BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • “Eis que Jeová veio com as suas santas miríades”
    A Sentinela — 1983 | 1.° de março
    • “Eis que Jeová veio com as suas santas miríades”

      “Eis que Jeová veio com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.” — Judas 14, 15.

      1. Qual Juiz Supremo, como deve Jeová ser encarado?

      JEOVÁ, o Juiz Supremo, merece ser respeitado. (Isaías 33:22) Contudo, muitos o tratam com grande desrespeito. Entre tais malfeitores arrogantes encontravam-se os “homens ímpios”, a respeito dos quais o discípulo Judas escreveu em sua carta divinamente inspirada. No entanto, ninguém pode desrespeitar a Deus com impunidade, pois não há dúvida a respeito de ‘Jeová vir para executar o julgamento contra os ímpios’. — Judas 14, 15; Jó 9:1-4.

      2. (a) A nossa consideração da carta de Judas, até agora, nos trouxe que pontos à atenção? (b) Que efeito deve causar em nós o conselho adicional de Judas?

      2 Nossa consideração anterior da carta de Judas frisou a necessidade de resistir a falsos instrutores e a prospectivos aviltadores da carne, mas de acatar as advertências bíblicas e de respeitar a autoridade divinamente constituída. (Judas 1-10) Que o conselho adicional de Judas possa agora intensificar o nosso respeito para com o Juiz Supremo, de modo que possamos permanecer firmes entre suas testemunhas, com a vida eterna em vista.

      ‘AI DELES!’

      3. Caim foi culpado de quê?

      3 Concernente aos “homens ímpios”, que desafiavam a Jeová, Judas escreveu:

      “Ai deles, porque foram pela vereda de Caim e se arremeteram no proceder errôneo de Balaão, para uma recompensa, e pereceram na conversa rebelde de Corá!” (Judas 11)

      Ao dizer “ai deles”, Judas indicou que sobreviria a calamidade sobre os “homens ímpios” que se introduziram furtivamente na congregação do povo de Jeová. (Veja Lucas 11:42-47, 52.) Tais homens “foram pela vereda de Caim”. Ao passo que a aprovação de Deus se manifestou para com Abel e seu sacrifício de carne e sangue animal, a oferta exangue de Caim, feita com espírito incorreto, foi rejeitada. Faltava fé a Caim e ele não respeitou a glória ou a dignidade que Deus conferira a Abel. Movido por inveja e ódio, Caim até mesmo desconsiderou um aviso divino e assassinou seu irmão. — Gênesis 4:2-8; Hebreus 11:4; 1 João 3:12.

      4. (a) Que era “a vereda de Caim”? (b) Por que deve você evitar a “vereda de Caim”?

      4 Primariamente, Caim mostrou desrespeito para com Jeová, e seu comportamento desrespeitoso foi chamado de a “vereda de Caim”. Assim como sua ação desafiadora e seus motivos iníquos eram completamente errados, o mesmo se dá hoje no caso de qualquer pessoa que professe ser uma das Testemunhas de Jeová, mas que transforme a benignidade imerecida de Deus numa desculpa para conduta desenfreada. Qualquer pessoa assim segue a “vereda” de Caim. Como Caim, que odiou e matou a seu irmão, tais indivíduos são ‘homicidas’, porque odeiam cristãos fiéis a quem Jeová tem dignificado, encarregando-os de Seu serviço. (1 João 3:15) Deus amaldiçoou a Caim, e, no Dilúvio, sua descendência foi exterminada. Similarmente, “ai” dos que seguem a “vereda de Caim”, pois isso desagrada a Jeová e leva à destruição.

      5. (a) Que proceder seguiu Balaão? (b) Nos dias de Judas, quem se ‘arremeteu no proceder errôneo de Balaão’? (c) Que acontecerá a qualquer pessoa que procura atualmente corromper o povo de Jeová por meio de ensinos falsos e por satisfazer as paixões animalescas?

      5 Os ímpios aviltadores da carne também se ‘haviam arremetido no proceder errôneo de Balaão, para uma recompensa’. Cedendo às repetidas ofertas de recompensas, feitas pelo rei moabita Balaque, Balaão três vezes tentou amaldiçoar os israelitas, mas Jeová sempre transformava a maldição numa bênção. Portanto, o ganancioso Balaão sugeriu a Balaque que, se Israel pudesse ser seduzido a praticar a religião falsa e a se entregar a paixões animalescas, Deus amaldiçoaria mesmo a Seu próprio povo. Esse conselho perverso foi seguido e, em decorrência da conduta desenfreada dos israelitas, 24.000 deles foram mortos por um flagelo enviado por Deus e por execução direta. (Números 22:1 a 25:9; Revelação 2:14) Mais tarde, o próprio Balaão morreu às mãos dos que tentara amaldiçoar. (Números 31:8) Similarmente, o desastre acometerá a cada um que afirmar ser Testemunha de Jeová, mas que for ganancioso e procurar corromper o povo de Jeová por meio de ensinos falsos e por satisfazer as paixões animalescas. Tem havido exemplos disso nos tempos modernos e as fiéis testemunhas dedicadas de Jeová devem acautelar-se!

      6, 7. (a) De que foi culpado o levita Corá? (b) Que aconteceu a Corá e aos que se juntaram a ele? (c) Como devemos encarar a “conversa rebelde”?

      6 Outro exemplo alertador citado por Judas foi o do levita Corá, que recorreu a “conversa rebelde”. Levado por ambição, falsamente acusou Moisés de ter manobrado os assuntos egoistamente de modo que seu próprio irmão, Arão, se tornasse sumo sacerdote, e acusou Arão de ter-se apoderado da honra do sacerdócio para si mesmo e para sua família. Corá não respeitou a glória ou a dignidade que Deus conferira a Arão e a seus filhos, mas rebelou-se contra as designações feitas por Deus.

      7 Embora Corá e certos rubenitas que tomaram o seu lado tivessem sido salvos do Egito, eles jamais entraram na Terra Prometida. Em vez disso, a terra abriu-se e alguns deles foram enterrados vivos, ao passo que outros morreram queimados por fogo enviado por Jeová. Em seguida, 14.700 israelitas que murmuraram contra esse julgamento da parte de Deus morreram em conseqüência dum flagelo causado por Jeová. (Números, capítulo 16) A execução do julgamento de Deus contra os rebeldes “homens ímpios” era tão certa que Judas disse que eles “pereceram”. Era como se isso já tivesse acontecido! Como tudo isso nos deve induzir a evitar a “conversa rebelde”!

      8. Que importância têm hoje os exemplos alertadores de Caim, de Balaão e de Corá?

      8 Sim, a calamidade com certeza acometerá a todo aquele que seguir um proceder de rebelião contra Jeová e seus arranjos organizacionais. Judas disse “ai” dos que não tinham amor e fé (como Caim não teve), dos que (como Balaão) estavam ansiosos de serem pagos por ensinos que promoviam a conduta desenfreada e dos que, (como Corá), desrespeitavam a autoridade divinamente outorgada. E as palavras de Judas, certamente, proveram um forte alerta concernente a qualquer um que professe ser Testemunha de Jeová e que, ainda assim, tenha uma atitude crítica ou desrespeitosa para com o arranjo teocrático de Deus para os nossos dias.

      ALERTAS EM FORMA DE COMPARAÇÃO

      9. Qual era o sentido de assemelhar os impiedosos falsos instrutores a “rochedos ocultos sob a água”?

      9 Continuando a dar alertas, Judas disse, usando comparações:

      “Estes são os rochedos ocultos sob a água, nos vossos ágapes, banqueteando-se convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; nuvens sem água, levadas pelos ventos; árvores no fim do outono, mas infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias causas para vergonha; estrelas sem rumo fixo, para as quais está reservado para sempre o negrume da escuridão.” (Judas 12, 13)

      Entre outras coisas, os falsos instrutores eram semelhantes a “rochedos ocultos sob a água”. Esses homens fingiam sentir amor pelos crentes e, portanto, eram semelhantes a pontudos rochedos submarinos que poderiam rasgar a carne de nadadores e matá-los, ou afundar navios. A menos que as Testemunhas de Jeová continuem a ‘travar uma luta árdua pela fé’, tais instrutores enganosos podem levar indivíduos instáveis a um “naufrágio no que se refere à sua fé”. — 1 Timóteo 1:19.

      10. (a) Os primitivos “ágapes” cristãos talvez tenham sido o quê, e com que intuito compareciam a eles os “homens ímpios”? (b) Que deve ser evitado nas reuniões sociais entre as Testemunhas de Jeová?

      10 Tais “homens ímpios” freqüentavam os “ágapes” dos cristãos. Tais ocasiões talvez fossem banquetes aos quais cristãos materialmente prósperos convidavam co-crentes pobres. Os prospectivos aviltadores da carne, porém, compareciam com intuito torpe. (Veja 2 Pedro 2:13.) Similarmente, existem alguns hoje que tentam transformar acontecimentos sociais entre as Testemunhas de Jeová em ocasiões para comer e beber em excesso e para canções e danças mundanas. Que as fiéis testemunhas cristãs jamais permitam que isso ocorra em suas reuniões sociais.

      11. (a) Os ímpios falsos instrutores eram pastores de que espécie? (b) Que atitude devem ter hoje os cristãos leais para com tais instrutores.

      11 Os ímpios falsos instrutores eram também semelhantes a pastores que tosquiavam e sacrificavam o rebanho para vestir e alimentar a si mesmos. Eles tentavam levar os instáveis a um proceder de inconstância e não os nutriam com o correto alimento espiritual. (Veja Ezequiel 34:7-10.) Quão vital é que os cristãos leais rejeitem os conceitos de quaisquer desses falsos instrutores hoje!

      12. Em que sentido eram os falsos instrutores dos dias de Judas semelhantes a nuvens sem água, levadas pelo vento?

      12 Os falsos instrutores dos dias de Judas eram também semelhantes a nuvens enganosas que prometiam a muito necessitada chuva, mas que realmente eram sem água e levadas pelos ventos. Tais homens eram levados pelos ventos do erro e, em virtude de serem semelhantes a “nuvens sem água”, eram vazios e inaproveitáveis. Que as Testemunhas de Jeová se acautelem contra todos esses presunçosos instrutores falsos.

      13. Por que eram os falsos instrutores como árvores infrutíferas que ‘morreram duas vezes’ e que foram ‘desarraigadas’?

      13 Não tendo os frutos do espírito santo de Deus, tais homens vis eram também como árvores sem frutos no outono, no fim da estação frutífera. Eram como árvores “duas vezes mortas”, ou “completamente mortas”. (O Novo Testamento, Interconfessional) Tais homens se “introduziram sorrateiramente” na congregação por fingirem estar espiritualmente vivos depois de serem formalmente batizados em água. Mas, visto que não produziam frutos para a glória de Deus, devia-se dar a eles o mesmo tratamento dado às árvores infrutíferas na antiga Palestina. Elas eram desarraigadas e destruídas, de modo a fugir do imposto sobre árvores frutíferas. Terem sido “desarraigados” indicava claramente que tais instrutores apóstatas não arrependidos confrontavam-se com a destruição.

      14. Em que sentido eram os falsos instrutores como “ondas bravias do mar”?

      14 Visto que aqueles falsos instrutores não tinham o espírito santo de Deus, eram também semelhantes a “ondas bravias do mar”. Eram tão ‘bravios’ como as ondas turbulentas do mar que revolvem o lodo e as plantas marinhas. Comparativamente, tais homens irrequietos, animalescos, aparentemente eram espalhafatosos em fazer profissões de fé, mas as suas ações e os seus ensinos ímpios os identificavam quais malfeitores sórdidos, com motivos para se envergonharem. — Isaías 57:20, 21.

      15. Os falsos instrutores eram semelhantes a estrelas de que espécie, e o que estava em reserva para eles?

      15 Visto que tais instrutores falsos não mantiveram um curso constante de justiça, eram semelhantes a “estrelas errantes”. (Versão Almeida) Naturalmente, a navegação guiada pelas estrelas seria impossível se estas fossem imprevisivelmente errantes. Concordemente, como estrelas sem “rumo fixo”, não se podia depender desses apóstatas para uma direção espiritual sadia. Para essas falsas luzes, Deus não ‘reservou’ nada a não ser o eterno “negrume da escuridão”, e isso significava a destruição eterna deles. Por muitas razões, sem dúvida, as fiéis testemunhas cristãs de Jeová rejeitam completamente os instrutores falsos e suas doutrinas.

      JEOVÁ AGE PARA EXECUTAR JULGAMENTO

      16. Quem foi Enoque, e que profetizou ele?

      16 Dando provas de que Jeová age contra os ímpios, Judas disse:

      “Sim, o sétimo homem na linhagem de Adão, Enoque, profetizou também a respeito deles, dizendo: ‘Eis que Jeová veio com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.’” (Judas 14, 15)

      Incluindo Adão, o primeiro homem, Enoque foi “o sétimo homem na linhagem”. Os intermediários foram Sete, Enos, Quenã, Malalel e Jarede. (Gênesis 5:3-18) ‘Enoque andou com Deus’, adotando um proceder em harmonia com a verdade revelada de Jeová. (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5) Enoque vivia em meio à corrupção espiritual, mas serviu corajosamente qual profeta de Deus.

      17. Como foi que Judas talvez tenha tomado conhecimento da profecia de Enoque?

      17 Como foi que Judas tomou conhecimento da profecia de Enoque não é revelado. Ela não aparece antes nas Escrituras divinamente inspiradas. Talvez Jesus tenha citado a profecia de Enoque num sermão e esta tenha sido transmitida oralmente. Mas não há evidência de que Judas tivesse citado uma declaração similar encontrada no Livro de Enoque, apócrifo. Visto que Judas escreveu sob inspiração divina, a inclusão da profecia de Enoque em sua carta estabelece a genuinidade de tais palavras.

      18. (a) Por que se podia dizer que Enoque profetizara também a respeito dos falsos instrutores dos dias de Judas? (b) Segundo a profecia de Enoque, como lidaria o Juiz Supremo com os que O tratassem com desrespeito?

      18 Enoque “profetizou também a respeito [dos falsos instrutores dos dias de Judas]”, aparentemente no sentido de que aquilo que ele profetizara concernente a primitivos transgressores também se aplicava a esses. Jeová, o Juiz Supremo, para com quem os homens ímpios ou irreverentes mostraram desrespeito, executaria seu julgamento adverso contra eles. Ao assim fazer, Jeová viria com as suas “santas miríades”, ou “dez mil santos”, isto é, um vasto número de anjos justos. (Veja Deuteronômio 33:2; Daniel 7:9, 10.) O Principal dentre tais “santas miríades” é o Messias, por meio de quem Jeová vem e faz julgamento. — Lucas 1:35; João 5:27; Atos 17:30, 31.

      19. (a) Iguais aos iníquos dos dias de Enoque como foi que os “homens ímpios falaram “coisas chocantes” contra Jeová? (b) O que com certeza sobreviria aos ímpios aviltadores da carne? (c) Assim, como devem comportar-se as Testemunhas de Jeová?

      19 Jeová concedeu a tais pessoas ímpias ou irreverentes ampla oportunidade para mostrarem sua culpa, como, por exemplo, através de sua “conduta desenfreada”. Por meio de suas ações e palavras vis, a impiedade deles se tornou evidente e à base disso eles se revelaram culpados, foram ‘declarados culpados’ por Deus. Assim como os iníquos dos dias de Enoque falaram “coisas chocantes” contra Deus, do mesmo modo também esses “homens ímpios” desconsideraram a autoridade e falaram de modo ultrajante dos sobre quem Jeová havia conferido certa medida de glória. (Judas 8-10) Assim, falavam “coisas chocantes” contra Jeová e foram condenados. Em consonância com a profecia de Enoque, Deus executou o julgamento contra os ímpios no dilúvio dos dias de Noé. De modo que a execução do julgamento divino contra os ímpio aviltadores da carne viria com certeza, e as Testemunhas de Jeová podem esperar ver uma execução similar de julgamento nos dias atuais. Certamente, então, devemos vigiar as nossas ações e o que falamos, de modo a agradar a Deus e escapar da destruição.

      EVITE OS RESMUNGOS E A LINGUAGEM BOMBÁSTICA

      20. Como devem os servos de Jeová encarar os resmungos e as queixas dos “homens ímpios”?

      20 Referindo-se a outras tendências ímpias, Judas escreveu:

      “Estes homens são resmungadores, queixosos de sua sorte na vida, procedendo segundo os seus próprios desejos, e as suas bocas falam coisas bombásticas, ao passo que admiram personalidades para o seu próprio proveito.” (Judas 16)

      Admoesta-se às testemunhas cristãs de Jeová a ‘persistir em fazer todas as coisas livres de resmungos’. (Filipenses 2:14, 15) Esses “homens ímpios porém, eram “resmungadores” como os israelitas que resmungaram contra Moisés e Arão e conseqüentemente tiveram de morrer no deserto porque na verdade resmungavam contra Deus. (Números 14:1-38; 1 Coríntios 10:10) Os homens animalescos eram também “queixosos de sua sorte na vida”, assim como os mundanos pobres talvez se queixem de não serem ricos, e assim por diante. Naturalmente, como os verdadeiros cristãos da época de Judas, as Testemunhas de Jeová hoje confiam na sabedoria celestial e na ajuda do espírito de Deus, ao suportarem circunstâncias difíceis. Nunca sejamos iguais aos ímpio resmungadores dos dias de Judas!

      21. (a) Em que sentido os “homens ímpios” ‘procediam segundo seus próprios desejos’? (b) Como é que esses indivíduos insubordinados ‘admiravam personalidades para o seu próprio proveito’, e por que era isso errado?

      21 Esses homens insubordinados ‘procediam segundo seus próprios desejos’, sendo governados por seus ardentes desejos sensuais, imorais, e não pelos mandamentos de Deus ou de seu Filho. (Veja Tiago 4:13.) E, ao passo que ‘as suas bocas falavam coisas bombásticas’, ou ‘proferiam palavras arrogantes’ (A Bíblia de Jerusalém), eles escolhiam alguns pelos quais faziam uma insincera demonstração de admiração. (Veja Salmo 140:11; Tito 1:10, 11; 2 Pedro 2:18, 19.) Tais homens imorais ‘admiravam personalidades para o seu próprio proveito’. Cultivavam o favor e o apoio dos ricos, dos proeminentes, ou de outros, esperando lucrar material ou socialmente. Mas isso era crasso egoísmo e cegou tais malfeitores quanto ao objetivo mais elevado de cultivar o favor de Jeová. Assim, deixaram de respeitar o Juiz Supremo, e destarte receberam a Sua sentença de destruição.

      22. Conforme considerado até aqui, que apresentou Judas para nosso proveito, e o que incluem suas palavras concludentes?

      22 Judas não usou de rodeios ao instar co-crentes a ‘travar uma luta árdua pela fé’. Indicou alertas bíblicos contra a imoralidade, a rebeldia e os resmungos, e não deixou dúvida quanto à execução do julgamento divino. Quão oportuno é que as Testemunhas de Jeová reflitam sobre esses assuntos! Como veremos, as palavras finais de Judas, que incluem um sincero apelo, têm também grande significado para os adoradores de Jeová.

      Sabe responder às seguintes perguntas?

      □ Que era a “vereda de Caim” e por que deve o povo de Jeová evitá-la?

      □ Quem se ‘arremeteu no proceder errôneo de Balaão’, e por que você evitaria esse proceder?

      □ Que exemplo alertador temos no caso do levita Corá?

      □ Em que sentido os “homens ímpios”, a respeito dos quais Judas abordou, comparáveis a árvores infrutíferas que ‘morreram duas vezes’ e que foram ‘desarraigadas’?

      □ Que profetizou Enoque, e suas palavras devem nos mover a fazer o quê?

      □ À base do conselho de Judas, que atitude devemos ter para com o resmungar e o ‘admirar personalidades para o nosso próprio proveito’?

  • “Amados, . . . mantende-vos no amor de Deus”
    A Sentinela — 1983 | 1.° de março
    • “Amados, . . . mantende-vos no amor de Deus”

      “Amados, edificando-vos na vossa santíssima fé e orando com espírito santo, mantende-vos no amor de Deus.” — Judas 20, 21.

      1, 2. Além de alertas, que instrução se encontra na carta de Judas?

      A BONDADE imerecida de Jeová é evidente nos seus tratos com os que o amam. Através de sua Palavra inspirada ele mostra o que requer deles. E quão gratos podemos ser de que uma parte da Palavra de Deus, a carta de Judas, provê alertas que nos podem ajudar a manter uma relação correta com Jeová Deus!

      2 Contudo, além de dar os necessários alertas, Judas mostra o que precisamos fazer para sermos espiritualmente edificados e ‘nos mantermos no amor de Deus’. Assim, beneficiar-nos-emos grandementeda consideração da parte final da carta de Judas.

      PREDITOS OS RIDICULARIZADORES

      3, 4. A que “declarações” dos apóstolos de Jesus Judas se referiu?

      3 Fornecendo um importante lembrete, Judas escreveu:

      “Quanto a vós, amados, recordai-vos das declarações feitas anteriormente pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, de como vos costumavam dizer: ‘No último tempo haverá ridicularizadores, procedendo segundo os seus próprios desejos de coisas ímpias.’ Estes são os que fazem separações, homens animalescos, sem espiritualidade.” (Judas 17-19)

      Judas dissera muita coisa para expor os “homens ímpios” que ardilosamente se introduziram na congregação. Daí, dirigindo um apelo a co-crentes, pelos quais sentia grande afeição, Judas pediu-lhes que se lembrassem de palavras previamente proferidas pelos apóstolos de Jesus. Lembrar tais declarações devia mover todos os cristãos genuínos a ‘travar uma luta árdua pela fé’.

      4 O apóstolo Paulo alertou co-superintendentes no sentido de que dentre eles surgiriam homens que falariam coisas deturpadas para atrair a si os discípulos’. (Atos 20:29, 30) Ele disse a Timóteo que ‘nos períodos posteriores de tempo alguns se desviariam da fé’. (1 Timóteo 4:1, 2) E o apóstolo Pedro alertou especificamente que ‘nos últimos dias viriam ridicularizadores, dizendo: “Onde está essa prometida presença dele?”’ — 2 Pedro 3:1-4.

      5. Como eram os cristãos fiéis talvez tratados pelos “homens ímpios” que se introduziram sorrateiramente na congregação, mas como deviam as pessoas piedosas ter reagido a isso?

      5 Assim, os que receberam a carta de Judas tinham boa razão para esperar que aparecessem “ridicularizadores” durante o período que precedesse imediatamente o fim do sistema judaico de coisas. Não era improvável que os “homens ímpios”, que sorrateiramente se introduziram na congregação, estivessem ridicularizando crentes fiéis que aderiam às normas justas de Jeová e que não se juntavam aos “falsos irmãos” na conduta desenfreada. Mas, era essencial que as pessoas piedosas ‘travassem uma luta árdua pela fé’, muito embora talvez tivessem sido escarnecidas por instrutores falsos que ‘procediam segundo’ seus próprios “desejos de coisas ímpias”, imorais, e eram impelidos por estes. — Veja 2 Coríntios 11:26; Gálatas 2:4, 5.

      6. Embora Jeová assegurasse a união dos que o amavam, que tentaram fazer os impiedosos ridicularizadores?

      6 Ao passo que Deus, por seu espírito, assegurava a união dos que o amavam, tais ridicularizadores ímpios tentavam ‘fazer separações’, ou “distinções”, empenhando-se em promover uma obra de separação entre o povo de Jeová. (Judas 19, Tradução do Novo Mundo, edição de 1950, em inglês, nota ao pé da página; Salmo 133:1-3; 1 Coríntios 1:10) Embora os ridicularizadores falassem contra os fiéis homens responsáveis na congregação, os ímpios expressavam admiração por indivíduos que pudessem beneficiá-los. (Judas 8, 16) Como os fariseus, encaravam com desprezo os membros humildes e piedosos da congregação. Ao invés de juntar com o Senhor, eles tentavam dispersar. Mesmo hoje, alguns tentam desviar os instáveis, reunindo-os em grupos privativos, supostamente para “estudo bíblico”. Isso jamais poderia promover amor a Deus, a Cristo e à congregação cristã. — Lucas 11:23.

      7. Por que foram os “homens ímpios” apropriadamente chamados de “animalescos”?

      7 Aqueles homens foram apropriadamente chamados de “animalescos”, ou “físicos”, pois eram criaturas sencientes que se rendiam a sensações, apetites e inclinações carnais. (Veja Tradução Interlinear do Reino, em inglês, Judas versículo 19.) Embora se considerassem espiritualmente esclarecidos, Judas os descreveu como sendo “sem espiritualidade”, ou, literalmente, não tendo “o espírito”. Realmente, tais “homens animalescos” eram carentes do espírito de Jeová, incapazes de compreender assuntos espirituais e mal acima do nível de animais irracionais. Se temos o espírito de Jeová e entendemos “as coisas profundas de Deus”, devemos sentir-nos profundamente gratos a nosso Pai celestial. — 1 Coríntios 2:6-16.

      COMO PERMANECER NO AMOR DE DEUS

      8. A que se referia, talvez, a expressão “santíssima fé”?

      8 A seguir Judas recorreu a um apelo fervoroso, dizendo:

      “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa santíssima fé e orando com espírito santo, mantende-vos no amor de Deus, ao passo que aguardais a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, visando a vida eterna.” (Judas 20, 21)

      Judas mostrou amorosamente como seus co-crentes, a quem muito queria, podiam permanecer no amor de Jeová. Seguir seu conselho certamente incluiria o cultivo da fé, um fruto do espírito de Deus. (Gálatas 5:22, 23) Mas, em vista da referência anterior de Judas a lutar pela ‘fé entregue aos santos’ (v. 3), a expressão “santíssima fé” se referia, talvez, ao inteiro conjunto de ensinos cristãos, incluindo as boas novas da salvação. O fundamento de tal fé verdadeira é Cristo, e ela foi chamada de “santíssima” porque atentava para o Deus de santidade e baseava-se exclusivamente na sua santa Palavra. — Atos 20:32; 1 Coríntios 3:10-15.

      9. Que precisamos fazer para ‘nos edificar na nossa santíssima fé’?

      9 Para que os cristãos ‘se edifiquem na sua santíssima fé’, ou para que a fortaleçam, precisam estudar diligentemente a Palavra de Deus, pessoal e congregacionalmente. Considerar com freqüência as Escrituras com co-testemunhas cristãs de Jeová, bem como proclamar as boas novas a outros, aprofundará a impressão que a Bíblia causa em nosso coração. Nada disso, porém, pode ser conseguido sem oração fervorosa. O indivíduo ‘ora com espírito santo’ quando ora sob sua influência e em harmonia com as coisas na Palavra de Jeová. Ademais, as Escrituras, escritas sob inspiração do espírito de Deus, nos mostram como orar e o que pedir em oração. Por exemplo, podemos confiantemente orar para ficarmos cheios do espírito santo de Deus. Se ‘orarmos com espírito santo’, as nossas orações revelarão uma condição de coração correta, amada por Deus. Seremos assim protegidos contra as influências incorretas, incluindo os conceitos de quaisquer “homens ímpios” que talvez se introduzam sorrateiramente na congregação. — Lucas 11:13; Romanos 8:9, 26, 27.

      10. Para ‘se manterem no amor de Deus’ que era exigido dos co-crentes de Judas?

      10 Para ‘se manterem no amor de Deus’, os co-crentes de Judas tinham de observar os mandamentos de Jeová e os de Seu Filho. (João 15:10; 1 João 5:3) Permanecer no amor de Deus exige linguagem e conduta aprovadas por Jeová. Sendo imperfeitos e pecaminosos, os fiéis precisariam, a fim de permanecerem no amor de Deus, continuamente a misericórdia de Jeová oferecida através de Jesus Cristo e tornada possível mediante o sacrifício resgatador de seu Senhor. (Romanos 5:8; 9:14-18; 1 João 4:9, 10) A constância da misericórdia divina para com os seguidores fiéis de Jesus por fim resulta na vida eterna. — João 3:16.

      A NECESSIDADE DE MOSTRAR MISERICÓRDIA A OUTROS

      11. Que disse Judas acerca da misericórdia e, ao demonstrá-la, entre quem era necessário distingui-la?

      11 A respeito da necessidade de mostrar misericórdia, Judas disse:

      “Continuai, também, a mostrar misericórdia para com alguns que têm dúvidas; salvai-os por arrebatá-los do fogo. Mas continuai a mostrar misericórdia para com os outros, fazendo-o com temor, ao passo que odiais até mesmo a roupa interior que tiver sido manchada pela carne.” (Judas 22, 23)

      Se os co-crentes de Judas haviam de continuar a ser alvos da misericórdia divina, tinham de ser misericordiosos para com outros cuja vida eterna estivesse em jogo. (Tiago 2:13) Mas, para que os fiéis ‘continuassem a mostrar misericórdia para com alguns que tivessem dúvidas’, era necessário que distinguissem entre os dignos de misericórdia e os ‘sonhadores’.

      12. (a) Por terem sido influenciados pelos “homens ímpios”, que dúvidas alguns talvez tivessem? (b) Como seria possível ‘arrebatar alguém do fogo’?

      12 Por meio de seu ensino falso, seu resmungar, suas queixas, e assim por diante, os “homens ímpios” faziam com que as pessoas espiritualmente instáveis ficassem cheias de dúvidas. Abalados pelas palavras bombásticas dos falsos instrutores, os duvidosos talvez se perguntassem se os dedicados cristãos eram realmente o povo de Jeová, e talvez tivessem parado de participar com eles na adoração e na pregação das boas novas. Tais instáveis corriam o perigo do “fogo”, ou destruição eterna. (Veja Mateus 18:8, 9; 25:31-33, 41-46.) Mas, por virem rapidamente em sua ajuda por meio de exortação espiritual e oração, cristãos estáveis, especialmente superintendentes congregacionais, seriam capazes de salvá-los, ‘arrebatando-os do fogo’. — Gálatas 6:1; Tiago 5:13-20.

      13. (a) Em que sentido alguns haviam ‘manchado a sua roupa interior’? (b) Como poderiam ser ‘salvos’ os portadores de ‘roupas manchadas’?

      13 Alguns talvez tivessem sucumbido aos aviltadores da carne e incorrido com eles na imoralidade, ou talvez em adultério espiritual. (Tiago 4:4) Por darem vazão a práticas animalescas, eles como que ‘mancharam a roupa interior’. Mancharam sua personalidade interior quais cristãos genuínos, como uma peça de roupa usada rente à pele. (Veja Revelação 3:4, 5.) As testemunhas de Jeová fiéis acautelaram-se contra manchar dessa maneira sua própria vestimenta da personalidade cristã, porque isso desagradaria a Jeová Deus e poderia levar à destruição. Contudo, as pessoas piedosas, especialmente os anciãos designados, compassivamente tentavam ajudar os instáveis portadores de ‘roupas manchadas’ para que retornassem ao caminho da salvação. Se o verdadeiro arrependimento fosse demonstrado pelos que se haviam desviado, seria possível ‘salvá-los’ da morte no desfavor divino, à qual um proceder impuro os conduziria. — Provérbios 28:13.

      ATRIBUA GLÓRIA, MAJESTADE, PODER E AUTORIDADE A DEUS

      14, 15. (a) Quem era capaz de guardar do tropeço os co-adoradores de Judas e em direção a que poderia uma pessoa tropeçar? (b) Como podiam as fiéis testemunhas ungidas de Jeová ser ‘estabelecidas sem mácula’ diante de Deus? (c) Que aguarda a “grande multidão”?

      14 Em conclusão, Judas confiou seus leitores a Deus, dizendo:

      “Ora, àquele que é capaz de vos guardar de tropeços e de vos estabelecer sem mácula à vista da sua glória, com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor, seja a glória, a majestade, o poderio e a autoridade por toda a eternidade passada, e agora, e para toda a eternidade. Amém.” (Judas 24, 25)

      Tendo provido alertas inspirados e conselhos sadios, Judas tinha de entregar os co-crentes espiritualmente em perigo aos cuidados de Deus. Só Jeová poderia torná-los bem-sucedidos em resistir aos “homens ímpios” no meio deles. De modo que Judas apropriadamente concluiu a sua carta com uma atribuição de louvor ao Altíssimo.

      15 Os co-adoradores ungidos de Judas podiam ter confiança em Jeová como ‘aquele que era capaz de guardá-los de tropeços’. Deus podia protegê-los de incorrerem na transgressão e de sucumbirem à tentação de se empenharem na imoralidade ao serem incentivados pelos ímpios aviltadores da carne. Sem dúvida, Jeová podia guardar os piedosos de ‘tropeçarem’, caindo no pecado crasso e na destruição que está em reserva para os animalescos falsos cristãos. Ainda mais, Jeová era capaz de “estabelecer [suas testemunhas fiéis] sem mácula à vista da sua glória”, ou, “diante de sua gloriosa pessoa”. (NM, edição de 1950, em inglês) Seriam capazes de permanecer sem mancha, espiritualmente, por causa da bondade imerecida de Deus. (Efésios 2:1-7; Colossenses 1:21-23) As fiéis testemunhas de Jeová ungidas desejam que Jesus Cristo as ressuscite e as apresente em perfeição espiritual diante da “gloriosa pessoa” de Deus. (João 5:25; 11:24, 25) Isso, certamente, resultará em “grande alegria” para elas. Similarmente, a “grande multidão” aguarda ser pastoreada através da “grande tribulação” e usufruir privilégios adicionais de “serviço sagrado” à medida que avançar à perfeição humana aqui na terra. — Revelação 7:9, 10, 14-17.

      16. (a) Por que pode Jeová ser chamado de “o único Deus, nosso Salvador, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor”? (b) Judas atribuiu o que a Deus e por que era isso apropriado?

      16 Jeová é, como disse Judas, o “único Deus, nosso Salvador, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor”. Nas Escrituras Jeová é freqüentemente identificado qual Salvador. (Salmo 106:21; Isaías 43:3; Jeremias 14:8; Lucas 1:46, 47) Ele é Aquele que providencia a salvação por intermédio do Senhor Jesus Cristo. (Mateus 20:28; João 3:16; Romanos 5:8; 1 João 4:9, 14) Apropriadamente, Judas atribuiu “glória” (grego, doxa), a Jeová, denotando esplendor. (Veja Salmo 29:1, 2.) A Deus ele também atribuiu “majestade” (grego, megalosyne), significando “grandeza”, como a de um rei. (Int) Trata-se dum reconhecimento apropriado da suprema autoridade régia de Jeová qual “Rei da eternidade”. (1 Timóteo 1:17) Kratos, ou “poderio”, foi, também, atribuído a Jeová, aparentemente significando seu domínio, ou regência, quer no céu, quer sobre a terra. Veja Daniel 4:25; Revelação 11:16-18.) Adicionalmente Judas atribuiu “autoridade” (grego, exousia), pois Jeová tem a autoridade e a habilidade de agir como Ele se agrada. — Daniel 4:34, 35.

      17. Por que a atribuição de Judas a Deus seria apropriada (a) “por toda a eternidade passada”? (b) “agora”? (c) “para toda a eternidade”?

      17 Judas apropriadamente atribuiu glória, majestade, poderio e autoridade a Jeová “por toda a eternidade passada”, ou “antes de todo o tempo” que os homens pudessem conhecer, pois Jeová é Deus “de tempo indefinido a tempo indefinido”. (Judas 25, NM, edição de 1950, em inglês, nota ao pé da página; Salmo 90:2) Os adoradores de Jeová atribuiriam corretamente tais coisas a Ele “agora”, isto é, quando Judas escreveu, bem como hoje em dia. Ademais, Jeová merece tal atribuição “para toda a eternidade” pois ele jamais morrerá e sempre terá louvadores fiéis. (Habacuque 1:12; Salmo 148) À sua virtual oração, em conclusão, Judas acrescentou “Amém”, ou, “Assim seja”. E todas as fiéis testemunhas cristãs de Jeová concordam sinceramente com sua expressão de louvor.

      LEVE A SÉRIO A MENSAGEM DE JUDAS!

      18. Da carta de Judas, que aprendemos a respeito de (a) instrutores falsos? (b) “conduta desenfreada”? (c) falta de fé? (d) respeito pela autoridade? (e) resmungar e se queixar? (f) admirar outros para proveito egoísta?

      18 A carta de Judas tem verdadeiro significado para as Testemunhas de Jeová hoje. Precisamos apegar-nos à Palavra de Deus e evitar completamente os instrutores falsos. (Jó 13:16; 27:8, 9; Jeremias 17:13; Judas 4, 19) Os fiéis precisam resistir a qualquer induzimento para envolver-se em “conduta desenfreada”. (Judas 3, 4; Gênesis 39:7-12) Tampouco podemos sucumbir à falta de fé, pois isto nos poderá custar a vida eterna. (Hebreus 3:12; Judas 5) A mensagem de Judas deve também nos mover a respeitar a autoridade divinamente constituída e a resistir a qualquer tentação de falar contra os que fielmente assumem a responsabilidade congregacional. (Hebreus 13:17; Judas 8, 9) Em vez de resmungar ou de nos queixar, devemos ser movidos pela carta de Judas a mostrar amor a Jeová Deus e a nossos co-crentes. (Mateus 22:37-40; João 13:34, 35; Romanos 13:8-10; Judas 16) As palavras de Judas também nos ajudam a evitar admirar outros para proveito egoísta, estando isto entre os caminhos tortuosos que nos tornariam detestáveis a Jeová. — Provérbios 3:32; Judas 16.

      19. Por que devemos levar a sério a mensagem divinamente inspirada de Judas?

      19 Portanto, quais dedicadas testemunhas cristãs de Jeová e de seu amado Filho, que todos nós levemos a sério a poderosa e amorosa mensagem do discípulo Judas. (Veja Isaías 43:10-12; Atos 1:8.) Suas palavras nos darão ainda maior segurança ao trilharmos a “vereda da vida”. (Salmo 16:11) Estejamos ‘vigilantes segundo a palavra de Jeová’, incluindo a carta de Judas. (Salmo 119:9-16) Deste modo seremos bem-sucedidos em ‘travar uma luta árdua pela fé’ e, com a ajuda divina, ‘nos manteremos no amor de Deus’.

      Lembra-se desses pontos?

      □ Quem alertou que ‘no último tempo haveria ridicularizadores’, e por que Judas dirigiu a atenção a isso?

      □ Que era a “santíssima fé”, e como podemos edificar-nos nela?

      □ Como podiam os co-crentes de Judas ‘se manterem no amor de Deus’?

      □ Por que motivo alguns que professavam ser cristãos necessitavam de misericórdia, e que se queria dizer por “arrebatá-los do fogo”?

      □ Por que era apropriado Judas atribuir glória, majestade, poderio e autoridade a Jeová Deus?

      □ Devemos levar a sério a mensagem de Judas porque ela nos ajuda a lidar com bom êxito com que problemas?

      [Foto na página 19]

      As fiéis testemunhas de Jeová do primeiro século ‘travaram uma luta árdua pela fé’, embora talvez fossem ridicularizadas pelos instrutores falsos.

      [Foto na página 20]

      ‘Ore com espírito santo.’

  • Porque o “sim” significou sim
    A Sentinela — 1983 | 1.° de março
    • Porque o “sim” significou sim

      Ao exortar à veracidade, Jesus disse certa vez: “Deixai simplesmente que a vossa palavra Sim signifique Sim.” (Mateus 5:37) Por seguir esse conselho e também por estar alerta a oportunidades de transmitir a mensagem da Bíblia a outros, os cristãos podem ter experiências bem recompensadoras. Isso é ilustrado pelo seguinte relato proveniente dum país da Europa Oriental:

      Ao pintar alguns aposentos duma certa senhora, uma Testemunha de Jeová falou a respeito de Jeová Deus, de Seu maravilhoso propósito futuro em favor da humanidade, e de outros assuntos bíblicos. Mas, a Testemunha não conseguiu fazer arranjos para uma revisita, e perguntava-se quanto a que estaria impedindo a senhora, visto que sabia que ela era pessoa de boa índole e modesta.

      A Testemunha relatou: “Quando terminei meu trabalho, ela me pagou e perguntou se eu poderia ajudá-la a recolocar a mobília nos aposentos, visto não ter ninguém para ajudá-la. Prometi voltar por volta das 9 horas da noite para ajudá-la.” Ele voltou naquela noite, trazendo consigo um ajudante, outro homem que era Testemunha de Jeová. Os dois homens levaram apenas dez minutos para colocar a mobília no lugar. Daí, falaram brevemente à senhora sobre o reino de Deus e suas bênçãos, e foram embora.

      Dois anos mais tarde, esta senhora pediu novamente que a Testemunha pintasse seus aposentos. Ao anotar o nome e o endereço dela, ele indagou se ela havia pensado a respeito das coisas bíblicas que ele lhe havia falado. Ela respondeu: “Sim, e nesse ínterim eu me batizei.” Ao ser indagada quanto a como isso acontecera, ela respondeu:

      “O senhor realmente me contou coisas bonitas da Bíblia, e gostei do que disse. Porém, não as tomei muito a sério. Mas, quando me prometeu recolocar a mobília no lugar, pensei: Se este homem mantiver a palavra, nesse caso ele é mesmo um servo de Deus. Quando o senhor voltou, trazendo até mesmo um ajudante, resolvi pesquisar seriamente a Bíblia. Dois ou três dias depois fui ao mercado. Encontrei-me ali com uma Testemunha de Jeová que já me falara diversas vezes sobre a Bíblia. . . . Pouco tempo depois essa senhora iniciou um estudo bíblico comigo, e após oito meses fui batizada.”

      Portanto, foi assim que essa senhora se batizou em símbolo de sua dedicação a Deus. Agora, ela também é Testemunha de Jeová. Isso aconteceu porque um cristão manteve a palavra. Seu “Sim” significou Sim.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar