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O proferidor da verdade intervém com um juramentoA Sentinela — 1966 | 15 de junho
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da refeição noturna do Senhor, em 14 de nisã do ano de 1965, havia cerca de 11.500 pessoas que participaram dos emblemáticos pão e vinho, a fim de indicarem que eram membros da descendência espiritual de Abraão, herdeiros da herança celeste junto com o Descendente Principal, Jesus Cristo. (Luc. 22:14-30; 1 Cor. 11:20-32) Para este pequenino restante dos 144.000, o juramento afiançado que Jeová Deus juntou à sua promessa feita a Abraão, no Monte Moriá, deve constituir especial conforto e encorajamento para que se mantenha fiel. Por quê?
O PROPÓSITO DO JURAMENTO AFIANÇADO
26. Qual é o propósito dum juramento afiançado, segundo declarado em Hebreus 6:16?
26 Bem, qual é o propósito dum juramento afiançado? Uma explicação inspirada é fornecida a nós em Hebreus 6:16, nas seguintes palavras: “Os homens juram por alguém maior, e o seu juramento é o fim de toda a disputa, visto que é para eles uma garantia legal.”
27. Assim, que disputa deveria ter encerrado o juramento afiançado que Jeová fez a Abraão?
27 Assim, quando Jeová Deus jurou, afirmando: “‘Juro por mim mesmo’, é o proferimento de Jeová”, isso proveu garantia legal e especial da parte do Juiz Supremo do universo. Deveria ter encerrado toda disputa por parte de toda a humanidade, inclusive nós, atualmente, quanto a se viria uma bênção a todas as nações da terra, não só para os descendentes naturais de Abraão, mas também para as outras famílias do solo. — Gên. 12:1-3; 22:16-18.
28. Que fato a respeito do juramento de Deus nos deve dar incrementada garantia?
28 Por que deveria qualquer um de nós argumentar a respeito disso, hoje em dia? Por que deveria qualquer um de nós entreter quaisquer dúvidas a respeito disso, hoje em dia? Antes, oxalá obtenhamos incrementada garantia do próprio juramento voluntário de Deus. Não estava obrigado a jurar quanto à veracidade de sua promessa feita a Abraão sobre a descendência de bênção. Abraão não tinha nenhum direito de exigir que Deus jurasse cumprir sua promessa. De livre e espontânea vontade, Deus decidiu jurar por si mesmo, e tinha amorosa razão de fazê-lo. Paulo explica isto da seguinte forma:
29. Qual era o propósito de Deus em intervir com um juramento quando fazia sua promessa a Abraão, e, assim, ao invés de sermos indolentes, o que devemos ser?
29 “Não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas. Pois, quando Deus fez a sua promessa a Abraão, uma vez que não podia jurar por ninguém maior, jurou por si mesmo, dizendo: ‘Certamente, abençoando te abençoarei e multiplicando te multiplicarei.’ E assim, depois de Abraão ter mostrado paciência, ele obteve esta promessa. Pois os homens juram por alguém maior, e o seu juramento é o fim de toda a disputa, visto que é para eles uma garantia legal. Desta maneira Deus, quando se propôs demonstrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interveio com um juramento, a fim de que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, os que fugimos para o refúgio, tenhamos forte encorajamento para nos apegar à esperança que se nos apresenta. Temos esta esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme, e ela penetra até o interior da cortina [até o Santíssimo], onde um precursor entrou a nosso favor, Jesus, que se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.” — Heb. 6:12-20.
30. Por que deve a esperança do restante permanecer firme e segura, e com que fim?
30 Como conseqüência, o restante ainda na terra dos 144.000 membros menores da descendência prometida de Abraão obtém firme encorajamento do juramento afiançado do Deus Altíssimo, que jamais comete perjúrio ou jura falsamente, porque é “o Deus da verdade”. A esperança do restante, que se ancora no Santíssimo ou santuário celeste de Jeová Deus, deve sempre permanecer firme e segura, de modo que continuem a exercer paciência e perseverança assim como Abraão, Isaque e Jacó exerceram nos dias deles.
31. Quem mais, atualmente, obtém de direito grande encorajamento do juramento de Deus quanto ã Sua promessa, e segundo que visão dada a João?
31 Entretanto, os do restante ainda na carne, dos 144.000, não são atualmente os únicos que obtêm de direito grande encorajamento do juramento que confirma a promessa de Deus. Hoje em dia, grande multidão de outros crentes em Deus e em Jesus Cristo, seu Cordeiro, também o fazem. Por quê? Bem, depois de enumerar, pela primeira vez na história bíblica, o número exato de membros da descendência espiritual de Abraão, Revelação, capítulo sete, prossegue dizendo: “Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” (Rev. 7:9, 10) Ah, sim, a promessa juramentada de Deus, feita a Abraão, seria cumprida em benefício de mais do que apenas aqueles que se tornariam filhos espirituais de Abraão, que enumeravam 144.000. Seria também cumprida em benefício das nações e das famílias terrestres, que não eram parte desta descendência prometida, composta de Jesus Cristo e seus 144.000 co-herdeiros. Isto inclui os mortos humanos, bem como as pessoas agora vivas.
32. O que se evidencia de que a “grande multidão” está agora sendo vista atribuindo a sua salvação a Deus e ao Seu Cordeiro?
32 Esta “grande multidão” de crentes dentre todas as nações, tribos, povos e línguas já começou a obter a bênção por meio da descendência de Abraão. Sabem que já agora, antes de o restante ser transferido para o reino celeste, experimentam preciosas bênçãos por meio da descendência prometida do Abraão Maior, Jeová Deus. Por conseguinte, esta “grande multidão” inter-racial, internacional, intertribal, interlingüística, atribui a sua salvação a Jeová Deus, no seu trono celeste, e ao Seu Cordeiro, Jesus Cristo, o Descendente Principal de Abraão.
33. Por que esta “grande multidão” também precisa ser Incentivada, e, assim, o que devem também ter presente?
33 A destruição de Babilônia, a Grande, e a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, bem como o amarrar e aprisionar a Satanás, o Diabo, e seus demônios, ainda não ocorreram, a fim de remover todos os inimigos e perseguidores, visíveis e invisíveis. Por isso, esta “grande multidão”, com esperanças dum Paraíso terrestre sob o reino de Deus, precisa ser incentivada a evitar a indolência e a ser fiel, e a perseverar, assim como precisa o restante espiritual. Por tal razão, a “grande multidão” precisa ter presente o juramento feito por Deus, por Si mesmo, para confirmar sua inviolável promessa, para a bênção eterna deles.
34. (a) Por meio de que duas coisas tem o conselho de Jeová se tornado imutável? (b) Jeová já se tem vindicado como sendo Deus de que tipo, e, junto com Paulo, o que declaramos que é nossa posição para com Deus?
34 A palavra de Deus é imutável. O juramento de Deus é imutável. Visto que estas duas coisas, Sua palavra e Seu juramento, foram dados em conexão com seu conselho, que Ele achou por bem revelar-nos, isto torna também imutável o Seu conselho. Até mesmo agora, por meio daquilo que o Deus Altíssimo, Jeová, já tem feito com respeito a seu conselho revelado, Ele é vindicado, justificado, diante de todo o céu e toda a terra. Que os diabos o neguem, que todos os homens sob o controle dos diabos o neguem e descreiam nisso, todavia, Jeová, o Deus Altíssimo, permanece revelado e comprovado como “o Deus da verdade”. Que nos importa se a maioria absoluta deste mundo é de descrentes! Nós cremos e aceitamos a Palavra de Deus pela sua própria veracidade. Também respeitamos o inquebrantável poder obrigatório do juramento de Deus, que jurou pela maior e mais elevada pessoa que já existiu. Por conseguinte, declaramos inequivocamente que nossa posição é a mesma que a assumida pelo apóstolo cristão, Paulo, quando escreveu: “Seja Deus achado verdadeiro, embora todo homem seja achado mentiroso.” — Rom. 3:4.
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Será que os princípios bíblicos determinam a sua escolha de divertimentoA Sentinela — 1966 | 15 de junho
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Será que os princípios bíblicos determinam a sua escolha de divertimento
EXCITAÇÃO, conflito, violência, paixão e beleza acham-se em lugar proeminente no divertimento dos tempos modernos. Podem captar sua atenção, incendiar sua imaginação, causar-lhe estímulo emocional e fazer que esqueça por algum tempo seus cuidados pessoais da vida, mas estes não devem ser os únicos fatores usados na escolha dum tipo de divertimento. Os bons princípios que regem a vida diária do cristão devem ser considerados.
No primeiro século desta Era Comum, por exemplo, as formas de diversão que eram populares entre os romanos colidiam com os princípios bíblicos. Por tal razão, os cristãos não se juntavam às milhares de pessoas que enchiam os anfiteatros. (que a diversão ali era ruim é revelado pela seguinte descrição da mesma em The Historian’s History of the World (A História do Mundo por um Historiador), de Henry Williams:
“O anfiteatro levava o maior número possível de espectadores a apenas um passo dos mortos e dos moribundos, e promovia a paixão à vista de sangue, que continuou por séculos a competir em interesse com a inofensiva excitação da corrida. . . . Era quando o homem lutava com outro homem . . . que o arrebatamento de seu entusiasmo sanguinário estava no ápice. . . . A assistência ficava frenética com a excitação; levantavam de seus lugares; vociferavam; gritavam de aplauso, à medida que um golpe mais horrível que o outro era dado com a lança, ou a espada, ou a adaga, e jorrava o sangue vital. ‘Hoc habet’ — ‘ele o tem, ele o tem!’ — era o brado que partia de dez milhares de gargantas, e ecoava, não só da populaça degradada e brutalizada, mas dos lábios da realeza, de senadores e cavaleiros vestidos de púrpura, de nobres matronas, e até mesmo das donzelas consagradas cuja presença em toda a parte salvava o criminoso de sua sorte, mas cuja função aqui era consignar o suplicante à sua destruição por inverter para baixo o polegar, quando suplicava misericórdia. . . . E temos de nos lembrar que estas coisas não eram feitas casualmente, ou sob a influência de algum acesso estranho de frenesi popular.
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