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Decisões JudiciaisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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“Esta grande nação é indubitavelmente um povo sábio e entendido.” (Deut. 4:4-6) Visto que elas constituíam realmente uma bênção para Israel (Lev. 25:18, 19; Deut 4:1; 7:12-15; 30:16), não é de surpreender que o salmista orasse para que se lhe ensinasse as decisões judiciais de Jeová. (Sal. 119:108) Ele as prezava tanto que louvava a Jeová por suas decisões judiciais sete vezes por dia (Sal. 119:164), chegando mesmo a levantar-se à meia-noite para agradecer a Deus por elas. — Sal. 119:62.
Contudo, embora boas, justas e santas, as decisões judiciais da Lei serviram meramente qual tutor que conduzia a Cristo e foram substituídas pelo novo pacto. (Rom. 7:12; Gál. 3:24; Heb. 8:7-13) Assim, é de esperar que a obediência às ordens ou decisões judiciais associadas ao novo pacto resulte em bênçãos muito maiores do que aquelas que o Israel natural gozou sob a Lei. — João 13:34, 35; 1 Cor. 6:9-11; 1 Ped. 1:14, 15, 22, 23; 2:9, 10; 1 João 5:3.
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Declarar JustoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DECLARAR JUSTO
Em muitas traduções, esta expressão bíblica é traduzida por “justificar”, e a forma substantivada por “justificação”. As palavras originais (dikaióo [verbo] e dikaioma, dikaiosis [substantivos]) nas Escrituras Gregas Cristãs, onde se encontra a mais completa explicação do assunto, basicamente transmitem a idéia de ‘absolver ou inocentar de qualquer acusação’, ‘julgar inocente’ e assim ‘exculpar ou declarar e considerar justo.’ —Arndt and Gingrich’s A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian literature, pp. 196, 197; Liddell and Scott’s A Greek-English Lexicon, p. 354; Edward Robinson’s A Greek and English Lexicon of the New Testament, pp. 184, 185.
Assim, o apóstolo Paulo fala de Deus como sendo “mostrado justo [forma de dikaióo]“ em suas palavras e vencendo ao ser julgado por difamadores. (Rom. 3:4) Jesus disse que “a sabedoria é provada justa pelas suas obras”; e que, ao prestarem contas no Dia de Juízo, os homens seriam “declarados justos [forma de dikaióo]” ou condenados pelas suas palavras. (Mat. 11:19; 12:36, 37) A respeito do humilde coletor de impostos que orou de modo arrependido no templo, Jesus disse que ele “desceu para sua casa provado mais justo” do que o jactancioso fariseu que orava na mesma ocasião. — Rom. 6:7, 23.
Além de tais usos, no entanto, as palavras gregas são usadas para se referir a um ato de Deus por meio do qual alguém é considerado inculpe. — Atos 13:38, 39.
NA CONGREGAÇÃO CRISTA
Com a vinda do Filho de Deus qual prometido redentor, veio a existir um novo fator sobre o qual Deus poderia basear seu modo de lidar com seus servos humanos. Os seguidores de Jesus Cristo que são chamados para serem seus irmãos espirituais, com a perspectiva de serem co-herdeiros com ele no reino celestial (Rom. 8:17), são primeiro declarados justos por Deus à base de sua fé em Jesus Cristo. (Rom. 3:24, 28) Este é um ato judicial de Jeová Deus; portanto, diante dele qual Juiz Supremo, ninguém pode “levantar acusação” contra seus escolhidos. (Rom. 8:33, 34) Por que Deus age assim em relação a eles?
Em primeiro lugar, porque Jeová é perfeito e santo (Isa. 6:3), assim, em harmonia com sua santidade, aqueles a quem ele aceita como seus filhos precisam ser perfeitos. (Deut. 32:4, 5) Jesus Cristo, o principal Filho de Deus, deu prova de ser perfeito, “leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores”. (Heb. 7:26) Seus seguidores, entretanto, são escolhidos dentre os filhos de Adão, o qual, por causa do pecado, gerou uma família imperfeita, pecaminosa. (Rom. 5:12; 1 Cor. 15:22) Assim, conforme mostra João 1:12, 13, os seguidores de Jesus, para começar, não eram filhos de Deus. Graças à sua bondade imerecida, Jeová Deus planejou um processo de “adoção”, por meio do qual ele aceita tais favorecidos e os traz a um relacionamento espiritual como parte de sua família de filhos. (Rom. 8:15, 16; 1 João 3:1) Conseqüentemente, Deus estabelece a base para a admissão ou a adoção deles na qualidade de filhos por declará-los justos por meio do mérito do sacrifício de resgate de Cristo, no qual exercem fé, inocentando-os de toda culpa devida ao pecado. (Rom. 5:1, 2, 8-11; compare com João 1:12.) Eles são, portanto, “contados” ou “creditados” como sendo pessoas completamente justas, todos os seus pecados sendo perdoados e não imputados contra eles. — Rom. 4:6-8; 8:1, 2; Heb. 10:12, 14.
Embora gozem a condição de pessoas justas perante Deus, esses cristãos não são dotados de perfeição real ou literal na carne. (1 João 1:8; 2:1) Em vista da perspectiva de vida celestial para esses seguidores de Cristo, tal perfeição literal num organismo carnal realmente não é necessária agora. (1 Cor. 15:42-44, 50; Heb. 3:1; 1 Ped. 1:3, 4) No entanto, por terem sido declarados justos, tendo-lhes sido “contada” ou “creditada” a justiça, os requisitos para a justiça de Deus são satisfeitos, e ele introduz estes adotados no “novo pacto”, validado pelo sangue de Jesus Cristo. (Luc. 22:20; Mat. 26:28) Esses filhos espirituais adotados no novo pacto que ê feito com o Israel espiritual são ‘batizados em Cristo’, tendo, no fim, uma morte semelhante à dele. — Rom. 6: 3-5; Fil. 3:10, 11.
Jesus Cristo, após seu proceder fiel até a morte, foi “vivificado no espírito”, recebeu a imortalidade e a incorrupção. (1 Ped. 3:18; 1 Cor. 15:42, 45; 1 Tim. 6:16) Foi assim “declarado [ou pronunciado] justo em espírito” (1 Tim. 3:16; Rom. 1:2-4) e sentou-se à mão direita de Deus nos céus. (Heb. 8:1; Fil. 2:9-11) Os seguidores fiéis das pisadas de Cristo aguardam uma ressurreição semelhante à dele (Rom. 6:5), na expectativa de se tornarem recipientes da “natureza divina”. — 2 Ped. 1:4.
Visto que apenas Deus pode declarar justo um homem, as tentativas de se provar justo à base de méritos próprios ou por aceitar o julgamento de outros quanto à justeza da pessoa, não têm nenhum valor. — Rom. 3:19-24; Gál. 3:10-12; veja JUSTIÇA.
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DedicaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DEDICAÇÃO
Veja CORBÃ; NAZIREU; FESTIVIDADE DA DEDICAÇÃO.
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DedoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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DEDO
Qual instrumento da mão e do braço, o dedo da mão tem muito a ver com a direção e os detalhes mais finos do trabalho feito por uma pessoa. Visto que fazem parte da mão, os dedos são às vezes usados como sinônimo de “mão”.
Figuradamente, fala-se de Deus como que realizando obras com “o(s) dedo(s)”, tais como escrever os Dez Mandamentos em tábuas de pedra (Êxo. 31:18; Deut. 9:10), fazer milagres (Êxo. 8:18, 19) e criar os céus. (Sal. 8:3) Que os “dedos” de Deus, empregados na atividade criativa, têm relação com seu espírito santo ou sua força ativa é indicado no relato de Gênesis sobre a criação, onde se diz que a força ativa de Deus (rúahh, “espírito”) movia-se sobre a superfície das águas. (Gên. 1:2) As Escrituras Gregas Cristãs, no entanto, fornecem a chave para o entendimento correto desse uso simbólico, pois o relato de Mateus explica que Jesus expulsou demônios por meio do ‘espirito santo de Deus’ e Lucas nos informa de que isso foi por meio do “dedo de Deus”. — Mat. 12:28; Luc. 11:20.
Os gestos são especialmente expressivos entre os orientais, um pequeno movimento tendo muitas vezes importante significado. (Pro. 6:12; Isa. 58:9, 10) Visto que os dedos se destacam de modo proeminente diante dos olhos e são vitais para a realização dos propósitos da pessoa, o povo de Deus devia figuradamente ‘atar Seus mandamentos aos seus dedos’, qual constante lembrete e guia em tudo o que fizessem. — Pro. 7:2, 3; compare com Salmo 144:1.
Quando uma delegação pediu ao Rei Roboão uma carga de serviço mais leve do que aquela que seu pai Salomão colocara sobre o povo, o rei foi aconselhado pelos seus jovens assistentes a responder que ‘seu próprio dedo mínimo seria mais grosso do que os quadris de seu pai’, significando esta metáfora que ele colocaria sobre o povo uma carga ainda mais pesada. (1 Reis 12:4, 10, 11) A palavra hebraica aqui empregada para “dedo mínimo” significa “pequeno, insignificante, trivial”.
Jesus Cristo usou uma figura de retórica semelhante ao ilustrar a dura e arrogante dominação exercida pelos escribas e fariseus. Mostrando a completa indisposição desses líderes religiosos em ajudar o povo sobrecarregado, no mínimo que fosse, Jesus disse que ‘amarravam cargas pesadas e as punham nos ombros dos homens, mas eles mesmos não estavam dispostos nem a movê-las com o dedo’. — Mat. 23:2-4.
DEDO DO PÉ
As palavras hebraica e aramaica usadas na Bíblia para dedo da mão referem-se também, às vezes, ao dedo do pé. (2 Sam. 21:20; 1 Crô. 20:6; Dan. 2:41, 42) Em outros trechos a palavra hebraica para “polegar” é usada também para “dedo do pé”. — Êxo. 29:20; Lev. 8:23, 24; 14:14, 17, 25, 28.
Os dedos dos pés, sendo importantes para o equilíbrio e a direção do corpo ao caminhar, são mencionados na Bíblia em sentido tanto literal como figurativo. Um costume praticado ocasionalmente para incapacitar para a batalha um inimigo capturado era cortar os polegares e os dedos grandes dos pés. — Juí. 1:6, 7.
Na investidura do sacerdócio em Israel, Moisés tomou parte do sangue do carneiro da investidura e colocou-o sobre a orelha direita, sobre o polegar direito e sobre o dedo grande do pé direito de Arão e de cada um de seus filhos. (Lev. 8:23, 24) O sangue do sacrifício sobre este importante membro do pé direito (o melhor) significaria que eles deveriam traçar seu rumo e andar sem se desviarem, usando o melhor de suas habilidades nos deveres sacrificiais do sacerdócio. Jesus Cristo, o grande Sumo Sacerdote, cumpriu este tipo profético quando na terra (Mat. 16:21-23), e seus sub-sacerdotes, seus irmãos gerados pelo espírito, precisam seguir de perto as suas pisadas. — Heb. 7:26; 1 Ped. 2:5, 8; Rev. 20:6.
LARGURA DUM DEDO
A menor medida linear mencionada na Bíblia. A largura dum dedo equivalia a um quarto da largura da mão ou a uma vigésima quarta parte dum côvado (c. 1,85 m). Em Jeremias 52:21, a espessura do cobre usado para as colunas Jaquim e Boaz é fornecida como sendo de quatro larguras de dedos (c. 7,4 cm). — 1 Reis 7:15, 21.
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Defeito (Mácula)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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DEFEITO (MÁCULA)
Um defeito ou imperfeição, físico ou moral; falta de higidez, “algo de mau”. (Deut. 17:1) Em contraste com Jeová, que é ‘perfeito em sua atuação [“sem defeito (sem mancha) são as suas obras”, Sy]’, Deus disse sobre Israel: “Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles.” — Deut. 32:4, 5.
Um sacerdote levita que ministrava perante o Deus da perfeição, por conseguinte, tinha de estar livre de defeitos físicos, tais como a cegueira, a claudicação, o nariz fendido, e de anormalidades tais como a mão comprida demais, a corcunda, a magreza excessiva, as doenças dos olhos ou da pele, a mão ou o pé fraturado, os testículos rompidos ou esmagados.
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