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Os sobrevivencialistas — estão preparados para o fim?Despertai! — 1985 | 8 de maio
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as guerras e donde vêm as lutas entre vós? Não vêm disso, a saber, dos vossos desejos ardentes de prazer sensual, que travam um combate nos vossos membros?” (Tiago 4:1) Colocar os interesses egoístas da pessoa em primeiro lugar invariavelmente leva a contendas.
Têm as ideologias que agora unem os sobrevivencialistas uma natureza tão altruísta que a ganância e o egoísmo não dominariam seu modo de pensar quando confrontados com a escassez gerada por uma catástrofe global? A revista The Christian Century (O Século Cristão) recentemente citou Jerry Younkins, porta-voz dum grupo de sobrevivencialistas “cristãos”, como tendo dito: “Somos cristãos primeiro, e sobrevivencialistas depois.” Com isto queria dizer que, quando o desastre assolar, eles (pelo menos de início) tentarão praticar os princípios cristãos. “Compartilharemos o que tivermos o máximo que pudermos”, prosseguiu. Mas, que dizer quando os suprimentos começarem a escassear? “Nós os mataremos”, afirmou o sr. Younkins. “É muito simples: Em tal situação, é uma questão de ou nós ou eles.
Em tal clima de terror, estoques ocultos de alimento ou de ouro poderiam soletrar a sentença de morte dum sobrevivencialista.
Antigos Sobrevivencialistas
O sobrevivencialismo não é realmente algo novo. Com efeito, os sobrevivencialistas fazem-nos lembrar um grupo que existia no primeiro século de nossa Era Comum: os zelotes judeus. Ao se aproximar o fim da sétima década, a hostilidade entre os judeus e seus governantes romanos opressores chegava ao ponto de estourar. O fanatismo religioso, as catástrofes naturais, como terremotos, e a escassez de alimentos, tudo contribuiu para atiçar os temores de que tinha chegado o fim do existente sistema de coisas. (Mateus 24:6-8) Como sobrevivencialista da atualidade, alguns tentaram fortalecer-se para o futuro. Quando os exércitos romanos, sob o comando do general Céstio Galo, subiram contra Jerusalém, alguns zelotes judeus conseguiram capturar a cidade de Massada. Alojados em sua fortaleza rochosa de 400 metros de altitude, os zelotes dispunham duma série de armas e amplas reservas de alimentos e de água. A sobrevivência parecia garantida.
Contudo, o general romano Tito destruiu Jerusalém, em 70 EC, deixando Massada como ponto focal do ataque romano. Por sete longos meses os zelotes resistiram. Mas, os engenheiros romanos tiveram êxito em construir enorme rampa que possibilitou o acesso de seus soldados à fortaleza. Sabendo que a captura significava uma existência miserável como escravos, os 960 homens, mulheres e crianças em Massada cometeram suicídio em massa. Seus esforços de sobreviver por se refugiarem numa fortaleza tremendamente armada, no topo dum monte, provaram-se fúteis.
É interessante, porém, que havia um grupo de pessoas que sobreviveram a este holocausto sem empregar tais táticas de sobrevivência.
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A única forma de sobrevivênciaDespertai! — 1985 | 8 de maio
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A única forma de sobrevivência
“QUANDO virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela. Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia.” (Lucas 21:20, 21) Foi assim que Jesus Cristo instruiu a seus discípulos. E que aconteceria com os que desobedecessem às palavras de Cristo? Ele predisse: “Cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações.” — Lucas 21:24.
Os zelotes sentiriam repulsa pelas palavras de Jesus. Segundo o livro A History of the Jews (História dos Judeus), de Abram L. Sachar, os zelotes “eram extremistas que apelavam para tudo a fim de derrubar seus amos pagãos”. A idéia de fugir pareceria não só impraticável, mas, pior ainda, uma covardia! Assim, em 66 EC, a crueldade dos romanos incitou estes judeus a rebelar-se. Depois de os rebeldes judeus capturarem Massada, Roma correu para garantir Jerusalém. Jerusalém ficou então “cercada por exércitos acampados”. Mas, quando Céstio Galo, procônsul romano, inesperadamente retirou suas tropas, abriu-se a oportunidade para os moradores de Jerusalém seguirem o conselho de Jesus e fugirem. Afirma Eusébio, historiador do terceiro século: “No entanto, todo o corpo da igreja em Jerusalém, mandado por revelação divina, . . . mudou-se da cidade e passou a morar em certa cidade além do Jordão, chamada Pela.” Mas, que dizer dos que permaneceram em Jerusalém?
Veio 70 EC, e os romanos voltaram, sob a liderança do general Tito. Decidido a conquistar a cidade, eles a cercaram. Flávio Josefo, ex-rebelde judeu que então servia aos romanos, rodeou as muralhas de Jerusalém, suplicando a seu povo que desistisse de sua luta inútil. “Compreendei”, clamou, “que lutais não só contra os romanos, mas também contra Deus”. Com que resultado? Em suas próprias palavras: “Todavia, embora Josefo, com lágrimas nos olhos, apelasse assim em altos brados a eles, os insurgentes nem cederam, nem julgaram seguro modificar seu proceder.” Em conseqüência, centenas de milhares morreram de fome e pela espada, e dezenas de milhares de outros foram arrastados a uma vida de escravidão! Todavia os cristãos, seguros em Pela, puderam refletir sobre a bênção de terem obedecido ao aviso de Cristo.
A Sobrevivência Atual
O que aconteceu em Jerusalém foi simples exemplo, em pequena escala, do que acontecerá em nossos tempos, em escala global. Mas, o que está em jogo desta feita é a existência, não apenas duma cidade, mas de um sistema de coisas mundial! — Mateus 24:21.
É o próprio Deus quem trará esta calamidade global. Mas, por que motivo? De modo a “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação 11:18) Deus, “o Formador
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