2. Como foi que Senaqueribe renovou sua ameaça contra Jerusalém?

      2 Voltando-nos para o registro em 2 Reis 19:8-10, verificamos que o rei da Assíria se aproximou mais de Jerusalém e está “lutando contra Libna”, que dista apenas quarenta quilômetros. Êle agora envia cartas ameaçadoras a Ezequias, dizendo a seus mensageiros: “Isto é o que vós deveis dizer a Ezequias, o rei de Judá:‘Não permita que o teu Deus, em quem estás confiando, te engane, dizendo: “Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria.”’”

      3. (a) Que táticas intimidadoras adotou o comunista “rei do norte”? (b) Segundo certo comentarista, o que resultou das perseguições contra as testemunhas de Jeová na União Soviética?

      3 Semelhantemente, nesta era posterior à Segunda Guerra Mundial, os propagandistas jactanciosos de Satanás não só continuam a ajuntar tôdas as nações ao Har-Magedon, mas também tentam intimidar os fiéis adoradores de Jeová a transigirem quanto à sua posição perante seu Deus. O “rei do norte”, agora predominantemente comunista, tem sido especialmente amargo em seus ataques contra as testemunhas de Jeová. Estas têm sido submetidas à cruel propaganda. Ademais, parece que até abril de 1951, tantas quantas 7.000 das testemunhas de Jeová foram prêsas nas repúblicas ocidentais da União Soviética e deportadas para campos de trabalho escravo nos Urais, na Sibéria, em Vorkuta e em Kazakhstan. Como é que enfrentaram esta ameaça à sua integridade cristã? Em seu livro Religion in the Soviet Union (Religião na União Soviética), escreve Walter Kolarz:

      Isto não foi o fim das ‘Testemunhas’ na Rússia, mas apenas o comêço de um nôvo capítulo em suas atividades proselitistas. Até mesmo tentaram propagar sua fé quando paravam em estações no seu caminho para o exílio. Ao deportá-las, o govêrno soviético não poderia ter feito nada melhor para a disseminação de sua fé. Do isolamento de seus povoados, as ‘Testemunhas’ foram levadas a um mundo mais amplo, mesmo que tenha sido sòmente o mundo terrível dos campos de concentração e dos de trabalho escravo. Ali encontraram grande número de pessoas desiludidas e maltratadas e muitas estavam predispostas a aceitar as promessas delas de uma total mudança na estrutura política do mundo dentro do período de vida da atual geração. Com a proclamação da anistia soviética em 1955, tanto as ‘Testemunhas’ já bem antigas como seus novos conversos voltaram para seus lares ou permaneceram como trabalhadores livres nos lugares para onde foram degredadas. Desta forma, os jeovistas . . . se espalharam para muitas partes da União Soviética. Reapareceram em tôdas as Repúblicas Soviéticas ocidentais. Estabeleceram novas organizações nos anteriores locais de trabalho forçado, tais como o Extremo Oriente e a República Komi, onde há ramos jeovistas ao longo da mal reputada linha da Ferrovia de Pechora, com sua terminal em Vorkuta. Os jeovistas também invadiram a Sibéria, e o Kazakhstan, onde são especialmente numerosos. . . . Uma organização jeovista também foi estabelecida em Daghestan. . . . Em suma, o ramo russo das Testemunhas de Jeová pode ser considerado como um dos mais fortes do mundo, e não há certamente nenhum ramo, em parte alguma, que receba tanta publicidade adversa da parte do poder secular. . . .

      Só o futuro mostrará se Kruchev teve mais êxito em combater o perigo ‘jeovista’ do que Hitler ou Stalin.

      Hitler, Stalin e Kruchev já tiveram todos o seu dia, mas, os injuriados judeus espirituais nas terras do “rei do norte” continuam a expandir sua adoração, para o louvor de Jeová.

      4. (a) Como foi que Senaqueribe continuou a vituperar a Jeová? (b) Como os propagandistas comunistas seguem um padrão similar, e com que resultado?

      4 Outro relato resume o segundo ataque violento de propaganda contra Jerusalém nas seguintes palavras: “E os servos [de Senaqueribe] falaram ainda mais contra Jeová, o verdadeiro Deus, e contra Ezequias, seu servo. Até mesmo cartas êle escreveu para vituperar a Jeová, o Deus de Israel, e para falar contra êle, afirmando: ‘Semelhante aos deuses das nações das terras que não livraram seu povo da minha mão, assim também o Deus de Ezequias não livrará seu povo da minha mão.’” (2 Crô. 32:16, 17) De modo similar, os propagandistas comunistas escreveram livros, inclusive um, de 159 páginas, intitulado “Indo Pelo Nome de Jeová Deus”, publicaram denúncias em Pravda e Trud e artigos de revistas ilustradas, tais coma um em Krokodil sôbre “As Aranhas”, e distribuíram filmes derrogatórios, dois dêstes intitulando-se “Armagedom” e “Apóstolos Desmascarados” — num esfôrço total de vituperar o nome de Jeová e censurar as atividades de pregação de Suas testemunhas. Mas, será que as testemunhas de Jeová recuaram diante do ataque comunista? Relatórios de dentro da Rússia dizem: Não! É típico o seguinte:

      Situados, por assim dizer, bem no coração do “rei do norte”, nossos irmãos sacrificaram por Jeová e sua verdade a vida inteira dêles e todos os seus bens e pertences, e se colocam devotada e lealmente do lado de Jeová Deus, o Grande Soberano e Teocrata. Nesta luta decisiva e amarga pela fé, êles batalham em favor de seu Deus, Jeová. A mensagem do reino de Deus está triunfando desde os Cárpatos até as Ilhas Kuril.”a

      5. Que tolices cometem os comunistas, em consonáncia com a blasfêmia dos propagandistas de Senaqueribe?

      5 Continuaram os insultos blasfemos: “E continuaram a bradar com alta voz na linguagem dos judeus para o povo de Jerusalém que se achava sôbre o muro, para fazê-lo ficar temeroso e para perturbá-lo, a fim de que êles pudessem capturar a cidade. E passaram a falar contra o Deus de Jerusalém, da mesma forma que contra os deuses dos povos da terra, a obra das mãos do homem.” (2 Crô. 32:18, 19) Propagandistas desprezíveis e cegos! Pensam que nosso Deus não é mais forte do que os deuses de barro e de pedra, as imagens inúteis das nações. E, embora os comunistas talvez se tenham despertado quanto à hipocrisia por trás dos ícones que seus antepassados adoraram, que tolice é darem agora glória aos heróis nacionais e ao militar “deus das fortelezas”, e jactar-se de suas consecuções científicas! (Dan. 11:38) Quão tolo é dizerem: “Não existe Jeová”, por não terem captado nenhuma imagem flutuante de Deus por meio de suas diminutas naves espaciais! — Sal. 14:1.

      6. Quem aderiu agora à campanha de propaganda, e, assim, para onde se voltam as testemunhas de Jeová em busca de ajuda?

      6 E agora, piorando a situação mundial, as nações democráticas do “rei do sul” começam a engendrar seu próprio tipo de propaganda nacionalista. No auge da crise, o que farão as testemunhas de Jeová, que não pertencem nem ao “norte” nem ao “sul”? Ora, exatamente o que Ezequias e Isaías fizeram! “Ezequias, o rei, e Isaías, o filho de Amós, o profeta, continuaram orando a respeito disto e a clamar aos céus por ajuda.” (2 Crô. 32:20) Que excelente exemplo para o hodierno povo de Jeová!

      CONFIANÇA EM JEOVÁ

      7, 8. (a) Que apêlo fêz Ezequias? (b) Por que a sua oração, bem como a do Salmo 83, não deixaria de ser respondida?

      7 O relato em 2 Reis (também em Isaías, capítulo 37) descreve em maiores pormenores o curso dos eventos. “Então Ezequias tirou as cartas da mão dos mensageiros e as leu, depois do que Ezequias subiu à casa de Jeová e espalhou-o diante de Jeová. E Ezequias começou a orar perante Jeová e dizer: ‘Ó Jeová, o Deus de Israel, que está sentado sôbre querubins, sòmente tu és o verdadeiro Deus de todos os reinos da terra, Tu mesmo fizeste os céus e a terra. Inclina teu ouvido, ó Jeová, e ouve. Abra teus olhos, ó Jeová, e vê, e ouve as palavras de Senaqueribe, que êle mandou para zombar do Deus vivo.’” — 2 Reis 19:14-16.

      8 Em que estava Ezequias interessado primàriamente — na auto-salvação, ou na remoção do vitupério lançado sôbre o nome de Jeová? Que responda a sua oração no tocante ao Assírio: “E agora, ó Jeová, nosso Deus, salva-nos, por favor, da mão dêle, para que todos os reinos da terra possam conhecer que sòmente tu, ó Jeová, és Deus.” (2 Reis 19:19) Isto faz lembrar outra oração bem conhecida, que inclui “também, a própria Assíria”: “Oh, que fiquem envergonhados e perturbados para sempre, e que se tornem abatidos e pereçam; para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, sòmente tu és o Altíssimo sôbre tôda a terra.” (Sal. 83:8, 17, 18) Estas são orações que de forma alguma ficam sem ser respondidas!

      9, 10. (a) Que resposta forneceu Jeová por meio de seu canal, e a quem tipifica êste canal? (b) Como triunfa o restante contra as zombarias de Satanás? (c) Quem realmente merece que se zombe dêle, e por quê?

      9 Provará Jeová a sua Divindade? Santificará seu nome perante tôdas as nações? A resposta que deu a Ezequias por meio de seu profeta, Isaías, não deixa qualquer margem de dúvida. E isto bem tipifica a mensagem que Jeová proclama por meio de seu canal moderno, “o escravo fiel e discreto” — o restante de suas testemunhas ungidas na terra: “A virgem filha de Sião te despreza, ela zomba de ti. Por trás de ti a filha de Jerusalém meneia a cabeça. De quem zombaste e falaste de forma abusiva? E contra quem ergueste a voz e realmente elevas os teus olhos? É contra o Santo de Israel!” — 2 Reis 19:21, 22.

      10 Tentem como quiserem, Satanás e seus parvos têm de saber que estão condenados todos os seus esforços de quebrantar a integridade e a adoração do povo de Deus na terra. Zombarias e maus tratos de nada valerão. O restante das testemunhas de Jeová continuará a manter a virgindade cristã, provando-se digno de esposar o Cristo. (2 Cor. 11:2) É o jactancioso Satanás que realmente merece que se zombe dêle. Que tremenda queda sofreu quando tentou exaltar-se acima do Reino recém-nascido, sendo, no entanto, degradado junto com seus demônios por Cristo, para se tornar Gogue da terra de Magogue! (Rev. 12:1-9; Isa. 14:12-15; Eze. 38:2) As tramóias de Gogue contra “a virgem filha de Sião” o marcam para a destruição ignominiosa. Êle não pode arrebatá-la por meio da guerra carnal. Seu ataque final e maligno apenas mostra que realmente luta “contra o Santo de Israel”, o próprio Jeová Deus.

      11. Que jactância faz o Assírio moderno, mas, como é que Jeová lhe responde?

      11 Para o jactancioso Assírio, nada pareceria difícil demais de alcançar, quer se tratasse de abater os elevados cedros do Líbano, quer de secar os canais do Nilo. Semelhantemente, o moderno Gogue, com seus armamentos nucleares, tanto do “norte” como do “sul”, não considera nenhuma conquista como estando além de seu alcance. Sòmente Jeová tem a resposta para êste tirano. E tem sido formulada com inabalável propósito por meio de seus profetas dos tempos antigos: “Não o ouviste? Desde os tempos remotos é isso o que farei. Desde os dias passados eu até mesmo o formei. Agora, eu o farei vir.” (2 Reis 19:25) Até mesmo com o apoio satânico de Gogue, nenhuma pessoa ou organização nesta terra poderá obstar à, expressão dos justos juízos de Jeová.

      12. Que fim aguarda a religião falsa e seus aderentes às mãos dos exércitos do “Assírio”?

      12 O “rei do norte” sob Gogue certamente desempenhará sua parte em devastar o moderno império mundial da religião falsa. Revelação, capítulo 17, torna claro isto, mostrando que Jeová usará os “dez chifres”, ou número completo dos regentes nacionais da terra, para executar “o pensamento dêle” ou propósito dêle, inclusive a destruição dêstes sistemas religiosos. (Rev. 17:16, 17) Da mesma forma que a antiga Assíria devastou as “cidades fortificadas” das nações adoradoras de demônios, assim também os exércitos do moderno “Assírio” terão parte em devastar atualmente a religião falsa. E, à medida que êstes sistemas nacionalistas se vão chocando até à sua ruína, todos que buscaram refúgio nêles deveras se tornarão “trêmulos de mãos . . . aterrorizados . . . envergonhados”. Perecerão como “a vegetação do campo e a tenra relva verde, relva dos telhados, quando há tempo abrasador, antes do vento oriental”. (2 Reis 19:25, 26) Veja-se também Revelação 18:9-19.

      13, 14. (a) Em que cometeu o Assírio seu grande êrro? (b) O que declarou então Jeová, e que garantia têm as hodiernas testemunhas de Jeová?

      13 Mas, o próprio monarca assírio cometeu agora seu grande êrro! Plantou-se na terra que Jeová deu a seus verdadeiros adoradores. Acercou-se de Libna, e Jerusalém — assim pensa êle — será a próxima. Chegou-se a uma prova de fôrça: Senaqueribe versus “o Santo de Israel”. Jeová conhece a capacidade do seu inimigo, e zomba do Gogue satânico: “O teu sentar quieto e a tua saída e tua entrada eu bem conheço, e a tua excitação contra mim, porque a tua excitação contra mim e o teu rosnar chegaram aos meus ouvidos.” (2 Reis 19:27, 28) Não importa quão enraivecido fique Gogue nos limites apertados da terra de Magogue, encontrou um antagonista à altura!

      14 Os reis da Assíria estavam acostumados a levar os reis cativos para Nínive por meio de um anzol que atravessava o nariz. Mas, agora, é a vez de Gogue! Declara Jeová: “E certamente colocarei meu anzol em teu nariz e meu freio entre os teus lábios.” Falha a tentativa covarde de forçar as fiéis testemunhas de Jeová à transigência submissiva! Elas oraram a Jeová, e puseram nêle a sua confiança. Que aglutine tôdas as suas fôrças o Assírio moderno. Que convoque homens às centenas de milhões para o ataque final contra a cidadela da adoração verdadeira, que Jeová, por meio de Cristo, edificou na terra. As testemunhas de Jeová ainda se apegarão firmemente à sua neutralidade cristã. Não sucumbirão à propaganda nacionalista. Permanecerão seguras em sua tôrre forte, Jeová, e nada terá êxito em bloquear o cântico de louvor e adoração que erguem ao Seu nome. É final a palavra de Jeová ao arquiinimigo: “E certamente te conduzirei de volta pelo caminho que vieste.” — 2 Reis 19:28.

      “TE SERVIRÁ DE SINAL”

      15, 16. Que sinal forneceu Jeová a seu povo, e como êste tem de agir em harmonia com o mesmo?

      15 Jeová diz em seguida por meio de seu profeta Isaías: “Eis o que te servirá de sinal: comer-se-á neste ano a safra que os campos produzem espontâneamente; no ano seguinte, o que crescer sem semeadura; no terceiro ano, porém, semeareis e ceifareis, plantareis vinhas, cujos frutos comereis. O resto que subsistir da casa de Judá aprofundará no solo novas raízes e produzirá frutos para cima. Surgirá um resto de Jerusalém e os que tiverem escapado do monte de Sião. Isto realizará o zêlo do Senhor [Jeová] dos exércitos.” — Isa. 37:30-32; CBC; 2 Reis 19:29-31.

      16 Há muito já passara o tempo da semeadura. Devido à invasão assíria, não havia possibilidade de colheita naquele ano. Assim, Jeová deu um “sinal” no sentido de que fêz milagrosa provisão para seu povo. Fêz que brotasse dos grãos espalhados durante a colheita do ano prévio uma abundância de alimento. Mas, isso não era tudo! No ano seguinte deveria ser um ano sabático, em que os fiéis judeus tinham de demonstrar confiança em Jeová por permitir que seus campos ficassem sem cultura. Proveria Jeová as coisas? Por certo teria sua recompensa a fé nêle, ‘comendo-se’ ademais do cereal que cresceu por si mesmo! E, no terceiro ano, os judeus de nôvo gozariam os frutos de seu próprio labor.

      17. Como se cumpriu nos tempos modernos a primeira parte do sinal?

      17 Êste “sinal” tem tido maravilhoso cumprimento desde 1914 E. C. Na ocasião em que o orgulhoso “Assírio” e sua turba fazem da cidade santa da adoração de Jeová a “filha de uma invasão”, Jeová envia Seu Filho, qual governante, de Belém, sua celeste Casa do Pão, com abundantes suprimentos de comida espiritual que sustém a vida. (Miq. 5:1, 2) Gogue e suas hordas são incapazes de impedir esta provisão milagrosa e a mesma fica assegurada, também, enquanto o povo ungido de Jeová continuar a guardar o sábado por meio da fé e pela obediência diária a seu Deus. Êste restante dos judeus espirituais será nutrido até o fim da guerra de Satanás contra êles aqui na terra, e além disso. Será demonstrado que se acham firmemente arraigados na terra da verdadeira adoração de Deus, e serão estabelecidos como os eternos produtores de frutos no reino de Deus. Um restante exatamente assim há de sair em vitória “de Jerusalém”, e tudo isto servirá qual “sinal” em relação com a santificação do nome de Jeová. “O próprio zêlo de Jeová dos exércitos fará isto.” — 2 Reis 19:31.

      18, 19. O que é representado na parte final do “sinal”, e como vemos isto em cumprimento hoje?

      18 E, como parte final do “sinal”, Isaías profetizou a respeito do rei da Assíria: “Êle não entrará nesta cidade, nem contra ela lançará flechas, não a enfrentará com escudos, nem acumulará contra ela os terraplenos; pelo caminho pelo qual veio, voltará sem entrar nesta cidade, — diz o Senhor [Jeová]. — Protegerei esta cidade e a salvarei em atenção a mim mesmo e ao meu servo Davi.” (2 Reis 19:32-34, PIB) Que confôrto fornecem estas palavras ao restante ungido e seus companheiros hodiernos! Não importa o quanto ameacem ou vituperem Gogue e suas hordas totalitárias, só podem chegar a êsse ponto. Parece que, em sua aproximação final, as fôrças invasoras de Senaqueribe jamais se aproximaram de Jerusalém mais do que de Libna, a cêrca de quarenta quilômetros de distância. Oh, vociferaram suas ameaças e sacudiram seus punhos cerrados para a distante Jerusalém, e Senaqueribe enviou seus vituperadores propagandistas para sobrancear e intimidar a Ezequias e seu povo. Mas, tudo em vão! A Assíria era incapaz de impor qualquer ameaça real à cidadela da verdadeira adoração.

      19 À medida que o moderno Assírio manobra para fixar suas tendas nacionalistas na terra devotada ao louvor de Jeová, nessa mesma medida, êle, também, verifica ser incapaz de se opor à vontade divina. Suas prisões e campos de concentração, quer nazistas, ou comunistas soviéticos ou chineses, não descobriram nenhuma fórmula de “lavar o cérebro” das testemunhas de Jeová. Estas possuem uma fé invencível. Individual e coletivamente, são inexpugnáveis por parte do inimigo. Jeová limpou a organização de seu povo da religião falsa e demoníaca, e das maneiras imorais de agir do mundo, e jamais permitirá que os governantes nacionalistas dominados pelos demônios penetrem na verdadeira adoração e a contaminem, pois é santa para Jeová. Em atenção ao seu grande nome, e ao seu pacto do Reino que agora se centraliza nó Davi Maior, Cristo Jesus, Jeová defende os representantes terrestres de sua cidade santa. (Sal. 89:34-37) Êle se prepara para conduzir o Assírio moderno de volta ao seu lugar.

      20, 21. Que reviravolta dramática ocorreu então diante de Libna?

      20 Mas, contemple, agora, o drama que se desenrola diante de Libna! Os lacaios de Senaqueribe retornaram ao acampamento depois de darem o aviso final a Ezequias. Foi dado o ultimato! E, ali, espalhada pela Sefelá, acha-se a fina flor do poderio da Assíria, seu grandioso exército que não conhece derrota — a marrêta que é levantada para dar o golpe da vitória sôbre Jerusalém. A nata do militarismo assírio está prestes a colhêr um de seus mais ricos prêmios de conquista, “a cidade do grandioso Rei”, Jeová. Cai a noite. Tudo está quieto. É como a calmaria que precede a uma tempestade.

      21 Mas, tudo permanece quieto! Com o romper da aurora, lúgubre imobilidade paira sôbre o acampamento. Nada se mexe. Por fim, alguns judeus se aventuram a sair de Libna para investigar. Venham todos, e olhem! Que visão! Pois aconteceu “naquela noite que o anjo de Jeová passou a sair e a ferir a cento e oitenta e cinco mil no acampamento dos assírios. Quando as pessoas se levantaram cedo de manhã, ora, ali todos êles eram cadáveres”. — 2 Reis 19:35.

      22. Como prefigura isto a ação de Jeová no Har-Magedon?

      22 Acontecerá o mesmo quando a noite do Har-Magedon se puser sôbre a terra. O arcanjo de Jeová, e seu Executor, Cristo Jesus, virá rápida e quietamente, como um ladrão. Não haverá via de escape para a turba de Gogue. O seu último desafio vituperador contra o restante congregado do povo ungido de Jeová se voltará contra êles à medida que o Rei de Deus passar a despedaçá-los com uma vara de ferro, e pisotá-los no lagar da ira do Deus Onipotente. (Rev. 19:15) Será exatamente como nos dias de Ezequias: “E Jeová passou a enviar um anjo e a obliterar todo valente, homem poderoso e líder e chefe no acampamento do rei da Assíria, de modo que êle retornou com vergonha no rosto para a sua própria terra.” — 2 Crô. 32:21.

      23. Que fim teve Senaqueribe, e o que representa isto?

      23 Mas, há de escapar o arrogante “rei da Assíria” apenas “com vergonha no rosto”? O justo juízo de Deus decreta mais do que isso. Acha-se registrado a respeito de Senaqueribe na Palavra de Deus (e confirmado no recentemente descoberto prisma de Esar-Hadomb) que “mais tarde, êle entrou na casa de seu deus e ali certas pessoas que haviam saído de suas próprias partes íntimas o abateram com a espada. Assim, Jeová salvou a Ezequias e os habitantes de Jerusalém da mão de Senaqueribe, o rei da Assíria, e da mão de todos os outros e lhes deu descanso por tôda a volta”. (2 Crô. 32:21, 22) Satanás, “o pai da mentira”, semelhantemente verificará que sua religião auto-formulada não é proteção. Pois Cristo certamente o acorrentará e lançará no abismo sem vida, fechando e colocando um sêlo sôbre êle. (Rev. 20:2, 3) Sòmente então os verdadeiros adoradores de Deus terão “descanso por tôda a volta”.

      24. Conforme indicado no tipo, como é que Jeová e Cristo serão então exaltados aos olhos de muitos?

      24 Que ocasião para se louvar a Jeová! O relato em 2 Crônicas termina com as palavras: “E houve muitos que trouxeram dádivas para Jeová, em Jerusalém, e coisas seletas para Ezequias, o rei de Judá, e êle veio a ser exaltado aos olhos de tôdas as nações depois disso.” (32:23) E, à medida que alvorecer a manhã da nova ordem de Deus, depois do Armagedom, podemos estar seguros de que todos que sobreviverem oferecerão sacrifícios de louvor em honra de Jeová e seu Cristo vitorioso, o Maior do que Ezequias. Tôda a terra virá a usufruir o descanso sabático do reinado do Reino de 1.000 anos de Cristo e — que maravilhosa perspectiva! — o Redentor Cristo será exaltado também aos olhos de muitos das nações da humanidade que serão trazidos de volta dos túmulos pela ressurreição. — João 5:28, 29.

      25. (a) Em que triunfo compartilham assim os adoradores de Jeová? (b) Que grandioso privilégio pode ser usufruído agora, e no que devemos fixar os corações?

      25 Que triunfo para o Monte Sião celeste! Que alegria para todos que habitam seguramente por trás de sua trincheira, apegando-se à verdadeira adoração! “Marchai em redor de Sião, e percorrei-a, contai as suas tôrres. Fixai vosso coração em sua trincheira, inspecionai suas tôrres de habitação, a fim de que possais recontar isto à futura geração. Pois êste Deus é nosso Deus por tempo indefinido, sim, para sempre.” (Sal. 48:12-14) Quão linda é esta Sião celeste, amada por Jeová! E quão grandioso é o nosso privilégio de recontar sua glória à “grande multidão” da geração que sobreviverá ao Har-Magedon e obterá vida sempiterna num santuário global de louvor! Todos juntos, que fixemos o coração na verdadeira adoração do único Deus eterno e verdadeiro, Jeová. Que o nome dêste “Santo de Israel” seja vindicado e santificado para sempre!

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja-se o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1961, em inglês, página 286.

      b Universal Jewish History, de Philip Biberfeld, Doutor de Leis.

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    A Sentinela — 1968 | 15 de setembro
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