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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1971 | 1.° de julho
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ensinou aos seus discípulos que ‘um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos . . . o vosso Líder é um só, o Cristo”. (Mat. 23:8-12) Pois era nele que achavam cumprimento as figuras e os tipos proféticos, assim como o anjo dissera a João, que “dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar”. (Rev. 19:10) Jesus era o Senhor de Davi, maior que Salomão e o profeta maior do que Moisés. (Luc. 20:41-43; Mat. 12:42; Atos 3:19-24) A homenagem prestada àqueles homens prefigurava a que se devia a Cristo. Portanto, Pedro recusou corretamente que Cornélio lhe desse importância demais.
Assim também João, por ter sido declarado justo ou sido justificado por Deus como cristão ungido, chamado para ser filho celestial de Deus e membro do reino de seu Filho, achava-se numa relação diferente com o(s) anjo(s) da revelação do que os israelitas a quem haviam anteriormente aparecido anjos. Conforme escreveu o apóstolo Paulo: “Não sabeis que havemos de julgar anjos?” (1 Cor. 6:3) Os anjos evidentemente reconheceram esta mudança de relação quando rejeitaram a homenagem de João.
Por outro lado, Cristo Jesus tem sido enaltecido pelo seu Pai a uma posição só inferior a de Deus, de modo que, “no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. — Fil. 2:9-11; compare isso com Daniel 7:13, 14, 27.
Em vista de tudo isso, como devemos compreender Hebreus 1:6, que mostra que até mesmo os anjos ‘adoram’ o ressuscitado Jesus, Cristo? Embora muitas traduções deste texto vertam proskynéo por ‘adorar’, algumas a traduzem por expressões tais como “curvar-se diante de” (The Bible — An American Translation) e “prestar homenagem” (The New English Bible). Não importa qual o termo usado, o grego original permanece o mesmo, e a compreensão do que os anjos prestam a Cristo precisa estar de acordo com as demais partes das Escrituras.
Caso se prefira a tradução “adorar”, então se precisa compreender que tal ‘adoração’ é apenas relativa. Pois o próprio Jesus declarou enfaticamente a Satanás que “é a Jeová, teu Deus, que tens de adorar [uma forma de proskynéo] e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado”. (Mat. 4:8-10; Luc. 4:7, 8) É verdade que o Salmo 97, que o apóstolo evidentemente cita em Hebreus 1:6, se refere a Jeová Deus como sendo aquele diante de quem ‘se curvar’, e, no entanto, este texto foi aplicado a Cristo Jesus. (Sal. 97:1, 7) Todavia, o apóstolo havia mostrado anteriormente que o ressuscitado Cristo se tornou “o reflexo da . . . glória [de Deus] e a representação exata do seu próprio ser”. (Heb. 1:1-3) Portanto, se aquilo que compreendemos como ‘adoração’ é aparentemente dirigido ao Filho, por parte dos anjos, é na realidade dirigido por meio dele a Jeová Deus, o Regente Soberano, “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. — Rev. 14:7; 4:10, 11; 7:11, 12; 11:16, 17; compare isso com 1 Crônicas 29:20; Revelação 5:13, 14.
Por outro lado, as traduções “curvar-se diante de” e “prestar homenagem” (em vez de “adorar”) de modo algum estão em desacordo com a língua original, quer o hebraico do Salmo 97:7, quer o grego de Hebreus 1:6, pois tais traduções transmitem o sentido básico tanto de shahháh como de proskynéo.
● Por que selecionou Jeová o primeiro rei humano de Israel da tribo de Benjamim e apresentou a ele a esperança de o reinado permanecer para sempre na sua casa, quando uma profecia anterior mencionara Judá como sendo a tribo da qual viriam reis? — R. G., Cuba.
Léia foi a primeira a se casar com Jacó e a dar-lhe filhos, mas isto se deu apenas por Jacó ter sido enganado. Ele amava a Raquel e a havia pedido, e por isso a primogenitura caberia à descendência de Raquel, embora os filhos de Léia fossem mais velhos. (Gên. 29:18-28) Sara era a esposa amada de Abraão, e o direito da primogenitura cabia ao seu filho Isaque, embora Ismael, filho de Abraão por Agar fosse mais velho. O mesmo se dava com José, filho de Raquel. No entanto, José não se tornou chefe de tribo em Israel, mas sim seus filhos Manassés e Efraim. Manassés era o mais velho, mas a orientação divina fez com que a bênção melhor fosse dada a Efraim. Jeová disse a respeito dele: “Efraim, ele é meu primogênito.” (Gên. 48:8-20; Jer. 31:9) Todavia, a tribo de Efraim posteriormente eliminou a si mesma desta posição favorecida por causa de diversas faltas, e o salmista fala sobre a ação de Jeová: “Passou a rejeitar a tenda de José; e não escolheu a tribo de Efraim. Mas escolheu a tribo de Judá.” — Sal. 78:9, 67, 68.
Com a eliminação de José, por causa da falta de Efraim, o outro filho de Raquel precisava receber uma oportunidade. Esta veio com a unção de Saul como rei, pois Saul era benjamita. Em 1 Samuel 13:13 (Almeida) fala-se da possibilidade de o reino de Saul ser estabelecido para sempre; mas temos de nos lembrar que a palavra hebraica traduzida aqui “para sempre” é ohlahm. Conforme já se explicou em Sentinelas anteriores e outras publicações, esta palavra hebraica significa um período de tempo oculto ou indefinido, não necessariamente durando para sempre. É verdade que Jeová Deus sabia de antemão que o reino não permaneceria na casa de Benjamim; mas foi a presunção e o proceder sem fé do próprio Saul que o fez perder o reinado para a sua família e sua tribo. O mero uso da presciência por parte de Jeová não forçou a Saul a agir de modo repreensível. Saul agiu por conta própria de modo contrário às ordens expressas de Jeová Deus, sendo plenamente responsável por estas violações em face do conhecimento de seus pecados.
Uma vez que a descendência favorecida de Raquel teve a sua oportunidade, os filhos mais velhos de Léia seriam os próximos a receber a bênção do reinado. Rubem, Simeão e Levi se encontravam na frente de Judá. Todos os três foram eliminados pelas ocorrências mencionadas por Jacó por ocasião de ele abençoar os seus filhos. (Gên. 49:3-7) Além disso, os levitas agiram mais tarde com fidelidade digna de nota e foram recompensados por receberem as bênçãos do sacerdócio. Isto impediu que alguém deles se tornasse rei. De modo que o próximo era Judá, e a profecia em Gênesis 49:8-12 mostra que ele conseguiria o reinado e seria antepassado humano do Rei que reinará para sempre, Cristo Jesus. Naturalmente, em tudo isso Jeová não era obrigado a se harmonizar com a prática geral relativa ao primogênito e aos privilégios da primogenitura. Podia escolher a quem quisesse, desde o início, sem eliminar os que seriam os primeiros segundo o procedimento humano.
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