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  • Todos os caminhos de Deus são marcados pela justiça
    A Sentinela — 1989 | 1.° de março
    • Todos os caminhos de Deus são marcados pela justiça

      “A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele.” — DEUTERONÔMIO 32:4.

      1. Que qualidades de Jeová destacou Moisés em seu cântico aos filhos de Israel antes de morrer, e por que era ele uma pessoa qualificada para dizer isso?

      JEOVÁ, o supremo Juiz, Legislador e Rei, “ama a justiça e o juízo”. (Salmo 33:5; Isaías 33:22) Moisés, mediador do pacto da Lei e um profeta “a quem Jeová conhecia face a face”, ficou intimamente familiarizado com os caminhos justos de Jeová. (Deuteronômio 34:10; João 1:12) Pouco antes de morrer, Moisés destacou a superlativa qualidade da justiça de Jeová. Aos ouvidos de toda a congregação de Israel, ele clamou as palavras do seguinte cântico: “Dai ouvidos, ó céus, e fale eu; e ouça a terra as declarações da minha boca. . . . Declararei o nome de Jeová. Atribuí deveras grandeza ao nosso Deus! A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele.” — Deuteronômio 32:1, 3, 4.

      2. De que modo todas as atividades de Deus sempre têm sido marcadas pela justiça, e por que é isso importante?

      2 Todas as atividades de Jeová são marcadas pela justiça, e esta sempre é exercida em perfeita harmonia com a Sua sabedoria, amor e poder. Em Jó 37:23, Eliú, servo de Deus, lembrou a Jó: “Quanto ao Todo-poderoso, não o descobrimos; ele é sublime em poder, e não depreciará o juízo e a abundância da justiça.” E o Rei Davi escreveu: “Jeová ama a justiça e ele não abandonará aqueles que lhe são leais.” (Salmo 37:28) Que reconfortadora garantia! Em todos os Seus caminhos, Deus nunca, nem por um instante, abandonará os que lhe são leais. A justiça de Deus garante isso!

      Por Que Falta Justiça

      3. O que falta entre os homens hoje, e como tem isso afetado o relacionamento do homem com Deus?

      3 Visto que Jeová é o Deus da justiça, Aquele que ama a justiça, e “o Criador das extremidades da terra”, por que há hoje tanta falta de justiça entre os humanos? (Isaías 40:28) Moisés responde em Deuteronômio 32:5: “Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles. Geração pervertida e deturpada!” A atuação ruinosa do homem o tem separado tanto do seu Criador que os pensamentos e os caminhos de Deus são descritos como sendo tão superiores aos do homem “como os céus são mais altos do que a terra”. — Isaías 55:8, 9.

      4. Que proceder escolheu o homem adotar, e a que situação isso o conduziu?

      4 Nunca se esqueça de que o homem não foi projetado pelo seu Criador para agir de modo independente dele. Jeremias avalia corretamente a situação para nós, dizendo: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” (Jeremias 10:23) Ter o homem rejeitado os caminhos e o domínio justos de Deus o colocou sob forças invisíveis inteiramente diferentes e muito poderosas, as de Satanás, o Diabo, e seus associados demoníacos. O apóstolo João diz enfaticamente: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” Essas forças demoníacas não têm interesse algum em defender a justiça entre a humanidade. — 1 João 5:19.

      5. Dê exemplos da falta de justiça no mundo de hoje.

      5 Um exemplo da falta de justiça nos dias finais deste sistema de coisas foi salientado em 1984 pelo Procurador-Geral dos Estados Unidos, William French Smith. Comentando a respeito duma pesquisa feita sobre as sentenças à prisão, em 12 estados americanos, entre 1977 e 1983, Smith disse: “O público presume que os piores infratores — assassinos, estupradores, traficantes de drogas — cumpram penas substanciais. O estudo do departamento. . . mostra quão fácil é para criminosos empedernidos voltar às ruas para cometer novos crimes.” Não é de admirar que Paul Kamenar, da Fundação Jurídica de Washington, dissesse: “O sistema judiciário é demasiadas vezes indulgente.”

      6. (a) Qual era a condição moral de Judá antes de seu cativeiro? (b) Que perguntas fez Habacuque, e são elas aplicáveis hoje em dia?

      6 A justiça era indulgente em toda a nação de Judá antes de sua queda diante dos exércitos babilônicos, em 607 AEC. Por isso, o profeta de Deus, Habacuque, foi induzido a dizer: “A lei fica entorpecida e a justiça nunca sai. Visto que o iníquo está em torno do justo, por isso a justiça sai pervertida.” (Habacuque 1:4) Essa situação injusta levou o profeta a perguntar a Jeová: “Por que olhas para os que agem traiçoeiramente, calando-te quando o iníquo engole aquele que é mais justo do que ele?” (Habacuque 1:13) Hoje, as pessoas afetadas pela prática da injustiça em todos os setores da atividade humana também poderiam muito bem perguntar: ‘Por que é que o Deus da justiça continua olhando para a injustiça que se faz na terra? Por que permite ele que ‘a justiça saia pervertida’? Por que ele “se cala”?’ Estas são perguntas importantes, e apenas a preciosa Palavra de Deus, a Bíblia, fornece respostas verdadeiras e satisfatórias.

      Por Que Tem Deus Tolerado a Injustiça

      7. (a) Porque o homem perdeu o Paraíso que Deus lhe dera? (b) Que questões foram suscitadas no Éden, e como reagiu a estas a justiça de Deus?

      7 As obras de Deus são perfeitas, conforme atestado por Moisés. Era assim com respeito ao casal humano perfeito que Deus colocou no Paraíso do Éden. (Gênesis 1:26, 27; 2:7) Aquele arranjo era integralmente perfeito para o bem-estar e a felicidade da humanidade. O registro divino nos diz: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” (Gênesis 1:31) Mas a tranqüilidade edênica não durou muito. Sob a influência de uma criatura espiritual rebelde, Eva e seu esposo, Adão, foram levados a um confronto com Jeová quanto ao Seu modo de os governar. A justeza das ordens que Deus lhes dera foi então posta em dúvida. (Gênesis 3:1-6) Esse desafio à justeza do domínio de Deus suscitou questões morais vitais. O registro histórico do fiel homem Jó indica que agora a integridade de todas as criaturas de Deus também estava sendo posta em dúvida. A justiça exigia que se concedesse tempo para resolver essas questões de importância universal. — Jó 1:6-11; 2:1-5; veja também Lucas 22:31.

      8. (a) Em que calamitosa situação se encontrava então o homem? (b) Que raio de esperança se vê no cântico de Moisés?

      8 A condição calamitosa da humanidade, resultante de se rejeitar os caminhos justos de Deus, é resumida por Paulo em Romanos 8:22. Ali o apóstolo escreveu: “Toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora.” Grande parte dos ‘gemidos’ e das “dores” tem sido por causa da falta de justiça entre os humanos, ao passo que “homem tem dominado homem para seu prejuízo”. (Eclesiastes 8:9) Mas, agradeça-se ao Deus todo-poderoso que ele não permitirá que tal perversão da justiça continue indefinidamente! Neste respeito, note o que Moisés declarou adicionalmente no seu cântico, em Deuteronômio 32:40, 41: “‘Assim como vivo por tempo indefinido’, se eu [Jeová] deveras afiar minha espada lampejante, e minha mão se apoderar do julgamento, pagarei de volta vingança aos meus adversários, e retribuirei aos que me odeiam intensamente.”

      9. Explique como a mão de Jeová ‘se apoderou do julgamento’ quando o homem se rebelou.

      9 A mão de Jeová ‘se apoderou do julgamento’ lá no Éden. Sem demora, Deus com justiça sentenciou o homem à morte por este deliberadamente ter desobedecido às Suas ordens. Deus disse a Adão: “Tu és pó e ao pó voltarás.” (Gênesis 3:19) Séculos depois, o apóstolo Paulo resumiu as trágicas conseqüências que o proceder pecaminoso de Adão trouxe sobre a inteira família humana. Ele escreveu: “Assim como por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Romanos 5:12.

      10. Que dois descendentes se desenvolveram desde a rebelião de Adão, e como reagiu Jeová?

      10 Em seguida ao irrompimento da rebelião do homem, Deus também declarou: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gênesis 3:15, 17-19) O desenvolvimento desses dois descendentes tem prosseguido por 6.000 anos, e entre eles sempre existiu “inimizade”. Mas, em meio a todas as mudanças de cena na terra, os caminhos justos de Jeová não mudaram. Ele diz, por meio de seu profeta Malaquias: “Eu sou Jeová; não mudei.” (Malaquias 3:6) Isto tem assegurado que os caminhos de Deus ao lidar com a humanidade imperfeita e rebelde fossem sempre marcados pela justiça. Nem uma única vez Jeová se desviou de seus elevados e justos princípios, ao passo que os tem harmonizado com as suas maravilhosas qualidades de sabedoria, amor e poder.

      Deus Vem em Socorro do Homem

      11, 12. Como bem descreve o Salmo 49 a situação aflitiva do homem?

      11 Como os tentáculos de um enorme polvo, a influência iníqua de Satanás se estendeu e envolveu a inteira família humana. Oh! quão desesperadamente os humanos precisam ser libertados não só da sentença de morte que recai sobre eles como também dos injustos sistemas de domínio humano imperfeito!

      12 A terrível situação aflitiva em que o homem se tem encontrado desde que recebeu a sentença de morte é bem expressa no seguinte salmo, dos filhos de Corá: “Ouvi isto, todos os povos. Dai ouvidos, todos os habitantes dos sistemas de coisas, vós, filhos da humanidade, bem como vós, filhos do homem, tu, rico, e tu, pobre, juntamente. Nenhum deles pode de modo algum remir até mesmo um irmão, nem dar a Deus um resgate por ele, (e o preço de redenção da alma deles é tão precioso, que cessou por tempo indefinido) que ele ainda assim viva para sempre e não veja a cova.” (Salmo 49:1, 2, 7-9) Tudo isso é resultado da justiça aplicada de Deus!

      13, 14. (a) Somente quem poderia resgatar o homem, e por que era tão apropriado aquele que Deus escolheu? (b) De que modo tornou-se Jesus “Sim” com respeito a todas as promessas de Deus?

      13 De onde, então, poderia vir ajuda? Quem poderia resgatar o homem do poder da morte? O salmista responde: “O próprio Deus remirá a minha alma da mão do Seol.” (Salmo 49:15) Somente o grande amor de Deus, operando em harmonia com a Sua justiça, poderia resgatar o homem “da mão do Seol”. As nossas perguntas foram adicionalmente respondidas durante uma conversa noturna entre Jesus e o cauteloso fariseu Nicodemos. Jesus lhe disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Antes de o Filho de Deus vir à terra, ele vivera com seu Pai no céu. Em sua existência pré-humana fala-se dele como alguém que ‘gostava dos filhos dos homens’. (Provérbios 8:31) Quão apropriado, portanto, que Jeová tenha escolhido esta específica criatura espiritual — Seu Filho unigênito — para remir a humanidade!

      14 Paulo diz a respeito de Jesus: “Não importa quantas sejam as promessas de Deus, elas se tornaram Sim por meio dele.” (2 Coríntios 1:20) Uma dessas promessas registradas pelo profeta Isaías é mencionada em Mateus 12:18, 21, onde lemos a respeito de Jesus: “Eis o meu servo a quem tenho escolhido, meu amado, a quem a minha alma tem aprovado! Porei sobre ele o meu espírito e ele esclarecerá às nações o que é justiça. Deveras, em seu nome esperarão as nações.” — Veja Isaías 42:1-4.

      15, 16. Como foi possível Jesus se tornar o “Pai Eterno” dos descendentes de Adão?

      15 Durante o ministério terrestre de Jesus, ele esclareceu que homens de todas as nações poderiam por fim esperar em seu nome e usufruir assim os benefícios da justiça de Deus. Jesus disse: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” (Mateus 20:28) A Lei perfeita de Deus, dada à nação de Israel, declarava: “Alma por alma.” (Deuteronômio 19:21) Portanto, depois de Jesus ter deposto a sua vida perfeita na morte e ter sido ressuscitado pelo poder de Deus para ascender de volta ao céu, ele estava em condições de apresentar o valor de sua vida humana perfeita a Jeová em troca dos direitos de vida de Adão. Assim, Jesus tornou-se “o último [ou segundo] Adão”, e está agora empossado para agir como “Pai Eterno” de todos os descendentes crentes de Adão. — 1 Coríntios 15:45; Isaías 9:6.

      16 O caminho de salvação provido por Deus, por meio de sua amorosa provisão do sacrifício resgatador de seu Filho, Jesus Cristo, foi assim ‘esclarecido às nações’. E é deveras marcado pela justiça. Quão gratos devemos ser de que Deus proveu o caminho para ‘remir a nossa alma da mão do Seol’!

      Defendendo o Resgate

      17, 18. Em que parceria entrou C. T. Russell na década de 1870, mas, como Barbour o surpreendeu em 1878?

      17 Como os cristãos no primeiro século, as Testemunhas de Jeová nos tempos modernos sempre têm defendido o ensino do sacrifício de resgate de Jesus Cristo. É interessante recordar que o primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), Charles Taze Russell, era certa vez co-editor e apoiador financeiro duma revista religiosa chamada The Herald of the Morning (O Arauto da Aurora). Esta revista foi originalmente publicada por um adventista, N. H. Barbour, de Rochester, Nova Iorque, EUA. Russell tinha então uns 20 e poucos anos, mas Barbour era bem mais velho.

      18 A parceria aparentemente ia bem até 1878, quando Barbour, surpreendentemente, publicou um artigo negando a doutrina do resgate. Descrevendo o que aconteceu, Russell disse: “O Sr. Barbour. . . escreveu um artigo para o Arauto negando a doutrina da Expiação — negando que a morte de Cristo fosse o resgate de Adão e sua descendência, afirmando que a morte de nosso Senhor não era uma liquidação da penalidade pelos pecados do homem, assim como espetar um alfinete no corpo duma mosca, e fazê-la sofrer e morrer, não seria considerado por um pai terrestre como justa reparação do mau procedimento de seu filho.”

      19. (a) Qual foi a reação de Russell ao conceito de Barbour sobre o resgate? (b) Cumpriu-se o desejo de Russell com relação a A Sentinela?

      19 Russell poderia ter sido influenciado pelo seu sócio mais velho, mas não foi. Por vários meses seguiu-se uma controvérsia nas páginas da revista, Barbour negando o resgate e Russell escrevendo em favor dela. Por fim, Russell retirou-se de toda a associação com Barbour e passou a publicar (em inglês) esta revista, chamada então A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo. Russell expressou os seguintes sentimentos a respeito da nova revista: “Desde o início, tem sido especial defensora do Resgate; e, pela graça de Deus, esperamos que seja assim até o fim.” Cumpriu-se a esperança do editor Russell? Certamente que sim! Em explicação, a página 2 do número corrente diz que a revista “exorta à fé no agora reinante Rei, Jesus Cristo, cujo sangue derramado abre o caminho para a humanidade obter vida eterna”.

      20. Que perguntas ainda estão sem resposta?

      20 Até este ponto na nossa consideração, acompanhamos o andamento da justiça de Deus em exigir um meio para resgatar a humanidade da condenação ao pecado e à morte que repousa sobre a família humana. O amor proveu tais meios. Contudo, perguntas como estas ainda não foram respondidas: Como se tornaram disponíveis os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus Cristo? Como pode você beneficiar-se deles, e quão breve? O artigo seguinte provê respostas que com certeza aumentarão a sua confiança de que todos os caminhos de Deus são marcados pela justiça.

      Qual Seria Sua Resposta?

      ◻ Que importância dá Deus à justiça?

      ◻ Por que existe tanta injustiça entre a humanidade?

      ◻ Que providência tomou Deus para que o homem se salvasse da morte?

      ◻ Até que ponto tem A Sentinela defendido o resgate?

  • Justiça — em breve para todas as nações
    A Sentinela — 1989 | 1.° de março
    • Justiça — em breve para todas as nações

      “A justiça — a justiça é que deves seguir, para que fiques vivo e deveras tomes posse da terra que Jeová, teu Deus, te dá.” — DEUTERONÔMIO 16:20.

      1. Qual era o propósito original de Deus para com o homem, e somente como poderia este cumpri-lo?

      O PROPÓSITO de Jeová ao criar o homem e a mulher era fazer com que a terra ficasse cheia de criaturas perfeitas. Todas elas o louvariam e desempenhariam a sua parte em subjugar a terra. (Gênesis 1:26-28) Visto que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, ele foi dotado das qualidades de sabedoria, justiça, amor e poder. Apenas através do equilibrado exercício dessas qualidades poderia o homem cumprir o propósito de seu Criador para com ele.

      2. Quão importante era que os filhos de Israel buscassem a justiça?

      2 Como vimos no artigo anterior, o homem rebelou-se contra a maneira de Deus fazer as coisas e foi sentenciado à morte. Agora, por causa da imperfeição, era-lhe impossível cumprir o propósito original de Deus para com a humanidade. A incapacidade do homem de demonstrar justiça perfeita tem sido um fator significativo nesse fracasso. Não é de admirar, pois, que Moisés lembrasse aos filhos de Israel: “A justiça — a justiça é que deves seguir!” A vida deles e a sua capacidade de tomarem posse da Terra Prometida dependiam de seguirem a justiça. — Deuteronômio 16:20.

      Sombra de Boas Coisas Vindouras

      3. Por que é importante para nós hoje um exame dos tratos de Jeová com Israel?

      3 Os tratos de Jeová com a nação de Israel fortalecem a nossa confiança em que ele, sem falta, esclarecerá a sua justiça a todas as nações, por meio de seu Servo escolhido, Jesus Cristo. O apóstolo Paulo explica do seguinte modo essa questão: “Porque todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança.” (Romanos 15:4) Visto que Deus “ama a justiça e o juízo”, ele exigiu que os israelitas o imitassem em todos os seus tratos de uns para com os outros. (Salmo 33:5) Pode-se ver isso claramente examinando-se apenas algumas das 600 leis dadas a Israel.

      4. Como eram tratados os direitos civis sob a Lei mosaica?

      4 Não existiam problemas de direitos civis quando se aplicava a Lei mosaica. Com respeito a algum não-israelita que passasse a morar no país, Levítico 19:34 diz: “O residente forasteiro que reside convosco deve tornar-se para vós como o vosso natural; e tens de amá-lo como a ti mesmo.” Que arranjo justo e amoroso! Além disso, tanto juízes como testemunhas foram admoestados: “Não deves testificar a respeito duma controvérsia de modo a te desviares com a multidão, para perverter a justiça. Quanto ao de condição humilde, não deves mostrar preferência numa controvérsia sua.” (Êxodo 23:2, 3) Imagine — justiça administrada tanto ao rico como ao pobre!

      5. Como se compara o direito penal que existia sob a Lei mosaica com os existentes hoje?

      5 Sob o código da Lei mosaica, o direito penal era muito superior às leis constantes na legislação das nações atuais. Por exemplo, o ladrão não era encarcerado, de modo a impor um fardo a trabalhadores diligentes, acatadores da Lei. Ele tinha de trabalhar e pagar o dobro ou mais por aquilo que roubara. Assim, a vítima não sofria perda. Mas digamos que o ladrão se negasse a trabalhar e a pagar. Neste caso, ele era vendido como escravo até que se fizesse a restituição. Se insistisse em mostrar uma atitude obstinada, seria morto. Desse modo fazia-se justiça à vítima, e isto servia também de forte dissuasão para outros que se sentissem inclinados a roubar. (Êxodo 22:1, 3, 4, 7; Deuteronômio 17:12) Ademais, visto que a vida é sagrada aos olhos de Deus, todo assassino era morto. Isso removia da nação uma pessoa iníqua e assassina. No entanto, mostrava-se misericórdia ao homicida não intencional. — Números 35:9-15, 22-29, 33.

      6. A que conclusão nos leva um exame das leis de Israel?

      6 Portanto, quem pode negar que a justiça marcava todos os tratos judiciais de Deus com a nação de Israel? Assim, quanto consolo e quanta esperança nos dá contemplar como a promessa de Deus, em Isaías 42:1, será posta em prática por meio de Cristo Jesus! Ali se nos garante: “Justiça para as nações é o que ele produzirá.”

      Justiça Equilibrada com Misericórdia

      7. Descreva os misericordiosos tratos de Jeová com Israel.

      7 A justiça de Deus se equilibra com a misericórdia. Isto ficou claramente demonstrado quando os israelitas começaram a rebelar-se contra os caminhos justos de Deus. Note a descrição que Moisés fez do cuidado misericordioso que Jeová teve para com eles durante os 40 anos que passaram no deserto: “Veio a achá-lo numa terra erma e num deserto vago, uivante. Começou a cercá-lo, a tomar conta dele, para resguardá-lo como a menina de seu olho. Assim como a águia remexe seu ninho, paira sobre os seus filhotes, estende as suas asas, toma-os, carrega-os nas suas plumas, somente Jeová o guiava.” (Deuteronômio 32:10-12) Mais tarde, quando a nação se tornou apóstata, Jeová rogou: “Por favor, recuai dos vossos maus caminhos e das vossas más ações.” — Zacarias 1:4a.

      8, 9. (a) Até que ponto mostrou Deus justiça misericordiosa aos judeus? (b) Que calamidade final lhes sobreveio, mas o que se pode dizer da maneira de Deus lidar com eles?

      8 A oferta de misericórdia da parte de Jeová caiu em ouvidos surdos. Por meio do profeta Zacarias, Deus disse: “Não escutaram e não prestaram atenção a mim.” (Zacarias 1:4b) Assim, a justiça misericordiosa de Deus o impeliu a enviar seu Filho unigênito para ajudá-los a retornar a Ele. João, o Batizador, apresentou o Filho de Deus, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29) Por vários anos, Jesus ensinou incansavelmente aos judeus os caminhos justos de Deus, realizou inúmeros milagres, provando assim que era o predito Libertador. (Lucas 24:27; João 5:36) Mas o povo não escutava, nem cria. Assim, Jesus sentiu-se induzido a exclamar: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” — Mateus 23:37, 38.

      9 Deus refreou-se por mais 37 anos de executar seu julgamento adverso, até 70 EC. Permitiu então que os romanos destruíssem Jerusalém e levassem milhares de judeus ao cativeiro. Quando consideramos a longanimidade e a paciência de Jeová durante um período de muitos séculos, quem pode deixar de ver a marca da justiça em todos os seus tratos com a casa de Israel?

      Justiça Para Todas as Nações

      10. Como se estendeu a justiça de Deus a todas as nações?

      10 Depois de Israel ter rejeitado a Jesus, Tiago disse: “Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome.” (Atos 15:14) Esse “povo”, incluindo aqueles poucos judeus que aceitaram a Jesus como Messias, forma coletivamente “o Israel [espiritual] de Deus” e é constituído de 144.000 seguidores de Cristo Jesus, ungidos pelo espírito. (Gálatas 6:16; Revelação [Apocalipse] 7:1-8; 14:1-5) O primeiro crente gentio incircunciso foi Cornélio. Quando ele e os da sua casa aceitaram o caminho de salvação provido por Deus, Pedro disse: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Paulo amplia o assunto da justeza da imparcialidade de Jeová, dizendo: “Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, não há nem macho nem fêmea; pois todos vós sois um só em união com Cristo Jesus. Além disso, se pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa.” — Gálatas 3:28, 29.

      11. Que promessa foi feita a Abraão, e como será cumprida?

      11 Aqui se nos traz à lembrança uma promessa maravilhosa que Jeová fez a Abraão. À base da disposição deste patriarca em sacrificar seu amado filho Isaque, Deus disse-lhe: “Pelo fato de que fizeste esta coisa e não me negaste teu filho, teu único, seguramente te abençoarei. . . E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente.” (Gênesis 22:16-18) Como será cumprida essa promessa? O “descendente de Abraão”, composto de Jesus Cristo e seus 144.000 seguidores ungidos que se mostram fiéis até a morte, governarão a humanidade a partir dos céus por mil anos. (Revelação 2:10, 26; 20:6) A respeito desse tempo bendito, Jeová nos assegura: “Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim.” Por quê? Porque o “domínio principesco” desse Reino messiânico será ‘amparado por meio do juízo e da justiça por tempo indefinido’. — Isaías 9:7.

      12. Até que ponto já se usufruem as bênçãos do pacto abraâmico?

      12 No entanto, não precisamos esperar até que comece o Reinado Milenar de Cristo Jesus para podermos usufruir as bênçãos do pacto abraâmico. Essas bênçãos já estão sendo usufruídas por “uma grande multidão” de pessoas “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Por terem simbolicamente ‘lavado as suas vestes compridas e as terem embranquecido no sangue do Cordeiro’, Jesus Cristo, chegaram a obter uma posição justa perante Jeová. Como Abraão, tornaram-se amigos de Jeová! Deveras, o caminho de salvação da parte de Jeová para milhões de pessoas dentre todas as nações já é marcado pela justiça. — Revelação 7:9-14.

      Está Correspondendo aos Caminhos Justos de Deus?

      13, 14. (a) Que exame pessoal do coração deve cada um de nós fazer? (b) Como podemos expressar nossa gratidão a Jeová?

      13 Sente-se tocado de coração e profundamente comovido pelo caminho de justiça e de amor de Deus em dar seu Filho unigênito como resgate em seu favor? Imagine os sentimentos de Abraão quando Deus lhe pediu que sacrificasse seu único filho, a quem tanto amava! Mas os sentimentos de Deus são mais profundos. Pense nos sentimentos dele quando seu querido Filho sofria as indignidades, os ultrajes de transeuntes e a dor excruciante na estaca de tortura. Imagine a reação de Jeová ao clamor de Jesus: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” (Mateus 27:39, 46) Não obstante, a justiça exigia que Jeová Deus permitisse que seu Filho morresse dessa maneira, a fim de provar a sua integridade em vindicação da justiça de Deus. Ademais, por permitir que seu Filho morresse, Jeová abriu para nós o caminho de salvação.

      14 Certamente, pois, a nossa gratidão a Jeová e ao seu Filho deve induzir-nos a reconhecer publicamente: “Devemos a salvação ao nosso Deus. . . e ao Cordeiro.” (Revelação 7:10) Por reagirmos assim positivamente, mostramos que cremos nas palavras de Moisés: ‘Todos os caminhos [de Jeová] são justiça.’ (Deuteronômio 32:4) Quanta felicidade damos ao coração de Jeová e de seu Filho ao reconhecermos e daí seguirmos os caminhos justos de Deus para a salvação do homem!

      15. Que importância têm para nós as palavras de Jesus a Nicodemos?

      15 Não nos sentimos felizes de que nossos concrentes, na década de 1870, assumiram uma posição firme na questão do sacrifício de resgate? Não nos alegramos de que pertencemos hoje a uma organização que tem a mesma determinação de se apegar aos caminhos justos e amorosos de Deus para a salvação do homem? Neste caso, devemos prestar atenção especial ao que Jesus disse a Nicodemos: “Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele. Quem nele exercer fé, não há de ser julgado. . . . Quem faz o que é verdadeiro se chega à luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas como tendo sido feitas em harmonia com Deus.” Para escaparmos do julgamento adverso de Deus, temos de provar a nossa fé no Filho por fazermos ‘obras em harmonia com Deus’. — João 3:17, 18, 21.

      16. Como podem os discípulos de Jesus glorificar o Pai celestial?

      16 Jesus disse: “Nisto é glorificado o meu Pai, que persistais em dar muito fruto e vos mostreis meus discípulos. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do Pai e permaneço no seu amor.” (João 15:8, 10) Quais são alguns destes mandamentos? Um deles se encontra em João 13:34, 35, onde Jesus disse a seus discípulos: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros. . . . Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” Os frutos do amor são evidentes entre as Testemunhas de Jeová. Jesus ordenou também: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mateus 28:19, 20) Faz você pessoalmente estas ‘obras em harmonia com Deus’?

      17. Que resultado mostra que a obra de pregação e ensino é uma demonstração da justiça de Jeová?

      17 A justiça do caminho de Jeová em permitir que os seguidores de Jesus façam essas obras de pregação e de ensino torna-se evidente quando consideramos o que as Testemunhas de Jeová realizaram em apenas um ano. Em 1988 foram batizados 239.268 novos discípulos! Não lhe alegra isso o coração?

      O Deus de Justiça Agirá Velozmente

      18. Que perguntas podem ser feitas em vista da perseguição contra o povo de Jeová?

      18 A obra de dar testemunho não tem sido feita sem oposição. Jesus disse a seus seguidores: “Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós.” (João 15:20) A história moderna das Testemunhas de Jeová atesta a veracidade dessa declaração. Num país após outro as Testemunhas têm sofrido proscrições, encarceramentos, espancamentos e até mesmo torturas. De novo nos vêm à mente as palavras proféticas de Habacuque: “A lei fica entorpecida e a justiça nunca sai.” Por isso, às vezes, talvez até mesmo os do povo de Jeová queiram perguntar: ‘Por que olha Jeová para os que agem traiçoeiramente? Por que se cala Ele quando o iníquo engole aquele que é mais justo do que ele?’ — Habacuque 1:4, 13.

      19. Que ilustração apresentou Jesus para ajudar-nos a entender os assuntos do ponto de vista de Deus?

      19 Jesus fez uma ilustração que nos ajuda a responder a tais perguntas e nos habilita a ver as coisas do ponto de vista de Deus. Em Lucas 17:22-37, Jesus descreveu as condições violentas que marcariam o fim deste sistema de coisas. Ele disse que seriam comparáveis às que antecederam o Dilúvio dos dias de Noé e a destruição de Sodoma e Gomorra nos dias de Ló. Daí, conforme descrito em Lucas 18:1-5, Jesus se voltou para os seus discípulos e passou “a contar-lhes uma ilustração a respeito da necessidade de sempre orarem e de nunca desistirem”. Jesus falou sobre uma viúva em grande necessidade, e sobre “certo juiz” em condições de suprir as necessidades dela. A viúva rogava insistentemente: “Cuida de que eu obtenha justiça do meu adversário em juízo.” Por causa de sua persistência, o juiz finalmente ‘cuidou de que ela obtivesse justiça’.

      20. Que lição contém para nós a ilustração de Jesus?

      20 Que lição há nisso para nós hoje? Contrastando aquele juiz injusto com Jeová, Jesus disse: “Ouvi o que disse o juiz, embora injusto! Certamente, então, não causará Deus que se faça justiça aos seus escolhidos que clamam a ele dia e noite, embora seja longânime para com eles? Eu vos digo: Ele causará que se lhes faça velozmente justiça.” — Lucas 18:6-8a.

      21. Como devemos encarar os nossos problemas pessoais e lidar com eles?

      21 Lembre-se sempre de que, quando se trata de nossos problemas pessoais, qualquer aparente demora em obtermos uma resposta às nossas petições não se deve a alguma má vontade da parte de Deus. (2 Pedro 3:9) Se estivermos sofrendo algum tipo de perseguição ou injustiça, como aquela viúva, podemos ter fé que Deus cuidará de que por fim se faça justiça. Como podemos mostrar tal fé? Por orar incessantemente e apoiar as nossas orações mantendo um proceder fiel. (Mateus 10:22; 1 Tessalonicenses 5:17) Por meio de nossa fidelidade, provaremos que existe fé na terra, que há verdadeiros amantes da justiça e que nós estamos entre eles. — Lucas 18:8b.

      “Alegrai-vos, ó Nações, com o Seu Povo”

      22. Com que tom de triunfo concluiu Moisés o seu cântico?

      22 Muitos séculos atrás, Moisés concluiu seu cântico com o seguinte tom triunfante: “Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo, pois vingará o sangue dos seus servos, e pagará de volta vingança aos seus adversários, e fará deveras expiação pelo solo do seu povo.” (Deuteronômio 32:43) O dia da vingança de Jeová se aproxima cada vez mais. Quão gratos somos de que ele ainda exerce paciência, junto com justiça!

      23. Que resultado feliz aguarda os que compartilham da alegria do povo de Deus?

      23 O caminho ainda está aberto para que pessoas de todas as nações “alcancem o arrependimento”, mas não há tempo a perder. Pedro advertiu: “O dia de Jeová virá como ladrão.” (2 Pedro 3:9, 10) A justiça de Deus exige que este sistema iníquo seja em breve destruído. Quando isso acontecer, estejamos entre os que acataram a convocação animadora: “Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo.” Sim, estejamos entre os felizes que observaram que todos os caminhos de Deus são marcados pela justiça!

      Qual É Sua Resposta?

      ◻ Por que deve a Lei mosaica fortalecer a nossa fé na justiça de Deus?

      ◻ O que nos deve impelir a corresponder aos caminhos justos de Deus?

      ◻ Como pode Jeová ser glorificado?

      ◻ Apenas onde, hoje em dia, pode-se achar verdadeira alegria?

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