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Quão misericordioso é?A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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de ficar preso até que voltassem com seu outro irmão. Compungidos, seus irmãos mostraram uma atitude inteiramente arrependida, aceitando esta calamidade como justiça retributiva da parte de Deus, “porque”, disseram entre si, “vimos a aflição de sua alma [a de José], quando implorou compaixão da nossa parte, mas não escutamos”. José os ouviu, embora e]es não se apercebessem disso, ficou profundamente comovido e se retirou deles em lágrimas. No entanto, a prova deles ainda não havia terminado. Não devia haver dúvida sobre a sinceridade de seu arrependimento. Carregando os recipientes deles com cereais, José mandou secretamente devolver-lhes o dinheiro nas suas sacas e os mandou para casa, retendo Simeão em detenção. — Gên. 42:9-28.
16. (a) Como desceu Benjamim finalmente ao Egito e como reagiu José ao vê-lo? (b) A que prova final sujeitou José seus meios-irmãos e em que resultou ela?
16 Finalmente, acabou-se o cereal deles e era preciso voltar ao Egito. Mas, haviam sido advertidos de não mais ver a face do administrador de alimentos do Egito, a menos que seu irmão estivesse com eles. Jacó, temeroso de perder o único filho remanescente de sua amada esposa Raquel, já que havia perdido José, negava-se a deixá-lo ir, até que por fim não havia outro meio. Judá prometeu servir de garantia por ele. Quando compareceram perante José e este viu seu irmão uterino Benjamim com eles, não se pôde mais conter. Visto que suas emoções íntimas estavam agitadas para com seu irmão, retirou-se para um quarto interior e entregou-se ao choro. Depois submeteu seus meios-irmãos a uma prova final. Por meio dum ardil, fez parecer que Benjamim havia roubado um valioso cálice de prata e exigiu que Benjamim ficasse como seu escravo, enquanto os outros voltassem para casa e para seu pai. Quebrantados de coração e pesarosos, porque sabiam que a perda de seu amado filho Benjamim levaria as cãs de seu pai à sepultura, suplicaram a José que lhes devolvesse Benjamim, por causa de seu pai, e, finalmente, quando Judá se ofereceu em lugar de Benjamim, José não agüentou mais, e, rompendo em lágrimas, deu-se a conhecer aos seus irmãos, dizendo: “Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito. Mas agora, não vos sintais magoados e não estejais irados com vós mesmos, por me terdes vendido para cá; porque foi para a preservação de vida que Deus me enviou na vossa frente.” José, às instâncias de Faraó, providenciou então que seu pai viesse ao Egito com toda a sua família, e eles receberam a melhor parte da terra do Egito. — Gên. 42:29 a 47:31.
ESTAR EM JULGAMENTO COM ANTECEDENTES DE MISERICÓRDIA
17. (a) O que salienta o alcance e a qualidade da misericórdia de José, e por que podemos ter certeza razoável de que esta misericórdia era uma qualidade caraterística de José? (b) Que proveito pessoal podemos tirar dos exemplos de José, Jesus e Estêvão?
17 O alcance e a qualidade da misericórdia de José são salientados pelas circunstâncias em que ela foi usada. Tratado de modo cruel e até assassino pelos seus meios-irmãos, acusado falsa e maliciosamente pela esposa de Potifar, encarcerado rude e injustamente por Potifar e esquecido irrefletida e ingratamente pelo chefe dos copeiros, a quem havia compassivamente consolado, José não pensou em revidar na mesma moeda quando teve o poder de fazer isso. Ao contrário, ele cuidou com amor e consideração profunda e sincera de todas as necessidades deles, estendendo seu interesse compassivo a todos os da casa de seu pai e a todo o povo da nação do Egito. Certamente, esta qualidade de misericórdia não era algo que José adquiriu apenas depois de ser enaltecido ao cargo de destaque e poder. Antes, a misericórdia que Jeová usou para com ele durante suas provações, preservando-o, sustentando-o e reconfortando-o, é testemunho da atitude perdoadora e misericordiosa que José deve ter tido em tudo. Isso parece bastante certo, em vista da regra expressa por Jesus: “Felizes os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia.” (Mat. 5:7) Isto é bem semelhante à atitude do próprio Jesus, na estaca de tortura, quando estava para morrer e disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”, e semelhante a de Estêvão, quando estava sendo apedrejado, que clamou: “Jeová, não lhes imputes este pecado.” (Luc. 23:34; Atos 7:60) Em cada caso, a atitude misericordiosa demonstrada foi recompensada por Jeová.
18. Por que deve interessar-nos especialmente nosso uso de misericórdia?
18 Portanto, não é evidente qual deve ser nosso interesse ao usarmos de misericórdia? Paulo nos assegura que “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus”. (Rom. 14:12) Quão reconfortante é saber que “a misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento”! Quer num momento crítico durante o tempo atual, quer no Dia do Juízo que se aproxima rapidamente. (2 Ped. 3:7), como nos sairemos na prestação de contas de nós mesmos perante Deus e seu Juiz designado, Jesus Cristo, dependerá, entre outros fatores, do que mostrará nossa conta quanto à misericórdia que mostramos. Cumprirmos coerentemente o mandamento de Jesus, de amar, nos ajudará em todas as circunstâncias a satisfazermos tal requisito, e, ao mesmo tempo, contribuirá para o louvor de Jeová e para a paz da congregação.
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Não há “crise de energia” espiritual para os discretosA Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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Não há “crise de energia” espiritual para os discretos
HOJE em dia há uma “crise de energia” em muitos países. Para alguns, isto significa reduzir as viagens de automóvel, visto que há pouca gasolina. Precisa-se também de combustível para o funcionamento dos gigantescos geradores que produzem eletricidade. Portanto, muitos procuram conservar energia por apagar as lâmpadas desnecessárias.
Não obstante, há uma luz que não depende das fontes de energia em uso comum. Os gratos que a possuem negam-se a apagar sua luz ou mesmo reduzir sua intensidade. Falando-se em sentido espiritual, deixam ‘brilhar a sua luz’. — Mat. 5:14-16.
Jesus Cristo pensava nestes quando comparou o reino de Deus a dez virgens convidadas a uma festa de casamento. Sua parábola fazia parte duma resposta à pergunta: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” (Mat. 24:3) A evidência prova que vivemos agora nos “últimos dias”, de modo que o cumprimento do predito “sinal” nos deve interessar.
Todas as dez virgens tinham lâmpadas, talvez recipientes com bico e mecha numa extremidade e uma asa na outra. Podem ter estado cheias de azeite de oliva, então comumente usado para iluminação. Por causa da demora do noivo, as virgens adormeceram, acordando só no meio da noite com o anúncio de que ele estava chegando. As cinco virgens “discretas” tinham óleo adicional em recipientes que carregavam, mas as “tolas” não haviam trazido óleo extra e tinham de ir comprá-lo. No ínterim, as virgens “discretas” encontraram-se com
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