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  • Adversidades — como as vencemos
    A Sentinela — 1978 | 15 de outubro
    • VERDADEIRA PROTEÇÃO E SATISFAÇÃO

      Há alguns anos, houve uma revolução política no Panamá. Muitos fugiram através da fronteira para Costa Rica, e os vizinhos nos aconselharam a fazer o mesmo. Mas, eu lhes disse que não estava envolvido na política, e não via motivos para fugir. Nós, Testemunhas, ficamos, e não perdemos nossos sítios, ao passo que os que fugiram perderam tudo para os guerrilheiros e os bandidos.

      A grande satisfação que Eladia e eu temos é saber que pudemos ajudar a muitos outros a obter conhecimento de Jeová Deus e seus propósitos. Sabemos que, da família dela, há 31 batizados que divulgam a mensagem do Reino a outros, e há pelo menos 35 da minha família. Além disso, há muitos outros parentes que estudam a Bíblia com as Testemunhas de Jeová e freqüentam as reuniões cristãs.

      Dos nossos parentes chegados, oito são anciãos cristãos, oito são servos ministeriais nas congregações, e três são pioneiros especiais. Não nos reunimos mais na nossa casa; antes, temos um bom Salão do Reino, que construímos ao lado dela. A assistência regular às nossas reuniões costuma ser de uns 75. Estou convencido de que o poder da Palavra e do espírito de Deus consegue ajudar a pessoa a vencer quaisquer adversidades, não importa quão grandes sejam, que se possa sofrer na vida.

  • O Sermão do Monte — a ira prolongada pode ser fatal
    A Sentinela — 1978 | 15 de outubro
    • O Sermão do Monte — a ira prolongada pode ser fatal

      DEPOIS de dizer que não viera para destruir a lei de Deus, mas para cumpri-la, Jesus relacionou a prolongada ira com o assassínio. Começou por dizer: “Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’” — Mat. 5:21.

      A frase: “Ouvistes que se disse”, pode referir-se tanto às coisas declaradas nas Escrituras Hebraicas inspiradas, como aos ensinos da tradição judaica. (Mat. 5:21, 27, 33, 38, 43; João 12:34) A lei que descrevia o assassínio como crime capital era conhecida “aos dos tempos antigos”, quer dizer, aos das gerações anteriores aos dias de Jesus. De fato, essa lei pode ser vista remontando ao tempo de Noé. — Gên. 9:5, 6; Êxo. 20:13; 21:12; Lev. 24:17.

      Ter de “prestar contas ao tribunal de justiça” significava ser sentenciado por um dos “tribunais locais” (em grego: synedria, “sinédrios menores”), situados em toda a terra da Palestina. (Mat. 10:17; Deu. 16:18) A tradição judaica dá o número dos juízes nestes tribunais como tendo sido de 23 nas cidades com uma população masculina, adulta, de 120 ou mais.a Os assassinos condenados sofriam a pena de morte. No tempo de Jesus, porém, os tribunais judaicos tinham de obter permissão das autoridades romanas para aplicar a pena capital. — João 18:31.

      Jesus salientou que Deus pode considerar alguém como merecendo a pena capital embora não cometesse propriamente um assassínio. Falando com autoridade, como alguém diretamente enviado por Deus, Jesus declarou: “No entanto, digo-vos que todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça.” — Mat. 5:22a.

      “Todo aquele que continuar furioso com seu irmão”, segundo Jesus, é tão culpado, perante Deus, como alguém condenado por homicídio. Isto se dá porque, permitir que a ira fique latente no seio significa realmente odiar o próximo, e “todo aquele que odeia seu irmão é homicida”. (1 João 3:15) Embora alguém possa corretamente ficar ocasionalmente irado ou indignado, a ira prolongada contra o irmão ou o próximo pode ser fatal para ambos. — Mar. 3:5; Efé. 4:26; Tia. 1:19, 20.

      “Quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo”, continuou Jesus, “terá de prestar contas ao Supremo Tribunal”. (Mat. 5:22b) “Uma palavra imprópria de desprezo” é a tradução da palavra grega raca, que se deriva do hebraico e significa “inane”, “cabeça-dura”, “cabeça-de-pau”. O que pensa Deus de alguém que não só nutre ódio e ira assassinos no coração, mas também dá vazão a eles por expressar desprezo?

      Segundo Jesus, tal pessoa leva certa medida de culpa comparável a um condenado e sentenciado à morte pelo “Supremo Tribunal” judaico. Este era o principal Sinédrio em Jerusalém, composto dos “principais sacerdotes [que supervisionavam as funções sacerdotais no templo], com os [anciãos] e os escribas”. (Mar. 15:1) Este corpo legislativo, que supostamente se compunha de 71 juízes, tratava apenas de casos de excepcional gravidade ou complexidade, e acolhia apelações dos tribunais inferiores.b

      Jesus foi então um passo mais além, dizendo: “Quem disser: ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena ardente.” (Mat. 5:22c) A palavra grega vertida aqui por “tolo desprezível” é moré. Um termo hebraico de som similar (moreh) significa “rebelde”, “amotinado”. Ao passo que raca sugere estupidez intelectual, moré designa alguém moralmente imprestável, apóstata e rebelde contra Deus. John Lightfoot salientou na sua obra Exercícios Hebraicos e Talmúdicos (em inglês): “‘Raca’ indica deveras ‘morosidade, e leviandade nos modos e na vida’; mas ‘tolo’ julga amargamente o estado espiritual e eterno, e decreta o homem à destruição certa.”

      Os que denunciariam seu próximo desta maneira ‘estariam sujeitos à Geena ardente’. Jesus referiu-se com isso ao Vale de Hinom (em hebreu Gei Hinnom) perto de Jerusalém, que se tornou depósito de lixo,

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