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Quem fará o dia de ajuste de contas resultar em bem para nós?A Sentinela — 1980 | 1.° de janeiro
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Quem fará o dia de ajuste de contas resultar em bem para nós?
“Então o que posso fazer quando Deus se levanta? E quando demanda uma prestação de contas, que lhe posso responder?”. — Jó 31:14
1. Por que ansiamos nós, os que sofremos desamparadamente em vista das condições existentes, um dia de ajuste de contas durante a nossa vida, e em que escala?
UM DIA de ajuste de contas é uma boa coisa. Muitos de nós ansiamos que as coisas sejam endireitadas, em benefício de todos. Sim, e acolheríamos bem tal dia. Somos afetados pelos males cometidos, pela opressão, pela fraude, e não podemos ajudar a nós mesmos e obter alívio. Não podemos ajustar contas com os transgressores. Nosso consolo está no fato de que existe tal coisa como “a lei da retribuição”. Portanto, finalmente, haverá justiça. Se isso tão-somente ocorresse durante nossa vida! Sim, em escala mundial! Isso beneficiaria a todos os que sofrem injustiça.
2. O que se pode dizer sobre nosso ambiente social e natural, suscitando que temor?
2 Atualmente, nosso ambiente social está em mau estado. Até mesmo nosso meio ambiente natural está sendo poluído e arruinado. Forçosamente, haverá um dia de ajuste de contas por isso, dentro em breve — assim nos dizem os entendidos no assunto do meio ambiente. A sociedade humana não pode continuar a desequilibrar os arranjos naturais da terra sem colher, por fim, as conseqüências. Teme-se a morte de toda a sociedade humana, numa terra imprópria para a vida.
3. O que se pode dizer sobre um ajuste de contas com respeito à moral, aos preparativos de guerra e a algo considerado intocável, sacrossanto?
3 Talvez pensemos no dia de ajuste de contas que se aproxima, em vista do declínio da moral, que ocorre em muitos países. Também em vista da corrida armamentista, sem que a organização das Nações Unidas sirva de induzimento para sua diminuição, mas todas as nações recorrendo à preparação militar para sua segurança. Entretanto, há ainda outro setor dos assuntos humanos que está para enfrentar um ajuste de contas, um setor que para muitos de nós talvez pareça intocável, algo sacrossanto. De que se trata? Da religião!
4. Por que merece a religião ser apanhada por um dia de ajuste de contas, e que efeito terá isso quando acontecer?
4 Cada vez mais pessoas excluem a religião da sua vida, como sendo algo irrelevante, inútil e até prejudicial. Não obstante, a religião permanece como uma das forças mais potentes na vida da humanidade. Poucos, se é que alguns, conseguem escapar de sua influência. Ela mostrou-se responsável por tanta maldade na conduta dos homens e de nações, que merece ser apanhada por um dia de ajuste de contas. Quando isto acontecer, surpreenderá a centenas de milhões de pessoas, e o resultado será pavoroso.
5. (a) Como mostrou a religião que ela é a força mais divisória na terra? (b) Por que não é possível que todas as religiões da cristandade e do restante do mundo sejam todas verdadeiras e certas?
5 Na história humana, a religião se tem mostrado como a força mais divisória na terra. Ela tem separado raças, nações, povos, tribos e até mesmo os membros da família. Tem causado assim a desunião humana. Diferenças de religião têm levado a amargos ódios e preconceitos, e, lamentavelmente, a conflitos violentos, a hostilidades que têm durado séculos, até agora. A parte da religião mundial conhecida como cristandade não tem sido exceção a isso. De fato, ela tem sido a mais destacada neste sentido. Por causa das hediondas guerras, seu domínio tem sido encharcado num mar de sangue humano. A responsabilidade disso cabe à sua divisão em muitas centenas de seitas e denominações religiosas. Esta desunião, em si mesma, já prova que ela não é o que afirma ser — cristã. A Babel de religiões da cristandade, e as religiões divergentes do resto do mundo, não podem todas estar certas. A verdade é uma só, absoluta, porque tem união inerente.
6. (a) Por que precisam todas as nações atuais enfrentar um dia de ajuste de contas, e, agora, todas em conjunto? (b) Que espécie de entidade precisa ser aquela que realizar o ajuste de contas com as nações?
6 Religiões discordantes, meio ambiente, normas de moralidade, administração dos assuntos humanos — todas as nações têm estado envolvidas nestas coisas de importância. Nenhuma nação tem sido sem falhas. Todas têm mostrado ser violadoras das regras certas de conduta e de governo. Em harmonia com o padrão de toda a história humana passada, todas as nações terão de enfrentar um dia de ajuste de contas. Apenas que agora, em vista de todos os meios rápidos de comunicação, transporte e de tal interdependência entre elas, as nações enfrentarão juntas este dia de ajuste de contas. Mas, o que ou quem realizará com elas o ajuste de contas? Seu deus ou deuses nacionais? A chamada “vaca sagrada” da ciência? As Nações Unidas, ou alguma outra agência internacional de regulamentação das relações entre nações comunistas e nações capitalistas, ou entre a classe operária e o empresariado? De modo algum, porque o fracasso de tais coisas é o que tem levado a humanidade à atual situação calamitosa. Logicamente, pois, terá de vir duma entidade inteligente que esteja mais do que à altura de todas as profundamente arraigadas dificuldades dos povos, e que seja imparcial com raças e nações, uma Inteligência todo-poderosa, que possa transformar este dia de ajuste de contas num alívio para todos os que amam o que é direito.
O NECESSÁRIO PARA O AJUSTE DE CONTAS SER IMPARCIAL
7. (a) Em que situação se encontrarão as nações no dia do ajuste de contas, de que falamos aqui? (b) Que espécie de Autoridade Judicial seria a correta para realizar o ajuste de contas?
7 Não falamos aqui sobre um imaginário “Dia do Juízo” num mundo espiritual, após a morte dos cidadãos das nações. Falamos de um dia de ajuste de contas de todas as nações enquanto ainda estão ativas e empenhadas em perpetuar seu domínio, no estilo de governo que preferem. Sobreviverão as nações ao vindouro dia de inspeção e de ajuste de contas com a Autoridade Judicial sobre-humana, perante a qual todas as nações são responsáveis? Esta é a questão que nos interessa individualmente, como membros de tais nações culpadas. Assim, para o dia de ajuste de contas, desejamos uma Autoridade Judicial superior a todos os deuses impotentes das nações, Alguém que não possa ser subornado pelas nações ricas e altamente desenvolvidas, Alguém que não teme as superpotências altamente militarizadas do mundo, tais como os Estados Unidos da América e a Rússia comunista.
8. (a) Assim, por quem anseia nosso coração como Derradeiro Juiz e Administrador da Justiça? (b) À parte de tal Ser, que coisas a respeito do céu e da terra não poderiam ser explicadas logicamente?
8 Sim, o que nosso coração deseja instintivamente é que o Ser Supremo do universo sirva como Derradeiro Juiz e Administrador da justiça. Pensando bem, o que fariam não somente nossa pequena terra, mas, antes, todo o universo, sem tal Ser Supremo, tal Soberano Universal? Como ficariam a harmonia, a ordem e a precisão de funcionamento de nosso universo sem tal Legislador universal? Como ficaria a cooperação benéfica de todas as coisas interdependentes, que constituem nosso meio ambiente, sem tal Projetista e Criador, a única Fonte de vida para todos os animais, plantas e criaturas humanas? Não haveria jeito para eles. De maneira alguma poderia sua existência ser explicada à parte de tal Ser Supremo, Todo-poderoso!
9. (a) Como se demonstra a existência eterna e a atividade de tal Ser? (b) Que nome lhe deu corretamente Moisés, e que relação tem ele com todos os grupos nacionais?
9 A necessidade reconhecida de tal Ser não o obrigou a vir à existência do nada, mas a existência de todas essas criações, antes do aparecimento do homem na terra, confirma e demonstra a Sua existência e atividade eternas. Ele é corretamente chamado de “o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores”. Foi assim que o chamou o mais eminente legislador e jurista da antiguidade, Moisés. Este pôde fazer inteligentemente tal comparação, porque conhecia pessoalmente os deuses do antigo Egito e também fora instruído “em toda a sabedoria dos egípcios”. (Deu. 10:17; Atos 7:22) Séculos depois, este Deus Supremo foi trazido à atenção do tribunal mais elevado da antiga Grécia, a corte que se reunia na Colina de Marte, em Atenas. Isto ocorreu quando o apóstolo cristão Paulo disse a este tribunal: “O Deus que fez o mundo e todas as coisas nele . . . fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra.” (Atos 17:24-26) Por causa de sua superioridade sobre todos os grupos nacionais, ele é chamado de “Rei das nações”. — Jer. 10:7.
10. Por que pode este “Rei das nações” enfrentar todas as atuais superpotências políticas, militares, como seus adversários?
10 Podemos ler mais sobre este Deus supranacional no Livro sagrado escrito por Moisés, Paulo e outros homens que, em muitos casos, foram testemunhas oculares de acontecimentos sobre os quais escreveram para a nossa informação na atualidade. Nenhuma nação pôde resistir a este Deus. Ele foi capaz de mostrar seu predomínio sobre potências mundiais assim como o antigo Egito, a Assíria e a Babilônia. É tolice pensar que ele seja apenas mais um deus da história antiga e que ele tenha deixado de existir junto com a escrita do último livro da Bíblia, há 19 séculos. Este Deus é imortal, auto-existente. Pode hoje enfrentar como seus adversários todas as poderosas superpotências políticas de nosso mundo moderno. Como “Rei das nações”, ele as chamará a um ajuste de contas. Disso resultará um bem duradouro para todos os amantes da justiça e da bondade.
O AGENTE DE DEUS, A QUEM SE PRECISA LEVAR EM CONTA
11. De acordo com Atos 17:31, o que designou Deus para si para o dia do ajuste de contas, e que garantia forneceu para isso?
11 Para este vindouro dia de ajuste de contas, Deus designou um representante pessoal, um juiz adjunto. O apóstolo cristão Paulo referiu-se a este assistente quando disse adicionalmente ao Supremo Tribunal na Colina de Marte, em Atenas, na Grécia: “Ele [Deus] fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” — Atos 17:31.
12. Por que não se deve menosprezar a existência desta garantia, como fizeram os Juízes gregos que ouviram Paulo?
12 Que “garantia” mais notável poderia dar o Deus Todo-poderoso a respeito de seu dia fixo, para o julgamento de todos os habitantes da terra, do que por ressuscitar da morte de mártir a seu juiz adjunto? Só porque talvez tenhamos conceitos religiosos diferentes sobre o assunto, não devia fazer-nos encarar a “garantia” de Deus como algo a ser menosprezado, assim como fez a maioria daqueles ministros do Supremo Tribunal na Colina de Marte. Esta “garantia” é provida pelo “Rei das nações”. Não é algo de que zombar, como sendo anti-científico e ridículo. No primeiro século da Era Comum, houve mais de 500 testemunhas oculares da existência desta “garantia” da parte de Deus, inclusive o próprio apóstolo Paulo.
13, 14. (a) Em prova da garantia de Deus, por que é que o ressuscitado Jesus Cristo não está hoje na terra? (b) De que modo não ficou Deus sozinho, qual eremita, no seu domínio espiritual?
13 O “homem”, cuja ressurreição dentre os mortos é a “garantia” do vindouro dia ‘fixo’ de julgamento, é identificado como sendo Jesus Cristo. (1 Cor. 15:3-8, 12-20) O motivo pelo qual ele hoje não está na terra é que sacrificou sua vida humana perfeita e foi ressuscitado, para que a humanidade morta também pudesse ter a oportunidade de receber vida infindável na terra purificada, a qual será transformada num paraíso global. Em recompensa, ele foi elevado ao céu e está à mão direita do Juiz Supremo, o Deus que tem o poder da ressurreição. Jesus Cristo chamou a si mesmo de “Filho unigênito” de Deus e de “princípio da criação de Deus”. (João 3:16; Rev. 3:14) Por quê?
14 Porque ele foi a primeira criação de Deus, no céu, e Deus o usou então como Seu colaborador para fazer todas as outras coisas, inclusive nossa terra e seus primeiros habitantes, Adão e Eva. (Col. 1:15-18) A criação dos invisíveis anjos celestiais precedeu à criação da humanidade. Visto que Deus criou este seu “Filho unigênito” e todos os santos anjos, ele não ficou sozinho, qual eremita, no seu próprio domínio espiritual. De acordo com o relato bíblico, esses anjos sobre-humanos ascendem a centenas de milhões. — Sal. 104:4; Dan. 7:9, 10; Heb. 1:7; 12:22.
15. Como foi o Filho angélico de Deus certa vez tornado “um pouco menor que os anjos”?
15 Essas miríades de anjos estarão à disposição de Deus no seu dia de ajuste de contas com todas as nações terrenas. Estão também a serviço de seu juiz adjunto, por intermédio de quem ele julgará a terra habitada, no seu dia fixo. (Mat. 25:31, 32) Quando Deus enviou milagrosamente seu Filho unigênito para se tornar homem perfeito na terra, pelo nascimento por intermédio duma virgem judia, este Filho de Deus foi feito “um pouco menor que os anjos”. — Heb. 2:9; Sal. 8:4, 5.
16. A que posição foi Jesus Cristo ressuscitado, e para que fim benéfico?
16 Então, qual é a situação atual deste Filho unigênito de Deus — agora? Ele foi ressuscitado por Deus para uma posição celestial muito acima da dos anjos, por se mostrar fiel até a morte sacrificial em inocência. A fim de que este Filho de Deus, semelhante a um cordeirinho, pudesse estender os benefícios de seu sacrifício a toda a humanidade, Deus o ressuscitou no terceiro dia, porém, não como homem, visto que sacrificara para sempre a sua natureza humana. De modo que Deus o ressuscitou à vida celestial, à imortalidade e a maior superioridade sobre todos os anjos. (1 Ped. 3:22) Podia assim servir como o “descendente” para a bênção de todas as nações da terra. — Gên. 22:18; Gál. 3:8-16.
17. Em Hebreus 1:3-9, o que escreveu Paulo sobre a glorificação de Jesus Cristo como o Filho de Deus?
17 Portanto, não devíamos alegrar-nos com esta glorificação de Jesus Cristo nos céus? Sim, porque agora temos uma perspectiva mais luminosa de vida no futuro. O apóstolo cristão Paulo, que vira milagrosamente o ressuscitado Jesus Cristo, escreveu sobre a glorificação dele. Numa carta aos hebreus que aceitavam a Jesus como o Messias da profecia bíblica, Paulo escreveu: “Depois de ter feito uma purificação pelos nossos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas. De modo que ele se tornou melhor do que os anjos, ao ponto de ter herdado um nome mais excelente do que o deles. . . . Também, com referência aos anjos, ele diz: ‘E ele faz os seus anjos espíritos e os seus servidores públicos, chama de fogo.’ Mas, com referência ao Filho: ‘Deus é o teu trono para sempre, e o cetro do teu reino é o cetro da retidão. Amaste a justiça e odiaste o que é contra a lei. É por isso que Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de exultação mais do que a teus associados.’” — Heb. 1:3-9.
18. Por meio deste Filho, o que fará Deus a respeito do vindouro dia de ajuste de contas?
18 Por meio deste superangélico Rei, como seu Juiz Adjunto, Deus fará com que o vindouro dia de ajuste de contas com todas as nações resulte em nosso bem eterno.
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Jesus Cristo — Rei vitorioso que as nações precisam levar em contaA Sentinela — 1980 | 1.° de janeiro
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Jesus Cristo — Rei vitorioso que as nações precisam levar em conta
1. O que escreveu Paulo, em Hebreus 1:8, 9, aos cristãos em Jerusalém, a fim de provar que o Filho de Deus é muito superior aos anjos?
ANTES de Jerusalém ser destruída pelos romanos, em 70 E.C., foi necessário que se provasse aos cristãos naquela cidade, à base das Escrituras Hebraicas, que Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi elevado acima dos anjos celestiais. Por isso, escrevendo àqueles cristãos do primeiro século, o apóstolo Paulo trouxe à atenção deles as seguintes palavras proféticas, que se aplicavam ao glorificado Jesus Cristo: “Deus é o teu trono para sempre, e o cetro do teu reino é o cetro da retidão. Amaste a justiça e odiaste o que é contra a lei. É por isso que Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de exultação mais do que a teus associados.” — Heb. 1:8, 9.
2. Por que se tornou Deus o “trono” de seu Filho, e em que sentido?
2 O reino de tal amante da justiça e odiador do que é contra a lei certamente seria muito benéfico para todos nós, na terra. Portanto, o cetro que ele brande é “o cetro da retidão”. Não é de se admirar que Deus servisse de “trono” para ele, sendo Deus a única Fonte de seu reino e Aquele que sustenta seu reinado. Todas as nações deste mundo não poderiam derrubar seu reino, assim como tampouco poderiam derrubar a Deus, como Soberano Universal e como “Rei das nações”. Todas as nações precisam agora levar em conta seu Filho entronizado.
3. Donde citou Paulo as palavras de Hebreus 1:8, 9, e o que prova isso?
3 As palavras que o escritor aos hebreus cristianizados aplicou ao glorificado Filho de Deus foram citadas do livro bíblico dos Salmos, ou seja, do Salmo 45:6, 7. Isto prova que todo este salmo é profético. Estudando-o, podemos obter informações sobre o que o rei ungido de Deus fará para a glória de Deus e a felicidade eterna do homem.
4. O entusiasmo irradiado pelo Salmo 45 é a respeito de quê?
4 Os patrocinadores do salmo eram levitas oficiais, que serviam no templo de Deus em Jerusalém. O salmo praticamente irradia entusiasmo. Sente-se o entusiasmo pela chegada dum bom governo, às mãos dum governante justo e incorruptível. A ocasião é de certo modo emocionante, porque o salmista irrompe com as palavras: “Meu coração palpita por causa de um assunto bom. Estou dizendo: ‘Meus trabalhos se referem a um rei.’ Seja a minha língua o estilo de um destro copista.” — Sal. 45:1, e cabeçalho.
5. A pregação de quem tinha por tema notável o “assunto bom” do Salmo 45, merecendo que publicidade?
5 O “assunto bom” que emocionou o coração do inspirado salmista mostrou ser uma particularidade destacada do que Jesus Cristo chamou de “estas boas novas do reino”. Tão ‘boa’ era a mensagem do Reino, que merecia ser ‘pregada em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações’, visto que o “fim” dessas nações tem de vir. (Mat. 24:14) Hoje, sente-se nosso coração emocionado com o tema “bom” do reino de Deus por Cristo?
6. (a) Nossos “trabalhos” são principalmente em prol de quê? (b) De que modo se torna nossa “língua” igual ao estilo de um destro copista?
6 Juntamo-nos ao salmista e dizemos para todos ouvirem: “Meus trabalhos se referem a um rei”? Não temos motivo de nos envergonhar deste rei, o próprio ungido de Deus. Portanto, nossos “trabalhos” principais devem ser os de falar, ensinar e pregar sobre este Messias régio. Trabalhamos principalmente a favor dos interesses de seu Reino, não a favor de quaisquer dos reinos mundanos, que se aproximam de seu fim desastroso. Sentimo-nos incentivados a usar nossa língua na divulgação do reino de Deus e de seu rei ungido. As expressões de nossa língua fluem como a escrita feita com uma pena ou estilo de escriba, perito em fazer cópias manuscritas das Escrituras Sagradas. O que flui de nossa língua é o que também queremos escrever, para ser lido por outros com alegria. Melhor ainda, temos hoje a capacidade de colocá-lo em forma impressa, saindo de rotativas de alta velocidade aos milhões de exemplares idênticos, em dezenas de línguas, para a distribuição entre o público leitor no mundo inteiro.
DISCURSO INSPIRADO DIRIGIDO AO REI
7. Que pergunta surge a respeito da descrição dada no Salmo 45:2?
7 É do nosso agrado o rei ungido de Deus? Devia ser, se gostarmos da descrição dele feita pelo salmista, que se dirigiu a ele e o comparou com os reis anteriores da linhagem real do Rei Davi, de Jerusalém, dizendo: “Tu és deveras mais bonito do que os filhos dos homens. Encanto tem sido despejado sobre os teus lábios. Por isso Deus te abençoou por tempo indefinido.” — Sal. 45:2.
8. O que contribui para a beleza ou formosura de Jesus Cristo?
8 Jesus Cristo era homem perfeito, tão perfeito como o primeiro homem, Adão, no jardim do Éden. Os retratos dele pintados pelos artistas da cristandade não chegam nem perto ao seu aspecto real, quando estava na terra. A descrição do salmista difere inteiramente daquela dada em Isaías, capítulo 53, onde é representado como servo sofredor de Deus. Mas, quando o encaramos à luz do que realmente é e faz, ele assume uma beleza que não depende das feições do rosto, mas que ainda supera em formosura a de todos os outros homens, inclusive a de Adão.
9. O que dava encanto aos lábios de Jesus Cristo, e o que acrescenta encanto aos nossos lábios?
9 Os lábios do rei eram bem formados. Mas, era o que procedia deles que lhes dava encanto adicional, e este encanto procedia de Deus. Os inimigos maldosos acusaram seus lábios de proferir blasfêmia contra Deus. No entanto, até mesmo oficiais de polícia, enviados para prendê-lo e levá-lo ao tribunal, viram-se obrigados a dizer aos críticos: “Nunca homem algum falou como este.” (João 7:46) A mensagem do reino de Deus, proferida por ele, dava encanto aos seus lábios. Nós, os que o reconhecemos como nosso Instrutor, ficamos encantados com o que ele disse. Como seus discípulos, aumentamos o encanto de nossos lábios por repetirmos o que ele disse.
10. Por que concedeu Deus a Jesus Cristo sua bênção de duração indefinida, e como foi expressa esta bênção?
10 Este bonito e encantador Rei tem a bênção de Deus por tempo indefinido. O motivo disso é que ele falou o que Deus lhe ensinou a falar. Pregou e ensinou a verdade de Deus sobre o governo teocrático, que há de abençoar toda a humanidade. Quando Jesus Cristo estava sendo julgado, envolvendo a sua vida, e o governador romano Pôncio Pilatos lhe perguntou se era rei, ele respondeu destemidamente: “Tu mesmo estás dizendo que eu sou rei. Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que está do lado da verdade escuta a minha voz.” (João 18:37) Deus o abençoou com a ressurreição dentre os mortos, por ter falado fielmente a verdade sobre o Reino. Além disso, Deus lhe deu um reinado celestial, não apenas sobre os súditos israelitas do Rei Davi, mas também sobre toda a humanidade. A bênção de Deus sobre ele, por tempo indefinido, pressagia o bem para todos nós.
O DESIGNADO QUE AS NAÇÕES PRECISAM LEVAR EM CONTA
11. O que disse Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua morte, a respeito do ódio do mundo, e por que é que as nações terão de levá-lo em conta numa guerra violenta?
11 Quando Jesus Cristo estava na terra como homem perfeito, ele tinha inimigos. Não é de estranhar, pois, que ainda tenha inimigos na terra, após a sua entronização como rei no céu, desde o fim dos “tempos designados das nações”, em 1914. (Luc. 21:24) Algumas horas antes de sua morte como mártir, ele disse aos seus discípulos: “Se o mundo vos odeia, sabeis que me odiou antes de odiar a vós.” (João 15:18) Hoje, o mundo não passou a amar a Jesus Cristo. Nem mesmo a cristandade tem feito isso. Isto é provado pela perseguição que ela move aos discípulos que verdadeiramente são cristãos. As nações do mundo gostariam de impedir que o entronizado Jesus Cristo governasse a humanidade. Gostariam de limitar seu domínio ao céu e manter o domínio da terra para si mesmas, perpetuamente. Portanto, está envolvida a causa da verdade, humildade e justiça. Visto que as nações do mundo adotaram tal atitude intransigente, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, terão de levar em conta Jesus Cristo numa guerra violenta.
12. Em vista daquilo com que se confrontaria o recém-entronizado Rei, o que lhe manda fazer o Salmo 45:3-5?
12 Aquilo com que o recém-entronizado rei messiânico se confrontaria foi previsto pelo salmista, sob inspiração. Portanto, ele passou a escrever como que com “o estilo de um destro copista”: “Cinge a tua espada sobre a coxa, ó poderoso, com tua dignidade e teu esplendor. E no teu esplendor prossegue ao bom êxito; cavalga na causa da verdade, e da humildade, e da justiça, e a tua direita te instruirá em coisas atemorizantes. Tuas flechas são agudas — debaixo de ti caem povos — no coração dos inimigos do rei.” — Sal. 45:3-5.
13. Como nos ajuda a descrição do salmista a identificar o visto em Revelação 6:1, 2, e quem é o identificado?
13 As flechas precisam dum arco para dar-lhes propulsão. Portanto, a descrição do salmista nos ajuda a identificar quem é retratado em Revelação 6:1, 2, onde o apóstolo cristão João fala sobre uma visão e diz: “Eu vi quando o Cordeiro [Jesus Cristo] abriu um dos sete selos, e ouvi uma das quatro criaturas viventes dizer com voz como de trovão: ‘Vem!’ E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória.” Este arqueiro coroado, montado no cavalo branco, representava o glorificado Jesus Cristo passando a guerrear contra seus inimigos. Seu objetivo é a vitória total. Sua vitória tem de ser global.
14. Por que é “poderoso” o recém-empossado Rei, assim como predito em Isaías 9:6?
14 Na sua dignidade e esplendor, como o dum rei empossado oficialmente, Jesus Cristo cinge-se duma espada de guerra, a fim de erguê-la contra as nações opositoras na terra. Não sendo mais homem de carne e sangue, mas revestido de poderes celestiais, é agora deveras um “poderoso”. A profecia de Isaías 9:6 diz que um de seus títulos havia de ser “Deus Poderoso”. As poderosamente armadas nações da atualidade ainda terão de conhecê-lo como tal poderoso.
15. Em contraste com a sua entrada triunfal em Jerusalém, por que montará Jesus Cristo um cavalo ao ajustar contas com as nações?
15 Certa vez, igual ao Rei Salomão no momento de sua coroação, Jesus Cristo montou num pacífico jumento, ao fazer sua entrada triunfal em Jerusalém, oferecendo-se a ela como rei da linhagem de Davi. (Mat. 21:1-14; Zac. 9:9) Dentro em breve, porém, quando ele cavalgar na causa da verdade, humildade e justiça, ele como que montará um corcel de guerra. Isso será próprio, porque tem um ajuste de contas a fazer com os que violam a verdade, a humildade e a justiça.
16. Que verdade tem sido pisoteada pelos governos nacionais, apesar do aviso dado pelas Testemunhas de Jeová?
16 Alguns dias depois de Jesus ter entrado em Jerusalém montado num jumento, ele disse ao Governador Pilatos que viera ao mundo para dar testemunho da verdade. Tratava-se principalmente da verdade sobre o reino de Deus, a respeito do qual acabava de dar testemunho a Pilatos. (1 Tim. 6:13) Hoje, os governos das nações pisoteiam esta verdade, embora Jeová, por meio de suas testemunhas, os tenha avisado de que em 1914 se esgotaram os tempos dos gentios para o domínio do mundo.
17. Jesus Cristo colocou-se em defesa da causa de que classe, e por que precisa lutar por uma nova ordem de justiça?
17 Os governantes do mundo não mostram nenhuma humildade perante Deus. Não cedem pacificamente diante do legítimo Rei da terra, Jesus Cristo, que mostrou a maior humildade perante Deus e se colocou em defesa de todos os humildes incapacitados da terra, especialmente de seus perseguidos discípulos. Agora, nestes “últimos dias”, a injustiça do homem piorou, com a iniqüidade espalhando-se cada vez mais, de modo alarmante. A humanidade precisa receber um novo início em justiça. Por isso, o Rei Guerreiro, Jesus Cristo, precisa cavalgar na causa da justiça e lutar pelo estabelecimento duma nova ordem, em toda a terra. — Isa. 26:9.
18. Que advertência é dada às nações pelas palavras dirigidas ao Rei: “A tua direita te instruíra em coisas atemorizantes”, e como indica o Salmo 45:5 uma matança em massa?
18 Nos tempos modernos, a guerra tem ido muito além do uso de espadas e flechas. As superpotências militares contam agora com o uso de bombas nucleares e de nêutrons, e com mísseis balísticos, intercontinentais. Mas, não devem pensar que o glorificado Jesus Cristo não possa surpreendê-las com armas científicas de guerra, ainda superiores às delas. O Salmo 45:4 dá o aviso às nações, de que a direita de Cristo o instruirá em “coisas atemorizantes”. Seus mísseis sobre-humanos não terão menor precisão do que os mísseis dos homens, em atingir alvos humanos. Atingirão com pontaria mortífera o “coração dos inimigos do rei”. A matança em massa que resultará disso é indicada pelas notícias de guerra, de que, debaixo dele, “caem povos”, na luta que ele trava pela verdade, humildade e justiça. — Sal. 45:5.
19. O que deveriam perguntar sobre as suas próprias nações aqueles que se sentem “chocados” diante de tal quadro de Cristo e de seu Pai celestial e como será purificada a terra poluída com sangue inocente?
19 As pessoas da cristandade, hoje em dia, talvez digam que tal perspectiva retrata Jesus Cristo como derramador de sangue, e seu Pai celestial, como Deus cruel e sanguinário. Essas pessoas talvez se digam chocadas com tal representação de Deus e de Jesus Cristo. Mas, que acham das nações da cristandade, de que tais pessoas são cidadãos patrióticos? Será que as mãos de tais nações são limpas de manchas do sangue derramado não em guerra teocrática, mas em guerra anticristã? Que tais nações sanguinárias se lembrem de que, após o dilúvio que eliminou a população da terra, exceto Noé e sua família dentro da arca, Deus lhes disse: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois à imagem de Deus fez ele o homem.” (Gên. 9:6) A cristandade tem liderado as nações no derramamento de sangue em guerras políticas, cruzadas religiosas e na perseguição de cristãos conscienciosos, que se apegaram à Bíblia. Então, como será limpo o solo poluído pelo sangue humano? Somente pelo derramamento do sangue dos culpados de o derramarem, para equilibrar a balança da justiça.
20. Como se harmoniza isso com a lei de Deus a respeito das cidades de refúgio, para o homicida involuntário, e como será nossa terra feita própria para se estabelecer nela o Paraíso?
20 Isto se harmoniza com a lei de Deus a respeito das cidades de refúgio, que ele estabeleceu em Israel para o homicida involuntário. Ele disse, por meio do profeta Moisés: “Não deveis poluir a terra em que estais; porque é o sangue que polui a terra, e não pode haver nenhuma expiação para a terra quanto ao sangue que se derramou sobre ela, exceto pelo sangue daquele que o derramou. E não deveis aviltar a terra em que estais morando, no meio da qual resido; pois eu, Jeová, resido no meio dos filhos de Israel.” (Núm. 35:33, 34) Se nossa terra, poluída pelo sangue, há de ser feita própria para se estabelecer nela o Paraíso, como lar eterno do homem, ela terá de ser limpa. O sangue inocente derramado sobre ela tem de ser expiado pelo sangue das nações que nos ameaçam hoje com uma terceira guerra mundial.
21. Quanto à justiça, por que é que Deus tem de dar a Cristo a vitória, e que adiantará para as Nações Unidas que suas nações conjuguem suas forças?
21 Por este motivo justo, todas as nações, em breve, terão de levar em conta Jesus Cristo. Ele terá de obter a vitória sobre elas. Do contrário, não se satisfariam os requisitos da justiça. Jeová Deus lhe dará a vitória sobre elas. A conjugação de suas forças, na organização das Nações Unidas, não os poupará à derrota total. Lutarão contra os interesses do Reino do uma vez sacrificado Cordeiro de Deus, e sobre isso diz o último livro da Bíblia: “Estes têm um só pensamento, e assim, dão o seu poder e autoridade à fera [as Nações Unidas]. Estes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá.” (Rev. 17:13, 14) Sobre esta luta, lemos adicionalmente:
22, 23. (a) O que nos diz adicionalmente Revelação 19:11-16, 19, sobre tal luta? (b) Onde se trava a guerra, e como se expia o sangue inocente derramado na terra, quando ela é purificada?
22 “Eis um cavalo branco. E o sentado nele chama-se Fiel e Verdadeiro, e ele julga e guerreia em justiça. . . . na sua cabeça há muitos diademas. . . . está vestido duma roupa exterior manchada de sangue, e o nome pelo qual é chamado é a Palavra de Deus. Seguiam-no também os exércitos que havia no céu, montados em cavalos brancos, e eles se trajavam de linho fino, branco e puro. . . . E sobre a sua roupa exterior, sim, sobre a sua coxa, ele tem um nome escrito: Rei dos reis e Senhor dos senhores.
23 “E eu vi a fera e os reis da terra, e os seus exércitos, ajuntados para travar guerra com aquele que está sentado no cavalo e com o seu exército.” (Rev. 19:11-16, 19) Visto que as nações ajuntadas insistem na sua soberania nacional e no perpétuo domínio do homem sobre toda a terra, elas compelem à luta resultante. A situação mundial em que levam a questão ao clímax é comparada a um campo de batalha, o qual, em hebraico, se chama Har-Magedon. (Rev. 16:14-16) Ali se travará a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Ali, o sangue de todas as nações terá de expiar todo o sangue inocente com que poluíram a terra. Deste modo, a terra inteira será purificada para o Paraíso a ser estabelecido em todo o globo terrestre.
24. Sobreviverão algumas nações àquele dia de ajuste de contas? E com que devemos preocupar-nos individualmente?
24 Que dia de ajuste de contas este será para todas as nações da terra, quer dentro quer fora da cristandade! Será que algumas destas nações sobreviverão àquele dia? Esta foi a pergunta vital que suscitamos já anteriormente nesta consideração do assunto. E a resposta definitiva agora é: Não! Nenhuma delas! É por isso que nós, os que somos cidadãos destas nações condenadas, devemos ficar seriamente preocupados. Devemos querer saber como nós, individualmente, podemos sobreviver, livres de culpa.
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Como o dia de ajuste de contas resulta em bem para nósA Sentinela — 1980 | 1.° de janeiro
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Como o dia de ajuste de contas resulta em bem para nós
1. Por que é que as nações não conseguirão a vitória no Har-Magedon, e como se ajustarão as contas com elas neste dia de prestação de contas?
A “GUERRA do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, aguarda inexoravelmente todas as nações terrestres. Embora mais fortemente armadas como nunca antes para uma guerra global, elas jamais poderiam esperar ganhar a vitória sobre o Deus Todo-poderoso. Ele, como comandante-chefe de todos os exércitos celestiais, dará a vitória ao seu grande Marechal-de-Campo, Jesus Cristo, porque este é “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. Realizará o derradeiro dia do ajuste de contas com todas as nações opositoras. Pesadas na balança da justiça divina, serão achadas faltosas. Suas contas serão ajustadas com sua eterna destruição. — Rev. 19:11-21; 17:14.
2. Por que é que as palavras do Salmo 45:6, 7, foram dirigidas ao Rei depois da luta, e o que significa para a humanidade brandir ele o cetro?
2 A vitória no Har-Magedon vindicará a soberania universal de Deus, o Todo-poderoso. Visto que ele usa, com bom êxito, a Jesus Cristo para obter esta vitória, Deus o considerará digno de reter seu trono celestial. Enquanto Deus durar, o trono de seu Rei ungido, Jesus Cristo, também durará. Este fato importante é enfatizado pelas palavras do Salmo 45:6, 7, que o salmista dirige ao Rei, dizendo: “Deus é o teu trono por tempo indefinido, para todo o sempre; o cetro do teu reinado é um cetro de retidão. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade. É por isso que Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de exultação mais do que a teus associados.” Reconhecemos estas palavras como as citadas pelo apóstolo Paulo para provar a superioridade de Cristo sobre os anjos. (Heb 1:7-9) Visto que ele amava a justiça e odiava a iniqüidade ou o que é contra a lei, o cetro de Cristo, forçosamente, havia de ser brandido a favor da retidão. Isto pressagia o bem para a humanidade.
3. Quem eram os “associados” de Jesus Cristo, e por que era o “óleo de exultação” com que foi ungido mais do que o deles?
3 Jesus, como homem na terra, teve reis por antepassados. O salmista menciona que ele teria antepassados terrestres. Muitos deles, do Rei Joaquim para trás, até o Rei Davi, tinham sido seus “associados” na participação no reino estabelecido por Deus e em sentar-se no “trono de Jeová”. (1 Crô. 29:23; 2 Crô. 13:5, 8; Mat. 1:6-12) Esses antepassados régios, sem dúvida, exultavam com o seu reinado sobre o povo escolhido de Deus. Mas, nenhum desses “associados” régios podia exultar assim como o glorificado Jesus Cristo. Seu reino é muito superior ao deles, sendo celestial, sim, superangélico. Jeová, o Deus de Jesus Cristo, ungiu-o mais abundantemente com o “óleo de exultação” por causa de sua perfeita e incorruptível devoção à justiça de Deus.
CASAMENTO E FILHOS
4, 5. O que mostra o salmista, no Salmo 45:8-14a, que o Rei vitorioso faz a seguir, e por que isso talvez nos surpreenda?
4 Depois de Jesus Cristo ter travado a guerra vitoriosa contra seus inimigos na terra, ele poderá voltar sua atenção para empreendimentos pacíficos. O salmista inspirado o retrata como casando-se e constituindo família. Isso talvez pareça surpreendente, visto que o Filho de Deus não se tornou homem, na terra, para se casar com uma das filhas dos homens. Ele não seguiu o proceder de certos angélicos “filhos de Deus”, nos dias de Noé. (Gên. 6:1-4) Por isso, suscitam-se perguntas sobre como se cumprem as palavras adicionais do Salmo 45:
5 “Todas as tuas vestes são mirra, e aloés, e cássia; desde o grandioso palácio de marfim te alegraram os próprios instrumentos de cordas. Filhas de reis estão entre as tuas mulheres preciosas. A consorte real tomou a sua posição à tua direita em ouro de Ofir. Escuta, ó filha, e vê, e inclina teu ouvido; e esquece-te do teu povo e da casa de teu pai. E o rei almejará a tua lindeza, pois ele é teu senhor, por isso, curva-te diante dele. Também a filha de Tiro com um presente — os ricos do povo abrandarão a tua própria face. A filha do rei está toda gloriosa dentro da casa; sua vestimenta está com engastes de ouro. Será levada ao rei em vestes tecidas.” — Sal. 45:8-14a.
6. Quem é esta “filha do rei”, que é levada ao Rei e o que é que João, o Batizador, teve que ver com ela?
6 Então, quem é a “filha do rei”, que é levada ao almejante rei para o casamento, enquanto música instrumental, formal, alegra a ocasião? Ela é deveras a filha dum Rei, a saber, Jeová Deus, o “Rei da eternidade”. (Rev. 15:3) De modo que ela é
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