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  • O testemunhador dentro de nós
    A Sentinela — 1973 | 15 de março
    • pormenorizado de leis que se rebaixe a norma de moral entre os cristãos? Não; ao contrário, o cristianismo exige normas ainda mais elevadas, conforme mostraram os próprios ensinos de Jesus. (Mat. 5:21, 22, 27, 28, 31-48) E exige claramente maior uso da consciência. Nós, como cristãos, somos provados quanto a se temos ou não os modos de Deus ‘escritos no coração’. Não estarmos debaixo dum código pormenorizado de leis submete-nos à prova quanto a que realmente temos no coração.

      21. Que conhecimento deve ser a base para o testemunho que a consciência dá a nós cristãos? Precisam os textos bíblicos ser na forma duma ordem direta, duma proibição ou duma lei específica para ter um efeito modelador sobre a nossa consciência?

      21 Sendo cristãos, naturalmente, temos tanto as Escrituras Hebraicas como as Gregas para nos dar um esplêndido discernimento da personalidade de Deus, de seus modos de proceder e de suas normas, seus propósitos e sua vontade. Temos nelas os registros das palavras e dos atos do Filho de Deus, o qual veio à terra e revelou ou ‘explicou’ seu Pai aos homens, para que, por meio dele, ‘conhecêssemos plenamente o Pai’. (João 1:18; Mat. 11:27) De modo que, embora sejam poucas as leis e os mandamentos específicos que foram dados a nós cristãos, em comparação com o pacto da Lei e suas centenas de estatutos e regulamentos, estamos muito melhor preparados para saber como agir à ‘semelhança e imagem de Deus’. Na realidade, somos responsáveis por TUDO o que sabemos de Deus e TODO este conhecimento deve influenciar nossa consciência, quer seja declarado como ordem, lei ou proibição direta para os cristãos, quer não.

      DEVE A CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL SER SUBSTITUÍDA POR REGRAS?

      22. O que gostariam alguns que o corpo governante fizesse, e por que não se fará isso?

      22 Muitos, porém, não estão satisfeitos com isso. Ainda querem ter regras específicas e delimitações precisas, além daquilo que a Palavra de Deus apresenta. Portanto, deve o corpo governante da congregação cristã assumir hoje a responsabilidade de prover uma série exaustiva de regras, para abranger toda situação imaginável? Não, pois isto significaria adotar o conceito errado, um conceito similar ao prevalecente entre os judeus durante o ministério terrestre de Jesus, embora não começasse nem terminasse então.

      23, 24. Quem se preocupava similarmente com regras específicas? De exemplos.

      23 Foram os fariseus e outros líderes religiosos que fomentaram tal atitude. Eles criaram, acima e além do código da Lei, um código suplementar de tradições e regras, procurando abranger cada minúcia da aplicação do pacto da Lei. Cada restrição contida na Lei foi assim dividida numa multidão de restrições menores.

      24 Por exemplo, a lei do sábado proibia trabalhar no sétimo dia. Mas, o que estava incluído no “trabalho”? Aqueles líderes religiosos procuravam definir com extrema precisão o que constituía “trabalho”. Arrancar grãos de cereal para comer (assim como os apóstolos fizeram num dia de sábado) foi classificado como uma forma de ceifar, e por isso era “trabalho” proibido no sábado. (Mar. 2:23, 24) Uma tradição estabelecia a regra de que apanhar uma pulga no sábado era errado, porque era uma forma de caçar. Os pormenores abundavam. Uma regra estabelecia que, ‘quando um homem rasgava as vestes ou incendiava objetos com o fim exclusivo de destruí-los, ele não era culpado de violar o sábado. Mas, se ele os destruísse com o objetivo de melhoras posteriores (como no caso de se destruir um prédio para reconstruí-lo depois), ele devia ser punido’. — The Jewish Encyclopedia, 1909, Vol. X, p. 599; veja Mateus 15:4-6; 23:16-19.

      25. (a) Por que era perigoso estabelecer-se tal série complexa de regras? (b) O que disse Jesus sobre tal proceder?

      25 Qual era o efeito perigoso e prejudicial de se tentar municiar com tamanha precisão a aplicação de cada lei? A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong reconhece a verdadeira ameaça representada por tal proceder dos líderes religiosos, dizendo que eles “procuravam observar minuciosamente a letra da lei e confiar o mínimo possível no critério e na consciência das pessoas”. (Vol. IX, p. 191; o grifo é nosso.) O que os líderes religiosos fizeram foi, de fato, impor sua própria consciência, seus próprios escrúpulos e suas preferências e preconceitos pessoais aos demais do povo. Jesus comparou este acréscimo de tradições à lei mosaica a “cargas pesadas” nos ombros dos homens e advertiu que esta elevação das tradições humanas ao mesmo nível das Escrituras resultava na invalidação da Palavra de Deus. (Mat. 15:1-9; 23:1-4) Jesus disse aos líderes religiosos que condenavam os seus discípulos por arrancar espigas no sábado: “Se tivésseis entendido o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifícios’, não teríeis condenado os inocentes.” — Mat. 12:1-7.

      26. Que exemplo mostra como as regras tradicionais impediam os judeus de usar corretamente a sua consciência? E que efeito teve isso sobre seu coração?

      26 Mais tarde, numa sinagoga, Jesus apelou para a sua consciência na aplicação da lei de Deus. O pacto da Lei não dizia nada sobre empenhos para cuidar dos doentes no sábado, mas a tradição judaica permitia isso apenas quando a vida da pessoa estava em perigo. Confrontado com um homem que tinha uma das mãos ressequida e com a pergunta que lhe foi feita pelos líderes religiosos, quanto a se era “lícito curar no sábado”, ou não, Jesus disse: ‘Quem é o homem entre vós que, tendo uma só ovelha, não a tiraria duma cova se caísse nela num sábado? Realmente, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! É lícito fazer uma boa ação, uma ação excelente, no sábado?’ Mas, eles se negaram a usar a consciência; permaneceram calados. Jesus indignou-se, então, “estando profundamente contristado com a insensibilidade dos seus corações”, e passou a curar o homem. — Mat. 12:9-13; Mar. 3:1-5.

      27. (a) Por que e errado querer que outra pessoa faça para nós as decisões em assuntos de moral? (b) Que perguntas surgem agora, as quais serão consideradas no artigo que segue?

      27 Querer que alguém, um ancião ou o corpo de anciãos numa congregação, ou o corpo governante da congregação cristã, estabeleça um código de leis, além do que está na Bíblia, portanto, revela uma atitude errada. Nas questões em que a Palavra de Deus exige que usemos da faculdade da consciência — de critério, perspicácia, discernimento e sabedoria — não devemos tentar lançar a responsabilidade sobre outra pessoa, por fazer com que faça uma ‘decisão’. Podemos sabiamente procurar conselho e orientação — mas, o dito não pode passar disso, nem devemos querer outra coisa. Mas, como podemos ter a certeza de que este “testemunhador” dentro de nós dê o testemunho certo? Como podemos manter forte e clara a sua voz? Leia o próximo artigo, para obter as respostas a estas perguntas.

  • “Recomendando-nos a toda consciência humana à vista de Deus”
    A Sentinela — 1973 | 15 de março
    • “Recomendando-nos a toda consciência humana à vista de Deus”

      1. Por que não é a faculdade da consciência, por si só um guia seguro?

      NÃO BASTA ter a faculdade da consciência. Ela, em si mesma, não é um guia seguro na vida. Isto se dá porque faz parte de nós, intimamente relacionada com o nosso coração e afetada pela interação entre o coração e a mente. Portanto, de acordo com o que nós mesmos somos, com o que temos no coração e

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