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Travando uma luta árdua pela féA Sentinela — 1966 | 1.° de abril
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Travando uma luta árdua pela fé
“Achei necessário escrever-vos para vos exortar a travardes uma lata árdua pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos.” — Judas 3.
1, 2. (a) Em que reside o perigo da crença de que “uma vez salvo, salvo para sempre”? (b) Onde somos avisados de tal crença?
POUCAS expressões populares são mais enganosas e perigosas do que a amplamente ouvida por toda a cristandade: “Uma vez salvo, salvo para sempre.” Crer em tal ditado pode levar ao desastre, à perda da esperança de vida interminável numa justa nova ordem sob o reino do Deus Todo-poderoso, ensinada na Bíblia.
2 A fim de avisar-nos de tais crenças perigosas, como a de que “uma vez salvo, salvo para sempre”, e para incentivar-nos a travar uma luta árdua pela verdadeira fé, um discípulo do Senhor Jesus Cristo escreveu uma pequena carta de importância urgente, na atualidade. É o sexagésimo quinto livro da Bíblia Sagrada, escrito por volta do sexagésimo quinto ano do primeiro século da E. C. chamado A Carta de Judas, e, embora a carta contenha apenas vinte e cinco versículos, darmos ouvidos a seu conselho inspirado talvez constitua a diferença entre ganharmos ou perdermos a salvação apresentada a todos os verdadeiros seguidores do Filho de Deus.
3. Quem era Judas, e por que chama a si mesmo de “escravo de Jesus Cristo”?
3 A quem usou Jeová Deus para nos dar este oportuno aviso? A carta responde: “Judas, escravo de Jesus Cristo, mas irmão de Tiago, aos chamados que são amados em relação com Deus, o Pai, e preservados para Jesus Cristo: Misericórdia, e paz, e amor vos sejam aumentados.” (Judas 1, 2) O escritor inspirado, Judas, era em realidade meio-irmão de Jesus Cristo. (Mat. 13:55) Outrossim, Judas não procura glorificar-se por motivo de ter parentesco com o Filho de Deus de forma carnal; compreendia que os verdadeiros seguidores de Jesus, dali em diante, não o conheceriam mais segundo a carne. (2 Cor. 5:16, 17) Assim, chama a si mesmo humildemente de “escravo de Jesus Cristo”. Destarte, dá a devida ênfase primeiramente ao seu parentesco espiritual com Jesus Cristo. Visto que Judas não era apóstolo do Senhor Jesus Cristo, chama-se simplesmente de “escravo”, na verdade, não veio a crer em Jesus Cristo como sendo o Filho de Deus senão depois da ressurreição de Jesus. (João 7:5; Atos 1:14) Então, teve fé em Jesus e, depois de ter fé nele, Judas compreendeu que, qual escravo, fora comprado por bom preço — o sangue precioso do Filho de Deus. Dali em ante, Judas, bem como toda pessoa comprada com o sangue resgatador de Jesus Cristo, não se poderia tornar escravo de homens. — 1 Cor. 7:22, 23.
4. (a) A quem foi dirigida especificamente A Carta de Judas, mas, por que é oportuna para todos os que buscam a vida? (b) O que Deus exige daqueles cuja esperança é obter a Sua salvação?
4 Qual escravo de Cristo, Judas queria escrever sobre o que era mais proveitoso para seus co-escravos, a fim de ajudá-los a ser obedientes a seu Amo. Por isso, escreveu uma carta geral, não dirigida a nenhuma congregação cristã especifica. Todavia, é meridianamente claro a quem ela se dirige: “Aos chamados”, isto é, aos chamados para o reino celeste de Deus, a fim de governarem junto com Jesus Cristo quais reis e sacerdotes. (1 Tes. 2:12) listes cristãos ungidos pelo espírito são “amados em relação com Deus, o Pai, e preservados para Jesus Cristo”; por isso, é o beneplácito do Pai dar-lhes o reino dos céus, se eles se mantiverem numa condição salva. Embora tal carta inspirada seja dirigida à “congregação de Deus” ou àqueles cujo número se limita a 144.000 pessoas dentre a humanidade, segundo as Escrituras, todavia, é oportuna em seu aviso a todas as pessoas cuja esperança é obter a salvação sob o reino de Deus, aquelas cuja esperança é viver eternamente numa terra paradísica. Elas, também, devem permanecer numa condição salva, tendo o mesmo grau de devoção, o mesmo grau de fidelidade e produzindo os mesmos frutos do Reino que os cristãos ungidos. Sim, todos que hão de usufruir a salvação da parte de Deus têm de travar uma luta árdua pela verdadeira fé.
5. Qual é a oração de Judas, e como tem sido respondida atualmente no caso das testemunhas de Jeová?
5 A oração de Judas é no sentido de que a “misericórdia, e paz, e amor” de Deus se multiplicassem a favor dos verdadeiros seguidores de Cristo, dos quais há ainda na terra, atualmente, um restante. Por certo, isto se tem dado com este restante espiritual dos seguidores de Cristo, os quais têm recebido a misericórdia de Deus, por meio de Ele os libertar de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, em 1919, enchendo então de paz a estes cristãos libertados, de modo que todos pudessem trabalhar unidamente no adiantamento dos interesses do reino de Deus. Pelo amor de Deus, foram purificados do paganismo de Babilônia, e estabelecidos quais suas testemunhas limpas. É porque Jeová Deus tem aumentado sua misericórdia, sua paz e seu amor para com as suas testemunhas cristãs libertadas que uma “grande multidão” de “outras ovelhas” tem afluído para o seu lado. (Rev. 7:9-17; João 10:16) Tais pessoas têm visto as bênçãos divinas derramadas sobre o restante destes “chamados”, o restante do Israel espiritual, de modo que se tornaram parte de “um só rebanho” de testemunhas do Reino. Visto que a sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová é um rebanho pacífico, guiado pelo Pastor Excelente, regozijam-se no amor e na misericórdia de Deus, assim como a oração de Judas tem sido respondida abundantemente quanto a eles. A oração de Judas é que a misericórdia, a paz e o amor de Deus aumentassem para conosco, não diminuíssem, e finalmente cessassem. Será que tal coisa terrível poderia acontecer? Poderia acontecer a pessoas, individualmente; e, a fim de nos guardar desta possibilidade, Judas soa o aviso para mostrar que isso poderia acontecer se deixarmos de nos manter no amor de Deus
RAMO ESPECIAL PARA TRAVARMOS UMA LUTA ÁRDUA
6. Que exortação é dada aos cristãos, individualmente, e por quê?
6 “Amados, embora eu tivesse feito todo esforço para vos escrever a respeito da salvação que temos em comum, achei necessário escrever-vos para vos exortar a travardes uma luta árdua pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos. A minha razão é que se introduziram sorrateiramente certos homens que há muito têm sido designados pelas Escrituras para este julgamento, homens ímpios, que transformam a benignidade imerecida de Deus numa desculpa para conduta desenfreada e que se mostram falsos para com o nosso único Dono e Senhor, Jesus Cristo.” — Judas 3, 4.
7. Que mudança fez Judas do assunto a ser escrito, e por quê?
7 Judas, obviamente, não tencionava escrever a respeito de travarmos uma luta árdua a favor da verdadeira fé. Esperara escrever de maneira geral a respeito “da salvação que temos em comum”; no entanto, por meio do espírito santo de Deus, discerniu que havia algo de importância urgente, de maior urgência do que uma doutrinária consideração da salvação usufruída em comum pelos 144.000 chamados para o reino celeste. Nos dias de Judas, há dezenove séculos atrás, o Pastor Excelente, Jesus Cristo, não ajuntava a “grande multidão” de Revelação 7:9-17, e, assim, Judas não escrevia a respeito da salvação usufruída igualmente, hoje em dia, por todos os da “grande multidão”. Muito embora não estejam incluídas diretamente na consideração tencionada por Judas, têm em comum a preciosa esperança de salvação sob o Reino; esperam a vida eterna na nova ordem tanto quanto o “pequeno rebanho” aguarda a glória celeste. Tal esperança, de viver numa terra paradísica, será realizada pelo Reino de Jesus Cristo, que reina junto com seus “chamados”. Por isso morreu Jesus Cristo, não só pelos “chamados”, mas pelo inteiro mundo da humanidade, inclusive esta “grande multidão” de pessoas semelhantes a ovelhas da atualidade. (1 João 2:1, 2) Tais “ovelhas” com esperança terrestre também têm de ‘travar uma luta árdua pela fé’ até que recebam o prêmio, pois Satanás, o Diabo, bem que gostaria de desviá-las de tal precioso prêmio.
8. Assim, que crença expõe claramente Judas, e o que dissera anteriormente Jesus Cristo sobre a salvação individual?
8 Por escrever sobre o assunto de travar uma árdua luta pela fé, Judas focalizou a falsidade da crença de “uma vez salvo, salvo para sempre”. Estarmos agora numa condição salva não é razão para qualquer cristão pensar que não pode ser afastado ou retirado do amor de Deus, e, desta forma, perder a salvação que Deus apresenta à humanidade obediente. Jesus Cristo tornara explícito, e Judas sabia disso, também, que “quem tiver perseverado até o fim, é o que será salvo” (Mat. 24:13) Jesus falava aqui da salvação pessoal, não a salvação duma classe. Não há incerteza da salvação da classe chamada para o reino celeste, mas, a pergunta é: Individualmente, quer sejamos do “pequeno rebanho”, quer da “grande multidão”, será que perseveraremos até o fim? O “fim” mencionado por Jesus não é, necessariamente um ano específico, nem mesmo a batalha do Armagedom, mas a idéia é persevera até o término da carreira terrestre da pessoa ou da longa prova. Não perseverar significa provar-se desleal. Assim,; pessoa tem de continuar a travar um; luta árdua pela fé até que morra em fidelidade ou até o fim deste iníquo sistema de coisas. Como?
9. O que significa travar uma luta árdua pela fé?
9 Travar uma árdua luta pela fé não só significa perseverar até o fim em apegar-nos com a mente às coisas que Deus nos ensina; significa também resistir a tentações para a corrupção por parte de qualquer pessoa que gostaria de trans formar a imerecida bondade de nosso Deus em desculpa para conduta dissoluta. Temos de compreender que a tática do Diabo, no decorrer da história do povo de Deus, tem sido de tentar introduzi; em seu meio pessoas que servissem a seu desígnio astucioso e que tentassem corromper a outros. Por isso, uma luta imposta a todos os que se declararam favor da fé verdadeira. Esta luta prova nossa integridade e nosso amor a Deus.
10. O que diz Judas que fariam os homens ímpios, e como isto fora predito?
10 Explicando a razão de termos de travar uma luta árdua pela fé, disse Judas que certas pessoas penetraram furtivamente na organização de Deus, afirmando serem cristãs. São em realidade “homens ímpios”, que transformam a misericórdia de Deus em desculpa para conduta dissoluta. Cerca de dez anos antes de Judas escrever tal aviso, o apóstolo Paulo predissera que pessoas com motivos iníquos se introduziriam entre o povo de Deus. (Atos 20:29, 30) Jesus, também, predissera este movimento inimigo de tentar corromper o povo para o nome de Jeová. (Mat. 13:24-43) O Diabo escolhe seus agentes dentre o mundo da humanidade que ‘ficou além de todo o senso moral’. — Efé. 4:17-19.
11. Tendo-se em vista o aviso de Judas, qual deve ser nossa atitude, e por quê?
11 Visto que o Diabo gostaria de introduzir pessoas moralmente falidas, com maus desígnios, entre a sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, todos precisamos vigiar, especialmente os superintendentes das congregações. “Porque os dias são iníquos” e porque muitos amam a iniqüidade, jamais podemos relaxar nossa vigilância. A congregação cristã tem de estar alerta para peneirar os agentes inimigos e impedir que estabeleçam qualquer cabeça-de-ponte. Embora saibamos que os homens iníquos não podem corromper a organização como um todo, podem causar dano à congregação, fazendo que o espírito de Deus seja impedido naquela congregação, até que os iníquos sejam desarraigados. Não só a congregação poderá deixar de prosperar, mas as pessoas nela poderão ser atraídas e corrompidas a ter relações imorais com os do sexo oposto. É necessário impedir isto, de modo que a organização de Deus possa permanecer imaculada e pura, incontaminada.
“OLHOS CHEIOS DE ADULTÉRIO”
12. Que aviso dá Judas a respeito de homens ímpios tentarem penetrar furtivamente na organização de Deus, e qual é o motivo do Diabo em tentar introduzir tais homens?
12 Por isso, Judas avisa aqueles que gostariam de tentar corromper o povo de Deus, de que “há muito tem sido designados pelas Escrituras para este julgamento” de destruição eterna. Qual é o erro destas pessoas? Seu motivo. Pensam que, visto que Deus é misericordioso, podem usar sua misericórdia qual motivo para a conduta imoral, para satisfazer os desejos sexuais. (1 Cor. 6:9, 10) Tentam persuadir os crentes instáveis a terem relações dissolutas, fazendo que outras pessoas creiam que não há nada de mal em ceder às paixões da pessoa apenas uma vez ou outra, visto que Deus prontamente nos perdoa, se confessarmos este pecado. Assim, tais pessoas visam a gratificação sexual, e, como no caso de Caim, o pecado bate à sua porta; não têm olhos puros. Pedro os descreve: “Eles têm olhos cheios de adultério e são incapazes de desistir do pecado, e engodam as almas instáveis. Eles têm um coração treinado na cobiça.” (2 Ped. 2:14) O Diabo usa tais pessoas com “olhos cheios de adultério” para tentar corromper o povo de Deus, de olhos puros e de coração puro, e para tentar engodá-lo ao pecado deleitoso.
13. De que modo são diferentes de Moisés estes homens ímpios, e, assim, qual é a obrigação do cristão?
13 Diferentes de Moisés, tais pessoas de maus desígnios pensam que podem ter “o usufruto temporário do pecado”, e ainda obter a salvação. (Heb. 11:25) Pensam poder entregar-se às paixões e então passar por uma forma de arrependimento e permanecer entre o povo de Deus até a próxima vez que sintam a ânsia de entregar-se ao pecado, até que possam novamente persuadir a outros por sugestões impuras à imoralidade. Assim, são culpadas de transformar a bondade imerecida de nosso Deus em desculpa para conduta dissoluta. É contra tais pessoas imorais que os cristãos têm de travar uma luta árdua, resistindo a elas, não só pelo dano que causam às outras pessoas, mas pelo dano que causam a qualquer congregação que lhes permitisse liberdade de movimentos para tentar corromper e degradar os do sexo oposto.
14. Por que a condição moral da cristandade não é desculpa para se ceder às pessoas imorais?
14 Seguir a cristandade o caminho da moral dissoluta e pulularem as suas escolas e sistemas eclesiásticos de pessoas que praticam a conduta imoral não é desculpa para o verdadeiro cristão entregar-se às suas paixões. Judas torna isso claro, que, se qualquer um ceder ao pecado, estaria ‘se mostrando falso para com o nosso único Dono e Senhor, Jesus Cristo’. Visto que temos de ser verdadeiros à fé uma vez confiada aos santos, devemos costumazmente recusar ceder às pessoas ímpias, resistindo a qualquer forma de corrupção, nestes últimos dias.
ALGO A SER LEMBRADO
15. Como é que Judas ilustra que a pessoa pode levar a pior, apesar de estar numa condição salva, e de que libertação partilharam em comum os israelitas?
15 Para frisar o ponto que a nossa salvação ainda não foi selada e entregue a nós, além da possibilidade de perda ou falha depois de crermos, Judas mostra que, apesar de a pessoa estar numa condição salva, poderá levar a pior. Como? Por não travar uma luta árdua, por ceder às tentações por parte de pessoas ímpias. A destruição destas pessoas, avisa, já foi predita. Como? Pelo registro histórico da Bíblia! Muitos são os exemplos, na Santa Palavra de Deus, que mostram como Jeová tratou as pessoas ímpias no passado; tais exemplos mostram o que Deus fará em casos similares na atualidade. Por isso, antes que penetrem furtivamente e tentem engodar outros à imoralidade, são avisadas de qual será sua destruição! Escreve Judas: “Desejo lembrar-vos, apesar de saberdes todas as coisas uma vez para sempre, que Jeová, embora salvasse um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não mostraram fé.” (Judas 5) Sim, que maravilhosa libertação experimentaram os israelitas em 1513 A. E. C.! Com mão forte, Jeová os livrou, salvando da morte o seu primogênito, quando a décima praga assolou o Egito. Não só foram libertos os israelitas por ocasião deste golpe sobre o primogênito, mas também mais tarde, no Mar Vermelho. Desta libertação também partilhou uma “companhia mista” de não-israelitas. — Êxo. 12:38.
16, 17. (a) Que lição aprendem os cristãos do exemplo dos israelitas e da “companhia mista”? (b) Como foi que o apóstolo Paulo soou o mesmo aviso, e qual deveria ser nossa resposta?
16 O que foi prefigurado aqui? Visto que o Egito simboliza este sistema de coisas (Rev. 11:8; 2 Cor. 4:4), representa que atualmente aqueles a quem Jeová salva deste sistema de coisas não devem correr para o Egito e para a escravidão pecaminosa. Sua libertação inicial deste iníquo sistema de coisas não significa que já estão inalteravelmente salvos para a vida eterna na nova ordem de Deus, além de toda possibilidade de falha. Isto não se dá se os israelitas, junto com a “companhia mista”, forem verdadeira ilustração! — Jeová, que era seu Salvador, destruiu um milhão ou mais de israelitas no deserto. (Êxo. 12:37; Núm. 14:26-38) Por quê? Cederam ao poder enganador do pecado. O pecado é enganador; introduz-se furtivamente e mergulha sobre suas vítimas sem misericórdia, como fez com os israelitas. Avisando-nos que a libertação inicial do Egito antitípico e de seu paganismo babilônico não é prova final de salvação, declarou Paulo, apóstolo de Jesus Cristo: “Da maioria deles [dos israelitas no deserto] Deus não expressou a sua aprovação, pois foram prostrados no ermo. Ora, estas coisas tornaram-se exemplos para nós, para que não fossemos pessoas desejosas’ de coisas prejudiciais, assim como eles a,s desejaram. Nem nos tornássemos idólatras, assim como alguns deles se tornaram; como está escrito: ‘O povo assentou-se para comer e beber [sacrifícios oferecidos a Baal de Peor], e levantaram-se para se divertir [com as mulheres cananéias que os convidaram para tais sacrifícios]: Nem pratiquemos fornicação, assim como alguns deles cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil deles, num só dia. Nem’ ponhamos Jeová à prova, assim como alguns deles o puseram à prova, só para perecerem pelas serpentes. Nem sejamos resmungadores, assim como alguns deles resmungaram, só para perecerem pelo destruidor. Ora, estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas.” — 1 Cor. 10:5-11.
17 Paulo escrevia aqui aos cristãos, e baseou sua ilustração no Israel natural típico. Junto com os israelitas havia uma “companhia mista” de pessoas amigáveis para com Israel; assim, no antitipo, atualmente, o aviso se refere tanto ao restante dos cristãos ungidos como à “grande multidão” de “outras ovelhas”. Por isso, todos têm de estar vigilantes contra os que gostariam de engodar alguém, comprado com o sangue de Jesus Cristo, para a conduta imoral, com a resultante escravidão ao pecado. Todos podem ser atingidos, não importa há quanto tempo estejam no caminho da salvação. Jamais se torne descuidado, orgulhoso, confiante em si mesmo, mas sempre examine a si próprio à luz de Sua Palavra, de modo a não ser alcançado pelo poder enganador do pecado.
OS ANJOS NÃO ESTÃO ISENTOS DE CAIR NA DESTRUIÇÃO
18. De que outro modo ilustra Judas a necessidade de travarmos uma luta árdua pela fé cristã?
18 Judas passa então a dar outra ilustração, mostrando a necessidade de se travar uma árdua luta pela fé cristã: “E os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria morada correta, ele reservou com laços sempiternos, em profunda escuridão, para o julgamento do grande dia. Assim também Sodoma e Gomorra, e as cidades em volta delas, as quais, da mesma maneira como os precedentes, tendo cometido fornicação de modo excessivo e tendo ido após a carne para uso desnatural, são postas diante de nós como exemplo de aviso por sofrerem a punição judicial do fogo eterno.” — Judas 6, 7.
19, 20. (a) Qual foi o pecado dos anjos a que se referiu Judas, e em que castigo resultou isto? (b) Que lição está implícita para nós no exemplo dos anjos que pecaram?
19 O discípulo Judas compara então estas pessoas ímpias que tentam corromper outros na organização de Deus aos anjos decaídos nos dias de Noé. Estes, sem dúvida, se materializaram como tendo aparência perfeitamente humana; assim, sua aparência deve ter sido extremamente atrativa. Mas, será que vieram à terra para levar os homens de volta a Deus? Não, seu motivo estava errado! Tinham os olhos cheios de desejos apaixonados. Tinham seus olhos fixos nas filhas dos homens, de bela aparência. De aparência impressionante, estes anjos materializados agiram de forma petulante e sedutora com as moças de bela aparência. Sem considerar se achavam que tinham direito ou não a estas mulheres, aparentemente tomaram as que quiseram e tantas mulheres quantas quiseram quais esposas, talvez mais esposas que Lameque, que anteriormente tomara duas para ele próprio. (Gên. 4:19) Sua bela aparência ajudou-os a penetrar furtivamente e a se infiltrar na raça humana para corrompê-la. Assim, atualmente, Judas mostra que alguns cuja aparência exterior talvez até seja bonita penetrariam furtivamente. Desejam tornar-se familiarizados especialmente com os do sexo oposto, de modo que possam corromper e degradar a tais por meio de impuras relações sexuais. Por ocasião do Dilúvio, aqueles anjos se desmaterializaram, mas não poderiam retornar à santa organização de Deus. Deus fez que fossem ‘reservados com laços sempiternos, em profunda escuridão, para o julgamento do grande dia’. Estão agora num estado de trevas espirituais, não tendo nenhuma luz provinda de Deus. Pelo seu motivo errado, transformaram-se em demônios. (Gên. 6:1-5) Que lição se acha aqui contida para nós!
20 Aprendemos aqui que até os anjos que contemplam a face de Deus podem cair no pecado e vir a estar sob o julgamento para a destruição. Deus jamais tencionou que os anjos fossem anfíbios, isto é, vivessem parte no céu, quais espíritos, e parte na terra, quais humanos, coabitando com mulheres. Mas, tais anjos abandonaram seu designado lugar de habitação. Bem, então, se os anjos não estão isentos de cair na destruição, os humanos imperfeitos não deveriam pensar que sua salvação já está garantida, sem nenhuma possibilidade de perdê-la. Somente por travar uma luta árdua pela fé podemos permanecer em tal condição salva. Não queremos ser como aqueles anjos que decaíram de tão alto estado. Assim, resista àquelas criaturas humanas que gostariam de ir além de seus limites estabelecidos por Deus e procuram corromper a carne.
21. (a) Especialmente por causa de que pecado foram destruídas Sodoma e Gomorra? (b) Como é que a destruição de tais cidades se destaca como aviso e ao mesmo tempo, como encorajamento para as pessoas piedosas?
21 Além dos anjos pecadores, Judas menciona qual aviso certa destruição que Deus realizou cerca de mais de 450 anos depois do Dilúvio, quando Deus puniu as cidades de Sodoma e de Gomorra com a destruição ardente. Os habitantes da cidade ‘cometeram fornicação de modo excessivo’ e ansiaram a carne para uso desnatural. Não somente cometeram fornicação com as mulheres, mas cobiçaram a carne de homens, possivelmente também a carne dos animais irracionais. (Lev. 18:22-25) A Bíblia nos conta como Jeová enviou dois anjos a Sodoma, para inspecionar sua condição moral e para livrar a Ló da destruição que impendia sobre a cidade. Ló recebeu hospitaleiramente os anjos em sua casa, mas os habitantes ímpios de Sodoma, uma turba amotinada, composta de jovens bem como de homens mais idosos, exigiram que os dois anjos lhes fossem entregues para terem relações sexuais incorretas. Até depois de os anjos atacarem a turba de cegueira, os sodomitas obsedados de paixão tentaram pôr as mãos nos anjos. Na manhã seguinte, Jeová Deus inundou Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre. Ló e suas filhas escaparam da destruição que veio sobre os sodomitas. Tal destruição é exposta “diante de nós como exemplo de aviso”. Para quem? Responde Pedro: “Reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ele [Deus] as condenou, estabelecendo para as pessoas ímpias um modelo das coisas que hão de vir; e ele livrou o justo Ló, a quem afligia grandemente que os que desafiavam a lei se entregassem à conduta desenfreada — . . . Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos pára o dia do julgamento, para serem decepados, porém, especialmente os que vão atrás da carne com o desejo de aviltá-la.” — 2 Ped. 2:6-10.
22. (a) Portanto, que aviso devemos tomar a peito? (b) Como é que Deus livra da prova os justos?
22 Portanto, que se alertem todos os que gostariam de corromper a carne na organização de Deus! Acham-se sob a condenação da eterna destruição. Que todos os adoradores verdadeiros tomem a peito o aviso, não considerando nem sequer por um instante o engodo da parte de tais pessoas condenadas. Resista a elas. ‘Trave uma luta árdua pela fé.’ Podemos estar seguros de que Deus sabe livrar da prova as pessoas de devoção piedosa. Deus não nos retira necessariamente de circunstâncias provadoras, pois ele permite que forneçam-nos uma prova. A forma de Deus livrar da prova os justos é por exterminar as pessoas ímpias em seu próprio tempo devido. Tira de cena os que provocam a prova.
23. Do que jamais devemos cansar-nos, com a esperança de que recompensa?
23 Não sabemos por quanto tempo mais os iníquos continuarão a trazer provas sobre nós, mas jamais devemos cansar-nos de pregar “estas boas novas do reino”, resistindo, no ínterim, às pessoas ímpias. Então, alcançaremos a bendita libertação, quando Deus exterminar os ímpios, e seremos deixados numa nova ordem purificada. Até então, jamais devemos relaxar a nossa vigilância, sempre travando uma luta árdua pela fé.
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A execução do julgamento divino sobre os ímpiosA Sentinela — 1966 | 1.° de abril
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A execução do julgamento divino sobre os ímpios
“Eis que Jeová vem com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.” — Judas 14, 15.
1, 2. Sobre que ideia não gostam de refletir muitas pessoas, e, neste sentido, o que disse um congressista a respeito dum tribunal humano?
MUITOS homens não apreciam que lhes seja lembrado que há um Supremo Tribunal do universo, um Tribunal de julgamento mais elevado que o mais elevado tribunal humano. Não gostam de encarar a realidade de que, não importa quem sejam, têm de respeitar o Juiz Supremo de todos, Jeová, o Deus Todo-poderoso, “o Juiz de toda a terra”. (Gên. 18:25) Muitas pessoas não apreciam refletir que, se praticarem coisas ímpias, este Juiz do próprio universo as observa, assim como a Bíblia declara: “Se vires qualquer opressão de alguém de poucos meios e tirarem-se violentamente o juízo e a justiça num distrito judicial, não te surpreendas como negócio, pois aquele que é anais alto do que os altos está observando, e há os que estão muito por cima deles.” — Ecl. 5:8.
2 Sim, os homens em geral não estão ansiosos de que lhes seja lembrado que há sobre todos nós um Juiz superior a todos os superiores humanos, não importa quão elevada posição judiciária ou política tenha a pessoa neste sistema de coisas. Neste sentido, é interessante observar a declaração de um congressista estadunidense, conforme relatada no Times de Nova Iorque, de 13 de novembro de 1963. Nos E. U. A., há separação da Igreja e do Estado, e o ministro-presidente do Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou uma proposta de se inscrever “Em Deus Confiamos” sobre o assento dos juízes daquela corte secular, perante a qual as testemunhas de Jeová já ganharam dezenas de casos. Reagindo ao que decidira o tribunal, o Congressista R. T. Ashmore, patrocinador do projeto-lei que providenciava a inscrição religiosa, comentou a rejeição, afirmando: “O tom da carta do Ministro-Presidente é muitíssimo significativo de que o Supremo Tribunal ficaria dolorosamente cônscio de que há uma Autoridade superior á do Supremo Tribunal destes Estados Unidos:” Mas, os homens não precisam de uma inscrição acima de suas cabeças a fim de que sejam lembrados de que Deus é o Juiz Supremo.
3. Qual é a atitude dos homens ímpios, e com que conseqüências?
3 Se quaisquer homens não estiverem ansiosos de ser lembrados do respeito que devem ao “Juiz de toda a terra”, então, é compreensível que os ímpios, em especial, não apreciem ouvir falar do respeito que os homens têm de ter ao Juiz Supremo. Por motivos egoístas, tais pessoas ignoram, desafiam as justas decisões judiciais do Juiz e zombam das mesmas. Mas, ai delas! Pois está próxima a execução do julgamento divino sobre todos os ímpios.
4. Que conselho admoestador é destacado na Carta de Judas?
4 Isto é destacado na carta inspirada que Judas, discípulo de Jesus Cristo, escreveu para avisar os cristãos a que travassem uma árdua luta pela verdadeira fé, especialmente por resistirem à corrupção da parte de homens ímpios. Judas avisou que alguns dos ímpios até mesmo penetrariam na organização de Deus, no esforço de macular a carne. Mas, nos primeiros sete versículos de sua carta, Judas delineou um aviso inspirado de que a destruição de tais pessoas ímpias já foi predita há muito por meio da sentença adversa de Jeová Deus contra os israelitas infiéis e rebeldes, contra os anjos que abandonaram seu lugar original no céu, e contra os habitantes indizivelmente corruptos de Sodoma e Gomorra, que pereceram em ardente destruição. O castigo que todos estes receberam por desrespeito ao mais elevado tribunal do universo serve de aviso para todos os que agora não mostram respeito ao Juiz Supremo.
DESCONSIDERADA A AUTORIDADE, ULTRAJADOS OS GLORIOSOS
5. (a) O que disse Judas no versículo oito? (b) Em que sentido as pessoas de que ele fala ‘entregam-se a sonhos’, e com que resultado?
5 Em face deste aviso divino, Judas declara, alguns o ignorariam por viver num mundo sonhador de sensualidade, pensando que podiam macular a carne na organização de Deus com impunidade. Escreve Judas: “Também estes homens, entregando-se a sonhos, aviltam a carne, e desconsideram o senhorio, e falam de modo ultrajante dos gloriosos.” (Judas 8) Tais sonhadores ímpios imaginam que podem ignorar os ensinos bíblicos a respeito de como Deus trata com os iníquos. Não têm consideração à ordem do Juiz Supremo, declarada em 1 Coríntios 6:18, de ‘fugir da fornicação’. Antes, procuram oportunidades adicionais para a fornicação e pensam que podem safar-se com isso. Mas, tal pensamento é mero sonho! É fatalmente irreal! Seus sonhos de gozo sensual serão abalados por repentino despertar, ao confrontarem a sentença adversa do Juiz Supremo. O Juiz que deixaram de respeitar lhes mostrará que não se acham num mundo de sonhos em que podem soltar as rédeas das paixões; despertarão de seu estupor para descobrir que o Juiz executa sobre eles o predito julgamento.
6. Qual é a causa de sua conduta ímpia, e que mostra que tais pessoas merecem o julgamento predito?
6 Que estes sonhadores imorais merecem tal julgamento é adicionalmente indicado pelo fato que eles desconsideram a autoridade e falam de forma ultrajante dos gloriosos. Não têm consideração ao Soberano Universal, Jeová Deus, e ao seu Filho querido, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. (Rev. 19:16) Por causa de sua desconsideração da maior autoridade do universo, é de se esperar que também falassem de forma ultrajante dos gloriosos.
7. (a) Quem são os “gloriosos”? (b) Como é que as pessoas, a respeito das quais avisou Judas, mostram que não respeitam as glórias procedentes de Jeová?
7 Quem são estes “gloriosos”? Têm de ser aqueles que recebem glória de Jeová Deus e de seu Senhor dos senhores, Jesus Cristo. Segundo Isaías 60:1, 2, a “própria glória” de Jeová seria conferida ao restante do Israel espiritual, os cristãos ungidos. Porque “a própria glória de Jeová” resplandece sobre eles, têm-se erguido para brilhar com a luz das boas novas do Reino em toda a terra habitada. (Mat. 24:14) Por causa da glória efulgente que Deus lhes deu, mediante seu Filho, devem ser respeitados. Jesus Cristo indicou isto quando disse, a respeito de seus seguidores ungidos: “Eu lhes tenho dado a glória que tu me tens dado.” (João 17:22) Por certo, aqueles que, dentre o restante ungido, servem quais superintendentes, têm glória ou honra adicional que lhes é conferida, e tais merecem “dupla honra”. (1 Tim. 5:17) Agora que muitos da “grande multidão” de “outras ovelhas” servem quais superintendentes, representando o restante ou a classe do “escravo fiel e discreto”, tais pessoas que presidem sobre outras recebem glória de Deus, em virtude do cargo que ocupam quais representantes do restante ungido; devem ser tratadas com a devida consideração. (Mat. 24:45-47) Corretamente, o povo de Deus coopera com o restante ungido e com todos os superintendentes designados pelo “escravo fiel e discreto” sobre as congregações das testemunhas de Jeová e os respeita. Mas, os sonhadores que maculam a carne, desprezando a autoridade de Jeová, não respeitam as glórias procedentes de Jeová. Falam de forma ultrajante dos revestidos de tais glórias, especialmente daqueles a quem o grande Juiz, Jeová, tem honrado com especiais posições de responsabilidade. Como Diótrefes, a respeito de quem escreveu o apóstolo João, tagarelam sobre os “gloriosos” com palavras iníquas. — 3 João 9, 10.
8, 9. (a) Por que Judas contrasta os homens a respeito dos quais ele avisa com a atitude mental de Miguel? (b) Qual era o propósito do Diabo em altercar sobre o corpo de Moisés, e como foi que Miguel mostrou tanto poder como brandura?
8 Judas contrasta a seguir a atitude destes sonhadores desrespeitosos com a atitude mental de Jesus Cristo, em sua existência pré-humana como Miguel. “Mas, quando Miguel, o arcanjo, teve uma controvérsia com o Diabo e disputava [sobre] o corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamento contra ele em termos ultrajantes, mas disse: ‘Jeová te repreenda.’ Contudo, estes homens estão falando de modo ultrajante de todas as coisas que realmente não conhecem; mas, em todas as coisas que eles entendem naturalmente, como os animais irracionais, nestas coisas prosseguem em corromper-se.” — Judas 9, 10.
9 Ao falarem de forma ultrajante dos servos de Deus, tais sonhadores tomam liberdades que nem mesmo o próprio Filho de Deus tomou quando altercava com o Diabo sobre o corpo de Moisés. Moisés morreu em Pisga do Monte Nebo, e o Diabo queria o corpo de Moisés. O Diabo sabia da inclinação humana de adorar relíquias e, sem dúvida, queria começar um novo culto religioso ao redor do corpo de Moisés, para corromper o povo de Deus. Quando resistia ao Diabo, Miguel não recorreu à linguagem ultrajante, muito embora o Diabo certamente não tinha nenhuma glória procedente de Deus. Não correu à frente do tempo designado de Deus. Antes, mostrou respeito ao Grande Juiz e concedeu a Este o direito de reprovar a Satanás. Humildemente, disse: “Jeová te repreenda.” Embora a declaração de Miguel fosse branda, mostrou poder por prevalecer sobre o Diabo, mantendo controle sobre o corpo de Moisés, sepultando-o, como indica a Bíblia. — Deu. 34:5, 6.
10. Por que são tão diferentes de Miguel e dos santos anjos os homens a respeito dos quais foi dado o aviso, e, assim, o que revela o proceder deles?
10 Todavia, os homens ímpios que gostariam de macular a carne na organização de Deus, e que são tão inferiores a Miguel, ousam falar de forma ultrajante dos “gloriosos”. Miguel e seus santos anjos não falam de forma ultrajante, e, assim, o apóstolo Pedro faz o contraste: “Atrevidos, obstinados, não tremem diante dos gloriosos, mas falam de modo ultrajante, ao passo que os anjos, embora sejam maiores em força e poder, não levantam contra eles nenhuma acusação em termos ultrajantes, não o fazendo de respeito por Jeová.” (2 Ped. 2:10, 11) Por agirem de forma tão desrespeitosa, mostram tais pessoas que perderam o poder de raciocínio e que sucumbiram às paixões animalescas. Tornaram-se como animais irracionais, feitos para ser presos e destruídos sem nenhuma ressurreição dentre os mortos. Tal espécie de destruição sobrevirá a todos estes homens ímpios. — 2 Ped. 2:12, 13.
COMO CAIM, BALAÃO E CORÉ
11. Como é que Judas, a seguir, assemelha os sonhadores ímpios a homens proeminentes dos tempos antigos?
11 Judas assemelha então tais sonhadores que maculam a carne a homens proeminentes da família humana que deixaram de respeitar o Juiz Supremo: “Ai deles, porque foram pela vereda de Caim e se arremeteram no proceder errôneo de Balaão, para uma recompensa, e pereceram na conversa rebelde de Coré!” — Judas 11.
12. (a) Que vereda seguiu Caim, e com que resultado? (b) Por que são semelhantes a Caim os preditos homens ímpios, e como devemos tratar a todos eles?
12 Caim, irmão mais velho da família humana, viu a aprovação de Deus descansar sobre a adoração correta de Abel. Ao invés de imitar a Abel na adoração correta e com motivo puro, Caim odiou seu irmão e o assassinou. Caim desconsiderou o aviso divino de que ele ia enfrentar dificuldades. (Gên. 4:6, 7) Esta ação desafiadora mostrava o desrespeito de Caim ao Juiz Supremo. Assim como estava completamente errado o motivo de Caim, a mesma coisa se dá com aqueles que procuram transformar a bondade imerecida de Deus em desculpa para a conduta dissoluta. Por dirigir outros num caminho que só pode resultar na destruição eterna, são semelhantes a Caim, ao serem culpados de homicídio. (1 João 3:12) Jeová amaldiçoou Caim, e, na ocasião do Dilúvio, sua descendência foi extirpada. Ai daqueles que seguem pela vereda de Caim! Não ceda a eles. Resista a eles!
13. (a) A quem usou o Diabo para corromper os israelitas nos dias de Moisés, e como? (b) O que aconteceu a Balaão, e, assim, o que dizer dos que gostariam de agir como ele?
13 Outro proeminente homem mau dos tempos antigos foi Balaão, a quem o Diabo usou para corromper os israelitas, quando estavam no deserto. O lar de Balaão era Petor, cidade que tem sido identificada pelas inscrições como se situando na região do Alto Eufrates.a Balaão era profeta nessa terra e alguém que reconhecia a Jeová, o Deus de Israel. Mas, que profeta diferente de Moisés era ele! Moisés amava o, povo de Deus; Balaão não tinha respeito algum por este e pela glória que Deus lhe conferira. Quando Balaque, rei de Moabe, mandou alguém à Mesopotâmia rara contratar Balaão para descer e amaldiçoar o povo de Jeová, por meio da magia babilônica, Balaão não respondeu um Não definitivo. Finalmente cedeu às renovadas ofertas de recompensa. Assim, foi amaldiçoar a Israel. Ao fazer isso, lançou-se em um proceder que o mergulhou no erro. Tentou três vezes amaldiçoar a Israel, mas Jeová sempre transformou a maldição em bênção, tornando claro que “contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel”. O coração de Balaão não estava nessa bênção. Falhando em amaldiçoar a Israel, passou a corromper o povo de Deus por sugerir a Balaque que, se Israel pudesse ser seduzido à religião falsa e a entregar-se às paixões animalescas, fornicando com as mulheres moabitas, então Deus podia amaldiçoar até o seu próprio povo. O mau conselho foi seguido. Por causa da conduta dissoluta dos israelitas, 24.000 deles foram mortos por uma praga em Sitim, nas planícies de Moabe. (Núm. 25:1-9; Rev. 2:14) Balaão, disposto a amaldiçoar ou a corromper a Israel para obter lucro pessoal, finalmente teve morte violenta às mãos daqueles a quem pretendia amaldiçoar. (Núm. 31:8) Ai dos semelhantes a Balaão! Ai dos que gostariam de corromper a qualquer pessoa dentre o povo de Deus pela fornicação e por entregar-se às paixões animalescas! — Núm. 22:1-24:25, Al; Deu. 23:3-5.
14. Quem foi Coré, e por que se destaca como exemplo admoestador?
14 Coré é outro típico homem mau cujo fim catastrófico se destaca como exemplo admoestador. Era levita e tinha ótimo privilégio de serviço; todavia, não estava satisfeito. Queria mais glória. Coré desafiou as designações de Jeová, rebelando-se contra Moisés e o sumo sacerdote Aarão, e atraindo também para a rebelião membros proeminentes da tribo de Rúben. Embora Coré e estes rubenitas tivessem sido salvos do Egito, jamais entraram na Terra Prometida. Pereceram de forma violenta. A terra se abriu e alguns foram enterrados vivos, enquanto que outros foram destruídos pelo fogo. Este foi um ato do julgamento de Jeová Deus. (Núm. 16:1-35; 26:10) Ai daqueles que se rebelam contra os arranjos teocráticos de Deus!
15. Que aviso dá Judas assim aos cristãos, obrigando-nos a fazer o quê?
15 Assim, Judas dá aos cristãos um aviso de que, entre eles, haverá homens como Caim, Balaão e Coré. Os homens que eles prefiguraram não escaparão da destruição predita. “Ai deles.” Aqui, então, há o aviso para nós, hoje em dia, de que homens de idéias semelhantes tentarão infiltrar-se na organização de Deus. É preciso resistir a eles por travarmos uma luta árdua pela fé.
MACULADORES DA CARNE DE APARÊNCIA ENGANOSA
16. Como é que Judas descreve a falsidade dos que gostariam de ser maculadores da carne?
16 A fim de alertar ainda mais aos cristãos, Judas diz, a respeito destes homens animalescos: “Estes são os rochedos ocultos sob a água, nos vossos ágapes [festas de amor], banqueteando-se convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; nuvens sem água, levadas pelos ventos; árvores no outono, mas infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias causas para vergonha; estrelas sem rumo fixo, para as quais está reservado para sempre o negrume da escuridão.” — Judas 12, 13.
17. Que pretensão e que motivo tornam estes agentes do Diabo parecidos a rochas pontudas, e, assim, o que poderia resultar, se não nos acautelássemos contra eles?
17 Estes agentes do Diabo que gostariam de penetrar furtivamente na pura organização de Deus, apresentam a ostentosa aparência de amor aos irmãos; por isso, são como as rochas pontudas submersas que causam o naufrágio. A menos que ‘travemos uma luta árdua pela fé, para mantermos boa consciência, tais pessoas poderiam levar os instáveis ao “naufrágio no que se refere à sua fé”. (1 Tim. 1:19) Tais pretensos maculadores da carne freqüentavam as festas de amor dos dias de Judas com motivos impuros. Tais festas, não descritas nos relatos apostólicos, foram descontinuadas em sua forma antiga. Atualmente, o povo de Deus se reúne para festas espirituais, tais como as assembleias de circuito, de distrito, nacionais ou internacionais. Todavia, até nas assembléias o Diabo tenta infiltrar alguns de seus agentes maculadores da carne, a fim de pegar distraídas as almas instáveis e levá-las, por meio de imoralidade, ao naufrágio da fé. Daí a necessidade de ser vigilantes.
18. Por que tais homens são descritos com referência a (a) pastores? (b) nuvens? (c) árvores? (d) ondas? (e) estrelas?
18 Que aptas expressões usa Judas para descrever estes homens ímpios de aparência enganadora! São como pastores que somente se interessam em gratificar seus próprios apetites sensuais e não em cuidar do rebanho. São como nuvens enganadoras na aparência. O lavrador crê que deixarão cair a chuva mui necessitada. Mas, tais nuvens mostram-se desprovidas de água e são levadas pelos ventos antes que deixem cair a umidade necessária. São inúteis para aumentar a produtividade das colheitas. Tais homens são como árvores infrutíferas, pois não têm os frutos do espírito santo de Deus. Não produzem nenhum fruto para a glória de Deus e têm de ser tratados como as árvores improdutivas da Palestina, que eram desarraigadas, destruídas para sempre, como casos sem esperança. Não tendo o espírito santo de Deus, tais homens são bravios como as ondas do mar que agitam a lama e a sujeira. Tais homens não estabelecem um proceder constante, usando a Bíblia qual bússola, e, assim, são como estrelas errantes, que não têm curso fixo. Nenhum lugar brilhante está reservado para eles no reino de Deus, pois Judas afirma que seu fim é “o negrume da escuridão” para sempre.
19, 20. (a) Como foi que Enoque predisse o fim dos homens ímpios? (b) O que temos de concluir impreterivelmente da profecia de Enoque, e como é que Deus declara os ímpios como sendo culpados de práticas ímpias?
19 É a respeito de tais homens infiéis, todos os quais deixam de ter respeito ao Juiz Supremo, que Enoque profetizou há muito: “Sim, o sétimo homem na linhagem de Adão, Enoque, profetizou também a respeito deles, dizendo: ‘Eis que Jeová vem com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.’ — Judas 14, 15.
20 Tal profecia a respeito do julgamento divino contra os que falam desrespeitosamente do Juiz Supremo foi primeiro feita por Enoque, o sétimo na linha da progressão humana, a contar de Adão. Enoque teve o privilégio de profetizar a execução divina de julgamento sobre todos os ímpios. Exatamente como a profecia de Enoque foi guardada durante séculos, fora das Escrituras Hebraicas, a Bíblia não diz. No entanto, não apareceu na Bíblia senão quando Jeová Deus inspirou Judas a incluí-la. A profecia de Enoque mostra que há apenas um julgamento possível para tais pessoas ímpias por ocasião da destruição de Babilônia, a Grande, e da guerra do Armagedom:a destruição eterna, ser exterminadas pelas santas miríades de Deus, o Principal Santo encarregado da obra executora sendo o Senhor Jesus Cristo. (Rev. 18:1-24; 19:11-16) O dia da execução do julgamento se aproxima, e Jeová permite que as pessoas ímpias se manifestem. Assim, as declara culpadas de práticas ímpias contra Seu nome e reino.
MURMURADORES E QUEIXOSOS
21. Como é que falam estes homens, a respeito dos quais avisa Judas, e, assim, qual é o motivo deles?
21 Estes homens ímpios falam “coisas chocantes”. E, não é de admirar, como Judas prossegue em escrever: “Estes homens são resmungadores, queixosos de sua sorte na vida, procedendo segundo os seus próprios desejos, e as suas bocas falam coisas bombásticas, ao passo que admiram personalidades para o seu próprio proveito.” (Judas 16) Não tendo verdadeira devoção piedosa, murmuram contra a inteira organização de Deus. Não ficam contentes com sua porção na vida; e, se não puderem fazer que as coisas sejam como desejam, queixam-se, usando linguagem ultrajante e desrespeitosa. Como Coré, buscam a proeminência. Gostam de expressar seus próprios conceitos em linguagem arrogante, atribuindo a si mesmos grande importância. Escolhem determinadas pessoas e mostram admiração por elas, tentando cultivar a amizade das pessoas na esperança de obter lucro delas. Seu objetivo é o enaltecimento deles próprios. Realmente deixam de respeitar o Juiz e, assim, vêm a estar sob a sentença de destruição.
22. (a) Que aviso apostólico relembra Judas aos cristãos? (b) Assim, que espécie de atividade tais pessoas preditas tentam executar entre o povo de Deus?
22 Não deve ser surpresa para nós que os pecadores ímpios tentariam corromper pessoas na organização de Jeová, ou tentariam esfriar seu amor a Deus e à sua organização. Diz Judas: “Quanto a vós, amados, recordai-vos das declarações feitas anteriormente pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, de como vos costumavam dizer: ‘No último tempo haverá ridicularizadores, procedendo segundo os seus próprios desejos de coisas ímpias.’ Estes são os que fazem separações, homens animalescos sem espiritualidade.” (Judas 17-19) Judas indica que os apóstolos predisseram o aparecimento de homens motivados por desejos egoístas, que tentariam afastar-nos do amor de Deus. Pedro foi um dos apóstolos que soaram tal aviso para os “últimos dias”. (2 Ped. 3:1-4) Ao passo que Deus executa uma obra unificadora por toda a terra, estes zombadores gostariam de executar uma obra de separação entre o povo de Deus. Não tendo espiritualidade, não têm zelo pelo ministério do Reino de Deus. Gastam suas energias em conversas que produzem contendas.
MANTER-SE NO AMOR DE DEUS
23. (a) Que conselho dá Judas aos cristãos? (b) Como podemos permanecer no amor de Deus?
23 Assim, qual é o proceder das fiéis testemunhas de Deus? Responde Judas: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa santíssima fé e orando com espírito santo, mantende-vos no amor de Deus, ao passo que aguardais a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, visando a vida eterna.” (Judas 20, 21) Judas orara antes disso para que a misericórdia e a paz de Deus aumentassem; agora, para que tal oração se cumpra sobre o povo de Jeová, precisam manter-se no amor do Deus Todo-poderoso. Como? Pelo estudo diligente da Santa Palavra de Deus, lendo regularmente a Bíblia em ligação com a Escola do Ministério Teocrático da congregação. Assista a todas as reuniões. Aprofunde a impressão que a Palavra de Deus faz em nossa vida por ajudar a outros a aprender a respeito da nova ordem de coisas, limpa e justa, de Deus. Jamais deixe de cultivar cada vez mais os frutos do espírito santo de Deus. ‘Ore com espírito santo’, pedindo aquilo que está em harmonia com a vontade de Deus, inclusive para que mais desse espírito santo esteja sobre nós. Se nos mantivermos assim no amor de Deus, o resultado será deveras a misericórdia, a paz e o amor multiplicados mediante Jesus Cristo. Precisamos dele a fim de executar a obra de pregar as boas novas do Reino e de liberar ainda mais pessoas de Babilônia, a Grande. Também precisamos de misericórdia divina, e assim temos de ser misericordiosos para com os outros, cuja vida está em jogo.
24, 25. (a) A quem temos de mostrar misericórdia, e, assim, a quem temos de diferençar? (b) Como lhes mostramos misericórdia, e como indica Judas que não há tempo a perder?
24 Por isso, escreve Judas: “Continuai, também, a mostrar misericórdia para com alguns que têm dúvidas; salvai-os por arrebatá-los do fogo. Mas, continuai a mostrar misericórdia para com os outros, fazendo-o com temor, ao passo que odiais até mesmo a roupa interior que tiver sido manchada pela carne.” (Judas 22, 23) Para fazer isto, precisamos diferençar os que são dignos da misericórdia de Deus e os que são condenados sonhadores animalescos, cuja destruição foi representada pelo fim ardente de Sodoma. Tais homens, por motivo de sua murmuração, causam os instáveis a ficar cheios de dúvidas quanto a se esta é a organização de Jeová. Estes duvidosos talvez fiquem tão abalados pelas palavras suaves de tais queixosos que talvez até deixem de freqüentar as reuniões do povo de Jeová. Por isso, Judas aconselha-nos a ter misericórdia com aqueles que vacilam e duvidam. Não devemos despercebê-los. Com paciência, procure edificá-los na fé. Mas, temos de agir prontamente, assim como os bombeiros retiram as pessoas em perigo dum edifício em chamas; assim, temos de “arrebatá-los do fogo”.
25 Alguns têm cedido aos engodos de tais sonhadores imorais e têm assim manchado sua identidade de verdadeiros cristãos. (2 Ped. 2:18) Mas, ao passo que odiamos roupas interiores manchadas, temos misericórdia com o usuário de tais roupas e tentamos ajudar tal pessoa a retornar à saúde espiritual.
26. (a) Ao ajudarmos a outros, o que devemos fazer? (b) Como é que as palavras de Judas, que quase constituem uma oração, mostram a forma de evitarmos o tropeço? (c) Contrastem o destino predito dos ímpios com o privilégio dos que permanecem no amor de Deus.
26 Ao passo que ajudamos outros a consolidar sua fé, temos continuamente de ‘travar uma luta árdua pela fé’, resistindo a todos os queixosos ímpios, pretensos divisionistas e a quaisquer pessoas que gostariam de transformar a bondade imerecida de Deus em desculpa para que eles próprios prosseguissem na conduta dissoluta na congregação. Por travarmos incessantemente esta espécie de luta, estaremos confiando em Jeová para nos salvaguardar do tropeço. A Ele seja dada a glória: “Ora, àquele que é capaz de vos guardar de tropeços e de vos estabelecer sem mácula à vista da sua glória, com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor, seja a glória, a majestade, o poderio e a autoridade por toda a eternidade passada, e agora, e para toda a eternidade. Amém.” (Judas 24, 25) As palavras de Judas são quase uma oração a Jeová, a favor de Seu povo, para que Ele nos sustente e nos impeça de tropeçar se ‘travarmos uma luta árdua pela fé’ de modo a permanecermos em seu amor. Ao passo que todos os pecadores ímpios sofrerão a destruição, conforme há muito foi predito pelo Juiz Supremo, teremos o privilégio, com vida infindável, de dar a Jeová o que lhe é devido.
[Nota(s) de rodapé]
a Biblical Archaeology, de G. Ernest Wright, pág. 73.
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Reconstruída Jerusalém para a vinda do MessiasA Sentinela — 1966 | 1.° de abril
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Reconstruída Jerusalém para a vinda do Messias
1. (a) Quando Jerusalém foi desolada e seu rei foi removido, que impressão dava isto ao observador, à Babilônia e ao seu deus, Satanás, o Diabo? (b) Era possível que Jerusalém permanecesse desolada para sempre? Por quê?
QUANDO Jerusalém foi completamente desolada pelos exércitos de sua rival milenar, Babilônia, e os seus reis da linhagem de Davi foram removidos do trono, sob o desfavor de Jeová, parecia ao observador que Jerusalém fora esmagada para sempre. Babilônia assim pensava e calculava que manteria os judeus em cativeiro permanente. Então, quando Jerusalém ficou desolada por muitos anos, sem nenhum homem ou animal doméstico, e parecia lugar assombrado, tal suposição foi cada vez mais confirmada na mente das nações ao redor. Satanás, o Diabo, o deus de Babilônia, pensava que obtivera sobrepujante vitória. Mas, era absolutamente impossível que Jerusalém continuasse para sempre deserta. Havia certeza absoluta que seria reconstruída. Ademais, o templo de Jeová tornaria a existir dentro de seus muros. Por que isto era tão certo? Porque tinha que ver com a coisa de máxima importância possível aos olhos de Jeová. Tinha que ver com o segredo sagrado do Descendente, a promessa feita bem no início, no Jardim do Éden, pelo próprio Jeová. Tinha que ver com a vinda do Messias.
POR QUE JERUSALÉM TINHA DE SER RECONSTRUÍDA
2. (a) Por que os judeus fiéis tinham confiança na reconstrução de Jerusalém? (b) Que fatos faziam que as coisas parecessem sombrias, mas, que fatos, contudo, tornaram brilhante a visão do futuro dos judeus cativos?
2 Para os judeus que aguardavam a vinda do Descendente e que tinham fé na Palavra de Jeová Deus, era certo que Jerusalém não ficaria desolada para sempre, mas novamente seria reconstruída e floresceria. Sabiam, pela profecia de Jeremias, que havia um limite de setenta anos quanto à desolação de Jerusalém. (Jer. 25:11, 12) Sabiam da restauração e da glória vindoura de Jerusalém, por meio da profecia da Isaías. (Isaías, capítulo 52) Sabiam que, quando viesse o Messias, Jerusalém teria de existir, situada no Monte Sião, e tinha de abranger o templo da verdadeira adoração de Jeová. Na verdade, as coisas pareciam ir mal naquela ocasião, pois até a linhagem da família real fora reduzida a um número pequeníssimo. Todos os filhos de Zedequias, o último rei de Judá, foram destruídos, e sobreviveu apenas um da família reinante, Joaquim ou Jeconias, sobrinho de Zedequias. Com a linhagem do sumo sacerdote aconteceu algo similar. Nabucodonosor mandou matar Seraías, mas poupou o filho dele, Jozadaque, que, como Jeconias, tornou-se cativo em Babilônia. Mas, nesta época obscura,
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