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Dia Do JuízoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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das testemunhas de Jesus. (Rev. 17:1-6; 18:8, 20; 19:1, 2) Mencionando outro julgamento executivo, Pedro referiu-se ao que ocorreu nos dias de Noé e predisse um “dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios”. (2 Ped. 3:7) Revelação fala de tal destruição como sendo executada pela “Palavra de Deus”, que golpeará as nações com uma longa espada. (Rev. 19:11-16; compare com Judas 14, 15.) Também, no primeiro século, o Diabo já tinha sido julgado, e os demônios que ele lidera sabiam que seriam lançados no abismo, como Satanás também será. (1 Tim. 3:6; Luc. 8:31; Rev. 20:1-3) Assim, conclui-se que o julgamento que os aguarda é simplesmente a execução de um julgamento já decidido. — Judas 6; 2 Ped. 2:4; 1 Cor. 6:3.
O “JULGAMENTO” PODE OU NÃO SER CONDENATÓRIO
A maioria dos empregos de “julgamento” nas Escrituras Gregas Cristãs tem claramente a conotação de um julgamento condenatório ou adverso. Em João 5:24, 29, “julgamento” faz contraste com “vida” e “vida eterna”, evidentemente querendo dizer um julgamento condenatório, que significa a perda completa da vida — a morte. (2 Ped. 2:9; 3:7; João 3:18, 19) Todavia, nem todo julgamento adverso leva inevitavelmente à destruição. As observações de Paulo em 1 Coríntios 11:27-32, a respeito da celebração da Refeição Noturna do Senhor ilustram isso. Se alguém não discernisse corretamente o que estava fazendo, poderia comer ou beber “julgamento contra si mesmo”. Em seguida Paulo acrescenta: “Quando somos julgados, somos disciplinados por Jeová, para não ficarmos condenados com o mundo.” Assim, alguém pode receber julgamento adverso, mas, devido ao arrependimento, pode não ser destruído para sempre.
Ainda mais, a possibilidade de haver um julgamento que não seja condenatório é óbvia em 2 Coríntios 5:10. A respeito dos manifestados perante o tribunal ou a cadeira de juiz, o texto diz: “Cada um [receberá] o seu prêmio . . . segundo as coisas que praticou, quer boas, quer ruins.” O julgamento mencionado em Revelação 20:13 evidentemente termina com resultado favorável para muitos. Dentre os mortos julgados, aqueles que recebem um julgamento adverso são lançados no “lago de fogo”. Os outros, porém, são bem-sucedidos no julgamento, sendo ‘achados inscritos no livro da vida’. — Rev. 20:15.
DIA DO JUÍZO PARA A PRESTAÇÃO DE CONTAS PESSOAL
Os hebreus pré-cristãos estavam familiarizados com a idéia de que Deus os consideraria pessoalmente responsáveis por sua conduta. (Ecl. 11:9; 12:14) As Escrituras Gregas Cristãs esclarecem que haverá um futuro período ou “dia” específico em que a humanidade, tanto os vivos como os que morreram no passado, serão julgados individualmente. — 2 Tim. 4:1, 2.
Identidade dos Juízes
Nas Escrituras Hebraicas, Jeová foi identificado como o “Juiz de toda a terra”. (Gên. 18:25) Similarmente, nas Escrituras Gregas Cristãs ele é chamado de “o Juiz de todos”. (Heb. 12:23) No entanto, delegou poderes a seu Filho para julgar por ele. (João 5:22) A Bíblia fala de Jesus como ‘designado’, “decretado” e “destinado” a julgar. (Atos 10:42; 17:31; 2 Tim. 4:1) Ter sido Jesus assim autorizado por Deus resolve qualquer aparente contradição entre o texto que diz que os indivíduos ficarão “postados diante da cadeira de juiz de Deus” e o versículo que diz que serão “manifestados perante a cadeira de juiz do Cristo”. — Rom. 14:10; 2 Cor. 5:10.
Jesus disse também aos seus apóstolos que, quando se assentasse no seu trono, na “recriação”, eles estariam “sentados em doze tronos” para julgar. (Mat. 19:28; Luc. 22:28- 30) Paulo mostrou que os cristãos “chamados para ser santos” julgarão o mundo. (1 Cor. 1:2; 6:2) Também, o apóstolo João viu em visão a época em que alguns receberam “poder para julgar”. (Rev. 20:4) Em vista dos textos acima, isto evidentemente inclui os apóstolos e os outros santos. Tal conclusão é confirmada pelo restante do versículo, que fala dos que reinam com Cristo no milênio. Estes serão então juízes reais junto com Jesus.
A excelente qualidade do julgamento que ocorrerá no Dia do Juízo está assegurada, pois os “julgamentos [de Jeová] são verdadeiros e justos”. (Rev. 19:1, 2) O tipo de julgamento que ele autoriza também é justo e verdadeiro. (João 5:30; 8:16; Rev. 1:1; 2:23) Não haverá deturpação da justiça nem a ocultação dos fatos.
Está envolvida a ressurreição
Ao usar a expressão Dia do Juízo, Jesus introduziu no cenário uma ressurreição dos mortos. Mencionou que certa cidade poderia rejeitar os apóstolos e sua mensagem, e disse: “No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma e Gomorra do que para essa cidade.” (Mat. 10:15) Isto projetou o assunto no futuro e naturalmente sugeriu que as pessoas de Sodoma e Gomorra estariam então vivas por meio da ressurreição. (Compare com Mateus 11:21-24; Lucas 10:13-15.) Mais claras ainda são as declarações de Jesus de que os “homens de Nínive se levantarão no julgamento” e que “a rainha do sul será levantada no julgamento”. (Mat. 12:41, 42; Luc. 11:31, 32) As declarações bíblicas a respeito de Jesus julgar “os vivos e os mortos” podem ser consideradas à luz do fato de que está envolvida a ressurreição no Dia do Juízo. — Atos 10:42; 2 Tim. 4:1.
Uma última indicação de que muitos dos que serão examinados no Dia do Juízo serão pessoas ressuscitadas é a informação em Revelação 20:12, 13. São vistos indivíduos “em pé diante do trono”. Mencionam-se os mortos e que a morte e o Hades entregaram os mortos neles. Tais pessoas são julgadas.
Época para o Dia do Juízo
Em João 12:48, Cristo associou o julgamento de pessoas com ‘o último dia’. Revelação 11:17, 18 situa a ocorrência dum julgamento dos mortos depois que Deus assume seu grande poder e começa a reinar qual rei, de modo especial. Luz adicional sobre o assunto decorre da seqüência de acontecimentos registrados em Revelação, capítulos 19 e 20. Lê-se ali a respeito duma guerra na qual o “Rei dos reis” mata “os reis da terra, e os seus exércitos”. (Já antes na Revelação [16:14], esta é chamada de “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”.) A seguir Satanás é amarrado por mil anos. Durante esses mil anos, os juízes reais prestam serviços, com Cristo. No mesmo contexto são mencionados a ressurreição e o julgamento dos mortos. Isto, então, é uma indicação da época em que ocorre o Dia do Juízo. E, do ponto de vista bíblico, não é impraticável considerar um período de mil anos como um “dia” pois tal igualação é formulada na Bíblia. — 2 Ped. 3:8; Sal. 90:4.
Base para julgamento
Ao descrever o que ocorrerá durante o período de julgamento, Revelação 20:12 diz que os mortos ressuscitados serão então “julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações”. Esses ressuscitados não serão julgados à base das ações praticadas na sua vida anterior, porque a regra em Romanos 6:7 diz: “Aquele que morreu foi absolvido do seu pecado.”
No entanto, Jesus disse que a relutância em prestar atenção às suas obras poderosas e arrepender-se, ou deixar de acatar a mensagem de Deus, faria com que para alguns fosse difícil suportar o Dia do Juízo. — Mat. 10:14, 15; 11:21-24.
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Dia Do SenhorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DIA DO SENHOR
No uso bíblico, a palavra “dia” pode significar um período de tempo bem mais longo do que 24 horas. (Gên. 2:4; João 8:56; 2 Ped. 3:8) A evidência no contexto indica que o “dia do Senhor”, em Revelação 1:10, não é um dia específico de 24 horas. Visto que foi “por inspiração” que João veio a estar “no dia do Senhor”, a alusão não poderia ser a um dia de semana específico. Para chegar a um dia de semana específico não teria sido necessário que João fosse inspirado. Portanto, o “dia do Senhor” deve ser aquela época futura na qual ocorreriam os acontecimentos que João foi privilegiado a presenciar em visão. Isto incluía acontecimentos tais como a guerra no céu e a expulsão de Satanás, a destruição de Babilônia, a Grande, e dos reis da terra e seus exércitos, o acorrentamento de Satanás e seu lançamento no abismo, a ressurreição dos mortos e o reinado milenar de Cristo.
O contexto aponta para Jesus Cristo como sendo o Senhor, a quem pertence tal “dia”. Imediatamente após vir a estar “no dia do Senhor”, João ouviu, não a voz do Deus Todo-poderoso, mas a do ressuscitado Filho de Deus. (Rev. 1:10-18) Também, o ‘dia do Senhor’ mencionado em 1 Coríntios 1:8; 5:5 e 2 Coríntios 1:14 é o de Jesus Cristo.
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DiamanteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DIAMANTE
Pedra preciosa brilhante, o mais duro mineral natural já descoberto e uma das mais valiosas gemas. Embora os diamantes sejam em geral incolores, alguns têm matizes tais como amarelo, verde, vermelho, marrom, azul e preto. A maioria dos diamantes brutos são cristais transparentes ou translúcidos, de oito faces, e compostos de carbono quase puro. Pensa-se que os diamantes se formaram há muito, quando o carbono da terra foi sujeito a grande pressão e calor. Os primitivos diamantes eram encontrados no leito de rios, mas, em tempos modernos, são em geral extraídos de formações rochosas das profundezas da terra.
A palavra hebraica shamir (traduzida duas vezes por “diamante”, uma vez por “pedra de esmeril”, na NM) denota “uma ponta aguda” e é, às vezes, aplicada a uma sarça ou a espinhos. (Isa. 5:6; 32:13) Alguns opinam que shamir possa ser aplicado a um mineral duríssimo largamente identificado pelo termo geral “adamantino” (do grego adámas, que significa “indomável; inflexível”), que pode se referir ao diamante ou a numerosas substâncias muito duras, tais como coríndon e esmeril.
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DiblaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DIBLA
Veja DIBLA.
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DíbonAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DÍBON
Cidade a E do mar Morto, arrebatada dos moabitas por Sion, o amorreu, porém mais tarde tomada dele por Israel na época da entrada dos israelitas nessa terra, sob o comando de Moisés. — Núm. 21:25-30.
A antiga Díbon é hoje identificada com Dhiban, um pouco ao N do rio Árnon, cerca de 20 km a E do mar Morto. Tem sido área de recentes e intensas pesquisas arqueológicas, e ganhou alguma fama como local da descoberta da famosa Pedra Moabita, em 1868. As declarações nessa esteia, feitas por Mesa, rei de Moabe, têm sido interpretadas por alguns como identificando Díbon como sua capital (chamada Qarhah) e qual “principal cidade de Moabe” em certa época.
Pouco depois que os israelitas pela primeira vez conquistaram essa área, a tribo de Ga- de viveu ali e “passaram a construir [ou, reconstruir] Díbon”, aparentemente dando-lhe o nome mais extenso de Díbon-Gade, ponto alistado como um dos locais de acampamento daquela nação. (Núm. 32:34; 33:45, 46) Contudo, Díbon era considerada parte da herança de Rubem. (Núm. 32:2, 3; Jos. 13:8, 9, 15-17) Díbon provavelmente sofreu sob o ressurgimento
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