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GibeãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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quem Davi designara como chefe do exército. — 2 Sam. 20:8-10.
No decurso dos séculos, os gibeonitas originais continuaram a existir como povo, embora o Rei Saul tramasse destruí-los. Contudo, os gibeonitas esperaram pacientemente em Jeová para revelar tal injustiça. Ele fez isto por meio de uma fome de três anos no reinado de Davi. Ao indagar de Jeová e saber que estava envolvida a culpa de sangue, Davi entrevistou os gibeonitas para assegurar-se do que devia ser feito para expiar a culpa. Os gibeonitas responderam corretamente que não era uma “questão de prata ou de ouro”, porque, segundo a Lei, não se podia aceitar nenhum resgate para o assassino premeditado. (Núm. 35:30, 31) Também reconheceram que não podiam matar um homem sem autorização legal. Por conseguinte, não foi senão depois de adicionais indagações feitas por Davi que solicitaram que sete “filhos” de Saul lhes fossem entregues. Serem tanto Saul como sua casa culpados de sangue sugere que, embora Saul provavelmente assumisse a liderança nas medidas assassinas, os “filhos” de Saul podem ter compartilhado disso, quer direta quer indiretamente. (2 Sam. 21:1-9) Assim sendo, não seria o caso de os filhos morrerem pelos pecados dos pais (Deut. 24:16), mas envolveria a administração da justiça retributiva, em harmonia com a lei de “alma por alma”. — Deut. 19:21.
Durante a vida de Davi, o tabernáculo foi transferido para Gibeão. (1 Crô. 16:39; 21:29, 30) Foi ali que Salomão ofereceu sacrifícios no início de seu reinado. Também, em Gibeão, Jeová lhe apareceu num sonho, convidando-o a solicitar qualquer coisa que desejasse. — 1 Reis 3:4, 5; 9:1, 2; 2 Crô. 1:3, 6, 13.
Anos depois, o profeta Isaías (28:21, 22), ao predizer o ato estranho e a obra incomum de Jeová de levantar-se contra Seu próprio povo, compara isto ao que aconteceu na baixada de Gibeão. Provavelmente, a alusão feita é à vitória sobre os filisteus, que Deus concedeu a Davi (1 Crô. 14:16), se não for também à derrota bem anterior da liga amorréia, no tempo de Josué. (Jos. 10:5, 6, 10-14) A profecia teve um cumprimento em 607 A.E.C., quando Jeová permitiu que os babilônios destruíssem Jerusalém e seu templo.
Em Mispá, não muito depois da destruição predita, Ismael assassinou Gedalias, o governador designado por Nabucodonosor, rei de Babilônia. O assassino e seus homens também levaram cativas as pessoas remanescentes de Mispá. Mas Joanã, junto com seus homens, alcançaram Ismael, junto às abundantes águas de Gibeão, e reouveram os cativos. — Jer. 41:2, 3, 10-16.
Os homens de Gibeão achavam-se entre os que retornaram do exílio em Babilônia, em 537 A.E.C., e certas pessoas dentre eles mais tarde participaram na restauração do muro de Jerusalém. — Nee. 3:7; 7:6, 7, 25.
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GideãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GIDEÃO
[derrubador, abatedor].
Um dos notáveis juízes de Israel; o filho de Joás, da família de Abiezer, da tribo de Manassés. Gideão morava em Ofra, povoado evidentemente situado a O do Jordão. A divisão tribal a que pertencia era a mais insignificante de Manassés, e ele era “o menor na casa de [seu] pai”. — Juí. 6:11, 15.
Gideão viveu numa época muito turbulenta da história de Israel. Devido à sua infidelidade a Jeová, os israelitas não usufruíam os frutos de sua labuta. Por vários anos, as nações pagãs vizinhas, especialmente os midianitas, invadiam Israel na época da colheita com hostes ‘tão numerosas como os gafanhotos’. A mão de Midiã provou-se pesada sobre eles por sete anos, tanto assim que os israelitas fizeram para si locais subterrâneos de estocagem, a fim de ocultar dos invasores as suas reservas alimentares. — Juí. 6:1-6.
CHAMADO PARA SERVIR COMO LIBERTADOR
Para evitar que os midianitas o descobrissem, Gideão malhava o trigo, não num lugar aberto, mas num lagar de vinho, quando um anjo lhe apareceu, dizendo: “Jeová está contigo, ó valente, poderoso.” Isto moveu Gideão a perguntar-lhe como tal poderia ser verídico, em vista da opressão midianita sobre sua nação. Quando lhe foi dito que ele seria a pessoa que libertaria Israel, Gideão mencionou de forma modesta a sua própria insignificância. Mas, foi-lhe assegurado que Jeová provaria estar com ele. Assim sendo, Gideão pediu um sinal, de modo que soubesse que o mensageiro era realmente um anjo de Jeová. — Juí. 6:11-22.
Nessa mesma noite, Jeová pôs Gideão à prova por ordenar-lhe que derrubasse o altar erguido por seu pai para o deus Baal. Com a devida cautela, Gideão fez isto, de noite, com a ajuda de dez servos. Quando os homens da cidade se levantaram pela manhã e viram o que tinha acontecido, e então souberam que Gideão era o responsável por isso, exigiram a vida dele. Joás replicou no sentido de que Baal devia fazer sua própria defesa contra Gideão. — Juí. 6:25-32.
Quando os midianitas, junto com os amalequitas e os orientais, invadiram novamente Israel, o espírito de Jeová envolveu Gideão. Empenhando-se em obter garantia do apoio divino, ele solicitou e obteve dois sinais. Trinta e dois mil combatentes vieram apoiar Gideão, em resposta à sua convocação de lutarem contra Midiã. No entanto, esta força foi finalmente reduzida só a 300 homens, deixando claro que apenas Jeová lhes podia conceder a vitória. — Juí. 6:33 a 8:21.
FEITO O ÉFODE
Depois de Gideão ter derrotado os midianitas pelo poder divino, os israelitas gratos lhe solicitaram que estabelecesse sua família como dinastia governante. No entanto, Gideão reconhecia que Jeová era o legítimo Rei de Israel e, por conseguinte, não atendeu à solicitação deles. Ele então sugeriu que contribuíssem as jóias de ouro que eles haviam obtido como despojos de guerra, apenas as argolas para o nariz somando 1.700 siclos de ouro. Gideão fez então um éfode dos despojos contribuídos, exibindo-o em Ofra. Mas todo o Israel começou a ter ‘relações sexuais imorais’ com o éfode, até mesmo se tornando um laço para Gideão e sua casa. Assim, embora esta medida que tomou fosse, sem dúvida, corretamente motivada, o éfode desviou a atenção do verdadeiro santuário designado por Jeová — o tabernáculo. Os esforços de Gideão foram frustrados, produzindo um resultado contrário ao tencionado. — Juí. 8:22-27; veja ÉFODE.
MORRE QUAL TESTEMUNHA APROVADA
Tão completa foi a libertação que Jeová concedeu por meio de Gideão que não houve mais distúrbios durante os quarenta anos de seu juizado. Gideão veio a possuir muitas esposas, com as quais teve setenta filhos. Depois da morte de Gideão, numa boa idade, Israel novamente se tornou vítima da adoração de Baal. Ademais, Abimeleque, filho de Gideão com sua concubina, uma mulher de Siquém, matou os setenta filhos de Gideão, com a exceção de Jotão, que se escondeu. — Juí. 8:28 a 9:5.
A fé de Gideão, em face de grandes desvantagens numéricas, habilitou-o a ser mencionado como um dentre a “tão grande nuvem de testemunhas”. (Heb. 11:32; 12:1) Em aditamento, sua modéstia era exemplar, e ela era acompanhada de precaução. Pelo que parece, a cautela de Gideão era saudável, e não deve ser encarada como proveniente de falta de fé da parte dele, uma vez que jamais foi censurado por ser cauteloso. Outrossim, conforme indicado pelo Salmo 83, a derrota de Midiã, nos dias de Gideão, fornece um padrão profético da vindoura destruição de todos os opositores a Jeová, resultando na completa vindicação do Seu santo nome. — Compare com Isaías 9:4; 10:26.
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Giesta (Giesta-das-vassouras, Nm)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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GIESTA (GIESTA-DAS-VASSOURAS, NM)
[Heb., róthem].
A giesta é, em realidade, um arbusto desértico da família das ervilhas.
Este arbusto é uma das plantas mais abundantes do deserto de Judá, da península do Sinai, bem como do restante da Arábia, e é encontrado em ravinas, em lugares rochosos, nas encostas dos montes, e até mesmo em faixas abertas de areia das áreas desérticas, onde suas raízes aprofundam-se para captar umidade. Atinge de 90 cm a 3,70 m de altura, tendo numerosos ramos finos, cilíndricos, e folhas estreitas e retilíneas. Quando floresce, os pequenos cachos de flores delicadas, que variam de cor, indo do branco ao rosa, constituem linda vista, ao recobrirem as encostas dos montes, de outra forma áridas. O nome hebraico dessa planta (róthem) provém duma raiz que significa “ligar” e, de acordo com Plínio (do primeiro século E.C.), seus ramos flexíveis eram usados para amarrar coisas, e até mesmo para entrançar uma cesta.
Quando Elias fugiu para o ermo, a fim de escapar da ira de Jezabel, o registro em 1 Reis 19:4, 5 afirma que ele mesmo “sentou-se debaixo de certa giesta-das-vassouras”, e então passou a dormir ali. Ao passo que as giestas-das-vassouras menores só proveriam escassa sombra do sol escaldante do deserto, um arbusto de bom tamanho forneceria um alívio bem acolhido. Este arbusto desértico também servia de combustível. A madeira da giesta-das-vassouras resulta em excelente carvão vegetal, que queima com calor intenso, e é altamente apreciada até o dia de hoje nos países arábicos.
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GiganteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GIGANTE
A Bíblia fornece relatos de homens de extraordinária estatura. Havia Ogue, rei de Basã, um dos refains, cujo esquife media nove côvados (c. 4 m) de comprimento e quatro côvados (c. 1,80 m) de largura. (Deut. 3:11) Golias, de Gate, a quem Davi matou, tinha seis côvados e um palmo (c. 2,90 m) de altura. — 1 Sam. 17:4-7; veja GOLIAS.
Além de Golias, havia em Refaim outros homens incomumente altos, entre os tais Isbi-Benobe, cuja lança pesava 300 siclos de cobre (c. 3,4 kg) (2 Sam. 21:16); Safe ou Sipai (2 Sam. 21:18; 1 Crô. 20:4); Lami, irmão de Golias, “cuja haste de lança era como o cilindro dos tecelões” (1 Crô. 20:5); e um homem de extraordinária estatura, cujos dedos das mãos e dos pés eram em seis, totalizando vinte e quatro. — 2 Sam. 21:20.
Os espias destituídos de fé relataram aos israelitas que, em Canaã: “Vimos . . . os nefilins, os filhos de Anaque, que são dos nefilins; de modo que ficamos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles.” (Núm. 13:33) Estes homens de estatura extraordinária, chamados de filhos de Anaque (que significa “de pescoço comprido”), não eram realmente nefilins, conforme relatado, mas apenas homens de estatura incomumente elevada, pois os nefilins, descendentes de anjos e de mulheres (Gên. 6:4), pereceram no Dilúvio.
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GilboaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GILBOA
“Monte” tradicionalmente identificado com Jebel Fuqu‘ah, uma cordilheira de pedra calcária, em forma de crescente, situada a E da planície de Esdrelom, e que se estende primeiro a SE e então para o S. As ravinas dividem essa cordilheira em vários planaltos. Grande parte dela é constituída de rocha árida, com canais escarpados no N e no O, onde o giz sofreu erosão. Mas nas graduais encostas ocidentais cultiva-se o trigo e a cevada. Também, terras boas para pasto, bem como figueiras e oliveiras, podem ser encontradas ali. O lado setentrional é o mais íngreme e elevado, ascendendo a c. 518 m acima do nível do mar.
Gilboa figurava em pelo menos duas grandes batalhas. No “poço de Harode”, comumente ligado com a fonte situada no contraforte NO de “Gilboa”, Gideão e seus homens acamparam.
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