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Na edificação de discípulos, motive o coraçãoA Sentinela — 1970 | 1.° de outubro
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provas ardentes agora e na “grande tribulação”, mas também na nova ordem justa, terrestre, estabelecida por Deus. (Mat. 24:21, 22) Não há lei contra as coisas boas do espírito de Deus, e estas perdurarão indefinidamente. Jeová, que proveu para nós as gigantescas árvores sequóias como testemunho vivo de durabilidade, cuidou também de que, por meio de sua Palavra, de seu espírito e de sua organização, nós os de sua criação inteligente possamos adquirir a qualidade da perseverança para a nossa salvação. Por edificarmos esta qualidade no coração, bem como no coração dos com quem estudamos a Bíblia, para ajudá-los a se tornarem discípulos dedicados e batizados de Cristo, seremos dotados da mais preciosa de todas as possessões, a vida duradoura, infindável.
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Cantar — parte de nossa adoraçãoA Sentinela — 1970 | 1.° de outubro
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Cantar — parte de nossa adoração
AS BOAS novas do reino de Deus, que os servos de Jeová levam às pessoas da terra, são chamadas de canção, e isto com bons motivos. São belas, harmoniosas, consoladoras e dão alegria aos que as ouvem, assim como faz uma bela canção literal. É bem apropriado que se nos ordene repetidas vezes a entoar tal canção, como no Salmo 96:1 e Isaías 42:10: “Cantai a Jeová um novo cântico.”
Como servos de Jeová, não só se nos ordena a entoar tal canção figurada, mas também somos exortados a entoar cânticos literais como parte de nossa adoração. E pode-se dizer muito bem que dentre todas as maneiras em que podemos adorar e louvar a Jeová Deus — pela oração, por discursos públicos, pelo nosso ministério de campo e pela nossa conduta exemplar — uma das mais belas é entoarmos literalmente cânticos de louvor a Jeová.
Entoarmos tais cânticos, portanto, faz parte da adoração de Jeová Deus por parte do cristão. Jeová escuta estes cânticos, assim como escuta nossas orações. Entoarmos tais cânticos oferece a todos a oportunidade de participar ativamente na adoração. Ao ponto que participarmos plenamente nesta fase de nossa adoração, a tal ponto teremos alegria e incentivo espiritual por fazermos isso.
NA ANTIGUIDADE
É de interesse notar que o povo antigo de Deus era apreciador da música e que a música desempenhava um papel destacado na sua adoração. Por isso, o historiador da música Kurt Sachs disse: “Entre os livros do mundo, poucos podem afirmar ter maior importância para a história da música do que a Bíblia.” O livro Oxford Companion to Music diz que “em toda a história antiga do povo judaico . . . encontramos a música mencionada com uma freqüência que talvez exceda a sua menção na história de qualquer outro povo”. E Grove’s Dictionary of Music and Musicians, Volume 4, pergunta: ‘Foram os judeus um povo especialmente inclinado à música?’ Responde: “Sim . . . O Rei Senaqueribe exigiu e recebeu como tributo do Rei Ezequias muitos músicos judaicos, homens e mulheres. Durante o exílio, os babilônios exigiam de seus cativos judaicos que os divertissem com as suas canções.” O Salmo 137 nos dá a entender que as canções destes exilados eram principalmente “canções de Sião”, “a canção de Jeová”.
Quão típico, então, é a admoestação: “Entoai melodias a Deus, entoai melodias. Entoai melodias ao nosso Rei, entoai melodias. Pois Deus é o Rei de toda a terra; entoai melodias, agindo com discrição.” (Sal. 47:6, 7) O primeiro caso registrado de os israelitas louvaram a Jeová com melodias ocorreu depois de sua libertação do Mar Vermelho. Com quanto júbilo devem ter cantado as palavras! “Cante eu a Jeová, porque ficou grandemente enaltecido. Lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro.” — Êxo. 15:1-21.
A música vocal e instrumental tornou-se parte destacada da adoração no templo em Jerusalém. O Rei Davi providenciou que 4.000 dentre o total de 38.000 levitas fossem “louvadores de Jeová”. (1 Crô. 23:3, 5) O louvor vocal e instrumental a Jeová foi destacado especialmente em ocasiões específicas, tais como quando Davi levou a área do pacto a Jerusalém, quando Salomão dedicou o templo que havia construído a Jeová e quando os israelitas, sob Neemias, inauguraram a muralha de Jerusalém, que haviam reconstruído. — 1 Crô. 15:1-28; 2 Crô. 5:11-14; Nee. 12:27-30, 38-42.
NOS TEMPOS APOSTÓLICOS
O cantar fazia também parte da adoração nos tempos apostólicos. Predissera-se a respeito de Jesus: “Declararei o teu nome a meus irmãos; no meio da congregação louvar-te-ei com cântico.” (Heb. 2:12; Sal. 22:22) Durante e após a última celebração pascoal válida, Jesus e seus apóstolos entoaram diversas canções ou salmos, conforme era costume naquela época. (Mat. 26:30) O apóstolo Paulo nos dá a entender que cantar era parte regular da adoração congregacional, pois ele diz: “Que há de ser feito, então? . . . Cantarei louvor com o dom do espírito”, quer dizer, numa língua desconhecida, “mas cantarei também louvor com a minha mente”. — 1 Cor. 14:15, 16.
Não só o próprio Paulo cantava, mas exortava também os cristãos a cantar: “Ficai . . . falando a vós mesmos com salmos e louvores a Deus, e com cânticos espirituais, cantando e acompanhando-vos com música nos vossos corações, para Jeová.” “Persisti em ensinar e em vos admoestar uns aos outros com salmos, com louvores a Deus, com cânticos espirituais com graça, cantando em vossos corações a Jeová.” — Efé. 5:18-20; Col. 3:16.
NOS TEMPOS MODERNOS
Nos tempos modernos, oferece o povo de Jeová louvor a Jeová, ensinando-se e admoestando-se uns aos outros com cântico? Sim, e para este fim se publicaram cancioneiros, desde 1879, ano em que se publicou o primeiro número de A Sentinela. Como louvam a Deus e se admoestam uns aos outros com cânticos hoje em dia se pode ver nos temas encontrados no seu cancioneiro mais novo, “Cantando e Acompanhando-vos com Música nos Vossos Corações”. Entre estes se encontram: “Jeová Tornou-se Rei!”, “Jeová É Meu Pastor”, “‘Prega a Palavra’!”, “A Prova de que Somos Discípulos”.
Sendo assim, segue-se que por entoarmos tais cânticos como parte de nossa adoração obedecemos à ordem do apóstolo Paulo: “Apeguemo-nos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilar . . . E consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes.” (Heb. 10:23, 24) Sim, quando entoamos cânticos tais como “Somos Testemunhas de Jeová” e “A Alegria da Ressurreição”, fazemos uma declaração pública de nossa esperança. E quando entoamos cânticos tais como “Temos de Ter Fé!” e “O Fruto do Espírito”, não nos estimulamos mutuamente ao amor e a obras excelentes? Certamente que sim!
Quando prestamos atenção às palavras destes cânticos, tomando-as a peito
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