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Apoderando-se de modo permanente da vidaA Sentinela — 1968 | 1.° de fevereiro
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para este “lago de fogo e enxofre”. Jamais deixa que a simbólica besta-fera e o falso profeta, e Satanás, o Diabo, e seus demônios saiam do lago ardente e sulfuroso. É por isso que se diz que ali “serão atormentados dia e noite, para todo o sempre”. — Rev. 20:10.
QUESTÃO JAMAIS SUSCITADA DE NOVO
16. Qual é o significado do verbo grego traduzido em Revelação 20:10 “serão atormentados”?
16 No grego original, a palavra traduzida “serão atormentados” é o tempo futuro da palavra grega basanízõ. Significa primariamente “esfregar na pedra de toque, pôr à prova, daí, examinar pela tortura (básanos), pedra de toque, tormento”. — The Expository Dictionary of New Testament Words, Volume IV, página 141, por W. E. Vine, publicado por Oliphants Ltd., Londres, Inglaterra.
17. Até que ponto é resolvida a questão da soberania, e como é que vemos que Deus está justificado em permitir que a iniqüidade exista na terra por quase seis mil anos?
17 Pode deduzir disto que, na solução da questão da soberania de Deus, que tem sido desafiada já por sete mil anos antes, o julgamento judicioso do Deus Altíssimo, Jeová, ficará como um precedente eterno. Se por acaso surgir de novo a questão da soberania de Jeová por parte de qualquer indivíduo, espiritual ou físico, em qualquer parte do universo, este caso ou precedente jurídico poderia ser citado como uma pedra de toque a respeito de quem legitimamente mantém a soberania universal. Isto se dá porque o caso que envolveu a Satanás já chegou ao próprio fundo das coisas como prova de que não há nenhuma questão não solucionada quanto à soberania de Deus. Já foi completa e cabalmente resolvida. Por conseguinte, qualquer pessoa que fizer qualquer declaração em desarmonia com a soberania de Deus seria julgada à base deste precedente e imediatamente destruída no “lago de fogo e enxofre”. Assim, Deus não tem desperdiçado tempo em permitir que a iniqüidade entre na fase decisiva durante os 6.000 anos da história humana. A pedra de toque (básanos) sobre a soberania universal, sendo para uso eterno, atormentará para sempre ou acumulará vitupério sobre o nome de Satanás, o Diabo.
18. (a) Ilustrem como a questão é cabalmente resolvida. (b) O que aconteceria se alguém, em qualquer parte do universo, de novo desafiasse a soberania de Deus?
18 Isto poderia ser ilustrado. Digamos, por exemplo, que um bom homem numa comunidade tenha uma família que é leal a ele. Há um iníquo odiador dele na vizinhança, que o calunia e mente a seu respeito, pondo em dúvida seu nome ou reputação na mente das pessoas do povoado. Faz-se uma investigação, reúnem-se os fatos, e, no caso legal que se segue, mostra-se que a pessoa que faz as acusações mentirosas é um caluniador e uma pessoa inteiramente iníqua. Daquele tempo em diante, o nome daquele homem iníquo, ao ser mencionado na comunidade, seria como um cheiro ruim nas narinas das pessoas. Diriam: “Oh, aquele mentiroso e caluniador!” — quando seu nome fosse mencionado. Tal fama e a menção repetida daquilo a que ficou exposto seriam um tormento ou angústia para o seu nome e, se tivesse família, isto resultaria em tormento para aqueles que levavam tal nome. Assim, caso a questão da soberania de Deus surja em qualquer lugar, seria apenas um lembrete da rebelião de Satanás, que é um cheiro ruim nas narinas de todos os que amam a soberania de Deus. Tal desafiador da soberania universal de Jeová seria morto.
ASSEGURADA A VIDA ETERNA
19. Será que qualquer pessoa que então viver na terra precisará temer que algum dia talvez morra? Por quê?
19 Da parte de qualquer pessoa que permanecer fiel durante a prova final, não haverá temor de que venha em qualquer tempo se tornar um dos iníquos desafiadores da soberania de Deus. A prova feita pelo próprio Jeová será completa, cabal, garantindo a obediência eterna dos que a passarem com êxito. Ele profere as decisões judiciais que os aprovam ou justificam, declarando-os justos, com direito a um lugar permanente na terra. Sob a sua soberania eterna, podem estar seguros de que Êle sabe que sua fidelidade é tamanha e sua integridade é tamanha que jamais se desviarão dele. Aguardam uma vida por, um milhão de anos, sim, por mil milhões de anos no futuro, com plena certeza de que o amoroso Deus, Jeová, protegerá e susterá suas vidas por toda a eternidade. Ele lhes proverá coisas progressivamente maravilhosas de seu inesgotável depósito de riquezas, pela contínua administração de seu amado Filho e Principal Agente, Jesus Cristo. — Rom. 11: 33-36; Fil. 4:19; 2:9-11.
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Alegrias, provas e bênçãos no serviço de nosso DeusA Sentinela — 1968 | 1.° de fevereiro
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Alegrias, provas e bênçãos no serviço de nosso Deus
conforme narrado por RICHARD BLÜMEL
NO VERÃO setentrional de 1918, a Alemanha travava desesperada batalha, estando os seus homens distribuídos em todas as frentes de batalha. Por trás das linhas, mulheres e crianças passavam fome e muitos milhares morriam diariamente de subnutrição e de gripe espanhola. Como as multidões ansiavam a paz então! Nas grandes indústrias, a maior parte do trabalho era feita por homens mais idosos, pelas mulheres e pelas crianças do país. Eu tinha dezoito anos e estava empregado numa encadernadora de Leipzig, onde acabara de concluir um aprendizado de gravador a ouro e encadernador.
Foi durante este tempo que recebi pela primeira vez certa mensagem de esperança. Veio de uma senhora de meia-idade que falava muito a respeito de suas convicções a outros. Certo dia, falou-me a respeito dum livro maravilhoso, O Plano Divino doas Eras, e, notando meu vívido interesse, deu-me um tratado intitulado “Publicação Trimestral da Velha Teologia”, contendo prova de que os “tempos das nações” se esgotaram. (Luc. 21:24) Li-o vez após vez, por achar tão interessante esta mensagem da Bíblia.
Mais tarde, aquela mesma senhora me falou a respeito das reuniões semanais em que assuntos similares eram comentados, assim, aceitei seu convite de assistir a elas. Na data combinada, eu esperava à entrada do auditório escolar em que as reuniões eram feitas, e, quando a senhora chegou, levou-me para dentro. Cerca de cinqüenta pessoas estavam presentes. O tópico em debate era um capítulo em O Plano Divino das Eras, e meu interesse foi plenamente suscitado. Decidi adquirir o livro e comecei a lê-lo. Com efeito, fiquei tão absorto em suas páginas dia após dia que meus pais começaram a preocupar-se comigo, e tive de achar um lugar mais quieto para ler. Que lugar mais quieto podia haver do que o cemitério próximo, onde achei que não seria visto e nem perturbado. Foi maravilhoso aprender deste livro que Deus há muito preconhecia e predisse a ascensão e a queda das potências mundiais e como todas chegariam ao seu fim.
A assimilação destas emocionantes informações me trouxe tanta alegria e satisfação que simplesmente tive de começar a falar a outros a respeito delas. Naturalmente, meus pais foram os primeiros a ouvir-me, mas, nesta ocasião, não as acolheram. Nas reuniões a que eu comparecia, obtive um estoque de tratados e comecei a ir de casa em casa, introduzindo a profecia bíblica em
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