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  • O que significa para você um governo justo?
    A Sentinela — 1980 | 1.° de fevereiro
    • O que significa para você um governo justo?

      QUÃO agradável seria um governo que se distinguisse por uma preocupação ativa para com todos os seus súditos! Se a pobreza, a opressão e as injustiças pudessem ser eliminadas, isto certamente representaria um alívio reanimador para todos os habitantes da terra.

      No Salmo 72, evidentemente escrito por Davi (Sal. 72 versículo 20), encontramos a descrição de um governo que irá realizar isso. É o reino de Deus, por Jesus Cristo. Proveu-se um vislumbre deste governo através do próspero e pacífico reinado do Rei Salomão, durante o período em que permaneceu servo fiel de Jeová Deus. Indicando o cumprimento inicial à frente, o cabeçalho do Salmo 72 diz: “Referente a Salomão.”

      O versículo inicial revela que um domínio justo não pode existir à parte dos princípios eternos da justiça divina. Lemos ali: “Ó Deus, dá ao Rei as tuas próprias decisões judiciais, e ao filho do Rei a tua justiça.” (Sal. 72:1) Estas palavras constituem um apelo em forma de oração para que o rei, ao fazer decisões, possa expressar os julgamentos de Jeová. Além do mais, a justiça que distingue o verdadeiro Deus também deve ser um atributo do filho do rei.

      A expressão “filho do rei” se aplica tanto a Salomão como a Jesus Cristo. Salomão era filho do Rei Davi, ao passo que Jesus é o Filho do grande Rei, Jeová Deus. (Isa. 33:22) Com respeito a Salomão, seus súditos vieram a reconhecer “que havia nele a sabedoria de Deus para executar decisões judiciais”. (1 Reis 3:28) E Jesus Cristo disse: “Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço, eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” — João 5:30.

      Naturalmente, para a justiça florescer, todas as pessoas precisam receber os benefícios da justiça imparcial. O salmo continua: “Pleiteie ele a causa do teu povo [o de Deus] com justiça e dos teus atribulados com decisão judicial. Que os montes levem a paz ao povo, também os morros, por meio da justiça. Julgue ele os atribulados do povo, salve ele [livre da opressão] os filhos do pobre e esmigalhe o defraudador.” (Sal. 72:2-4) Quando se administra imparcialmente a justiça para todos, incluindo os atribulados, os pobres e sua descendência, o resultado é paz e segurança. Ninguém precisa então viver com medo de ser defraudado e de se lhe negarem os direitos. Os montes e os morros que dominam a paisagem ‘levarem a paz ao povo’ significa que tal paz se estende por toda a terra. É assim como quando as torrentes e os rios que têm suas fontes em morros e montes levam sua água sustentadora da vida aos vales e às planícies. Os que comumente sofrem debaixo de um governo corrupto usufruirão segurança, ao passo que todos os homens opressivos e fraudulentos serão ‘esmigalhados’, punidos ou levados à justiça.

      Tal governo justo traz grande honra a Jeová Deus. Como diz o salmo: “Temer-te-ão enquanto houver o sol, e diante da lua, de geração em geração.” (Sal. 72:5) Visto que o Rei expressa os julgamentos de Jeová, os súditos têm um temor salutar do Altíssimo. Este temor subsiste enquanto o sol e a lua continuarem, por todas as gerações. Por exemplo, quando Salomão julgou o caso de duas prostitutas, o povo, vendo a evidência da sabedoria divina em ação, ‘ficou temeroso’. (1 Reis 3:28) Deve-se notar também que os milagres realizados por Jesus Cristo, enquanto estava na terra, encheram muitas pessoas dum temor salutar, movendo-as a louvar a Jeová Deus. — Mat. 9:8; Luc. 7:16.

      O efeito reanimador do governo justo é descrito como segue: “Ele descerá como a chuva sobre a grama cortada, como chuvas copiosas que molham a terra. Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio até os confins da terra.” (Sal. 72:6-8) O governo justo do Rei é tão reanimador quanto as chuvas abundantes de que se precisa para fazer vicejar a grama cortada. Em vista da paz e segurança existentes, a pessoa justa ‘floresce’, ou seja, medra ou prospera. Antes passaria a lua do que a paz sob o governo justo. — Compare isso com Mateus 5:18.

      É digno de nota que o reinado de Salomão foi proeminentemente pacífico. A Bíblia relata: “A própria paz veio a ser sua em cada região dele, em toda a volta. E Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.” (1 Reis 4:24, 25) Sob o reinado de Jesus Cristo, o “Príncipe da Paz”, podemos esperar o cumprimento ainda maior das palavras do salmista. — Isa. 9:6.

      O domínio de Salomão se estendia desde o Mar Vermelho até o Mar Mediterrâneo, e desde o rio Eufrates até a terra ao sul e ao oeste. (Veja Êxodo 23:31.) Mas Jesus Cristo dominará sobre a terra inteira. — Zac. 9:9, 10; compare isso com Daniel 2:34, 35, 44, 45; Mateus 21:4-9; João 12:12-16.

      A respeito das pessoas que viriam a estar sob a autoridade do rei, o Salmo 72 declara: “Diante dele se dobrarão os habitantes de regiões áridas, e seus inimigos é que lamberão o próprio pó. Os reis de Társis e das ilhas — pagarão tributo. Os reis de Sabá e de Sebá — apresentarão uma dádiva. E diante dele se prostrarão todos os reis; todas as nações, da sua parte, o servirão.” (Vv. Salmos 72:9-11) O que indicam estas palavras? Os nômades, moradores em tendas, habitantes da região erma ao leste da terra de Israel, submeter-se-iam ao rei. Seus inimigos se prostrariam submissamente perante ele, com suas faces tocando o próprio pó. Tributo viria de todas as partes. Pode-se ler em Primeiro Reis 10:22-25 a extensão do cumprimento do salmo durante o reinado de Salomão.

      No entanto, comparadas com o governo de Jesus Cristo, a dominação e a glória de Salomão ficarão eclipsadas. O Filho de Deus não somente herdou o domínio sobre toda a terra, mas até mesmo os anjos do céu reconhecem seu senhorio. — Fil. 2:9, 10; Heb. 1:3-9; 2:5-9.

      A grandeza do domínio do Rei não significa que ele não tem tempo para dar atenção individual às necessidades de seus súditos. Ele deve ser acessível a todos e ter profundo interesse em todos. Os versículos 12 a 14 do Salmo 72:12-14 nos contam: “Pois livrará ao pobre que clama por ajuda, também ao atribulado e a todo aquele que não tiver ajudador. Terá dó daquele de condição humilde e do pobre, e salvará as almas dos pobres. Resgatará sua alma da opressão e da violência, e o sangue deles será precioso aos seus olhos.”

      Sim, mesmo os súditos mais humildes podem ter uma audiência com este rei, e ele vem em socorro de todos os que necessitam de ajuda. Ele tem compaixão do pobre e do necessitado, livrando-os do mal que se faz a eles. Para ele, o sangue, representando a vida humana, tem um valor bem elevado, não é algo a ser derramado sem causa genuína. Durante o reinado de Salomão, os súditos tinham acesso ao trono para julgamento. Isto é evidente pelo fato de duas prostitutas conseguirem chegar com seu caso à presença dele e ouvirem uma decisão justa pronunciada naquele mesmo dia. (1 Reis 3:16-27) Quão diferente ele era dos reis persas de um período posterior! Nem mesmo uma rainha podia chegar à presença do marido sem pôr em risco sua vida, se não fosse convidada. (Est. 4:11) Na terra, o maior do que Salomão, Jesus Cristo, demonstrou vez após vez seu interesse ativo pela humanidade. Quando via as multidões, “sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. (Mat. 9:36) Ora, ele até mesmo entregou sua vida pela humanidade. — Mat. 20:28.

      Com referência a tal rei, conforme descrito pelo salmista, seria apenas correto exclamar: ‘Viva o rei!’ Ele deve receber tributo e, em favor de tal governante, devem-se oferecer orações. Ele é digno de bênção, não de maldição. Estes pensamentos são enfatizados no versículo 15 do Salmo 72: “E viva ele e dê-se-lhe do ouro de Sabá. E a seu favor faça-se constantemente oração; seja abençoado o dia inteiro.”

      Como podemos agir para com Jesus Cristo em harmonia com o espírito do Salmo 72:15? Fazemos isto por nos submetermos realmente a ele, ‘reconhecendo abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai’. (Fil. 2:11) Observe como os sentimentos do Salmo 72:15 são paralelos às seguintes palavras de Revelação 5:13, 14: “Toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra [os mortos que serão ressuscitados], e no mar, e todas as coisas neles, eu ouvi dizer: ‘Ao que está sentado no trono [Jeová Deus] e ao Cordeiro [Jesus Cristo] seja a bênção, e a honra, e a glória, e o poderio para todo o sempre.’ E as quatro criaturas viventes [os querubins] diziam: ‘Amém!’ e os anciãos prostraram-se e adoraram.”

      Descrevendo a prosperidade que acompanha o governo justo, o Salmo 72 continua: “Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância. Seu fruto será como no Líbano, e os da cidade florirão como a vegetação da terra.” — V. Salmos 72:16.

      Estando livres das devastações da guerra, e da insegurança que a injustiça e a opressão trazem, os súditos podem empenhar-se pacificamente na agricultura. A terra, com a bênção de Deus, dá uma produção abundante. É como se o cereal crescesse nas encostas da montanha, até o cume. Visto que os cumes dos montes geralmente não são lugares onde há abundância de cereais, as palavras “no cume dos montes haverá superabundância” apresentam um belo quadro de quão grande é a abundância. Os frutos estão vicejando como o Líbano, sim, como os cedros maciços do Líbano que se desenvolvem de forma exuberante. Isso pode indicar que as hastes do cereal são altas e grossas, capazes de suportar pesadas espigas de cereais. Até mesmo os habitantes das cidades florescem, tornando-se numerosos como a vegetação. Isto aconteceu durante o reinado de Salomão, pois lemos: “Judá e Israel eram muitos, em multidão, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se.” (1 Reis 4:20) Condições ainda melhores existirão na “nova terra” sob o governo de Jesus Cristo.

      Um governo justo e suas bênçãos acompanhantes, de fato, devem dar origem a uma profunda gratidão, do tipo de apreço descrito no Salmo 72:17: “Mostre seu nome ser por tempo indefinido; aumente seu nome diante do sol, e abençoem eles a si mesmos por meio dele; todas as nações chamem-no feliz.” O nome de um Rei que governa em justiça merece continuar por tempo indefinido. No caso de Salomão, as palavras do salmista expressavam o desejo de que a dinastia dele continuasse e prosperasse. ‘Aumentar’ o nome indica que o Rei tem descendência para continuar sua dinastia. E as pessoas abençoarem a si mesmas por meio do nome do Rei significa mencioná-lo ao desejarem bênçãos similares aos outros. Que as pessoas das outras nações devem ter proclamado Salomão feliz é evidente na expressão feita pela rainha de Sabá: “Felizes são os teus homens; felizes são estes servos teus que estão constantemente de pé diante de ti, escutando a tua sabedoria!” — 1 Reis 10:8.

      As palavras do salmista cumprem-se grandiosamente em Jesus Cristo, a quem Jeová Deus deu “o nome que está acima de todo outro nome”. (Fil. 2:9) Sendo imortal, o Filho de Deus não precisa de sucessores. Visto que ele tem poder vivificador, pode restaurar os mortos à vida e assim tornar-se o pai de muitos milhões. (Isa. 9:6, 7; João 5:26, 28; 1 Tim. 6:15, 16) Quão grande aumento isto significará para seu nome! Como principal ‘descendente de Abraão’, ele é aquele por meio de quem “todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas”. — Gên. 22:18.

      Quão desejável será o governo justo do Filho de Deus! A rainha de Sabá disse a Salomão: “Que Jeová, teu Deus, venha a ser bendito, aquele que se agradou de ti, pondo-te no trono de Israel; porque Jeová ama a Israel.” (1 Reis 10:9) Que bendigamos nós, igualmente, a Jeová por ter designado seu Filho como rei, adotando as palavras do salmista: “Bendito seja Jeová Deus, o Deus de Israel, o único que faz obras maravilhosas. E bendito seja seu glorioso nome por tempo indefinido, e sua glória encha a terra inteira. Amém e amém.” — Sal. 72:18, 19.

  • Abandonou as práticas espíritas
    A Sentinela — 1980 | 1.° de fevereiro
    • Abandonou as práticas espíritas

      Na ilha de Ometepe, no meio do lago Nicarágua, na América Central, há alguns anos vivia uma jovem, cujo pai era praticante de ciências ocultas, da cura pelo espiritismo e de feitiçaria. Ele tinha a reputação de curar casos de paralisia por invocar os espíritos maus. Após a sua morte, porém, sua própria filha ficou paralítica e acamada.

      A jovem recebia tratamento de uma pessoa que também lidava com o espiritismo. Mas, certo dia, um superintendente viajante cristão a visitou em sua casa e lhe deu um presente — um exemplar da “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”. Ao lê-la, a jovem encontrou o mandamento de Deus contra as práticas espíritas, conforme registrado em Deuteronômio, capítulo 18. Em razão disso, ela parou o tratamento que estava recebendo da praticante de espiritismo.

      Uma outra Testemunha levou avante a visita inicial a esta jovem e começou um estudo bíblico domiciliar com ela. Por fim, foi-lhe perguntado se seu pai já falecido havia deixado quaisquer livros ou papéis associados com as práticas espíritas dele, e a jovem respondeu que havia várias gavetas da escrivaninha cheias de tal material. De modo que queimaram estes itens. (Atos 19:18, 19) Também, instou-se com a jovem para que orasse a Jeová por ajuda. Pouco tempo depois, ela começou a andar novamente.

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