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‘Pregue livramento aos cativos’A Sentinela — 1967 | 1.° de julho
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21. Em sua penosa caminhada para o Calvário, como foi que Jesus predisse dificuldades para Jerusalém e para suas filhas?
21 Três dias depois, Jesus caminhava penosamente para o Calvário, seguido de Simão de Cirene, que levava para êle a estaca de tortura. “Mas, seguia-lhe uma grande multidão do povo e de mulheres que se batiam de pesar e que o lamentavam. Jesus voltou-se para as mulheres e disse: ‘Filhas de Jerusalém, parai de chorar por mim. Ao contrário, chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos; porque, eis que virão dias em que as pessoas dirão: “Felizes as mulheres estéreis e as madres que não deram à luz, e os peitos que não amamentaram!” Então principiarão a dizer aos montes: “Caí sobre nós”, e às colinas: “Cobri-nos!” Porque, se fazem estas coisas quando a árvore é seivosa, o que ocorrerá quando estiver ressequida?’” — Luc. 23:26-31.
22. Como é que a árvore simbólica ainda tinha umidade, e como é que ficaria ressequida?
22 Ainda havia alguma umidade de vida na árvore da nação judaica por causa da existência dum restante crente no meio dela. Mas, a retirada deste restante cristianizado deixaria uma árvore espiritualmente morta, uma organização nacional seca. Ó, como isso traria a ira de Deus sobre os judeus então!
23. Alguns anos depois, o que disse Paulo a respeito da conduta dos judeus e sobre o que lhes sobreviria, e será que isto aconteceu?
23 Cerca de dezessete anos depois que Jesus avisou a respeito da árvore ressequida, o apóstolo Paulo, um judeu convertido, escreveu à congregação cristã que sofria perseguição em Tessalônica, Macedônia, e disse: “Vós, irmãos, vos tornastes imitadores das congregações de Deus que estão na Judéia, em união com Cristo Jesus, porque também começastes a sofrer às mãos dos vossos próprios conterrâneos as mesmas coisas que eles também estão sofrendo às mãos dos judeus, que mataram até mesmo o Senhor Jesus e os profetas, e que nos perseguiram. Outrossim, eles não estão agradando a Deus, mas são contra os interesses de todos os homens, visto que tentam impedir-nos de falar a pessoas das nações para que essas se salvem, com o resultado de que sempre enchem a medida de seus pecados. Mas, por fim veio sobre eles o furor dele.” (1 Tes. 2:14-16) Quão verdadeiro era isso, pois vinte anos depois o “grande e ilustre dia de Jeová” veio sobre êles, e sua ira foi derramada sobre eles às mãos dos exércitos romanos!
24. Quando os judeus cristianizados fugiram, o que começou a ser retido daqueles que estavam na Judéia e em Jerusalém, e será que isso pressagiava algo?
24 Seguindo o conselho de Jesus, os cristãos judeus fugiram de Jerusalém e da Província da Judéia, abandonando os judeus descrentes a seu predito fim terrível. Então, cessou o derramamento do espírito santo de Jeová sobre os judeus em Jerusalém e na Judéia. Esta retenção do Seu espírito foi muitíssimo ominosa, pressagiando a dificuldade à frente!
25. Como é que a rejeição do livramento pregado pelos seguidores de Jesus veio a significar destruição para os judeus?
25 Os judeus descrentes rejeitaram a pregação dum livramento, proferida pelos seguidores de Cristo, ungidos com espírito santo. Preferiram permanecer cativos ao sistema de judaísmo, preso às tradições. Sua própria mesa religiosa se tornou uma armadilha de destruição para eles. (Sal. 69:22; Rom. 11:9) Rejeitando Jesus Cristo como o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, continuaram a apegar-se à sua Páscoa anual em Jerusalém. Ao invés de fugirem de Jerusalém e da Judéia junto com os cristãos, afluíram a Jerusalém em centenas de milhares, na primavera (hemisfério norte) de 70 E. C. Então, as legiões romanas, sob o General Tito, voltaram e cercaram-nos em Jerusalém, construindo uma cerca fortificada de oito quilômetros em torno da cidade condenada. Depois dum sítio cruel, Jerusalém caiu diante do General Tito em 8 de setembro de 70 E. C. Segundo o historiador Flávio Josefo, houve a mortandade de 1.100.000 pessoas, e 97.000 sobreviventes miseráveis foram levados à escravidão. Pelo menos para 1.100.000 pessoas, a recusa de livramento da parte de Jesus Cristo tinha significado terrível destruição.
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O que o livramento significa para os cativos em nosso tempoA Sentinela — 1967 | 1.° de julho
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O que o livramento significa para os cativos em nosso tempo
1. O que ilustra a experiência judaica no primeiro século, e, assim, será que o livramento significa meramente sair dum sistema de cativeiro?
O DESASTRE que sobreveio à nação judaica em nosso primeiro século foi ilustração histórica, em pequena escala, do que resulta quando não é aceito o livramento pregado pelos ungidos de Jeová. O livramento não é apenas sair dum sistema de cativeiro, a restauração da luz da liberdade aos olhos cegados pelas trevas religiosas dum sistema de prisão. O livramento também inclui escapar da destruição junto com o sistema semelhante à prisão do cativeiro religioso. Tal destruição se aproxima dos homens desta geração, em escala mundial.
2. Assim, o aviso de Pedro para que eles fossem salvos daquela geração pervertida significava mais do que apenas o livramento do quê?
2 Há dezenove séculos atrás, foi aos judeus e aos prosélitos circuncidados que Pedro avisou para que se salvassem daquela pervertida geração judaica. Avisava-os do que sobreveio à nação deles em 70 E. C. Pregava-lhes então mais do que apenas um livramento do sistema escravizador do judaísmo tradicional. — Atos 2:40.
3. (a) Cerca de três anos e meio mais tarde, Pedro lançou a convocação para que os gentios saíssem do que, e como sua ação estava em harmonia com a ordem de despedida de Jesus? (b) Depois da destruição de Jerusalém, por que tinha de prosseguir a pregação dum livramento?
3 Não haviam ainda passado três anos e meio quando Pedro foi enviado a pregar a mensagem de livramento aos gentios incircuncidados que não estavam em escravidão ao judaísmo tradicional. (Atos 10:1-48; 11:8) Aos gentios que creram desde então, a questão era de livramento quanto ao sistema pagão de religião. A questão era de livramento do império mundial da falsa religião babilônica. A convocação feita aos gentios era para que saíssem de Babilônia, a Grande, o que significava saírem daquele império mundial da religião falsa. É por isso que o ressuscitado Jesus Cristo disse a seus discípulos: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” (Mat. 28:19, 20) Assim, o fato de que a Jerusalém terrestre foi destruída em 70 E. C. não era sinal para indicar que a pregação dum livramento aos cativos deveria terminar. Babilônia, a Grande, ainda permanecia, depois de Jerusalém ser destruída pelos exércitos romanos.
4. Anos depois, que visão de Babilônia, a Grande, teve João, e por que há urgente necessidade agora de livramento quanto a ela?
4 Vinte e seis anos depois de Jerusalém ser assim destruída, o apóstolo João teve uma visão miraculosa e viu Babilônia, a Grande, ainda sentada opressivamente sobre muitas águas simbólicas, a saber, povos, multidões, nações e línguas, por volta de todo o globo. (Rev. 17:15) Babilônia, a Grande, ainda continua sentada pesadamente nas costas das pessoas. Há agora urgente necessidade
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