-
O “sinal” de sua aproximaçãoAproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos
-
-
a entrar para a “refeição noturna do casamento do Cordeiro” e participar dela. — Lucas 12:35-38.
30. (a) O que distinguiu as virgens discretas daquelas tolas? (b) Começaram todas com lâmpadas acesas, e, assim, qual era a questão vital neste respeito?
30 Então, o que distingue as virgens discretas ou prudentes das virgens tolas ou imprudentes? O seguinte: “As tolas tomaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo, ao passo que as discretas levaram óleo nos seus recipientes, junto com as suas lâmpadas.” (Mateus 25:3, 4) No entanto, todas elas sabiam que terem lâmpadas acesas até o fim da procissão de acolhimento serviria para identificá-las, como prova de seu merecimento de ser admitidos à festa de casamento. Em vista disso, precisavam de óleo bastante para durar-lhes até que a procissão de casamento chegasse ao lar do noivo. No cumprimento da parábola, o que foi prefigurado pelo óleo? Começaram a ir ao encontro do noivo antes de se anunciar a sua chegada, e suas lâmpadas estavam acesas quando partiram. Assim, pelo menos então havia óleo nas suas lâmpadas. Mas bastava para manter as lâmpadas acesas até que a procissão de casamento entrasse na casa do noivo?
31, 32. (a) O que pretendia a parábola mostrar a respeito daquelas “virgens” simbólicas? (b) Que atitude de espera devem manter; conforme expresso por Paulo em Filipenses 3:20, 21?
31 O óleo era um líquido de iluminação. Sem ele, o pavio na lâmpada não podia dar uma luz constante e continua. O que simbolizava levarem uma lâmpada acesa à festa de casamento? Em resposta a essa pergunta, precisamos lembrar-nos do objetivo com o qual Jesus proferiu esta parábola. O objetivo era mostrar que os que desejavam ser admitidos ao casamento celestial teriam de ter certa identificação, certa personalidade, e teriam de retê-la até o próprio fim, não importando quando começasse e se realizasse a procissão de casamento até chegar finalmente ao lar do Noivo para a sua “noiva”. Em primeiro lugar, os da classe do “reino dos céus”, enquanto na terra no meio deste mundo tenebroso, teriam de manter-se “virgens” em sentido espiritual. Têm as suas esperanças fixas no Noivo celestial, e esta atitude não permite nenhuma contaminação deles com o mundo impuro. Têm de estar “seguindo o Cordeiro para onde quer que ele vá”. (Revelação 14:4) Têm de permanecer assim como o apóstolo Paulo, que disse:
32 “A nossa cidadania existe nos céus, donde também aguardamos ansiosamente um salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual remodelará o nosso corpo humilhado para ser conforme ao seu corpo glorioso, segundo a operação do poder que ele tem, sim, de sujeitar todas as coisas a si mesmo.” — Filipenses 3:20, 21.
33. (a) Por quanto tempo têm de manter a sua virgindade espiritual. a fim de se mostrarem dignos de que? (b) Que disse Jesus sobre eles refletirem tal condição aceitável?
33 Portanto, sua virgindade espiritual mantida se deve ao seu desejo e à sua determinação de se mostrarem dignos de ser aceitos pelo Noivo celestial como sua “noiva”. Sua vida diária deve refletir isso no meio da escuridão deste mundo da humanidade. Jesus Cristo, o Noivo, disse aos seus discípulos no seu Sermão do Monte, no ano 31 E.C.: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. As pessoas acendem uma lâmpada e a colocam, não debaixo do cesto de medida, mas no velador, e ela brilha sobre todos na casa. Do mesmo modo, deixai brilhar a vossa jaz perante os homens, para que vejam as vossas obras excelentes e dêem glória ao vosso pai, que está nos céus.” — Mateus 5:14-16.
34. Segundo as palavras de Paulo em Filipenses 2:14-16, como deviam os cristãos brilhar?
34 Também o apóstolo Paulo disse aos concristãos: “Persisti em fazer todas as coisas livres de resmungos e de argüições, para que venhais a ser inculpes e inocentes, filhos de Deus sem mácula no meio duma geração pervertida e deturpada, entre a qual estais brilhando como iluminadores no mundo, mantendo-vos firmemente agarrados à palavra da vida, para que eu tenha causa para exultação no dia de Cristo, de que não corri em vão nem trabalhei arduamente em vão.” — Filipenses 2:14-16
35. Portanto, o que é representado por erguerem as virgens suas lâmpadas acesas, em expectativa de quê?
35 Para que os da classe do “reino dos céus” brilhem como a “luz do mundo” precisam empenhar-se em “obras excelentes” que glorificam o Pai celestial; precisam fazer tudo sem resmungos e argüições, mantendo-se inculpes e inocentes no que se refere à sua vida cristã, mostrando-se sem mácula como filhos de Deus. Precisam fazer isso na expectativa da vinda do Noivo para levá-los ao lar de seu Pai celestial. Fazerem tudo isso é representado por erguerem as virgens as suas lâmpadas acesas. É algo que deleita o Noivo no meio da noite de escuridão do mundo.
O ÓLEO E OS RECIPIENTES SIMBÓLICOS
36. O que representa o “óleo” como líquido iluminador?
36 Então, o que representa o óleo, o líquido iluminador? Simboliza aquilo que mantém os da classe do “reino dos céus” brilhando como iluminadores no meio dum mundo em escuridão. Concordemente, representa a “palavra da vida”, a que precisam manter-se “firmemente agarrados”; pois está escrito: “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra e luz para a minha senda.” (Salmo 119:105) “A própria exposição das tuas palavras dá luz, fazendo que os inexperientes entendam.” (Salmo 119:130) Como representação, o “óleo” incluiria também o espírito santo de Deus, porque esta santa força ativa, invisível, de Deus, ajuda no entendimento da Palavra de Deus. (João 16:13) Também, este espírito santo no cristão manifesta-se nos frutos, nos frutos do espírito, tais como amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura e autodomínio. (Gálatas 5:22, 23) Tal “óleo” espiritual tem poder iluminador.
37. O que representa terem as virgens um suprimento de óleo nos seus “recipientes”? E por quê?
37 Na parábola, as “virgens” tinham de ter um suprimento de óleo em recipientes, dos quais podiam derramá-lo nas lâmpadas que levavam. Não podiam transformar seus próprios corpos em “recipientes” por beber o óleo e depois, conforme necessário, regurgitá-lo para as lâmpadas, a fim de mantê-las acesas. Contudo, terem “recipientes” cheios de óleo significava que tinham um suprimento de óleo, naturalmente, não nos seus próprios corpos quais vasilhames. De modo que os da classe do “reino dos céus” possuem, sim, em si mesmos, um suprimento da Palavra de Deus e de Seu espírito santo. Apropriadamente, pois, os “recipientes” retratados na parábola representam os próprios membros da classe “virgem” como possuidores do “óleo” simbólico. Certamente, precisam dum suprimento amplo de tal “óleo” ao saírem ao encontro do Noivo e se juntarem à sua procissão.
38. Então o que é simbolizado pelas lâmpadas das virgens, e de que modo há iluminação?
38 Na parábola, as dez virgens usavam lâmpadas de óleo para iluminar o cenário noturno. Portanto, o que representam as lâmpadas no cumprimento atual da parábola? O mesmo que os “recipientes” de óleo, porque as antigas lâmpadas continham óleo iluminador do mesmo modo que os “recipientes” de suprimento. Os próprios membros da classe do “reino dos céus” são as lâmpadas simbólicas. Não é que bebam inteiramente o óleo e depois derramem óleo sobre si, incendiando-se quais “tochas vivas” enfileiradas ao longo do caminho da procissão, quais mártires que se sacrificam em honra do Noivo. Não, mas estão cheios da Palavra iluminadora de Deus e de seu espírito santo, e isto os torna brilhantes de modo espiritual para a honra do glorioso Noivo celestial. Eles mesmos são “iluminadores no mundo”, por causa de suas qualidades espirituais. Por causa da espécie da que levam sob a influência da Palavra e do espírito de Deus, brilham para a glória Dele.
39. (a) Por que não sabiam as “virgens” quanto tempo teriam de esperar pelo noivo? (b) Portanto, que acharam as virgens discretas aconselhável fazer?
39 Visto que não se fixou a hora da noite em que o noivo partia da casa onde se lhe deu a noiva e depois encabeçava a procissão de volta ao seu próprio lar, para a vida de casado, as virgens da parábola não sabiam exatamente quanto tinham de esperar até o noivo aparecer. Por isso não sabiam por quanto tempo tinham de manter suas lâmpadas acesas. Portanto, era aconselhável que não só enchessem as lâmpadas, mas também um recipiente com óleo adicional. As virgens “discretas” ou prudentes compreenderam isso e “levaram óleo nos seus recipientes”, junto com a suas lâmpadas acesas. As virgens “tolas” ou injudiciosas, imprudentes, não fizeram isso, e sua tolice neste respeito tornou-se evidente com o tempo.
40. (a) No cumprimento da parábola, de que modo levam os da classe das virgens “discretas” óleo consigo nos seus recipientes? (b) Como os ajuda isso a se mostrarem fiéis no seu noivado com o seu Noivo?
40 No cumprimento da parábola, os representado’ pelas cinco virgens “discretas” tomam consigo óleo extra nos seus recipientes, por assim dizer, enchendo-se com a Palavra de Deus, tendo-a na mente e no coração por meio do estudo pessoal, em particular, por assistir às reuniões cristãs onde se ensina e considera a Palavra de Deus e por fazer uso desta Palavra de Deus por, transmiti-la a outros. Oram pelo espírito de Deus e procuram estar continuamente “cheios de espírito”. (Efésios 5:18) Em qualquer tempo futuro de emergência, esta plenitude de “óleo” espiritual os ajudaria a renovar sua faculdade de perseverança e a continuar brilhando como a “luz do mundo”, em prova de que se mantêm fiéis ao seu noivado com o Noivo celestial.
“DEMORANDO O NOIVO”
41. (a) Quando foi pela primeira vez que os gentios se tornaram parte da classe da “virgem casta” que saiu ao encontro do Noivo? (b) Em vista do que aconteceu aos judeus em 70 E.C., encontraram-se as “virgens” naquele tempo com o Noivo?
41 No outono (setentrional) do ano 36 E.C., abriu-se a porta a não judeus incircuncisos, a gentios, para serem convertidos ao cristianismo, que é a “forma de adoração que é pura e imaculada” do ponto de vista de Deus. Estes gentios crentes receberam o espírito santo de Deus e seus dons, do mesmo modo como os crentes judaicos haviam recebido no dia de Pentecostes de 33 E.C. (Atos 10:1 a 11:18; 15:7-19) Assim também estes se tornaram parte da classe da “virgem casta” ‘prometida em casamento’ a Cristo. (2 Coríntios 11:2) Daí em diante, tinham parte no cumprimento da parábola das “dez virgens”, e, usando-se a linguagem da parábola, “tomaram as suas lâmpadas e saíram ao encontro do noivo”. No ano 70 E.C., a cidade de Jerusalém e seu suntuoso templo foram destruídos pelas legiões romanas, mas, embora esta destruição horrível fosse uma expressão do julgamento de Deus contra os judeus descrentes, anticristão, a classe da “virgem casta” não se encontrou com o Noivo celestial, ao encontro de quem foi, para dar-lhe boas vindas. — Lucas 21:20-24; Mateus 24:15-22; Marcos 13:14-20.
42, 43. (a) Perto do fim do primeiro século, que revelação deve ter animado os da classe da “virgem casta” na sua esperança, mas como terminou aquela revelação? (b) Na primeira carta que João escreveu depois disso, à presença de quem já se referiu João?
42 Passaram-se anos, e perto do fim do primeiro século E.C., por volta do ano 96 E.C., o apóstolo João recebeu a maravilhosa Revelação, com o que tinha para revelar sobre o Noivo celestial, Jesus Cristo, e sua “noiva”, representada como a Nova Jerusalém. (Revelação 21:1 a 22:17) Isto deve ter sido de indizível encorajamento para os da classe da “virgem casta”, que ainda persistiam na sua esperança de se encontrar com o retornado Noivo. No entanto, o Noivo celestial encerrou aquela Revelação por dizer: “Aquele que dá testemunho dessas coisas diz: ‘Sim; venho depressa.”’ Em resposta, o idoso apóstolo João respondeu: “Amém! Vem, Senhor Jesus”, e depois João acrescentou, em conclusão: “A benignidade imerecida do Senhor Jesus Cristo seja com os santos.” (Revelação 22:20, 21) Talvez dois anos depois disso, por volta de 98 E.C., o apóstolo escrevesse a primeira de suas três cartas, dizendo nela:
43 “Criancinhas, é a última hora, e, assim como ouvistes que vem o anticristo, já está havendo agora muitos anticristos; sendo que deste fato obtemos o conhecimento de que é a última hora.” “Sabemos que todo aquele que tem nascido de Deus não pratica pecado, mas o Nascido de Deus vigia sobre ele, e o iníquo não o segura. Sabemos que nos originamos de Deus, mas o mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” — 1 João 2:18; 5:18, 19.
44. (a) A morte posterior de João abriu o caminho para a entrada de quem? (b) Mas, então, quanto devem ter brilhado as lâmpadas acesas da classe das “dez virgens”, e que esperança havia de se encontrar o Noivo?
44 Pouco depois de escrever as suas três cartas e também a narrativa da vida de Jesus, conhecida como Evangelho de João, o idoso apóstolo deve ter morrido, sem dúvida como último dos “doze apóstolos do Cordeiro”. O falecimento de João, portanto, permitiria a abertura gradual da porta, não para a entrada de Cristo, o Noivo, mas para a do anticristo, a respeito de quem João advertira. (2 Tessalonicenses 2:7, 8) A “luz do mundo” foi então quase que apagada. As “lâmpadas” simbólicas da classe representada pelas “dez virgens” devem ter iluminado muito pouco. De fato, o número das verdadeiras “virgens” deve ter ficado muito pequeno. Outros interesses, interesses materiais do mundo, em vez de o desejo da volta do Senhor Jesus, devem ter ocupado a atenção dos que apenas professavam ser cristãos. Passava-se tanto tempo, e ele ainda não aparecia.
45. Como se cumpriu que, “demorando o noivo, todas elas cochilaram e adormeceram”, especialmente já por volta do tempo de Constantino?
45 Isto foi o que a parábola das dez virgens predisse, nas seguintes palavras: “Demorando o noivo, todas elas cochilaram e adormeceram.” (Mateus 25:5) De modo similar, dentro do grupo religioso que professava ser a congregação cristã, os membros estavam ficando cansados de esperar a vinda do Noivo. De fato, com a chamada “conversão” de Constantino, o Grande, e tornar ele o cristianismo professo nos seus dias a Religião Estatal do Império Romano, não parecia haver necessidade da volta de Cristo. A cristandade achava-se então estabelecida, sendo que muitos dos bispos religiosos das igrejas tornaram-se aliados do Estado romano e começaram a reinar em sentido religioso. Não só os apóstolos genuínos de Jesus Cristo estavam adormecidos na morte, mas tais bispos que professavam ser cristãos também adormeceram para com a responsabilidade cristã e a necessidade de manter a congregação cristã pura e livre das filosofias e tradições dos homens, e de ter de manter-se absolutamente puros e imaculados do mundo, numa forma pura e imaculada de adoração perante Deus.
46. (a) De que modo é este sono da classe das “dez virgens” paralelo ao que Jesus predisse na parábola do trigo e do Joio? (b) Quanto tempo duraria o sono espiritual e quando se daria o tempo do cumprimento da fase final da parábola?
46 Esta situação religiosa parece ser paralela àquela retratada na parábola de Jesus a respeito do trigo e do joio, na qual ele disse: “O reino dos céus tem-se tornado semelhante a um homem que semeou excelente semente no seu campo. Enquanto os homens dormiam, veio seu inimigo e semeou por cima joio entre o trigo, e foi embora.” (Mateus 13:24, 25) Apenas após um longo período de crescimento viria a colheita e o tempo para o “homem” da parábola vir para o trabalho da colheita e mandar que se arrancasse o joio e se ajuntasse o “trigo” puro nos seus celeiros. É interessante que Jesus, ao explicar toda esta parábola, usou a mesma expressão que seus apóstolos usaram quando lhe fizeram a pergunta registrada em Mateus 24:3. Jesus disse: “A colheita é a terminação dum sistema de coisas.” (Mateus 13:39) Ainda faltaria muito tempo até a terminação do sistema mundano de coisas, e o cochilo predito na parábola das “dez virgens” mostrou ser longo. O cumprimento das particularidades finais da parábola das virgens faria parte do “sinal” de que estamos na “terminação do sistema de coisas”.
-
-
“Aqui está o noivo!”Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos
-
-
Capítulo 11
“Aqui está o noivo!”
1. Durante este sono de duração indefinida das “dez virgens”, houve movimentação da parte de quem, e especialmente depois de que despertar religioso?
DURANTE aquele sono de duração indefinida, conforme predito na parábola de Jesus, deve ter havido alguma movimentação da parte das “virgens” simbólicas, especialmente da parte das virgens “discretas”, que haviam trazido um suprimento extra de
-