BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Defendendo a divindade de Jeová apesar de hostilidade de babilônica
    A Sentinela — 1967 | 1.° de março
    • “o próprio Jeová transformou a condição cativa de Jó” e o abençoou com o dobro da riqueza material que perdera no início. Quanto â sua família, veio a ter sete filhos e três belas filhas, mesmo sendo êle próprio idoso, bem como sua esposa. — Jó 42:10-15.

      25 Por certo, Jeová demonstrou ser o verdadeiro Deus que pode escolher testemunhas fidedignas para defender sua Divindade Soberana na terra. Jó foi assim o vindicado defensor dos seus dias. Será que este drama tem cumprimento profético ou uma aplicação que seja de interesse para os homens dotados de verdadeira sabedoria em épocas posteriores? Evidências afirmativas serão apresentadas nos artigos que seguem.

  • Jesus, o “objeto de hostilidade”
    A Sentinela — 1967 | 1.° de março
    • Jesus, o “objeto de hostilidade”

      “Considerai de perto aquele que aturou tal conversa contrária de pecadores contra os próprios interesses deles.” — Heb. 12:3.

      1. Por que se pode descrever Jesus de forma preliminar como sendo Jó Maior?

      O NOME Jó significa “objeto de hostilidade”.a Com que precisão Jó, em suas experiências de provas, demonstrou ser um objeto de hostilidade por parte de Satanás e de seus companheiros religiosos babilonizados! Agora, todo este assunto se revela um drama profético pormenorizado, tendo cumprimento preliminar centralizado no Jó Maior, Jesus Cristo. Mas, antes que se possa examinar as muitas evidências instrutivas disso, torna-se necessário fazer uma breve pesquisa histórica das condições religiosas que grassavam na Palestina e no mundo pagão vizinho durante os cinco séculos que precederam os dias de Jesus. Em todos esses quinhentos anos, Satanás produzia sutis forças religiosas e doutrinas confusas que poriam o “descendente” prometido sob a mais severa prova, quando este surgisse na terra. (Gên. 3:15) Conforme veremos, o homem perfeito, Jesus, estava mais do que preparado e habilitado a ser o Jó Maior ou “objeto de hostilidade”. Para que a questão da Divindade Soberana de Jeová pudesse ser corretamente vindicada, Jesus suportou a conversa contraditória e hostil dos pecadores. — Heb. 12:3.

      CENÁRIO RELIGIOSO SENDO MONTADO PARA JESUS

      2, 3. (a) Como foi que chegaram a existir dois centros judaicos — um na Palestina e um em Babilônia? (b) De que forma a religião judaica foi disseminada no estrangeiro, e em que se centralizava?

      2 Pela história bíblica e secular, torna-se evidente que apenas uma minoria dos judeus exilados em Babilônia, entre 607 e 537 A. E. C. voltou a Jerusalém em 537 A. E. C. e depois disso para participar em restaurar a verdadeira adoração ali e para reconstruir o templo sob a liderança de Zorobabel. (Esd. 2:1, 2) Alguns anos mais tarde, Neemias ajudou a reconstruir os muros de Jerusalém (Nee. 7:1), e Esdras tomou parte nisso por equipar o templo restaurado de sacerdotes para os serviços diários plenos. (Esd. 7:1-7) Esdras também liderou a grande obra de tornar disponíveis para circulação muitas cópias fidedignas das santas Escrituras Hebraicas. A maioria dos judeus exilados, contudo, preferiu permanecer em Babilônia, onde estavam bem plantados, materialmente, embora dispersos em muitas comunidades do país.b Aqueles judeus que permaneceram em Babilônia perpetuaram uma forma da verdadeira religião de Abraão, Moisés e dos Profetas, que poderia ser denominada “hebraísmo”.

      3 A partir do quinto século A. E. C., muitos judeus de Babilônia e da Palestina se tornaram comerciantes envolvidos em negócios e no comércio. Junto com suas famílias, e parentes, fixaram-se em partes compactas das grandes cidades gentias por toda a Mesopotâmia, o Egito, a Grécia, Roma, e, eventualmente, por volta de todo o Mediterrâneo. Isto significava que as comunidades judaicas se desenvolveram, então, como atualmente, em quase toda parte do mundo civilizado. Tais judeus levaram consigo a sua religião hebraica, o hábito de se reunirem para oração e estudo sem rituais ou sacrifício do templo. Um simples salão de reunião era o centro de sua vida religiosa. Primeiramente, tal centro era conhecido como o Beth ha-Keneset (casa de oração) ou o Beth ha-Midrash (casa de estudo).c Mais tarde, devido à influência grega, tais edifícios vieram a ser chamados pela palavra grega synagogues.d

      4. Quão extensivamente estava sendo montado para o ministério de Jesus um cenário mundial judaico?

      4 Desta forma, os judeus levavam sua religião por “exportação” ao crescente mundo gentio. Com o tempo, tais “colônias” judaicas fora da Palestina ultrapassaram grandemente em números a população judaica na terra natal e se tornaram conhecidos como os judeus da dispersão (diáspora), isto é, os judeus ‘espalhados’. (Tia. 1:1) Durante séculos, os judeus se notabilizaram por efetuarem o que equivalia a um grande movimento missionário de levar sua religião aos gentios. “As sinagogas atraíam centenas de milhares de conversos”, escreve Josefo, para transformá-los em prosélitos.’ e(Mat. 23:15) Uma vez cada três anos, os homens judeus e os prosélitos faziam peregrinações a Jerusalém para assistir às festas.’f Josefo relata que nada menos de 2.700.000 homens se reuniram ali para certa páscoa.g A respeito disto, o judeu grecizado, Filo, escreve, chamando Jerusalém de a capital “não de uma só nação, mas de todas as nações”.h Por tais razões, podemos avaliar a medida do cenário mundial que estava sendo montado para que Jesus servisse qual “objeto de hostilidade”.

      INFLUÊNCIAS CARNAIS DO HELENISMO

      5, 6. (a) O que era o helenismo? (b) Como foi “exportado” para a Palestina? (c) A que influências carnais estavam sujeitos os judeus, e será que isso influiu em sua religião?

      5 A seguir, examinemos como toda esta religião pré-cristã dos judeus ficou contaminada pela forma religiosa de pensar oriental e babilônica, isto sendo feito quer diretamente, mediante o cativeiro babilônico dos judeus, quer mais sutilmente, por meio dos gregos orientalizados. Os gregos eram antigamente mencionados como helenos, de modo que sua cultura e sua forma de vida religiosa veio a ser chamada de helenismo. Os muitos antigos filósofos gregos, com efeito, eram “profetas” do helenismo, e suas diferentes escolas filosóficas equivaliam ‘as várias seitas do helenismo pagão. O helenismo, em suas muitas seitas, apresentava as coisas segundo um apelo pagão ao “desejo da carne” (1 João 2:16), tal como a arte, a música, a dança, a cultura física, os esportes, as maneiras sensuais de viver, a busca para a felicidade na carne, o materialismo, a imortalidade da alma humana e a adoração de um panteão ou multidão de deuses. Quando o grecizado Alexandre Magno conquistou o mundo então antigo, “ao invés de desarraigar a população dos países súditos como os conquistadores orientais haviam feito, os gregos levaram a eles o seu próprio país”.i Assim, semelhantes aos judeus, os gregos exportaram sua cultura helenística por todas as nações. Por exemplo, segundo esta diretriz de Alexandre e seus sucessores, foi construída bem no meio da Judéia uma cadeia de dez cidades gregas, conhecida como a Decápolis (dez cidades). (Mat. 4:25; Mar. 5:20; 7:31) Isto foi feito para romper a solidariedade judaica. Produziu uma atmosfera ou espírito mundano que se achava tentadoramente saturado de sutis influências helênicas. (1 Cor. 2:12) Para os jovens judeus, estas cidades eram locais de atrações que apresentavam jogos atléticos, o apelo aos sentidos estéticos, à elegância, ao requinte e à beleza de forma.j Assim as maneiras gregas, as palavras gregas, as idéias gregas inundaram a Palestina.

      6 Mas, todas estas formas helênicas de cultura e de religião já se tinham misturado com os modos orientais e babilônicos quando Alexandre devastou todo o Império Persa.k “Quando [o helenismo] se misturou com as idéias orientais, degenerou num produto completamente bastardo de sensualidade e racionalismo.”l Observa-se tanto a respeito dos judeus na Palestina como os na dispersão que “gradual, mas seguramente, os judeus começaram a assimilar as idéias religiosas dos ao redor deles, e a considerar as Escrituras sob a influência de tais idéias”.a Assim, isto significava que o hebraísmo primitivo agora se tornou mais apóstata como a religião do judaísmo, com todos os seus crescentes acréscimos de tradições e de regulamentos não-bíblicos. (Gál. 1:13; Mar. 7:13) A seguir, avaliemos as evidências de que o judaísmo se tornou babilonizado, daí dividiu-se em seitas, por volta do tempo de Jesus.

      OS JUDEUS ACEITAM O MODO BABILÔNICO DE PENSAR

      7. Com que termo vieram os babilônios a se referir a seu deus?

      7 Primeiro note que, no assunto da divindade em Babilônia, Marduque (Merodaque) é mencionado como sendo “o mais velho dos deuses, o mais antigo”, o principal deus de Babilônia. (Jer. 50:2)b O fundo antigo de Marduque vai até Ninrode. “Ninrode . . . a mais admissível correspondência é com Marduque, o principal deus de Babilônia, provavelmente seu fundador histórico, assim como Assur, o deus da Assíria, parece . . . ser o fundador do império assírio.”c Muito antes do tempo de Isaías, do oitavo século A. E. C. (Isa. 46:1), crescera o hábito em Babilônia de chamar a seu grande deus pagão, Marduque (Merodaque) simplesmente pelo título geral “Senhor” ou Baal, como fizeram os antigos cananeus pagãos. (Juí. 2:11-13) “Marduque . . . é o deus-cidade de Babilônia, onde seu templo era chamado E-sagila . . . Seu nome próprio nos períodos posteriores foi gradualmente substituído pelo título Belu ‘senhor’, de modo que, por fim, era comumente mencionado como [pelo título] Bel.”d — Jer. 51:44.

      8. Será que os judeus foram influenciados pelo costume babilônico acima de chamarem a seu deus por um título?

      8 É bem conhecido que os judeus seguiram um hábito similar depois de seu cativeiro babilônico, não mais se referindo a seu Deus, Jeová, pelo seu nome próprio pessoal, mas simplesmente o chamando pelo título “Senhor” (Adonai) exclusivamente. Em realidade, os sopherim judeus nos séculos babilonizados antes de Jesus fizeram 134 mudanças no texto Sagrado Hebraico, de Jeová (יהוה) para Senhor (אדני), favorecendo este hábito apóstata ou de sibolete.e Assim se vê quão ardilosamente os judeus sob o judaísmo foram induzidos por Satanás a ocultar o próprio nome de seu verdadeiro Deus por seguirem este sibolete dum costume babilônico de se referir ao Deus da pessoa simplesmente pelo título. A relação calorosa e pessoal estava sendo perdida por não mais chamá-lo de Jeová, mas substituí-lo por um título abstrato, Senhor.

      9, 10. (a) De que modo reverente se observou que os verdadeiros adoradores de Jeová usavam o termo Senhor quando se referiam a Ele? (b) O que é observado na forma de Nabucodonosor reconhecer a Divindade Soberana de Jeová?

      9 Desde os dias de Abraão até os Profetas, sempre que os verdadeiros adoradores antigos de Jeová se referiam a Ele como Senhor (Adonai), usavam no contexto o próprio nome divino.f Quando usavam Senhor (Adonai ou Adon) sozinho, sem “Jeová”, era em relação com Sua supremacia sobre os outros chamados senhores ou deuses pagãos (Deu. 10:17; Jos. 3:11, 13), ou somente ele era mencionado como ha-adon, o verdadeiro Senhor.g Isaías expressou o chibolete ou forma correta: “Ó Jeová, nosso Deus, outros senhores [adoním] além de ti têm agido como nossos donos [baalúnu]. Mas, somente de ti faremos menção do teu nome.” — Isa. 26:13.

      10 Adicionalmente, torna-se claro que os babilônios, como os demais pagãos, jamais se referiam a seu deus principal pela expressão exclusiva que significa “o verdadeiro deus”, como o fizeram os genuínos adoradores hebreus de Jeová, dizendo ha-elohim. Quando Nabucodonosor se viu obrigado a reconhecer a Divindade Jeová, o Deus dos hebreus, como o verdadeiro Deus, jamais usou a expressão hebraica ha-elohim, mas simplesmente usou a expressão aramaica elaha (determinativa), deus. — Dan. 3:28, 29.

      11. Dêem outras evidências de os judeus aceitarem o modo de pensar religioso babilônico.

      11 A babilônica “noção de trindades dos poderes divinos” chegou aos judeus por meio da influência egípcia.h As crenças “na imortalidade de alma” chegaram ao judaísmo provenientes da Babilônia e da Grécia. “No segundo século [A. E. C.] os judeus da Palestina bem como de Alexandria aceitaram a doutrina da imortalidade de alma.”i Isto levou ainda mais à crença, no segundo século, na “ressurreição do corpo” que, conforme criam, habilitava a alma a continuar a viver imortalmente.j Por exemplo, o livro apócrifo chamado Sabedoria de Salomão, escrito por um judeu antes dos dias de Jesus, advoga o ensino do filósofo grego, Platão, quanto à separação da alma e o corpo. (1:4; 9:15) Apresenta o conceito grego da predestinação, em que se diz que a alma preexistente entra no corpo. (8:19, 20) A vida futura não vem por meio do Messias, mas pela sabedoria. (8:13) Ensina que o homem foi criado para a incorrupção e a imortalidade. (2:23; 6:19; 12:1) O modo grego de pensar é apresentado, de que o Hades é um lugar em que as almas injustas sofrem. (1:14; 3:1-10), e que a coisa sábia para o homem é viver uma vida de prazer agora. — 2:7-9.

      GRUPOS JUDAICOS DE PRESSÃO SECTÁRIA

      12-14. Descrevam, um de cada vez, os três grupos de pressão judaicos.

      12 O judaísmo começou a se dividir em diversas seitas, segundo a aceitação ou rejeição de várias crenças obscuras do mundo pagão. Tais seitas vieram a servir como grupos de pressão não só religiosa, mas também política. Neste período, a seita dos saduceus se desenvolveu. Os saduceus “incluíam grande parte da casta sacerdotal, e herdaram o conceito dos anteriores helenistas . . . Eram essencialmente materialistas; não partilhavam da esperança messiânica das pessoas, e depositavam sua confiança no raciocínio; sua confiança própria, sua rigidez em fazer cumprir a letra da lei rabínica, e sua negação da ressurreição, refletem o espírito da Estóica [uma escola grega de filosofia]”.k

      13 A seita dos essênios partilhava, junto com os Puritanos helênicos que seguiam a Pitágoras, em crer “não só a doutrina dualística do corpo e alma, mas o empenho em favor da pureza corporal, a prática de abluções, a rejeição de ofertas de sangue, e o incentivo ao celibato [tornando-se com efeito eunucos]”.l

      14 Os escribas formavam o que equivalia a uma seita ou partido. Primitivamente, estavam associados aos Hasidim (os piedosos). Eram estritos defensores da Lei de Moisés, sendo seus advogados. Nutriam grande antagonismo à língua grega e às idéias gregas.a

      15-17. Citem alguns pontos interessantes a respeito de outros três adicionais grupos de pressão judaicos.

      15 Ainda outra seita, a dos fariseus, veio a existir durante estas épocas pré-cristãs e eram conhecidos entre si como habherim, significando “próximos”. Sua afirmação de serem os próximos “aumentava o poder que [os fariseus] tinham por meio de sua influência junto ao povo”.’b Incidentalmente, quando Jesus falou aos fariseus em certa ocasião, isto elucida sua ilustração a respeito do “bom samaritano”, quando perguntou: “Qual destes três te parece ter-se feito [o] próximo do homem que caiu entre os salteadores?” (Luc. 10:25-37) Os fariseus eram estritos observadores das muitas tradições judaicas que haviam sido acrescentadas à lei de Moisés. Criam nos anjos e nos espíritos e se apegavam a uma “ressurreição do corpo”.c (Atos 23:6-8) Que as almas humanas são imortais e que os iníquos sofrem num hades foram coisas também ensinadas por eles. Josefo testifica a respeito: “[Os fariseus] pensam que toda alma é imortal; somente as almas dos homens bons passarão para outro corpo, mas as almas dos ruins sofrerão o castigo eterno.”d

      16 Um outro grupo de pressão veio a ser chamado de herodianos ou o grupo de seguidores de Herodes. (Mat. 22:16) Havia um grupo de nacionalistas que apoiavam os alvos políticos dos Herodes em seu domínio sob os romanos.e

      17 Um grupo final de pressão veio a ser o próprio Tribunal Sinédrio que agia como um todo. Seus membros se compunham de sacerdotes e líderes destas outras seitas e partidos. Tal é o alinhamento completo dos grupos sectários de pressão que se haviam formado por volta do tempo em que Jesus realizou seu ministério.

      O JÓ MAIOR EM CENA

      18, 19. Apresentem mais notáveis semelhanças entre Jesus e o antigo Jó.

      18 A escola maior de cumprimento do drama de Jó se iniciou nos dias de Jesus. O próprio Jesus se tornou tal Jó Maior, o principal “objeto de hostilidade”, como indica o nome Jó. São surpreendentes os pormenores ocorridos no ministério terrestre de Jesus que vieram a ter cumprimento direto, como no caso de Jó, embora nem sempre na mesma ordem. Ademais, Jesus, sendo homem perfeito, com pleno conhecimento, estava em posição avançada para enfrentar as crescentes pressões que vieram sobre ele por parte da mão permitida de Satanás e de seus grupos babilônicos de pressão. É proveitoso examinar as surpreendentes evidências de que Jesus sustenta com maestria a Divindade Soberana de seu Pai, Jeová.

      19 Quando Jesus foi ungido como Rei designado pelo espírito de Deus, no Rio Jordão em 29 E. C., ele, com efeito, tinha

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar