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  • ‘Tenha bem em mente a presença do dia de Jeová’
    A Sentinela — 1974 | 15 de julho
    • ‘Tenha bem em mente a presença do dia de Jeová’

      “Que sorte de pessoas deveis ser . . . aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” — 2 Ped. 3:11, 12.

      1. O que é o “dia de Jeová” e por que lhe devemos dar agora consideração séria?

      APROXIMA-SE para toda a humanidade um tempo de ajuste de contas. Será um tempo em que se executará o julgamento divino contra os iníquos, e também um tempo de libertação para os justos. Todos os que então viverem serão convocados para prestar contas pelo modo em que usaram sua vida, quer com desconsideração egoísta para com a vontade de Deus e o bem-estar de seu próximo, quer com obediência amorosa a Deus e com interesse altruísta pelos outros homens. Visto ser um tempo de ajuste de contas da parte do verdadeiro Deus, o período vindouro é chamado na Bíblia de “dia de Jeová”. Merece nossa séria atenção. — Sof. 2:2, 3.

      2, 3. Que atitude para com o “dia de Jeová” exortou o apóstolo Pedro que todos os cristãos tivessem?

      2 Tem bem em mente a presença do dia de Jeová? Guarda-o na mente? Considera-o uma realidade? O apóstolo Pedro o considerou assim. Ele exortou todos os cristãos a ter esta atitude. Na Bíblia, escreveu em 2 Pedro 3:11-13: “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová, pelo qual os céus, estando incendiados, serão dissolvidos, e os elementos, estando intensamente quentes, se derreterão! Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.”

      3 Tem bem em mente este dia ardente de Jeová? Considera-o tão real, que o pode ver de modo claro, bem diante de si, De acordo com A Tradução Interlinear do Reino (em inglês), a expressão “tendo bem em mente” é “apressando”. De modo que não devíamos atrasá-lo, isto é, não considerar o dia de Jeová como ainda muito longe e adiá-lo.

      4. Por que resultaria numa perda seria para nós se deixássemos de ter bem em mente o dia de Jeová?

      4 Esta é uma atitude necessária da parte de todos os cristãos, em todos os tempos, não importa quando chegue o “dia de Jeová”. Por quê? O apóstolo Paulo responde, “porque está mudando a cena deste mundo”. (1 Cor. 7:31) É como a mudança de cena que se faz num palco, a qual, embora pareça fascinante, é logo sucedida por outra cena, com outro cenário e outros atores, de modo que não há nada permanente. (Ecl. 1:4) Então, por que deve o cristão, que tem a esperança de vida eterna num mundo permanente de valores reais, gastar seu tempo e suas energias vitais por uma coisa transitória e passageira? Conforme se diz em 1 João 2:17, ‘este mundo está passando’. Desaparecerá logo completamente da vista, para sempre. Acredita nisso?

      A ATITUDE DOS APÓSTOLOS

      5, 6. Como deram os apóstolos um bom exemplo para nós pela sua atitude para com Cristo e seu reino?

      5 Se nos mantivermos atentos e sintonizados com o que Jeová faz, sempre compartilharemos grandes bênçãos. Por outro lado, estaremos em perigo se criarmos a atitude de ceticismo para com as coisas que nos são salientadas pelo “escravo fiel e discreto”, aquele grupo cristão composto, por meio do qual Jesus Cristo provê alimento espiritual aos seus discípulos. Poderemos encontrar-nos na situação daqueles que se desgarram da coluna principal do exército, sendo facilmente eliminados pelo inimigo. — Mat. 24:45.

      6 Os apóstolos de Cristo tiveram tal atitude, o desejo de não perder nada daquilo que Deus proveu. Quando perguntaram a Jesus: “Qual será o sinal da tua presença,” eles não sabiam que a sua presença futura seria invisível. (Mat. 24:3) Mesmo depois de sua ressurreição ainda perguntaram: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” (Atos 1:6) Esperavam o restabelecimento visível dele. Sua pergunta mostra, porém, que tinham em mente o reino de Deus por Cristo como estando próximo. Esperavam ter participação oficial neste reino. Não eram como os judeus incrédulos, que viam a Jesus visivelmente entre eles, em carne, e ainda assim não reconheciam que ele era o Messias prometido, que ‘o reino de Deus estava no seu meio’. (Luc. 17:21) Jesus possuía todas as credenciais do Messias. Ele veio assim como as Escrituras predisseram. Mas aqueles judeus não o aceitaram. Tropeçaram por causa dele. Por quê?

      7, 8. Por que deixaram os escribas e fariseus de aceitar Jesus como o Messias prometido?

      7 Eram orgulhosos e materialistas. Amavam o louvor e a aprovação dos homens mais do que os de Deus. Jesus disse-lhes claramente: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque vos assemelhais a sepulcros caiados, que por fora, deveras, parecem belos, mas que por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda sorte de impureza. . . . pareceis . . . justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e do que é contra a lei.” (Mat. 23:27, 28) Ele disse aos seus discípulos que aqueles líderes religiosos faziam todas as suas obras para ser vistos pelos homens, amando os lugares de maior destaque e querendo a adoração do público. Eram amantes do dinheiro, mas não amavam a Deus. — Luc. 16:14.

      8 Com esta atitude, era impossível que os clérigos judaicos aceitassem a Jesus como o Messias. Embora Cristo estivesse ali mesmo diante deles, na carne, realizando as curas mais maravilhosas, os olhos deles estavam cegos. Neste estado mental e de coração, ficaram desapontados com Cristo, porque seu egoísmo os induziu a procurar as coisas erradas, segundo as normas do mundo. — João 5:39-44; Isa. 8:14, 15; Mat. 13:57.

      9. Como influiria na nossa condição espiritual se adiássemos a presença do dia de Jeová na mente e no coração?

      9 Não devemos hoje tornar-nos materialistas iguais a eles. É extremamente perigoso permitir que caiamos numa condição adormecida, apática, ‘adiando’ na mente e no coração a presença do dia ardente de Jeová. Se fizermos isso, não discerniremos a orientação de Deus, as suas diretrizes para nós. Deixaremos de conhecê-lo e de apreciar as suas características excelentes. Uma atitude sonolenta fará com que não vejamos bem o que deve ser realizado no serviço de Deus. Nunca estaremos ‘prontos’, nem desejaremos a vinda do ‵’dia de Jeová”. Ficaremos desequilibrados, de modo que poderemos ser apanhados desprevenidos quando este “dia” chegar. — 1 Tes. 5:2-5.

      O QUE É INDICADO PELAS CONDIÇÕES DO MUNDO

      10. (a) Como é nosso tempo assinalado pela cronologia bíblica? (b) Que conceito adotam os líderes do mundo para com as situações críticas que confrontam a humanidade?

      10 A cronologia bíblica assinala definitivamente o tempo em que vivemos como sendo de grande importância. Já terminaram os “tempos designados das nações”, que se estenderam de 607 A. E. C. a 1914 E. C. (Luc. 21:24) Em breve terminarão seis mil anos da história humana. À luz destes fatos, é muito significativo aquilo que vemos acontecer ao mundo. A que conclusão nos leva isso? As condições do mundo oferecem forte testemunho da proximidade do fim. Agora, em primeiro lugar, pela primeira vez, até mesmo os líderes do mundo reconhecem a destruição do mundo como possibilidade real. Concordam que uma guerra nuclear total seria tão mortífera, que não haveria vencedores, apenas perdedores. Muitos, especialmente os cientistas, porém, dizem que há um perigo ainda maior por causa da poluição mundial e também por causa da “explosão demográfica”, com fome, doença e desassossego em larga escala, que assim adviriam. Uma notícia no jornal Post de Washington dizia: “De repente, em qualquer número de países diversos — os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Itália, a Suécia, a Tchecoslováquia, a União Soviética, a Índia e o Japão — homens de influência têm sentido um perigo iminente como os homens nunca viram.” Estes homens reconhecem que, embora a humanidade possa sobreviver a estas crises uma por vez, não poderia sobreviver se todas ou mesmo diversas delas a atingissem de uma só vez. Em todos os campos: guerra, aumento da população, ecologia, crime, fome, doença e desassossego existe o potencial da destruição, e todos estes poderiam eclodir simultaneamente.

      11. (a) Por que não é razoável esperar que a tecnologia resolva os problemas? (b) Por que não vira a destruição mundial de fontes que os homens temem? (c) Conforme mostra a Bíblia, quando sobrevirá a “grande tribulação”?

      11 Embora alguns digam que a tecnologia moderna pode solucionar e solucionará os problemas, o que está fazendo a tecnologia? Não compartilha da responsabilidade pela situação pior, especialmente nos campos da guerra e da poluição? E mesmo que a tecnologia pudesse solucionar estes problemas, fará isso? Não; há demasiado egoísmo entre as pessoas, demasiados interesses egoístas que impedem os esforços de solucionar a situação péssima. No entanto, a predita destruição não virá das fontes que os homens temem. O atual sistema mundial não entrará sozinho em colapso. Agora que se evidencia claramente seu completo fracasso, chegou o próprio tempo de Jeová para acabar com ele. E este tempo foi claramente assinalado na sua Palavra, há muito tempo atrás. A Bíblia indica inconfundivelmente 1914 E. C. como o tempo em que o “reino do mundo” tornou-se o reino do Senhor Deus e de seu Cristo. Antes de desaparecer da cena a geração que então vivia, sobrevirá a “grande tribulação”. — Dan. 4:10-17; Mat. 24:21, 34.

      12. Que desenvolvimentos mostram um declínio da influencia da religião do mundo em muitos lugares?

      12 Também os acontecimentos no campo religioso são de vivo interesse para os estudantes da Palavra de Deus. Muitos abandonam o sacerdócio e o ministério, e as igrejas são fechadas. Mas não é apenas o fechamento de igrejas, a perda de membros, em muitos lugares, e a renúncia de clérigos que pressagia a destruição da religião mundial, como se fosse desmoronar sozinha. Há ainda mais.

      13. O que levou à desolação de Jerusalém e seu sistema religioso em 70 E. C.?

      13 Considere o seguinte: O que causou realmente a ira de Deus, resultando na desolação de Jerusalém e de seu sistema religioso no ano 70 E. C.? Foi a rejeição da Palavra de Deus por eles, o que levou a toda espécie de corrução moral. Também, repeliram o Filho de Deus como o Messias, e preferiram antes confiar em César. (Mat. 15:1-9; João 19:14-16) O fim de Jerusalém foi plenamente merecido. Estão os clérigos atualmente em melhor situação? Não; eles também são o equivalente daqueles líderes religiosos corrutos da antiga Jerusalém.

      14. De que modo influenciou a rejeição da Bíblia como Palavra inspirada de Deus por parte dos clérigos seu conceito sobre a moral?

      14 Eles também rejeitaram a Palavra de Deus. Em alguns casos, tacharam abertamente partes dela como sendo “mito”. Mas não é tudo. Veja apenas algumas das muitas manchetes que apareceram na imprensa pública: Na Austrália: “Ministro Exorta Igreja a Abençoar Homossexuais.” Na cidade de Nova Iorque: “É o Homossexualismo Depravação? Sacerdote Episcopal Diz que Não.” Na Suécia: “Afrouxem as Regras do Sexo, Dizem os Clérigos.” Em Londres: “Bispo Quer Sexo Legalizado aos 14.” Isto é o que acontece quando as pessoas se desviam da Palavra de Deus.

      15. De que modo demonstraram os clérigos da cristandade que eles rejeitaram o reino messiânico de Deus?

      15 Também é do conhecimento público que eles rejeitam o reino messiânico de Deus nas mãos do Filho dele. Iguais aos fariseus, os clérigos da cristandade depositam sua confiança nos governos dos homens. Estão presentes para orar quando presidentes e reis tomam posse do cargo. Os capelães abençoam as tropas quando estas vão à guerra. E estão dispostos e ansiosos a indicar a organização das Nações Unidas como meio pelo qual a humanidade obterá a paz e a segurança que só o reino messiânico de Deus pode trazer.

      16. Assim, em vez de o mero declínio da assistência à igreja, o que torna certo de que está próxima a destruição da cristandade?

      16 Estas são apenas algumas amostras dos pecados que as religiões da cristandade cometeram. Lançaram a maior blasfêmia sobre os nomes de Deus e de Cristo, e procuraram eliminar da terra a adoração verdadeira de Jeová Deus. Isto torna certo que a destruição da cristandade é iminente.

      EVIDÊNCIA ADICIONAL DA PROXIMIDADE DO “DIA”

      17-19. (a) Onde mais encontramos evidência da proximidade do “dia de Jeová”? (b) Quais são alguns dos desenvolvimentos entre o povo de Deus, que mostram que está muito próxima a vinda da nova ordem de Deus?

      17 Não há dúvida de que as condições do mundo indicam a proximidade da “presença do dia de Jeová”. Mas esta não é a única evidência. Podemos também encontrar evidência clara de sua proximidade no que está acontecendo na verdadeira congregação cristã de Deus — no que Jeová faz com respeito ao seu povo. Em vista dos tratos de Deus, nos anos recentes, vê-se que a nova ordem de Jesus Cristo está tão perto, que podemos vê-la tomar forma diante de nós.

      18 Considere os seguintes desenvolvimentos: Com respeito à organização, as congregações do povo de Jeová harmonizam-se agora mais plenamente com as Escrituras, com o arranjo de anciãos e servos ministeriais. Foram ajudadas a compreender a visão de Ezequiel a respeito da sede da administração mundial na terra, semelhante a uma cidade chamada “O Próprio Jeová Está Ali”. Reconhecem que haverá um corpo administrativo servindo sob o reino celestial, um corpo chamado de “maioral” na profecia de Ezequiel. (Eze. 46:7; 48:35) Compreendem agora que a “grande multidão” de sobreviventes da “grande tribulação” constituirá o alicerce da “nova terra”, a nova sociedade terrena produzida pelo reino milenar de Cristo. O entendimento da Profecia de Zacarias esclareceu para nós que tudo o que o povo de Deus fará será em santidade e em enaltecimento da soberania de Jeová, não havendo nada impuro ou prejudicial, de modo que Deus não terá motivos para achar defeito no seu povo. (Zac. 14:20, 21) Além disso, foram instruídos cuidadosamente quanto a como as pessoas precisam viver agora se hão de sobreviver à “grande tribulação”. Tudo isso ajuda a preparar os sinceros para a vida na nova ordem de Deus. Vemos também como nunca antes o influxo rápido e até mesmo fenomenal dos que constituirão a “grande multidão”. Deveras, a separação das “ovelhas” dos “cabritos” prossegue num ritmo espantoso. As pessoas que anseiam condições justas aceitam hoje com muita rapidez as boas novas. — Mar. 13:10; Mat. 25:31-46; Rev. 7:9.

      19 Em vista destas evidências, é preciso realmente ser obtuso no ouvir e vagaroso no observar para não perceber que vivemos na geração a respeito da qual Jesus predisse que precederia imediatamente à introdução da nova ordem justa de Deus. E já avançamos bastante nesta geração, segundo todas as evidências que se apresentam aos nossos olhos. — Mat. 24:34.

      O FIM DA RELIGIÃO FALSA VIRÁ REPENTINAMENTE

      20, 21. (a) Que situação da religião mundial pode fazer com que alguns ‘adiem’ o dia ardente de Jeová? (b) Mas como diz Revelação 17:16, 17, que virá a destruição de “Babilônia, a Grande”?

      20 Entretanto, há alguns que, ao observarem o quadro religioso tendem a ‘adiar’ o “dia” ardente de Jeová. Talvez raciocinem da seguinte maneira: ‘É verdade que vemos em algumas partes a religião do mundo enfraquecida, as igrejas fechando, menos respeito pelas igrejas e outros indícios de ela perder terreno. Contudo, mesmo nestes campos, não vemos freqüentemente que as igrejas têm fortes ligações políticas? Também, amiúde possuem muita propriedade industrial, até mesmo grandes quadras de propriedade residencial, que usam para lucro comercial. Estão financeiramente bem estabelecidas. Por outro lado, em outras partes, ainda é forte a freqüência às Igrejas. Muitos continuam a ser membros duma igreja apesar da corrução existente. Não podemos dizer, então, que esta força revelada pelas igrejas indica que a presença do dia ardente de Jeová ainda esteja muitos anos no futuro?’

      21 Não se deixe enganar. O fim da religião falsa não virá simplesmente por ela entrar em colapso por causa da falta de apoio. Antes, virá do modo como Deus disse, na sua visão dada ao apóstolo João, em Revelação 17:16, 17. Diz ali: “Os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo. Porque Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dele, sim, executarem um só pensamento deles por darem o seu reino a fera, até que se tenham efetuado as palavras de Deus.” O próprio Jeová Deus dará a ordem para a destruição de Babilônia, no começo de seu “dia”, e esta destruição virá com repentinidade surpreendente.

      22-24. (a) Como encaram os aderentes da religião mundana sua religião e seus clérigos? (b) Como ilustra Jeremias 25:34, 35, a repentinidade com que os clérigos e sua religião falsa encontrarão a sua destruição?

      22 Não devemos esquecer que a religião babilônica, mundial, é encarada pelos seus aderentes como algo sagrado, belo. Seus líderes, especialmente os clérigos da cristandade, têm sido considerados como homens de Deus, como santos. Até mesmo homens não religiosos entre os políticos e empresários dirigem-se a eles com títulos altissonantes, tais como Reverendo, Reverendíssimo, Padre, Santo Padre e com outros termos lisonjeiros. Naturalmente, a religião mundial trouxe a alguns as coisas que desejavam. A uns dá posição social, a outros, poder político; a mais outros, dá lucro financeiro. Alguns entre os freqüentadores das igrejas acham que, para adorarem a Deus, precisam freqüentar uma igreja ou pertencer a ela, porque a cristandade afirma adorar a Deus e porque afirma representar a Bíblia e ser repositório da verdade.

      23 Mas o que diz sobre isso Jeremias 25:34, 35? Diz a respeito do que acontecerá aos líderes da cristandade, assim como a respeito do que havia de acontecer aos líderes judaicos pouco depois da queda de Jerusalém em 607 A. E. C.: “Uivai, pastores, e clamai! E revolvei-vos, majestosos do rebanho, porque se cumpriram os dias para serdes abatidos e serdes espalhados, e tereis de cair como um vaso desejável!”

      24 Por isso, o fim das religiões falsas da cristandade e de seus clérigos não será causado pelo vagaroso desaparecimento por causa da perda de membros. Antes, assim como um belo vaso, um “vaso desejável”, que cai repentinamente de seu lugar, para a consternação dos que vêem isso, assim os clérigos e sua religião falsa terão uma queda repentina e surpreendente na destruição.

      25. (a) Do mesmo modo em Revelação 18:10, 21, como se mostra a rapidez da queda de Babilônia a Grande? (b) Contra que nos pode proteger o apreço destes fatos bíblicos?

      25 Também, quanto à rapidez da queda de Babilônia, a Grande, o que diz Revelação, capítulo 18, versículo 10? “[Os pranteadores, inclusive muitos homens do comércio] estão parados à distância, por causa do seu temor do tormento dela, dizendo: ‘Ai, ai, ó grande cidade, Babilônia, forte cidade, porque numa só hora chegou o teu julgamento!”’ E depois continua no versículo 21: “E um anjo forte levantou uma pedra semelhante a uma grande mó e lançou-a no mar, dizendo: ‘Assim, com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada.’” Reconhecermos isso pode proteger-nos contra qualquer inclinação de ‘adiar’ o dia de Jeová só porque a religião babilônica ainda exerce bastante influência em certos campos.

  • A atitude correta é proteção
    A Sentinela — 1974 | 15 de julho
    • A atitude correta é proteção

      1. (a) Quando escreveu Pedro, exortando os cristãos a ‘terem bem em mente a presença do dia de Jeová’? (b) Depois disso, quanto tempo demoraria até à vinda do “dia” de Jeová?

      POR volta do ano 64 E. C., o apóstolo Pedro escreveu a congregação cristã, exortando-a a ‘ter bem em mente a presença do dia de Jeová’. Quando os cristãos leram pela primeira vez estas palavras, ainda faltavam cerca de seis anos antes da destruição de Jerusalém pelos romanos, antes do “dia” de julgamento de Deus sobre aquela cidade. Isto foi mais de 1.900 anos antes da presença do “dia” de julgamento de Jeová sobre a cristandade e o atual sistema de coisas. Entretanto, as palavras de Pedro tiveram aplicação aos cristãos que viviam naquele tempo.

      2, 3. Por que era vital que os cristãos ungidos, durante todos os dezenove séculos passados, ‘tivessem bem em mente o dia de Jeová’?

      2 Por que era preciso que cristãos que viviam tão longe do “dia” do julgamento final de Deus pensassem assim? Porque qualquer outra atitude os teria levado ao laço do envolvimento com o mundo e a depositarem sua confiança e esperança em coisas mundanas. Deviam ter em mente que as coisas em volta deles seriam destruídas. Além disso, deviam provar sua integridade a Deus por ‘não amarem nem o mundo, nem as coisas no mundo’, porque morreriam com o tempo, e qual seria então a sua situação como cristãos gerados pelo espírito e ungidos, irmãos de Jesus Cristo, — 1 João 2:15.

      3 A questão que tem confrontado os cristãos ungidos durante os últimos dezenove séculos é: Qual é a minha situação agora perante Jeová Deus? Asseguro-me da minha escolha e chamada por Deus, a fim de me habilitar para ser um dos do seu “sacerdócio real”, tendo a esperança de reinar com Cristo! (1 Ped. 2:9; 2 Ped. 1:10; Rev. 20:4, 6) Não precisavam viver no “dia de Jeová” para ser julgados por Jeová como dignos ou indignos desta posição celestial, para a qual foram chamados. — Heb. 3:1.

      4. Por que precisamos hoje, e cada dia, dar atenção séria ao que fazemos com a nossa vida?

      4 Que dizer de nós hoje? É a situação diferente, por estarmos perto do fim deste sistema de coisas, Não, não é uma questão de esperarmos até que venha a “grande tribulação”. Pois, como sabemos se estaremos vivos naquele tempo? Em Tiago 4:14, a Bíblia nos faz lembrar: “Nem sabeis qual será a vossa vida amanhã. Porque sois uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece.” (Tia. 4:14) Se encararmos o assunto levianamente, não saberemos quando nosso coração instável poderá desviar-nos. (Jer. 17:9) Além disso, não sabemos quando podem surgir condições que talvez nos apanhem desprevenidos, para a nossa calamidade, mesmo antes de vir a “grande tribulação”. Como se poderia dar isso? Vejamos.

      O SIGNIFICADO DA PERSEVERANÇA ATÉ O FIM

      5. (a) Qual é o significado da declaração de Jesus: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo”? (b) De que fato a respeito do possível “fim” de nossa vida atual nos faz lembrar Salomão?

      5 Quando Jesus falou a respeito do tempo em que os apóstolos viviam e que prefigurava o tempo em que nós vivemos, ele disse: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” (Mat. 24:13) Ele falava sobre perseverar em perseguição, crescente violação da lei e ódio mundial. Disse que alguns de seus discípulos seriam mortos durante esta perseguição. Mas, se o cristão perseverasse em tudo isso até a própria morte ou até o fim deste estado violento da hostilidade mundial, ele seria salvo por causa de sua integridade. (Mat. 24:9-12) Talvez não vivesse até o fim do sistema de coisas, mas seria julgado quanto a se fazia parte deste mundo ou não, sem tomar em conta quando viria para ele o “fim”. (1 João 2:15; Tia. 4:4) Qualquer de nós, quer dos irmãos gerados pelo espírito, ungidos, de Jesus Cristo, quer das “outras ovelhas”, que têm esperanças terrestres, jovens ou idosos, podemos morrer muito depressa, hoje ou amanhã, por causa de circunstâncias imprevistas, inclusive o repentino irrompimento de perseguição religiosa. O sábio Rei Salomão falou a respeito da situação que confronta os homens em geral, dizendo: “O tempo e o imprevisto sobrevêm a todos. Pois o homem tampouco sabe o seu tempo. Iguais aos peixes que estão sendo apanhados numa rede má e como os pássaros que estão sendo apanhados numa armadilha, assim os próprios filhos dos homens estão sendo enlaçados num tempo calamitoso, quando cai sobre eles repentinamente.” — Ecl. 9:11, 12.

      6. Que “imprevisto” sobreveio recentemente a um dos membros do pessoal da sede da Sociedade, mas o que havia ele feito até então?

      6 Temos exemplos de quão repentinamente pode vir nosso fim individual, salientando a importância de estarmos na condição correta perante Deus e termos uma situação boa no seu favor, todo o tempo. Há pouco tempo atrás, um dos membros do pessoal da sede da Sociedade Torre de Vigia, nos Estados Unidos, trabalhava num Salão do Reino em Nova Iorque, junto com outro irmão. Um jovem veio dirigir-se a ele no Salão do Reino e pedir informações, que o irmão lhe deu bondosamente. O jovem, de repente, sacou duma faca e matou o irmão a facadas. Quão bom é saber que ele servia fielmente até esta ocasião!

      7, 8. O que devemos aprender da experiência de nossos irmãos em Malaui?

      7 Novamente, vemos o que aconteceu aos irmãos em Malaui. Este era um país em que as pessoas aceitavam maravilhosamente a mensagem do Reino. Em 1972, havia a proporção de uma testemunha de Jeová para cada 194 dos habitantes de Malaui. Naquele ano foram batizados 1.617 novos. Podemos dizer que houve verdadeira “prosperidade” para as 447 congregações das testemunhas de Jeová naquele país e para as mais de 22.000 Testemunhas associadas ativamente com estas congregações. Houve perseguição em 1967, é verdade. Mas, talvez se pensasse em 1972: ‘Em vista de tal prosperidade espiritual, certamente estamos longe duma calamidade.’ Contudo, o que sobreveio aos irmãos em Malaui quase da noite para o dia? Por causa de sua neutralidade fiel para com a política deste mundo, seus lares foram incendiados, algumas de suas mulheres foram estupradas, foram atacados por turbas de amotinados, alguns foram torturados ou mortos e a maioria deles foi expulsa para países vizinhos, com perigo para a sua vida.

      8 O que aprendemos disso? Que o cristão deve viver cada dia como se fosse o último de sua atual vida terrestre. Precisa tornar o verdadeiro cristianismo um modo de vida, estar intimamente unido com seus irmãos nas congregações e servir ativamente a Jeová com toda a sua força. Em que situação teriam ficado estes irmãos de Malaui se tivessem sido apáticos e negligentes quanto à sua condição espiritual? Apenas os com força espiritual puderam manter-se firmes quando chegou a prova, e, para o crédito de nossos irmãos de Malaui, a grande maioria deles fez isso.

      9. O que determinará sermos achados agradáveis a Jeová quando vier a “grande tribulação”?

      9 Deus nos revela o que precisamos saber, para que possamos adotar o proceder sábio e ajudar outros, por alertá-los ao perigo e à iminência do “dia” de Jeová. Mas ele não nos disse precisamente em que ano, ou em que dia, ou mesmo em que hora ele iniciará a “grande tribulação” sobre este mundo. Não é o conhecimento do tempo exato de quando começa a “grande tribulação” que decide se seremos ativos no seu serviço ou não, ou se viveremos ou não dum modo que lhe agrade. Para agradarmos a Deus, teremos de servi-lo todo o tempo, sendo nossa verdadeira motivação, não a proximidade do fim, mas o amor que temos a ele, nosso maravilhoso Pai celestial.

      POR QUE A CRONOMETRAGEM DE DEUS É CORRETA

      10-12. (a) Em que sentido vem o “dia” de Jeová como um “laço”? (b) Como mostram aqueles que perdem a fé quando as coisas não acontecem no tempo esperado que eles deixam de reconhecer a superioridade da posição de Jeová?

      10 Já vimos que a “grande tribulação” virá repentinamente. Jesus disse que virá como “laço”. Um animal prestes a ser apanhado num laço talvez nem se aperceba de que está tão perto do perigo, quando de repente é apanhado sem esperança. A Bíblia não nos adverte a respeito duma situação fictícia. Ela é real e ocorrerá exatamente no tempo e na maneira em que deve. Deus tem um tempo

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