“Quelo ajudar tamém!”
QUE responde a seu filhinho cheio de energia quando ele lhe suplica:
“Eu tamém! Quelo ajudar tamém!” Especialmente naqueles dias ocupadíssimos, quando tudo parece sair errado? Por que não deixar que o ajude? É provável que fique agradavelmente surpreso de ver quanto ele consegue fazer, e permitir que o ajude lhe dará uma sensação de ser importante membro da família. Não só isso, mas ele estará aprendendo inestimáveis lições de laboriosidade e cooperação. Resultarão horas de agradável companheirismo e estará edificando sólido alicerce para boas relações de pais e filhos.
● “Maanhê, ainda não está b-e-m terminada a capa de chuva de minha filhinha”, disse a minha filha orgulhosamente, com os olhos brilhando. Ela só tinha quatro anos, e a capa de chuva era algo mal feito, mas, ela era pouco exigente. Eu começara a costurar, e ela queria ajudar. Uma agulha muito grande, com linha dupla bem emaranhada, generoso pedaço de pano tirado da bolsa de retalhos, e sua própria tesoura de pontas arredondadas constituíam todo o equipamento de que ela precisava. Ela puxou sua própria cadeirinha de balanço, e colocou sua mesinha baixa perto de mim. Gastou nesta tarefa longos e felizes momentos. E não estava sendo rabugenta, nem irriquieta, nem se metendo em dificuldades.
● Possui seu filho a sua própria pá? Pode ajudá-lo a remover a neve do inverno, quando for o caso. Possui sua filha a sua própria vassoura? Ficará emocionada se a deixar ajudá-la a varrer. Com sua própria enxada e ancinho, seu filho pode trabalhar a seu lado no jardim, criando corpo forte, saudável apetite e aprendendo a cuidar das coisas que crescem, ao invés de ser uma amolação rabugenta que pisa nas filas de plantas ou arranca impensadamente plantas tenras.
● Uma banqueta firme e que não vire e um avental impermeável são uma ajuda para muitas atividades deleitosas dentro da casa. Que jovem não fica encantada com a água tépida, cheia de espuma? Se a mamãe estiver lavando louça, a filha pode ajudá-la com seu próprio esfregãozinho de louça. Pode enxugar os talheres ou as panelas. E, quando compreender que pratos e copos devem ser manejados com cuidado, de modo a não quebrá-los, sua filha ficará muito orgulhosa e será cuidadosa quando tais lhe forem confiados. A filha pode lavar os legumes, pode apanhar e levar coisas. Sua filha pode sentar-se na banqueta de cozinha, perto do local onde bate manualmente a massa, e bater bastante essa massa de bolo ou de biscoitos. E, depois, há a tigela a lamber! Quanta felicidade pode uma criança derivar de amassar um pouco de massa de torta ou de pão com pequeno rolo sobre uma tábua de amassar!
● Recolher os brinquedos e arrumar os quartos ensina à criança os hábitos de deixar tudo em ordem. Nesta idade, poderá trabalhar ao lado dela. Então, colocar as coisas nos lugares, ao invés de ser uma tarefa detestada, pode tornar-se uma brincadeira. Não demorará muito até que seu filho a surpreenda agradavelmente por desempenhar a tarefa de apanhar as coisas que havia largado. Algumas tarefas exigem que o genitor superponha com jeito sua própria perícia sobre a falta de jeito do filho, de modo que ambos fiquem satisfeitos com os resultados, por exemplo, em fazer as camas e pôr a mesa.
● Nos passeios a pé, pode-se dar à criança a responsabilidade de olhar cuidadosamente para cada um dos lados, decidindo quando é seguro atravessar a rua. Uma ida a uma loja se torna uma grande aventura se a criança dispuser de algum dinheiro para gastar como quiser, podendo apanhar o que deseja e pagar ela mesma ao vendedor. Ou talvez se lhe dê a responsabilidade de escolher e comprar um item da lista de comestíveis, por exemplo, flocos de cereais.
● Quando os pais de crianças pequenas discernem a importância de permitir que a criança também os ajude, pensarão em muitas formas agradáveis e construtivas em que podem dar ao filho ou à filha esta sensação de que constitui importante parte da família. — Contribuído.