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    A Sentinela — 1969 | 15 de setembro
    • “Aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”, isto é, continuou a ser obediente a Deus, mesmo quando abertamente exposto à perseguição odiosa de Satanás e seus agentes. (Heb. 5:7-9) Portanto, Deus ‘aperfeiçoou por sofrimento’ o Agente Principal da salvação. (Heb. 2:10) Não se manifestou nenhuma mácula. Jesus se manteve firmemente justo perante Deus em seu próprio mérito — o único humano que alguma vez o fez.

      Estes sofrimentos culminaram na morte vergonhosa, mas imerecida, de Jesus na estaca de tortura. Depois disso, Deus o ressuscitou da morte, tornando possível que Jesus retomasse a vida como criatura espiritual e voltasse para o céu, a fim de apresentar ali o mérito de seu sacrifício como oferta a favor da humanidade pecadora. Este ato de Deus, o de ressuscitar Jesus à vida no espírito, constituiu ser Jesus “declarado justo em espírito”. (1 Tim. 3:16; 1 Ped. 3:18) De fato, foi uma declaração, por parte do Pai celestial, de que este Filho, que havia sofrido calúnia, vitupério e morte cruel, apesar de todas as aparências do contrário, havia plenamente realizado a vontade do Pai. Esta morte sacrificial do Filho proveu a base para Deus declarar justos os que tivessem fé em Cristo. (Gál. 2:16) Sujeitar-se ele voluntariamente à morte serviria para cancelar a condenação à morte que sobreviera à família humana devido à desobediência de Adão.

      A CONGREGAÇÃO CRISTÃ

      No entanto, Deus tomou o propósito de selecionar dentre a humanidade um número limitado e de adotá-los na sua família de filhos espirituais, formando “a congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus” — uma congregação organizada sob a sua Cabeça, Cristo Jesus. (Heb. 12:23) Eles têm a perspectiva de vida nos céus, como criaturas espirituais. Mas, primeiro, precisam provar-se fiéis até à morte no serviço que Deus lhes designa, enquanto viverem na carne. Este serviço é de natureza sacerdotal — o ministério da reconciliação, por meio do qual devem procurar ajudar os homens a serem reconciliados com Deus. — 2 Cor. 5:18, 19.

      A fim de habilitar estes ministros da reconciliação para o seu serviço, e para que ‘nasçam do espírito’, tornando-se filhos de Deus, precisam primeiro ter uma posição justa perante Deus, na carne, assim como Jesus teve quando se apresentou para, o batismo. Como podem obtê-la? Somente por Deus aplicar imediatamente o mérito do sacrifício de Jesus a seu favor, perdoando-lhes todos os seus pecados, e, por um ato judicial da sua parte, imputar-lhes perfeição humana, declarando-os justos. E, naturalmente, Deus toma tal ação apenas com respeito àqueles que ele chama para serem membros da “congregação dos primogênitos” e que demonstram ter fé no sacrifício resgatador de Cristo Jesus. Conforme o apóstolo Paulo o explicou: “É como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela benignidade imerecida [de Deus], por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus.” — Rom. 3:24.

      Lembre-se de que estes são declarados justos na carne, a fim de que possam aguardar a adoção na família dos filhos espirituais de Deus no céu. Serem declarados justos não resulta em perfeição real na carne, mas eles estão sendo contados por Deus como humanos perfeitos; a justiça lhes é imputada. Deus os torna assim aceitáveis para um sacrifício a Si mesmo. De modo que Deus os torna então seus filhos espirituais. Como tais, precisam servir a Ele, mesmo ao ponto de renunciarem à sua vida humana e à toda perspectiva futura de vida como humanos. Eles, em sentido bem real, seguem de perto as pisadas de seu Líder, Cristo Jesus. — 1 Ped. 2:21.

      Vimos que Jesus Cristo, depois de seu proceder leal, mesmo até à morte na carne, foi “vivificado no espírito”, “declarado justo em espírito”, e recebeu imortalidade e incorrução. (1 Ped. 3:18; 1 Tim. 3:16; 1 Cor. 15:42, 45) Da mesma maneira, seus seguidores gerados pelo espírito, que se provam leais até à morte, são ‘declarados justos em espírito’ por serem ressuscitados como criaturas espirituais, e eles, também, são feitos participantes da natureza divina. (2 Ped. 1:4) Sua justiça, então, não é mais uma justiça imputada, justiça derivada do mérito de outro, mas é real. (1 João 3:2) São recompensados com a incorrução, a imortalidade.

      “JUSTIÇA” EM TEMPOS PRÉ-CRISTÃOS

      Mas, que dizer dos humanos que adoraram a Deus e se inclinaram para a justiça em tempos pré-cristãos? Como os considerou Deus? Estavam maculados pelo pecado herdado. Adão perdera a justiça para si mesmo e para a sua descendência, e ainda era futuro o tempo em que Cristo Jesus ‘lançaria luz sobre a vida e a incorrução por intermédio das boas novas’. (2 Tim. 1:10) Então, como podia o Deus santo ter tratos com aqueles adoradores pré-cristãos? Foi por causa da sua fé.

      Foi por causa da sua fé nas promessas de Deus, fé manifestada por obras, que homens e mulheres tais como Abraão e Raabe foram ‘contados justos’ por Deus. (Rom. 4:3; Tia. 2:25) Não se entregavam à iniqüidade como as pessoas mundanas em volta deles. ‘Andavam com Deus’, assim como Noé e muitos outros. (Gên. 6:9) Não eram, porém, candidatos à adoção como prospectivos filhos espirituais de Deus. Aguardavam o tempo em que Deus, pela ressurreição, os restabelecesse à vida na terra. Deus pôde tratar e tratou com eles por causa da fé que tinham na sua palavra de promessa.

      “JUSTIÇA” DA HODIERNA “GRANDE MULTIDÃO”

      Atualmente, há uma “grande multidão, que nenhum homem [pode] contar”, de adoradores de Deus na terra, em adição aos remanescentes dos 144.000 que são chamados para os céus. O apóstolo João os viu em visão e ouviu serem descritos como aqueles que “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. (Rev. 7:4, 9-17) Tomam ação positiva no sentido de demonstrarem sua fé no sangue derramado de Cristo Jesus, o Cordeiro de Deus. Cristo Jesus fala deles profeticamente como sendo “os justos”, porque Deus também lhes conta a sua fé como justiça. — Mat. 25:37.

      Mas, os daquela “grande multidão” de Revelação, capítulo 7, não são nesta ocasião declarados justos com vistas a serem aceitos como filhos de Deus. Antes, as vestes compridas, brancas, no caso deles, representam uma posição temporária perante Deus — posição que os levará a salvo através da execução do julgamento deste mundo iníquo no Armagedom e os introduzirá no reinado milenar de paz de Cristo. Debaixo de tal novo sistema de coisas, serão treinados na justiça e soerguidos até a perfeição na carne. Sob tal reinado pacífico, também, multidões serão restabelecidas à vida na terra, saindo dos seus túmulos, inclusive os adoradores leais, pré-cristãos, de Jeová Deus. Mas, serão tais alguma vez declarados justos?

      Sim, mas esta aceitação deles, por Jeová, como seus filhos humanos, como parte da sua família universal, terá de esperar o fim do reinado milenar de Cristo. Naquele tempo, Cristo Jesus, por meio de seu governo celestial, terá soerguido a humanidade obediente à perfeição carnal, à condição de perfeição humana usufruída por Adão no tempo em que Deus lhe aplicou a prova da obediência. Será então que Cristo há de “entregar o reino ao seu Deus e Pai” e que o Pai determinará quem é digno de viver para sempre em felicidade na terra. (1 Cor. 15:24-26) Esta determinação, como no caso de Adão, também será feita à base duma prova — prova mencionada nas palavras escritas em Revelação 20:7-10.

      Os que se apegarem à adoração pura de Jeová serão “declarados justos”. Receberão realmente “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”, de filhos terrestres. Serão declarados justos, não no espírito, mas na carne. Não terão, então, uma justiça imputada, mas a perfeição humana real e a perspectiva de viver eternamente na terra, sob a proteção paternal de Deus. — Rom. 8:18-21; Rev. 21:3, 4.

      JEOVÁ É JUSTO EM TODOS OS SEUS ATOS

      Jeová nunca viola os seus próprios princípios de justiça. Não consente no pecado, nem o desculpa. Ele é puro e santo demais para ver complacentemente qualquer injustiça. (Hab. 1:13) Todos os que se tornarem seus filhos, no céu ou na terra, terão de ser santos, assim como ele é santo. (1 Ped. 1:15, 16) E ele proveu amorosamente o meio pelo qual seus termos de justiça podem ser satisfeitos, enquanto ao mesmo tempo os humanos podem ser resgatados da condenação à morte em que o desobediente Adão os mergulhou.

      A base vital em que descansa sua provisão é o sacrifício resgatador de seu próprio Filho querido, Cristo Jesus. Este resgate, pago uma vez, trouxe o livramento da condenação à morte para a descendência de Adão. Naturalmente, os libertos precisam ter primeiro tido fé na provisão do resgate por Deus. Os seguidores de Cristo chamados para estarem finalmente com ele nos céus, enquanto ainda na carne, recebem o benefício dum antecipado livramento da condenação do pecado, para que possam ter um “novo nascimento” e assim vir a estar em união com Cristo Jesus, como seus irmãos espirituais.

      Todos os outros, da humanidade, que receberão a vida eterna na terra, sob a regência do reino de Cristo, terão de esperar o resultado daquela prova que Deus fará no fim do reinado milenar de Cristo. Os que permanecerem leais e obedientes a Deus, durante essa prova, serão declarados justos na carne. Serão assim filhos e filhas terrestres do Deus Altíssimo.

      Vimos assim que Jeová é o único que pode ‘declarar justo’ a alguém. E, ao fazer isso, ele se mostra justo em todos os seus atos. Conforme o apóstolo Paulo explicou o assunto: “Todos pecaram e não atingem a glória de Deus, e é como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela benignidade imerecida dele, por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus. Deus o apresentou como oferta de propiciação por intermédio da fé no seu sangue. Isto se deu, a fim de exibir a sua própria justiça, porque ele estava perdoando os pecados que ocorreram no passado, enquanto Deus exercia indulgência; a fim de exibir a sua própria justiça nesta época atual, para que fosse justo, mesmo ao declarar justo o homem que tem fé em Jesus.” — Rom. 3:23-26.

  • ‘Não muito científicos’
    A Sentinela — 1969 | 15 de setembro
    • ‘Não muito científicos’

      Observando que os evolucionistas afirmam que teoria é fato, sem qualquer evidência, o livro The Biblical Flood and the Ice Epoch (O Dilúvio Bíblico e a Época Glaciária) declara na página 240: “Darwin apresentou os seus palpites sobre a hereditariedade como achados científicos; não foram muito científicos. . . . Se ele for considerado mais propagandista do que educador ou cientista, então a sua positividade e quase que messiânica confiança em si mesmo se tornam compreensíveis. Com a sua atitude confiante, achava desnecessária qualquer verificação. E, sem verificação, outras figuras acadêmicas promoveram vigorosamente as idéias de Darwin.”

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