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Os limites do Reino de DeusA Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
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13. Que apelo fez Jeová mediante Malaquias e como teve este um cumprimento menor e outro maior?
13 Para Salomão, o princípio bidirecional terminou de maneira inversa, para a sua vergonha e o seu vitupério. Mas não precisa ser assim. Embora Israel, nos dias de Malaquias, tivesse uma longa história em seu desfavor, Jeová lhe fez este apelo direto e positivo: “Desde os dias de vossos antepassados vos desviastes dos meus regulamentos e não os guardastes. Retornai a mim e eu vou retornar a vós.” Num dia final de julgamento sobre Israel, um restante realmente retornou e se tornou discípulos de Jesus, seu Messias. Do mesmo modo neste dia de julgamento sobre a cristandade, que é a parte mais destacada de Babilônia, a Grande, um restante de verdadeiros cristãos foi refinado e purificado, e mostra ser testemunhas cristãs de Jeová. Note o que os distingue. “‘E eles hão de tornar-se meus’, disse Jeová dos exércitos, ‘no dia em que eu produzir uma propriedade especial. . . . E vós haveis de ver novamente a diferença entre o justo e o iníquo, entre o que serve a Deus e o que não o serviu’.” — Mal. 3:2-4, 7, 17, 18; veja também Lucas 12:8, 9.
14. (a) Que boa obra de edificação iniciou-se em Pentecostes de 33 E. C.? (b) Que colheita mundial está em operação hoje em dia? (c) Conforme observado por Pedro, que requisitos são essenciais para uma boa edificação?
14 Salomão tinha realmente uma comissão excelente na construção do templo, do santuário de Deus, mas nós temos hoje um privilégio ainda maior. Os muitos edifícios pelos quais Salomão foi responsável foram construídos de madeira e de pedra. No entanto, desde Pentecostes de 33 E. C., a congregação cristã é identificada como “edifício de Deus”. “O próprio Cristo Jesus é a pedra angular de alicerce. Em união com ele, o edifício inteiro . . . desenvolve-se num templo santo . . . como lugar para Deus habitar por espírito.” Que concepção elevada do “edifício de Deus”, composto de “pedras viventes”! Hoje, além do restante da congregação cristã, Jeová inaugurou uma colheita mundial, na qual você, leitor, poderá participar, resultando numa “grande multidão” que toma sua posição do lado de Deus e de seu reino, em associação íntima com o restante dos herdeiros do Reino. Referindo-se a Cristo Jesus como a principal “pedra vivente”, Pedro cita a profecia de Isaías: “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eis que lanço por alicerce em Sião uma pedra, uma pedra provada, ângulo precioso de um alicerce seguro. . . . E eu vou fazer do juízo o cordel de medir e da justiça o nível.’” Quão importante é que observemos os limites demarcados pelo “cordel de medir” e pelo “nível” de Deus, neste dia de julgamento! — 1 Cor. 3:9, 17; Efé. 2:20-22; 1 Ped. 2:4-6; Isa. 28:16, 17.
A JUSTIÇA — O LIMITE PRINCIPAL
15. Como se pode definir a justiça salientando que dois atributos de Deus?
15 Em contraste com o atual sistema iníquo de coisas, Pedro diz: “Há novos céus e uma nova terra . . . e nestes há de morar a justiça.” (2 Ped. 3:13) A justiça delineia aquilo que é reto, eqüitativo e justo. No entanto, aos olhos dos homens e nos assuntos deles, a norma do que é direito varia consideravelmente, e muitas vezes é influenciada, se não governada, pela conveniência. Nos conflitos amargos por causa de fronteiras territoriais entre as nações, cada lado afirma estar no seu direito, mas o resultado é segundo aquele velho ditado de que ‘o direito reside na força’. Nunca é assim com Jeová. É verdade que ele é “Deus, o Todo-poderoso”. Ele é também infinitamente sábio. De fato, todos os seus atributos estão num grau superlativo e em perfeito equilíbrio. Sua justiça, porém, é especialmente exemplificada no seu amor e na sua eqüidade. Ele é “A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça, justo e reto é ele”. Sua soberania, especialmente com relação ao seu reino sob Cristo, o qual deu a sua vida como resgate, enaltece o amor e a justiça de Deus de modo maravilhoso. — Rev. 16:14; Deu. 32:4; veja também Malaquias 3:6.
16. (a) É possível modelarmos nossa vida segundo a norma de Deus, e como? (b) Que bela provisão fez Deus para nos ajudar a permanecer dentro dos limites corretos?
16 Quanto mais apreciarmos isso, tanto mais nosso coração manifestará profunda gratidão, motivando-nos a modelar nossa própria vida segundo a mesma norma. Conforme disse Paulo: “Deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” Especialmente no que se refere ao amor, lembre-se de que ele nos é imposto como lei e ordem, não apenas como convite. (Efé. 4:23, 24; veja também Mateus 22:36-40; João 13:34; Tiago 2:8; 1 João 4:7-12.) A fim de ajudá-lo e orientá-lo neste sentido, Jeová tem ajuntado seu povo numa unidade bem fechada, como que morando numa cidade dos tempos bíblicos, cercada por uma forte muralha para proteção. Isto é belamente descrito em Isaías 26:1-4, 7: “Temos uma cidade forte. Ele põe a própria salvação por muralha e por parapeito. Abri os portões, para que entre a nação justa que mantém uma conduta fiel. . . . Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Já Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos. A vereda do justo é retidão. Sendo tu reto, aplainarás o próprio rumo do justo.” — Veja também Revelação 22:15-21.
17. Se acharmos que a norma é elevada demais, como nos provê a Palavra de Deus ajuda e encorajamento?
17 Talvez se sinta um pouco desanimado, achando que a norma é elevada demais para sua pessoa. Talvez diga que se conhece bem demais. Neste caso, não se esqueça de que Jeová o conhece muito melhor do que você mesmo. “Assim como o pai é misericordioso para com os seus filhos, Jeová tem sido misericordioso para com os que o temem. Porque ele mesmo conhece bem a nossa formação, lembra-se de que somos pó.” Grande parte da dificuldade, mesmo grande parte da iniqüidade, deve-se mormente ao desconhecimento do propósito de Deus e das suas provisões bondosas. Lembra-se das palavras de Paulo ao Tribunal do Areópago sobre isso? “Deus não tem tomado em conta os tempos de tal ignorância, no entanto, agora ele está dizendo à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependam.” Esta não foi uma declaração vã. Já passou o tempo de ignorância; chegou o tempo do arrependimento. As Escrituras mostram repetidas vezes que, afinal, não só há a questão da responsabilidade individual, mas também a possibilidade de se fazer uma escolha individual. Seus próprios antecedentes e sua personalidade talvez revelem fraquezas inerentes ou coisas ainda piores, de que acha que não as possa vencer. Entretanto, ter Deus muitas vezes apelado até mesmo aos iníquos mostra que o caso de ninguém está além de esperança, a menos que ele se tenha deliberadamente oposto a Deus e às suas normas, sem alegar ignorância nem demonstrar arrependimento. A advertência e o apelo de Deus a Caim mostra que naquela ocasião ele se poderia ter restabelecido, especialmente se tivesse pedido ajuda. — Sal. 103:13, 14; Atos 17:30; Gên. 4:6, 7.
18. Relacionados com a responsabilidade individual, que apelos se fazem aos iníquos, na profecia de Ezequiel?
18 Em toda a profecia de Ezequiel, capítulo 18, enfatiza-se a responsabilidade individual. “A alma que pecar — ela é que morrerá.” Apela-se também repetidas vezes “quanto ao iníquo, se ele recuar de todos os seus pecados que praticou e realmente guardar todos os meus estatutos e praticar o juízo e a justiça, ele positivamente continuará a viver. Não morrerá.” Um apelo similar foi feito à nação: “‵Retornai, sim, fazei um recuo de todas as vossas transgressões, . . . e fazei para vós um novo coração e um novo espírito . . . Pois, não me agrado na morte de quem morre’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová. ‘Portanto, fazei um recuo e continuai a viver.’” — Eze. 18:4, 20, 21, 27, 30-32; 33:11, 14-19; veja também Joel 2:12-14.
19. Que responsabilidade e possibilidade recaem sobre cada um de nós e como nos ajuda neste respeito a atuação do próprio Paulo?
19 Conforme já notado, o mesmo princípio pode operar de modo inverso. (Eze. 18:26) De qualquer modo, existem a escolha e a responsabilidade. Poderá fazer uma escolha nova, a certa e começar novamente a ‘buscar a Deus, se desejar tatear por ele e realmente o achar’. Ele não está longe. Sabia que Paulo se apresentou como exemplo notável de alguém que tinha antecedentes extremamente maus, no que se referia à sua anterior personalidade e aos seus atos, mas a quem, conforme ele disse, foi “concedida misericórdia, porque eu era ignorante e agi com falta de fé”? — Atos 17:27; 1 Tim. 1:12-16; Gál. 1:13.
20. Como salientou Jesus esta mesma possibilidade e responsabilidade?
20 O mesmo argumento misericordioso é inerente nas palavras de Jesus em João 3:16-19: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, . . . não para julgar [condenar] o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele.” Isto não foi dito em zombaria. Tratava-se duma possibilidade real. Jesus era a “verdadeira luz que dá luz a toda sorte de homem”. Mas, conforme Jesus disse: “Os homens amaram mais a escuridão do que a luz, porque as suas obras eram iníquas.” Esta era a escolha deles. Preferiam ficar assim. — João 1:9.
21. Como se descreve no Salmo 24:3-6 a geração dos que buscam a Jeová?
21 Da sua parte, leitor, por que não se junta à geração descrita no Salmo 24:3-6? “Quem pode subir ao monte de Jeová e quem pode levantar-se no seu lugar santo? O de mãos inocentes e de coração limpo, que não levou Minha alma à mera futilidade, nem fez um juramento enganoso. Ele carregará com a bênção da parte de Jeová e com a justiça da parte do seu Deus de salvação. Esta é a geração dos que o buscam, dos que procuram a tua face, ó Deus de Jacó.”
22. Que bom apelo se expressa em Isaías 55:6, 7?
22 Por que não atende o apelo expresso em Isaías 55:6, 7? “Buscai a Jeová enquanto pode ser achado. Chamai-o enquanto mostra estar perto. Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.” Isto se poderá dar no seu caso, leitor, e poderá receber esta bênção.
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Incidente estimula interesse na verdadeA Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
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Incidente estimula interesse na verdade
● Certo homem, na República Centro-Africana, parecia muito indiferente à mensagem do reino de Deus, dizendo que todas as religiões eram iguais e que todas ensinavam apenas coisas boas. Mas, certo dia, seu filho foi mordido por um cão, cujo dono era o pastor protestante. Quando isto foi trazido à atenção do pastor, este zombou e disse que, na realidade, a culpa cabia à criança e que foi bom que o cão a mordeu. O pai da criança levou a questão perante as autoridades. O pastor foi intimado, e quando o chef de brigad ouviu ambos os lados, voltou-se para o pastor e disse-lhe numa voz causticante: “O senhor supostamente deve ensinar às pessoas a amarem seu próximo, e agora está agindo aqui dum modo tão empedernido! Seria melhor que se eliminasse a todas estas religiões e que permanecessem apenas as testemunhas de Jeová, porque elas ensinam às pessoas a se fazerem mutuamente o bem.” O pai da criança correu para casa e contou à sua esposa o que o chef havia dito. Eles concordaram em convidar as testemunhas de Jeová ao seu lar para os ajudar a estudar a Bíblia. Agora sabem que nem todas as religiões são iguais.
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