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    Despertai! — 1983 | 22 de junho
    • e por sua moradia a terra salgada? Ri-se do tumulto da vila; não ouve os ruídos do batedor. Explora os montes pelo seu pasto e busca toda sorte de planta verde.” — Jó 39:5-8.

      Encaixa-se isso com os atuais habitats do jumento selvagem? O livro Selvagem, Mundo Selvagem dos Animais (em inglês) diz: “Os jumentos selvagens africanos vivem em regiões desoladas, pedregosas, onde a temperatura pode chegar a 122°F [50°C].” A grande Planície do Sal na depressão de Danakil, no norte da Etiópia, é um inóspito deserto onde se encontram pouquíssimos humanos. Ali viceja o magnífico jumento selvagem somali, sendo o sal uma parte bem aceita de sua dieta. O maior dos jumentos selvagens, o quiangue, mora nas montanhas do Tibete, a uma altura de 4.500 metros. Apesar dos gelados invernos e das pesadas nevadas, ele sobrevive nessas montanhas buscando “toda sorte de planta verde”. Sobre isso, o livro Cavalos, Jumentos e Zebras nas Selvas (em inglês) comenta: “Os quiangues alimentam-se de capim e de moitas, especialmente do duro e afiado capim do pântano, rico em ácido silícico, que cortaria e dilaceraria as bocas mais sensíveis de qualquer outro eqüino.”

      Podem os jumentos selvagens ser tentados pelo homem a sair dessas regiões? “Eles ficam bem longe das habitações humanas, mesmo quando padecem sede”, diz a Enciclopédia Internacional da Vida Selvagem. Tudo isso é bem contrário ao caráter dos jumentos domésticos.

      O Escravo Voluntário do Homem

      Lento por natureza, o jumento doméstico voluntariamente carrega pesados fardos para o homem. Depois de um duro dia de trabalho se contenta com um pouco de capim seco e um pouco de água limpa. Por sua perseverança paciente alguns o desprezam — daí a expressão depreciativa “seu jumento estúpido”. Mas, é estúpido o jumento? “Não”, afirmam os entendidos. “A obstinação ocasional do jumento em recusar trabalho muito pesado para ele tornou-se proverbial, mas sua igualmente proverbial estupidez tornou-se provavelmente legendária em decorrência de sua reação ao tratamento brutal e à negligência. Ele é paciente e perseverante por natureza, correspondendo a tratamento gentil com afeição e apego ao seu dono.” — Encyclopaedia Britannica.

      Na verdade, os jumentos são considerados mais inteligentes do que os cavalos. Até certo ponto são um reflexo de seus donos, e correspondem a tratamento bondoso. (Provérbios 12:10) Um experiente criador, Averil Swinfen, escreveu: “As realizações dos jumentos são na maior parte aquilo que seu dono decide ensiná-lo . . . seu nível de percepção é agudo e o acostumar-se ao homem é facilmente conseguido. A cadeia comportamental do animal refletirá, portanto, em grande medida, a de seu dono ou instrutor.”

      A excelente memória do jumento é prova de sua inteligência. Após passar por um caminho pela primeira vez ele não mais o esquecerá. Largando as rédeas, alguns proprietários cochilam na carroça enquanto seu jumento os leva para casa. Certo homem lembra-se de como seus jumentos o conduziam à escola, enquanto ele fazia os deveres escolares sentado na carroça.

      A força dos jumentos varia segundo a raça. Alguns especialistas dizem que os jumentos carregam uma carga média de 75 quilos e podem puxar até duas toneladas e meia. Dessemelhante do cavalo, ele tem um formato elíptico, ideal para levar cargas.

      Essa habilidade de carregar fardos, junto com seu andar seguro, tornam o jumento inestimável nos países montanhosos. Os jumentos são bens valiosos no reino montanhoso de Lesoto, no sul da África. Com poucas estradas, as pessoas nessas montanhas dependem de seus jumentos para carregar fardos dos campos e das lojas. Isso traz à mente o homem rico Jó que aparentemente morava perto do montanhoso Edom. Certamente apreciava os serviços de suas mil jumentas. — Jó 42:12.

      Com o avanço da tecnologia, o jumento tornou-se obsoleto em muitas partes do mundo. Que futuro há, então, para esse voluntário escravo do homem?

      Podemos ter certeza de que o Criador amoroso do homem tomará medidas oportunas para salvar da extinção não só os jumentos mas Sua inteira criação terrestre. Prometeu que esta terra será transformada num Paraíso global. Contribuindo para a beleza, os animais selvagens e os domésticos poderão cumprir seus papéis segundo os caracteres dados por Deus. Que deleite isso trará à humanidade obediente! — Gênesis 1:28; Oséias 2:18; Revelação [Apocalipse] 11:17, 18; 21:3-5.

  • O dócil jumento — nem sempre!
    Despertai! — 1983 | 22 de junho
    • O dócil jumento — nem sempre!

      Lentamente serpenteando a subida numa trilha de montanha, 50 jumentos foram atacados por ferozes cães pastores. Desconsiderando os cães, prosseguiram sem medo, com pesadas cargas nos lombos. A cena mudou quando um dos cães tentou morder a pata traseira do jumento que ia na frente.

      “No segundo em que o cão feriu a sua pata”, escreveu Frank Hibben, na Nature Magazine, “o burro virou-se rápido como relâmpago, não obstante a sua carga, e deu um belo coice na face do cão rosnante. Ao mesmo tempo abriu sua boca cavernosa e zurrou com toda a força de seus pulmões. . . . Eu nunca antes ouvira um burro zurrar assim”. Um por um todos os 50 se uniram ao coro — era um alarmante grito de guerra.

      Quando os cães atacaram de novo, jumentos da retaguarda correram e cercaram dois cães. Encurralados num círculo de jumentos enfurecidos, “um cão imaginou ter visto uma abertura . . . e correu em direção dela com o rabo entre as patas. O burro mais perto rapidamente baixou sua cabeça. Seus dentes fecharam-se bem em cima das costas do cão”. Desse modo ambos os cães foram apanhados e lançados fora do círculo — mortos. Os outros cães fugiram. “Três ou quatro burros dilataram suas narinas e zurraram alto, como que informando que a tarefa terminara. Daí todos reassumiram sua aparência sonolenta e laboriosa e de novo se enfileiraram. Eram novamente ‘apenas burros’.”

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