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  • Julgamento com justiça, sabedoria e misericórdia
    A Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
    • Julgamento com justiça, sabedoria e misericórdia

      Recomenda-se que o leitor examine este artigo antes de estudar os dois artigos que seguem.

      O JULGAMENTO é algo em que nós, humanos, muitas vezes cometemos enganos. Isto se deve basicamente ás nossas imperfeições. Já lhe aconteceu que alguém julgou mal a sua motivação ou o condenou à base de informação errada? Achou que se lhe negou a misericórdia? Por outro lado, não aconteceu às vezes que seu próprio julgamento foi unilateral, por não considerar com imparcialidade todos os fatos, no que se referia aos outros? Foi igualmente remisso em ser misericordioso? A honestidade nos obriga a admitir quão falhos todos nós somos neste respeito.

      Para se fazer um julgamento com justiça, sabedoria e misericórdia, precisa-se observar uma norma mais elevada do que qualquer estabelecida pelos homens. Esta norma é provida por Deus. Não só devemos interessar-nos nesta norma, mas devemos ser guiados por ela. Por quê? Porque Jeová Deus, o “Juiz de todos”, a usará quando tivermos de comparecer perante seu tribunal. (Heb. 12:23; Rom. 14:10) Portanto, não devíamos ser governados por aquilo que ele diz sobre o que é direito? Este seria o proceder amoroso e sábio a adotar. Quaisquer ações ou decisões da nossa parte só serão de benefício duradouro se formos influenciados pela maneira em que Deus encara o julgamento de assuntos.

      Onde se pode encontrar hoje um julgamento coerente com as normas justas de Deus? Admite-se que ainda há alguns, nas camadas sociais comuns ou oficiais, que são capazes de fazer julgamentos imparciais. No entanto, os que hoje conhecem a Palavra de Deus e os fatos estão convencidos de que este mundo, como um todo, não é governado por normas justas. Jaz no poder do iníquo; sim é desencaminhado por ele. (1 João 5:19; Rev. 12:9) Isto inclui Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, que a Bíblia descreve como mulher impura. (Rev. 17:3-5; 18:2-4) Os do povo de Deus, que saíram dela, são gratos de que não mais são vítimas do julgamento deturpado dela, em questões de fé e moral. Confiam no arranjo que Jeová Deus restabeleceu na verdadeira congregação cristã, em que anciãos fiéis, designados, desempenham funções judicativas, assim como predito em Isaías 1:26: “E vou novamente trazer de volta juízes para ti, como no princípio, e conselheiros para ti, como no início. Depois serás chamada Cidade de Justiça, Vila Fiel.”

      Na história do antigo povo de Deus, os juízes foram pela primeira vez designados em grande escala pouco depois de Israel sair do Egito, em 1513 A. E. C. Ao tentar manejar todos os casos que exigiam decisões ao verdadeiro Deus, segundo as suas leis, Moisés ficou em perigo de se esgotar. Seu sogro, Jetro, aconselhou que parte da responsabilidade fosse dividida, a fim de que se pudesse dar atenção melhor à multidão que estava sendo guiada no ermo. Escolheram-se milhares de homens capacitados, para ajudar Moisés. Eles deviam cuidar dos problemas ou das questões comuns que surgissem . Moisés continuaria a ter a responsabilidade primária de familiarizar o povo com a lei e os regulamentos de Deus, e de divulgar-lhes o modo em que deviam andar e o trabalho que deviam fazer. Recomendou-se um arranjo bem ordeiro: “Mas tu mesmo deves selecionar dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens fidedignos, que odeiem o lucro injusto; e tens de pô-los sobre eles como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. E eles têm de julgar o povo em toda ocasião propícia; e tem de dar-se que toda causa grande trarão a ti, mas toda causa pequena resolverão eles mesmos como juízes. Portanto, faze-o mais leve para ti, e eles têm de levar o fardo contigo. Se fizeres esta coisa, e Deus te tiver mandado isso, então poderás certamente suportá-lo, e, além disso, todo este povo irá ao seu próprio lugar em paz.” — Êxo. 18:13-23.

      Mais tarde, depois de se terem estabelecido na terra de Canaã, Jeová suscitou juízes, não só para ouvir casos de violações da lei, mas para livrar seu povo das mãos de opressores. (Juí. 2:18) Estes juízes foram designados como líderes e ajudaram também o povo a conhecer e a aplicar a lei de Deus. Incluíam homens tais como Gideão, Baraque, Sansão, Jefté e Samuel, que realizaram notáveis façanhas e também “puseram em execução a justiça”, segundo o registro de Hebreus 11:32, 33. Outros juízes, no antigo Israel, que serviram como anciãos na comunidade, não só trataram de casos judiciais, mas também compartilharam nos deveres administrativos. — 1 Crô. 26:29; 2 Crô. 19:4-7.

      Até mesmo dos reis de Israel se exigia que lessem o livro da lei, aprendendo a temer a Jeová e a observar a sua palavra. (Deu. 17:19, 20) Requeria-se deles julgar concordemente os assuntos, se quisessem prosperar e ter o favor de Deus.

      ANCIÃOS COMO JUÍZES, HOJE

      Que arranjo vigora hoje para se julgarem os assuntos entre o povo de Deus? Jeová tem suscitado anciãos, que estão em condições de servir quais juízes e conselheiros. Estes homens precisam satisfazer os requisitos divinos, especificados em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9. Sua responsabilidade não envolve apenas tratar de assuntos judicativos. Eles também ensinam e esclarecem o que Jeová requer, exortando à prestação de serviço a Deus, de toda a alma, e à fiel obediência dos princípios justos dele. — Col. 3:23; 1 Tes. 5:21; 1 Ped. 1:22.

      Qual é nosso conceito sobre este arranjo, encontrado na congregação local com a qual talvez nos associemos? Não queremos ser iguais a alguns da congregação coríntia, no primeiro século, que instauraram processos uns contra os outros, perante incrédulos. O apóstolo Paulo repreendeu-os, dizendo: “Falo para induzir-vos à vergonha. É verdade que não há nem um só homem sábio entre vós, que possa julgar entre seus irmãos, mas irmão vai a juízo é contra irmão, e isso perante incrédulos?” (1 Cor. 6:5, 6) Por recorrerem a tribunais mundanos para resolver questões que podiam ter sido tratadas dentro da congregação cristã, sofreram revés ou derrota espiritual. Nenhum de nós quer ser envergonhado ou lamentar não ter encarado corretamente o arranjo de julgamento atual, em harmonia com o procedimento bíblico. Antes, devemos sentir-nos induzidos a expressar de coração o apreço por estas provisões teocráticas. Por acatarmos o conselho e o bom julgamento procedentes daqueles que ‘nos falam a palavra de Deus’, demonstramos nosso desejo de cooperar de perto com a classe do “escravo fiel e discreto”, em sujeição a Cristo. — Heb. 13:7, 17; Efé. 5:24; Mat. 24:45-47.

      Sendo que se manifestam agora os julgamentos de Jeová, aprendemos a apreciar as elevadas normas pelas quais temos de viver. Somos ajudados a decidir corretamente questões pessoais, bem como congregacionais, embora ainda sejamos imperfeitos. Achegamo-nos mais a Jeová e obtemos um antegosto de sua nova ordem justa. Na expectativa daquele tempo glorioso, podemos dizer confiantemente a Jeová: “Quando há julgamentos teus para a terra, os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão à justiça.” — Isa. 26:9.

  • Qualidades certas, necessárias para julgar
    A Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
    • Qualidades certas, necessárias para julgar

      “Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça entre o homem e seu irmão ou seu residente forasteiro.” — Deu. 1:16.

      1. O que se destaca nos requisitos para um julgamento, expressos por Moisés em Deuteronômio 1:16, 17?

      JULGAR questões que afetam a vida e as relações das pessoas é uma responsabilidade séria. Na congregação cristã, especialmente os anciãos devem examinar como se desincumbem desta responsabilidade. Quando se dá conselho ou fazem decisões, uma coisa é expressar uma opinião, mas é algo bem diferente julgar em justiça. A fim de observarem a norma de Deus para o julgamento, os anciãos devem lembrar-se do que Moisés ordenou aos juízes, nos seus dias: “Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça entre o homem e seu irmão ou seu residente forasteiro. Não deveis ser parciais no julgamento. Deveis ouvir o pequeno do mesmo modo como o grande. Não deveis ficar amedrontados por casa dum homem, pois o julgamento pertence a Deus.” (Deu. 1:16, 17) Quer o caso envolva alguém aparentemente grande, por causa de seus bens materiais, de sua formação educativa ou de suas grandes realizações para o seu crédito, quer envolva alguém de “poucos meios”, neste sentido, os anciãos precisam ser imparciais. Devem ter por alvo fazer o que é correto, não aos seus próprios olhos, mas segundo o modo em que Deus encara os assuntos. (Pro. 21:2, 3) O julgamento pertencerá assim realmente a Jeová, conforme expresso por meio de sua Palavra e de seu canal terrestre.

      2. Por que é a sabedoria essencial no julgamento, e o que resulta disso?

      2 Os anciãos não podem decidir corretamente os assuntos à base dum conhecimento limitado. Precisam conhecer o quadro total ao ouvirem um assunto. Para poderem isolar os pontos principais e ver como o problema se desenvolveu, ou por que se fez determinada coisa, os anciãos precisam fazer perguntas pertinentes e discretas. Os envolvidos num caso devem cooperar com eles, fornecendo-lhes todos os fatos, em vez de apenas a apresentação parcial daquilo que sabem. Isto habilitará os anciãos a relacionar a lei bíblica com as questões suscitadas ou

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