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  • g72 8/9 pp. 3-4
  • Seja sábio — viva segundo seus recursos

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  • Seja sábio — viva segundo seus recursos
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Despertai! — 1972
g72 8/9 pp. 3-4

Seja sábio — viva segundo seus recursos

TRATA-SE de um jovem casal feliz, que ainda não tem filhos, e que vive numa das áreas melhores de Nova Iorque. Compraram uma casa, pensando que pagar prestações dela fazia mais sentido do que pagar aluguel. É óbvio que precisavam de mobília, e também obtiveram um carro, pagando ambas as coisas a prestação. Daí, deixaram-se envolver na compra de grande conjunto estereofônico, com vitrola, rádio e TV a cores. Embora ambos trabalhassem fora, e o marido tivesse dois empregos, não conseguiram efetuar todos os pagamentos.

Voltaram-se para um bom amigo em busca de conselhos, e foi-lhes mostrado como podiam cortar despesas de forma a viver segundo seus recursos. Resolveram prontamente fazer isso. E, não só por causa de seus problemas financeiros, mas também porque, como cristãos, verificaram estar ocupados demais e cansados demais para cuidar de suas obrigações cristãs.

Cada vez mais famílias estão sobrecarregando-se de dívidas como este casal. Assim, nos EUA, nos últimos dez anos, as falências pessoais duplicaram praticamente, indo de 97.750 para quase 183.000 por ano. Ao passo que alguns de tais casos eram devidos, sem dúvida, ao “tempo e o imprevisto” (tal como a doença, um acidente ou desemprego), a grande maioria, sem comparação, segundo nos informam, se devia às “orgias compras a crédito”. (Ecl. 9:11) Conforme certo perito de falências se expressou: “O crescimento no uso do crédito ao consumidor se acha por trás disso tudo. Os negociantes e agentes creditícios têm impingido o crédito às pessoas, competindo fortemente nos negócios a crédito.” — U.S. News & World Report, 19 de julho de 1971.

O que move as pessoas a comprar além de seus recursos são anúncios tais como “Voe agora — pague depois.” Um lema melhor, porém, é: “Economize agora — voe depois.” Sim, trata-se de bom conselho. Comprar a vista é a forma mais econômica de comprar coisas, visto que não terá então de pagar juros altos, que não raro chegam a atingir até 18 por cento ao ano, ou mais, no Brasil.

O que faz com que as famílias se tornem vítimas dos vendedores insistentes demais? Um fator amiúde é o desejo de “manter-se em dia com o vizinho”. Se os vizinhos da pessoa compram um carro novo ou uma piscina ao ar livre, então, será que a pessoa também precisa comprar tais coisas? Talvez ache que sim. Mas, tal proceder poderá ser tolo, se talvez os vizinhos puderem ter estas coisas e ela não. Daí, então, só porque seus vizinhos cometem o erro de viver além de seus recursos, isso não é motivo para fazê-lo também, será que é?

O problema talvez seja o dos símbolos da condição social. Muitas famílias se sobrecarregaram de pesadas prestações por terem comprado um excelente carro simplesmente porque este lhe dá prestígio na comunidade. Mas, se a pessoa não pode comprá-lo, não é o símbolo da condição social uma frente falsa? Ou, talvez seja uma TV a cores. Assim, relata-se que um professor, certa vez, ouviu numa escola particular um jovem dizer a outro: “Não posso brincar com você porque seus parentes não têm TV a cores!” Imagine só! Mas, onde foi que a criança obteve esta noção? Sem dúvida, de seus pais.

Naturalmente, há também o princípio hedonístico ou de prazer a considerar. Não há dúvida de que se tem prazer em possuir coisas excelentes, o orgulho da posse, além do que os outros talvez pensem. Há grande dose de prazer, também, de se comer ótima comida, prazer este que move não ponhas pessoas a viver além de seus recursos

Todas estas causas; e outras que talvez se possa evitar, trazem à memória as palavras do sábio Rei Salomão: “Tudo [é] vaidade e um esforço para alcançar o vento.” (Ecl. 1:14) Vaidade? Sim, porque os prazeres adicionais não compensam as preocupações, os cuidados, as amofinações, as ansiedades adicionais. Afirmou Jesus: “Nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte”, mas, aquele que continua vivendo além de seus recursos tem bons motivos para ficar ansioso quanto ao dia seguinte! — Mat. 6:34.

Assim, aprenda a ser objetivo, a ser governado pela razão, e não pela mera inclinação, sensação ou sentimento. Aprenda a diferençar as coisas de que realmente precise e os luxos que talvez deseje, mas que possa passar sem estes. Não comece a pensar e a acariciar o desejo de luxos, pois, dentro de pouco tempo, os luxos conseguirão um meio de mentalmente tornar-se “necessidades”. Tudo isso remonta à nossa fraqueza humana herdada, às nossas inclinações, desde a juventude em diante, tendendo para o egoísmo, e precisando ser reordenadas. — Gên. 8:21.

Nesta questão, como em todo outro problema da vida, a Bíblia oferece bom conselho. Avisa que a busca materialista é a raiz de todas as sortes de coisas prejudiciais. Também aconselha a se ter contentamento, afirmando: “Não trouxemos nada ao mundo, nem poderemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” (1 Tim. 6:7, 8) O apóstolo Paulo não só pregou o contentamento para seu amigo Timóteo, mas também o praticou. Deu excelente exemplo, podendo escrever: “Aprendi a ser auto-suficiente em qualquer circunstância em que esteja. Eu sei, deveras, estar reduzido em provisões, sei, deveras, ter abundância.” — Fil. 4:11, 12.

Por que podia o apóstolo Paulo ser auto-suficiente, ficar contente, quer tivesse pouco ou muito? Porque tinha algo em sua vida que era mais importante do que as coisas materiais, mais importante do que excelente comida, roupa ótima ou outros bens materiais excelentes. O que era? Tinha devoção piedosa ou piedade, a respeito da qual também escreveu ao seu amigo Timóteo: “Grande meio de lucro é, sim, a piedade para quem se satisfaz do próprio estado.” (1 Tim. 6:6, PIB) Sim, os tesouros espirituais são uma ajuda para se ser auto-suficiente e ficar contente com as coisas modestas, as coisas necessárias.

O homem não foi feito para viver só de pão, ou para as coisas materiais apenas. (Mat. 4:4) Precisa de alimento espiritual, de bens espirituais. Assim, reserve tempo para cultivar e adquirir estes. Acate as palavras de Jesus: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino [de Deus] e a Sua justiça.” Isso significa: Reserve tempo para ler e estudar a Palavra de Deus; reserve tempo para falar com Deus em oração; reserve tempo para associar-se com outros que, semelhantemente, interessam-se nas coisas espirituais. Adquira um conceito equilibrado das coisas e não será tentado a viver além de seus recursos. — Mat. 6:33.

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