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  • Ferrugem
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    • hhelʼah, traduzida “ferrugem” (NM; PIB) ou “escuma” (Al), provém duma palavra que significa “adoentada”, daí “ferrugem” ou corrosão do metal. (Eze. 24:6, 11, 12) A palavra grega brósis, que significa “uma consumição” (Mat. 6:19, 20), e a palavra iós, “veneno”, são traduzidas “ferrugem”, e um verbo relacionado, katióo, “envenenar”, é traduzido “corroídos” (NM), “gastos de ferrugens” (ALA), “enferrujam-se” (PIB) e “enferrujados” (Int). — Tia. 5:3.

      Jesus Cristo, em seu Sermão do Monte, disse: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem [brósis] consomem, e onde ladrões arrombam e furtam. Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam.” (Mat. 6:19, 20) A riqueza material, ao ser acumulada, não está sendo aplicada em nenhuma finalidade benéfica; parada, poderá enferrujar e por fim não ser útil nem mesmo para seu possuidor. Com efeito, assim como Tiago avisa os ricos que confiam na riqueza material: “Vossas riquezas apodreceram, . . . Vosso ouro e vossa prata estão corroídos, e a sua ferrugem [iós] será por testemunho contra vós e consumirá as vossas carnes. Algo como fogo é o que armazenastes nos últimos dias.” (Tia. 5:2, 3) Ao invés de empregarem suas riquezas de modo correto, eles injustamente as amealham. Quanto mais tempo fizerem isso, tanto maior será a corrosão e a ferrugem que elas sofrerão, e tanto maior será o testemunho contra eles perante o trono de julgamento de Deus. Jesus recomendou o proceder oposto a tal falha em empregar a riqueza material, ao dizer: “Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas, para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.” — Luc. 16:9.

  • Festança
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    • FESTANÇA

      A palavra grega kómos significa “folia, pândega, farrear”. Ocorre três vezes nas Escrituras Gregas Cristãs (Rom. 13:13; Gál. 5:21; 1 Ped. 4:3), e sempre num sentido ruim ou desfavorável. O Lexicon (Léxico) de J. H. Thayer indica que, nos antigos escritos gregos, aplicava-se a “um desfile noturno e tumultuado de indivíduos meio-bêbedos e brincalhões que, depois do jantar, desfilam pelas ruas com tochas e música em honra a Baco ou a alguma outra deidade [ou um vitorioso nos jogos], e cantam e tocam música diante das casas de seus amigos ou de suas amigas”. Tal conduta licenciosa ou descomedida, com desfiles pelas ruas que eram similares às modernas festas carnavalescas em determinados países, era comum nas cidades gregas no tempo dos apóstolos. Assim, conselho admoestador a respeito era apropriado e proveitoso para os adoradores verdadeiros.

      As festanças (orgias, BJ; PIB) definitivamente não eram algo para os cristãos; eram condenadas pela Palavra de Deus. Antes de eles se tornarem cristãos, alguns daqueles a quem Pedro escreveu sua carta, os residentes das províncias da Ásia Menor, influenciadas pelos gregos (1 Ped. 1:1), ‘procederam em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais’. Mas ao se tornarem cristãos largaram tais coisas. (1 Ped. 4:3, 4) Com sua crassa sensualidade e dissolução, uma festança era uma ‘obra pertencente à escuridão’, na qual os cristãos não deviam andar. — Rom. 13:12-14.

      A Bíblia não proíbe a alegria e o divertimento. Manda-se que o homem se alegre em seu Criador, que o marido se regozije em sua esposa, que o trabalhador com a obra de suas mãos, e o lavrador com o fruto de sua labuta. (Sal. 32:11; Pro. 5:18; Ecl. 3:22; Deut. 26:10, 11) Comer e beber podem ser acompanhados de regozijo, e contribuir para ele (Ecl. 9:7; Sal. 104:15), todavia, a moderação deve prevalecer. (Pro. 23:20; 1 Tim. 3:2, 11; 1 Cor. 10:31) Divertir-se ao ponto de ficar embriagado e fazer cenas de desordem e de sensualidade equivaleria à festança. Paulo inclui as festanças (orgias, BJ; PIB) entre as “obras da carne”, cujos praticantes “não herdarão o reino de Deus”. — Gál. 5:19-21.

  • Festividade
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    • FESTIVIDADE

      [Heb. , hhagh, do verbo que denota o movimento ou a forma circular; celebrar uma festividade ou festa periódica, dançar em círculos; celebrar uma festa de tais coisas; danças; moh‘édh, um tempo ou local fixo de assembléia]. As festividades constituíam parte integrante da verdadeira adoração de Deus, sendo prescritas por Jeová para seu povo escolhido, Israel, pela mão de Moisés.

      As festividades, e dias especiais similares, poderiam ser esboçadas como segue:

      I. Pré-exílicas

      A. Anuais

      1. Páscoa, 14 de abibe (nisã)

      2. Pães Não-Fermentados, 15-21 de abibe (nisã)

      3. Colheita, Semanas, ou Pentecostes, 6 de sivã

      4. Ano-Novo, Festa das Trombetas, 1.° de etanim (tisri)

      5. Dia da Expiação, 10 de etanim (tisri)

      6. Barracas (Tabernáculos), 15-21 de etanim (tisri), havendo um sábado no dia 22

      B. Periódicas

      1. Sábado semanal

      2. Lua Nova

      3. Ano Sabático (a cada sétimo ano)

      4. Ano do Jubileu (a cada qüinquagésimo ano)

      II. Pós-exílicas

      A. Festividade da Dedicação, 25 de quisleu

      B. Festividade (Festa) de Purim, 14 e 15 de adar

      (Nisã corresponde a partes de março e abril, segundo o calendário gregoriano; etanim [tisri] a setembro-outubro; quisleu a novembro-dezembro; e adar a fevereiro-março.)

      AS TRÊS GRANDES FESTIVIDADES

      As três festividades primárias, às vezes chamadas de “festividades de peregrinação”, por causa da assembléia de todos os varões em Jerusalém, ocorriam nas épocas designadas e eram chamadas pelo apelativo hebraico moh‘édh, “festividades periódicas” ou sazonais. (Lev. 23:2, 4) Mas a palavra amiúde usada ao se referir exclusivamente às três grandes festividades é hhagh, que tem a conotação não só duma ocorrência periódica, mas também de uma época de grande regozijo. Estas três grandes festividades são:

      (1) A Festividade dos Pães Não-Fermentados (Êxo. 23:15). Esta festividade se iniciava no dia depois da Páscoa, e ia do dia 15 ao 21 de abibe (nisã). A Páscoa era em 14 de nisã, e era realmente um dia de observância em si, mas, visto que estava tão intimamente conectada quanto à época com a Festividade dos Pães Não-Fermentados, as duas eram muitas vezes mencionadas juntas como sendo a Páscoa. — Mat. 26:17; Mar. 14:12; Luc. 22:7.

      (2) A Festividade da Colheita ou das Semanas ou (conforme chamada mais tarde) Pentecostes, celebrada no qüinquagésimo dia a contar de 16 de nisã, isto é, em 6 de sivã. — Êxo. 23:16a; 34:22a.

      (3) A Festividade do Recolhimento (ou Tabernáculos, ou Barracas). Esta acontecia no sétimo mês, de 15 a 21 de etanim (ou tisri), havendo uma assembléia solene no dia 22. — Lev. 23:34-36.

      Jeová fixou tudo relacionado com o tempo, o lugar e o modo em que deveriam ser realizadas. Como é subentendido pela expressão ‘festividades sazonais de Jeová’, estavam ligadas às várias estações do ano calendar sagrado, o início da primavera, o fim da primavera e o outono [hem. norte]. Quão significativo era isto, porque, nessas ocasiões, as primícias do campo e das vinhas traziam grande alegria e felicidade aos habitantes da Palestina, e assim se prestava um reconhecimento a Jeová como sendo o generoso Provisor de todas as coisas boas!

      OBSERVÂNCIAS COMUNS ÀS TRÊS FESTIVIDADES

      O pacto da Lei exigia que todos os varões comparecessem todo ano “perante Jeová, teu Deus, no lugar que ele escolher”, durante cada uma das três grandes festividades anuais. (Deut. 16:16) O lugar finalmente escolhido como centro das festividades era Jerusalém. Não se declarou nenhuma pena específica para o não comparecimento individual, com a exceção da Páscoa, pois deixar de comparecer a ela incorria na pena de morte. (Núm. 9:9-13) Todavia, negligenciar qualquer das leis de Deus, inclusive as suas festividades e seus sábados, traria o julgamento e a aflição em escala nacional. (Deut. 28:58-62) A própria Páscoa tinha de ser observada em 14 de nisã, ou, em certas circunstâncias, um mês depois.

      Embora as mulheres não estivessem enquadradas em tal obrigação, como estavam os varões, de fazer as viagens anuais para as festividades, há todavia exemplos do comparecimento à festividade, como o de Ana, a mãe dê Samuel (1 Sam. 1:7), e o de Maria, a mãe de Jesus. (Luc. 2:41) As mulheres israelitas que amavam a Jeová compareciam a tais festividades, sempre que possível. Com efeito, não só os pais de Jesus compareciam regularmente a elas, mas indica-se que seus parentes e conhecidos iam junto com eles. — Luc. 2:44.

      Jeová prometeu: “Ninguém desejará a tua terra enquanto subires três vezes por ano para ver a face de Jeová, teu Deus.” (Êxo. 34:24) Muito embora não se deixasse nenhum homem para guardar as cidades e a terra, provou-se verídico que nenhuma nação estrangeira jamais subiu para tomar a terra dos judeus durante suas festividades, antes da destruição de Jerusalém em 70 E.C. No entanto, em 50 E.C., que foi depois de a nação judaica ter rejeitado a Cristo, Céstio Galo matou cinqüenta pessoas, em Lida, durante a Festa dos Tabernáculos. Também, a adoração de Jeová e a observação das festividades foram às vezes negligenciadas, em especial durante os reinados dos reis infiéis.

      Nenhum dos varões que compareciam devia ir de mãos vazias, mas com um presente ou dádiva “proporcional à bênção de Jeová, teu Deus, que ele te tiver dado”. (Deut. 16:16, 17) Também, em Jerusalém, o ‘segundo’ dízimo (em contraste com o dado para a manutenção dos levitas [Núm. 18:26, 27]) dos cereais do ano em curso, do vinho e do azeite, e o primogênito dos rebanhos e das manadas, deviam ser comidos, partilhando-os com os levitas. No entanto, caso fosse longa a jornada para o local da festividade, a Lei continha dispositivos para que tais bens fossem transformados em dinheiro; daí podia-se usar tal dinheiro para custear as despesas. (Deut. 14:22-27) Estas ocasiões eram oportunidades para se demonstrar lealdade a Jeová, e deviam ser celebradas com alegria, alcançando até o residente forasteiro, o menino órfão de pai e a viúva. (Deut. 16:11,14) Naturalmente, isto se aplicaria no caso em que os varões dentre tais residentes forasteiros fossem adoradores circuncidados de Jeová. (Êxo. 12:48, 49) Sempre se ofereciam sacrifícios especiais, além das ofertas diárias, e, ao se apresentarem as ofertas queimadas e os sacrifícios de comunhão, tocavam-se trombetas. — Núm. 10:10.

      Certos dias destas festividades eram assembléias solenes, ou santos congressos, sábados, e, semelhantes aos sábados semanais, exigiam completa cessação dos afazeres comuns. Não se devia fazer nenhum serviço secular de qualquer espécie. Uma exceção ao arranjo regular do sábado é que se permitia o trabalho relacionado com os preparativos da observância das festividades, tais como a preparação de alimentos, o que era ilícito nos dias de sábados semanais. (Êxo. 12:16) Existe, neste particular, uma diferença entre os “santos congressos” das festividades e os sábados semanais regulares (e o sábado no dia 10 do sétimo mês, o Dia da Expiação, época de jejum), dias em que não se permitia qualquer trabalho que fosse, nem mesmo o acender um fogo “em nenhum dos vossos lugares de morada”. Compare Levítico 23:3, 26-32 com os versículos 7, 8, 21, 24, 25, 35, 36 e Êxodo 35:2, 3.

      IMPORTÂNCIA DAS FESTIVIDADES NA VIDA DE ISRAEL

      As festividades desempenhavam importantíssimo papel na vida nacional dos israelitas. Quando ainda estavam na escravidão egípcia, Moisés disse a Faraó que a razão de pedir que os israelitas e seu gado tivessem permissão de deixar o Egito era que “temos uma festividade para com Jeová”. (Êxo. 10:9) O pacto da Lei incorporava muitas instruções pormenorizadas com respeito à guarda das festividades. (Êxo. 34:18-24; Lev. 23:1-44; Deut. 16:1-17) Em consonância com os mandamentos de Deus, os sábados das festividades ajudavam a todos os presentes a fixar a mente na palavra de Deus e a não ficarem tão envolvidos em seus assuntos pessoais que olvidassem o aspecto espiritual mais importante de sua vida diária. Os sábados das festividades também lhes recordavam que eram um povo para o nome de Jeová. A viagem de ida e volta das reuniões festivas naturalmente propiciava muitas oportunidades de conversarem sobre a bondade de seu Deus e as bênçãos que usufruíam diária e sazonalmente. As festividades ofereciam tempo e oportunidade para meditação, associação e palestras sobre a lei de Jeová. Ampliavam o conhecimento da terra que lhes fora dada por Deus, aumentavam o entendimento e o amor ao próximo entre os israelitas, e promoviam a união e a adoração limpa. As festividades eram ocasiões felizes. A mente dos presentes ficava cheia dos pensamentos e dos modos de agir de Deus, e todos os que participavam nelas em sinceridade recebiam rica bênção espiritual. Considere, para exemplificar, a bênção que milhares receberam ao comparecerem à Festa de Pentecostes em Jerusalém, em 33 E.C. — Atos 2:1-47.

  • Festividade Da Dedicação
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    • FESTIVIDADE DA DEDICAÇÃO

      [Heb. , hhanukkáh, iniciação, dedicação]. Tal observância comemora a recuperação da independência judaica quanto ao domínio siro-grego, e a rededicação a Jeová do templo em Jerusalém, que fora dessagrado por Antíoco IV Epifânio, que se chamava Theós Epiphanés (“Deus Manifesto”). Ele construiu um altar sobre o grande altar em que antes se oferecia o holocausto ou oferta queimada diária. (1 Macabeus 1:54-59, BJ; PIB) Nesta ocasião (25 de quisleu ou casleu de 168 A.E.C.), sacrificou um suíno sobre o altar, e mandou fazer um caldo com parte da carne e o fez aspergir por todo o templo, para mostrar seu ódio e desprezo para com Jeová, o Deus dos judeus, e para macular ao máximo o Seu templo. Incendiou as portas do templo, derrubou as câmaras dos sacerdotes e levou o altar de ouro, a mesa dos pães da apresentação e o candelabro de ouro. Mais tarde, o templo de Zorobabel foi rededicado ao deus pagão Zeus, do Olimpo.

      Dois anos depois, Judas Macabeu recapturou a cidade e o templo. O santuário estava desolado; ervas daninhas cresciam nos pátios do templo. Judas derrubou o antigo altar profanado e construiu novo altar de pedras não- lavradas. Judas mandou fazer utensílios para o templo e trouxe ao templo o altar do incenso, a mesa dos pães da apresentação e o candelabro. Depois de o templo ter sido purgado da contaminação, deu-se a sua rededicação, em 25 de quisleu de 165 A.E.C., exatamente três anos desde o dia em que Antíoco oferecera seu sacrifício sobre o altar, em adoração ao deus pagão. Foram renovados os holocaustos diários ou contínuos. — 1 Macabeus 4:36-54; 2 Macabeus 10:1-9.

      COSTUMES DA FESTIVIDADE

      A própria natureza dessa festa a tornava uma ocasião de grande regozijo. Há certa semelhança com a Festividade das Barracas na questão de sua observância. A celebração durava oito dias, a contar de 25 de quisleu. (1 Macabeus 4:59) Havia grande iluminação geral nos pátios do templo, e todas as moradias eram iluminadas com lâmpadas decorativas. O Talmude se refere a ela como a “Festa da Iluminação”. Mais tarde, alguns tinham por costume expor oito lâmpadas na primeira noite, e ir reduzindo o seu número, cada noite em uma, outros começando com uma lâmpada e indo aumentando até oito. O objetivo não era apenas de iluminar a casa por dentro, mas era de que todos do lado de fora vissem a luz, pois as lâmpadas eram colocadas perto das portas que davam para a rua. Junto com o acender das lâmpadas havia o entoar de cânticos que exaltavam a Deus, o Libertador de Israel. Diz Josefo a respeito do início da festa: “Estavam tão contentes com a volta de seus costumes, quando, depois de longo tempo de intervalo, inesperadamente recuperaram sua liberdade de adoração, que fizeram disso uma lei para sua posteridade, de que deviam guardar uma festa, por causa da restauração de sua adoração no templo, durante oito dias. E desde aquele tempo até hoje celebramos esta festa, e a chamamos de Luzes. Suponho que a razão seja de que esta liberdade, além de nossas esperanças, surgiu diante de nós; e que daí provém o nome dado a essa festa.” [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro XII, cap. VII, par. 7] Permitia-se o trabalho árduo, visto que não era considerada como um sábado.

      SIGNIFICADO PARA OS CRISTÃOS

      Jesus visitou o templo por ocasião da Festividade da Dedicação, durante o último inverno (set.) de seu ministério, em 32 E.C. O relato reza: “Nesse tempo ocorreu em Jerusalém a festividade da dedicação. Era inverno, e Jesus estava andando no templo, na colunata de Salomão.” (João 10:22, 23) Quisleu, o nono mês, corresponde a novembro-dezembro do calendário gregoriano. Naturalmente, era de conhecimento geral entre os judeus que esta festividade ocorria no inverno setentrional. Por conseguinte, a menção do inverno aqui pode referir-se às condições climáticas, ao invés de à estação, como motivo de Jesus ter escolhido um local abrigado para seu ensino, na “colunata de Salomão”. Esta colunata coberta achava-se no lado E do pátio externo dos gentios, onde se juntavam muitas pessoas. — Atos 3:11; 5:12.

      Não existe nenhuma declaração direta, nas inspiradas Escrituras, de que Jeová tenha concedido a vitória a Judas, ou orientado a reconstrução, por parte dele, do templo, de seu novo mobiliário, a fabricação dos utensílios, e, por fim, a sua rededicação. Todavia, a fim de se cumprirem as profecias sobre Jesus e seu ministério, e para que os sacrifícios levíticos continuassem até ser realizado o grande sacrifício do Filho de Deus, o templo tinha de estar erguido e seus serviços em plena operação na ocasião em que surgisse o Messias. (João 2:17; Dan. 9:27) Jeová tinha usado homens de nações estrangeiras, tais como Ciro, a fim de cumprir certos propósitos relacionados com a Sua adoração. (Isa. 45:1) Ele poderia usar muito mais prontamente um homem dentre seu povo dedicado, os judeus.

      Seja qual for o caso, os serviços do templo eram observados durante o ministério de Jesus Cristo. O templo de Zorobabel tinha sido reconstruído (substituído) de forma mais requintada por Herodes. Por esse motivo, e devido à repulsa que sentiam por Herodes, os judeus geralmente fazem menção apenas de dois templos, o de Salomão e o de Zorobabel. Nem nas palavras de Jesus nem em qualquer escrito de seus discípulos encontramos qualquer condenação da Festividade da Dedicação. No entanto, não é prescrita para os cristãos, que se acham sob o novo pacto. — Col. 2:16; Gál. 4:10, 11; Heb. 8:6.

  • Festividade Da Lua Nova
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    • FESTIVIDADE DA LUA NOVA

      A ordem de Deus a Israel era que, em cada lua nova, que assinalava o início dos meses lunares do calendário judaico, se tocassem trombetas durante suas ofertas queimadas e seus sacrifícios de comunhão. (Núm. 10:10) Nestes dias deviam ser oferecidos sacrifícios especiais, além do contínuo sacrifício diário. A oferta da lua nova devia consistir em uma oferta queimada de dois novilhos, de um carneiro, e de sete cordeiros de um ano, com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, e um cabritinho como oferta pelo pecado. — Núm. 28:11-15.

      Isto é tudo que foi ordenado no Pentateuco quanto à sua observância, mas, com o tempo, a guarda da lua nova tornou-se importante festividade nacional. Em Isaías 1:13, 14, é colocada junto com os sábados e as épocas festivas. No tempo dos profetas posteriores, pelo menos, nos dias de lua nova, as pessoas não se empenhavam em transações comerciais, conforme indicado em Amós 8:5 (c. 803 A.E.C.). Isto era mais do que as Escrituras exigiam para os dias de lua nova. Mesmo assim, como mostram os dois últimos textos citados, a observância das luas novas pelos judeus se tornara, já naquela época, simples formalismo, odiado aos olhos de Jeová.

      Embora certas formas de trabalho que não podiam ser feitas no sábado podiam ser realizadas neste dia, este era encarado como um dia para se considerarem assuntos espirituais. O povo costumava reunir-se em congresso (Isa. 1:13; 66:23; Sal. 81:3; Eze. 46:3), ou visitar os profetas ou homens de Deus. — 2 Reis 4:23.

      Isaías escreveu sobre um tempo futuro em que toda a carne se ajuntaria para curvar-se perante Jeová nos dias de lua nova. (Isa. 66:23) Na profecia de Ezequiel, durante o tempo do cativeiro em Babilônia, quando lhe foi dada uma visão dum templo, Jeová lhe disse: “Quanto ao portão do pátio interno, que dá para o leste, deve continuar fechado pelos seis dias de trabalho e deve ser aberto no dia de sábado, e deve ser aberto no dia da lua nova. E o povo da terra tem de curvar-se à entrada daquele portão, perante Jeová, nos sábados e nas luas novas.” — Eze. 46:1, 3.

      Os judeus atualmente celebram a lua nova com muitas cerimônias minuciosas, e atribuem grande importância a ela. Disse o Rabino Johanan: “Alguém que recita a bênção da lua no tempo apropriado é como aquele que é recebido em audiência pela Shekinah [a manifestação da presença de Deus].” [The Jewish Encyclopedia (Enciclopédia Judaica), Vol. IX, p. 244] Mostra-se que os cristãos, contudo, não estão sob a obrigação de observar uma lua nova ou um sábado, que são apenas parte duma sombra de coisas vindouras, a realidade sendo encontrada em Jesus Cristo. As festividades do Israel carnal possuem significado simbólico e um cumprimento através das muitas bênçãos mediante o Filho de Deus. — Col. 2:16, 17.

  • Festividade Das Barracas
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    • FESTIVIDADE DAS BARRACAS

      Também conhecida como Festividade do Recolhimento, ou dos Tabernáculos, é chamada de “festividade de Jeová” em Levítico 23:39. Em Levítico 23:34-43, Números 29:12-38 e Deuteronômio 16:13-15, encontram-se instruções sobre sua observância. A festividade ocupava os dias 15-21 de etanim, havendo uma assembléia solene ou sábado no dia 22. Etanim (tisri; setembro-outubro) era originalmente o primeiro mês do calendário judaico, mas, após o Êxodo do Egito, tornou-se o sétimo mês do ano sagrado, uma vez que abibe (nisã; março-abril), que antes era o sétimo mês, tornou-se o primeiro mês. (Êxo. 12:2) A Festividade das Barracas celebrava o recolhimento dos frutos do solo, do cereal e do vinho, “os produtos da terra”. (Lev. 23:39) É mencionada como “a festividade do recolhimento na volta do ano”. O sábado, no oitavo dia, assinalava o término solene do ciclo de festividades do ano. — Êxo. 34:22; Lev. 23:34-38.

      A Festividade das Barracas assinalava realmente o fim do ano agrícola de Israel. Assim sendo, era uma época de regozijo e de agradecimento por todas as bênçãos que Jeová lhes concedera em forma dos frutos de todas as suas colheitas. Também, tendo sido observado o Dia da Expiação apenas cinco dias antes, o povo nutriria uma sensação de paz com Jeová. Ao passo que apenas os varões tinham a obrigação de comparecer a ela, vinham famílias inteiras. Exigia-se que morassem em barracas ou cabanas durante os sete dias da festividade. Usualmente uma barraca servia para alojar cada família. (Êxo. 34:23; Lev. 23:42) Estas eram erguidas nos pátios das casas, nos terraços das moradias e nos pátios do templo, nas praças públicas e nas estradas, num raio da jornada de um dia de sábado da cidade. — Nee. 8:16.

      Durante esta festividade, o número de sacrifícios oferecidos era maior do que em qualquer outra festividade do ano. O sacrifício nacional, começando com treze touros no primeiro dia e indo diminuindo um deles a cada dia, totalizava setenta touros sacrificados, além de 119 cordeiros, carneiros e bodes, e, em aditamento, as ofertas de cereais e de vinho. No decorrer da semana, milhares de ofertas individuais também eram apresentadas pelos presentes. (Núm. 29:12-34, 39) No oitavo dia, em que não se podia fazer nenhuma obra laboriosa, apresentavam-se um touro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, como oferta queimada, junto com as ofertas de cereais e de bebida, e, um bode como oferta pelo pecado. (Núm. 29:35-38) Durante tal festividade, também se ofereciam as primícias das safras posteriores do ano, pois Pentecostes, quatro meses antes, marcava o encerramento da colheita inicial.

      Nos anos sabáticos, a Lei era lida a todo o povo, durante a festividade. (Deut. 31:10-13) É bem provável que a primeira das vinte e quatro divisões de sacerdotes, estabelecidas por Davi, começasse a servir no templo depois da Festividade das Barracas, uma vez que o templo construído por Salomão foi inaugurado na época desta festividade, em 1027 A.E.C. — 1 Reis 6:37, 38; 1 Crô. 24:1-18; 2 Crô. 5:3; 7:7-10.

      O sinal característico da Festividade das Barracas, a natureza primária dela, era o jubilante agradecimento. O desejo de Jeová era que Seu povo se regozijasse nele. “Tendes de alegrar-vos perante Jeová, vosso Deus.” (Lev. 23:40) Era uma festividade de agradecimento pelo recolhimento feito, em especial devido a que, não só o cereal estava então ajuntado, mas também o azeite e o vinho, que muito contribuíam para o prazer da vida. Nesta festividade, os israelitas podiam meditar em seu coração sobre o fato de que sua prosperidade e sua abundância de coisas excelentes não provinham de sua própria força. Não, o cuidado que Jeová Deus tinha por eles é que lhes trouxera esta prosperidade. Deviam meditar profundamente sobre tais coisas. — Deut. 8:14, 18.

      MODALIDADES ACRESCENTADAS DEPOIS

      Um costume que veio a ser praticado depois, a que possivelmente se alude nas Escrituras Gregas Cristãs (João 7:37, 38), mas não nas Escrituras Hebraicas, era o de retirar água do tanque de Siloé e derramá-la, junto com vinho, sobre o altar, por ocasião do sacrifício matutino. De acordo com a maioria das autoridades, isto ocorria em sete dias da festividade, mas não no oitavo. O sacerdote se dirigia ao tanque de Siloé com um jarro dourado (exceto no dia de abertura da festividade, um sábado, quando a água era tirada de um vaso dourado no templo, para o qual a água tinha sido levada de Siloé, no dia anterior). Ele se cronometrava de modo a retornar de Siloé, com a água, justamente quando os sacerdotes no templo estavam prontos a colocar os pedaços do sacrifício sobre o altar. Ao entrar pela Porta das Águas, era anunciado por um toque triplo das trombetas dos sacerdotes. A água era então derramada numa bacia que dava para a base do altar, ao mesmo tempo em que o vinho estava sendo derramado numa bacia. Daí, a música do templo acompanhava o entoar do Hallel (Salmos 113-118), ocasião em que os adoradores agitavam suas frondes de palmeira em direção ao altar. Entendia-se que tal cerimônia recordava aos israelitas que Deus lhes provera água duma rocha no deserto, e era uma petição a Deus para que provesse chuva para as safras do ano seguinte, cujo plantio seria iniciado logo depois. — Êxo. 17:6; Núm. 20:8-11; Deut. 8:15.

      Outra cerimônia um tanto similar era a de os sacerdotes, em cada dia dos sete dias da festividade, desfilarem ao redor do altar, cantando: “Ai! Jeová, salva deveras, por favor! Ai! Jeová, concede deveras bom êxito, por favor!” (Sal. 118:25) No sétimo dia, contudo, davam tal volta por sete vezes.

      Segundo fontes rabínicas, havia também outra modalidade notável desta festividade que, como o trazer a água de Siloé, era realizada na época em que Jesus estava na terra. Esta cerimônia começava com o término do dia 15 de tisri, o primeiro dia da festividade, realmente no início do dia 16, o segundo dia da festividade, e prosseguia por cinco noites consecutivas. Faziam-se preparativos no Pátio das Mulheres. Quatro grandes candelabros de ouro erguiam-se nesse pátio, cada um tendo quatro taças de ouro. Quatro jovens de descendência sacerdotal subiam as escadas com grandes jarros de azeite, enchendo as taças. Roupas velhas dos sacerdotes eram usadas como pavios para as lâmpadas. Os escritores judaicos afirmam que tais lâmpadas davam uma luz brilhante que podia ser vista por considerável distância, iluminando os pátios das casas de Jerusalém. Certos homens, inclusive alguns anciãos, dançavam com tochas acesas nas mãos e entoavam cânticos de louvor, acompanhados de instrumentos musicais.

      Jesus provavelmente fazia alusão ao significado espiritual da Festividade das Barracas e, talvez, à cerimônia com a água de Siloé, quando, “no último dia, o grande dia da festividade, Jesus estava em pé e clamava, dizendo: ‘Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem depositar fé em mim, assim como disse a Escritura: “Do seu mais íntimo manarão correntes de água viva”’”. (João 7:37, 38) Também, talvez fizesse alusão à iluminação de Jerusalém pelas lâmpadas e tochas na área do templo, durante a festividade, ao dizer pouco depois aos judeus: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, de modo algum andará na escuridão, mas possuirá a luz da vida.” (João 8:12) Pouco depois de sua palestra com os judeus, Jesus talvez ligasse Siloé com a festividade e suas luzes, ao encontrar um homem que nascera cego. Depois de declarar a seus discípulos: “Sou a luz do mundo”, ele cuspiu no chão e fez barro com a saliva, colocou tal barro sobre os olhos daquele homem e lhe disse: “Vai lavar-te no reservatório de água de Siloé.” — João 9:1-7.

      Por certo, a Festividade das Barracas era uma conclusão apropriada para o ano agrícola e para o ciclo de festividades do ano. Tudo relacionado com ela exala alegria, bênçãos abundantes das mãos de Jeová, revigoramento e vida.

  • Festividade Das Trombetas
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    • FESTIVIDADE DAS TROMBETAS

      Esta festividade acontecia no primeiro dia (ou na lua nova) do sétimo mês, etanim (tisri). Assinalava o começo do ano secular dos judeus. Destacava-se da Festividade da Lua Nova nos outros onze meses como sendo mais importante. A ordem declara adicionalmente sobre a Festividade das Trombetas que ela devia ser reservada como um dia de santo congresso, no qual não se devia fazer nenhuma sorte de obra laboriosa.

      A festividade obtém seu nome da seguinte ordem: “Deve haver para vós um completo repouso, um memorial ao toque de trombeta.” “Deve mostrar-se para vós um dia de toque de trombeta.” Neste dia, eram apresentados os sacrifícios de um novilho, um carneiro, sete cordeiros sadios de um ano, junto com uma oferta de cereais de flor de farinha, umedecida com azeite, e um cabritinho como oferta pelo pecado. Isto era em adição às ofertas diárias constantes, bem como aos sacrifícios que eram especialmente ofertados nos dias de lua nova. — Lev. 23:24; Núm. 29:1-6.

      Em Levítico 23:24, onde se fornece uma ordem específica de tocar a trombeta na lua nova do sétimo mês, o termo “trombeta” provém da palavra hebraica hhatsohtseráh. Esta designa uma trombeta reta, uma corneta, em contraste com a trombeta shohphár, que era feita dum chifre animal. Parece que trombetas shohphár também eram sopradas nessa ocasião, bem como nas outras luas novas, conforme indicado pelo Salmo 81:3. A tradição também sustenta que ambas as espécies eram usadas na Festividade das Trombetas.

  • Festividade Do Sábado
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    • FESTIVIDADE DO SÁBADO

      O sábado do sétimo dia é mencionado em relação com as festividades designadas e as luas novas, e, em especial, era reservado qual dia para meditação sobre coisas espirituais e para instrução na lei de Deus. Certos dias das festividades e também as luas novas eram sábados. Falando-se em sentido geral, o sábado do sétimo dia era mais restritivo quanto às atividades normais da vida do que a maioria dos santos congressos ou sábados associados com as festividades. Nenhuma obra de qualquer espécie, nem obra laboriosa, nem trabalho comercial, nem serviço doméstico, podiam ser feitos no sábado do sétimo dia, nem mesmo acender fogo ou juntar gravetos para tal finalidade. No deserto, na época em que foi instituído, não se fornecia nenhum maná para ser colhido no sábado, sendo necessário juntar duas vezes mais dele no sexto dia. — Êxo. 16:22-27; 20:8; 35:2, 3; Núm. 15:32-36; veja ANO SABÁTICO; SÁBADO, DIA DE.

  • Festividade Dos Paes Não-fermentados
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    • FESTIVIDADE DOS PAES NÃO-FERMENTADOS

      Esta festividade começava em 15 de nisã, o dia depois da Páscoa, e continuava por sete dias até 21 de nisã. Seu nome deriva-se dos pães não-fermentados (Heb. , matstsáh), o único pão permitido durante os sete dias da festividade. O pão não-fermentado é trabalhado com água, mas sem fermento. Tem de ser preparado rapidamente, se há de impedir-se a fermentação.

      O primeiro dia da Festividade dos Pães Não-Fermentados era uma assembléia solene ou sábado. No segundo dia, 16 de nisã, trazia-se ao sacerdote um molho das primícias da cevada colhida, a primeira safra a amadurecer na Palestina. Antes desta festividade, não se podia comer nenhum cereal novo, ou pão, ou cereal tostado da nova safra. O sacerdote oferecia simbolicamente tais primícias a Jeová, por mover o molho do cereal para a frente e para trás, ao passo que se oferecia um carneiro sadio, em seu primeiro ano, como oferta queimada, junto com uma oferta de cereal umedecida em azeite e uma oferta de bebida. (Lev. 23:6-14) Não havia ordem de queimar parte do cereal ou de sua farinha sobre o altar, conforme feito mais tarde pelos sacerdotes. Durante esta ocasião festiva, não só havia uma oferta pública ou nacional de primícias, mas também se fazia provisão para que toda família e todo indivíduo que tivesse uma herança em Israel oferecesse sacrifícios de agradecimento. — Êxo. 23:19; Deut. 26:1, 2.

      SIGNIFICADO

      O comer os pães não-fermentados nessa ocasião estava em harmonia com as instruções que Moisés recebera de Jeová, conforme registradas em Êxodo 12:14-20, que incluem a injunção estrita, no versículo 19: “Por sete dias não se deve achar nenhuma massa lêveda nas vossas casas.” Em Deuteronômio 16:3, os pães não- fermentados são chamados de “pão de tribulação”, e eram um lembrete anual para os judeus de sua partida apressada da terra do Egito (quando não tiveram nem tempo de deixar fermentar sua massa [Êxo. 12:34]). Assim lembravam a condição atribulada e a escravidão das quais Israel foi liberto, como o próprio Jeová dissera: “Para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito todos os dias da tua vida.” A concretização de sua libertação vigente como nação e seu reconhecimento de Jeová como seu Libertador, estabeleciam apropriado fundo histórico para a primeira das três grandes festividades anuais dos israelitas. — Deut. 16:16.

      SIGNIFICADO PROFÉTICO

      Jesus Cristo forneceu a interpretação do significado simbólico do fermento ou levedo, conforme registrado em Mateus 16:6, 11, 12, ao avisar a seus discípulos: “Mantende os olhos abertos e vigiai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.” Quando seus discípulos raciocinaram incorretamente entre si quanto ao que ele queria dizer, Jesus falou sem rodeios: “‘Como é que não discernis que não vos falei de pães? Mas, vigiai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.’ Compreenderam então que ele dissera que se vigiassem . . . do ensino dos fariseus e dos saduceus.” Também, Lucas relata que Jesus declarou especificamente em outra oportunidade: “Vigiai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” (Luc. 12:1) O apóstolo Paulo atribui um significado similar ao fermento, em conexão com a Festividade dos Pães Não-Fermentados, ao descrever o proceder que os cristãos devem seguir. — 1 Cor. 5:6-8.

      Em 16 de nisã, o segundo dia da Festividade dos Pães Não-Fermentados, o sumo sacerdote agitava as primícias da colheita de cevada, que era a primeira colheita do ano, ou que podia ser chamada de a primeira das primícias da terra. (Lev. 23:10, 11) É significativo que Jesus Cristo tenha ressuscitado neste mesmíssimo dia, 16 de nisã, no ano 33 E.C. — Veja PRIMÍCIAS.

  • Fiação
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • FIAÇÃO

      O processo de puxar e torcer as fibras vegetais ou animais (linho, algodão, lã, pêlo de cabra, etc.), para formar um fio ou uma linha. Fios estirados eram usados para tecer, coser, bordar e para a fabricação de cordas. Entre os hebreus e outros, empregavam- se nesse processo a roca e o fuso. Diz-se a respeito da esposa capaz: “Ela estendeu suas mãos à roca de fiar e suas próprias mãos seguram o fuso.” — Pro. 31:19.

      A roca era uma vara em que se enrolavam de modo frouxo as fibras limpas, penteadas ou cardadas. (Isa. 19:9) Os métodos de fiação 

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