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  • Josias
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • do reino de dez tribos, mas que ficara desolado por causa da conquista assíria e do exílio que se seguiu. (2 Crô. 34:3-8) Evidentemente as denúncias de Sofonias e de Jeremias contra a idolatria tiveram bom efeito.  Jer. 1:1, 2; 3:6-10; Sof. 1:1-6.

      Depois que o Rei Josias terminou a limpeza da terra de Judá e enquanto ainda fazia reparos no templo de Jeová, o sumo sacerdote Hilquias encontrou o “livro da lei de Jeová pela mão de Moisés”, sem dúvida o original. Hilquias confiou a Safã, o secretário, esta descoberta sensacional, e Safã relatou o progresso da obra de reparos do templo e, depois disso, leu o livro para Josias. Ao ouvir a palavra de Deus, este rei fiel rasgou suas roupas e então comissionou uma delegação de cinco homens a indagar a Jeová em seu favor e em favor do povo. A delegação se dirigiu à profetisa Hulda, que então morava em Jerusalém, e trouxe um relatório no seguinte teor: ‘A calamidade sobrevirá como fruto da desobediência à lei de Jeová. Mas, porque tu, ó Rei Josias, te humilhaste, serás ajuntado a teu túmulo em paz e não verás a calamidade.’ —  2 Reis 22:3-20; 2 Crô. 34: 8-28; veja Hulda.

      Posteriormente, Josias juntou todo o povo de Judá e de Jerusalém, incluindo os anciãos, os sacerdotes e os profetas, e leu para eles a lei de Deus. Depois disto, concluíram um pacto de fidelidade perante Jeová. Daí, seguiu-se uma segunda campanha, evidentemente mais intensificada, contra a idolatria. Cessou a atividade dos sacerdotes dos deuses estrangeiros de Judá e de Jerusalém, e os sacerdotes levitas que tinham ficado envolvidos na adoração incorreta nos altos foram destituídos do privilégio de servir no altar de Jeová. Fez-se com que os altos construídos séculos antes, durante o reinado de Salomão, se tornassem inteiramente inapropriados para a adoração. Em cumprimento duma profecia proferida cerca de 300 anos antes por um homem de Deus, cujo nome não é mencionado, Josias destruiu o altar construído em Betel pelo Rei Jeroboão, de Israel. Não só em Betel, mas também nas outras cidades de Samaria, os altos foram removidos, e os sacerdotes idólatras foram sacrificados (mortos) sobre os altares em que haviam oficiado.  1 Reis 13:1,   2; 2 Reis 23:4-20; 2  Crô. 34:33.

      Ainda no décimo oitavo ano de seu reinado, Josias fez preparativos para a celebração da Páscoa, em 14 de nisã. Transcendeu a qualquer Páscoa que já tinha sido celebrada desde os dias do profeta Samuel. O próprio Josias contribuiu com 30.000 vítimas pascais, e 3.000 cabeças de gado. —  2 Reis 23:21-23; 2 Crô. 35:1-19.

      Cerca de quatro anos depois, Josias tornou- se pai de Matanias (Zedequias), com sua esposa Hamutal. —  2  Reis 22:1; 23:31,  34, 36; 24:8, 17, 18.

      Perto do fim do reinado de 31 anos de Josias (659 a c. 629 AEC), o faraó Neco conduziu seus exércitos para o N, para lutar contra o “rei da Assíria”, isto é, o conquistador babilônio da Assíria, em Carquemis. Por um motivo não revelado na Bíblia, o Rei Josias desconsiderou “as palavras de Neco provenientes da boca de Deus” e tentou fazer recuar as tropas egípcias em Megido, mas foi mortalmente ferido nessa tentativa. Foi trazido para Jerusalém num carro de guerra, e morreu, quer no caminho, quer ao chegar ali. A morte de Josias trouxe muito pesar para seus súditos. “Todo o Judá e Jerusalém pranteavam por Josias. E Jeremias começou a entoar um canto fúnebre por Josias; e todos os cantores e todas as cantoras falam sobre Josias nas suas endechas até o dia de hoje.” —  2 Crô. 35:20-25; 2 Reis 23:29, 30.

      Embora três dos filhos de Josias e um neto governassem como reis sobre Judá, nenhum deles imitou seu excelente exemplo de voltar-se para Jeová de todo o coração, de toda a sua alma e de toda a sua força vital. (2 Reis 23:24, 25, 31, 32, 36, 37; 24:8, 9, 18, 19) Isto também indica que, embora os esforços de Josias tivessem removido os instrumentos exteriores da idolatria, o povo, em geral, não tinha retornado a Jeová com o coração completo. Por conseguinte, era certa uma futura calamidade. —  Compare com 2 Reis 23:26, 27; Jeremias 35:1, 13-17; 44:15-18.

  • Josué
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • JOSUÉ

      ([Jeová é salvação].

      1.Filho de Num; um efraimita que ministrou a Moisés e foi, mais tarde, designado seu sucessor. (Êxo. 33:11; Deut. 34:9; Jos. 1: 1,  2) As Escrituras apresentam Josué como um líder destemido e intrépido, alguém que confiava na certeza das promessas de Jeová, que era obediente à orientação divina e que estava determinado a servir fielmente a Jeová. Seu nome original era Oséias, mas Moisés o chamou Josué, ou Jeosué. (Núm. 13:8,  16) O registro bíblico, contudo, não revela exatamente quando Oséias veio a ser conhecido como Josué.

      Lidera luta contra os amalequitas

      Em 1513 AEC, quando os israelitas acamparam em Refidim, pouco depois de sua miraculosa libertação do poderio militar do Egito no mar Vermelho, os amalequitas lançaram um ataque não-provocado contra eles. Josué foi então designado, por Moisés, como comandante na luta contra os amalequitas. Sob sua hábil liderança, os israelitas, dispondo da ajuda divina, derrotaram o inimigo. Posteriormente, Jeová decretou o total aniquilamento dos amalequitas, instruindo a Moisés que fizesse um registro por escrito disso, e o apresentasse a Josué. — Êxo. 17:8-16.

      Serve como assistente de Moises

      Mais tarde, no monte Sinai, Josué, como assistente de Moisés, era provavelmente um dos setenta anciãos que tiveram o privilégio de ter uma visão magnífica da glória de Jeová. Depois disso, Josué acompanhou Moisés durante parte da subida ao monte Sinai, mas, pelo que parece, não penetrou na nuvem, visto que se ordenou que Moisés o fizesse sozinho. (Êxo. 24:9-18) Tanto ele como Moisés permaneceram no monte Sinai durante quarenta dias e quarenta noites. No fim deste período, quando descia do monte Sinai junto com Moisés, Josué confundiu o som do canto de Israel, em relação com sua idólatra adoração do bezerro, com um “barulho de batalha”. Sem dúvida ele compartilhou da indignação de Moisés quando avistou o bezerro de ouro e, talvez, até mesmo ajudasse a destruí-lo. — Êxo. 32:15-20.

      Por empenhar-se na adoração do bezerro, os israelitas violaram o pacto solene que tinham feito com Jeová Deus. Isto talvez movesse Moisés a mudar sua tenda (a “tenda de reunião”) da área em que o povo acampava, uma vez que Jeová ainda não os tinha perdoado pelo seu pecado, e, por conseguinte, não mais estava no meio de Israel. Talvez, a fim de impedir que os israelitas entrassem na tenda de reunião em seu estado impuro, Josué continuava ali sempre que Moisés voltava ao acampamento israelita. — Êxo. 33:7-11; 34:9.

      Numa ocasião posterior, quando Moisés, por causa dos murmúrios do povo, achou que sua carga era grande demais, Jeová orientou-o na escolha de setenta anciãos para ajudá-lo. Tais anciãos deviam então dirigir-se à tenda de reunião. Dois deles, porém, Eldade e Medade, sem dúvida por motivo válido, permaneceram no acampamento. Quando o espírito de Deus tornou-se operante sobre os sessenta e oito reunidos na tenda de reunião, Eldade e Medade igualmente começaram a agir quais profetas no acampamento. As notícias disso logo chegaram a Moisés. Josué então, sentindo ciúmes por seu senhor, instou com Moisés a que os restringisse. Visto que Eldade e Medade haviam, aparentemente, recebido o espírito à parte da mediação de Moisés, Josué pode ter achado que isto diminuía a autoridade de seu senhor. Moisés, porém, corrigiu a Josué, dizendo: “Quisera eu que todo o povo de Jeová fosse profeta, porque Jeová poria seu espírito sobre eles.” — Núm. 11:10-29; compare com Marcos 9:38, 39.

      Espia a terra prometida

      Foi algum tempo depois disso que os israelitas acamparam no deserto de Parã. Dali, Moisés enviou doze homens para espiar a Terra Prometida, um destes homens sendo Josué (Oséias, ou Jeosué). Quarenta dias depois, Josué e Calebe foram os únicos que trouxeram boas notícias. Os outros dez espias desencorajaram o povo, afirmando que Israel jamais deveria esperar derrotar os poderosos habitantes de Canaã. Por conseguinte, irromperam murmúrios rebeldes no acampamento. Josué e Calebe então rasgaram suas vestes e, ao tentarem eliminar os temores do povo, avisaram-no dos perigos da rebelião. Mas as palavras corajosas deles, que refletiam plena confiança de que Jeová cumpriria Sua palavra, de nada valeram. Com efeito, “toda a assembléia falava em atirar pedras neles”. — Núm. 13:2,  3, 8, 16, 25 a 14:10.

      Por sua rebelião, Jeová sentenciou os israelitas a peregrinar pelo deserto durante quarenta anos, até que morressem todos os varões registrados (não incluindo os levitas, que não eram registrados entre os outros israelitas para o serviço militar; Núm. 1:2, 3, 47), com vinte anos ou mais. Dentre os varões registrados, somente Josué e Calebe entrariam na Terra Prometida, ao passo que os dez espias infiéis morreriam num flagelo procedente de Jeová. — Núm. 14:27-38; compare com Números 26:65; 32:11, 12.

      Designado sucessor de Moisés

      Perto do fim do período de peregrinação de Israel pelo deserto, Moisés e Arão, por deixarem de santificar a Jeová com respeito à miraculosa provisão de água em Cades, também perderam o privilégio de entrar na Terra Prometida. (Núm. 20:1-13) Assim, Jeová instruiu Moisés a comissionar Josué como seu sucessor. Na presença imediata do novo sumo sacerdote, Eleazar, filho de Arão, e perante a assembleia de Israel, Moisés colocou as mãos sobre Josué. Embora designado como sucessor de Moisés, Josué não deveria ser como ele em conhecer a Jeová “face a face”. Nem toda a dignidade de Moisés foi transferida para Josué, mas apenas a que era necessária para que Josué granjeasse o respeito daquela nação. Em vez de gozar da comunicação mais direta que Moisés tivera com Jeová, “face a face”, por assim dizer, Josué deveria consultar o sumo sacerdote, a quem fora confiado o Urim e o Tumim, por meio dos quais se podia verificar qual era a vontade divina. — Núm. 27:18-23; Deut. 1:37,  38; 31: 3; 34:9, 10.

      Seguindo a orientação divina, Moisés forneceu certas instruções e incentivo a Josué, de modo que este pudesse desincumbir-se fielmente de sua comissão. (Deut. 3:21, 22, 28; 31: 7, 8) Por fim, ao se aproximar a hora de sua morte, Moisés deveria colocar-se junto com Josué na tenda de reunião. Jeová então comissionou Josué, confirmando a designação anterior, feita pela imposição das mãos de Moisés. (Deut. 31:14, 15, 23) Subsequentemente, Josué participou, de algum modo, em escrever e em ensinar aos israelitas o cântico que foi dado a Moisés por inspiração. — Deut. 31:19; 32:44.

      Suas atividades como sucessor de Moisés

      Depois da morte de Moisés, Josué preparou-se para entrar na Terra Prometida. Ele enviou oficiais, de modo que estes instruíssem os israelitas a aprontar-se para cruzar o Jordão dentro de três dias, relembrou aos gaditas, aos rubenitas e aos da meia-tribo de Manassés, a obrigação deles de ajudar na conquista da terra, e enviou dois homens para fazer o reconhecimento de Jerico e da área circunvizinha. — Jos. 1:1 a 2:1.

      Depois de os dois espias voltarem, os israelitas partiram de Sitim e acamparam perto do Jordão. No dia seguinte, Jeová represou miraculosamente o Jordão, permitindo que aquela nação o atravessasse a pé enxuto. Para comemorar este evento, Josué ergueu doze pedras no meio do leito do rio e doze pedras em Gilgal, o primeiro acampamento de Israel a O do Jordão. Ele também fez facas de pederneira para circuncidar todos os varões israelitas que nasceram no deserto. Assim, cerca de quatro dias depois, estavam em condições adequadas para observarem a Páscoa. — Jos. 2:23 a 5:11.

      Depois disso, quando estava perto de Jerico, Josué encontrou-se com um príncipe angélico, de quem obteve instruções sobre o proceder a seguir em tomar aquela cidade. Josué cuidou dos assuntos em conformidade com isto, e, depois de devotar Jericó à destruição, declarou uma maldição profética sobre seu reconstrutor futuro, que se cumpriu mais de 500 anos depois. (Jos. 5:13 a 6:26; 1 Reis 16: 34) Em seguida, avançou contra Ai. De início, a força israelita composta de cerca de 3.000 homens sofreu derrota, Jeová retendo sua ajuda porque Acã havia, desobedientemente, tomado despojo de Jericó em proveito próprio. Depois de Acã ter sido apedrejado, junto com sua casa, devido a este pecado, Josué utilizou uma emboscada contra Ai e reduziu tal cidade a um monte de destroços. — Jos. 7:1 a 8:29.

      Foi então que toda a congregação de Israel, incluindo as mulheres, as crianças e os residentes forasteiros, dirigiu-se para a vizinhança do monte Ebal. Ali, no monte Ebal, Josué construiu um altar, segundo as especificações delineadas na Lei. Posicionando a metade da congregação em pé em frente ao monte Gerizim, e a outra metade em pé em frente ao monte Ebal, Josué leu para eles a “lei, a bênção e a invocação do mal”. “Não se mostrou haver palavra alguma de tudo o que Moisés ordenara que Josué não lesse em voz alta.” — Jos. 8:30-35.

      Depois de retornarem a seu acampamento em Gilgal, Josué e os chefes de Israel receberam a visita de mensageiros gibeonitas. Reconhecendo que Jeová lutava pelos israelitas, os gibeonitas, por meio dum engodo, tiveram êxito em concluir um pacto de paz com Josué. Quando vieram a lume os fatos reais, contudo, Josué os constituiu escravos. As notícias daquilo que os gibeonitas haviam feito também chegaram a Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém. Por este motivo, ele e quatro outros reis cananeus lançaram uma expedição punitiva contra eles. Em resposta a um apelo de ajuda dos gibeonitas, Josué empreendeu uma marcha forçada por toda uma noite desde Gilgal. Jeová então lutou a favor de Israel, em defesa dos gibeonitas, indicando que não desaprovava o pacto que fora anteriormente feito com eles. Maior número dentre as forças inimigas pereceu graças a uma saraivada miraculosa do que em resultado da batalha em si. Jeová até mesmo chegou a ouvir a voz de Josué, alongando as horas de luz diurna para tal batalha. — Jos. 9:3 a 10:14.

      Josué deu prosseguimento a esta vitória, que lhe foi concedida por Deus, por capturar Maquedá, Libna, Laquis, Eglom, Hébron e Debir, rompendo assim o poderio dos cananeus na parte sul daquela terra. Em seguida, os reis cananeus do N, sob a liderança de Jabim, o rei de Hazor, agruparam suas forças nas águas de Merom, a fim de lutar contra Israel. Embora confrontado com cavalos e carros, Josué foi divinamente incentivado a não desistir por causa de medo. De novo Jeová concedeu a vitória aos israelitas. Conforme instruído, Josué jarretou os cavalos e incendiou os carros do inimigo. A própria Hazor foi consignada ao fogo. (Jos. 10:16 a 11: 23) Assim, dentro dum período de cerca de seis anos (compare com Números 10:11; 13: 2, 6; 14:34-38; Josué 14:6-10), Josué derrotou trinta e um reis e subjugou grandes áreas da Terra Prometida. — Jos. 12:7-24.

      Chegou então a hora para a distribuição da terra às tribos singulares. Isto foi inicialmente feito desde Gilgal, sob a supervisão de Josué, do sumo sacerdote Eleazar e de outros dez representantes divinamente designados. (Jos. 13:7; 14:1, 2, 6; Núm. 34:17-29) Depois de o tabernáculo ser localizado em Silo, a partilha da terra, por sorte, continuou dali. (Jos. 18:1, 8-10) O próprio Josué recebeu a cidade de Timnate-Sera, na região montanhosa de Efraim. — Jos. 19:49,  50.

      Admoestação final aos israelitas e sua morte

      Perto do fim da vida, Josué congregou os anciãos, os cabeças, os juízes e os oficiais de Israel, admoestou-os a servir fielmente a Jeová e avisou-os das conseqüências da desobediência. (Jos. 23:1-16) Também juntou a inteira congregação de Israel, recapitulou como Jeová lidara no passado com seus antepassados e com a nação, e então fez um apelo para que servissem a Jeová. Disse Josué: “Agora, se for mau aos vossos olhos servir a Jeová, escolhei hoje para vós a quem servireis, se aos deuses a quem serviram os vossos antepassados que estavam do outro lado do Rio ou aos deuses dos amorreus em cuja terra morais. Mas, quanto a mim e aos da minha casa, serviremos a Jeová.” (Jos. 24: 1-15) Depois disso, os israelitas renovaram seu pacto de obedecer a Jeová. — Jos. 24:16-28.

      Josué morreu aos 110 anos, e foi sepultado em Timnate-Sera. O bom efeito de sua inabalável lealdade a Jeová é evidente de que “Israel continuou a servir a Jeová todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que prolongaram seus dias depois de Josué.” — Jos. 24:29-31; Juí. 2:7-9.

      2.Filho de Jeozadaque; o primeiro sumo sacerdote a servir aos israelitas repatriados, depois de voltarem do exílio em Babilônia. (Ageu 1:1, 12, 14; 2:2-4; Zac. 3:1-9; 6:11) Nos livros bíblicos de Esdras e de Neemias, ele é chamado de Jesua. — Veja Jesua.

  • Josué, Livro De
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • JOSUÉ, LIVRO DE

      Este livro da Bíblia fornece um elo vital na história dos israelitas, por mostrar como as promessas de Deus, feitas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, foram cumpridas. Abrangendo provavelmente um período de mais de vinte anos (1473 a c. 1450 AEC), fala sobre a conquista de Canaã, seguindo-se a distribuição da terra para os israelitas, e conclui com os discursos de Josué, incentivando a fidelidade a Jeová.

      Conter este livro o nome antigo das cidades (Jos. 14:15; 15:15), e instruções pormenorizadas, daí relatando como estas foram executadas, indica que se trata dum registro contemporâneo. (Para obter exemplos, veja Josué 1:11-18; 2:14-22; 3:2 a 4:24; 6:22,  23.) Com efeito, o escritor se identifica como vivendo ao mesmo tempo que a Raabe de Jerico, e, por conseguinte, como sendo testemunha ocular. — Jos. 6:25.

      AUTENTICIDADE

      Na avaliação de alguns, contudo, o livro de Josué não é história verdadeira. Este conceito se baseia primariamente na pressuposição de que, visto que os milagres mencionados neste livro não acontecem na experiência humana recente, não podiam ter acontecido. Por conseguinte, questionam a capacidade de Deus de realizar milagres, se não também a Sua existência, bem como a integridade do escritor. Caso o escritor tivesse floreado de ficção o seu relato, enquanto se apresentava como testemunha ocular, isso o tornaria culpado de fraude deliberada. Por certo, é ilógico concluir que um livro que honra a Deus como o Cumpridor de sua palavra (Jos. 21: 43-45), que incentiva a fidelidade a Ele (Jos. 23:6-16; 24:14,  15,  19,  20,  23) e que reconhece abertamente as falhas de Israel, tenha sido produzido por uma testemunha falsa. — Jos. 7:1-5; 18:3.

      Ninguém pode negar que a nação israelita veio a existir e a ocupar a terra descrita no livro de Josué. Semelhantemente, não existe base válida para se questionar a veracidade do relato deste livro a respeito do modo como os israelitas obtiveram a posse de Canaã. Nem os salmistas (Sal. 44:1-3; 78:54,  55; 105: 42-45; 135:10-12; 136:17-22), nem Neemias (9: 22-25), nem o primeiro mártir cristão, Estêvão (Atos 7:45), nem o discípulo Tiago (Tia. 2: 25), nem o erudito apóstolo Paulo (Atos 13: 19; Heb. 4:8; 11:30, 31) duvidaram de sua autenticidade. E 1 Reis 16:34 registra o cumprimento da maldição profética de Josué, proferida cerca de 500 anos antes, na época da destruição de Jericó. — Jos. 6:26.

      ESCRITOR

      Alguns peritos, embora reconhecendo que o livro foi escrito na época de Josué, ou por volta dela, rejeitam o conceito tradicional judaico de que o próprio Josué o tenha escrito. Sua objeção principal é que alguns dos eventos registrados no livro de Josué também aparecem no livro de Juízes, que começa com as seguintes palavras: “E aconteceu depois da morte de Josué.” (Juí. 1:1) Todavia, esta declaração inicial não é, necessariamente, uma indicação de tempo para todos os eventos ocorridos no relato dos Juízes. O livro não está disposto numa ordem cronológica estrita, pois menciona um evento que definitivamente ocorreu antes da morte de Josué. (Juí. 2:6-9) Por conseguinte, algumas coisas, tais como a captura de Hébron por Calebe (Jos. 15:13,  14; Juí. 1:9, 10), de Debir por Otniel (Jos. 15:15-19; Juí. 1:11-15) e de Lesem ou Laís (Dã) pelos danitas (Jos. 19: 47,  48; Juí. 18:27-29) podiam, igualmente, ter ocorrido antes da morte de Josué. Mesmo a colocação, pelos danitas, de uma imagem idólatra em Laís podia, razoavelmente, ajustar-se à época de Josué. (Juí. 18:30, 31) Em sua exortação final, Josué disse aos israelitas: “Removei os deuses a que vossos antepassados serviram do outro lado do Rio e no Egito, e servi a Jeová.” (Jos. 24:14) Caso não existisse idolatria, esta declaração pouco significaria.

      Logicamente, então, excetuando-se o trecho final que relata a sua morte, o livro pode ser atribuído a Josué. Assim como Moisés registrara os acontecimentos de seu período de vida, assim também seria apropriado que Josué fizesse o mesmo. O próprio livro relata: “Então escreveu Josué estas palavras no livro da lei de Deus.” — Jos. 24:26.

      NÃO É CONTRADITÓRIO 

      Alguns acharam que o livro é contraditório em dar a entender que a terra foi completamente subjugada por Josué, ao passo que, ao mesmo tempo, relata que restava ainda grande parte dela para ser tomada. (Compare com Josué 11:16,   17,  23; 13:1.) Mas estas aparentes discrepâncias podem ser facilmente solucionadas quando se tem presente que havia dois aspectos diferentes da conquista. Primeiro, a guerra nacional, sob a liderança de Josué, rompeu o poderio dos cananeus. Em seguida, exigia-se a ação individual e tribal para tomar-se plena posse da terra. (Jos. 17:14-18; 18:3) Provavelmente, ao passo que Israel guerreava em outro lugar, os cananeus se fixaram novamente em cidades tais como Debir e Hébron, de modo que elas precisaram ser retomadas, através de esforços individuais ou tribais. — Compare Josué 11:21-23 com Josué 14:6,  12; 15:13-17.

      ESBOÇO DO CONTEÚDO

      I. Jeová comissiona Josué a liderar israelitas para cruzarem Jordão; também garantiu-lhe

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