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  • Justiça para todos — como? quando?
    A Sentinela — 1977 | 15 de agosto
    • Canadá (22 de julho de 1976), noticiou:

      “O contraventor deve pagar diretamente à vítima pelo dano ou a perda que causou, disse ontem a Comissão de Reforma da Lei, num memorando. . . . ‘A restituição e a compensação foram escolhidas para uma primeira consideração, porque representam os meios de focalizar a atenção mais na vítima do crime, enfatizando a responsabilidade do infrator e do estado, [de] compensar o dano causado ao máximo possível.’”

      Este jornal canadense falou também sobre experiências feitas em Edmonton, nas quais os infratores tiveram de “pagar as multas trabalhando, em vez de ir para a cadeia”.

      Na realidade, porém, trata-se ali dum novo método de justiça? Não, porque a restituição e a compensação faziam parte da lei de Deus para o antigo Israel. O homem que roubasse um touro, por exemplo, tinha de dar compensação dupla, ou mais, conforme o caso. Se não podia fazer isso, tinha de servir como trabalhador assalariado, até pagar o que devia à vítima. (Êxo. 22:1-9) Exigia-se também compensação por calúnia, ferimentos e danos à propriedade. (Êxo. 21:35, 36; Deu. 22:13-19) Pode-se ver que tal arranjo justo protegia e recompensava a vítima, dava ao violador da lei uma forte lição e não sobrecarregava a comunidade com o custo da manutenção das prisões.

      No entanto, embora alguém, hoje, aprecie muito a sabedoria do modo de Deus prover justiça em Israel, talvez ache que tais tempos já passaram. Pode pensar que ninguém pode trazer justiça a todos, em nossos tempos complexos.

      MUDANÇA PROMETIDA: JUSTIÇA!

      Embora os problemas modernos com a justiça sejam complexos e aflitivos, há motivo para se ter esperança. Já notou que muitos obstáculos à justiça poderiam ser vencidos, se fosse observado o conselho que Deus provê na Bíblia? O mesmo Deus que proveu este conselho promete que haverá justiça para todos, e isso em breve.

      Esta bênção não depende de nós mudarmos os atuais sistemas governamentais e judiciários, para seguir a lei do antigo Israel. É certamente verdade que podemos contribuir para haver mais justiça, por pessoalmente sermos justos e eqüitativos. Isto é próprio, porque o Criador exorta as pessoas a ‘exercer a justiça, a amar a benignidade e a andar modestamente com seu Deus’. (Miq. 6:8) Mas o verdadeiro motivo de haver em breve plena justiça em toda a terra é que o próprio Deus agirá.

      No artigo precedente, consideramos a parábola de Jesus em Lucas, capítulo 18, que salienta a necessidade de se perseverar em oração a Deus, o qual “causará . . . que se faça justiça aos seus escolhidos que clamam a ele dia e noite”. Mas, essas orações não são apenas a respeito da justiça. Jesus exortou seus seguidores a orarem a respeito do fim completo do inteiro sistema iníquo de coisas, sobre o qual ele falou no capítulo anterior. (Luc. 17:20-30) Esta mudança drástica para melhor será produzida pelo governo celestial do Reino de Deus, o qual destruirá os governos humanos corrutos, com sua longa história de injustiça. E os pormenores da profecia de Jesus harmonizam-se com os fatos da história, em nosso tempo, provando que a nossa geração é aquela que presenciará esta mudança para um governo do céu. (Dan. 2:44; Mat. 24:3-14) No entanto, por que devemos pensar que isso significa justiça para todos?

      Em primeiro lugar, é porque a justiça vem de cima para baixo. Assegura-se-nos que o chefe daquele governo ‘o estabelecerá firmemente e o amparará por meio do juízo e por meio da justiça’. (Isa. 9:6, 7) Que dizer dos outros que exercerão autoridade? Isaías 32:1 indica vividamente que eles “governarão como príncipes para o próprio juízo”. Assim como se dava no antigo Israel, sob o governo do Reino haverá uma só lei ou um só sistema de decisões judiciais para todos. Ainda será comum o tratamento injusto, assim como hoje? Isaías 26:9 mostra por que a resposta é Não, dizendo: “Quando há julgamentos [de Jeová] para a terra, os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão a justiça.”

      ‘Está bem’, talvez pensem alguns, ‘mas que dizer daqueles que se negarem a isso?’ Pois, conforme disse o Professor Wilson: “Existem pessoas iníquas.” Deus, que é o “Juiz de toda a terra”, promete cuidar de que apenas os dispostos a aprender e a praticar a justiça e o juízo permaneçam vivos. — Gên. 18:25; Isa. 26:10; Sal. 37:9-11.

      Recentemente, dois médicos, estudando a “personalidade criminosa”, disseram:

      “O que é preciso para acabar com o crime . . . não é tanto melhor moradia ou terapia convencional, mas a ‘conversão’ do contraventor para todo um novo estilo de vida e uma rigorosa educação moral. . . . A reabilitação, concluíram eles, requer . . . ‘a destruição total da personalidade criminosa . . . ’”

      Isto é exatamente o que os anteriores transgressores terão de fazer, a fim de se habilitarem para a vida na nova ordem de Deus — revestir-se “da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. (Efé. 4:24) E isto seguramente fará parte do programa educativo sob o governo do Reino de Deus, a fim de que todos os que quiserem possam seguir Suas normas justas para a vida. (Isa. 2:3, 4) De modo que haverá justiça para todos!

  • Um oásis de verdade numa terra árida
    A Sentinela — 1977 | 15 de agosto
    • Um oásis de verdade numa terra árida

      MINHA cidade natal é Cartum, nome árabe que significa “Tromba de Elefante”. Mas, por que se chamaria assim minha terra natal? Isto se dá por causa do formato duma estreita faixa de terra que divide o Nilo Branco do Nilo Azul, pouco acima da junção deles. A partir deste ponto, tornam-se o poderoso rio Nilo, que atravessa o Saara. Exploradores e outros têm falado mal de Cartum, mas, para mim, é “meu lar”.

      Naturalmente, há ali um calor sufocante, do tórrido sol tropical. A terra ali está apenas a 360 metros acima do nível do mar, e o calor intenso produz um deserto de areia já a um ou dois quilômetros distantes dos úmidos barrancos do rio. Há ali também uma incessante luta contra as moscas. E a areia do deserto trazida pelo vento parece penetrar em toda a parte e em tudo. Às vezes transforma o dia em noite. Quantas vezes aconteceu que, quando, como família, mudamos nossas camas para fora de casa

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