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Profetizando aquele a quem todos os povos devem obedecerA Sentinela — 1962 | 15 de dezembro
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lavará as suas vestes no vinho, e a sua capa em sangue de uvas. Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes brancos de leite. — Gên. 49:8-12, ALA.
56. O que significa o nome Judá, e como fez Jacó uma aplicação a Judá, mostrando ao mesmo tempo um contraste entre seus irmãos e os seus inimigos?
56 Lia glorificou ou louvou a Jeová pelo nascimento do seu quarto filho, chamando-o pelo nome de Judá, que significa “Louvado; [Objeto de] Louvor”. (Gên. 29:35) Jacó deixou este nome mesmo, e ao morrer também fez uma aplicação dele ao seu portador, Judá. Os seus onze irmãos o louvariam tanto pelas suas qualidades como pelos serviços que ele prestaria à nação. Os seus inimigos naturalmente não o louvariam, pelo menos, não de livre vontade, pois as suas mãos estariam sobre a cerviz deles. Na guerra, a vitória seria sua e poria os inimigos para correr ou os subjugaria.
57, 58. (a) Em que sentido os irmãos de Judá se prostrariam perante ele, e por quê? (b) Até a conquista da terra de Canaã, como se demonstrou que a liderança pertencia à tribo de Judá?
57 Quanto ao louvor que seus irmãos lhe renderiam não havia de ser só pela palavra falada, mas também pelo modo em que se conduziriam perante ele. Os seus onze irmãos eram todos filhos do seu pai, mas só cinco além dele mesmo eram filhos de Lia, sua mãe. Não a Rúben, o primogênito, mas era a Judá que seus irmãos se prostrariam. Isto significa que os seus irmãos o reconheceriam como superior, como regente deles. Naquela ocasião, ele e seus irmãos se prostravam perante José, o primeiro-ministro de Faraó, no Egito, onde moravam. Mas, no que tocava aos negócios internos das dez tribos de Israel, os irmãos, inclusive José, prostrar-se-iam perante Judá. Isto, naturalmente, referia-se à tribo de Judá e predizia que o regente a quem toda a nação teria que se prostrar viria de Judá.
58 Mais tarde, em 1 Crônicas 5:2, registra-se belamente a questão, nas seguintes palavras: “Judá, na verdade, foi poderoso entre seus irmãos, e dele veio o principe; porém o direito da primogenitura foi de José.” (ALA) Em harmonia com isto, quando Jeová Deus libertou as doze tribos de Israel do Egito, onde se tornaram escravas depois da morte de José, foi a tribo de Judá que liderou a marcha através do deserto até a Terra Prometida, em Canaã. (Núm. 2:3; 10:12-14) Quando os doze espias foram mandados à Terra Prometida para examiná-la e apresentar um relatório, foi Judá quem produziu a Calebe, um dos dois espias fiéis que sobreviveram para reentrar na Terra Prometida. Calebe foi um braço direito na subjugação da parte da terra sorteada à tribo de Judá. (Núm. 13:6, 30; 14:6-10, 38; Jos. 15:13-20; 14:6-14) Quando fizeram sorteio para a divisão da terra conquistada, Judá foi o primeiro sorteado. (Jos. 15:1) Jeová Deus designou a tribo de Judá para tomar a dianteira na conquista da terra. (Juí. 1:1-8) Naquele tempo, o príncipe da tribo de Judá era Salma, que se tornou trisavô de Davi. (1 Crô. 2:10, 11; Rute 4:20-22; Mat. 1:5, 6) Na Terra Prometida, o território de Judá tomava toda a extensão da praia ocidental do Mar Morto e se estendia para o ocidente em direção do Mar Mediterrâneo.
59. Como foi que a tribo de Judá provou ser como um leãozinho?
59 Assim, a tribo de Judá era como um leão entre os animais selvagens. (Miq. 5:8) Mui apropriadamente, o patriarca Jacó podia dizer: “Judá é leãozinho.” A tribo de Judá proveu a dinastia permanente ou família de reis para a nação de Israel. Davi tornou-se o cabeça desta dinastia, porque Jeová Deus fez com ele um pacto para um reinado eterno na sua família. A princípio a tribo de Judá pode ter sido como um leãozinho, quando o Rei Saul, da tribo de Benjamim, reinou sobre todo o Israel e Davi, o matador do gigante, era oficial no exército do Rei Saul. Mas Deus decidiu contra o reinado contínuo da família de Saul sobre Israel por causa da desobediência voluntária de Saul e, portanto, em 1070 A. C., depois da morte do Rei Is-Bosete, filho de Saul, todas as doze tribos de Israel constituíram a Davi, da tribo de Judá, rei delas.
60, 61. (a) Como foi que Davi comportou-se segundo o nome de sua tribo, e como se relacionou ele com Jesus Cristo? (b) O que devemos aguardar referente a um exame adicional da profecia de Jacó?
60 Deste modo, a profecia de Jacó cumpriu-se em escala maior, isto é, que os irmãos de Judá haveriam de louvá-lo e de se prostrar perante ele. (2 Sam. 4:5 a 5:5) Na maioria das vezes, Davi, que foi provido pela tribo de Judá como líder nacional, comportou-se de maneira laudável. Ele se tornou tipo profético do vindouro Rei a quem todos os povos devem obedecer indivisamente, conforme predito por Jacó. De fato, Davi se tornou um ilustre antepassado do predito Jesus Cristo; e do Rei Davi, Jesus Cristo herdou o direito de reinar sobre Israel. — Luc. 1:26-33.
61 Entretanto, um exame adicional da profecia de Jacó concernente Aquele a quem todos os povos devem obedecer, terá que aguardar a publicação do artigo “Regentes Associados com o ‘Leão da Tribo de Judá’”.
(Veja-se A Sentinela de 1° de janeiro de 1963.)
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Jeová dá a vitóriaA Sentinela — 1962 | 15 de dezembro
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Jeová dá a vitória
NO CANADÁ, a associação ministerial do clero ficou preocupada numa cidade com a obra de pregação das testemunhas de Jeová naquela comunidade. Empregaram os serviços de certo homem de fora da cidade para se dirigir aos freqüentadores de igreja ali e responder a perguntas sobre as Testemunhas. Foram publicados anúncios nos jornais e o público foi convidado ao discurso que ele ia dar. Os membros de igreja começaram a fazer insinuações de que as Testemunhas ficariam em má situação em resultado desta ação clerical. Mas as Testemunhas permaneceram calmas e imperturbadas sobre o assunto. Asseguraram os que levantaram a questão de que não estavam preocupadas e que as pessoas sinceras de coração seriam ajudadas pelo que seria ouvido, que os que procuram a verdade seriam capazes de distinguir a verdade da falsidade.
Os que informaram estas coisas às Testemunhas se achavam entre os mais proeminentes da igreja. Quando viram que as Testemunhas não estavam preocupadas, então, eles próprios ficaram perturbados. Telefonaram aos seus ministros e lhes disseram que não havia lógica em lhes pagar um salário se é que tinham de pagar a alguém de fora para falar sobre as testemunhas de Jeová. Embora já fosse tarde para fazer isso, a visita e o discurso foram ambos cancelados.
Naquele mesmo domingo, o ministro batista local e o seu principal diácono vieram ao discurso público e ao estudo da Sentinela. Durante o estudo, davam risadinhas e cutucavam um ao outro para mostrar que se divertiam com os pontos do estudo. Às vezes, levantavam as mãos como quem fosse tomar parte no estudo, mas dai cobriam a boca quando o dirigente olhava para o lado deles. O que o clérigo e o seu diácono não sabiam era que um dos seus membros se achava apenas algumas fileiras atrás deles, observando a palhaçada deles. Esse moço havia estado algumas vezes aos discursos bíblicos no Salão do Reino e ainda era membro da igreja. Após o estudo, o clérigo viu este moço e lhe disse: “Vamos sair daqui. Eles torcem as Escrituras como lhes convém.” O jovem replicou: “Não, muito obrigado! Já vi o suficiente para saber que as testemunhas de Jeová possuem a verdade.”
Sendo o povo de Jeová corajoso e continuando a confiar nele, ele dá a vitória: “Toda arma forjada contra ti, não prosperará.” — Isa. 54:17, ALA.
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