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JustiçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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justiça segundo o padrão de Deus não é uma carga; a felicidade do homem realmente depende disso. (Sal. 106:3; compare com Isaías 56:1, 2) O famoso jurista inglês, Blackstone, reconheceu esta verdade: “[Deus] vinculou de forma tão íntima, entreteceu tão inseparavelmente as leis da justiça eterna com a felicidade de cada indivíduo, que esta não pode ser alcançada senão pela observância delas; e, se elas [as leis] forem obedecidas pontualmente, isto não poderá senão produzir esta [felicidade].” — Chadman’s Cyclopedia of Lato (Ciclopédia Jurídica de Chadman), Vol. I, p. 88.
O exercício correto da justiça por parte da autoridade governamental contribui igualmente para a felicidade e o bem-estar de seus súditos. (Compare com Provérbios 29:4.) Visto que a justiça será sempre exercida por Cristo Jesus como Rei do reino de Deus, e por todos os que servirem em posições administrativas sob ele, seus súditos leais derivarão prazer em submeter-se à sua regência justa. — Isa. 9:6, 7; 32:1, 16-18; 42:1-4; Mat. 12:18-21; João 5:30; compare com Provérbios 29:2.
A respeito da administração da justiça e os princípios envolvidos, veja Causa Jurídica (Processo Legal); Lei; Magistrados, II (Juízes); Tribunal de Justiça.
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JustificaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JUSTIFICAÇÃO
Veja DECLARAR JUSTO.
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KýriosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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KÝRIOS
Esta palavra grega é um adjetivo, significando a posse do poder (kýros) ou autoridade, mas é também usada como substantivo. Aparece em cada livro das Escrituras Gregas Cristãs, excetuando-se o de Tito e as cartas de João. Pode referir-se a um “senhor” (“dono” ou “amo”) duma casa, dum vinhedo ou da colheita (Mar. 13:35; Mat. 20:8; Luc. 10:2), ou a um regente temporal, tal como o imperador romano, o “Senhor” do governador Festo. — Atos 25:24-26.
Kýrios era o título pelo qual os escravos se dirigiam a seu amo, e os filhos ao pai, sendo também usado por outras pessoas em casos em que seria o equivalente do português “senhor”. (Mat. 13:27; 21:29; João 12:21) Aparece mais freqüentemente em relação com Jesus Cristo, que é “Senhor [Kýrios], para a glória de Deus, o Pai”. (Fil. 2:9-11; Mar. 7:26-28; Atos 2:36; 10:36 e muitos outros textos.) O termo corresponde ao hebraico ’Adhóhn. Nas Escrituras Hebraicas, o título “Senhor (’Adhóhn, ou, às vezes, ’Adhonay, a forma plural de excelência]” é aplicado a Jeová Deus, o “Senhor dos senhores”. (Deut. 10:17) Como Filho criado e Servo de Deus, Jesus Cristo, portanto, dirige-se corretamente a seu Pai e Deus (João 20:17) como “Senhor” (’Adhonay ou Kýrios), Aquele que possui poder e autoridade superiores, o seu Cabeça. (Mat. 11:25; 1 Cor. 11:3) Como aquele que foi exaltado à mão direita do Pai, Jesus é “Senhor dos senhores” com respeito a todos, exceto seu Pai, o Deus Todo-poderoso. — Rev. 17:14; 19:15, 16; compare com 1 Coríntios 15:27, 28; veja JEOVÁ; SENHOR.
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LãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LÃ
O pêlo macio e crespo que forma o velocino de certos animais, especialmente das ovelhas, era tosquiado e utilizado de forma extensiva pelos hebreus, e por outros, dos tempos antigos, para fazer roupas e para bordados. (Êxo. 35:4-6, 25; 36:8, 35, 37; 38:18; 39:1-8, 22-29; Lev. 13:47; Pro. 31:13, 22; Eze. 34:3) Roupas de lã fornecem insulação do calor e do frio e são confortáveis, aquecendo sem serem muito pesadas, e absorvendo a umidade, embora não dêem ao usuário a sensação de estar umedecido.
Sob a Lei, os israelitas tinham de dar aos sacerdotes “a primeira lã tosquiada” de seus rebanhos. (Deut. 18:3-5) O povo estava proibido de “usar mescla de lã e de linho”. (Deut. 22:11; Lev. 19:19) Isto significava, evidentemente, que, ao fazer roupas, não deviam utilizar certo material para a trama e outro para a urdidura. — Veja Linho.
A importância da lã. nos tempos antigos é ressaltada pelo fato de o Rei Mesa, de Moabe, ter pago “cem mil cordeiros e cem mil carneiros não tosquiados” ao rei de Israel como tributo. (2 Reis 3:4) A lã também era um valioso item comercial. — Eze. 27:1, 2, 7, 16, 18.
Visto que a lã amiúde é branca em seu estado natural, às vezes é associada com a brancura e a pureza. Exemplificando: Mediante o profeta Isaías, Jeová assemelhou os pecados perdoados à branca lã. — Isa. 1:18-20.
Jeová fornece “a neve como lã”, cobrindo a terra como que com uma aquecedora camada de lã branca. — Sal. 147:16.
O “Antigo de Dias”, Jeová Deus, é representado simbolicamente em visão como tendo cabelos semelhantes à pura lã. (Dan. 7:9) Isto sugere muita idade e sabedoria, que são associadas com as cãs. (Compare com Jó 15:9, 10.) Similarmente, o apóstolo João viu “alguém semelhante a um filho de homem” e observou que “sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã branca, como neve”. (Rev. 1:12-14) Ser o cabelo deste personagem descrito desta maneira pode indicar que se enbranquecera no caminho da justiça. — Pro. 16:31.
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LabãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LABÃO
[branco]. O neto de Naor, irmão de Abraão. Era filho de Betuel, e irmão de Rebeca (Gên. 24:15, 29; 28:5), e era o pai de Léia e de Raquel. (Gên. 29:16) Labão morava na cidade de Harã, em Padã-Arã, uma área da Mesopotâmia. — Gên. 24:10; 27:43; 28:6; 29:4, 5.
Labão é chamado de “filho de Betuel, o sírio [literalmente, “o arameu”]”. Ele também é mencionado como “Labão, o sírio”. (Gên. 28:5; 25:20; 31:20, 24) Tal designação é apropriada em vista de que residia em Padã-Arã, que significa “a planície (baixada) de Arã”, ou Síria. Labão era um semita que morava numa região ocupada por pessoas que falavam aramaico, uma língua semítica.
O idoso Abraão enviou seu servo à área que acabamos de mencionar, a fim de encontrar uma esposa para Isaque. (Gên. 24:1-4, 10) Quando Labão ouviu o relato de Rebeca sobre seu encontro com o servo de Abraão, e viu os presentes que ela recebera, ele se dirigiu correndo a tal servo, referindo-se a ele como alguém abençoado por Jeová, e demonstrou-lhe hospitalidade. (Gên. 24:28-32) Labão, depois disso, assumiu parte destacada nas negociações do casamento de Rebeca, a aprovação para tal casamento provindo tanto dele como de seu pai, Betuel. — Gên. 24:50-61.
Anos depois, para escapar da vingança de Esaú e para conseguir uma esposa, Jacó viajou para a casa de seu tio, Labão, em Harã. (Gên. 27:41 a 28:5) Já nessa época, Labão tinha duas filhas, Léia e Raquel (Gên. 29:16), se não também alguns filhos. (Gên. 31:1) Labão fez um acordo com Jacó no sentido de que, em troca de sete anos de serviço, ele daria a Jacó, como esposa, a sua filha mais moça, Raquel. Entretanto, Labão enganou Jacó na sua noite de núpcias, substituindo Raquel por sua filha mais velha, Léia, pondo de lado os protestos de Jacó por apelar para o costume local, e então oferecer Raquel a Jacó como esposa secundária, conquanto Jacó o servisse por outros sete anos. — Gên. 29:13-28.
Quando Jacó, por fim, desejou partir, Labão instou com ele que permanecesse e continuasse servindo-o por um salário. (Gên. 30:25-28) O acordo foi que Jacó ficasse com todas as ovelhas salpicadas e malhadas, com as ovelhas de coloração escura entre os carneiros novos, e com quaisquer cabras malhadas e salpicadas. (Gên. 30:31-34) Mas as palavras posteriores de Jacó a Léia e a Raquel, e também a Labão (Gên. 31:4-9, 41), indicam que, nos anos que se seguiram, Labão com freqüência alterou este acordo original, quando aconteceu que os rebanhos de Jacó estavam crescendo muito. Por fim, mudou a atitude de Labão para com Jacó, e, orientado por Jeová, Jacó decidiu voltar à sua terra natal com sua família e seus rebanhos. — Gên. 31:1-5, 13, 17, 18.
No terceiro dia depois de sua partida sigilosa, Labão ficou sabendo dela e foi no encalço de Jacó, alcançando-o na região montanhosa de Gileade. No entanto, um aviso da parte de Deus impediu que Labão prejudicasse Jacó. (Gên. 31:19-24) Quando eles se encontraram, Labão e Jacó discutiram. Jacó apontou seus vinte anos de serviço fiel e de trabalho árduo, e mostrou como Labão havia lidado injustamente com ele, mudando dez vezes o seu salário. — Gên. 31:36-42.
Labão ficou muito preocupado em recuperar os terafins ou ídolos domésticos, que Raquel, sem que Jacó o soubesse, havia roubado. Labão não conseguiu encontrá-los, pois Raquel os manteve escondidos. (Gên. 31:30-35) Labão talvez tivesse sido influenciado em suas idéias religiosas pelo povo adorador da lua entre o qual vivia, e isto pode ser indicado pelo emprego que fazia de presságios e por possuir terafins. Entretanto, é preciso observar que é provável que outras razões, mais do que as simplesmente religiosas, tenham deixado Labão tão ansioso de localizar e recuperar os terafins. Tabuinhas descobertas em escavações feitas em Nuzi, perto de Quircuque, Iraque, revelam que, de acordo com as leis dos tempos patriarcais nessa determinada região, a posse de tais ídolos domésticos por parte do marido de certa mulher lhe daria o direito de se dirigir a um tribunal e pretender o espólio de seu sogro falecido. Assim, Labão pode bem ter pensado que Jacó tivesse roubado os terafins com vistas a, posteriormente, privar da herança os próprios filhos de Labão. Isto talvez explique por que, não conseguindo localizar os seus deuses domésticos, Labão se mostrou ansioso de concluir um acordo com Jacó que garantisse que Jacó não retornaria, de posse dos deuses domésticos, após a morte de Labão, para privar da herança os filhos dele.
Labão fez um pacto de paz familiar com Jacó, e, para comemorá-lo, ergueram uma coluna de pedras e um monte de pedras. Usando o hebraico, Jacó chamou o montículo de Galeede, que significa “monte de testemunho”. Labão o chamou de Jegar-Saaduta, usando uma expressão aramaica ou síria que tinha o mesmo significado. Foi também chamado de “A Torre de Vigia”. (Gên. 31:43-53) Depois de despedir-se de seus netos e de suas filhas, Labão voltou para casa, e o registro bíblico não mais o menciona. — Gên. 31:54, 55.
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LábioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LÁBIO
Sendo parte da boca e tendo muito que ver com a formação das palavras, o termo “lábio” é usado figuradamente no sentido de fala ou linguagem (Pro. 14:3; 1 Cor. 14:21), e é, ocasionalmente, empregado em paralelismos com “língua” (Sal. 34:13; Pro. 12:19) e com “boca”. (Sal. 66:14; Pro. 18:7) Antes da confusão da linguagem em Babel, “toda a terra continuava a ter um só idioma [literalmente, ‘lábio’] e um só grupo de palavras”. (Gên. 11:1, 6-9; o mesmo emprego é feito no Salmo 81:5; Isaías 19:18.) Por meio do profeta Sofonias, Deus prometeu conceder aos povos “a transformação para uma língua [lábio] pura”, referindo-se evidentemente à verdade, conforme revelada a seu povo por meio de Jesus Cristo. — Sof. 3:9; compare com Provérbios 12:19.
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