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    • davam a entender que Jesus não valia quase nada. Ao mesmo tempo, porém, eles cumpriam Zacarias 11:12, tratando Jeová como tendo baixo valor por fazerem isso ao representante que Ele enviara para pastorear Israel. O corrupto Judas “consentiu [concordou com o preço] . . . e começou a buscar uma boa oportunidade para trair [Jesus] a eles sem que houvesse uma multidão em volta”. — Luc. 22:6.

      A ÚLTIMA NOITE COM JESUS

      Judas, apesar de ter-se voltado contra Cristo, continuou a associar-se com ele. Reuniu-se com Jesus e os apóstolos em 14 de nisã de 33 EC para a celebração da Páscoa. No decorrer da refeição pascal, Jesus ministrou aos apóstolos, lavando-lhes humildemente os pés. O hipócrita Judas permitiu que Jesus lhe fizesse isso. Mas Jesus lhes disse: “Nem todos vós estais limpos.” (João 13:2-5, 11) Também declarou que um dos apóstolos que estavam ali à mesa o trairia. Talvez de modo a não parecer culpado, Judas perguntou se seria ele. Como identificação adicional, Jesus entregou a Judas um bocado, e mandou que executasse prontamente o que tinha a fazer. — Mat. 26:21-25; Mar. 14:18-21; Luc. 22:21-23; João 13:21-30.

      Judas deixou imediatamente o grupo. O cotejo de Mateus 26:20-29 com João 13:21-30 indica que Judas partiu antes de Jesus instituir a celebração da Refeição Noturna do Senhor. A narração deste incidente, por Lucas, evidentemente não se acha em estrita ordem cronológica, pois Judas já havia definitivamente partido quando Cristo elogiou o grupo por ter-se apegado a ele; isso não se aplicaria a Judas, nem seria ele incluído no “pacto . . . para um reino”. — Luc. 22:19-30.

      Judas mais tarde encontrou Jesus, junto com os apóstolos fiéis, no jardim de Getsêmani, local que o traidor conhecia bem, pois já se haviam reunido ali antes. Judas liderou uma grande multidão, que incluía soldados romanos e um comandante militar, provavelmente do Castelo de Antônia. A turba estava armada de varapaus e espadas, bem como de tochas e de lâmpadas, na hipótese de as nuvens cobrirem a lua cheia, ou de Jesus se colocar num lugar sombreado. Os romanos provavelmente não reconheceriam Jesus, assim, de acordo com um sinal predeterminado, Judas saudou a Cristo e, num ato de hipocrisia, “beijou-o mui ternamente”, assim o identificando. (Mat. 26:47-49; João 18:2-12) Mais tarde, Judas sentiu a enormidade de sua culpa. Pela manhã, tentou devolver as trinta moedas de prata, mas os principais sacerdotes se recusaram a recebê-las. Por fim, Judas lançou o dinheiro no templo. — Mat. 27:1-5.

      MORTE

      De acordo com Mateus 27:5, Judas se enforcou. Mas Atos 1:18 afirma: “Jogando-se de cabeça para baixo, rebentou ruidosamente pelo meio e se derramaram todos os seus intestinos.” Mateus parece lidar com o modo da tentativa de suicídio, enquanto que Atos descreve o resultado. Combinando-se os dois relatos, parece que Judas tentou enforcar-se sobre algum penhasco, mas a corda ou o ramo da árvore rebentou, de modo que ele mergulhou de ponta-cabeça e se rebentou todo nas rochas lá embaixo. A topografia ao redor de Jerusalém torna concebível tal evento.

      Relacionada também com a morte de Judas há a questão de quem comprou o campo de sepultamento com as trinta moedas de prata. De acordo com Mateus 27:6, 7, os principais sacerdotes decidiram que não poderiam colocar o dinheiro no tesouro sagrado, de modo que eles o usaram para comprar o campo. O relato em Atos 1:18, 19, falando sobre Judas, afirma: “Este mesmo homem, portanto, comprou um campo com o salário da injustiça.” A resposta parece ser que os sacerdotes compraram o campo, mas, visto que foi Judas quem forneceu o dinheiro, isso lhe podia ser atribuído. O dr. A. Edersheim apontou: “Não era lícito incluir no tesouro do Templo, para a compra de coisas sagradas, dinheiro que fora ganho ilicitamente. Em tais casos, a Lei judaica prescrevia que o dinheiro devia ser devolvido ao doador, e, se este insistisse em doá-lo, que fosse induzido a gastá-lo em promover o bem-estar público. . . . Por um artifício da lei, o dinheiro ainda era considerado como pertencendo a Judas, e como tendo sido aplicado por ele na compra do bem-conhecido ‘campo do oleiro’.” Esta compra resultou no cumprimento da profecia de Zacarias 11:13.

      O proceder escolhido por Judas foi deliberado, envolvendo a intenção criminosa, a ganância, o orgulho, a hipocrisia e a maquinação. Posteriormente, ele sentiu remorso, sob o peso da culpa, assim como o homicida intencional talvez sinta em resultado de seu crime. Todavia, Judas, por sua livre e espontânea vontade, fez um trato com aqueles que Jesus disse que faziam prosélitos que eram réus da Geena duas vezes mais do que eles próprios, sendo também passíveis do “julgamento da Geena”. (Mat. 23:15, 33) Na última noite de sua vida terrena, o próprio Jesus disse, falando realmente sobre Judas: “Teria sido melhor para este homem, se não tivesse nascido.” Mais tarde, Cristo o chamou de “filho da destruição”. — Mar. 14:21; João 17:12; Heb. 10:26-29.

      SUBSTITUTO

      Entre a ascensão de Jesus e o dia de Pentecostes de 33 EC, Pedro explicou a um grupo de c. 120 discípulos reunidos que parecia apropriado escolherem um substituto de Judas, aplicando a profecia do Salmo 109:8. Foram propostos dois candidatos, e lançaram-se sortes, resultando em Matias ser escolhido “para tomar o lugar deste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou para ir para o seu próprio lugar”. — Atos 1:15, 16, 20-26.

      4. Um dos quatro meios-irmãos de Jesus. (Mat. 13:55; Mar. 6:3) “[Um] escravo de Jesus Cristo, mas irmão de Tiago.” É assim que o escritor da carta inspirada que leva seu nome se apresenta. Pelo que parece, não era a mesma pessoa que “Judas, filho de Tiago”, um dos onze apóstolos fiéis de Jesus Cristo. (Luc. 6:16) Ele fala de si mesmo como “escravo”, e não como “apóstolo”, de Jesus Cristo; ele também se refere aos apóstolos usando os pronomes na terceira pessoa. — Judas 1, 17, 18.

      Embora as Escrituras Gregas Cristãs falem de outros Judas, este escritor bíblico se distingue dos demais por mencionar o nome de seu irmão. (Veja JUDAS N.° 1 ao N.° 3, e N.° 5.) Disto se pode inferir que Tiago, irmão dele, era bem-conhecido entre os cristãos. Apenas uma pessoa com tal nome parece ter gozado de notável destaque. O apóstolo Paulo se referiu a este Tiago como sendo uma das “colunas” da congregação de Jerusalém, e como sendo “o irmão do Senhor”. (Gál. 1:19; 2:9; veja também Atos 12:17; 15:13-21.) Assim sendo, este Judas era, evidentemente, meio-irmão de Cristo Jesus. (Mat. 13:55; Mar. 6:3) Todavia, humildemente, ele não procura capitalizar este parentesco carnal com o Filho de Deus, mas chama a si mesmo de “escravo de Jesus Cristo”.

      Quase nada se sabe sobre a vida deste Judas. Bem cedo no ministério de Cristo Jesus, Judas talvez estivesse entre os que diziam: “Ele perdeu o juízo.” (Mar. 3:21) De qualquer modo, Judas e seus outros irmãos não exerciam então fé em Cristo Jesus. — João 7:5.

      No entanto, depois da sua ressurreição, Jesus apareceu a seu meio-irmão Tiago. (1 Cor. 15:7) Sem dúvida isto teve muito que ver com o convencer, não apenas a Tiago, mas também a Judas e a seus outros irmãos, de que Jesus era deveras o Messias. Portanto, mesmo antes de Pentecostes de 33 EC, eles persistiam em oração, junto com os onze apóstolos fiéis e outros, num sobrado de Jerusalém. Parece que estavam também entre as cerca de 120 pessoas reunidas por ocasião em que Matias foi escolhido, por sorte, para substituir o infiel Judas Iscariotes. (Atos 1:14-26) Se este foi o caso, indicaria que eles receberam o espírito santo no dia de Pentecostes. — Atos 2:1-4.

      5. Judas, também chamado Barsabás, foi um dos dois discípulos enviados pelo Corpo Governante em Jerusalém para acompanhar Paulo e Barnabé quando entregavam a carta sobre a circuncisão (49 EC). Tanto Judas como seu companheiro, Silas, eram considerados “homens de liderança entre os irmãos”. (Atos 15:22) A carta fora dirigida “aos irmãos em Antioquia, e Síria, e Cilícia”. Judas e Silas foram mencionados como estando apenas em Antioquia, e não existe nenhum registro de que tivessem ido mais além. Deviam confirmar, pela palavra oral, a mensagem da carta. Judas era um ‘profeta’, e, como orador visitante, ele proferiu muitos discursos aos irmãos em Antioquia, encorajando-os e fortalecendo-os. — Atos 15:22, 23, 27, 30-32.

      Atos 15:33 indica que Judas e Silas voltaram para Jerusalém, depois de “passarem . . . algum tempo” com os cristãos em Antioquia. Certos manuscritos (tais como o Códice Ephraemi, o Códice Bezae) contêm o V. 34, que reza: “Mas Silas decidiu ficar lá.” (BJ, nota) No entanto, este versículo é omitido nos manuscritos fidedignos mais antigos. (Sinaítico, Alexandrino, Ms. Vaticano N.° 1209) Provavelmente se tratava duma nota marginal que visava explicar o V. 40, mas que, com o tempo, foi inserida no texto principal.

  • Judas, A Carta De
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • JUDAS, A CARTA DE

      Uma carta inspirada das Escrituras Gregas Cristãs, escrita pelo irmão de Tiago, Judas, que, assim sendo, evidentemente também era meio-irmão de Jesus Cristo. (Veja Judas N.° 4.) Dirigida “aos chamados que são amados em relação com Deus, o Pai, e preservados para Jesus Cristo”, esta carta geral evidentemente deveria circular entre todos os cristãos. — Judas 1.

      Na época em que Judas escreveu sua carta surgira uma situação ameaçadora. Homens imorais e animalescos tinham penetrado furtivamente entre os cristãos, e estavam ‘transformando a benignidade imerecida de Deus em desculpa para a conduta desenfreada’. Por este motivo, Judas não escreveu, conforme tencionara originalmente, sobre a salvação que tinham em comum os cristãos chamados para o reino celeste de Deus. Antes, guiado pelo espírito de Deus, proveu exortações que ajudariam os co-crentes a enfrentar com êxito as influências corruptoras geradas dentro da congregação. Judas os admoestou a ‘travar uma luta árdua pela fé’ por resistirem às pessoas imorais, mantendo a adoração pura e a conduta excelente, e por ‘orarem com espírito santo’. (Judas 3, 4, 19-23) Baseando-se em exemplos tais como os anjos que pecaram, os habitantes de Sodoma e de Gomorra, Caim, Balaão e Corá, provou vigorosamente Judas que o julgamento de Jeová será executado sobre as pessoas ímpias, tão certamente como o foi sobre os anjos infiéis e os homens iníquos dos tempos antigos. Também expôs a baixeza daqueles que tentavam macular os cristãos. — Judas 5-16, 19.

      INFORMAÇÕES ÍMPARES

      Embora breve, a carta de Judas contém informações que não são encontradas em nenhuma outra parte da Bíblia. Apenas ela menciona a disputa do arcanjo Miguel com o Diabo, acerca do corpo de Moisés, e a profecia proferida por Enoque, séculos antes. (Judas 9, 14, 15) Não se sabe se Judas obteve tais informações por meio de revelação direta ou por um meio fidedigno de

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