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As pragas de Jeová lançadas sobre a cristandadeRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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acesa! Vozes fortes substituíram o silêncio, proclamando com clareza a mensagem do Reino. Ressoaram avisos trovejantes de tormenta, baseados na Bíblia. Iguais a relâmpagos, brilhantes lampejos de verdade procederam da Palavra profética de Jeová, e, como que por um poderoso terremoto, o domínio religioso foi abalado até os alicerces. Os da classe de João compreenderam que havia trabalho a fazer. E esta obra continua até hoje a se expandir gloriosamente por toda a Terra habitada! — Romanos 10:18.
Preparação Para os Toques de Trombeta
10. Para fazer o que se preparam os sete anjos, e por quê?
10 João prossegue: “E os sete anjos com as sete trombetas prepararam-se para tocá-las.” (Revelação 8:6) O que significa o toque dessas trombetas? Nos dias de Israel, toques de trombeta eram usados para indicar dias importantes ou eventos notáveis. (Levítico 23:24; 2 Reis 11:14) De modo similar, os toques das trombetas que João ouviria traria à atenção assuntos de importância vital.
11. Em que obra preparatória na Terra estavam atarefados os da classe de João de 1919 a 1922?
11 Ao passo que os anjos se aprontavam para tocar essas trombetas, sem dúvida, eles também dirigiam uma obra preparatória na Terra. De 1919 a 1922, os da revitalizada classe de João se ocupavam em reorganizar o ministério público e em aumentar as instalações da sua editora. Em 1919 publicara-se em inglês a revista A Idade de Ouro, hoje conhecida em português por Despertai!, como “Revista de Fatos, Esperança e Convicção” — um instrumento igual a uma trombeta, que havia de desempenhar um papel vital na exposição do envolvimento da religião falsa na política.
12. O que anuncia cada toque de trombeta, lembrando-nos o que nos dias de Moisés?
12 Conforme veremos agora, cada um dos toques de trombeta anuncia uma cena dramática, em que pragas terríveis afetam partes da terra. Algumas delas nos fazem lembrar as pragas que Jeová enviou para punir os egípcios, nos dias de Moisés. (Êxodo 7:19–12:32) Tratava-se de expressões do julgamento de Jeová sobre aquela nação, e abriram caminho para o povo de Deus escapar da escravidão. As pragas vistas por João realizam algo similar. No entanto, não se trata de pragas literais. São sinais que simbolizam os julgamentos justos de Jeová. — Revelação 1:1.
Identificação do “Terço”
13. O que acontece quando se tocam as primeiras quatro trombetas, e que pergunta suscita isso?
13 Conforme veremos, quando se tocam as primeiras quatro trombetas, “um terço” da terra, do mar, dos rios e das fontes de águas, e das fontes de luz da Terra é atingido por pragas. (Revelação 8:7-12) Um terço é uma parte considerável, mas não o inteiro. (Veja Isaías 19:24; Ezequiel 5:2; Zacarias 13:8, 9.) Portanto, que “terço” mereceria mais essas pragas? A vasta maioria da humanidade tem sido cegada e corrompida por Satanás e seu descendente. (Gênesis 3:15; 2 Coríntios 4:4) A situação é como descrita por Davi: “Todos se desviaram, todos são igualmente corruptos; não há quem faça o bem, nem sequer um.” (Salmo 14:3) Sim, toda a humanidade está em perigo de receber um julgamento adverso. Mas uma parte dela é especialmente culpada. Uma parte — “um terço” — não devia ter agido assim! O que é este “terço”?
14. O que é o simbólico terço a que se destinam as mensagens atormentadoras da parte de Jeová?
14 É a cristandade! Nos anos 20, o domínio dela abrangia cerca de um terço da humanidade. Sua religião é fruto da grande apostasia dela do verdadeiro cristianismo — apostasia que Jesus e seus discípulos predisseram. (Mateus 13:24-30; Atos 20:29, 30; 2 Tessalonicenses 2:3; 2 Pedro 2:1-3) Os clérigos da cristandade afirmam ser o templo de Deus e se têm apresentado como instrutores do cristianismo. Mas as suas doutrinas estão bem longe da verdade bíblica, e eles desacreditam continuamente o nome de Deus. A cristandade, aptamente representada pelo simbólico terço, recebe da parte de Jeová mensagens poderosas que constituem pragas. Esse terço da humanidade não merece nenhum favor divino!
15. (a) O toque de cada uma das trombetas restringe-se a um ano específico? Queira explicar isso. (b) A voz de quem tem sido adicionada à da classe de João, na proclamação dos julgamentos de Jeová?
15 Em harmonia com haver uma sequência de toques de trombeta, apresentaram-se resoluções especiais em sete congressos, de 1922 a 1928. Mas os toques de trombeta não ficaram limitados àqueles anos. A forte exposição do proceder iníquo da cristandade tem sido contínua, constante, ao passo que o dia do Senhor avança. Os julgamentos de Jeová têm de ser proclamados universalmente, a todas as nações, apesar de ódio e perseguições de âmbito internacional. Somente então virá o fim do sistema de Satanás. (Marcos 13:10, 13) Felizmente, a grande multidão tem agora acrescentado sua voz à da classe de João nessas proclamações trovejantes de importância mundial.
Um Terço da Terra Queimado
16. O que se segue ao toque da trombeta pelo primeiro anjo?
16 Relatando a ação dos anjos, João escreve: “E o primeiro tocou a sua trombeta. E houve saraiva e fogo misturado com sangue, e isso foi lançado para a terra; e um terço da terra foi queimado, e um terço das árvores foi queimado, e toda a vegetação verde foi queimada.” (Revelação 8:7) Isto é similar à sétima praga sobre o Egito, mas o que significa para o nosso tempo? — Êxodo 9:24.
17. (a) O que é representado pela palavra “terra” em Revelação 8:7? (b) Como é queimado o terço da terra abrangido pela cristandade?
17 Na Bíblia, a palavra “terra” muitas vezes se refere à humanidade. (Gênesis 11:1; Salmo 96:1) Visto que a segunda praga é lançada sobre o mar, que também tem que ver com a humanidade, “a terra” deve referir-se à parte aparentemente mais estável da sociedade humana, desenvolvida por Satanás, e que há de ser destruída. (2 Pedro 3:7; Revelação 21:1) O cenário de pragas revela que o terço da terra abrangido pela cristandade está sendo abrasado pelo calor causticante da desaprovação de Jeová. Seus personagens de destaque — erguendo-se quais árvores no meio dela — são queimados pela proclamação do julgamento adverso de Jeová. Todas as suas centenas de milhões de membros das igrejas, por continuarem a sustentar a religião da cristandade, tornam-se como grama abrasada, espiritualmente ressequidos aos olhos de Deus. — Veja Salmo 37:1, 2.a
18. Como se proclamou a mensagem de julgamento da parte de Jeová no congresso de Cedar Point, em 1922?
18 Como é transmitida esta mensagem de julgamento? Em geral, não pelos veículos noticiosos do mundo, que fazem parte do mundo e frequentemente vituperam o “escravo” de Deus. (Mateus 24:45) Ela foi proclamada de modo notável na segunda reunião histórica dos do povo de Deus em Cedar Point, Ohio, em 10 de setembro de 1922. Eles adotaram unânime e entusiasticamente uma resolução intitulada “Um Desafio aos Líderes do Mundo”. Em termos claros, dava o seguinte aviso à hodierna terra simbólica: “Portanto, convocamos as nações da Terra, seus governantes e líderes, e todos os clérigos de todas as igrejas denominacionais da Terra, seus seguidores e aliados, o alto comércio e os grandes políticos, a apresentarem sua prova para justificar a posição adotada por eles no sentido de que podem estabelecer paz e prosperidade na Terra, e dar felicidade ao povo; e, por falharem nisso, convocamo-los a dar ouvidos ao testemunho que damos como testemunhas do Senhor, e que digam então se nosso testemunho é verdadeiro, ou não.”
19. Que testemunho deu o povo de Deus à cristandade a respeito do Reino de Deus?
19 Qual era o testemunho dado por estes cristãos? O seguinte: “Cremos e testificamos que o reino do Messias é a plena panaceia para todos os males da humanidade, e trará paz na Terra e boa vontade aos homens, o desejo de todas as nações; que aqueles que voluntariamente se submetem ao seu reinado justo, que já começou, serão abençoados com eterna paz, vida, liberdade e infindável felicidade.” Nos atuais tempos corruptos, quando os governos constituídos por homens, especialmente os na cristandade, fracassam completamente quanto a solucionar os problemas do mundo, este desafio trombeteado ressoa com força ainda maior do que em 1922. Quão veraz é que o Reino de Deus, nas mãos do seu Cristo vencedor, é a única e exclusiva esperança da humanidade!
20. (a) De que maneira a congregação dos cristãos ungidos trombeteou as mensagens de julgamento em 1922 e depois? (b) Qual foi o resultado do toque da primeira trombeta para a cristandade?
20 Esta proclamação e outras posteriores, por meio de resoluções, tratados, folhetos, livros, revistas e discursos, foram trombeteadas pela congregação de cristãos ungidos. O primeiro toque de trombeta resultou em a cristandade ser golpeada como que pela água congelada em forma de uma forte saraiva. Expôs-se sua culpa pelo derramamento de sangue por causa da sua participação nas guerras do século 20, e mostrou-se que ela merece a expressão ardente do furor de Jeová. Os da classe de João, com apoio posterior dos da grande multidão, têm continuado a ecoar o primeiro toque de trombeta, chamando atenção para o conceito que Jeová forma da cristandade, de ela merecer a destruição. — Revelação 7:9, 15.
Semelhante a Um Monte Ardendo
21. O que acontece quando o segundo anjo toca a sua trombeta?
21 “E o segundo anjo tocou a sua trombeta. E algo semelhante a um grande monte ardendo com fogo foi lançado no mar. E um terço do mar tornou-se sangue; e morreu um terço das criaturas que há no mar, as quais têm almas, e um terço dos barcos foi destroçado.” (Revelação 8:8, 9) O que retrata esta cena medonha?
22, 23. (a) Que resolução, sem dúvida, resultou do toque da segunda trombeta? (b) O que é representado por “um terço do mar”?
22 Podemos compreender isto melhor tomando em consideração o fundo histórico do congresso do povo de Jeová, realizado em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 18-26 de agosto de 1923. O destaque do sábado de tarde foi o discurso de J. F. Rutherford sobre o tema “Ovelhas e Cabritos”. As “ovelhas” foram claramente identificadas como as pessoas de disposição justa, que herdarão o domínio terrestre do Reino de Deus. A resolução que se seguiu trazia à atenção a hipocrisia dos “clérigos apóstatas e dos ‘principais do seu rebanho’, que são homens mundanos de forte influência financeira e política”. Exortava-se a multidão daqueles que “amam a paz e a ordem, . . . associados com as igrejas denominacionais, . . . para retirar-se dos sistemas eclesiásticos, injustos, chamados pelo Senhor de ‘Babilônia’” e para aprontar-se, a fim de “receber as bênçãos do reino de Deus”.
23 Esta resolução, sem dúvida, resultou do toque da segunda trombeta. Os que no devido tempo acatassem esta mensagem seriam separados daqueles que Isaías descreveu nas seguintes palavras: “Mas os iníquos são como o mar revolto, quando não pode sossegar, cujas águas lançam de si algas e lama.” (Isaías 57:20; 17:12, 13) Portanto, “o mar” representa bem a desassossegada, instável e rebelde humanidade, que produz agitação e revolução. (Veja Revelação 13:1.) Virá o tempo em que esse “mar” não mais existirá. (Revelação 21:1) No ínterim, com o toque da segunda trombeta, Jeová profere julgamento contra um terço dele — a parte turbulenta no domínio da própria cristandade.
24. O que é retratado pela ardente massa montanhesca que foi lançada no mar?
24 Uma grande massa montanhesca, incendiada, é lançada neste “mar”. Na Bíblia, montes frequentemente simbolizam governos. Por exemplo, o Reino de Deus é retratado como monte. (Daniel 2:35, 44) A ruinosa Babilônia tornou-se “um monte queimado”. (Jeremias 51:25) Mas a massa montanhesca vista por João ainda arde. Ser ela lançada no mar representa bem como durante e depois da Primeira Guerra Mundial o assunto do governo tornou-se uma questão ardente entre a humanidade, em especial nos países da cristandade. Na Itália, Mussolini introduziu o fascismo. A Alemanha adotou o nazismo de Hitler, ao passo que outros países experimentaram formas diferentes do socialismo. Houve uma mudança radical na Rússia, onde a revolução bolchevique produziu o primeiro estado comunista, com a resultante perda de poder e influência pelos líderes religiosos da cristandade naquilo que antes era um de seus baluartes.
25. De que modo a questão do governo continuou acesa depois da Segunda Guerra Mundial?
25 As experiências fascistas e nazistas foram apagadas pela Segunda Guerra Mundial, mas a questão do governo continuou acesa, e o mar humano continuou a revolver-se e a produzir novos governos revolucionários. Nas décadas depois de 1945, estes foram instalados em muitos lugares, tais como a China, o Vietnã, Cuba e a Nicarágua. Na Grécia fracassou a experiência com uma ditadura militar. No Kampuchea (Camboja), a excursão no comunismo fundamentalista resultou em mais de dois milhões de mortos, conforme se relata.
26. Como é que o “monte ardendo com fogo” continuou a criar ondas no mar da humanidade?
26 Este “monte ardendo com fogo” continuou a criar ondas no mar da humanidade. Relataram-se lutas pelo governo, na África, nas Américas, na Ásia e nas ilhas do Pacífico. Muitas dessas lutas ocorreram em países da cristandade, ou onde missionários da cristandade se tornaram ativistas. Sacerdotes católicos romanos até mesmo se juntaram a guerrilhas comunistas e lutaram ao lado delas. Ao mesmo tempo, grupos evangélicos protestantes trabalharam na América Central em oposição ao que chamaram de “ferrenha e implacável sede de poder” dos comunistas. Mas nenhuma dessas convulsões no mar da humanidade trouxe paz e segurança. — Veja Isaías 25:10-12; 1 Tessalonicenses 5:3.
27. (a) Como “um terço do mar” se tornou como sangue? (b) Como ‘um terço das criaturas no mar’ morreu, e o que se há de dar com “um terço dos barcos”?
27 O toque da segunda trombeta revela que aqueles da humanidade, que se envolvem em conflitos revolucionários sobre questões de governo, em vez de se sujeitar ao Reino de Deus, são culpados de derramar sangue. Especialmente o “terço do mar” pertencente à cristandade tem-se tornado como sangue. Todas as coisas vivas nele estão mortas aos olhos de Deus. Nenhuma das organizações radicais flutuando como barcos nesse terço do mar pode evitar no fim o naufrágio. Quão felizes nos sentimos de que milhões de pessoas semelhantes a ovelhas acatam agora o toque de trombeta, para se separarem daqueles que ainda se revolvem no nacionalismo tacanho e na culpa de sangue daquele mar!
Uma Estrela Cai do Céu
28. O que acontece quando o terceiro anjo toca a sua trombeta?
28 “E o terceiro anjo tocou a sua trombeta. E caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma lâmpada, e ela caiu sobre um terço dos rios e sobre as fontes de águas. E o nome da estrela chama-se Absinto. E um terço das águas transformou-se em absinto, e muitos dos homens morreram por causa das águas, porque foram feitas amargas.” (Revelação 8:10, 11) Novamente, outras partes da Bíblia nos ajudam a entender como este texto se aplica no dia do Senhor.
29. Como se cumpre o simbolismo de “uma grande estrela, ardendo como uma lâmpada”, e por quê?
29 Já ficamos conhecendo o que uma estrela simboliza nas mensagens de Jesus às sete congregações, nas quais as sete estrelas simbolizam os anciãos nas congregações.b (Revelação 1:20) “Estrelas” ungidas, junto com todos os outros ungidos, habitam em lugares celestiais num sentido espiritual, a partir do tempo em que são selados com o espírito santo, como penhor da sua herança celestial. (Efésios 2:6, 7) No entanto, o apóstolo Paulo advertiu que dentre tais homens semelhantes a estrelas surgiriam apóstatas, sectários, que desencaminhariam o rebanho. (Atos 20:29, 30) Tal infidelidade resultaria numa grande apostasia, e esses anciãos que caíram passariam a constituir um composto homem que é contra a lei, que se ergueria a uma posição de deus entre a humanidade. (2 Tessalonicenses 2:3, 4) As advertências de Paulo se cumpriram quando os clérigos da cristandade surgiram no cenário mundial. Este grupo é bem representado pelo símbolo de “uma grande estrela, ardendo como uma lâmpada”.
30. (a) O que se queria dizer quando se falou do rei de Babilônia como caído do céu? (b) A que se pode referir uma queda do céu?
30 João vê esta estrela específica cair do céu. Como? O que se passou com um antigo rei ajuda-nos a compreender isso. Falando ao rei de Babilônia, Isaías disse: “Como caíste do céu, ó tu brilhante, filho da alva! Como foste cortado rente à terra, tu que prostravas as nações!” (Isaías 14:12) Esta profecia cumpriu-se quando Babilônia foi derrubada pelos exércitos de Ciro, e seu rei caiu abruptamente da dominação mundial para uma vergonhosa derrota. De modo que cair do céu pode referir-se a perder uma elevada posição e cair na ignomínia.
31. (a) Quando os clérigos da cristandade caíram de uma posição ‘celestial’? (b) Como as águas oferecidas pelos clérigos se tornaram em “absinto”, e com que resultado para muitos?
31 Quando os clérigos da cristandade apostataram do verdadeiro cristianismo, caíram da sua elevada posição ‘celestial’ descrita por Paulo em Efésios 2:6, 7. Em vez de oferecer águas frescas da verdade, eles têm oferecido “absinto”, mentiras amargas tais como o fogo do inferno, o purgatório, a Trindade e a predestinação; também, têm levado as nações a guerras, deixando de edificá-las como servos de boa moral, de Deus. E qual tem sido o resultado? O envenenamento espiritual daqueles que creram nas mentiras. O caso deles é similar ao dos israelitas infiéis dos dias de Jeremias, aos quais Jeová disse: “Eis que os faço comer absinto e vou dar-lhes de beber água envenenada. Pois dos profetas de Jerusalém saiu apostasia a todo o país.” — Jeremias 9:15; 23:15.
32. Quando se tornou evidente que a cristandade caíra dos céus espirituais, e como foi isso dramatizado?
32 Esta queda, dos céus espirituais, tornou-se evidente no ano de 1919, quando o pequeno restante de cristãos ungidos, em vez de os clérigos da cristandade, foi designado para cuidar dos interesses do Reino. (Mateus 24:45-47) E, a partir de 1922, esta queda foi dramatizada quando este grupo de cristãos renovou sua campanha de franca exposição dos fracassos dos clérigos da cristandade.
33. Como os clérigos da cristandade foram expostos no congresso de 1924 em Columbus, Ohio, EUA?
33 O que se destacou neste respeito foi a proclamação no que a revista A Idade de Ouro (em inglês) descreveu como “o maior congresso de Estudantes da Bíblia realizado em todas as eras”. Este congresso foi realizado em Columbus, Ohio, EUA, de 20-27 de julho de 1924. Sem dúvida, sob a direção do anjo que tocou a terceira trombeta, adotou-se ali uma forte resolução, da qual, mais tarde, foram distribuídos 50 milhões de exemplares em forma de tratado. Foi publicada sob o título de Acusados os Eclesiásticos. Um subtítulo apresentava a questão: “A Semente da Promessa Contra a Semente da Serpente.” A própria Acusação expunha francamente os clérigos da cristandade em questões tais como a de assumirem altissonantes títulos religiosos, de constituírem os grandes empresários e os políticos profissionais em personagens principais dos seus rebanhos, de desejarem brilhar diante dos homens e de se recusarem a pregar ao povo a mensagem do Reino do Messias. Enfatizava que todo cristão dedicado é comissionado por Deus para proclamar “o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes”. — Isaías 61:2, Al.
34, 35. (a) O que tem acontecido com o poder e a influência dos clérigos desde que o terceiro anjo começou a tocar a sua trombeta? (b) O que reserva o futuro para os clérigos da cristandade?
34 Desde que o terceiro anjo começou a tocar a sua trombeta, a posição dominante dos clérigos, entre a humanidade, tem decaído, até que, na época atual, são pouquíssimos os que retêm os poderes endeusados que usufruíam em séculos anteriores. Por causa da pregação feita pelas Testemunhas de Jeová, grande número de pessoas chegou a dar-se conta de que muitas doutrinas ensinadas pelos clérigos são veneno espiritual — “absinto”. Além disso, o poder dos clérigos na Europa setentrional quase já se desgastou, ao passo que em alguns outros países o governo restringe estritamente a sua influência. Nas partes católicas da Europa e nas Américas, o comportamento escandaloso dos clérigos em assuntos financeiros, políticos e morais manchou a sua reputação. Doravante, sua posição só pode piorar, visto que em breve sofrerão a sorte de todos os outros adeptos da religião falsa. — Revelação 18:21; 19:2.
35 Jeová ainda não parou de lançar pragas sobre a cristandade. Considere o que acontece depois do toque da quarta trombeta.
Escuridão!
36. O que acontece quando o quarto anjo toca a sua trombeta?
36 “E o quarto anjo tocou a sua trombeta. E foi golpeado um terço do sol, e um terço da lua, e um terço das estrelas, a fim de que um terço deles ficasse obscurecido e o dia não tivesse iluminação por uma terça parte dele, e assim também a noite.” (Revelação 8:12) A nona praga sobre o Egito foi de escuridão literal. (Êxodo 10:21-29) Mas o que é a escuridão simbólica que é uma praga para os homens?
37. Como os apóstolos Pedro e Paulo descreveram a condição espiritual das pessoas que estão fora da congregação cristã?
37 O apóstolo Pedro disse a concrentes que eles haviam estado na escuridão, em sentido espiritual, antes de se tornarem cristãos. (1 Pedro 2:9) Paulo também usou a palavra “escuridão” para descrever a condição espiritual das pessoas de fora da congregação cristã. (Efésios 5:8; 6:12; Colossenses 1:13; 1 Tessalonicenses 5:4, 5) Mas que dizer das pessoas da cristandade, que afirmam crer em Deus e que dizem aceitar Jesus como seu Salvador?
38. Que fato sobre a “luz” da cristandade o quarto anjo trombeteia?
38 Jesus disse que os verdadeiros cristãos seriam reconhecidos pelos seus frutos, e que muitos dos que afirmassem ser seus seguidores seriam “obreiros do que é contra a lei”. (Mateus 7:15-23) Ninguém que examine os frutos do terço do mundo ocupado pela cristandade pode negar que ela está vagueando em total escuridão espiritual. (2 Coríntios 4:4) Ela é mais culpada, porque afirma ser cristã. Portanto, era somente correto que o quarto anjo trombeteasse o fato de que a “luz” da cristandade, na realidade, é escuridão, e que suas fontes de “luz” são babilônicas — não cristãs. — Marcos 13:22, 23; 2 Timóteo 4:3, 4.
39. (a) Como a resolução adotada no congresso de 1925 descreveu a falsa luz da cristandade? (b) Que exposição adicional se fez em 1955?
39 Em harmonia com esta proclamação celestial, um grande número dos do povo de Deus reuniu-se em congresso em Indianápolis, Indiana, EUA, em 29 de agosto de 1925, e adotou para publicação uma franca resolução intitulada “Mensagem de Esperança”. Novamente, cerca de 50 milhões de exemplares dela foram distribuídos em diversos idiomas. Descrevia a falsa luz apresentada pelo conjunto de exploradores comerciais, líderes políticos e clérigos religiosos, que fez ‘os povos cair na escuridão’. E apontava para o Reino de Deus como verdadeira esperança de receberem “as bênçãos de paz, prosperidade, saúde, vida, liberdade e felicidade eterna”. Requereu coragem para o pequeno grupo de cristãos ungidos proclamar tais mensagens contra a organização gigantesca da cristandade. Mas, de modo coerente, do começo dos anos 20 até agora, eles têm feito isso. Em tempos mais recentes, em 1955, houve uma exposição adicional da classe clerical por meio da distribuição mundial, em muitas línguas, dum folheto intitulado: A Cristandade ou o Cristianismo — Qual É “A Luz do Mundo”? Atualmente, a hipocrisia da cristandade tem-se tornado tão evidente, que muitos no mundo podem ver isso por si mesmos. Mas o povo de Jeová não tem deixado de expor o que ela é: um reino de escuridão.
Uma Águia Voando
40. Os quatro toques de trombeta revelaram a cristandade como sendo o quê?
40 Esses primeiros quatro toques de trombeta realmente resultaram na exposição da condição desolada e mortífera da cristandade. A parte da “terra” abrangida por ela foi exposta como merecendo o julgamento de Jeová. Os governos revolucionários que surgiram nos países dela e em outras partes mostraram-se hostis à vida espiritual. A condição decaída dos clérigos dela e a generalizada escuridão da sua condição espiritual foram expostas diante de todos. A cristandade realmente é a parte mais repreensível do sistema de coisas de Satanás.
41. O que João vê e ouve numa pausa na série de toques de trombeta?
41 Há mais para revelar? Antes de se obter a resposta a esta pergunta, há uma breve pausa na série de toques de trombeta. João descreve o que vê a seguir: “E eu vi, e ouvi uma águia, voando pelo meio do céu, dizer com voz alta: ‘Ai, ai, ai dos que moram na terra, por causa dos restantes toques de trombeta dos três anjos que estão para tocar as suas trombetas!’” — Revelação 8:13.
42. O que talvez seja indicado pela águia voadora, e qual é a sua mensagem?
42 Uma águia voa alto no céu, para ser vista pelas pessoas numa grande região. Ela tem visão excepcionalmente aguda e pode ver as coisas muito à sua frente. (Jó 39:29) Uma das quatro criaturas viventes, querubínicas, ao redor do trono de Deus, fora retratada como águia voando. (Revelação 4:6, 7) Quer este querubim, quer outro servo de Deus, de vista aguda, proclama alto uma mensagem dinâmica: “Ai, ai, ai”! Que os habitantes da Terra tomem nota, enquanto se ouvem os três remanescentes toques de trombeta, cada um deles ligado a um desses ais.
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O primeiro ai — gafanhotosRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 22
O primeiro ai — gafanhotos
1. Quem divulga as mensagens relacionadas com os toques de trombeta dos anjos, e o que anuncia o quinto toque de trombeta?
O QUINTO anjo prepara-se para tocar a sua trombeta. Já foram tocadas quatro trombetas celestiais, e quatro pragas foram lançadas sobre o terço da terra considerado mais repreensível por Jeová — a cristandade. A condição mortalmente doentia dela já foi exposta. Ao passo que os anjos tocam as trombetas, mensageiros humanos divulgam isso na Terra. Agora, a quinta trombeta angélica está prestes a anunciar o primeiro ai, mais temível ainda do que aquilo que lhe precedera. Relaciona-se com uma aterrorizante praga de gafanhotos. No entanto, examinemos primeiro outros textos, que nos ajudarão a entender melhor esta praga.
2. Que livro bíblico descreve uma praga de gafanhotos similar àquela que João vê, e qual foi o seu efeito sobre o Israel antigo?
2 O livro bíblico de Joel, escrito durante o nono século AEC, descreve uma praga de insetos, inclusive de gafanhotos, similar àquela vista por João. (Joel 2:1-11, 25)a Ela se destinava a causar grande desconforto ao Israel apóstata, mas produziria também o arrependimento de judeus individuais e seu retorno ao favor de Jeová. (Joel 2:6, 12-14) Quando esse tempo chegasse, Jeová derramaria seu espírito sobre “toda sorte de carne”, ao passo que temíveis sinais e alarmantes portentos viriam “antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”. — Joel 2:11, 28-32.
Uma Praga no Primeiro Século
3, 4. (a) Quando houve um cumprimento do capítulo 2 de Joel, e como? (b) De que modo houve uma praga como de um enxame de gafanhotos no primeiro século EC, e quanto tempo durou a praga?
3 No primeiro século, houve um cumprimento do capítulo 2 de Joel. Foi então, em Pentecostes de 33 EC, que se derramou espírito santo, ungindo os primeiros cristãos e habilitando-os a falar em muitas línguas “sobre as coisas magníficas de Deus”. Em resultado disso, reuniu-se uma grande multidão de pessoas. O apóstolo Pedro dirigiu-se a estes espectadores atônitos, citando Joel 2:28, 29, e explicando que eles estavam presenciando o cumprimento deste texto. (Atos 2:1-21) Mas não há nenhum registro duma literal praga de insetos naquele tempo, que a uns causasse desconforto, e a outros levasse ao arrependimento.
4 Houve uma praga figurativa naqueles dias? Sim, houve! Ela resultou da implacável pregação feita pelos recém-ungidos cristãos.b Por meio deles, Jeová convidava os judeus dispostos a escutar a se arrependerem e a usufruírem bênçãos dele. (Atos 2:38-40; 3:19) Aqueles que reagiram favoravelmente receberam o favor dele num grau notável. Mas para os que recusaram o convite, os cristãos do primeiro século tornaram-se como que um enxame devastador de gafanhotos. Começando em Jerusalém, espalharam-se por toda a Judeia e Samaria. Em pouco tempo, estavam em toda a parte, atormentando os judeus descrentes por proclamarem publicamente a ressurreição de Jesus, com tudo o que isso incluía. (Atos 1:8; 4:18-20; 5:17-21, 28, 29, 40-42; 17:5, 6; 21:27-30) Aquela praga continuou até o “atemorizante dia”, em 70 EC, quando Jeová trouxe os exércitos romanos contra Jerusalém, a fim de destruí-la. Apenas os cristãos que invocavam o nome de Jeová com fé foram salvos. — Joel 2:32; Atos 2:20, 21; Provérbios 18:10.
A Praga de Gafanhotos Hoje
5. Como se tem cumprido a profecia de Joel desde 1919?
5 Poderíamos razoavelmente esperar que a profecia de Joel tivesse um cumprimento final no tempo do fim. E como isto se mostrou veraz! No congresso dos Estudantes da Bíblia realizado em Cedar Point, Ohio, EUA, de 1.°-8 de setembro de 1919, um notável derramamento do espírito de Jeová ativou seu povo a organizar uma campanha global de pregação. Dentre todos os professos cristãos, somente eles, reconhecendo que Jesus fora entronizado como Rei celestial, não pouparam esforços para divulgar estas boas novas. Seu implacável testemunho em cumprimento de profecias tornou-se como que uma atormentadora praga para a cristandade apóstata. — Mateus 24:3-8, 14; Atos 1:8.
6. (a) O que João viu quando o quinto anjo tocou a trombeta? (b) A quem essa “estrela” simboliza, e por quê?
6 Revelação (ou Apocalipse), escrito uns 26 anos depois da destruição de Jerusalém, também descreve esta praga. O que ele acrescenta à descrição feita por Joel? Vejamos o registro, conforme relatado por João: “E o quinto anjo tocou a sua trombeta. E eu vi uma estrela que caíra do céu à terra, e foi-lhe dada a chave da cova do abismo.” (Revelação 9:1) Esta “estrela” é diferente daquela em Revelação 8:10, que João viu cair. Ele vê “uma estrela que caíra do céu” e que tem agora uma tarefa com respeito à Terra. Trata-se duma pessoa espiritual ou carnal? O detentor da “chave da cova do abismo” é mais tarde descrito como lançando Satanás no “abismo”. (Revelação 20:1-3) Portanto, deve ser uma poderosa pessoa espiritual. Em Revelação 9:11, João nos diz que os gafanhotos têm “um rei, o anjo do abismo”. Ambos os versículos devem referir-se à mesma pessoa, visto que o anjo com a chave do abismo seria logicamente o anjo do abismo. E a estrela deve simbolizar o Rei designado de Jeová, visto que os cristãos ungidos reconhecem somente a este único Rei angélico, Jesus Cristo. — Colossenses 1:13; 1 Coríntios 15:25.
7. (a) O que acontece quando se abre “a cova do abismo”? (b) O que é o “abismo”, e quem passou um curto período nele?
7 O relato prossegue: “E ele abriu a cova do abismo, e ascendeu fumaça da cova, como a fumaça duma grande fornalha, e o sol ficou obscurecido, também o ar, pela fumaça da cova. E do meio da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dada autoridade, a mesma autoridade que os escorpiões da terra têm.” (Revelação 9:2, 3) Em sentido bíblico, o “abismo” é um lugar de inatividade, até mesmo de morte. (Veja Romanos 10:7; Revelação 17:8; 20:1, 3.) O pequeno grupo de irmãos de Jesus passou um curto período em tal “abismo” de relativa inatividade, no fim da Primeira Guerra Mundial (1918-19). Mas quando Jeová, em 1919, derramou seu espírito sobre os seus servos arrependidos, estes saíram em enxames para enfrentar o desafio da obra que os aguardava.
8. Como se dá que a soltura dos gafanhotos vem acompanhada por muita “fumaça”?
8 Conforme João observa, a soltura dos gafanhotos é acompanhada por muita fumaça, como “a fumaça duma grande fornalha”.c E assim se deu, em 1919. A situação ficou preta para a cristandade e para o mundo em geral. (Veja Joel 2:30, 31.) A soltura desses gafanhotos, a classe de João, constituía realmente uma derrota para os clérigos da cristandade, os quais haviam tramado e planejado matar de vez a obra do Reino, e que então rejeitavam o Reino de Deus. A evidência duma nuvem semelhante a fumaça começou a espalhar-se sobre a cristandade apóstata, ao passo que este enxame de gafanhotos recebeu autoridade divina e começou a exercê-la na proclamação de poderosas mensagens de julgamento. O “sol” da cristandade — sua aparência de iluminação — sofreu eclipse, e “o ar” ficou cheio das declarações de julgamento divino, ao passo que se mostrava que “o governante da autoridade do ar” deste mundo era o deus da cristandade. — Efésios 2:2; João 12:31; 1 João 5:19.
Esses Gafanhotos Atormentadores!
9. Que instruções para a batalha os gafanhotos receberam?
9 Que instruções receberam esses gafanhotos para a batalha? João relata: “E foi-lhes dito que não fizessem dano a nenhuma vegetação da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a qualquer árvore, mas apenas àqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas. E foi concedido aos gafanhotos, não que os matassem, mas que estes fossem atormentados por cinco meses, e o tormento deles era como o tormento causado por um escorpião quando ataca um homem. E, naqueles dias, os homens procurarão a morte, mas de modo algum a acharão, e desejarão morrer, mas a morte estará fugindo deles.” — Revelação 9:4-6.
10. (a) Contra quem se dirige primariamente a praga, e com que efeito sobre estes? (b) Que espécie de tormento está envolvida? (Veja também a nota.)
10 Note que esta praga não se dirige primeiro contra o povo ou os proeminentes entre ele — a ‘vegetação e as árvores da terra’. (Veja Revelação 8:7.) Os gafanhotos devem causar dano apenas àqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas, aqueles que na cristandade afirmam estar selados, mas cuja atuação desmente a sua afirmação. (Efésios 1:13, 14) Portanto, os proferimentos atormentadores dos gafanhotos hodiernos foram primeiro dirigidos contra os líderes religiosos da cristandade. Como esses homens convencidos devem ter ficado atormentados ao ouvirem ser publicamente anunciado que não somente deixavam de guiar seus rebanhos para o céu, mas que nem mesmo eles estariam lá!d Deveras, é o caso de ‘cegos guiarem cegos’! — Mateus 15:14.
11. (a) Por quanto tempo os gafanhotos têm autorização para atormentar os inimigos de Deus, e por que realmente não é curto este tempo? (b) Quão severo é o tormento?
11 O tormento dura cinco meses. É este um tempo relativamente curto? Não no que se refere a gafanhotos literais. Cinco meses descrevem a duração normal da vida de uma espécie desses insetos. Portanto, é pelo tempo que vivem que os gafanhotos hodiernos continuam a aguilhoar os inimigos de Deus. Além disso, o tormento é tão severo, que os homens procuram morrer. É verdade que não temos nenhum registro de alguém dos aguilhoados pelos gafanhotos ter tentado matar-se literalmente. Mas a expressão ajuda-nos a visualizar a intensidade do tormento — como que causado pelo implacável ataque de escorpiões. É como o sofrimento previsto por Jeremias para os israelitas infiéis que seriam espalhados pelos conquistadores babilônios e para quem a morte seria preferível à vida. — Jeremias 8:3; veja também Eclesiastes 4:2, 3.
12. Por que se concede aos gafanhotos atormentar os líderes religiosos da cristandade em sentido espiritual, mas não matá-los?
12 Por que é que se concede que esses sejam atormentados em sentido espiritual, e não mortos? Trata-se dum ai inicial na exposição das mentiras da cristandade e dos seus fracassos, mas apenas mais tarde, com o progresso do dia do Senhor, publicar-se-á plenamente o seu estado espiritualmente morto. Será durante um segundo ai que um terço dos homens é morto. — Revelação 1:10; 9:12, 18; 11:14.
Gafanhotos Equipados Para a Batalha
13. Que aparência têm os gafanhotos?
13 Que aparência notável esses gafanhotos têm! João a descreve: “E as semelhanças dos gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha; e nas suas cabeças havia o que pareciam ser coroas como de ouro, e seus rostos eram como rostos de homens, mas, tinham cabelo como o cabelo das mulheres. E os seus dentes eram como os de leões; e tinham couraças como couraças de ferro. E o som das suas asas era como o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha.” — Revelação 9:7-9.
14. Por que a descrição feita por João se ajusta ao grupo dos cristãos reavivados em 1919?
14 Isto ilustra muito bem o grupo leal de cristãos reavivados em 1919. Iguais a cavalos, estavam prontos para a batalha, ansiosos de lutar a favor da verdade do modo descrito pelo apóstolo Paulo. (Efésios 6:11-13; 2 Coríntios 10:4) João vê na cabeça deles o que parecem ser coroas de ouro. Não seria correto usarem mesmo coroas, porque não começam a reinar enquanto ainda estão na Terra. (1 Coríntios 4:8; Revelação 20:4) Mas, em 1919, já tinham aparência régia. São irmãos do Rei, e suas coroas celestiais estavam reservadas para eles, desde que continuassem fiéis até o fim. — 2 Timóteo 4:8; 1 Pedro 5:4.
15. O que denota os gafanhotos terem (a) couraça de ferro, (b) rosto de homem, (c) cabelo de mulher, (d) dentes de leão e (e) fazerem muito barulho?
15 Na visão, os gafanhotos têm couraças de ferro, simbolizando inquebrantável justiça. (Efésios 6:14-18) Têm também rosto de homem, uma particularidade que indica a qualidade do amor, visto que o homem fora feito à imagem de Deus, o qual é amor. (Gênesis 1:26; 1 João 4:16) Seu cabelo é comprido como o das mulheres, o que representa bem a sujeição ao seu Rei, o anjo do abismo. E seus dentes parecem ser dentes de leão. O leão usa os dentes para dilacerar carne. A partir de 1919, os da classe de João podem novamente ingerir alimento espiritual sólido, em especial as verdades a respeito do Reino de Deus, governado pelo “Leão que é da tribo de Judá”, Jesus Cristo. Assim como o leão simboliza a coragem, assim se precisava de muita coragem para digerir esta mensagem dura, produzi-la em forma de publicações e distribuí-la em todo o globo. Esses gafanhotos figurativos têm feito muito barulho, como “o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha”. Seguindo o exemplo dos cristãos do primeiro século, não têm a intenção de ficar calados. — 1 Coríntios 11:7-15; Revelação 5:5.
16. Qual é o significado de os gafanhotos terem “caudas e aguilhões como escorpiões”?
16 Esta pregação envolve mais do que apenas a palavra falada! “Também, têm caudas e aguilhões como os escorpiões; e a sua autoridade para fazer dano aos homens, por cinco meses, está nas suas caudas.” (Revelação 9:10) O que significa isso? Ao passo que as Testemunhas de Jeová se empenham na obra do Reino, transmitem declarações de peso baseadas na Palavra de Deus. Fazem isso oralmente e por meio de publicações. Sua mensagem tem aguilhões como os de escorpiões porque elas avisam sobre o dia de vingança de Jeová que se aproxima. (Isaías 61:2) Antes de a vida da atual geração de gafanhotos espirituais chegar ao fim, será concluída a sua obra divinamente ordenada de proclamar os julgamentos de Jeová — para o prejuízo de todos os blasfemadores obstinados.
17. (a) O que foi anunciado no congresso dos Estudantes da Bíblia em 1919, que intensificaria a picada do seu testemunho? (b) Como os clérigos foram atormentados, e como reagiram?
17 Esse enxame de gafanhotos ficou muito alegre quando no seu congresso de 1919 se anunciou uma nova revista, A Idade de Ouro. Era uma revista publicada a cada duas semanas, destinada a intensificar a picada do seu testemunho.e O número 27 da revista, de 29 de setembro de 1920, expôs a hipocrisia dos clérigos na perseguição dos Estudantes da Bíblia nos Estados Unidos, no período de 1918-19. Nos anos 20 e 30, A Idade de Ouro atormentava os clérigos com outros artigos e caricaturas, aguilhoadores, que expunham sua astuciosa intromissão na política, e especialmente os acordos da hierarquia católica feitos com ditadores fascistas e nazistas. Em resposta, os clérigos ‘forjaram o mal, tendo por pretexto uma lei’, e organizaram turbas violentas contra o povo de Deus. — Salmo 94:20, Almeida.
Avisados os Governantes do Mundo
18. Que tarefa tinham os gafanhotos, e o que ocorreu em resposta ao toque da quinta trombeta?
18 Os gafanhotos hodiernos tinham uma tarefa a cumprir. As boas novas do Reino tinham de ser pregadas. Era preciso expor erros. Era necessário achar ovelhas perdidas. Ao passo que os gafanhotos se empenhavam nestas tarefas, o mundo se viu obrigado a notar isso. Em obediência aos toques de trombeta dos anjos, os da classe de João têm continuado a expor a cristandade como merecedora dos julgamentos adversos de Jeová. Em resposta à quinta trombeta, num congresso dos Estudantes da Bíblia, em Londres, Inglaterra, de 25-31 de maio de 1926, enfatizou-se um aspecto específico desses julgamentos. Destacou-se ali uma resolução, “Um Testemunho aos Regentes do Mundo”, e um discurso público, no Royal Albert Hall, sobre “Por Que as Potências do Mundo Cambaleiam — o Remédio”, sendo ambos publicados na íntegra no dia seguinte num jornal de destaque de Londres. Mais tarde, o enxame de gafanhotos distribuiu mundialmente 50 milhões desta resolução em forma de tratado — o que realmente foi um tormento para os clérigos! Anos depois, pessoas na Inglaterra ainda falavam sobre esta exposição pungente.
19. Que adicional equipamento de luta receberam os simbólicos gafanhotos, e o que dizia a respeito do manifesto de Londres?
19 Naquele congresso, os simbólicos gafanhotos receberam mais equipamentos para a luta, notavelmente um novo livro intitulado Libertação. Este continha uma consideração bíblica do sinal que provava que em 1914 nascera no céu o governo, o ‘filho varão’, o Reino celestial de Cristo. (Mateus 24:3-14; Revelação 12:1-10) Daí, citava o manifesto publicado em Londres, em 1917, assinado por oito clérigos, descritos como estando “entre os pregadores eminentes do mundo”. Eles representavam as principais denominações protestantes: batista, congregacional, presbiteriana, episcopal e metodista. Este manifesto proclamava que “a crise presente determina o final dos tempos dos Gentios” e que “a revelação do Senhor pode ser esperada em qualquer momento”. Sim, estes clérigos haviam reconhecido o sinal da presença de Jesus! Mas queriam fazer alguma coisa a respeito? O livro Libertação nos informa: “A parte mais importante de tudo isso é que os próprios homens que assinaram o manifesto mais tarde o repudiaram e rejeitaram a evidência que prova que estamos no fim do mundo e no tempo da segunda presença do Senhor.”
20. (a) Que escolha os clérigos fizeram com respeito ao enxame de gafanhotos e seu Rei? (b) Segundo João, quem lidera o enxame de gafanhotos, e qual é seu nome?
20 Em vez de anunciarem o entrante Reino de Deus, os clérigos da cristandade escolheram continuar com o mundo de Satanás. Não queriam ter nada que ver com o enxame de gafanhotos e o Rei destes, a respeito de quem João agora observa: “Têm sobre si um rei, o anjo do abismo. Seu nome, em hebraico, é Abadon [significando “Destruição”], mas em grego ele tem o nome de Apolion [significando “Destruidor”].” (Revelação 9:11) Jesus, como “anjo do abismo” e “Destruidor”, deveras soltara um ai atormentador sobre a cristandade. No entanto, seguir-se-á ainda mais!
[Nota(s) de rodapé]
a Compare Joel 2:4, 5, 7 (onde os insetos são descritos como cavalos, povo e homens, e como fazendo um ruído parecido ao de um carro), com Revelação 9:7-9; compare também Joel 2:6, 10 (que descreve o efeito doloroso da praga de insetos) com Revelação 9:2, 5.
b Veja o artigo “Unidos Contra as Nações no Vale da Decisão”, em A Sentinela de 15 de julho de 1962.
c Queira notar que este texto não pode ser usado para provar que havia fogo no abismo, como se o abismo fosse uma espécie de fogo de inferno. João disse que viu uma grossa fumaça que era “como” a fumaça duma grande fornalha, ou semelhante a ela. (Revelação 9:2) Ele não disse que viu chamas de verdade no abismo.
d A palavra grega usada aqui deriva da raiz ba·sa·ní·zo, às vezes usada com respeito à tortura literal; entretanto, também pode ser usada com respeito ao tormento mental. Por exemplo, em 2 Pedro 2:8 lemos que Ló “atormentava a sua alma justa” por causa do mal que via em Sodoma. Os líderes religiosos da era apostólica sofreram um tormento mental, embora, naturalmente, por um motivo bem diferente.
e Esta revista recebeu em 1937 o nome de Consolação, e em 1946, Despertai!.
[Foto na página 143]
O toque da quinta trombeta introduz o primeiro de três ais
[Foto na página 146]
Tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do Rei. (Salmo 45:5) Esta caricatura, com essa legenda, é típica das muitas publicadas nos anos 30, que aguilhoavam ‘aqueles homens que não têm o selo de Deus’
[Fotos na página 147]
O Royal Albert Hall, em Londres, onde foi lançado o livro Libertação e foi adotada a resolução “Um Testemunho aos Regentes do Mundo”
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O segundo ai — exércitos de cavalariaRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 23
O segundo ai — exércitos de cavalaria
1. Apesar dos esforços dos clérigos, de eliminar os gafanhotos, o que tem acontecido, e o que indica a vinda de mais dois ais?
DESDE 1919, a invasão da cristandade pelos gafanhotos simbólicos tem causado muito desconforto aos clérigos. Eles têm tentado exterminar os gafanhotos, mas estes têm continuado a avançar cada vez mais fortes. (Revelação 9:7) E isso não é tudo! João escreve: “Um ai já passou. Eis que vêm mais dois ais depois destas coisas.” (Revelação 9:12) Outras pragas atormentadoras aguardam a cristandade.
2. (a) O que acontece quando o sexto anjo toca a sua trombeta? (b) O que representa a “uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro”? (c) Por que se mencionam quatro anjos?
2 Donde procede o segundo ai? João escreve: “E o sexto anjo tocou a sua trombeta. E ouvi uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro diante de Deus, dizer ao sexto anjo, que tinha a trombeta: ‘Desata os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates.’” (Revelação 9:13, 14) O desatamento dos anjos ocorre em resposta à voz procedente dos chifres do altar de ouro. Este é o altar de ouro para incenso, e já duas vezes antes o incenso das tigelas de ouro, procedente deste altar, fora associado com as orações dos santos. (Revelação 5:8; 8:3, 4) Portanto, esta uma voz representa as orações unidas dos santos na Terra. Pedem que eles mesmos sejam libertos para adicional serviço vigoroso como “mensageiros” de Jeová, visto que “mensageiros” é o sentido básico da palavra grega aqui traduzida “anjos”. Por que há quatro anjos? Este número simbólico parece indicar que eles estariam organizados de modo a abranger a Terra toda. — Revelação 7:1; 20:8.
3. Como os quatro anjos haviam sido “amarrados junto ao grande rio Eufrates”?
3 Como esses anjos foram “amarrados junto ao grande rio Eufrates”? O rio Eufrates, na antiguidade, constituía a fronteira nordeste da terra que Jeová havia prometido a Abraão. (Gênesis 15:18; Deuteronômio 11:24) Aparentemente, esses anjos haviam sido retidos na fronteira da sua terra dada por Deus, ou do domínio terrestre de atividade, refreados de empreenderem plenamente o serviço que Jeová lhes preparara. O Eufrates era também proeminentemente associado com a cidade de Babilônia, e, depois da queda de Jerusalém em 607 AEC, os israelitas carnais passaram ali 70 anos em cativeiro, “amarrados junto ao grande rio Eufrates”. (Salmo 137:1) O ano de 1919 encontrou os israelitas espirituais amarrados numa restrição similar, desconsolados, e pedindo a orientação de Jeová.
4. Qual é a comissão dos quatro anjos, e como ela tem sido realizada?
4 Felizmente, João pode relatar: “E foram desatados os quatro anjos que têm sido preparados para a hora, e o dia, e o mês, e o ano, para matarem um terço dos homens.” (Revelação 9:15) Jeová é Cronometrista meticuloso. Ele tem um cronograma e se apega a ele. Portanto, esses mensageiros são soltos na hora exata e em tempo para realizar o que têm de fazer. Imagine a alegria deles ao saírem da servidão em 1919, prontos para trabalhar! Eles têm a comissão não só de atormentar, mas finalmente também de ‘matar um terço dos homens’. Isto se relaciona com as pragas proclamadas pelos primeiros quatro toques de trombeta, que afligiram um terço da terra, do mar, das criaturas no mar, das fontes e dos rios, e das fontes celestiais de luz. (Revelação 8:7-12) Os quatro anjos vão mais longe. ‘Matam’, expondo completamente a condição espiritualmente morta da cristandade. Isto tem sido realizado por proclamações trombeteadas, a partir de 1922, e que continuam até hoje.
5. Quanto à cristandade, como ecoou o som do toque da sexta trombeta em 1927?
5 Lembre-se de que o anjo celestial acaba de tocar a sexta trombeta. Em resposta, o sexto duma série de congressos internacionais, anuais, dos Estudantes da Bíblia foi realizado em Toronto, Ontário, no Canadá. O programa, no domingo, 24 de julho de 1927, foi irradiado por uma cadeia de 53 emissoras de rádio, a mais extensa rede radiofônica até aquele tempo. A mensagem falada foi transmitida a possivelmente muitos milhões de ouvintes. Primeiro, uma vigorosa resolução expôs a cristandade como espiritualmente morta e fez o convite: “Nesta hora de perplexidade, Jeová Deus insta com os povos a que abandonem e deixem para sempre a ‘cristandade’ ou o ‘cristianismo organizado’ e se afastem completamente para longe dele . . . ; que os povos deem a devoção e a lealdade de seu coração inteiramente a Jeová Deus e ao seu Rei e reino.” “Liberdade Para os Povos” era o título do discurso público que se seguiu. J. F. Rutherford o proferiu no seu costumeiro estilo dinâmico, apropriado para o “fogo, e fumaça, e enxofre” que João observa a seguir na visão.
6. Como João descreve os exércitos de cavalaria que ele vê a seguir?
6 “E o número dos exércitos de cavalaria era de duas miríades de miríades: ouvi o número deles. E é assim que eu vi os cavalos na visão, e os sentados neles: tinham couraças de cor de fogo, e de azul jacintino, e de amarelo sulfurino; e as cabeças dos cavalos eram como as cabeças de leões, e das suas bocas saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estas três pragas foi morto um terço dos homens, pelo fogo, e pela fumaça, e pelo enxofre que saíam das suas bocas.” — Revelação 9:16-18.
7, 8. (a) Sob a orientação de quem a cavalaria avança trovejante? (b) Em que sentido a cavalaria é similar aos gafanhotos que a precederam?
7 Pelo visto, essa cavalaria sai trovejante sob a orientação dos quatro anjos. Que espetáculo amedrontador! Imagine a reação que você teria se fosse o alvo de tal ataque de cavalaria! A própria aparência disso já lhe meteria medo no coração. Notou, porém, quão similar essa cavalaria é aos gafanhotos que a precederam? Os gafanhotos eram como cavalos; na cavalaria há cavalos. Portanto, ambos estão empenhados em guerra teocrática. (Provérbios 21:31) Os gafanhotos tinham dentes como os de leões; os cavalos da cavalaria têm cabeça como a de leões. Portanto, ambos relacionam-se com o corajoso Leão da tribo de Judá, Jesus Cristo, que é seu Líder, Comandante e Exemplo. — Revelação 5:5; Provérbios 28:1.
8 Tanto os gafanhotos como a cavalaria participam na obra de julgamento por Jeová. Os gafanhotos emergiam de fumaça, que pressagiava um ai e fogo destrutivo para a cristandade; das bocas dos cavalos saem fogo, fumaça e enxofre. Os gafanhotos tinham couraças de ferro, indicando que seu coração estava protegido pela inflexível devoção à justiça; a cavalaria usa couraças vermelhas, azuis e amarelas, refletindo o fogo, a fumaça e o enxofre das mortíferas mensagens de julgamento que saem das bocas dos cavalos. (Veja Gênesis 19:24, 28; Lucas 17:29, 30.) Os gafanhotos tinham caudas iguais aos escorpiões, para atormentar; a cavalaria tem caudas semelhantes a serpentes, para matar! Parece que aquilo que fora iniciado pelos gafanhotos tem de ser continuado pela cavalaria com maior intensidade até o término.
9. O que simboliza a cavalaria?
9 Portanto, o que simboliza esta cavalaria? Assim como os da ungida classe de João começaram a proclamação, como toque de trombeta, do julgamento da vingança divina por Jeová contra a cristandade, com autoridade para ‘aguilhoar e fazer dano’, assim se esperaria que o mesmo grupo vivo fosse usado para ‘matar’, quer dizer, para tornar conhecido que a cristandade e seus clérigos espiritualmente estão totalmente mortos, rejeitados por Jeová e prontos para a “fornalha ardente” da destruição eterna. De fato, a inteira Babilônia, a Grande, terá de perecer. (Revelação 9:5, 10; 18:2, 8; Mateus 13:41-43) Antes da destruição dela, porém, os da classe de João usam “a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”, para expor a condição morta da cristandade. Os quatro anjos e os cavaleiros da cavalaria orientam esta figurativa matança de “um terço dos homens”. (Efésios 6:17; Revelação 9:15, 18) Isto indica uma correta organização e orientação teocrática, sob a supervisão do Senhor Jesus Cristo, ao passo que o espantoso grupo de proclamadores do Reino avança para a batalha.
Duas Miríades de Miríades
10. Em que sentido há duas miríades de miríades de cavalaria?
10 Como é possível haver duas miríades de miríades nesta cavalaria? Uma miríade é literalmente 10.000. Portanto, duas miríades de miríades seria 200 milhões.a Felizmente, há agora milhões de proclamadores do Reino, mas o seu número é bem inferior a centenas de milhões! Lembre-se, porém, das palavras de Moisés em Números 10:36: “Volta deveras, ó Jeová, às miríades dos milhares de Israel.” (Compare isso com Gênesis 24:60.) Isto significaria literalmente: ‘Volta deveras às dezenas de milhões de Israel.’ No entanto, Israel tinha apenas de dois a três milhões nos dias de Moisés. Então, de que falava Moisés? Sem dúvida, ele tinha em mente que os israelitas ficariam inúmeros, assim “como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar”, e não que seriam contados. (Gênesis 22:17; 1 Crônicas 27:23) Assim, ele usou a palavra para “miríade” para indicar um número grande, mas não especificado. Neste respeito, a Bíblia Vozes verte este versículo: “Volta, ó Senhor da imensa multidão de Israel.” Isto concorda com uma segunda definição da palavra para “miríade”, encontrada em dicionários gregos e hebraicos: “hostes inumeráveis”, “multidão”. — Dicionário do Novo Testamento Grego, Vocabulário Grego-Português, de William Carey Taylor; A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament, de Gesenius, traduzido por Edward Robinson.
11. Para que os da classe de João se tornassem miríades, mesmo em sentido simbólico, o que seria necessário?
11 Não obstante, os da classe de João que ainda remanescem na Terra são menos de 10.000 — menos do que uma miríade literal. Como é que poderiam ser comparados a incontáveis milhares de cavalaria? Para se tornarem miríades mesmo em sentido simbólico, não precisariam de reforços? Sim, precisavam, e, pela benignidade imerecida de Jeová, eles os receberam! Donde vieram estes reforços?
12, 13. Que acontecimentos históricos de 1918 a 1935 indicam a fonte de reforço?
12 No período de 1918 a 1922, os da classe de João começaram a apresentar à humanidade aflita a perspectiva feliz de que “milhões que agora vivem jamais morrerão”. Em 1923, também se deu a conhecer que as ovelhas de Mateus 25:31-34 herdariam a vida na Terra, sob o Reino de Deus. Uma esperança similar foi apresentada no folheto A Liberdade dos Povos, lançado no congresso internacional em 1927. No começo dos anos 30, mostrou-se que os da classe reta de Jonadabe e os ‘homens que suspiravam e gemiam’ por causa da lastimável condição espiritual da cristandade eram os mesmos que as simbólicas ovelhas com perspectiva de vida terrestre. (Ezequiel 9:4; 2 Reis 10:15, 16) Encaminhando tais às hodiernas “cidades de refúgio”, A Sentinela de 15 de agosto de 1934, em inglês, declarou: “Os que são da classe de Jonadabe ouviram o som da trombeta de Deus e acataram o aviso por fugirem para a organização de Deus e se associar com o povo de Deus, e ali é que terão de permanecer.” — Números 35:6.
13 Em 1935, os desta classe de Jonadabe foram especialmente convidados ao congresso das Testemunhas de Jeová em Washington, DC, EUA. Ali, na sexta-feira, 31 de maio, J. F. Rutherford proferiu seu famoso discurso “A Grande Multidão”, no qual ele mostrou claramente que este grupo, de Revelação 7:9, era o mesmo que as ovelhas de Mateus 25:33 — um grupo dedicado com esperança terrestre. Como prenúncio de coisas por vir, naquele congresso foram batizadas 840 novas Testemunhas de Jeová, a maioria delas da grande multidão.b
14. Participaria a grande multidão no simbólico ataque de cavalaria, e que determinação foi expressa em 1963?
14 Têm os desta grande multidão participado no ataque da cavalaria iniciado em 1922, e que recebeu ênfase especial no congresso de Toronto, em 1927? Sob a direção dos quatro anjos, a ungida classe de João, certamente que sim! Na Assembleia “Boas Novas Eternas”, realizada em 1963 ao redor do mundo, juntaram-se à classe de João numa empolgante resolução. Esta declarava que o mundo “confronta-se com um terremoto de tribulação mundial como nunca houve, sendo que todas as suas instituições políticas e a sua moderna Babilônia religiosa serão despedaçadas”. Expressou-se a determinação de que “continuaremos a declarar a todas as pessoas, sem parcialidade, as ‘boas novas eternas’ concernentes ao reino messiânico de Deus e concernentes aos seus juízos, que são como pragas para os seus inimigos, mas que serão executados para a libertação de todas as pessoas que desejarem adorar a Deus, o Criador, de modo aceitável com espírito e com verdade”. Esta resolução foi entusiasticamente adotada em 24 assembleias ao redor do globo, pelo total geral de 454.977 congressistas, dos quais bem mais de 95 por cento eram da grande multidão.
15. (a) Em 2005, que porcentagem dos trabalhadores usados por Jeová no campo era constituída pelos da grande multidão? (b) Como a oração de Jesus, em João 17:20, 21, expressa a união da grande multidão com os da classe de João?
15 A grande multidão tem continuado a declarar sua incondicional união com a classe de João em derramar as pragas sobre a cristandade. Em 2005, esta grande multidão constituía mais de 99,8 por cento dos trabalhadores que Jeová usa no campo. Seus membros estão de todo o coração de acordo com os da classe de João, a respeito dos quais Jesus orou em João 17:20, 21: “Faço solicitação, não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim por intermédio da palavra deles; a fim de que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco, a fim de que o mundo acredite que me enviaste.” Ao passo que os da classe ungida de João tomam a dianteira, debaixo de Jesus, a zelosa grande multidão participa com eles no mais devastador ataque de cavalaria de toda a história humana!c
16. (a) Como João descreve as bocas e as caudas dos cavalos simbólicos? (b) Como as bocas do povo de Jeová foram preparadas para o serviço? (c) O que corresponde a serem ‘suas caudas como serpentes’?
16 Essa cavalaria precisa de equipamento de guerra. E quão maravilhosamente Jeová o tem provido! João descreve isso: “Pois a autoridade dos cavalos está nas suas bocas e nas suas caudas; porque as suas caudas são como serpentes e têm cabeças, e com estas fazem dano.” (Revelação 9:19) Jeová ordenou seus ministros dedicados e batizados para este serviço. Por meio da Escola do Ministério Teocrático, e por outras reuniões congregacionais e escolas, ensinou-lhes a pregar a palavra, de modo que podem falar com autoridade, com “a língua dos instruídos”. Pôs as suas palavras na boca deles e enviou-os para divulgarem Seus julgamentos “publicamente e de casa em casa”. (2 Timóteo 4:2; Isaías 50:4; 61:2; Jeremias 1:9, 10; Atos 20:20) Os da classe de João e os da grande multidão têm deixado uma mensagem aguilhoadora, correspondendo a “caudas”, nos bilhões de Bíblias, livros, brochuras e revistas distribuídos no decorrer dos anos. Aos seus opositores, avisados do vindouro “dano” advindo de Jeová, esses exércitos de cavalaria deveras parecem como duas miríades de miríades. — Veja Joel 2:4-6.
17. Participam as Testemunhas de Jeová de algum modo no ataque da cavalaria em países em que não se podem distribuir publicações, por estar a obra proscrita? Queira explicar isso.
17 Uma divisão bem zelosa desta cavalaria é constituída pelos irmãos que vivem em países nos quais a obra das Testemunhas de Jeová está proscrita. Iguais a ovelhas no meio de lobos, eles têm de ser “cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”. Em obediência a Jeová, não podem parar de falar das coisas que viram e ouviram. (Mateus 10:16; Atos 4:19, 20; 5:28, 29, 32) Visto que eles têm pouca ou nenhuma matéria impressa para distribuir entre o público, será que devemos concluir disso que eles não participam no ataque de cavalaria? De modo algum! Eles têm suas bocas e a autorização de Jeová para usá-las para proferir a verdade bíblica. Fazem isso de modo informal e persuasivo, arranjam estudos bíblicos e “levam muitos à justiça”. (Daniel 12:3) Embora talvez não aguilhoem com as suas caudas no sentido de deixar publicações com mensagens duras, da sua boca procedem fogo, fumaça e enxofre simbólicos, ao passo que com tato e discrição dão testemunho a respeito do iminente dia de vindicação de Jeová.
18. Em quantas línguas e em que quantidade essa cavalaria distribuiu a mensagem aflitiva em forma impressa?
18 Em outros lugares, as publicações do Reino continuam a expor as doutrinas e os modos babilônicos da cristandade, causando-lhe, em sentido figurativo, merecido dano. Recorrendo a métodos atualizados de impressão, essa numerosa cavalaria, nos 68 anos antes de 2005, conseguiu distribuir, em mais de 450 línguas da Terra, bilhões de Bíblias, livros, revistas e brochuras — muitas vezes mais do que literais duas miríades de miríades. Que aguilhoada têm infligido essas caudas!
19, 20. (a) Embora o alvo específico das mensagens aflitivas tenha sido a cristandade, que reação tem havido em países muito além dos da cristandade? (b) Como João descreve a reação das pessoas em geral?
19 É do propósito de Jeová que essa mensagem aflitiva mate “um terço dos homens”. De modo que o alvo específico dela tem sido a cristandade. Mas ela tem atingido países muito além dos da cristandade, incluindo muitos em que a hipocrisia das religiões da cristandade é bem conhecida. Pessoas dessas terras achegaram-se mais a Jeová em resultado de verem a praga sofrida por aquela corrupta organização religiosa? Muitos se achegaram! Tem havido uma reação favorável entre pessoas mansas e amáveis, que vivem em regiões fora da própria esfera de influência da cristandade. Mas, quanto às pessoas em geral, João descreve sua reação assim: “Mas os demais homens que não foram mortos por estas pragas não se arrependeram das obras das suas mãos, de modo a não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de cobre, e de pedra, e de madeira, que não podem nem ver, nem ouvir, nem andar; e não se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas práticas espíritas, nem da sua fornicação, nem dos seus furtos.” (Revelação 9:20, 21) Não haverá nenhuma conversão mundial de tais impenitentes. Todos os que persistirem no seu proceder iníquo terão de enfrentar o julgamento adverso de Jeová no grande dia da Sua vindicação. Mas “todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á”. — Joel 2:32; Salmo 145:20; Atos 2:20, 21.
20 Aquilo que acabamos de considerar faz parte do segundo ai. Há mais para vir, antes que esse ai termine, conforme veremos nos capítulos seguintes.
[Nota(s) de rodapé]
a Comentário sobre Revelação, de Henry Barclay Swete, em inglês, observa a respeito do número “duas miríades de miríades”: “Estes enormes números proíbem-nos procurar um cumprimento literal, e a descrição que segue apoia tal conclusão.”
b Veja as precedentes páginas 119-126; também Vindicação, Livro Três, publicado em inglês em 1932 pelas Testemunhas de Jeová, páginas 83-84.
c Diferentemente dos gafanhotos, os exércitos de cavalaria vistos por João não usavam “o que pareciam ser coroas como de ouro”. (Revelação 9:7) Isto se harmoniza com o fato de que os da grande multidão, que hoje constitui a maior parte da cavalaria, não esperam reinar no Reino celestial de Deus.
[Foto na página 149]
O toque da sexta trombeta introduz o segundo ai
[Foto na página 150]
Os quatro anjos dirigem o maior ataque de cavalaria da história
[Foto na página 153]
A inúmera cavalaria tem distribuído incontáveis milhões de publicações baseadas na Bíblia
[Foto na página 154]
Os demais homens não se arrependeram
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Uma mensagem doce e amargaRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 24
Uma mensagem doce e amarga
Visão 6 — Revelação 10:1-11:19
Assunto: A visão do pequeno rolo; experiências no templo; o toque da sétima trombeta
Tempo do cumprimento: Desde a entronização de Jesus, em 1914, até a grande tribulação
1, 2. (a) Em que resultou o segundo ai, e quando se declarará o fim deste ai? (b) A quem João vê agora descer do céu?
O SEGUNDO ai tem sido devastador. Tem afligido a cristandade e seus líderes religiosos, “um terço dos homens”, que assim são expostos como espiritualmente mortos. (Revelação 9:15) Depois disso, João deve ter-se perguntado o que o terceiro ai poderia trazer. Mas espere! O segundo ai ainda não terminou — não até atingirmos o ponto registrado em Revelação 11:14. Antes disso, João há de testemunhar uma virada de acontecimentos, na qual ele mesmo tem parte ativa. Isso começa com uma cena espantosa:
2 “E eu vi outro anjo forte descer do céu vestido duma nuvem, e havia um arco-íris sobre a sua cabeça, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés eram como colunas ardentes.” — Revelação 10:1.
3. (a) Quem é o “anjo forte”? (b) Qual é o significado do arco-íris sobre a sua cabeça?
3 Quem é este “anjo forte”? Evidentemente é o glorificado Jesus Cristo em outro papel. Está vestido duma nuvem de invisibilidade, que nos lembra as palavras anteriores de João a respeito de Jesus: “Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram.” (Revelação 1:7; veja Mateus 17:2-5.) O arco-íris sobre a sua cabeça nos lembra a visão anterior de João, a respeito do trono de Jeová, com seu “arco-íris, em aparência semelhante à esmeralda”. (Revelação 4:3; veja Ezequiel 1:28.) Esse arco-íris sugeria a serenidade e paz que cerca o trono de Deus. Do mesmo modo, este arco-íris sobre a cabeça do anjo o identificaria como mensageiro especial de paz, o predito “Príncipe da Paz” de Jeová. — Isaías 9:6, 7.
4. O que denota (a) o rosto do anjo ser forte “como o sol” e (b) os pés do anjo serem “como colunas ardentes”?
4 O rosto do anjo forte era “como o sol”. Anteriormente, na visão que João teve de Jesus no templo divino, ele havia notado que o semblante de Jesus era “como o sol quando brilha no seu poder”. (Revelação 1:16) Jesus, como “o sol da justiça”, brilha com cura nas suas asas em benefício daqueles que temem o nome de Jeová. (Malaquias 4:2) Não somente o rosto, mas também os pés desse anjo são gloriosos, “como colunas ardentes”. Sua firme postura é a Daquele a quem Jeová deu “toda a autoridade no céu e na terra”. — Mateus 28:18; Revelação 1:14, 15.
5. O que João vê na mão do anjo forte?
5 João observa adicionalmente: “E tinha na sua mão um pequeno rolo aberto. E ele pôs o seu pé direito sobre o mar, mas o seu esquerdo sobre a terra.” (Revelação 10:2) Outro rolo? Sim, mas esta vez não está selado. Junto com João, podemos esperar logo ver uma emocionante revelação adicional. Primeiro, porém, apresenta-se a nós o cenário do que se há de seguir.
6. (a) Por que é apropriado que os pés de Jesus estejam na terra e no mar? (b) Quando se cumpriu completamente o Salmo 8:5-8?
6 Voltemos à descrição de Jesus. Seus pés ardentes estão postos na terra e no mar, sobre os quais ele exerce agora completa autoridade. É como declarado no salmo profético: “[Tu, Jeová,] passaste a fazê-lo [i.e., a Jesus] um pouco menor que os semelhantes a Deus, e então o coroaste de glória e de esplendor. Tu o fazes dominar sobre os trabalhos das tuas mãos; puseste tudo debaixo de seus pés: gado miúdo e bois, todos eles, e também os animais da campina, as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que passa pelas veredas dos mares.” (Salmo 8:5-8; veja também Hebreus 2:5-9.) Este salmo cumpriu-se completamente em 1914, quando Jesus foi empossado como Rei no Reino de Deus e quando começou o tempo do fim. De modo que aquilo que João vê nesta visão aplica-se desde aquele ano. — Salmo 110:1-6; Atos 2:34-36; Daniel 12:4.
Os Sete Trovões
7. De que maneira o anjo forte clama, e qual é o significado do seu clamor?
7 A contemplação de João, deste anjo forte, é interrompida pelo próprio anjo: “E [o anjo] clamou com voz alta, assim como quando o leão ruge. E quando clamou, os sete trovões proferiram as suas próprias vozes.” (Revelação 10:3) Este clamor forte atrairia a atenção de João, confirmando que Jesus deveras é “o Leão que é da tribo de Judá”. (Revelação 5:5) João se aperceberia também que de Jeová se diz às vezes que ele ‘ruge’. Rugir Jeová profeticamente pressagia o reajuntamento do Israel espiritual e a vinda do destrutivo “dia de Jeová”. (Oseias 11:10; Joel 3:14, 16; Amós 1:2; 3:7, 8) Portanto, é evidente que o brado leonino deste anjo forte pressagia grandes eventos similares para o mar e para a terra. Exorta os sete trovões a falar.
8. O que são as ‘vozes dos sete trovões’?
8 João já ouvira antes trovões procedentes do próprio trono de Jeová. (Revelação 4:5) Lá nos dias de Davi, às vezes se falava dum trovão literal como “a voz de Jeová”. (Salmo 29:3) Quando Jeová proclamou audivelmente seu propósito de glorificar seu próprio nome, nos dias do ministério terrestre de Jesus, para muitos parecia ser trovão. (João 12:28, 29) Portanto, é razoável concluir que as ‘vozes dos sete trovões’ sejam a expressão do próprio Jeová quanto aos seus propósitos. O fato de haver “sete” trovões sugere a inteireza do que João ouviu.
9. O que uma voz do céu ordena?
9 Mas ouça! Outra voz ressoa. Ela profere uma ordem que deve parecer estranha a João: “Ora, ao falarem os sete trovões, eu ia escrever; mas ouvi uma voz do céu dizer: ‘Sela as coisas faladas pelos sete trovões, e não as escrevas.’” (Revelação 10:4) João deve ter estado ansioso de ouvir e registrar essas mensagens trovejantes, do mesmo modo que os da classe de João hoje têm aguardado ansiosamente que Jeová revele seus propósitos divinos para serem publicados. Tais revelações só são feitas no tempo devido de Jeová. — Lucas 12:42; veja também Daniel 12:8, 9.
O Término do Segredo Sagrado
10. Por quem o anjo forte jura, e a respeito de que declaração?
10 No ínterim, Jeová tem outra comissão para João. Depois de terem soado os sete trovões, o anjo forte fala novamente: “E o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra ergueu a sua mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive para todo o sempre, que criou o céu e as coisas nele, e a terra e as coisas nela, e o mar e as coisas nele: ‘Não haverá mais demora.’” (Revelação 10:5, 6) Por quem jura o anjo forte? O glorificado Jesus jura, não por si mesmo, mas pela Autoridade máxima, Jeová, o Criador imortal dos céus e da Terra. (Isaías 45:12, 18) Com este juramento, o anjo assegura a João que não haverá mais demora da parte de Deus.
11, 12. (a) O que significa ‘não haver mais demora’? (b) O que é levado a término?
11 A palavra grega traduzida aqui por “demora” é khró·nos, que literalmente significa “tempo”. Por isso, alguns acharam que esta declaração do anjo devia ser traduzida: “Não haverá mais tempo”, como se o tempo, como o conhecemos, fosse acabar. Mas a palavra khró·nos, aqui, é usada sem o artigo definido. De modo que não significa tempo em geral, mas, antes, “um tempo” ou “um período de tempo”. Em outras palavras, não haverá período de tempo (ou demora) adicional da parte de Jeová. Um verbo grego derivado de khró·nos é também usado em Hebreus 10:37, onde Paulo, citando Habacuque 2:3, 4, escreve que “aquele que vem . . . não demorará”.
12 “Não haverá mais demora” — como estas palavras agradam hoje à idosa classe de João! Em que sentido não há demora? João nos informa: “Mas nos dias do toque do sétimo anjo, quando estiver para tocar a sua trombeta, então, deveras, terá sido levado a término o segredo sagrado de Deus, segundo as boas novas que ele declarou aos seus próprios escravos, os profetas.” (Revelação 10:7) Chegou o tempo de Jeová para levar seu segredo sagrado a um clímax feliz, com glorioso êxito!
13. O que é o segredo sagrado de Deus?
13 Qual é este segredo sagrado? Ele envolve o descendente pela primeira vez prometido no Éden, o qual mostrou ser primariamente Jesus Cristo. (Gênesis 3:15; 1 Timóteo 3:16) Também tem que ver com a identidade da mulher da qual procede o Descendente. (Isaías 54:1; Gálatas 4:26-28) Além disso, inclui os membros secundários da classe do descendente e do Reino no qual o Descendente reina. (Lucas 8:10; Efésios 3:3-9; Colossenses 1:26, 27; 2:2; Revelação 1:5, 6) As boas novas sobre este extraordinário Reino celestial têm de ser pregadas em toda a Terra, durante o tempo do fim. — Mateus 24:14.
14. Por que o terceiro ai se relaciona com o Reino de Deus?
14 Estas, certamente, são as melhores novas. No entanto, em Revelação 11:14, 15, o terceiro ai é relacionado com o Reino. Por quê? Porque, para aqueles da humanidade que preferem o sistema de coisas de Satanás, trombetear-se as boas novas de que o segredo sagrado de Deus é levado a término — isto é, que o Reino messiânico de Deus está presente — é má notícia. (Veja 2 Coríntios 2:16.) Significa que o arranjo mundial, de que eles gostam tanto, está prestes a ser destruído. As vozes dos sete trovões que contêm tais ominosos avisos de tempestade tornam-se cada vez mais claras e altas com a aproximação do grande dia de vingança de Jeová. — Sofonias 1:14-18.
O Rolo Aberto
15. O que a voz do céu e o anjo forte dizem a João, e que efeito tem isso sobre João?
15 Enquanto João aguarda o toque desta sétima trombeta e que se leve a término o segredo sagrado de Deus, ele recebe uma tarefa adicional: “E a voz que ouvi sair do céu está falando novamente comigo e está dizendo: ‘Vai, toma o rolo aberto que está na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.’ E fui ter com o anjo e disse-lhe que me desse o rolo pequeno. E ele me disse: ‘Toma-o e come-o, e ele fará o teu ventre amargo, mas na tua boca será doce como mel.’ E tomei o rolo pequeno da mão do anjo e o comi, e era doce como mel na minha boca; mas quando o comi, meu ventre ficou amargo. E disseram-me: ‘Tens de profetizar novamente com respeito a povos, e nações, e línguas, e muitos reis.’” — Revelação 10:8-11.
16. (a) Que experiência similar à de João o profeta Ezequiel teve? (b) Por que o pequeno rolo era doce para João, mas por que era amargo para digerir?
16 O que se passa com João é um tanto similar ao que se deu com o profeta Ezequiel durante o seu exílio na terra de Babilônia. A ele também se mandou que comesse um rolo que era doce na boca. Mas, quando lhe encheu o estômago, tornou-o responsável para predizer coisas amargas para a rebelde casa de Israel. (Ezequiel 2:8–3:15) O rolo aberto que o glorificado Jesus Cristo dá a João é similarmente uma mensagem divina. João deve pregar com respeito a “povos, e nações, e línguas, e muitos reis”. Comer este rolo é doce para ele, porque procede de fonte divina. (Veja Salmo 119:103; Jeremias 15:15, 16.) Mas ele o acha amargo de digerir, porque — assim como anteriormente com Ezequiel — prediz coisas desagradáveis para os humanos rebeldes. — Salmo 145:20.
17. (a) Quem são os que mandam que João profetize “novamente”, e o que significa isso? (b) Quando se devia cumprir a encenação dramática vista por João?
17 Aqueles que dizem a João que profetize novamente, sem dúvida, são Jeová Deus e Jesus Cristo. João, embora exilado na ilha de Patmos, já profetizara com respeito a povos, nações, línguas e reis, por meio da informação registrada até aquele ponto no livro de Revelação. A palavra “novamente” significa que ele tem de escrever e divulgar o restante da informação registrada no livro de Revelação. No entanto, lembre-se de que João participa aqui realmente na visão profética. O que ele registra é, de fato, uma profecia a ser cumprida depois de 1914, quando o anjo forte toma sua posição sobre a terra e o mar. Então, o que significa esta representação dramática para a classe de João hoje em dia?
O Rolo Pequeno Hoje
18. No começo do dia do Senhor, que interesse a classe de João mostrou ter no livro de Revelação?
18 Aquilo que João vê prefigura notavelmente o que se passara com os da classe de João no começo do dia do Senhor. Seu entendimento dos propósitos de Jeová, incluindo o que os sete trovões envolviam, era então incompleto. Todavia, tinham profundo interesse na Revelação, e Charles Taze Russell comentara muitas partes dela durante a sua vida. Após o seu falecimento em 1916, muitos dos seus escritos foram reunidos e publicados num livro intitulado O Mistério Consumado. Com o tempo, porém, esse livro mostrou ser insatisfatório como explicação de Revelação. Os remanescentes dos irmãos de Cristo tiveram de esperar mais um pouco, até que as visões começaram a cumprir-se, para obter entendimento exato deste registro inspirado.
19. (a) Como a classe de João foi usada por Jeová Deus mesmo já antes de se publicarem plenamente as vozes dos sete trovões? (b) Quando a classe de João recebeu o pequeno rolo aberto, e o que significava isso para eles?
19 Iguais a João, porém, eles foram usados por Jeová mesmo já antes de serem publicadas totalmente as vozes dos sete trovões. Haviam pregado diligentemente por 40 anos antes de 1914, e se haviam esforçado a ficar ativos durante a Primeira Guerra Mundial. Mostraram ser aqueles que, quando o amo chegou, foram achados dando aos domésticos o alimento no tempo apropriado. (Mateus 24:45-47) Assim, em 1919, eram aqueles que receberam o pequeno rolo aberto — quer dizer, uma mensagem aberta a ser pregada à humanidade. Iguais a Ezequiel, tinham uma mensagem para uma organização infiel — a cristandade — que afirmava servir a Deus, mas que, de fato, não o servia. Iguais a João, tinham de pregar ainda mais a respeito de “povos, e nações, e línguas, e muitos reis”.
20. O que retratava João comer o rolo?
20 O fato de João comer esse rolo retratava que os irmãos de Jesus aceitavam essa tarefa. Tornou-se parte deles, a ponto de que se identificavam então com esta parte da Palavra inspirada de Deus, nutrindo-se dela. Mas aquilo que tinham de pregar continha expressões dos julgamentos de Jeová, que eram desagradáveis a muitos da humanidade. De fato, incluía as pragas preditas em Revelação, capítulo 8. No entanto, era doce para esses cristãos sinceros conhecer tais julgamentos e dar-se conta de que novamente estavam sendo usados por Jeová para proclamá-los. — Salmo 19:9, 10.
21. (a) Como a mensagem do pequeno rolo se tornou doce também para os da grande multidão? (b) Por que as boas novas são má notícia para os opositores?
21 Com o tempo, a mensagem desse rolo também se tornou doce para os da “grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, encontrados suspirando por causa das coisas detestáveis que viram ser feitas na cristandade. (Revelação 7:9; Ezequiel 9:4) Esses também proclamam vigorosamente as boas novas, usando palavras suaves, graciosas, para descrever a maravilhosa provisão de Jeová para cristãos semelhantes a ovelhas. (Salmo 37:11, 29; Colossenses 4:6) Mas para os opositores, trata-se de má notícia. Por quê? Significa que o sistema em que confiam — e que talvez até mesmo lhes tenha dado satisfação temporária — tem de desaparecer. Para elas, as boas novas significam condenação. — Filipenses 1:27, 28; compare isso com Deuteronômio 28:15; 2 Coríntios 2:15, 16.
[Fotos na página 160]
Os da classe de João e seus associados proclamam uma mensagem doce e amarga a toda a humanidade
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Revivificadas as duas testemunhasRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 25
Revivificadas as duas testemunhas
1. A fazer o que exorta o anjo forte a João?
ANTES de finalmente ter passado o segundo ai, o anjo forte exorta João a participar em outra apresentação profética, uma que tem que ver com o templo. (Revelação 9:12; 10:1) João relata o seguinte: “E foi-me dada uma cana igual a uma vara, ao dizer-me ele: ‘Levanta-te e mede o santuário do templo de Deus e o altar, e os que nele adoram.’” — Revelação 11:1.
O Santuário do Templo
2. (a) Que santuário do templo perduraria até os nossos dias? (b) Quem é o Sumo Sacerdote no santuário do templo, e o que é o Santíssimo deste?
2 O templo mencionado aqui não pode ser algum templo literal em Jerusalém, visto que o último deles fora destruído pelos romanos em 70 EC. O apóstolo Paulo, porém, mostrou que mesmo antes daquela destruição surgira outro santuário do templo, que perduraria até os nossos dias. Esse era o grande templo espiritual que cumpria os tipos proféticos providos pelo tabernáculo, e, mais tarde, pelos templos construídos em Jerusalém. Ele é a “verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”, e seu Sumo Sacerdote é Jesus, a quem Paulo descreveu, dizendo que este já “se assentou à direita do trono da Majestade nos céus”. O Santíssimo desse templo é o lugar da presença de Jeová no próprio céu. — Hebreus 8:1, 2; 9:11, 24.
3. No tabernáculo, o que era retratado (a) pela cortina que separava o Santíssimo do Santo, (b) pelos sacrifícios de animais e (c) pelo altar de sacrifícios?
3 O apóstolo Paulo explica que a cortina do tabernáculo, que separava o Santíssimo do compartimento santo, retrata a carne de Jesus. Quando Jesus sacrificou a sua vida, essa cortina se rasgou em dois, mostrando que a carne de Jesus não mais impedia sua entrada na presença de Jeová no céu. À base do sacrifício de Jesus, seus subsacerdotes ungidos que morressem fiéis a seu tempo também passariam para os céus. (Mateus 27:50, 51; Hebreus 9:3; 10:19, 20) Paulo salienta também que os contínuos sacrifícios de animais no tabernáculo apontavam para o único sacrifício que Jesus fez da sua perfeita vida humana. O altar de sacrifícios no pátio representava a provisão de Jeová, segundo a Sua vontade, de aceitar o sacrifício de Jesus feito a favor de “muitos” — dos ungidos e, mais tarde, das outras ovelhas — que ‘seriamente o procurariam para a sua salvação’. — Hebreus 9:28; 10:9, 10; João 10:16.
4. O que foi simbolizado (a) pelo Lugar Santo e (b) pelo pátio interno?
4 À base dessa informação divinamente inspirada, podemos concluir que o Lugar Santo no tabernáculo simboliza a condição santa, primeiro usufruída por Cristo, e depois pelos membros ungidos do sacerdócio real dos 144.000, enquanto ainda estão na Terra, antes de passarem pela “cortina”. (Hebreus 6:19, 20; 1 Pedro 2:9) Representa muito bem que eles foram adotados como filhos espirituais de Deus, assim como Deus reconheceu a Jesus como seu Filho, após o batismo deste no Jordão, em 29 EC. (Lucas 3:22; Romanos 8:15) E que dizer do pátio interno, a única parte do tabernáculo que era visível aos israelitas não sacerdotais, e que era o lugar onde se ofereciam os sacrifícios? Este retrata a condição perfeita do homem Jesus, a qual o qualificava para oferecer sua vida a favor da humanidade. Representa também a condição justa como santos, imputada à base do sacrifício de Jesus, que os seguidores ungidos dele usufruem enquanto na Terra.a — Romanos 1:7; 5:1.
A Medição do Santuário do Templo
5. Nas profecias das Escrituras Hebraicas, o que subentendia (a) a medição de Jerusalém e (b) a medição do templo da visão de Ezequiel?
5 Manda-se que João ‘meça o santuário do templo de Deus e o altar, e os que nele adoram’. O que isso subentende? Nas profecias das Escrituras Hebraicas, tal medição fornecia uma garantia de que se faria justiça à base das perfeitas normas de Jeová. Nos dias do iníquo Rei Manassés, a medição profética de Jerusalém atestava uma sentença inalterável de destruição daquela cidade. (2 Reis 21:13; Lamentações 2:8) Mais tarde, porém, quando Jeremias viu que Jerusalém estava sendo medida, isto confirmava que a cidade seria reconstruída. (Jeremias 31:39; veja também Zacarias 2:2-8.) Do mesmo modo, a extensa e detalhada medição do templo da visão presenciada por Ezequiel era garantia para os exilados judeus, em Babilônia, de que a verdadeira adoração seria restabelecida na sua pátria. Lembrava-lhes também que, em vista dos seus erros, Israel doravante teria de estar à altura das normas santas de Deus. — Ezequiel 40:3, 4; 43:10.
6. De que é sinal mandar que João meça o santuário do templo e os sacerdotes que adoram nele? Queira explicar isso.
6 Portanto, quando se manda que João meça o santuário do templo e aqueles sacerdotes que adoram nele, isso é sinal de que nada pode impedir o cumprimento dos propósitos de Jeová com respeito ao arranjo do templo e aos associados com ele, e que esses propósitos estão prestes a atingir seu clímax. Agora que todas as coisas foram postas debaixo dos pés do anjo forte de Jeová, é tempo para “o monte da casa de Jeová” ficar “firmemente estabelecido acima do cume dos montes”. (Isaías 2:2-4) A adoração pura de Jeová tem de ser enaltecida, depois de séculos de apostasia da cristandade. É também tempo para aqueles dos fiéis irmãos de Jesus, que haviam morrido, ser ressuscitados para “o Santo dos Santos”. (Daniel 9:24; 1 Tessalonicenses 4:14-16; Revelação 6:11; 14:4) E os últimos selados na Terra, dos “escravos de nosso Deus”, têm de ser medidos segundo as normas divinas, a fim de se habilitar para o seu lugar permanente no arranjo do templo, como filhos de Deus, gerados pelo espírito. Os que hoje são da classe de João apercebem-se plenamente dessas normas santas e estão determinados a estar à altura delas. — Revelação 7:1-3; Mateus 13:41, 42; Efésios 1:13, 14; veja Romanos 11:20.
Pisado o Pátio
7. (a) Por que se manda que João não meça o pátio? (b) Quando a cidade santa foi pisada por 42 meses? (c) Como os clérigos da cristandade deixaram de sustentar as normas justas de Jeová, durante 42 meses?
7 Por que se proibiu a João medir o pátio? Ele explica isso nas seguintes palavras: “Mas, quanto ao pátio que está de fora do santuário do templo, lança-o completamente fora e não o meças, porque foi dado às nações, e elas pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.” (Revelação 11:2) Observamos que o pátio interno retrata a condição justa, na Terra, dos cristãos gerados pelo espírito. Conforme veremos, faz-se aqui referência a 42 meses literais, que se estenderam de dezembro de 1914 a junho de 1918, quando todos os professos cristãos foram submetidos a uma severa prova. Eles defenderiam as normas justas de Jeová durante aqueles anos de guerra? A maioria não o fez. Como um todo, os clérigos da cristandade puseram o nacionalismo à frente da obediência à lei divina. Em ambos os lados em guerra, travada principalmente na cristandade, os clérigos pregavam que os homens jovens fossem para as trincheiras. Milhões foram massacrados. Na época em que o julgamento principiou com a casa de Deus, em 1918, os Estados Unidos também já haviam entrado naquele derramamento de sangue, e os clérigos de toda a cristandade haviam incorrido em culpa de sangue, que ainda clama pela vingança divina. (1 Pedro 4:17) Terem eles sido lançados fora tornou-se permanente, irreversível. — Isaías 59:1-3, 7, 8; Jeremias 19:3, 4.
8. Durante a Primeira Guerra Mundial, de que se davam conta muitos dos Estudantes da Bíblia, mas o que não compreendiam plenamente?
8 Que dizer, porém, do pequeno grupo de Estudantes da Bíblia? Deviam ser medidos imediatamente, em 1914, quanto à sua aderência às normas divinas? Não. Iguais aos professos cristãos da cristandade, eles também tinham de ser provados. Foram ‘lançados completamente fora, para as nações’, a fim de ser severamente provados e perseguidos. Muitos deles deram-se conta de que não deviam sair e matar seu próximo, mas ainda não compreendiam plenamente a neutralidade cristã. (Miqueias 4:3; João 17:14, 16; 1 João 3:15) Sob a pressão das nações, alguns transigiram.
9. O que é a cidade santa que foi pisada pelas nações, e quem representa esta cidade na Terra?
9 Como se deu, porém, que a cidade santa foi pisada sob os pés dessas nações? É evidente que isso não se refere à Jerusalém que foi destruída mais de 25 anos antes de se escrever Revelação. Antes, a cidade santa é a Nova Jerusalém, descrita mais adiante em Revelação, a qual é agora representada na Terra pelos remanescentes cristãos ungidos, no pátio interno do templo. Com o tempo, estes também se tornarão parte da cidade santa. Portanto, pisá-los é equivalente a pisar a própria cidade. — Revelação 21:2, 9-21.
As Duas Testemunhas
10. O que as testemunhas fiéis de Jeová devem fazer enquanto estão sendo pisadas?
10 Mesmo enquanto pisados, esses leais não deixam de ser testemunhas fiéis de Jeová. Por isso, a profecia continua: “‘E farei as minhas duas testemunhas profetizar por mil duzentos e sessenta dias trajadas de saco.’ Estas são simbolizadas pelas duas oliveiras e pelos dois candelabros, e estão em pé diante do Senhor da terra.” — Revelação 11:3, 4.
11. O que significava para os fiéis cristãos ungidos profetizar ‘trajados de saco’?
11 Esses fiéis cristãos ungidos precisavam da qualidade da perseverança, porque tinham de profetizar ‘trajados de saco’. O que significava isso? Nos tempos bíblicos, o pano de saco, ou serapilheira, frequentemente simbolizava pranto. Trajá-lo era sinal de que a pessoa tinha ficado abatida em face de tristeza ou aflição. (Gênesis 37:34; Jó 16:15, 16; Ezequiel 27:31) O saco era associado com as mensagens tristes de ruína ou pesar que os profetas de Deus tinham de proclamar. (Isaías 3:8, 24-26; Jeremias 48:37; 49:3) Trajar pano de saco indicaria humildade ou arrependimento diante do aviso divino. (Jonas 3:5) O saco trajado pelas duas testemunhas parece indicar sua perseverança humilde ao anunciarem os julgamentos de Jeová. Eram testemunhas que proclamavam o dia de vingança dele, que causaria pranto também às nações. — Deuteronômio 32:41-43.
12. Por que parece ser literal o período em que a cidade santa havia de ser pisada?
12 Os da classe de João tinham de pregar esta mensagem por um período especificado: 1.260 dias, ou 42 meses, o mesmo tempo em que a cidade santa seria pisada. Este período parece ser literal, visto que é expresso de duas maneiras diferentes, primeiro em meses e depois em dias. Além disso, no começo do dia do Senhor, houve um período marcado de três anos e meio em que as experiências duras dos do povo de Deus tinham um paralelo com os eventos profetizados aqui — começando em dezembro de 1914 e continuando até junho de 1918. (Revelação 1:10) Pregavam uma mensagem de ‘serapilheira’ sobre o julgamento da cristandade e do mundo por Jeová.
13. (a) O que denota os cristãos ungidos serem simbolizados por duas testemunhas? (b) Que profecia de Zacarias vem à mente por João chamar as duas testemunhas de ‘duas oliveiras e dois candelabros’?
13 Serem eles simbolizados por duas testemunhas confirma para nós que sua mensagem era exata e bem fundada. (Veja Deuteronômio 17:6; João 8:17, 18.) João chama-os de ‘duas oliveiras e dois candelabros’, dizendo que ‘estão em pé diante do Senhor da terra’. Esta é uma evidente referência à profecia de Zacarias, que viu um candelabro de sete braços e duas oliveiras. Disse-se que as oliveiras retratavam “os dois ungidos”, isto é, o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué, ‘que estavam de pé ao lado do Senhor de toda a terra’. — Zacarias 4:1-3, 14.
14. (a) O que a visão de Zacarias das duas oliveiras e do candelabro indicava? (b) O que os cristãos ungidos sofreriam durante a Primeira Guerra Mundial?
14 Zacarias vivia num tempo de reconstrução, e sua visão das duas oliveiras significava que Zorobabel e Josué seriam abençoados com o espírito de Jeová em fortalecer o povo para o trabalho. A visão do candelabro lembrava a Zacarias de não ‘desprezar o dia das coisas pequenas’, porque os propósitos de Jeová seriam executados — “‘não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos”. (Zacarias 4:6, 10; 8:9) O pequeno grupo de cristãos, que persistentemente levava a luz da verdade à humanidade durante a Primeira Guerra Mundial, seria usado de modo similar numa obra de reconstrução. Eles também seriam fonte de encorajamento, e, embora fossem poucos, aprenderiam a se estribar na força de Jeová, não desprezando o dia de pequenos começos.
15. (a) Serem os cristãos ungidos descritos como duas testemunhas também nos faz lembrar o quê? Queira explicar isso. (b) Que espécie de sinais as duas testemunhas estão autorizadas a fazer?
15 Serem descritos como duas testemunhas nos lembra também a transfiguração. Naquela visão, três dos apóstolos de Jesus o viram na glória do Reino acompanhado por Moisés e Elias. Isto prefigurava assentar-se Jesus no seu glorioso trono em 1914, para realizar uma obra prefigurada por aqueles dois profetas. (Mateus 17:1-3) Apropriadamente, as duas testemunhas são agora vistas realizando sinais que fazem lembrar aqueles de Moisés e de Elias. Por exemplo, João diz a respeito deles: “E, se alguém quer causar-lhes dano, sai fogo das suas bocas e devora os seus inimigos; e se alguém quiser causar-lhes dano, terá de ser morto desta maneira. Estas têm autoridade para fechar o céu, para que não caia chuva durante os dias do seu profetizar.” — Revelação 11:5, 6a.
16. (a) Como o sinal que envolve fogo nos lembra o tempo em que a autoridade de Moisés foi desafiada em Israel? (b) Como os clérigos da cristandade desafiaram os Estudantes da Bíblia e lhes causaram dificuldades durante a Primeira Guerra Mundial, e como estes combateram isso?
16 Isto nos faz lembrar o tempo em que a autoridade de Moisés foi desafiada em Israel. Aquele profeta proferiu palavras ardentes de julgamento, e Jeová destruiu os rebeldes, consumindo 250 deles por fogo literal desde o céu. (Números 16:1-7, 28-35) De modo similar, os líderes da cristandade desafiavam os Estudantes da Bíblia, dizendo que estes nunca se formaram em seminários teológicos. Mas as testemunhas de Deus tinham credenciais superiores como ministros: as pessoas mansas que haviam aceitado a sua mensagem bíblica. (2 Coríntios 3:2, 3) Em 1917, os Estudantes da Bíblia publicaram em inglês O Mistério Consumado, um poderoso comentário sobre Revelação e Ezequiel. A isto se seguiu a distribuição, em inglês, de 10.000.000 de exemplares do tratado de quatro páginas O Mensário dos Estudantes da Bíblia, com o artigo de destaque intitulado “A Queda de Babilônia — Por Que a Cristandade Tem de Sofrer Agora — o Resultado Final”. Nos Estados Unidos, os clérigos irados usaram a histeria de guerra como desculpa para fazer que o livro fosse proscrito. Em outros países, o livro foi censurado. Não obstante, os servos de Deus continuaram a combater, usando números ardentes de um tratado de quatro páginas, em inglês, intitulado Notícias do Reino. Ao passo que o dia do Senhor continuava, outras publicações tornavam claro a condição espiritualmente defunta da cristandade. — Veja Jeremias 5:14.
17. (a) Que eventos nos dias de Elias envolviam uma seca e fogo? (b) Como saiu fogo da boca das duas testemunhas, e que seca envolvia isso?
17 Que dizer de Elias? Nos dias dos reis de Israel, este profeta proclamou uma seca como expressão da indignação de Jeová com os israelitas adoradores de Baal. Ela durou três anos e meio. (1 Reis 17:1; 18:41-45; Lucas 4:25; Tiago 5:17) Mais tarde, quando o infiel Rei Acazias mandou soldados para obrigar Elias a comparecer na sua presença régia, o profeta invocou fogo do céu para consumir os soldados. Somente quando um comandante militar mostrou o devido respeito pela posição de Elias como profeta é que este consentiu em acompanhá-lo até o rei. (2 Reis 1:5-16) Do mesmo modo, entre 1914 e 1918, os do restante ungido chamaram destemidamente atenção para a seca espiritual existente na cristandade e avisaram sobre o julgamento ardente que ocorreria ao “chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”. — Malaquias 4:1, 5; Amós 8:11.
18. (a) Que autoridade é dada às duas testemunhas, e como esta é similar à dada a Moisés? (b) Como as duas testemunhas expuseram a cristandade?
18 João prossegue, dizendo a respeito das duas testemunhas: “E têm autoridade sobre as águas, para transformá-las em sangue, e para golpear a terra com toda sorte de praga, quantas vezes quiserem.” (Revelação 11:6b) Com o fim de persuadir Faraó a deixar Israel ir livre, Jeová usou Moisés para golpear o opressivo Egito com pragas, incluindo a de transformar água em sangue. Séculos mais tarde, os inimigos filisteus de Israel lembravam-se muito bem dos atos de Jeová contra o Egito, o que os fez clamar: “Quem nos salvará da mão deste Deus majestoso? Este é o Deus que golpeou o Egito com toda sorte de matança [“pragas”, Almeida] no ermo.” (1 Samuel 4:8; Salmo 105:29) Moisés retratava a Jesus, que tinha autoridade para proferir julgamentos de Deus contra os líderes religiosos dos seus dias. (Mateus 23:13; 28:18; Atos 3:22) E, durante a Primeira Guerra Mundial, os irmãos de Cristo, as duas testemunhas, expuseram a propriedade mortífera das “águas” que a cristandade servia aos seus rebanhos.
As Duas Testemunhas São Mortas
19. Segundo o relato de Revelação, o que ocorre quando as duas testemunhas terminam seu testemunho?
19 Esta praga era tão severa para a cristandade que, depois de as duas testemunhas terem profetizado por 42 meses trajadas de saco, a cristandade usou sua influência mundana para fazer com que fossem ‘mortas’. João escreve: “E quando tiverem terminado seu testemunho, a fera que ascende do abismo far-lhes-á guerra, e as vencerá, e as matará. E os seus cadáveres jazerão na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi pregado numa estaca. E os dos povos, e tribos, e línguas, e nações olharão para os seus cadáveres por três dias e meio, e não deixam que os seus cadáveres sejam colocados num túmulo. E os que moram na terra alegram-se por causa deles e regalam-se, e enviarão dádivas uns aos outros, porque estes dois profetas atormentavam os que moram na terra.” — Revelação 11:7-10.
20. O que é ‘a fera que ascende do abismo’?
20 Esta é a primeira de 37 referências a uma fera, em Revelação. Examinaremos mais adiante esta e outras feras em pormenores. Agora basta dizer que “a fera que ascende do abismo” é projeto de Satanás, um sistema de coisas político, atuante.b — Compare isso com Revelação 13:1; Daniel 7:2, 3, 17.
21. (a) Como se aproveitaram da situação de guerra os inimigos religiosos das duas testemunhas? (b) O que indicava ficarem os cadáveres das duas testemunhas sem serem sepultados? (c) Como se deve encarar o período de três dias e meio? (Veja a nota.)
21 De 1914 a 1918, as nações estavam ocupadas com a Primeira Guerra Mundial. Ferviam sentimentos nacionalistas e, em meados do primeiro semestre de 1918, os inimigos religiosos das duas testemunhas se aproveitaram desta situação. Manobraram as instituições jurídicas do Estado para que ministros responsáveis dos Estudantes da Bíblia fossem encarcerados sob acusações falsas de sedição. Colaboradores fiéis deles ficaram atordoados. A atividade do Reino quase que parou. Era como se a obra de pregação estivesse morta. Em tempos bíblicos, era considerado uma terrível indignidade não ser sepultado num túmulo memorial. (Salmo 79:1-3; 1 Reis 13:21, 22) Portanto, seria um grande vitupério não enterrar as duas testemunhas. No clima quente da Palestina, um cadáver deixado exposto em plena rua realmente começaria a cheirar mal depois de três dias e meio literais.c (Veja João 11:39.) Este pormenor na profecia, portanto, indica a vergonha que as duas testemunhas tiveram de suportar. Negou-se aos encarcerados acima mencionados até mesmo o direito à fiança enquanto seu caso estava sendo apelado. Ficaram publicamente expostos por tempo suficiente para se tornar mau cheiro para os habitantes “da grande cidade”. Mas o que era essa “grande cidade”?
22. (a) O que é a grande cidade? (b) Como a imprensa se juntou aos clérigos em se alegrar pelo fato de que as duas testemunhas haviam sido silenciadas? (Queira ver o quadro.)
22 João fornece-nos alguns indícios. Ele diz que Jesus foi ali pregado numa estaca. De modo que imediatamente pensamos em Jerusalém. Mas ele diz também que a grande cidade se chama Sodoma e Egito. Pois bem, a Jerusalém literal fora uma vez chamada de Sodoma, por causa das suas práticas impuras. (Isaías 1:8-10; veja Ezequiel 16:49, 53-58.) E o Egito, a primeira potência mundial, aparece às vezes como símbolo deste sistema mundial de coisas. (Isaías 19:1, 19; Joel 3:19) Portanto, essa grande cidade retrata uma “Jerusalém” aviltada, que afirma adorar a Deus, mas que se tornou impura e pecadora, igual a Sodoma, e parte deste satânico sistema mundial de coisas, igual ao Egito. Retrata a cristandade, o equivalente moderno da Jerusalém infiel, a organização cujos membros tinham tantos motivos para se alegrar quando silenciaram a pregação perturbadora das duas testemunhas.
Voltaram a Viver!
23. (a) O que aconteceu às duas testemunhas depois de três dias e meio, e que efeito teve isso sobre os seus inimigos? (b) Quando se deu o cumprimento moderno de Revelação 11:11, 12 e da profecia de Ezequiel a respeito de Jeová soprar sobre o vale de ossos secos?
23 A imprensa juntou-se aos clérigos em vilificar o povo de Deus; um jornal disse: “Consumou-se O Mistério Consumado.” No entanto, nada podia estar mais longe da verdade! As duas testemunhas não permaneceram mortas. Lemos: “E depois dos três dias e meio entrou neles espírito de vida da parte de Deus, e puseram-se de pé, e caiu grande temor sobre os que os observavam. E ouviram uma voz alta dizer-lhes desde o céu: ‘Subi para cá.’ E subiram para o céu, numa nuvem, e seus inimigos os observavam.” (Revelação 11:11, 12) De modo que passaram por uma experiência similar à daqueles ossos secos no vale visitado por Ezequiel em visão. Jeová soprou sobre esses ossos secos e eles passaram a viver, provendo um quadro do renascimento da nação de Israel depois de 70 anos de cativeiro em Babilônia. (Ezequiel 37:1-14) Estas duas profecias, em Ezequiel e em Revelação, tiveram seu notável cumprimento moderno em 1919, quando Jeová devolveu vida vibrante às suas testemunhas ‘mortas’.
24. Quando as duas testemunhas passaram a reviver, que efeito teve isso sobre os seus perseguidores religiosos?
24 Que choque isso foi para aqueles perseguidores! Os cadáveres das duas testemunhas de repente reviveram e elas ficaram novamente ativas. Para os clérigos, isso era humilhante, ainda mais porque os ministros cristãos, que eles haviam tramado lançar na prisão, estavam novamente livres, e foram mais tarde completamente inocentados. O choque deve ter sido ainda maior, em setembro de 1919, quando os Estudantes da Bíblia realizaram um congresso em Cedar Point, Ohio, EUA. Ali, J. F. Rutherford, recém-libertado da prisão, emocionou os congressistas com o seu discurso “Anunciando o Reino”, baseado em Revelação 15:2 e Isaías 52:7. Os da classe de João começaram novamente a “profetizar”, ou a pregar publicamente. Adquiriram cada vez mais força, expondo destemidamente a hipocrisia da cristandade.
25. (a) Quando se disse às duas testemunhas: “Subi para cá”, e como se deu isso? (b) Que efeito chocante o restabelecimento das duas testemunhas teve sobre a grande cidade?
25 A cristandade tentou vez após vez repetir seu triunfo de 1918. Ela recorreu à ação de turbas, a manobras jurídicas, a encarceramentos, e mesmo a execuções — tudo inútil! Depois de 1919, o domínio espiritual das duas testemunhas estava fora do seu alcance. Naquele ano, Jeová dissera-lhes: “Subi para cá”, e elas ascenderam para uma condição espiritual elevada, em que seus inimigos podiam vê-las, mas não podiam tocá-las. João descreve o efeito chocante que seu restabelecimento teve sobre a grande cidade: “E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu um décimo da cidade; e sete mil pessoas foram mortas pelo terremoto, e os demais ficaram amedrontados e deram glória ao Deus do céu.” (Revelação 11:13) Ocorreram deveras grandes convulsões no domínio da religião. O chão parecia mover-se debaixo dos líderes das igrejas tradicionais, quando este corpo de cristãos revivificados começou a trabalhar. Um décimo da cidade deles, figurativamente 7.000 pessoas, ficaram tão profundamente afetadas que se fala delas como sendo mortas.
26. Quem é representado pelo “décimo da cidade” e pelos “sete mil” de Revelação 11:13? Queira explicar isso.
26 Esta expressão, “um décimo da cidade”, lembra-nos que Isaías profetizou sobre a antiga Jerusalém, que um décimo sobreviveria à destruição da cidade como descendência santa. (Isaías 6:13) De modo similar, o número 7.000 nos lembra que, quando Elias achava que só ele permanecera fiel em Israel, Jeová lhe disse que, de fato, havia ainda 7.000 que não se dobraram diante de Baal. (1 Reis 19:14, 18) No primeiro século, o apóstolo Paulo disse que esses 7.000 retratavam o restante dos judeus que havia aceitado as boas novas sobre o Cristo. (Romanos 11:1-5) Esses textos ajudam-nos a entender que os “sete mil” e o “décimo da cidade”, em Revelação 11:13, são aqueles que acolhem as duas testemunhas restabelecidas e abandonam a pecaminosa grande cidade. Eles como que morrem para com a cristandade. Os nomes deles são retirados do rol dos membros dela. Para ela, não existem mais.d
27, 28. (a) Como é que ‘os demais deram glória ao Deus do céu’? (b) O que os clérigos da cristandade se viram obrigados a reconhecer?
27 Mas como é que ‘os demais [da cristandade] deram glória ao Deus do céu’? Certamente não por abandonarem sua religião apóstata e se tornarem servos de Deus. Antes, era como explicado na obra Estudos das Palavras no Novo Testamento, de Vincent, em inglês, ao considerar a expressão “deram glória ao Deus do céu”. Declara-se ali: “A frase não significa conversão, nem arrependimento, nem agradecimento, mas reconhecimento, que é seu sentido usual nas escrituras. Veja Jos. vii. 19 (Sept.). João ix. 24; Atos xii. 23; Rom. iv. 20.” Para o seu vexame, a cristandade tinha de reconhecer que o Deus dos Estudantes da Bíblia havia realizado um grande ato ao restabelecê-los na atividade cristã.
28 Pode ser que os clérigos tenham feito este reconhecimento apenas na mente, ou para si mesmos. Certamente, nenhum deles tornou público que reconhecia o Deus das duas testemunhas. Mas a profecia de Jeová, por meio de João, ajuda-nos a discernir o que tinham no coração e a perceber o humilhante choque que eles levaram em 1919. Daquele ano em diante, ao passo que os “sete mil” abandonaram a cristandade, apesar dos esforços determinados dela de reter suas ovelhas, os clérigos se viram obrigados a reconhecer que o Deus da classe de João era mais forte do que o deus deles. Em anos posteriores, eles iam perceber isso ainda mais claramente, ao passo que muitos mais do seu rebanho partiriam, repetindo as palavras das pessoas na ocasião em que Elias triunfou sobre os religiosos fanáticos de Baal no monte Carmelo: “Jeová é o verdadeiro Deus! Jeová é o verdadeiro Deus!” — 1 Reis 18:39.
29. O que João diz sobre o que há de vir depressa, e que abalo adicional aguarda a cristandade?
29 Mas ouça! João diz: “O segundo ai já passou. Eis que o terceiro ai vem depressa.” (Revelação 11:14) Se a cristandade ficou abalada com o que aconteceu até agora, o que fará quando se anunciar o terceiro ai, quando o sétimo anjo tocar a sua trombeta e o segredo sagrado de Deus for finalmente levado a término? — Revelação 10:7.
[Nota(s) de rodapé]
a Para uma consideração plena desse grande templo espiritual, veja os artigos “O grande templo espiritual de Jeová” em A Sentinela de 1.º de julho de 1996, e “O único templo verdadeiro em que adorar” no número de 1.º de julho de 1973.
b O “abismo” (grego: á·bys·sos; hebraico: tehóhm) refere-se simbolicamente a um lugar de inatividade. (Veja Revelação 9:2.) Em sentido literal, porém, pode referir-se também a um vasto mar. A palavra hebraica muitas vezes é traduzida “água(s) de profundeza”. (Salmo 71:20; 106:9; Jonas 2:5) De modo que “a fera que ascende do abismo” pode ser identificada com a ‘fera que ascende do mar’. — Revelação 11:7; 13:1.
c Note que, ao se examinarem as experiências dos do povo de Deus naquele tempo, parece que, ao passo que os 42 meses representam três anos e meio literais, os três dias e meio não representam um período literal de 84 horas. É provável que se mencione duas vezes (nos versículos 9 e 11) o período específico de três dias e meio para destacar que se tratava de apenas um curto período em comparação com os reais três anos e meio de atividade que precedem a eles.
d Compare o uso das palavras “mortos”, ‘morrer’ e “vivos” em textos tais como Romanos 6:2, 10, 11; 7:4, 6, 9; Gálatas 2:19; Colossenses 2:20; 3:3.
[Quadro na página 168]
A Alegria de Revelação 11:10
Ray H. Abrams, no seu livro Pregadores Apresentam Armas, publicado em inglês em 1933, menciona a oposição amarga dos clérigos ao livro O Mistério Consumado, dos Estudantes da Bíblia. Ele analisa os empenhos dos clérigos de se livrar dos Estudantes da Bíblia e da “crença pestilenta” deles. Isso levou o caso perante o tribunal, que resultou em J. F. Rutherford e sete companheiros dele serem sentenciados a longos anos de prisão. O Dr. Abrams acrescenta: “Uma análise de todo o caso leva à conclusão de que as igrejas e o clero estavam originalmente por trás do movimento para eliminar os russelitas. No Canadá, em fevereiro de 1918, os ministros começaram uma campanha sistemática contra eles e suas publicações, especialmente O Mistério Consumado. Segundo o Tribune de Winnipeg, . . . a supressão do seu livro, cria-se, fora o resultado direto das ‘representações do clero’.”
O Dr. Abrams prossegue: “Quando as notícias das sentenças de vinte anos chegaram aos editores da imprensa religiosa, praticamente todas essas publicações, grandes e pequenas, se regozijaram com o acontecido. Não pude encontrar quaisquer palavras de compaixão em nenhum dos periódicos religiosos ortodoxos. ‘Não pode haver dúvida’, concluiu Upton Sinclair, de que ‘a perseguição . . . surgiu em parte porque eles haviam granjeado o ódio dos grupos religiosos “ortodoxos”’. O que o esforço combinado das igrejas falhara em conseguir, o governo parecia agora ter êxito em conseguir para elas.” Depois de citar os comentários depreciativos de diversas publicações religiosas, o escritor referiu-se à inversão da decisão pela Corte de Apelação e observou: “Este veredicto foi saudado com o silêncio nas igrejas.”
[Foto na página 163]
João mede o templo espiritual — o sacerdócio ungido tem de satisfazer normas
[Fotos na página 165]
A obra de reconstrução feita por Zorobabel e por Josué indicava que, no dia do Senhor, ao pequeno começo seguir-se-ia um grande aumento entre as Testemunhas de Jeová. Instalações tais como as acima, que se encontram em Brooklyn, Nova York, tiveram de ser grandemente ampliadas para ajudar a preencher as necessidades delas
[Fotos na página 166]
As ardentes mensagens de julgamento proclamadas pelas duas testemunhas foram prefiguradas pela obra profética de Moisés e de Elias
[Fotos na página 169]
Iguais aos ossos secos de Ezequiel, capítulo 37, as duas testemunhas são reativadas para a hodierna obra de pregação
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O segredo sagrado de Deus — seu glorioso clímax!Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 26
O segredo sagrado de Deus — seu glorioso clímax!
1. (a) Como João nos informa que o segredo sagrado é levado a término? (b) Por que as hostes angélicas falam alto?
LEMBRA-SE da declaração juramentada do anjo forte, registrada em Revelação 10:1, 6, 7? Ele declarara: “Não haverá mais demora; mas nos dias do toque do sétimo anjo, quando estiver para tocar a sua trombeta, então, deveras, terá sido levado a término o segredo sagrado de Deus, segundo as boas novas que ele declarou aos seus próprios escravos, os profetas.” Chegou o tempo devido de Jeová para o toque desta última trombeta! Como, então, é o segredo sagrado levado a término? João tem realmente muito prazer em nos informar! Ele escreve: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta. E houve vozes altas no céu, dizendo: ‘O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.’” (Revelação 11:15) Essas hostes angélicas têm motivos para falar alto, até mesmo em tons trovejantes! Porque esse anúncio histórico é de importância universal. É de interesse vital para toda a criação vivente.
2. Quando e com que evento é o segredo sagrado levado a um término triunfante?
2 O segredo sagrado chega ao seu clímax feliz! É levado gloriosa e magnificamente a um término triunfante em 1914, quando o Senhor Jeová entroniza seu Cristo como Rei associado. Agindo por seu Pai, Jesus Cristo assume ativamente o governo no meio do mundo inimigo da humanidade. Como o Descendente prometido, recebe o poder do Reino, a fim de reduzir a nada a Serpente e sua prole, e para restabelecer a paz paradísica nesta Terra. (Gênesis 3:15; Salmo 72:1, 7) Jesus, como Rei messiânico, cumprirá assim a Palavra de Jeová e vindicará seu Pai, o “Rei da eternidade”, que tem de governar como Soberano Senhor “para todo o sempre”. — 1 Timóteo 1:17.
3. Embora Jeová Deus sempre tenha sido Rei, por que tem permitido que outras soberanias existam na Terra?
3 Mas como é que “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor”, Jeová? Não tem sido Jeová Deus sempre Rei? Isso é verdade, pois o levita Asafe cantou: “Deus é meu Rei desde outrora.” E outro salmista proclamou: “O próprio Jeová se tornou rei! . . . Teu trono está firmemente estabelecido desde há muito; tu és desde tempo indefinido.” (Salmo 74:12; 93:1, 2) No entanto, Jeová, na sua sabedoria, tem permitido que outras soberanias existissem na Terra. De modo que a questão levantada no Éden, quanto a se o homem pode governar a si mesmo, sem Deus, tem sido plenamente posta à prova. O governo do homem tem fracassado miseravelmente. Bem verazes são, de fato, as palavras do profeta de Deus: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” (Jeremias 10:23) Desde a deserção de nossos primeiros pais, toda a Terra habitada tem estado sob o domínio da “serpente original”, Satanás. (Revelação 12:9; Lucas 4:6) Chegou agora o tempo para uma mudança dramática! Para vindicar a sua posição legítima, Jeová começa a exercer sua soberania sobre a Terra dum modo novo, por meio do seu designado Reino messiânico.
4. Quando começou o toque das trombetas, em 1922, o que foi destacado? Queira explicar isso.
4 Quando começou o toque das sete trombetas, em 1922, o congresso dos Estudantes da Bíblia, em Cedar Point, Ohio, EUA, destacou um discurso de J. F. Rutherford baseado no texto bíblico “está próximo o reino”. (Mateus 4:17, Versão Rei Jaime, em inglês) Ele concluiu com as seguintes palavras: “Então voltem ao campo, ó filhos do altíssimo Deus! Ponham sua armadura! Sejam sóbrios, vigilantes, ativos, valentes. Sejam testemunhas fiéis e verdadeiras do Senhor. Avancem na luta até que fique desolado todo vestígio de Babilônia. Proclamem a mensagem em toda a parte. O mundo precisa saber que Jeová é Deus e que Jesus Cristo é Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este é o dia de todos os dias. Eis que o Rei reina! Vocês são os seus agentes de publicidade. Portanto, anunciem, anunciem, anunciem o Rei e seu reino.” Destacou-se o Reino de Deus por Cristo Jesus, e isto deu início ao grande surto de pregação do Reino, que tem incluído os julgamentos proclamados pelo toque de todas as sete trombetas angélicas.
5. Em 1928, o que aconteceu no congresso dos Estudantes da Bíblia que salientou o toque da sétima trombeta?
5 O toque de trombeta do sétimo anjo se refletiu nos destaques do congresso dos Estudantes da Bíblia em Detroit, Michigan, EUA, de 30 de julho a 6 de agosto de 1928. Naquela ocasião, 107 estações de rádio estavam interligadas no que o jornal The New York Times descreveu como ‘a mais extensa e mais cara rede radiofônica da história’. O congresso adotou entusiasticamente uma poderosa “Declaração Contra Satanás e a Favor de Jeová”, salientando a derrubada, no Armagedom, de Satanás e sua organização perversa, e a emancipação de todos os que amam a justiça. Os súditos leais do Reino de Deus ficaram encantados de receber no congresso o lançamento do livro Governo, de 368 páginas. Este apresentou as provas mais claras de que ‘Deus estabeleceu seu Rei ungido no seu trono, em 1914’.
Jeová Assume o Poder
6. Como João relata o anúncio de Cristo ter sido entronizado no Reino de Deus?
6 Cristo entronizado no Reino de Deus — quanta alegria este anúncio produz! João relata: “E os vinte e quatro anciãos, sentados nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: ‘Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, Aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.’” — Revelação 11:16, 17.
7. Como foram dados agradecimentos a Jeová Deus (a) pelo restante dos simbólicos 24 anciãos na Terra e (b) por aqueles dos simbólicos 24 anciãos que haviam sido ressuscitados para ocupar suas posições no céu?
7 Quem oferece esses agradecimentos a Jeová Deus são os 24 anciãos, simbolizando os irmãos ungidos de Cristo nas suas posições celestiais. A partir de 1922, um restante dos 144.000, na Terra, passou a ocupar-se na obra posta em movimento pelos toques de trombeta. Eles passaram a dar-se conta da plena importância do sinal em Mateus 24:3–25:46. Mesmo já anteriormente no dia do Senhor, porém, suas cotestemunhas, que se haviam mostrado ‘fiéis até a morte’, haviam sido ressuscitadas para ocuparem suas posições no céu, a fim de que pudessem agora representar o grupo inteiro dos 144.000 em prostrar-se sobre os seus rostos para homenagear a Jeová. (Revelação 1:10; 2:10) Quão gratas todas elas são de que seu Soberano Senhor não demorou em levar seu segredo sagrado a um término culminante!
8. (a) Que efeito tem o toque da sétima trombeta sobre as nações? (b) Contra quem as nações têm expressado seu furor?
8 Por outro lado, o toque da sétima trombeta não dá nenhuma alegria às nações. Chegou o tempo para elas sentirem o furor de Jeová. Conforme João relata: “Mas as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para os mortos serem julgados, e para dar a recompensa aos teus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para arruinar os que arruínam a terra.” (Revelação 11:18) A partir de 1914, as nações do mundo têm ferozmente expressado seu furor umas contra as outras, contra o Reino de Deus e especialmente contra as duas testemunhas de Jeová. — Revelação 11:3.
9. Como as nações têm arruinado a Terra, e o que Deus decidiu fazer a respeito disso?
9 No decorrer da história, as nações têm arruinado a Terra com as suas incessantes guerras e sua má administração dela. No entanto, desde 1914, este arruinamento tem aumentado a proporções alarmantes. A ganância e a corrupção têm resultado na ampliação dos desertos e numa tremenda perda de terras produtivas. A chuva ácida e as nuvens radioativas têm danificado grandes regiões. As fontes de alimentos têm sido poluídas. O ar que respiramos e a água que bebemos estão contaminados. Os despejos industriais ameaçam a vida na terra e no mar. Houve época em que as superpotências ameaçavam causar a ruína total por meio da aniquilação nuclear de toda a humanidade. Felizmente, Jeová vai “arruinar os que arruínam a terra”; executará sentença nesses humanos orgulhosos e ímpios, que são responsáveis pela situação lastimável da Terra. (Deuteronômio 32:5, 6; Salmo 14:1-3) Por isso, Jeová providencia o terceiro ai, para ajustar contas com esses transgressores. — Revelação 11:14.
Ai Para os Arruinadores!
10. (a) O que é o terceiro ai? (b) De que modo o terceiro ai causa mais do que apenas tormento?
10 Eis, pois, o terceiro ai. Ele vem depressa! É o meio de Jeová arruinar aqueles que dessagram seu “escabelo”, esta linda Terra na qual vivemos. (Isaías 66:1) É desencadeado pelo Reino messiânico — o segredo sagrado de Deus. Os inimigos de Deus, e especialmente os líderes da cristandade, foram atormentados pelos primeiros dois ais — resultantes principalmente da praga de gafanhotos e dos exércitos de cavalaria; mas o terceiro ai, administrado pelo próprio Reino de Jeová, causa mais do que apenas tormento. (Revelação 9:3-19) Aplica o golpe mortal com a expulsão da arruinadora sociedade humana e de seus governantes. Isto se dará como o clímax do julgamento de Jeová no Armagedom. É assim como Daniel profetizou: “E nos dias daqueles reis [os governantes que arruínam a Terra] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” Igual a um imponente monte, o Reino de Deus governará sobre a Terra tornada gloriosa, vindicando a soberania de Jeová e trazendo eterna alegria à humanidade. — Daniel 2:35, 44; Isaías 11:9; 60:13.
11. (a) Que sequência progressiva de eventos felizes a profecia descreve? (b) Que benignidade imerecida é efetuada, como, e por quem?
11 O terceiro ai é acompanhado de uma sequência progressiva de eventos felizes, que sucederão durante o dia do Senhor. É o tempo ‘para os mortos serem julgados e para Deus dar a recompensa aos seus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o seu nome’. Isso significa a ressurreição dentre os mortos! Para os santos ungidos, que já haviam adormecido na morte, isso ocorre logo no começo do dia do Senhor. (1 Tessalonicenses 4:15-17) No devido tempo, os remanescentes dos santos se juntam a estes através duma ressurreição instantânea. Outros também hão de ser recompensados, incluindo os escravos de Deus, os profetas dos tempos antigos, e todos os outros da humanidade, que passam a temer o nome de Jeová, quer da grande multidão que sobrevive à grande tribulação, quer dos “mortos, os grandes e os pequenos”, que são ressuscitados durante o Reinado milenar de Cristo. Visto que o Rei messiânico de Deus tem as chaves da morte e do Hades, seu Reinado abre o caminho para ele conceder vida eterna a todos os que se empenharem por esta preciosa provisão. (Revelação 1:18; 7:9, 14; 20:12, 13; Romanos 6:22; João 5:28, 29) Quer seja a vida imortal nos céus, quer a vida eterna na Terra, este dom da vida é uma benignidade imerecida da parte de Jeová, pela qual todos os beneficiados podem ser eternamente gratos! — Hebreus 2:9.
Eis a Arca do Seu Pacto!
12. (a) Segundo Revelação 11:19, o que João vê no céu? (b) De que era símbolo a arca do pacto, e o que aconteceu com ela depois de Israel ir ao cativeiro em Babilônia?
12 Jeová governa! Por meio do seu Reino messiânico, ele exerce a sua soberania para com a humanidade de modo maravilhoso. Isto é confirmado por aquilo que João vê a seguir: “E abriu-se o santuário do templo de Deus, que está no céu, e viu-se a arca do seu pacto no santuário do seu templo. E houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e um terremoto, e grande saraivada.” (Revelação 11:19) Esta é a única menção, em Revelação, da arca do pacto de Deus. A Arca havia sido o símbolo visível da presença de Jeová entre o seu povo Israel. No tabernáculo, e mais tarde no templo construído por Salomão, ela era guardada no Santíssimo. Mas quando Israel foi para o cativeiro em Babilônia, em 607 AEC, Jerusalém foi desolada e a arca do pacto desapareceu. Foi então que os representantes da casa de Davi deixaram de “sentar-se no trono de Jeová como rei”. — 1 Crônicas 29:23.a
13. O que denota o fato de que a arca do pacto de Deus é vista no celestial santuário de Deus?
13 Agora, depois de mais de 2.600 anos, vê-se a Arca mais uma vez. Mas, na visão de João, esta Arca não está num templo terrestre. Aparece no celestial santuário de Deus. Novamente, Jeová governa por meio dum rei da linhagem real de Davi. Esta vez, porém, o Rei, Cristo Jesus, está entronizado na Jerusalém celestial — a exaltada posição vantajosa da qual ele executa os julgamentos de Jeová. (Hebreus 12:22) Os capítulos seguintes de Revelação exporão isso a nós.
14, 15. (a) Na antiga Jerusalém, somente quem chegava a ver a arca do pacto, e por quê? (b) No celestial santuário do templo de Deus, quem chega a ver a arca do seu pacto?
14 Na antiga Jerusalém terrestre, a Arca não era vista pelos israelitas em geral, nem mesmo pelos sacerdotes que serviam no templo, porque se encontrava dentro do Santíssimo, separado do Lugar Santo por uma cortina. (Números 4:20; Hebreus 9:2, 3) Apenas o sumo sacerdote chegava a vê-la quando entrava no Santíssimo no anual Dia da Expiação. Não obstante, quando se abre o santuário do templo nos céus, a arca simbólica é visível não apenas ao Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo, mas também aos seus subsacerdotes, os 144.000, incluindo João.
15 Os primeiros ressuscitados para o céu veem de perto esta arca simbólica, porque já ocupam seu lugar como parte dos 24 anciãos ao redor do trono de Jeová. E os da classe de João, na Terra, foram esclarecidos pelo espírito de Jeová para discernir a Sua presença no Seu templo espiritual. Também tem havido sinais para alertar a humanidade em geral deste acontecimento maravilhoso. A visão de João menciona relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e saraiva. (Veja Revelação 8:5.) O que simbolizam esses?
16. De que modo tem havido relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e grande saraivada?
16 Desde 1914 tem havido uma tremenda reviravolta no domínio da religião. Felizmente, porém, este “terremoto” tem sido acompanhado por vozes dedicadas que transmitem uma mensagem clara sobre o Reino estabelecido de Deus. Têm-se dado trovejantes ‘avisos de tormenta’, baseados na Bíblia. Iguais a relâmpagos, lampejos de percepção quanto à Palavra profética de Deus têm sido vistos e divulgados. Tem-se lançado uma “saraivada” dura de julgamentos divinos contra a cristandade e a religião falsa em geral. Tudo isso deveria ter atraído a atenção das pessoas. Lamentavelmente, porém, a maioria delas — iguais às pessoas de Jerusalém no tempo de Jesus — tem deixado de discernir o cumprimento desses sinais de Revelação. — Lucas 19:41-44.
17, 18. (a) O toque das trombetas dos sete anjos lançou que responsabilidade sobre os cristãos dedicados? (b) Como cumprem os cristãos a sua comissão?
17 Os sete anjos continuam a tocar as suas trombetas, indicando eventos históricos aqui na Terra. Os cristãos dedicados têm a grande responsabilidade de continuar a proclamar esses anúncios ao mundo. Com quanta alegria eles cumprem esta comissão! Isso é indicado pelo fato de que nos 20 anos de 1986 a 2005 eles quase dobraram o número de horas gastas anualmente no ministério — de 680.837.042 para 1.278.235.504. Realmente, “o segredo sagrado de Deus, segundo as boas novas”, está sendo divulgado “até às extremidades da terra habitada”. — Revelação 10:7; Romanos 10:18.
18 Aguardam-nos agora outras visões, ao passo que os propósitos relativos ao Reino de Deus continuam a ser revelados.
[Nota(s) de rodapé]
a O historiador romano Tácito relata que, quando Jerusalém foi capturada em 63 AEC e Cneu Pompeu entrou no santuário do templo, ele o encontrou vazio. Não havia arca do pacto nele. — Histórias de Tácito, 5.9.
[Quadro na página 173]
Destaques das Proclamações dos Julgamentos de Jeová, Semelhantes a Toques de Trombeta
1. 1922, Cedar Point, Ohio, EUA: Um desafio aos líderes da cristandade, na religião, na política e no alto comércio, para justificarem seu fracasso em trazer paz, prosperidade e felicidade. A panaceia é o Reino messiânico.
2. 1923, Los Angeles, Califórnia, EUA: O discurso público, “Todas as Nações Marcham Agora Para o Armagedom, mas Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”, convocou “ovelhas” amantes da paz para abandonar o mar mortífero da humanidade.
3. 1924, Columbus, Ohio, EUA: Indiciados os clérigos por enaltecerem a si mesmos e por se recusarem a pregar o Reino do Messias. Os verdadeiros cristãos têm de pregar a vingança de Deus e consolar a humanidade que pranteia.
4. 1925, Indianápolis, Indiana, EUA: Uma mensagem de esperança que contrasta as trevas espirituais na cristandade com a brilhante promessa do Reino, de trazer paz, prosperidade, saúde, vida, liberdade e eterna felicidade.
5. 1926, Londres, Inglaterra: Uma praga como de gafanhotos sobre a cristandade e seu clero, expondo sua rejeição do Reino de Deus, e aclamando o nascimento deste governo celestial.
6. 1927, Toronto, Canadá: Um convite, levado como que por exércitos de cavalaria, exortando as pessoas a abandonar o ‘cristianismo organizado’ e dar lealdade de coração a Jeová Deus, e ao Rei e Reino dele.
7. 1928, Detroit, Michigan, EUA: Uma declaração contra Satanás e a favor de Jeová, esclarecendo que o Rei ungido de Deus, entronizado em 1914, destruirá a perversa organização de Satanás e emancipará a humanidade.
[Quadro na página 175]
Arruínam a Terra
“A cada três segundos desaparece uma parte da floresta pluvial original, do tamanho dum campo de futebol. . . . A perda de florestas virgens está destruindo milhares de espécies de plantas e de animais.” — Illustrated Atlas of the World (Rand McNally).
“Em dois séculos de colonização, [os Grandes Lagos] também se tornaram o maior esgoto do mundo.” — The Globe and Mail (Canadá).
Em abril de 1986, uma explosão e o incêndio numa usina nuclear em Chernobyl, Ucrânia, “foi o acontecimento nuclear mais significativo . . . desde os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki”, emitindo “tanta radiação de longo prazo para o ar, o solo arável e a água do mundo, quanto a de todos os testes nucleares já realizados e as bombas nucleares já detonadas”. — Jama; The New York Times.
Em Minamata, no Japão, uma usina de produtos químicos despejou mercúrio metílico na baía. O consumo de peixes e mariscos contaminados pelo poluente causaram a doença de Minamata (MD), uma “doença neurológica crônica. . . . Até a data [1985], 2.578 pessoas em todo o Japão foram oficialmente classificadas como tendo MD.” — International Journal of Epidemiology.
[Quadro na página 176]
As ponderosas pronunciações em Revelação 11:15-19 constituem o prelúdio das visões que se seguem. Revelação, capítulo 12, é um retrospecto que amplia em pormenores os grandiosos anúncios feitos em Revelação 11:15, 17. O capítulo 13 provê o fundo histórico para 11:18, ao descrever a origem e o desenvolvimento da organização política de Satanás, que tem causado o arruinamento da Terra. Os capítulos 14 e 15 pormenorizam ainda mais os julgamentos do Reino relacionados com o toque da sétima trombeta e o terceiro ai.
[Fotos na página 174]
Jeová ‘arruinará os que arruínam a terra’
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Nasce o Reino de Deus!Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 27
Nasce o Reino de Deus!
Visão 7 — Revelação 12:1-17
Assunto: A mulher celestial dá à luz, Miguel combate Satanás e o expulsa para a Terra
Tempo do cumprimento: Desde a entronização de Cristo Jesus em 1914 até a grande tribulação
1. Como o entendimento dos sinais descritos nos capítulos 12 a 14 de Revelação nos ajudará?
SEGREDO sagrado de Deus foi revelado. (Revelação 10:7) O Reino de Jeová por seu Messias é agora uma dinâmica realidade. Já governa! Sua presença significa a ruína de Satanás e de seu descendente, e a gloriosa vitória do Descendente da organização celestial de Deus. O sétimo anjo, porém, não terminou de tocar a sua trombeta, porque tem muito mais a revelar para nós sobre o terceiro ai. (Revelação 11:14) Os sinais descritos nos capítulos 12 a 14 de Revelação nos ajudarão a ampliar nossa compreensão de tudo o que está envolvido nesse ai e em levar a término o segredo sagrado de Deus.
2. (a) Que grande sinal João vê? (b) Quando foi revelado o significado do grande sinal?
2 João vê agora um grande sinal — um que é de extraordinário interesse para o povo de Deus. Apresenta uma emocionante visão profética, cujo significado foi pela primeira vez publicado no número de 1.º de março de 1925 de A Sentinela, em inglês, num artigo intitulado “O Nascimento da Nação”, e então novamente em 1926, no livro Libertação. Esse reluzente lampejo de entendimento bíblico tornou-se um marco histórico no progresso da obra de Jeová. Portanto, vejamos como João descreve o drama que começa a desenrolar-se: “E viu-se um grande sinal no céu, uma mulher vestida do sol e tendo a lua debaixo dos seus pés, e na sua cabeça havia uma coroa de doze estrelas, e ela estava grávida. E ela clama nas suas dores e na sua agonia de dar à luz.” — Revelação 12:1, 2.
3. Qual é a identidade da mulher vista no céu?
3 Pela primeira vez, João vê uma mulher no céu. Naturalmente, ela não é uma mulher literal. Antes, ela é um sinal ou símbolo. (Revelação 1:1) O que simboliza? Nas profecias inspiradas, mulheres às vezes representam organizações ‘casadas’ com notáveis personagens. Nas Escrituras Hebraicas, Israel é chamado de esposa de Jeová Deus. (Jeremias 3:14) Nas Escrituras Gregas, a congregação de cristãos ungidos é chamada de noiva de Cristo. (Revelação 21:9-14) A mulher que João vê aqui também é casada com alguém, e ela está para dar à luz. Quem é seu marido? Pois bem, mais tarde, seu filho é “arrebatado para Deus e para o seu trono”. (Revelação 12:5) Jeová reivindica assim o filho como seu. Portanto, a mulher que João vê deve ser a esposa simbólica de Jeová.
4. Quem são os filhos da esposa simbólica de Deus, e como o apóstolo Paulo chama a mulher vista por João?
4 Cerca de oito séculos antes, Jeová se dirigiu a esta esposa simbólica, dizendo: “Todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová.” (Isaías 54:5, 13) Jesus citou esta profecia e mostrou que esses filhos eram seus seguidores fiéis, os quais mais tarde constituíram a congregação de cristãos ungidos. (João 6:44, 45) Portanto, os membros desta congregação, chamados de filhos de Deus, são também filhos da esposa simbólica de Deus. (Romanos 8:14) O apóstolo Paulo acrescenta a última informação ao dizer: “A Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.” (Gálatas 4:26) A “mulher” vista por João, portanto, é a “Jerusalém de cima”.
5. Visto que a esposa simbólica de Jeová está coroada com 12 estrelas, o que é na realidade a Jerusalém de cima?
5 No entanto, o que exatamente é a Jerusalém de cima? Visto que Paulo falou dela como “de cima”, e João a vê no céu, é evidente que ela não é uma cidade terrestre; tampouco é a mesma coisa que a “Nova Jerusalém”, visto que esta organização é a noiva de Cristo, não a esposa de Jeová. (Revelação 21:2) Note que ela está coroada com 12 estrelas. O número 12 é associado com inteireza no que se refere a organização.a Portanto, estas 12 estrelas parecem indicar que ela é um arranjo organizacional no céu, assim como a Jerusalém antiga era na Terra. A Jerusalém de cima é a organização universal de Jeová, de criaturas espirituais, que atua como sua esposa, tanto em servi-lo como em produzir descendentes.
6. (a) O que indica o fato de a mulher vista por João estar vestida do sol, ter a lua debaixo dos pés e ter uma coroa de estrelas? (b) O que simbolizam as dores de parto da mulher grávida?
6 João vê esta mulher vestida do sol e que tem a lua debaixo dos pés. Quando acrescentamos a isso a coroa de estrelas, ela está completamente cercada de luzes celestiais. O favor de Deus brilha sobre ela dia e noite. Que símbolo apropriado da magnificente organização celestial de Jeová! Ela está também grávida, tendo dores de parto. Seus clamores por ajuda divina mostram que chegou o tempo de ela dar à luz. Na Bíblia, dores de parto frequentemente simbolizam o trabalho árduo necessário para produzir um importante resultado. (Veja Salmo 90:2; Provérbios 25:23; Isaías 66:7, 8.) Sem dúvida, dores de parto dessa espécie foram sentidas quando a organização celestial de Jeová se preparava para esse nascimento histórico.
Um Grande Dragão Cor de Fogo
7. Que outro sinal João vê no céu?
7 O que observa João a seguir? “E viu-se outro sinal no céu, e eis um grande dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres, e nas suas cabeças sete diademas; e a sua cauda arrasta um terço das estrelas do céu, e as lançou para baixo à terra. E o dragão ficou parado diante da mulher, que estava para dar à luz, para que, quando desse à luz, pudesse devorar-lhe o filho.” — Revelação 12:3, 4.
8. (a) Qual é a identidade do grande dragão cor de fogo? (b) O que é indicado por ter o dragão sete cabeças, dez chifres e um diadema em cada cabeça?
8 Esse dragão é Satanás, “a serpente original”. (Revelação 12:9; Gênesis 3:15) Ele é um feroz destruidor — um dragão, ou devorador, de sete cabeças, capaz de tragar a sua presa por inteiro. Quão estranha é a sua aparência! Aquelas sete cabeças e dez chifres indicam que ele é o arquiteto da fera política descrita mais adiante, no capítulo 13 de Revelação. Esta fera também tem sete cabeças e dez chifres. Visto que Satanás tem um diadema em cada cabeça — sete ao todo — podemos estar certos de que as potências mundiais representadas por aquela fera têm estado sob o seu domínio. (João 16:11) Os dez chifres são símbolo apropriado da totalidade de poder que ele tem exercido neste mundo.
9. O que é indicado pelo fato de que a cauda do dragão ‘arrasta um terço das estrelas do céu’ para baixo à Terra?
9 O dragão tem também autoridade no domínio espiritual. Com a sua cauda ele ‘arrasta um terço das estrelas do céu’. Estrelas podem representar anjos. (Jó 38:7) A menção de “um terço” enfatiza que um número considerável de anjos foram desencaminhados por Satanás. Uma vez que estes vieram a estar sob o controle dele, não havia mais escapatória para eles. Não podiam mais voltar para a organização santa de Deus. Tornaram-se demônios, como que arrastados por Satanás, seu rei ou governante. (Mateus 12:24) Satanás também os lançou para baixo à Terra. Isto, sem dúvida, se refere aos dias de Noé, antes do Dilúvio, quando Satanás induziu desobedientes filhos de Deus a descer à Terra e a coabitar com as filhas dos homens. Como castigo, esses “anjos que pecaram” foram lançados por Deus numa condição carcerária chamada Tártaro. — Gênesis 6:4; 2 Pedro 2:4; Judas 6.
10. Que organizações opostas se evidenciam, e por que o dragão procura devorar o filho quando a mulher o dá à luz?
10 De modo que passaram a evidenciar-se claramente duas organizações opostas — a organização celestial de Jeová, retratada pela mulher, e a organização demoníaca de Satanás, que desafia a soberania de Deus. A grande questão da soberania tem de ser decidida. Mas como? Satanás, ainda arrastando consigo os demônios, é como uma fera malvada à espreita duma vítima em potencial. Ele aguarda que a mulher dê à luz. Quer devorar esse bebê esperado, porque sabe que este constitui uma grande ameaça para a continuação da sua existência e da do mundo sobre o qual exerce domínio. — João 14:30.
Um Filho, um Varão
11. Como João descreve o nascimento do filho da mulher e por que o bebê é chamado de “um filho, um varão”?
11 O tempo designado de as nações governarem sem ser interrompidas por Deus acabou em 1914. (Lucas 21:24) Daí, bem em tempo, a mulher dá à luz seu filho: “E ela deu à luz um filho, um varão, que há de pastorear todas as nações com vara de ferro. E o filho dela foi arrebatado para Deus e para o seu trono. E a mulher fugiu para o ermo, onde ela tem um lugar preparado por Deus, para que a alimentem ali por mil duzentos e sessenta dias.” (Revelação 12:5, 6) O bebê é “um filho, um varão”. Por que João usa essa expressão dupla? Faz isso para mostrar que o filho é apropriado e competente para governar as nações com poder adequado. Isso enfatiza também quão momentosa e alegre é a ocasião desse nascimento! Desempenha um papel-chave em levar a término o segredo sagrado de Deus. Ora, esse filho varão irá até mesmo “pastorear todas as nações com vara de ferro”!
12. (a) Nos Salmos, o que Jeová prometeu profeticamente a respeito de Jesus? (b) O que é simbolizado por a mulher dar à luz um filho “que há de pastorear todas as nações com vara de ferro”?
12 Essa expressão parece-lhe familiar? Sim, Jeová prometera profeticamente a respeito de Jesus: “Tu as quebrantarás com um cetro de ferro, espatifá-las-ás como se fossem um vaso de oleiro.” (Salmo 2:9) Também se profetizou a respeito dele: “Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’” (Salmo 110:2) Portanto, o nascimento visto por João envolve de perto a Jesus Cristo. Não, não se refere a Jesus nascer duma virgem, lá antes do primeiro século da nossa Era Comum; tampouco se refere a Jesus ser ressuscitado, novamente para a vida espiritual, em 33 EC. Além disso, não se trata de transmigração. Antes, é o nascimento do Reino de Deus como realidade, em 1914, com Jesus — agora no céu por quase 20 séculos — entronizado como Rei. — Revelação 12:10.
13. O que é indicado por ser o filho varão “arrebatado para Deus e para o seu trono”?
13 Jeová nunca permitiria que Satanás devorasse Sua esposa ou Seu filho recém-nascido! Ao nascer, o filho varão é “arrebatado para Deus e para o seu trono”. Passa assim a estar totalmente sob a proteção de Jeová, o qual assume os mais plenos cuidados por esse Reino recém-nascido, Seu instrumento para santificar o Seu santo nome. Ao mesmo tempo, a mulher foge para um lugar que Deus preparara para ela no ermo. Mais adiante teremos outros pormenores sobre isso! Quanto a Satanás, o cenário está agora pronto para um momentoso evento, que lhe tornará totalmente impossível ameaçar de novo o Reino no céu. Qual é esse evento?
Guerra no Céu!
14. (a) Conforme João informa, que evento torna impossível que Satanás alguma vez ameace de novo o Reino? (b) A que localidade ficam restritos Satanás e seus demônios?
14 João nos informa: “E irrompeu uma guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam com o dragão, e o dragão e os seus anjos batalhavam, mas ele não prevaleceu, nem se achou mais lugar para eles no céu. Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” (Revelação 12:7-9) Assim, como desenvolvimento dramático em levar a término o segredo sagrado de Deus, Satanás é expulso, lançado fora do céu, e seus demônios são lançados junto com ele para baixo à Terra. Aquele que tem desencaminhado toda a Terra habitada a ponto de ter-se tornado deus dela fica finalmente restrito à vizinhança desse planeta, no qual começou a sua rebelião. — 2 Coríntios 4:3, 4.
15, 16. (a) Quem é Miguel, e como sabemos isso? (b) Por que é apropriado que seja Miguel quem lança Satanás do céu para baixo?
15 Quem realiza esta grande vitória em nome de Jeová? A Bíblia diz que é Miguel e os seus anjos. Mas quem é Miguel? O nome “Miguel” significa “Quem É Semelhante a Deus?”. Portanto, Miguel deve estar interessado em vindicar a soberania de Jeová por provar que não há ninguém semelhante a Ele. Em Judas, versículo 9, ele é chamado de “Miguel, o arcanjo”. É interessante que o título “arcanjo” é usado em outra parte da Bíblia com referência apenas a uma pessoa: Jesus Cristo.b Paulo diz a seu respeito: “O próprio Senhor descerá do céu com uma chamada dominante, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus.” (1 Tessalonicenses 4:16) O título “arcanjo” significa “principal dos anjos”. De modo que não surpreende que Revelação fale de “Miguel e os seus anjos”. Outros lugares em que a Bíblia menciona anjos sujeitos a um servo justo de Deus referem-se a Jesus. De modo que Paulo fala da “revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos”. — 2 Tessalonicenses 1:7; veja também Mateus 24:30, 31; 25:31.
16 Esses e outros textos nos levam à inescapável conclusão de que Miguel não é senão o Senhor Jesus Cristo na sua posição celestial. Agora, no dia do Senhor, ele não mais diz a Satanás apenas: “Jeová te censure.” Visto que esse é um tempo de julgamento, Jesus, como Miguel, lança o iníquo Satanás e seus anjos demoníacos do céu para baixo. (Judas 9; Revelação 1:10) É bem apropriado que seja Ele quem faz isso, visto que Ele é o Rei recém-empossado. Jesus é também o Descendente, prometido lá no Éden, que finalmente esmiuçará a cabeça da Serpente, acabando assim com ela para sempre. (Gênesis 3:15) Ao lançar Satanás do céu, Jesus avança para esse esmiuçamento final.
“Regozijai-vos, ó Céus”
17, 18. (a) Que reação celestial João relata quanto à queda de Satanás do céu? (b) Qual é a provável fonte da voz alta que João ouve?
17 João relata uma alegre reação celestial a essa estupenda queda de Satanás: “E ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho, e não amaram as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte. Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis!’” — Revelação 12:10-12a.
18 A voz alta de quem João ouve? A Bíblia não informa sobre isso. Mas um brado similar, relatado em Revelação 11:17, foi dado pelos ressuscitados 24 anciãos nas suas posições celestiais, onde podem agora representar os 144.000 santos. (Revelação 11:18) E visto que os perseguidos servos ungidos de Deus, ainda na Terra, são aqui chamados de “nossos irmãos”, é bem provável que essa declaração proceda da mesma fonte. Sem dúvida, esses fiéis podem juntar a sua voz, visto que a sua ressurreição se seguiria logo depois de Satanás e suas hostes demoníacas terem sido expulsos do céu.
19. (a) O término do segredo sagrado de Deus abre caminho para Jesus fazer o quê? (b) O que é indicado por Satanás ser chamado de “acusador dos nossos irmãos”?
19 O término do segredo sagrado de Deus exige que Jesus assuma a autoridade no Reino de Jeová. Assim se abre caminho para Deus executar seu grandioso propósito de libertar a humanidade fiel. Jesus traz a salvação não só aos seus discípulos tementes a Deus, agora na Terra, mas também aos inúmeros milhões de mortos que estão na memória de Deus. (Lucas 21:27, 28) Ser Satanás chamado de “acusador dos nossos irmãos” mostra que, embora as acusações dele contra Jó fossem provadas falsas, ele continuou a questionar a integridade dos servos terrestres de Deus. Evidentemente, repetiu em muitas ocasiões a acusação de que o homem daria tudo em troca da sua alma. Quão miseravelmente Satanás fracassou! — Jó 1:9-11; 2:4, 5.
20. De que modo os cristãos fiéis venceram Satanás?
20 Os cristãos ungidos, considerados justos “por causa do sangue do Cordeiro”, continuam a dar testemunho de Deus e de Jesus Cristo, apesar de perseguições. Já por mais de 120 anos, os da classe de João têm salientado as grandes questões envolvidas no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. (Lucas 21:24, Almeida) E os da grande multidão servem agora lealmente ao seu lado. Nenhum deles é ‘temeroso dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma’, conforme experiências da vida real das Testemunhas de Jeová têm demonstrado vez após vez em nossos dias. Por palavra e por conduta cristã correta, eles venceram Satanás, provando constantemente que este é mentiroso. (Mateus 10:28; Provérbios 27:11; Revelação 7:9) Ao serem ressuscitados para o céu, quão felizes devem sentir-se os cristãos ungidos, visto que Satanás não mais está lá em cima para acusar seus irmãos! De fato, é ocasião para toda a hoste angélica responder alegremente à chamada: “Regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis!”
Um Ai Rival!
21. Como Satanás causou ai à terra e ao mar?
21 Agastado com o terceiro ai, Satanás está agora determinado a afligir a humanidade com o seu próprio tipo de ai. Este é: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” (Revelação 12:12b) A expulsão de Satanás do céu deveras significa ai para a Terra literal, que está sendo arruinada por humanos egoístas sob o controle dele. (Deuteronômio 32:5) Ainda mais, a política de Satanás, de ‘governar ou arruinar’, traz ai à terra simbólica, a estrutura da sociedade humana, bem como ao mar simbólico, a massa turbulenta da própria humanidade. Durante as duas guerras mundiais, a fúria de Satanás se refletiu na fúria das nações sujeitas a ele, e explosões similares de furor demoníaco continuam até o dia de hoje — embora não mais por muito tempo! (Marcos 13:7, 8) Mas, terríveis como sejam os métodos do Diabo, nunca chegarão perto do efeito desastroso que o terceiro ai — a ação do Reino de Deus — terá sobre a organização visível de Satanás!
22, 23. (a) O que João diz que acontece depois de o dragão ser lançado para baixo à Terra? (b) Como é possível que o dragão persiga ‘a mulher que dera à luz o filho varão’?
22 Desde a expulsão catastrófica de Satanás, os irmãos de Cristo ainda na Terra têm suportado o grosso da fúria dele. João relata: “Ora, quando o dragão se viu lançado à terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão. Mas, deram-se à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse ao ermo, para o seu lugar; ali é que ela é alimentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, longe da face da serpente.” — Revelação 12:13, 14.
23 Nesse ponto, a visão prossegue com a ideia expressa no versículo 6, o qual diz que, depois do nascimento do seu filho, a mulher foge para o ermo, para longe do dragão. Talvez nos perguntemos como é que o dragão pode perseguir a mulher, visto que ela está no céu e agora o dragão já foi lançado para baixo à Terra. Pois bem, lembre-se de que a mulher tem filhos aqui na Terra, sua semente. Mais adiante nesta visão, somos informados de que Satanás expressa seu furor contra a mulher por perseguir a semente dela. (Revelação 12:17) O que acontece com a semente da mulher aqui na Terra pode ser considerado como acontecendo à própria mulher. (Veja Mateus 25:40.) E o crescente número de companheiros da semente, aqui na Terra, também sofreriam essas perseguições.
Uma Nova Nação
24. Que experiência os Estudantes da Bíblia tiveram, similar à da libertação dos israelitas do Egito?
24 Enquanto se travava a Primeira Guerra Mundial, os irmãos de Jesus continuaram fielmente com o seu testemunho na medida do possível. Fizeram isso em face de oposição intensificada de Satanás e de seus ferozes apoiadores. Por fim, o testemunho público dos Estudantes da Bíblia foi praticamente interrompido. (Revelação 11:7-10) Isso se deu quando passaram por uma experiência bastante similar à dos israelitas no Egito, que também perseveraram sob grande opressão. Foi então que Jeová os levou depressa, como que sobre asas de águias, à segurança no deserto de Sinai. (Êxodo 19:1-4) Do mesmo modo, depois da amarga perseguição de 1918-19, Jeová libertou suas testemunhas, representativas de sua mulher, para uma situação espiritual que para elas era tão segura como o deserto foi para os israelitas. Isto se deu em resposta às orações delas. — Veja Salmo 55:6-9.
25. (a) O que Jeová constituiu em 1919, assim como constituiu os israelitas em nação, no ermo? (b) Quem compõe esta nação e a que condição foram levados?
25 No ermo, Jeová constituiu os israelitas em nação, fazendo provisões espirituais e físicas para eles. De maneira similar, a partir de 1919, Jeová constituiu a semente da mulher em nação espiritual. Esta não deve ser confundida com o Reino messiânico que tem governado desde os céus a partir de 1914. Antes, esta nova nação compõe-se do restante das testemunhas ungidas na Terra, as quais em 1919 foram levadas a um glorioso estado espiritual. Sendo então providas com “a sua medida de mantimentos no tempo devido”, elas estavam fortalecidas para a obra que as aguardava. — Lucas 12:42; Isaías 66:8.
26. (a) Que duração tem o período mencionado em Revelação 12:6, 14? (b) Qual era o objetivo do período de três tempos e meio, quando começou e quando findou?
26 Quanto tempo durou esse alívio para a semente da mulher de Deus? Revelação 12:6 diz que foi por 1.260 dias. Revelação 12:14 chama esse período de um tempo, tempos e metade de um tempo; em outras palavras, três tempos e meio. De fato, ambas as expressões representam três anos e meio, estendendo-se, no Hemisfério Norte, da primavera de 1919 ao outono de 1922. Foi um período de recuperação e de reorganização animadoras para os da classe restaurada de João.
27. (a) Segundo o relato de João, o que o dragão fez depois de 1922? (b) Qual era o objetivo de Satanás ao expelir uma onda de perseguição contra as Testemunhas?
27 O dragão não desistiu! “E a serpente expeliu da sua boca água como um rio atrás da mulher, para que se afogasse no rio.” (Revelação 12:15) O que se quer dizer com “água como um rio”, ou “torrentes de água”? (Huberto Rohden) O antigo Rei Davi chamava os homens iníquos que se lhe opunham de “enxurradas de homens imprestáveis” [“torrentes dos inúteis”, Young]. (Salmo 18:4, 5, 16, 17) O que Satanás lança agora é também uma perseguição por “homens imprestáveis” ou inúteis. Depois de 1922, Satanás expeliu uma onda de perseguição contra as Testemunhas. (Mateus 24:9-13) Esta passou a incluir violência física, ‘forjar a desgraça por meio de decreto’, encarceramentos e até mesmo execuções por enforcamento, fuzilamento e decapitação. (Salmo 94:20) O vil Satanás, não tendo mais acesso direto à mulher celestial de Deus, empenhava-se furiosamente a atacar os da sua semente remanescente na Terra e a destruí-los, quer diretamente, quer por fazê-los perder o favor de Deus por violarem sua integridade. Mas a determinação deles mostrou ser igual à de Jó: “Até eu expirar não removerei de mim a minha integridade!” — Jó 27:5.
28. Que auge a onda de perseguição atingiu durante a Segunda Guerra Mundial?
28 Esta feroz onda de perseguição atingiu o auge durante a Segunda Guerra Mundial. Na Europa, umas 12.000 Testemunhas de Jeová foram encarceradas em campos de concentração e prisões nazistas, e cerca de 2.000 delas morreram. Sob os comandantes militares que governavam a Coreia, Taiwan, a Itália e o Japão, Testemunhas de Jeová fiéis sofreram um similar tratamento cruel. Até mesmo nos chamados países democráticos, as Testemunhas de Jeová foram atacadas por grupos de Ação Católica, foram cobertas de alcatrão e penas, e expulsas de cidades. Assembleias cristãs foram dissolvidas à força, e filhos de Testemunhas de Jeová foram expulsos da escola.
29. (a) Como João descreve o alívio vindo duma fonte inesperada? (b) Em que sentido é que “a terra veio em ajuda da mulher”? (c) O que o dragão tem continuado a fazer?
29 O alívio veio duma fonte inesperada: “Mas a terra veio em ajuda da mulher, e a terra abriu a sua boca e tragou o rio que o dragão lançou da sua boca. E o dragão ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” (Revelação 12:16, 17) “A terra” — elementos dentro do próprio sistema de coisas de Satanás — começou a tragar “o rio” ou a ‘enxurrada’. Nos anos 40, as Testemunhas de Jeová obtiveram uma série de decisões favoráveis na Suprema Corte dos Estados Unidos, e de poderes governantes em alguns outros países, as quais defendiam a liberdade de adoração. Por fim, as nações aliadas tragaram o rolo compressor nazifascista, para o alívio das Testemunhas de Jeová que haviam sofrido sob ditaduras cruéis. As perseguições não pararam totalmente, porque a fúria do dragão tem continuado até hoje, e ele prossegue com a guerra contra aqueles que “têm a obra de dar testemunho de Jesus”. Em muitas terras, Testemunhas de Jeová leais ainda estão na prisão, e algumas ainda morrem por causa da sua integridade. Mas, em algumas dessas terras, as autoridades de vez em quando afrouxam a pressão, e as Testemunhas de Jeová usufruem uma medida maior de liberdade.c Assim, em cumprimento da profecia, a terra continua a tragar o rio de perseguição.
30. (a) A terra proveu alívio suficiente para permitir o quê? (b) Em que resulta a integridade do povo de Deus?
30 Assim, a terra proveu alívio suficiente para permitir que a obra de Deus se espalhasse a umas 235 terras e produzisse mais de seis milhões de fiéis pregadores das boas novas. Junto com os remanescentes da semente da mulher há uma grande multidão internacional de novos crentes observando os mandamentos de Deus quanto a se manter separados do mundo, moralmente limpos, e amar os irmãos, e eles dão testemunho do Reino messiânico. Sua integridade responde ao desafio vituperante de Satanás, e pressagia o fim de Satanás e de seu sistema de coisas. — Provérbios 27:11.
[Nota(s) de rodapé]
a Compare isso com as 12 tribos do Israel carnal, os 12 apóstolos, as 12 tribos do Israel espiritual, os 12 portões, os 12 anjos e as 12 pedras de alicerce da Nova Jerusalém. — Revelação 21:12-14.
b Note, porém, que Revelação 12:9 menciona “o grande dragão . . . e os seus anjos”. De modo que o Diabo não só se constitui em deus de imitação, mas também procura tornar-se arcanjo, embora a Bíblia nunca lhe dê esse título.
c Em diversos países, os tribunais de maior instância têm provido alívio para as Testemunhas de Jeová; algumas destas decisões são mencionadas no quadro da página 92.
[Quadro na página 185]
“A Terra Abriu a Sua Boca”
A torrente de perseguição provocada por Satanás tem sido lançada em muitas terras contra os cristãos ungidos e seus companheiros. Muitas vezes, porém, acontecimentos dentro do próprio sistema de coisas de Satanás têm resultado em essa torrente ser tragada.
A onda de ataques violentos por turbas e de encarceramentos nos Estados Unidos foi na maior parte tragada pelos acórdãos favoráveis da Suprema Corte nos anos 40.
1945: A feroz perseguição em países controlados pela Alemanha e pelo Japão foi interrompida pelas vitórias dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.
Quando se impôs uma proscrição às Testemunhas de Jeová na República Dominicana, as Testemunhas foram encarceradas, açoitadas e espancadas com coronhas de fuzis. Em 1960, uma desavença entre o ditador Rafael Trujillo e a Igreja Católica Romana levou à anulação da proscrição das Testemunhas de Jeová.
Fuzilamentos, queimas, estupros, espancamentos, torturas e matança de Testemunhas de Jeová durante a guerra civil na Nigéria acabaram em 1970 quando as forças do governo conquistaram a província separatista em que essas coisas aconteciam.
Na Espanha, lares foram invadidos, e cristãos foram multados e encarcerados pelo “crime” de falar sobre Deus e realizar reuniões cristãs. Essa perseguição por fim acabou em 1970 quando, em resultado da mudança da política do governo para com as religiões não católicas, permitiu-se que as Testemunhas de Jeová fossem registradas legalmente.
Em Portugal, centenas de lares foram revistados sem mandado de busca. Testemunhas de Jeová foram fisicamente feridas e lançadas na prisão, e suas Bíblias foram confiscadas. Esse terrorismo foi ‘tragado’ em 1974, quando uma revolução militar resultou numa mudança de governo e numa lei concedendo liberdade de reunião.
Na Argentina, sob um governo militar, filhos de Testemunhas de Jeová foram expulsos da escola, e Testemunhas de Jeová em todo o país foram presas por pregar as boas novas. Essa perseguição, por fim, acabou em 1984, quando o então existente governo reconheceu legalmente a Associação das Testemunhas de Jeová.
[Tabela na página 183]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
1914 Nascimento do Reino
1919 Nascimento da nova nação
1919-1922 Período de recuperação
1922- Onda de perseguição
[Fotos na página 182]
Ai da terra
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Contenda com dois animais ferozesRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 28
Contenda com dois animais ferozes
Visão 8 — Revelação 13:1-18
Assunto: A fera de sete cabeças, a fera de dois chifres e a imagem da fera
Tempo do cumprimento: Desde os dias de Ninrode até a grande tribulação
1, 2. (a) O que João diz a respeito do dragão? (b) Como João descreve, em linguagem simbólica, uma organização visível usada pelo dragão?
O GRANDE dragão foi lançado para baixo à Terra! Nosso estudo de Revelação torna claro que a Serpente e seus seguidores demoníacos nunca mais terão permissão de voltar para o céu. Mas ainda não terminamos com o assunto do “chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada”. O relato identifica a seguir em mais pormenores os meios usados por Satanás para lutar contra ‘a mulher e sua semente’. (Revelação 12:9, 17) João diz a respeito desse dragão serpentino: “E ficou parado na areia do mar.” (Revelação 13:1a) Portanto, detenhamo-nos para examinar os meios de operação do dragão.
2 Os santos céus não são mais afligidos pela presença de Satanás e seus demônios. Esses espíritos iníquos foram expulsos do céu e confinados na vizinhança da Terra. Isso, sem dúvida, explica o enorme aumento de práticas espíritas na atualidade. A astuta Serpente ainda mantém uma organização espiritual corrupta. Mas ela usa também uma organização visível para desencaminhar a humanidade? João informa-nos: “E eu vi ascender do mar uma fera, com dez chifres e sete cabeças, e nos seus chifres, dez diademas, mas nas suas cabeças, nomes blasfemos. Ora, a fera que vi era semelhante a um leopardo, mas os seus pés eram como os dum urso, e a sua boca era como a boca dum leão. E o dragão deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade.” — Revelação 13:1b, 2.
3. (a) Que animais ferozes o profeta Daniel viu em visões? (b) O que representavam os animais gigantescos de Daniel 7?
3 O que é essa fera grotesca? A própria Bíblia fornece a resposta. Antes da queda de Babilônia, em 539 AEC, o profeta judeu Daniel teve visões envolvendo animais ferozes. Em Daniel 7:2-8, ele descreve quatro animais subindo do mar, o primeiro parecendo um leão, o segundo, um urso, o terceiro, um leopardo, e, “eis aqui um quarto animal, atemorizante e terrível, e extraordinariamente forte . . . e tinha dez chifres”. Isso tem notável semelhança com a fera vista por João por volta do ano 96 EC. Esta fera também tem características de leão, de urso e de leopardo, e tem dez chifres. Qual é a identidade dos animais gigantescos vistos por Daniel? Ele nos informa: “Estes animais gigantescos . . . são quatro reis que se erguerão da terra.” (Daniel 7:17) Sim, esses animais representam “reis”, ou potências políticas da Terra.
4. (a) Em Daniel 8, o que retratavam o carneiro e o bode? (b) O que se indicava quando o grande chifre do bode foi quebrado e sucedido por quatro chifres?
4 Em outra visão, Daniel vê um carneiro de dois chifres, que é derrubado por um bode que tem um grande chifre. O anjo Gabriel explica-lhe o que isso significa: “O carneiro . . . representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia.” Gabriel continua a profetizar que o grande chifre do bode seria quebrado e sucedido por quatro chifres. Isso aconteceu na realidade mais de 200 anos depois, quando Alexandre Magno (ou: o Grande), faleceu e seu reino foi dividido em quatro reinos, governados por quatro dos seus generais. — Daniel 8:3-8, 20-25.a
5. (a) Que conotações tem a palavra grega para fera? (b) O que a fera de Revelação 13:1, 2, junto com as suas sete cabeças, representa?
5 Torna-se assim claro que o Autor da Bíblia inspirada considera as potências políticas da Terra como animais. Que espécie de animais? Um comentarista chama a fera de Revelação 13:1, 2 de “bruta”, e acrescenta: “Aceitamos todas as conotações que θηρίον [the·rí·on, palavra grega para “fera”, “animal”] transmite, tais como a de um monstro cruel, destrutivo, medonho, voraz, etc.”b Quão bem isso descreve o sistema político manchado de sangue, por meio do qual Satanás tem dominado a humanidade! As sete cabeças desta fera representam seis das principais potências mundiais apresentadas na história bíblica até os dias de João — Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma — e uma sétima potência mundial profetizada a aparecer mais tarde. — Veja Revelação 17:9, 10.
6. (a) Em que as sete cabeças da fera tomaram a dianteira? (b) Como Roma foi usada por Jeová para executar no sistema judaico de coisas o próprio julgamento Dele, e como os cristãos em Jerusalém se saíram?
6 É verdade que tem havido outras potências mundiais na história, além dessas sete — assim como a fera vista por João se compunha dum corpo, bem como de sete cabeças e dez chifres. Mas as sete cabeças representam as sete potências principais que, cada uma por sua vez, tomaram a dianteira em oprimir o povo de Deus. Em 33 EC, enquanto Roma estava em ascensão, Satanás usou esta cabeça da fera para matar o Filho de Deus. Naquele tempo, Deus abandonou o sistema judaico, que não tinha fé, e, mais tarde, em 70 EC, permitiu que Roma executasse naquela nação o julgamento Dele. Felizmente, o verdadeiro Israel de Deus, a congregação dos cristãos ungidos, havia sido advertido de antemão, e aqueles que estavam em Jerusalém e na Judeia haviam fugido para a segurança encontrada além do rio Jordão. — Mateus 24:15, 16; Gálatas 6:16.
7. (a) O que estava para acontecer quando chegasse a terminação do sistema de coisas e começasse o dia do Senhor? (b) O que mostrou ser a sétima cabeça da fera de Revelação 13:1, 2?
7 Por volta do fim do primeiro século EC, porém, muitos naquela primitiva congregação haviam apostatado da verdade, e o verdadeiro trigo cristão, “os filhos do reino”, havia sido na maior parte sufocado pelo joio, “os filhos do iníquo”. Mas, quando chegou a terminação do sistema de coisas, surgiram novamente cristãos ungidos como grupo organizado. Durante o dia do Senhor, os justos haviam de ‘brilhar tão claramente como o sol’. Portanto, a congregação cristã foi organizada para trabalho. (Mateus 13:24-30, 36-43) Nesse tempo, já não existia mais o Império Romano. O enorme Império Britânico, junto com os poderosos Estados Unidos da América, ocupavam o centro do cenário mundial. Esta potência mundial dupla mostrou ser a sétima cabeça da fera.
8. Por que não deve ser chocante que a potência mundial dupla, anglo-americana, seja comparada a uma fera?
8 Não é chocante identificar as potências políticas governantes com uma fera? Isso foi o que alguns opositores afirmavam durante a Segunda Guerra Mundial, quando se questionava a posição das Testemunhas de Jeová como organização e como indivíduos, em tribunais em todo o mundo. Mas pare e pense um pouco! Não adotam as próprias nações certos animais ou criaturas selváticas como seus símbolos nacionais? Por exemplo, há o leão britânico, a águia americana e o dragão chinês. Então, por que deveria alguém objetar a que o Autor divino da Bíblia Sagrada também use animais para simbolizar potências mundiais?
9. (a) Por que ninguém deveria objetar a que a Bíblia diga que Satanás deu à fera sua grande autoridade? (b) Como Satanás é descrito na Bíblia, e como ele influencia os governos?
9 Além disso, por que deveria alguém objetar a que a Bíblia diga que é Satanás quem dá à fera a grande autoridade dela? A Fonte desta declaração é Deus, e perante ele ‘as nações são como uma gota dum balde e como camada fina de pó’. Seria melhor que essas nações granjeassem o favor de Deus, do que ofender-se com o modo que a Palavra profética Dele as descreve. (Isaías 40:15, 17; Salmo 2:10-12) Satanás não é uma pessoa mítica, designada para atormentar almas de falecidos num inferno de fogo. Não existe tal lugar. Antes, Satanás é descrito nas Escrituras como “anjo de luz” — mestre da impostura, que exerce forte influência nos assuntos políticos em geral. — 2 Coríntios 11:3, 14, 15; Efésios 6:11-18.
10. (a) O que denota cada um dos dez chifres ter um diadema? (b) O que os dez chifres e os dez diademas simbolizam?
10 A fera tem dez chifres nas suas sete cabeças. Talvez quatro cabeças tivessem um chifre cada uma e três cabeças tivessem dois cada uma. Além disso, ela tem dez diademas nos seus chifres. No livro de Daniel descrevem-se animais terríveis, e o número de seus chifres deve ser interpretado literalmente. Por exemplo, os dois chifres num carneiro representavam um império mundial composto de dois associados, a Média e a Pérsia, ao passo que os quatro chifres num bode representavam os quatro impérios coexistentes que surgiram do império grego de Alexandre Magno. (Daniel 8:3, 8, 20-22) Entretanto, na fera vista por João, serem os chifres dez em número parece ser simbólico. (Veja Daniel 7:24; Revelação 17:12.) Eles representam a totalidade dos estados soberanos que constituem a inteira organização política de Satanás. Todos esses chifres são violentos e agressivos, mas, conforme indicado pelas sete cabeças, a chefia cabe apenas a uma só potência mundial por vez. De modo similar, os dez diademas indicam que todos os estados soberanos exerceriam poder governante simultaneamente com o estado dominante, ou potência mundial, da época.
11. O que é indicado por ter a fera ‘nomes blasfemos nas suas cabeças’?
11 A fera tem ‘nas suas cabeças nomes blasfemos’, fazendo afirmações a respeito de si mesma que mostram grande desrespeito por Jeová Deus e por Cristo Jesus. Tem usado os nomes de Deus e de Cristo como fachada para atingir fins políticos; e tem cooperado com a religião falsa, permitindo até mesmo que clérigos participem nos seus processos políticos. Por exemplo, a Câmara dos Lordes, na Inglaterra, inclui os bispos. Cardeais católicos têm desempenhado importantes funções políticas na França e na Itália, e, mais recentemente, sacerdotes têm ocupado cargos políticos na América Latina. Os governos imprimem lemas religiosos, tais como “NÓS CONFIAMOS EM DEUS” no seu papel-moeda, e reivindicam nas suas moedas a aprovação divina para os seus governantes, declarando, por exemplo, que estes são designados “pela graça de Deus”. Tudo isso, na realidade, é blasfemo, porque tenta envolver Deus na suja arena política nacionalista.
12. (a) O que é indicado por a fera sair “do mar”, e quando começou a emergir? (b) O que é indicado pelo fato de o dragão dar à fera simbólica a grande autoridade dela?
12 A fera sai “do mar”, o qual é símbolo apropriado das turbulentas massas que dão origem aos governos humanos. (Isaías 17:12, 13) Esta fera começou a emergir do mar da turbulenta humanidade lá nos dias de Ninrode (por volta do século 21 AEC), quando o sistema de coisas pós-diluviano, oposto a Jeová, se manifestou pela primeira vez. (Gênesis 10:8-12; 11:1-9) Mas foi somente no dia do Senhor que a última das suas sete cabeças se manifestou plenamente. Note, também, que é o dragão que “deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade”. (Veja Lucas 4:6.) A fera é a criação política de Satanás nas massas da humanidade. Satanás é realmente “o governante deste mundo”. — João 12:31.
O Golpe Mortal
13. (a) Que calamidade sobrevém à fera logo cedo no dia do Senhor? (b) Como a fera inteira sofreu quando uma cabeça recebeu um golpe mortal?
13 Logo cedo no dia do Senhor, sobrevém uma calamidade à fera. João relata: “E eu vi uma das suas cabeças como que abatida até a morte, mas o golpe mortal que sofreu foi curado, e toda a terra seguia a fera com admiração.” (Revelação 13:3) Esse versículo diz que uma das cabeças da fera recebeu um golpe mortal, mas o versículo 12 fala como se a fera inteira tivesse sofrido. Por que se dá isso? Pois bem, as cabeças da fera não ascenderam simultaneamente. Cada uma, por sua vez, tem exercido domínio sobre a humanidade, especialmente sobre o povo de Deus. (Revelação 17:10) De modo que, quando começa o dia do Senhor, há apenas uma cabeça, a sétima, atuando como potência mundial dominante. Um golpe mortal nessa cabeça causa grande aflição à fera inteira.
14. Quando foi dado o golpe mortal, e como um oficial militar descreveu o efeito disso sobre a fera de Satanás?
14 O que era o golpe mortal? Mais adiante, é chamado de golpe de espada, e uma espada é símbolo de guerra. Esse golpe de espada, dado logo cedo no dia do Senhor, deve estar relacionado com a Primeira Guerra Mundial, que devastou e esgotou a fera política de Satanás. (Revelação 6:4, 8; 13:14) O autor Maurice Genevoix, que havia sido oficial militar durante aquela guerra, disse sobre ela: “Todos concordam em reconhecer que, em toda a história da humanidade, poucas datas tiveram a importância de 2 de agosto de 1914. Primeiro a Europa, e logo depois quase toda a humanidade viu-se mergulhada num horrendo evento. Costumes, acordos, leis de moral, todos os alicerces estremeceram; de um dia para o outro, tudo foi posto em dúvida. Este evento havia de exceder tanto as premonições instintivas como as expectativas razoáveis. Atroz, caótico, monstruoso, ainda nos arrasta na sua esteira.” — Maurice Genevoix, membro da Academia Francesa, citado no livro Promise of Greatness (Promessa de Grandeza; 1968).
15. Como a sétima cabeça da fera recebeu seu golpe mortal?
15 Para a sétima cabeça dominante da fera, essa guerra foi uma enorme calamidade. Junto com outras nações europeias, a Grã-Bretanha perdeu seus jovens em números traumáticos. Numa única batalha, a Batalha do Somme, em 1916, houve 420.000 baixas entre os britânicos, além de umas 194.000 entre os franceses e 440.000 entre os alemães — mais de um milhão de baixas! Também economicamente, a Grã-Bretanha — junto com o restante da Europa — foi arruinada. O enorme Império Britânico cambaleou sob o golpe, e nunca se restabeleceu plenamente. De fato, aquela guerra, na qual participaram 28 nações de destaque, fez o mundo todo cambalear como que atingido por um golpe mortal. Em 4 de agosto de 1979, apenas 65 anos depois do irrompimento da Primeira Guerra Mundial, The Economist, de Londres, Inglaterra, comentou: “Em 1914, o mundo perdeu a coerência que nunca mais conseguiu recuperar desde então.”
16. Durante a Primeira Guerra Mundial, como os Estados Unidos mostraram que faziam parte duma potência mundial dupla?
16 Ao mesmo tempo, a Grande Guerra, como então era chamada, abriu o caminho para os Estados Unidos emergirem nitidamente como parte da Potência Mundial Anglo-Americana. Durante os primeiros anos de guerra, a opinião pública manteve os Estados Unidos fora do conflito. Mas, conforme escreveu o historiador Esmé Wingfield-Stratford, “tudo era uma questão de se, nesta hora de suprema crise, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos enterrariam as suas diferenças no reconhecimento da [sua] sobrepujante união e do fideicomisso comum”. Conforme os eventos mostraram, fizeram isso. Em 1917, os Estados Unidos contribuíram com os seus recursos e seu potencial humano para redobrar os esforços de guerra dos Aliados cambaleantes. Assim, a sétima cabeça, o conjunto Grã-Bretanha e Estados Unidos, saiu dela como o lado vencedor.
17. O que aconteceu ao sistema terrestre de Satanás depois da guerra?
17 O mundo depois da guerra era enormemente diferente. O sistema terrestre de Satanás, embora devastado pelo golpe mortal, reviveu e tornou-se mais poderoso do que nunca, e assim granjeou a admiração dos homens por causa de sua capacidade de se recuperar.
18. Como se pode dizer que a humanidade em geral ‘tem seguido a fera com admiração’?
18 O historiador Charles L. Mee Jr. escreve: “O colapso da velha ordem [causado pela Primeira Guerra Mundial] era um prelúdio necessário para a propagação da autonomia, para a libertação de novas nações e classes, para a introdução de liberdade e independências novas.” Quem liderava o desenvolvimento desta era do após-guerra era a sétima cabeça da fera, agora curada, assumindo os Estados Unidos da América o papel dominante. A potência mundial dupla tomou a dianteira na promoção tanto da Liga das Nações como das Nações Unidas. Até 2005, o poder político dos Estados Unidos havia liderado as nações mais privilegiadas em criar um nível de vida superior, em combater as doenças e em promover a tecnologia. Até mesmo colocou 12 homens na lua. Portanto, não é de admirar que a humanidade em geral tenha ‘seguido a fera com admiração’.
19. (a) Em que sentido a humanidade tem ido até mesmo além de admirar a fera? (b) Quem exerce autoridade indisputada sobre todos os reinos da Terra, e como sabemos isso? (c) Como Satanás delega autoridade à fera, e com que efeito sobre a maioria das pessoas?
19 A humanidade tem ido até mesmo além de apenas admirar a fera, conforme João declara a seguir: “E adoravam o dragão porque dera a autoridade à fera, e adoravam a fera com as palavras: ‘Quem é semelhante à fera e quem pode batalhar contra ela?’” (Revelação 13:4) Enquanto Jesus estava aqui na Terra, Satanás afirmava ter autoridade sobre todos os reinos da Terra. Jesus não contestou isso; de fato, ele mesmo chamou a Satanás de o governante do mundo e negou-se a participar na política daquele tempo. João escreveu mais tarde sobre os verdadeiros cristãos: “Sabemos que nos originamos de Deus, mas o mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19; Lucas 4:5-8; João 6:15; 14:30) Satanás delega autoridade à fera e faz isso em base nacionalista. Assim, em vez de a humanidade estar unida num vínculo de amor piedoso, ela está dividida pelo orgulho de tribo, raça e nação. A grande maioria das pessoas, na realidade, adora a parte da fera que exerce autoridade no país em que elas moram. Desse modo, toda a fera obtém admiração e adoração.
20. (a) Em que sentido as pessoas adoram a fera? (b) Por que é que os cristãos que adoram a Jeová Deus não participam nessa adoração da fera, e o exemplo de quem seguem?
20 Adoração em que sentido? No sentido de colocar o amor ao país à frente do amor a Deus. A maioria ama o seu país natal. Os verdadeiros cristãos, como bons cidadãos, também respeitam os governantes e os emblemas do país em que moram, obedecem às leis e fazem uma contribuição positiva para o bem-estar da sua comunidade e de seus vizinhos. (Romanos 13:1-7; 1 Pedro 2:13-17) No entanto, não podem dar devoção cega a um país em detrimento de todos os outros. “Nossa pátria! . . . com razão ou não, é sempre a nossa pátria”, não é ensino cristão. Portanto, os cristãos que adoram a Jeová Deus não podem participar em dar orgulhosa adoração patriótica a qualquer parte da fera, porque isto significaria adorar o dragão — a fonte da autoridade da fera. Não podem perguntar admirados: “Quem é semelhante à fera?” Antes, seguem o exemplo de Miguel — nome que significa “Quem É Semelhante a Deus?” — ao passo que defendem a soberania universal de Jeová. No tempo designado de Deus, esse Miguel, Cristo Jesus, batalhará com a fera e a vencerá, assim como ele triunfou ao expulsar Satanás do céu. — Revelação 12:7-9; 19:11, 19-21.
Travar Guerra Contra os Santos
21. Como João descreve a manipulação da fera por Satanás?
21 O astuto Satanás tinha planos para manipular a fera para os seus próprios fins. João explica isso: “E foi-lhe [à fera de sete cabeças] dada uma boca que falava grandes coisas e blasfêmias, e foi-lhe dada autoridade para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e da sua residência, mesmo dos que residem no céu. E foi-lhe concedido travar guerra com os santos e vencê-los, e foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua, e nação. E todos os que moram na terra a adorarão; o nome de nem sequer um deles está inscrito no rolo da vida do Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo.” — Revelação 13:5-8.
22. (a) A que período se referem os 42 meses? (b) Durante os 42 meses, como os cristãos ungidos foram ‘vencidos’?
22 Os 42 meses mencionados aqui parecem corresponder aos três anos e meio, nos quais os santos são hostilizados por um chifre que surge de um dos animais da profecia de Daniel. (Daniel 7:23-25; veja também Revelação 11:1-4.) Assim, desde o fim de 1914 até 1918, enquanto as nações em guerra literalmente se dilaceravam umas às outras como feras, cidadãos dessas nações eram pressionados a adorar a fera, a participar na religião do nacionalismo e até mesmo a estar prontos para morrer pelo país. Essa pressão levou a um intenso sofrimento por parte de muitos dos ungidos, os quais achavam que sua obediência pertencia em primeiro lugar a Jeová Deus, e ao Filho dele, Cristo Jesus. (Atos 5:29) As provações deles atingiram o auge em junho de 1918, quando foram ‘vencidos’. Nos Estados Unidos, funcionários de destaque e outros representantes da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) foram erroneamente encarcerados, e a pregação organizada dos seus irmãos cristãos foi grandemente impedida. A fera, tendo autoridade “sobre toda tribo, e povo, e língua, e nação”, oprimiu a obra de Deus em todo o mundo.
23. (a) O que é o “rolo da vida do Cordeiro”, e o que tem avançado desde 1918 para a sua conclusão? (b) Por que era apenas vã qualquer aparente vitória da organização visível de Satanás sobre “os santos”?
23 Isto parecia ser uma vitória para Satanás e sua organização. Mas não podia trazer-lhes benefícios a longo prazo, visto que ninguém na organização visível de Satanás tinha o nome inscrito no “rolo da vida do Cordeiro”. Em sentido figurativo, esse rolo contém o nome daqueles que governarão com Jesus no Reino celestial dele. Os primeiros nomes foram inscritos nele no Pentecostes de 33 EC. E nos anos desde então, mais e mais nomes foram acrescentados. Desde 1918, a selagem dos remanescentes dos 144.000 herdeiros do Reino tem avançado para a sua conclusão. Em breve, os nomes de todos eles serão indelevelmente inscritos no rolo da vida do Cordeiro. Quanto aos opositores que adoram a fera, nenhum deles terá seu nome inscrito nesse rolo. Portanto, qualquer aparente vitória que esses tenham sobre “os santos” é vã, sendo apenas temporária.
24. O que João convida aqueles que têm discernimento a ouvir, e o que as palavras ouvidas significam para o povo de Deus?
24 João convida agora aqueles que têm discernimento a ouvir bem: “Se alguém tiver ouvido, ouça.” Depois prossegue, dizendo: “Se alguém é destinado ao cativeiro, ele vai ao cativeiro. Se alguém matar com a espada, terá de ser morto com a espada. Aqui é que significa a perseverança e a fé dos santos.” (Revelação 13:9, 10) Jeremias escreveu palavras bastante similares nos anos que precederam a 607 AEC, para mostrar que não havia cancelamento dos julgamentos de Jeová referentes à infiel cidade de Jerusalém. (Jeremias 15:2; veja também Jeremias 43:11; Zacarias 11:9.) No tempo em que sofreu grande provação, Jesus tornou claro que seus seguidores não deviam transigir, ao dizer: “Todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mateus 26:52) De modo similar, agora, no dia do Senhor, os do povo de Deus têm de se apegar a princípios bíblicos. Não haverá escape de última hora para os impenitentes que adoram a fera. Todos nós precisaremos ter perseverança, junto com fé inabalável, para sobreviver às perseguições e às provações que hão de sobrevir. — Hebreus 10:36-39; 11:6.
A Fera de Dois Chifres
25. (a) Como João descreve outra fera simbólica que surge no cenário do mundo? (b) O que é indicado pelos dois chifres da nova fera e por ela ascender da terra?
25 Mas agora surge outra fera no cenário do mundo. João relata: “E eu vi outra fera ascender da terra, e ela tinha dois chifres semelhantes aos dum cordeiro, mas começou a falar como dragão. E exerce toda a autoridade da primeira fera à vista dela. E ela faz a terra e os que moram nela adorar a primeira fera, cujo golpe mortal ficou curado. E ela realiza grandes sinais, para fazer até mesmo fogo descer do céu para a terra à vista da humanidade.” (Revelação 13:11-13) Esta fera tem dois chifres, indicando a associação de duas potências políticas. E ela é descrita como ascendendo da terra, não do mar. Portanto, ela sai do já estabelecido sistema terrestre de coisas de Satanás. Tem de ser uma potência mundial, já existente, que assume um papel significativo no dia do Senhor.
26. (a) O que é a fera de dois chifres, e que relação tem com a fera original? (b) Em que sentido os chifres da fera de dois chifres são semelhantes aos dum cordeiro, e de que modo é “como dragão” quando fala? (c) O que os nacionalistas realmente adoram, e a que tem sido comparado o nacionalismo? (Veja a nota.)
26 De que se trata? Da Potência Mundial Anglo-Americana — a mesma que a sétima cabeça da primeira fera, mas num papel especial! Ser ela isolada na visão como uma fera separada, ajuda-nos a compreender de modo mais claro como age independentemente no cenário do mundo. Essa figurativa fera de dois chifres compõe-se de duas potências políticas coexistentes, independentes, mas colaboradoras. Seus dois chifres “semelhantes aos dum cordeiro” sugerem que ela se dá ares de ser branda e inofensiva, com uma forma esclarecida de governo, para o qual o mundo todo se deveria voltar. Mas fala “como dragão”, por usar de pressão e de ameaças, e até mesmo de real violência, onde quer que sua versão de governo não seja aceita. Não tem incentivado a submissão ao Reino de Deus sob o domínio do Cordeiro de Deus, mas sim a submissão aos interesses de Satanás, o grande dragão. Tem promovido divisões e ódios nacionalistas, que importam em adorar a primeira fera.c
27. (a) Que atitude da fera de dois chifres é indicada pelo fato de que ela faz fogo descer do céu? (b) Como muitos encaram o equivalente moderno da fera de dois chifres?
27 Essa fera de dois chifres realiza grandes sinais, até mesmo fazendo fogo descer do céu. (Veja Mateus 7:21-23.) Esse último sinal nos lembra Elias, antigo profeta de Deus, que se empenhou numa disputa com os profetas de Baal. Quando ele, com bom êxito, invocou a descida de fogo do céu, em nome de Jeová, isso provou além de dúvida que era profeta verdadeiro e que os profetas de Baal eram falsos. (1 Reis 18:21-40) Igual àqueles profetas de Baal, a fera de dois chifres acha que tem credenciais adequadas como profeta. (Revelação 13:14, 15; 19:20) Ora, ela afirma ter derrotado as forças do mal em duas guerras mundiais e venceu o chamado comunismo ateu! De fato, muitos encaram o equivalente moderno da fera de dois chifres como guardião da liberdade e como fonte de boas coisas materiais.
A Imagem da Fera
28. Como João mostra que a fera de dois chifres não é tão inocente como seus chifres de cordeiro dariam a entender?
28 É essa fera de dois chifres tão inocente como seus chifres de cordeiro dariam a entender? João prossegue, dizendo: “E desencaminha os que moram na terra, por causa dos sinais que lhe foi concedido realizar à vista da fera, ao passo que diz aos que moram na terra que façam uma imagem da fera que sofrera o golpe de espada e ainda assim reviveu. E foi-lhe concedido dar fôlego à imagem da fera, de modo que a imagem da fera falasse e fizesse matar a todos os que de modo algum adorassem a imagem da fera.” — Revelação 13:14, 15.
29. (a) Qual é o objetivo da imagem da fera, e quando se construiu esta imagem? (b) Por que essa imagem da fera não é uma estátua sem vida?
29 O que é essa “imagem da fera”, e qual é seu objetivo? O objetivo é promover a adoração da fera de sete cabeças, de que é imagem, e assim, na realidade, perpetuar a existência da fera. Essa imagem é construída depois de a fera de sete cabeças se recuperar do golpe de espada que recebeu, quer dizer, depois do fim da Primeira Guerra Mundial. Não se trata duma estátua sem vida, tal como a erigida por Nabucodonosor na planície de Dura. (Daniel 3:1) A fera de dois chifres sopra vida nessa imagem, para que a imagem possa viver e desempenhar um papel na história mundial.
30, 31. (a) Os fatos da história identificam esta imagem como o quê? (b) Foi alguém morto por se negar a adorar esta imagem? Queira explicar isso.
30 O desenrolar da história identifica essa imagem como a organização proposta, promovida e apoiada pela Grã-Bretanha e pelos Estados Unidos, e inicialmente conhecida como Liga das Nações. Mais tarde, em Revelação, capítulo 17, aparecerá na forma dum símbolo diferente, o duma fera cor de escarlate, viva e respirante, com existência independente. Esse organismo internacional ‘fala’ por fazer afirmações jactanciosas no sentido de ser o único organismo capaz de trazer paz e segurança à humanidade. Mas, na realidade, tem-se tornado um foro de debates, para as nações membros trocarem invectivas e insultos verbais. Tem ameaçado com ostracismo, ou morte em vida, qualquer nação ou povo que não se curve diante da sua autoridade. A Liga das Nações realmente expulsou nações que deixaram de acatar suas ideologias. No início da grande tribulação, “chifres” militaristas desta imagem da fera desempenharão um papel devastador. — Revelação 7:14; 17:8, 16.
31 Desde a Segunda Guerra Mundial, a imagem da fera — agora manifesta como a organização das Nações Unidas — já matou em sentido literal. Por exemplo, em 1950, uma força da ONU atuou na guerra entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. A força da ONU, junto com os sul-coreanos, matou calculadamente 1.420.000 norte-coreanos e chineses. De modo similar, de 1960 a 1964, exércitos das Nações Unidas estiveram ativos na República Democrática do Congo. Além disso, líderes mundiais, inclusive os papas Paulo VI e João Paulo II, têm continuado a afirmar que esta imagem é a última e a melhor esperança de paz para o homem. Se a humanidade deixar de servi-la, insistem eles em dizer, a raça humana se destruirá. Assim, eles figurativamente fazem que sejam mortos todos os humanos que se negam a cooperar com a imagem e a adorá-la. — Deuteronômio 5:8, 9.
A Marca da Fera
32. Como João descreve a maneira de Satanás manobrar as partes políticas da sua organização visível para causar sofrimento aos remanescentes da semente da mulher de Deus?
32 João vê agora como Satanás manobra as partes políticas da sua organização visível para causar o máximo de sofrimento aos remanescentes da semente da mulher de Deus. (Gênesis 3:15) Volta a descrever a própria “fera”: “E ela põe a todas as pessoas sob compulsão, pequenos e grandes, e ricos e pobres, e livres e escravos, para que deem a estes uma marca na sua mão direita ou na sua testa, e para que ninguém possa comprar ou vender, exceto aquele que tiver a marca, o nome da fera ou o número do seu nome. Aqui é que está a sabedoria: Quem tiver inteligência calcule o número da fera, pois é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” — Revelação 13:16-18.
33. (a) Qual é o nome da fera? (b) Com que se associa o número seis? Queira explicar isso.
33 A fera tem nome, e esse nome é um número: 666. Seis, como número, está associado com inimigos de Jeová. Um filisteu de Refaim era homem “de tamanho extraordinário”, e “os dedos das mãos e dos pés [dele] eram aos seis”. (1 Crônicas 20:6) O Rei Nabucodonosor erigiu uma imagem de ouro de 6 côvados de largura e 60 côvados de altura, para unir seus funcionários políticos numa única adoração. Quando os servos de Deus se negaram a adorar a imagem de ouro, o rei mandou que fossem lançados numa fornalha ardente. (Daniel 3:1-23) O número seis é inferior a sete, número que representa inteireza do ponto de vista de Deus. Portanto, um seis tríplice representa flagrante imperfeição.
34. (a) O que é indicado por ser o número da fera um “número de homem”? (b) Por que 666 é um nome apropriado para o sistema político mundial de Satanás?
34 O nome identifica a pessoa. Então, como é a fera identificada por esse número? João diz que é “número de homem”, não o duma pessoa espiritual, de modo que o nome ajuda a identificar a fera como terrena, simbolizando governo humano. Assim como seis é inferior a sete, assim 666 — seis em três estágios — é um nome apropriado para o gigantesco sistema político do mundo, que fracassa tão lamentavelmente em estar à altura das normas de perfeição de Deus. A fera política do mundo domina como suprema sob o nome-número de 666, ao passo que a alta política, a alta religião e o alto comércio mantêm esta fera funcionando como opressora da humanidade e perseguidora do povo de Deus.
35. O que significa ser marcado na testa ou na mão direita com o nome da fera?
35 Que significa ser marcado na testa ou na mão direita com o nome da fera? Quando Jeová deu a Lei a Israel, ele disse: “Estas minhas palavras tendes de fixar no vosso coração e na vossa alma, e atá-las como sinal sobre a vossa mão, e elas têm de servir de frontal entre os vossos olhos.” (Deuteronômio 11:18) Isto queria dizer que os israelitas tinham de manter aquela Lei constantemente diante de si, a fim de que influenciasse todas as suas ações e todos os seus pensamentos. Os 144.000 ungidos são mencionados como tendo o nome do Pai e o de Jesus escritos na testa. Isto os identifica como pertencentes a Jeová Deus e a Jesus Cristo. (Revelação 14:1) Imitando isso, Satanás usa a marca demoníaca da fera. Todos os empenhados em atividades cotidianas, tais como comprar e vender, são pressionados para fazer as coisas do modo da fera, como, por exemplo, guardar feriados. Espera-se que adorem a fera, deixando-a dominar sua vida, a fim de receber sua marca.
36. Aqueles que se negam a aceitar a marca da fera têm tido que problemas?
36 Aqueles que se negam a aceitar a marca da fera têm tido constantes problemas. Por exemplo, a começar com os anos 30, tiveram de travar muitas batalhas jurídicas e suportar ataques violentos de turbas e outras perseguições. Nos países totalitários, foram lançados em campos de concentração, onde muitos morreram. Desde a Segunda Guerra Mundial, inúmeros homens jovens sofreram prolongados encarceramentos, alguns sendo até mesmo torturados e mortos, por se negarem a violar sua neutralidade cristã. Em outros países, cristãos são literalmente impedidos de comprar ou vender; alguns nem podem possuir propriedades; outros cristãos sofrem estupro, são assassinados ou expulsos de sua terra nativa. Por quê? Porque se negam de boa consciência a comprar carteiras de afiliação partidária.d — João 17:16.
37, 38. (a) Por que o mundo é um lugar difícil para aqueles que recusam a marca da fera? (b) Quem mantém a sua integridade, e o que estão decididos a fazer?
37 Em algumas regiões da Terra, a religião está tão arraigada na vida comunitária, que todos os que defendem a verdade bíblica são banidos pela família e pelos anteriores amigos. Requer muita fé para perseverar. (Mateus 10:36-38; 17:22) Num mundo em que a maioria adora a riqueza material e em que prevalece a desonestidade, o verdadeiro cristão muitas vezes tem de confiar implicitamente em Jeová para apoiá-lo em seguir o proceder reto. (Salmo 11:7; Hebreus 13:18) Num mundo cheio de imoralidade, requer muita determinação para se permanecer limpo e puro. Os cristãos que adoecem são frequentemente pressionados por médicos e enfermeiras a violar a lei de Deus quanto à santidade do sangue; até mesmo têm de resistir a ordens judiciais que estão em conflito com a sua fé. (Atos 15:28, 29; 1 Pedro 4:3, 4) E nos atuais dias de crescente desemprego, torna-se cada vez mais difícil para o verdadeiro cristão evitar trabalho que significaria violar a sua integridade perante Deus. — Miqueias 4:3, 5.
38 Sim, o mundo é um lugar difícil para aqueles que não têm a marca da fera. É uma notável demonstração do poder e da bênção de Jeová que os remanescentes da semente da mulher, bem como mais de seis milhões dos da grande multidão, mantêm a sua integridade apesar de todas as pressões para violar as leis de Deus. (Revelação 7:9) Que todos nós unidos, em toda a Terra, continuemos a magnificar a Jeová e os modos justos dele, ao passo que recusamos receber a marca da fera! — Salmo 34:1-3.
[Nota(s) de rodapé]
a Para mais pormenores disso, veja as páginas 165-179 do livro Preste Atenção à Profecia de Daniel!, publicado pelas Testemunhas de Jeová.
b The Interpretation of St. John’s Revelation, de R. C. H. Lenski, páginas 390-391.
c Comentaristas têm observado que o nacionalismo, na realidade, é uma religião. Portanto, aqueles que são nacionalistas adoram realmente a parte da fera que é representada pelo país em que vivem. Lemos a respeito do nacionalismo nos Estados Unidos: “O nacionalismo, encarado como religião, tem muito em comum com outros grandes sistemas religiosos do passado . . . O moderno nacionalista religioso está cônscio da sua dependência de seu próprio deus nacional. Sente a necessidade da poderosa ajuda Dele. Reconhece Nele a fonte de sua própria perfeição e felicidade. Sujeita-se a Ele num sentido estritamente religioso. . . . A nação é concebida como eterna, e a morte de seus filhos leais só aumenta-lhe a imorredoura fama e glória.” — Carlton J. F. Hayes, conforme citado na página 359 do livro What Americans Believe and How They Worship (Em Que os Americanos Creem e Como Adoram), de J. Paul Williams.
d Por exemplo, veja A Sentinela de 1.º de março de 1972, página 136; 15 de dezembro de 1974, página 749; 1.º de dezembro de 1975, página 725; 1.º de agosto de 1979, página 23; 1.º de setembro de 1979, página 19; 15 de novembro de 1980, página 10.
[Foto na página 195]
Foi-lhe concedido dar fôlego à imagem da fera
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Canta-se o novo cântico triunfalRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 29
Canta-se o novo cântico triunfal
Visão 9 — Revelação 14:1-20
Assunto: Os 144.000 estão com o Cordeiro no monte Sião; proclamações angélicas ressoam por toda a Terra; recolhem-se colheitas
Tempo do cumprimento: Desde 1914 até a grande tribulação
1. O que já aprendemos sobre os capítulos 7, 12 e 13 de Revelação, e o que ficaremos sabendo agora?
QUÃO revigorante é voltar a atenção para a próxima visão de João! Em contraste com as grotescas organizações ferinas do dragão, observamos agora os servos leais de Jeová e suas atividades durante o dia do Senhor. (Revelação 1:10) Já se nos revelou em Revelação 7:1, 3, que os quatro ventos destrutivos estão sendo retidos até que todos os 144.000 desses escravos ungidos sejam selados. Revelação 12:17 deu a conhecer que esses ‘remanescentes da semente da mulher’ tornam-se alvo especial de Satanás, o dragão, durante esse tempo. E o capítulo 13 de Revelação retratou vividamente as organizações políticas suscitadas na Terra por Satanás para causar intensa pressão e cruel perseguição aos servos fiéis de Jeová. Mas esse arqui-inimigo não consegue frustrar o propósito de Deus! Ficaremos agora sabendo que, apesar da atividade malévola de Satanás, todos os 144.000 são triunfalmente ajuntados.
2. Que previsão dum final feliz João nos apresenta em Revelação 14:1, e quem é o Cordeiro?
2 João, e com ele os da atual classe de João, recebem uma previsão desse resultado feliz: “E eu vi, e eis o Cordeiro em pé no monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que têm o nome dele e o nome de seu Pai escrito nas suas testas.” (Revelação 14:1) Conforme já vimos, esse Cordeiro é o mesmo Miguel que purificou os céus por expulsar o Diabo e seus demônios. Ele é o Miguel que Daniel descreve como ‘estando de pé a favor dos filhos do povo de Deus’, ao passo que se prepara para ‘pôr-se de pé’ para executar os julgamentos justos de Jeová. (Daniel 12:1; Revelação 12:7, 9) Desde 1914, esse Cordeiro de Deus, que sacrificou a si mesmo, tem estado em pé no monte Sião como o Rei messiânico.
3. O que é o “monte Sião” em que o Cordeiro e os 144.000 estão “em pé”?
3 É exatamente como Jeová predissera: “Eu é que empossei o meu rei em Sião, meu santo monte.” (Salmo 2:6; 110:2) Isto não se refere mais ao monte Sião terrestre, o lugar geográfico na Jerusalém terrestre, cidade em que costumavam reinar os reis humanos da linhagem de Davi. (1 Crônicas 11:4-7; 2 Crônicas 5:2) Não, porque Jesus, após a sua morte e ressurreição, em 33 EC, foi colocado qual pedra angular de alicerce no monte Sião celestial, o lugar celestial em que Jeová determinou situar a “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. Portanto, o “monte Sião” aqui representa a posição enaltecida de Jesus e de seus co-herdeiros, que constituem a Jerusalém celestial, que é o Reino. (Hebreus 12:22, 28; Efésios 3:6) Trata-se da gloriosa situação régia a que Jeová os eleva durante o dia do Senhor. No decorrer dos séculos, cristãos ungidos, como “pedras viventes”, têm aguardado fervorosamente estar em pé nesse monte Sião celestial, unidos com o glorificado Senhor Jesus Cristo no majestoso Reino dele. — 1 Pedro 2:4-6; Lucas 22:28-30; João 14:2, 3.
4. Como se dá que todos os 144.000 estão em pé no monte Sião?
4 João não vê apenas a Jesus, mas o grupo completo dos 144.000 co-herdeiros do Reino celestial em pé no monte Sião. Na época representada pela visão, muitos, mas não todos os dos 144.000 já estão no céu. Mais adiante, na mesma visão, João fica sabendo que alguns dos santos ainda terão de perseverar e morrer fiéis. (Revelação 14:12, 13) Portanto, é evidente que alguns dos 144.000 ainda estão na Terra. Então, como é que João vê a todos eles com Jesus em pé no monte Sião?a No sentido de que, como membros da congregação de cristãos ungidos, estes já ‘se chegaram a um monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial’. (Hebreus 12:22) Iguais a Paulo, quando ele ainda estava na Terra, eles já foram — em sentido espiritual — levantados para estar em união com Cristo Jesus nos lugares celestiais. (Efésios 2:5, 6) Além disso, em 1919, eles aceitaram o convite: “Subi para cá”, e, em sentido figurativo, “subiram para o céu, numa nuvem”. (Revelação 11:12) Em vista desses textos, podemos compreender que todos os 144.000 — em sentido espiritual — se encontram no monte Sião junto com Jesus Cristo.
5. Os nomes de quem estão escritos na testa dos 144.000, e qual é a importância de cada nome?
5 Os 144.000 não fazem parte dos adoradores da fera, os quais estão marcados com o simbólico número 666. (Revelação 13:15-18) Em contraste, esses leais levam o nome de Deus e o do Cordeiro escritos na sua testa. Sem dúvida, João, que era judeu, viu o nome de Deus em letras hebraicas, יהוה.b Por terem o nome do Pai de Jesus escrito simbolicamente na testa, esses selados manifestam a todos que eles são testemunhas de Jeová, escravos Dele. (Revelação 3:12) Ostentarem também o nome de Jesus na testa indica que reconhecem ser propriedade dele. Ele é seu “marido” prometido, e eles são a prospectiva “noiva” dele, “uma nova criação”, servindo a Deus com vistas à vida celestial. (Efésios 5:22-24; Revelação 21:2, 9; 2 Coríntios 5:17) Sua relação íntima com Jeová e com Jesus Cristo afeta todos os seus pensamentos e todas as suas ações.
Cantando Como que um Novo Cântico
6. Que cantar João ouve, e como ele o descreve?
6 Em harmonia com isso, João relata: “E ouvi um som vindo do céu, como o som de muitas águas e como o som de forte trovão; e o som que eu ouvi era como de cantores ao acompanhamento de harpas, tocando as suas harpas. E estão cantando como que um novo cântico diante do trono e diante das quatro criaturas viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender esse cântico, exceto os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.” (Revelação 14:2, 3) Não é de admirar que ouvir João 144.000 vozes unidas em um só coro melodioso lhe lembre trovejantes cataratas de águas e fortes trovões. Quão agradável é aquele acompanhamento claro como que de harpas! (Salmo 81:2) Que coro na Terra poderia alguma vez alcançar a grandiosidade desse magnífico coro?
7. (a) O que é o novo cântico de Revelação 14:3? (b) Em que sentido o cântico do Salmo 149:1 é novo nos nossos dias?
7 E o que é esse “novo cântico”? Conforme notamos na consideração de Revelação 5:9, 10, o cântico tem que ver com os propósitos de Jeová a respeito do seu Reino, e com a sua maravilhosa provisão, por meio de Jesus Cristo, para tornar o Israel espiritual “um reino e sacerdotes para o nosso Deus”. É um cântico de louvor a Jeová, divulgando as coisas novas que ele está realizando por meio do Israel de Deus e a favor deste. (Gálatas 6:16) Os membros desse Israel espiritual aceitam o convite do salmista: “Louvai a Jah! Cantai a Jeová um novo cântico, seu louvor na congregação dos que são leais. Alegre-se Israel com o Grandioso que o fez, os filhos de Sião — jubilem eles no seu Rei.” (Salmo 149:1, 2) É verdade que essas palavras foram escritas há séculos, mas, nos nossos dias, elas têm sido cantadas com novo entendimento. Em 1914, nasceu o Reino messiânico. (Revelação 12:10) Em 1919, os do povo de Jeová, na Terra, começaram a anunciar “a palavra do reino” com renovado zelo. (Mateus 13:19) Estimulados pelo texto do ano para 1919 (Isaías 54:17) e encorajados pela sua restauração a um paraíso espiritual, começaram naquele ano a ‘cantar a Jeová com música no coração’. — Efésios 5:19.
8. Por que é que apenas os 144.000 podem aprender o novo cântico de Revelação 14:3?
8 No entanto, por que é que apenas os 144.000 podem aprender o cântico mencionado em Revelação 14:3? Porque tem que ver com as suas experiências quais herdeiros escolhidos do Reino de Deus. Somente eles são adotados quais filhos de Deus e ungidos com espírito santo. Somente eles são comprados da Terra para se tornar parte daquele Reino celestial e somente eles “serão sacerdotes . . . e reinarão” com Jesus Cristo por mil anos, para levar a humanidade à perfeição. Somente eles são vistos “cantando como que um novo cântico” na própria presença de Jeová.c Estas experiências e perspectivas ímpares dão-lhes um singular apreço do Reino, e habilitam-nos a cantar sobre isso dum modo que ninguém mais pode. — Revelação 20:6; Colossenses 1:13; 1 Tessalonicenses 2:11, 12.
9. Como os da grande multidão têm reagido ao cantar dos ungidos, e que exortação têm acatado assim?
9 Não obstante, outros ouvem e reagem ao seu cantar. Desde 1935, uma crescente grande multidão de outras ovelhas tem ouvido seu cântico triunfante e tem sido induzida a se juntar a eles em divulgar o Reino de Deus. (João 10:16; Revelação 7:9) É verdade que esses recém-chegados não podem aprender a cantar exatamente o mesmo novo cântico cantado pelos futuros governantes do Reino de Deus. Mas eles também entoam um coro melodioso de louvor a Jeová, que é um hino louvando a Jeová pelas coisas novas que ele realiza. Acatam assim a exortação do salmista: “Cantai a Jeová um novo cântico. Cantai a Jeová, todos vós da terra. Cantai a Jeová, bendizei o seu nome. Contai de dia em dia as boas novas da salvação por ele. Declarai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas obras maravilhosas. Atribuí a Jeová, ó famílias dos povos, atribuí a Jeová glória e força. Dizei entre as nações: ‘O próprio Jeová se tornou rei.’” — Salmo 96:1-3, 7, 10; 98:1-9.
10. Como é possível que os 144.000 cantem “diante” dos simbólicos 24 anciãos?
10 Como podem os 144.000 cantar “diante” dos anciãos, visto que os 24 anciãos são os 144.000 na sua gloriosa posição celestial? Logo cedo no dia do Senhor, esses “mortos em união com Cristo” foram ressuscitados quais criaturas espirituais. De modo que os fiéis cristãos ungidos que já venceram estão agora no céu, cumprindo simbolicamente funções comparáveis àquelas das 24 turmas de anciãos sacerdotais. Estão incluídos na visão da organização celestial de Jeová. (1 Tessalonicenses 4:15, 16; 1 Crônicas 24:1-18; Revelação 4:4; 6:11) Os remanescentes dos 144.000 ainda na Terra, portanto, cantam o novo cântico diante, ou à vista, dos seus irmãos ressuscitados no céu.
11. Por que os vencedores ungidos são chamados tanto de 24 anciãos como de 144.000?
11 Nesse ponto, poderíamos também perguntar: por que é que esses vencedores ungidos são chamados tanto de simbólicos 24 anciãos como de 144.000? Isso se dá porque Revelação encara esse único grupo de dois ângulos diferentes. Os 24 anciãos sempre são mostrados na sua derradeira posição ao redor do trono de Jeová, empossados quais reis e sacerdotes nos céus. Simbolizam o grupo inteiro dos 144.000 na sua posição celestial, embora, atualmente, um pequeno restante deles ainda esteja na Terra. (Revelação 4:4, 10; 5:5-14; 7:11-13; 11:16-18) O capítulo 7 de Revelação, entretanto, enfoca os 144.000 como tirados dentre a humanidade e salienta o grandioso propósito de Jeová, de selar o número total de israelitas espirituais, individuais, e conceder salvação a uma incontável grande multidão. O capítulo 14 de Revelação fornece um quadro que confirma que a classe completa do Reino, de 144.000 vencedores individuais, estará reunida com o Cordeiro no monte Sião. Também se dão a conhecer as qualificações que precisam ser satisfeitas para alguém ser contado nos 144.000, conforme veremos a seguir.d
Seguidores do Cordeiro
12. (a) Como João prossegue a sua descrição dos 144.000? (b) Em que sentido os 144.000 são chamados de virgens?
12 Prosseguindo a sua descrição dos 144.000, que são “comprados da terra”, João nos diz: “Estes são os que não se poluíram com mulheres; de fato, são virgens. Estes são os que estão seguindo o Cordeiro para onde quer que ele vá. Estes foram comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro, e não se achou falsidade na sua boca; não têm mácula.” (Revelação 14:4, 5) O fato de que os 144.000 “são virgens” não significa que membros desta classe necessariamente ficam sem se casar enquanto vivem na carne. O apóstolo Paulo escreveu a cristãos que tinham a chamada celestial que, ao passo que há vantagens em o cristão ficar solteiro, o casamento é preferível em certas circunstâncias. (1 Coríntios 7:1, 2, 36, 37) O que caracteriza os desta classe é uma virgindade espiritual. Eles evitam o adultério espiritual com a política do mundo e com a falsa religião. (Tiago 4:4; Revelação 17:5) Como noiva prometida de Cristo, mantêm-se puros, “sem mácula no meio duma geração pervertida e deturpada”. — Filipenses 2:15.
13. Por que os 144.000 são uma noiva apropriada para Jesus Cristo, e de que modo “estão seguindo o Cordeiro para onde quer que ele vá”?
13 Além disso, “não se achou falsidade na sua boca”. Nesse respeito, são iguais ao seu Rei, Jesus Cristo. Ele, como humano perfeito, “não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca”. (1 Pedro 2:21, 22) Por estarem todos ao mesmo tempo sem mácula e serem verazes, os 144.000 estão preparados como noiva casta para o grande Sumo Sacerdote de Jeová. Quando Jesus esteve na Terra, convidou os sinceros a segui-lo. (Marcos 8:34; 10:21; João 1:43) Aqueles que o aceitaram, imitavam o modo de vida dele e obedeciam aos seus ensinos. Assim, na sua carreira terrestre, “estão seguindo o Cordeiro para onde quer que ele vá”, ao passo que ele os guia através do mundo de Satanás.
14. (a) Em que sentido os 144.000 são as “primícias para Deus e para o Cordeiro”? (b) Em que sentido os da grande multidão também são primícias?
14 Os 144.000 são “comprados da terra”, “comprados dentre a humanidade”. São adotados como filhos de Deus, e, depois da sua ressurreição, não serão mais meros humanos de carne e sangue. Conforme mencionado no versículo 4, tornam-se as “primícias para Deus e para o Cordeiro”. É verdade que, lá no primeiro século, Jesus era “as primícias dos que adormeceram na morte”. (1 Coríntios 15:20, 23) Mas os 144.000 são as “certas primícias” da humanidade imperfeita compradas com o sacrifício de Jesus. (Tiago 1:18) Não obstante, o recolhimento de frutos dentre a humanidade não termina com eles. O livro de Revelação já indicou a colheita de uma inúmera grande multidão que clama com voz alta: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” Os desta grande multidão sobreviverão à grande tribulação e, ao continuarem a ser revigorados por “fontes de águas da vida”, alcançarão a perfeição humana na Terra. Algum tempo depois da grande tribulação, o Hades será esvaziado, e incontáveis milhões de outros humanos serão ressuscitados e terão a oportunidade de beber das mesmas águas da vida. Com isso em mente, seria correto chamar os da grande multidão de primícias das outras ovelhas — por serem os primeiros a ‘lavar as suas vestes compridas e a embranquecê-las no sangue do Cordeiro’, na esperança de viverem para sempre na Terra. — Revelação 7:9, 10, 14, 17; 20:12, 13.
15. Que correspondências há entre as três diferentes primícias e as festividades celebradas sob a Lei mosaica?
15 Essas três primícias (Jesus Cristo, os 144.000 e a grande multidão) encontram correspondências interessantes nas festividades celebradas segundo a antiga Lei mosaica. Em 16 de nisã, durante a Festividade dos Pães Não Fermentados, oferecia-se a Jeová um molho das primícias da colheita da cevada. (Levítico 23:6-14) No dia 16 de nisã, Jesus foi ressuscitado dentre os mortos. No 50.º dia contado a partir de 16 de nisã, no terceiro mês, os israelitas celebravam a festividade da colheita dos primeiros frutos maduros da colheita do trigo. (Êxodo 23:16; Levítico 23:15, 16) Esta festividade veio a ser chamada de Pentecostes (duma palavra grega que significa “quinquagésimo”), e foi no Pentecostes de 33 EC que os primeiros membros dos 144.000 foram ungidos com espírito santo. Finalmente, no sétimo mês, quando se tinha recolhido toda a colheita, havia a Festividade das Barracas, uma época de agradecimentos alegres, em que os israelitas moravam por uma semana em barracas feitas, dentre outras coisas, de folhas de palmeira. (Levítico 23:33-43) De modo correspondente, os da grande multidão, que são parte do grande recolhimento, dão graças perante o trono com “palmas nas suas mãos”. — Revelação 7:9.
Declaradas Boas Novas Eternas
16, 17. (a) João vê um anjo voando em que lugar, e que proclamação o anjo faz? (b) Quem está envolvido na obra de pregação do Reino, e que experiências indicam isso?
16 João escreve a seguir: “E eu vi outro anjo voando pelo meio do céu, e ele tinha boas novas eternas para declarar, como boas notícias aos que moram na terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com voz alta: ‘Temei a Deus e dai-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele, e assim, adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.’” (Revelação 14:6, 7) O anjo voa “pelo meio do céu”, onde as aves voam. (Veja Revelação 19:17.) Portanto, sua voz pode ser ouvida em todo o globo. Quanto maior alcance tem esta proclamação mundial do anjo do que qualquer notícia do momento transmitida por televisão!
17 Todos são exortados a temer, não a fera e sua imagem, mas a Jeová, que é incomparavelmente mais poderoso do que qualquer animal simbólico controlado por Satanás. Ora, Jeová criou o céu e a Terra, e chegou agora o tempo para ele julgar a Terra! (Veja Gênesis 1:1; Revelação 11:18.) Quando Jesus esteve na Terra, ele profetizou a respeito dos nossos dias: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) A congregação dos cristãos ungidos está cumprindo esta comissão. (1 Coríntios 9:16; Efésios 6:15) Revelação mostra aqui que anjos invisíveis também estão envolvidos nesta obra de pregação. Quantas vezes se evidenciou a orientação angélica em levar uma Testemunha de Jeová ao lar de uma alma aflita que ansiava receber ajuda espiritual e mesmo orava por isso!
18. Segundo o anjo que voa pelo meio do céu, chegou a hora para quê, e quem fará outros anúncios?
18 Conforme declarou o anjo que voa pelo meio do céu, chegou a hora do julgamento. Que julgamento fará Deus agora? Os ouvidos tinirão com os anúncios que agora irão ser feitos por um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto anjo. — Jeremias 19:3.
[Nota(s) de rodapé]
a Conforme mostra 1 Coríntios 4:8, os cristãos ungidos não reinam enquanto estão aqui na Terra. Não obstante, segundo o contexto de Revelação 14:3, 6, 12, 13, participam em cantar o novo cântico por pregar as boas novas, ao passo que perseveram até o fim de sua carreira terrestre.
b Isto é apoiado pelo uso de nomes hebraicos em outras visões; Jesus recebeu o nome hebraico de “Abadon” (significando “Destruição”) e executa julgamento no lugar “que em hebraico se chama Har-Magedon”. — Revelação 9:11; 16:16.
c O texto bíblico diz “como que um novo cântico”, porque o próprio cântico fora registrado na palavra profética nos tempos antigos. Mas não havia ninguém qualificado para cantá-lo. Agora, com o estabelecimento do Reino e a ressurreição dos santos, haviam surgido as realidades em cumprimento das profecias, e era tempo para entoar o cântico em toda a sua grandiosidade.
d A situação pode ser comparada àquela do escravo fiel e discreto que fornece alimento aos domésticos no tempo apropriado. (Mateus 24:45) O escravo, como grupo, é responsável pelo fornecimento do alimento, mas os domésticos, os membros individuais daquele grupo, são sustentados por assimilarem esta provisão espiritual. São o mesmo grupo, mas descritos em termos diferentes — coletiva e individualmente.
[Fotos nas páginas 202, 203]
144.000
24 anciãos
Co-herdeiros do Cordeiro, Cristo Jesus, vistos de dois ângulos diferentes
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“Caiu Babilônia, a Grande!”Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 30
“Caiu Babilônia, a Grande!”
1. O que o segundo anjo anuncia, e quem é Babilônia, a Grande?
CHEGOU a hora para o julgamento por Deus! Ouça agora a mensagem divina: “E seguiu outro anjo, um segundo, dizendo: ‘Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, aquela que fazia todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação!’” (Revelação 14:8) Pela primeira vez, mas não pela última, Revelação chama atenção para Babilônia, a Grande. Mais adiante, o capítulo 17 a descreverá como voluptuosa meretriz. Quem é ela? Conforme veremos, ela é um império global, é religiosa e é o sistema forjado de Satanás, que ele usa na luta contra a semente da mulher de Deus. (Revelação 12:17) Babilônia, a Grande, é o inteiro império mundial da religião falsa. Ela inclui todas as religiões que conservam os ensinos e as práticas religiosos da antiga Babilônia e manifestam o espírito dela.
2. (a) Como aconteceu que a religião babilônica se espalhou por todas as partes da Terra? (b) Qual é o segmento mais destacado de Babilônia, a Grande, e quando emergiu como poderosa organização?
2 Foi em Babilônia, há mais de 4.000 anos, que Jeová confundiu a língua dos que pretendiam construir a Torre de Babel. Os diferentes grupos linguísticos foram espalhados até os confins da Terra, levando consigo as crenças e práticas apóstatas que constituem a base da maioria das religiões até o dia de hoje. (Gênesis 11:1-9) Babilônia, a Grande, é a parte religiosa da organização de Satanás. (Veja João 8:43-47.) Seu segmento mais destacado, hoje, é a apóstata cristandade, que emergiu como poderosa organização contrária à lei, no quarto século depois de Cristo, com credos e formalismos derivados, não da Bíblia, mas na maior parte da religião babilônica. — 2 Tessalonicenses 2:3-12.
3. Como se pode dizer que Babilônia, a Grande, caiu?
3 Talvez pergunte: ‘Visto que a religião ainda exerce grande influência na Terra, por que o anjo anuncia que Babilônia, a Grande, caiu?’ Pois bem, o que ocorreu após 539 AEC, quando a antiga Babilônia caiu? Ora, Israel foi libertado para retornar à sua pátria e restabelecer ali a verdadeira adoração! Portanto, o restabelecimento do Israel espiritual, em 1919, em radiante prosperidade espiritual, a qual continua e se expande até o dia de hoje, evidencia que Babilônia, a Grande, caiu naquele ano. Ela não mais tem poder para restringir o povo de Deus. Além disso, passou a ter profundas dificuldades nas suas próprias fileiras. Desde 1919, a corrupção, a desonestidade e a imoralidade dela foram amplamente expostas. Na maior parte da Europa, poucos ainda vão à igreja. Desacreditada aos olhos de todos os que amam a Palavra de verdade de Deus, Babilônia, a Grande, aguarda agora como que no corredor da morte que Jeová execute nela Seu julgamento justo.
A Ignominiosa Queda de Babilônia
4-6. Em que sentido é que “Babilônia, a Grande, . . . fazia todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação”?
4 Examinemos em mais detalhes as circunstâncias que cercam a ignominiosa queda de Babilônia, a Grande. O anjo diz aqui que “Babilônia, a Grande, . . . fazia todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação”. O que significa isso? Refere-se a conquistas. Por exemplo, Jeová disse a Jeremias: “Toma da minha mão este copo do vinho de furor, e tens de fazer beber dele todas as nações às quais te envio. E terão de beber, e balouçar, e agir como homens endoidecidos, por causa da espada que envio entre eles.” (Jeremias 25:15, 16) No sexto e no sétimo século AEC, Jeová usou a antiga Babilônia para servir um simbólico copo de tribulação a ser bebido por muitas nações, incluindo a apóstata Judá, de modo que até mesmo Seu próprio povo foi levado ao exílio. Daí, por sua vez, Babilônia caiu, porque seu rei se enalteceu contra Jeová, “o Senhor dos céus”. — Daniel 5:23.
5 Babilônia, a Grande, também tem obtido conquistas, mas na maior parte estas têm sido mais sutis. Ela tem feito “todas as nações beber”, por se valer das astúcias duma prostituta, cometendo fornicação religiosa com elas. Tem engodado governantes políticos a entrar em alianças e amizades com ela. Por meio de atrativos religiosos, ela tem tramado opressão política, comercial e econômica. Tem fomentado perseguição religiosa, guerras e cruzadas religiosas, bem como guerras nacionais, por motivos puramente políticos e comerciais. E ela tem santificado essas guerras por dizer que são da vontade de Deus.
6 O envolvimento da religião nas guerras e na política do século 20 é de conhecimento geral — como no Japão xintoísta, na Índia hindu, no Vietnã budista, na Irlanda do Norte e na América Latina “cristãs”, bem como em outras partes — sem desconsiderar o papel desempenhado pelos capelães militares em ambos os lados das duas guerras mundiais, em exortar os jovens a se matarem uns aos outros. Um exemplo clássico dos namoricos de Babilônia, a Grande, foi a sua participação na Guerra Civil Espanhola, de 1936-39, na qual pelo menos 600.000 pessoas foram mortas. Esse derramamento de sangue foi provocado por apoiadores do clero católico e seus aliados, em parte porque a riqueza e a posição da Igreja ficaram ameaçadas pelo governo legal da Espanha.
7. Quem tem sido o alvo principal de Babilônia, a Grande, e que métodos ela tem usado contra esse alvo?
7 Visto que Babilônia, a Grande, é a parte religiosa do descendente de Satanás, ela sempre tomou por alvo principal a “mulher” de Jeová, “a Jerusalém de cima”. No primeiro século, a congregação dos cristãos ungidos foi claramente identificada como o descendente da mulher. (Gênesis 3:15; Gálatas 3:29; 4:26) Babilônia, a Grande, tentou arduamente vencer essa congregação casta por seduzi-la a cometer fornicação religiosa. Os apóstolos Paulo e Pedro advertiram que muitos sucumbiriam, e que isso resultaria numa grande apostasia. (Atos 20:29, 30; 2 Pedro 2:1-3) As mensagens de Jesus às sete congregações indicavam que, perto do fim da vida de João, Babilônia, a Grande, fazia algum progresso nos seus esforços de corromper. (Revelação 2:6, 14, 15, 20-23) Mas Jesus já indicara até que ponto se permitiria que ela chegasse.
O Trigo e o Joio
8, 9. (a) O que a parábola de Jesus, do trigo e do joio, indicava? (b) O que aconteceu “enquanto os homens dormiam”?
8 Na sua parábola do trigo e do joio, Jesus falou dum homem que lançara semente excelente num campo. Mas, “enquanto os homens dormiam”, veio um inimigo e semeou por cima joio. Assim, o trigo ficou encoberto pelo joio. Jesus explicou a sua parábola nas seguintes palavras: “O semeador da semente excelente é o Filho do homem; o campo é o mundo; quanto à semente excelente, estes são os filhos do reino; mas o joio são os filhos do iníquo, e o inimigo que o semeou é o Diabo.” Ele mostrou então que se permitiria que o trigo e o joio crescessem juntos até a “terminação do sistema de coisas”, quando os anjos ‘reuniriam’ o joio simbólico. — Mateus 13:24-30, 36-43.
9 Aquilo a respeito de que Jesus e os apóstolos Paulo e Pedro advertiram aconteceu. “Enquanto os homens dormiam”, quer depois de os apóstolos terem adormecido na morte, quer quando superintendentes cristãos ficaram sonolentos em cuidar do rebanho de Deus, a apostasia babilônica brotou bem no meio da congregação. (Atos 20:31) Em pouco tempo, o joio, em número, superava grandemente o trigo e o ocultava da vista. Por diversos séculos, talvez parecesse que o descendente da mulher havia sido completamente encoberto pelas amplas saias de Babilônia, a Grande.
10. O que já tinha acontecido na década de 1870, e como Babilônia, a Grande, reagiu a isso?
10 Na década de 1870, cristãos ungidos já tinham começado a fazer esforços decididos para se dissociar dos modos meretrícios de Babilônia, a Grande. Abandonaram doutrinas falsas do paganismo que a cristandade introduzira e usaram destemidamente a Bíblia para pregar que os tempos dos gentios iriam terminar em 1914. O principal instrumento de Babilônia, a Grande, os clérigos da cristandade, opôs-se a esta movimentação do restabelecimento da verdadeira adoração. Durante a Primeira Guerra Mundial, esses clérigos aproveitaram-se da histeria do tempo de guerra para tentar eliminar aquele pequeno grupo de cristãos fiéis. Em 1918, quando as atividades destes estavam quase que completamente suprimidas, parecia que Babilônia, a Grande, havia sido bem-sucedida. Parecia ter triunfado sobre eles.
11. O que resultou da queda da antiga Babilônia?
11 Conforme já notamos, a orgulhosa cidade de Babilônia sofreu em 539 AEC uma desastrosa queda do poder. Ouviu-se então o grito: “Ela caiu! Babilônia caiu!” A grande sede do império mundial havia caído diante dos exércitos da Medo-Pérsia sob o comando de Ciro, o Grande. Embora a própria cidade sobrevivesse à conquista, sua queda do poder foi real, e resultou na soltura dos seus cativos judeus. Estes retornaram a Jerusalém para restabelecer ali a adoração pura. — Isaías 21:9; 2 Crônicas 36:22, 23; Jeremias 51:7, 8.
12. (a) Em nossos dias, como se pode dizer que Babilônia, a Grande, caiu? (b) Que prova há de que Jeová rejeitou totalmente a cristandade?
12 Em nossos dias também se ouviu o grito de que Babilônia, a Grande, caiu! O sucesso temporário da cristandade babilônica, em 1918, foi abruptamente invertido em 1919, quando o restante dos ungidos, a classe de João, foi restabelecido por meio duma ressurreição espiritual. Babilônia, a Grande, havia caído quanto a manter cativo o povo de Deus. Os irmãos ungidos de Cristo, iguais a gafanhotos, saíram em enxame do abismo, prontos para agir. (Revelação 9:1-3; 11:11, 12) Eles eram o hodierno “escravo fiel e discreto”, e o Amo os designou sobre todos os seus bens na Terra. (Mateus 24:45-47) Serem usados assim provava que Jeová rejeitara completamente a cristandade, apesar da afirmação dela de representá-lo na Terra. Restabeleceu-se a adoração pura, e abriu-se o caminho para se completar a obra de selagem do restante dos 144.000 — os remanescentes da semente da mulher, inimiga secular de Babilônia, a Grande. Tudo isso significava uma esmagadora derrota para esta satânica organização religiosa.
Perseverança Para os Santos
13. (a) O que o terceiro anjo anuncia? (b) Qual é o julgamento de Jeová sobre os que recebem a marca da fera?
13 Fala agora o terceiro anjo. Escute! “E seguiu-lhes outro anjo, um terceiro, dizendo com voz alta: ‘Se alguém adorar a fera e a sua imagem, e receber uma marca na sua testa ou na sua mão, beberá também do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor.’” (Revelação 14:9, 10a) Em Revelação 13:16, 17, revelou-se que, no dia do Senhor, os que não adoram a imagem da fera sofreriam — sendo até mesmo mortos. Agora ficamos sabendo que Jeová determinou levar a julgamento aqueles que têm “a marca, o nome da fera ou o número do seu nome”. Serão obrigados a beber o amargo ‘copo do furor’ da ira de Jeová. O que significará isso para eles? Em 607 AEC, quando Jeová obrigou Jerusalém a beber “o copo do seu furor”, a cidade sofreu “assolação e desmoronamento, e fome e espada”, às mãos dos babilônios. (Isaías 51:17, 19) De maneira similar, quando aqueles que idolatram os poderes políticos da Terra e sua imagem, as Nações Unidas, beberem o copo do furor de Jeová, o resultado será uma calamidade para eles. (Jeremias 25:17, 32, 33) Serão completamente destruídos.
14. Mesmo já antes da destruição daqueles que adoram a fera e a sua imagem, o que esses têm de sofrer, e como isso é descrito por João?
14 Mesmo antes de isso acontecer, porém, os que têm a marca da fera têm de sofrer os efeitos atormentadores da desaprovação de Jeová. Falando sobre o adorador da fera e a sua imagem, o anjo informa João: “E será atormentado com fogo e enxofre, à vista dos santos anjos e à vista do Cordeiro. E a fumaça do tormento deles ascende para todo o sempre, e não têm descanso, dia e noite, os que adoram a fera e a sua imagem, e todo aquele que recebe a marca do seu nome.” — Revelação 14:10b, 11.
15, 16. Qual é o significado das palavras “fogo e enxofre” em Revelação 14:10?
15 Alguns têm considerado a menção de fogo e enxofre aqui como prova da existência dum inferno de fogo. Mas um breve exame duma profecia similar mostra o verdadeiro sentido dessas palavras neste contexto. Lá nos dias de Isaías, Jeová advertiu a nação de Edom de que ela seria punida por causa da sua inimizade com Israel. Ele disse: “As torrentes dela terão de transformar-se em piche e seu pó em enxofre; e sua terra terá de tornar-se como piche ardente. Não se apagará nem de noite nem de dia; sua fumaça continuará a ascender por tempo indefinido. De geração em geração será abrasada; nunca jamais passará alguém por ela.” — Isaías 34:9, 10.
16 Será que Edom foi lançada em algum mítico inferno de fogo, a fim de queimar para sempre? Claro que não. Antes, aquela nação desapareceu por completo do cenário do mundo, como se tivesse sido totalmente consumida por fogo e enxofre. O resultado final da punição não foi tormento eterno, mas “vácuo . . . vazio . . . nada”. (Isaías 34:11, 12) A fumaça ‘ascendendo por tempo indefinido’ ilustra isso vividamente. Quando uma casa é consumida pelo fogo, a fumaça continua a subir das cinzas por algum tempo depois de as chamas se terem apagado, dando aos espectadores a evidência de que houve um incêndio destrutivo. Até mesmo hoje, os do povo de Deus se lembram da lição a ser aprendida da destruição de Edom. Dessa maneira, ‘a fumaça do incêndio dela’ ainda ascende de modo simbólico.
17, 18. (a) Qual é o resultado para aqueles que recebem a marca da fera? (b) Em que sentido são atormentados os adoradores da fera? (c) Em que sentido é que “a fumaça do tormento deles ascende para todo o sempre”?
17 Aqueles que têm a marca da fera também serão destruídos completamente, como que por fogo. Conforme a profecia revela mais adiante, seus cadáveres ficarão sem ser enterrados, para ser consumidos por animais e aves. (Revelação 19:17, 18) De modo que é evidente que não são literalmente atormentados para sempre! Em que sentido são ‘atormentados com fogo e enxofre’? No sentido de que a proclamação da verdade os expõe e os avisa sobre o vindouro julgamento por Deus. Por isso, eles difamam os do povo de Deus e, sempre que possível, persuadem astutamente a fera política a perseguir e mesmo matar as Testemunhas de Jeová. Como clímax, esses opositores serão destruídos como que por fogo e enxofre. Então, ‘a fumaça do tormento deles ascenderá para todo o sempre’, no sentido de que o julgamento deles por Deus servirá de pedra de toque, se a legítima soberania de Jeová for alguma vez de novo desafiada. Esta questão terá sido resolvida por toda a eternidade.
18 Quem transmite hoje a mensagem atormentadora? Lembre-se de que os simbólicos gafanhotos têm autoridade para atormentar os homens que não têm o selo de Deus na testa. (Revelação 9:5) Evidentemente, os atormentadores são os que estão sob direção angélica. A persistência dos simbólicos gafanhotos é tal, que “não têm descanso, dia e noite, os que adoram a fera e a sua imagem, e todo aquele que recebe a marca do seu nome”. E, finalmente, depois da destruição deles, a evidência monumental da vindicação da soberania de Jeová, “a fumaça do tormento deles”, ascenderá para todo o sempre. Que os da classe de João perseverem até que esta vindicação se complete! Conforme o anjo conclui: “Aqui é que significa perseverança para os santos, os que observam os mandamentos de Deus e a fé que era de Jesus.” — Revelação 14:12.
19. Por que requer perseverança da parte dos santos, e o que João relata, que os fortalece?
19 Sim, a “perseverança para os santos” significa adorarem a Jeová em devoção exclusiva por meio de Jesus Cristo. Sua mensagem não é popular. Traz oposição, perseguição e até mesmo o martírio. Mas eles são fortalecidos por aquilo que João relata a seguir: “E ouvi uma voz saindo do céu dizer: ‘Escreve: Felizes os mortos que morrem em união com o Senhor, deste tempo em diante. Sim, diz o espírito, descansem eles dos seus labores, porque as coisas que fizeram os acompanham.’” — Revelação 14:13.
20. (a) Como a promessa relatada por João se harmoniza com a profecia de Paulo a respeito da presença de Jesus? (b) Aqueles dos ungidos que morrem depois da expulsão de Satanás do céu têm a promessa de que privilégio especial?
20 Esta promessa harmoniza-se bem com a profecia de Paulo a respeito da presença de Jesus: “Os que estão mortos em união com Cristo se levantarão primeiro. Depois nós, os viventes, que sobrevivermos, [os ungidos que sobrevivem até o dia do Senhor,] seremos juntamente com eles arrebatados em nuvens, para encontrar o Senhor no ar.” (1 Tessalonicenses 4:15-17) Depois da expulsão de Satanás do céu, os que estavam mortos em união com Cristo se levantaram primeiro. (Veja Revelação 6:9-11.) Após isso, os ungidos que morrem durante o dia do Senhor têm a promessa de um privilégio especial. Sua ressurreição para a vida espiritual no céu é instantânea, “num piscar de olhos”. (1 Coríntios 15:52) Quão maravilhoso! E suas obras de justiça prosseguem no domínio celestial.
A Colheita da Terra
21. O que João nos diz sobre “a colheita da terra”?
21 Outros também são beneficiados nesse dia de julgamento, conforme João prossegue, dizendo-nos: “E eu vi, e eis uma nuvem branca, e sobre a nuvem sentado alguém semelhante a um filho de homem, com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. E do santuário do templo emergiu outro anjo, [o quarto,] gritando com voz alta para o sentado na nuvem: ‘Mete a tua foice e ceifa, pois chegou a hora para ceifar, porque a colheita da terra está inteiramente madura.’ E o sentado na nuvem meteu a sua foice na terra e a terra foi ceifada.” — Revelação 14:14-16.
22. (a) Quem é aquele que usa uma coroa de ouro e está sentado numa nuvem branca? (b) Quando se dá o clímax da colheita, e como?
22 Não há dúvida sobre a identidade daquele que está sentado na nuvem branca. Sentado numa nuvem branca, sendo semelhante a um filho de homem e com uma coroa de ouro, é claramente Jesus, o Rei messiânico, também visto por Daniel numa visão. (Daniel 7:13, 14; Marcos 14:61, 62) Mas o que é a colheita aqui profetizada? Enquanto na Terra, Jesus comparou a obra de fazer discípulos à colheita do campo do mundo da humanidade. (Mateus 9:37, 38; João 4:35, 36) O clímax dessa colheita vem no dia do Senhor, quando Jesus é coroado Rei e executa julgamento a favor do seu Pai. De modo que seu tempo de governo, desde 1914, é também um tempo alegre de se recolher a colheita. — Veja Deuteronômio 16:13-15.
23. (a) De quem procede a ordem de se começar a ceifa? (b) Que colheita tem ocorrido desde 1919 até agora?
23 Embora Jesus seja Rei e Juiz, ele aguarda a ordem de Jeová, seu Deus, antes de começar a ceifar. Essa ordem vem do “santuário do templo”, por meio dum anjo. Jesus obedece imediatamente. Primeiro, a partir de 1919 ele faz com que seus anjos terminem a colheita dos 144.000. (Mateus 13:39, 43; João 15:1, 5, 16) A seguir, vem o recolhimento da grande multidão de outras ovelhas. (João 10:16; Revelação 7:9) A história mostra que entre 1931 e 1935 começou a surgir um bom número dessas outras ovelhas. Em 1935, Jeová abriu o entendimento dos da classe de João para com a verdadeira identidade da grande multidão de Revelação 7:9-17. Daí em diante deu-se muita ênfase ao recolhimento desta multidão. Em 2005, seu número já excedia o marco dos seis milhões, e ainda está aumentando. Certamente, aquele semelhante a um filho de homem tem ceifado uma colheita abundante e alegre durante este tempo do fim. — Veja Êxodo 23:16; 34:22.
Pisada a Videira da Terra
24. O que há na mão do quinto anjo, e o que o sexto anjo clama?
24 Terminada a colheita de salvação, vem o tempo de outra colheita. João relata: “E ainda outro anjo [o quinto] emergiu do santuário do templo que está no céu, tendo também uma foice afiada. E ainda outro anjo [o sexto] emergiu do altar, e ele tem autoridade sobre o fogo. E ele clamou com voz alta para aquele que tinha a foice afiada, dizendo: ‘Mete a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porque as suas uvas ficaram maduras.’” (Revelação 14:17, 18) Confia-se às hostes angélicas um grande trabalho de ceifa durante o dia do Senhor, separando os bons dos maus!
25. (a) O que indica o fato de o quinto anjo vir do santuário do templo? (b) Por que é apropriado que a ordem de iniciar a ceifa venha dum anjo que “emergiu do altar”?
25 O quinto anjo vem da presença de Jeová no santuário do templo; portanto, a colheita final também ocorre segundo a vontade de Jeová. Manda-se que o anjo comece a sua obra por meio duma mensagem transmitida por mais outro anjo, que “emergiu do altar”. Esse fato é bem significativo, visto que fiéis almas debaixo do altar haviam perguntado: “Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-te-ás de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra?” (Revelação 6:9, 10) Esse clamor por vingança será satisfeito com a ceifa da videira da terra.
26. O que é “a videira da terra”?
26 Mas o que é “a videira da terra”? Nas Escrituras Hebraicas, a nação judaica é chamada de videira de Jeová. (Isaías 5:7; Jeremias 2:21) De modo similar, Jesus Cristo e aqueles que servirão com ele no Reino de Deus são chamados de videira. (João 15:1-8) Em tal cenário, a característica significativa da videira é que ela produz fruto, e a verdadeira videira cristã tem produzido abundante fruto para o louvor de Jeová. (Mateus 21:43) “A videira da terra”, portanto, não deve ser esta videira genuína, mas a imitação dela feita por Satanás, seu corrupto sistema visível de governo da humanidade, com seus diversos “cachos” de frutos demoníacos produzidos no decorrer dos séculos. Babilônia, a Grande, na qual a apóstata cristandade tem tanto destaque, tem exercido grande influência sobre essa videira venenosa. — Veja Deuteronômio 32:32-35.
27. (a) O que ocorre quando o anjo com a foice ceifa a videira da terra? (b) Que profecias nas Escrituras Hebraicas indicam a extensão da colheita?
27 O julgamento tem de ser executado! “E o anjo meteu a sua foice na terra e ajuntou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar, até à altura dos freios dos cavalos, a uma distância de mil e seiscentos estádios.” (Revelação 14:19, 20) A indignação de Jeová contra esta videira tem sido anunciada já há muito tempo. (Sofonias 3:8) Uma profecia no livro de Isaías não deixa dúvida de que nações inteiras serão destruídas quando se pisar o lagar. (Isaías 63:3-6) Também Joel profetizou que enormes “massas de gente”, nações inteiras, seriam pisadas até a destruição no “lagar”, na “baixada da decisão”. (Joel 3:12-14) Realmente, uma colheita estupenda, tal como nunca mais haverá! De acordo com a visão de João, não somente são as uvas ceifadas, mas toda a videira simbólica é cortada e lançada no lagar para ser pisada. De modo que a videira da terra será exterminada e nunca mais poderá crescer.
28. Quem é que pisa a videira da terra, e o que significa o lagar ser “pisado fora da cidade”?
28 O pisoteio da visão é feito por cavalos, porque o sangue espremido da videira atinge os “freios dos cavalos”. Visto que o termo “cavalos” usualmente se refere a operações de guerra, deve tratar-se dum tempo de guerra. Os exércitos dos céus que seguem a Jesus na guerra final contra o sistema de coisas de Satanás são mencionados como pisando “o lagar de vinho da ira do furor de Deus, o Todo-poderoso”. (Revelação 19:11-16) É evidente que esses são os que pisam a videira da terra. O lagar é “pisado fora da cidade”, quer dizer, fora da Sião celestial. De fato, é apropriado que a videira da terra seja pisada na Terra. Mas ela será também ‘pisada fora da cidade’ no sentido de que não haverá dano para os remanescentes da semente da mulher, que representam a Sião celestial na Terra. Esses, junto com os da grande multidão, serão escondidos a salvo dentro do arranjo organizacional terrestre de Jeová. — Isaías 26:20, 21.
29. Quão fundo é o sangue procedente do lagar, até onde se estende, e o que indica tudo isso?
29 Esta vívida visão tem paralelo no esmiuçamento dos reinos da Terra pela pedra do Reino, descrito em Daniel 2:34, 44. Haverá um extermínio. O rio de sangue que sai do lagar é muito fundo, até os freios dos cavalos, e se estende por uma distância de 1.600 estádios.a Esta enorme cifra, produto da multiplicação do quadrado de quatro pelo quadrado de dez (4 x 4 x 10 x 10), transmite enfaticamente a mensagem de que a evidência da destruição envolverá toda a Terra. (Isaías 66:15, 16) A destruição será completa e irreversível. Nunca, nunca mais a videira da terra, de Satanás, criará raízes! — Salmo 83:17, 18.
30. Quais são os frutos da videira de Satanás, e qual deve ser a nossa determinação?
30 Já que vivemos tão avançados no tempo do fim, a visão dessas duas colheitas é bem significativa. Basta olharmos em volta de nós para ver os frutos da videira de Satanás. Abortos e outras formas de assassinato; homossexualismo, adultério e outras formas de imoralidade; desonestidade e a falta de afeição natural — todas estas coisas fazem com que este mundo seja vil aos olhos de Jeová. A videira de Satanás produz “o fruto duma planta venenosa e absinto”. Seu proceder ruinoso e idólatra desonra o Grandioso Criador da humanidade. (Deuteronômio 29:18; 32:5; Isaías 42:5, 8) Que privilégio é estar ativamente associado com os da classe de João na colheita de frutos sadios que Jesus está produzindo para o louvor de Jeová! (Lucas 10:2) Estejamos todos decididos a nunca nos manchar com a videira deste mundo e evitemos assim ser pisados junto com a videira da terra, quando for executado o julgamento adverso de Jeová.
[Nota(s) de rodapé]
a 1.600 estádios são cerca de 300 quilômetros. — Revelação 14:20, Tradução do Novo Mundo com Referências, nota.
[Quadro na página 208]
“O Vinho da Fornicação Dela”
Uma parte destacada de Babilônia, a Grande, é a Igreja Católica Romana. A Igreja é governada pelo papa em Roma, e afirma que todo papa é sucessor do apóstolo Pedro. Os seguintes são alguns dos fatos divulgados sobre esses chamados sucessores:
Formoso (891-96): “Nove meses após a sua morte, o cadáver de Formoso foi exumado da cripta papal para ser julgado perante um concílio ‘cadavérico’, presidido por Estêvão [o novo papa]. O papa falecido foi acusado de excessiva ambição pelo cargo papal, e todos os seus atos foram declarados nulos. . . . O cadáver foi despido das vestes pontifícias; os dedos da mão direita foram amputados.” — New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica).
Estêvão VI (896-97): “Dentro de poucos meses [depois do julgamento do cadáver de Formoso], uma reação violenta terminou o pontificado do Papa Estêvão; ele foi despojado da insígnia pontifícia, foi encarcerado e estrangulado.” — New Catholic Encyclopedia.
Sérgio III (904-11): “Seus dois predecessores imediatos . . . foram estrangulados na prisão. . . . Em Roma, ele foi apoiado pela família Teofilacto, tendo ele supostamente um filho (mais tarde o Papa João XI) por meio de uma filha desta família, Marósia.” — New Catholic Encyclopedia.
Estêvão VII (928-31): “Nos últimos anos do seu pontificado, o Papa João X . . . havia incorrido na ira de Marósia, a Donna Senatrix de Roma, e fora encarcerado e assassinado. Marósia conferiu então o papado ao Papa Leão VI, que faleceu depois de 6 1/2 meses no cargo. Foi sucedido por Estêvão VII, provavelmente pela influência de Marósia. . . . Durante os seus 2 anos como papa, estava sem poder sob o domínio de Marósia.” — New Catholic Encyclopedia.
João XI (931-35): “Com a morte de Estêvão VII . . . , Marósia, da Casa de Teofilacto, conseguiu o papado para o seu filho João, um jovem de vinte e poucos anos. . . . João, como papa, estava sob o domínio da sua mãe.” — New Catholic Encyclopedia.
João XII (955-64): “Ele mal chegara aos dezoito anos, e os relatos contemporâneos concordam sobre o desinteresse dele em coisas espirituais, sua inclinação para prazeres grosseiros e sua desinibida vida devassa.” — The Oxford Dictionary of Popes (Dicionário Oxford de Papas).
Bento IX (1032-44; 1045; 1047-48): “Ele se tornou notório por vender o papado ao seu padrinho e depois reivindicar duas vezes o cargo.” — The New Encyclopædia Britannica (A Nova Enciclopédia Britânica).
Assim, em vez de seguirem o exemplo do fiel Pedro, estes e outros papas exerceram uma influência má. Permitiram que a culpa de sangue, e a fornicação espiritual e física, bem como a influência de Jezabel, corrompessem a igreja que governavam. (Tiago 4:4) Em 1917, o livro O Mistério Consumado, publicado em inglês pelos Estudantes da Bíblia, expôs muitos desses fatos em plenos pormenores. Este foi um modo em que os Estudantes da Bíblia, naqueles dias, ‘golpearam a terra com toda sorte de praga’. — Revelação 11:6; 14:8; 17:1, 2, 5.
[Foto na página 206]
O entronizado Cristo executa o julgamento com apoio angélico
[Foto na página 207]
Após a queda de Babilônia em 539 AEC, seus prisioneiros foram libertados
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As obras de Jeová — grandes e maravilhosasRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
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Capítulo 31
As obras de Jeová — grandes e maravilhosas
Visão 10 — Revelação 15:1–16:21
Assunto: Jeová no seu santuário; as sete tigelas da sua ira derramadas na terra
Tempo do cumprimento: Desde 1919 até o Armagedom
1, 2. (a) Que terceiro sinal João relata? (b) Que papel desempenhado pelos anjos já é conhecido há muito tempo pelos servos de Jeová?
UMA mulher dando à luz um filho varão! Um grande dragão procurando devorar esse filho! Esses dois sinais celestiais, tão vividamente retratados em Revelação, capítulo 12, convenceram-nos de que a secular controvérsia envolvendo o descendente da mulher de Deus e Satanás com seu descendente demoníaco está chegando ao clímax. Destacando esses símbolos, João diz: “E viu-se um grande sinal no céu . . . E viu-se outro sinal.” (Revelação 12:1, 3, 7-12) João relata agora um terceiro sinal: “E eu vi no céu outro sinal, grande e maravilhoso: sete anjos com sete pragas. Estas são as últimas, porque por meio delas é levada a término a ira de Deus.” (Revelação 15:1) Esse terceiro sinal também tem um significado vital para os servos de Jeová.
2 Queira notar o papel importante que os anjos novamente desempenham no cumprimento da vontade de Deus. Esse fato já é conhecido há muito tempo pelos servos de Jeová. Ora, o antigo salmista, sob inspiração, até mesmo dirigiu-se a esses anjos, exortando-os: “Bendizei a Jeová, vós anjos seus, poderosos em poder, cumprindo a sua palavra, por escutardes a voz da sua palavra”! (Salmo 103:20) Agora, nesta nova cena, anjos são designados para derramar as últimas sete pragas.
3. O que são as sete pragas, e o que o derramamento delas denota?
3 O que são essas pragas? Iguais aos sete
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