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    A Sentinela — 1962 | 1.° de abril
    • Lealdade com um coração unificado

      “Ó guarda a minha alma pois eu sou leal. . . . Instrui-me, ó Jeová, acerca do teu caminho. Andarei na tua verdade. Unifica o meu coração para temer o teu nome.” — Sal. 86:2, 11.

      1, 2. (a) O que se procura ver num líder, e hoje, a que nações se olha em busca de liderança política? (b) Que outra liderança se busca, por isso, que pergunta surge?

      NESTE mundo de incerteza, mudança e perplexidade, os povos, sim, as nações buscam liderança. Desejam se escudar atrás de um líder de confiança, firme, com norma bem definida, que prometa bons resultados. O líder deve dar prova do prestígio mediante o êxito, realização, produtividade, convicção corajosa e julgamento maduro. Deve ser alguém que inspire lealdade em seus seguidores, pois ele, por sua vez, é leal para com seus seguidores, seus propósitos fixos e suas regras de ação.

      2 Assim, neste mundo dividido pela “guerra fria”, alguns representantes de nações apelam para os Estados Unidos da América do Norte tomarem a liderança nos assuntos mundiais, especialmente a favor das nações democráticas ocidentais. Por causa da grandeza, da riqueza e do poder da América do Norte, acham que ela deva assumir a herança que lhe parece destinada. Outras nações, estas do bloco comunista, olham para o Moscou da Rússia Vermelha e confessam publicamente a sua lealdade a ela. A lealdade tem sido exigida, mesmo que não haja persuasão do coração. Acrescentado ao apelo e à insistência por liderança, política, há o apelo por liderança religiosa. Tudo isto complica a questão da lealdade nestes dias. A quem devemos dar a nossa lealdade com um coração unificado?

      3. (a) Que luta existe agora entre os poderes políticos e religiosos, e em que está aumentando a perda de confiança? (b) Entretanto, que mensagem tem o ressoar da verdade, e por quê?

      3 Como nunca antes, é verdade que este é dia de propaganda. A luta é entre os poderes políticos e religiosos, usando todos os meios de se entrar em contato com o povo, pela visão e pelos ouvidos, a fim de cativar a mente e a lealdade dele. Isto tem resultado em confusão e em divisão. A falta de confiança no que se vê e se ouve continua crescendo porque tanta coisa tem-se provado ser “propaganda mentirosa”. Grande parte disto vem da “guerra fria” reinante. Mas, através de todo o conflito e alarido da batalha da propaganda, ouve-se uma mensagem que tem o ressoar da verdade. Ela tem o apoio de autoridade irrestringível e não deixa ninguém desiludido. É a mensagem das boas novas do reino de Deus. É uma mensagem que não ilude e nem conduz à escravidão a homens ou a sistemas de homens, pois ela vem de “Deus, que não pode mentir’. (Tito 1:2) “É impossível que Deus minta.” — Heb. 6:18.

      4, 5. (a) Como sabemos que não é por mero acidente, nem por mera invenção ou plano humano que soa agora esta mensagem do Reino? (b) Em resposta a que pergunta, e como prova de que fato, foi isto predito?

      4 Não é por mero acidente, nem por mero plano ou invenção humana que esta mensagem do reino de Deus tem soado em todo o mundo desde 1914. Ela foi predita há muito tempo e hoje soa em cumprimento da profecia. Há dezenove séculos atrás, o maior pregador do reino de Deus, que já pisou nesta terra a predisse como um marco de nossos tempos. Contando antecipadamente a história de nossa geração, este, pregador do Reino, Jesus Cristo, descreveu a primeira guerra mundial, a qual marcou o ano de 1914 como o ponto crítico da história humana, junto com, a falta de víveres, pestes, terremotos, deslealdade, insubordinação, perseguição religiosa, perplexidade internacional e temor do futuro que têm caracterizado a nossa época desde 1914.

      5 Mas Jesus Cristo não deixou a previsão do futuro tudo às escuras. Ele também disse: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações; e então virá o fim consumado.” (Mat. 24:3-14) Todas estas coisas ele predisse ao responder à pergunta sobre como haveríamos de saber quando ele estaria presente no trono do reino celestial de Deus e quando o capítulo final, a conclusão deste velho sistema terrestre de coisas seria escrito. No capítulo final da história deste velho mundo tem sido escrito desde 1914 o cumprimento desta parte animadora da profecia de Jesus, a saber, a pregação das boas novas do Reino em todo a mundo. Mas por quem?

      6, 7. (a) Por que classe de pessoas seria razoável de se esperar que as boas novas do Reino fossem pregadas? (b) A quem mostra a história moderna ser os que estão fazendo a pregação predita?

      6 Naturalmente que não é pelos inimigos do reino de Deus, embora que os inimigos, pela sua publicação de ataques a ela e aos seus pregadores, simplesmente anunciem o Reino ainda mais. A pregação tem sido feita pela mesma classe de pessoas que pregou o reino de Deus nos dias de Jesus e de seus doze apóstolos, pelos dedicados e batizados seguidores de suas pisadas. Em qualquer campanha política, digamos, na América do Norte, quem prega o Partido Democrático, sua plataforma a suas promessas? Quem, os democratas, naturalmente! Quem prega o Partido Republicano, suas normas e suas promessas? Quem, os republicanos, naturalmente! Quem prega o Partido Socialista, seus propósitos políticos e seus candidatos? Quem, os socialistas, naturalmente! Quem, então, em harmonia com a profecia de Jesus, seriam os que pregariam “estas boas novas do reino em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações”? Quem, os seguidores de Jesus Cristo, naturalmente! Estes estão inteiramente a favor do reino de Deus e são apoiadores leais dele. Estão fazendo o que Jesus disse aos seus discípulos no seu sermão do monte: “Prossegui, pois; buscando primeiro o reino e a Sua justiça.” — Mat. 5:1, 2; 6:32, 33.

      7 Significa isto que todos os 869 milhões que hoje afirmam ser cristãos católicos e protestantes são os que cumprem a profecia de Jesus, pregando as boas novas do reino de Deus durante a conclusão deste sistema de coisas? Absolutamente não. A história de nossos dias prova que desde 1914 ela têm sido feita e continua sendo feita pelos cristãos dedicados e batizados conhecidos como testemunhas de Jeová. — Veja-se The Americana Annnual de 1961, página 396, coluna 2.

      8, 9. (a) Que perguntas acerca do testemunho do Reino devem agora ser respondidas? (b) Que pessoas não entrarão nas bênçãos do Reino, e por que, então, são as testemunhas de Jeová os usados para pregar as boas novas?

      8 Esta pregação do Reino tinha de ser feita em nossos dias porque Deus a havia predito mediante Jesus Cristo e Deus não pode mentir nem tem-se provado mentiroso. Visto que a pregação do Reino em testemunho está em andamento agora em cumprimento da profecia inspirada, devemos, cada um de nós, encarar e responder a uma grande pergunta. Esta é: Seremos apenas os a quem se prega em testemunho e nada fazem a respeito ou estaremos entre os que pregam e testemunham, mostrando assim que advogam lealmente este reino como a única esperança e solução para toda a humanidade? Se professamos ser cristãos, o que dizer a respeito de nosso coração? Está o nosso coração dividido porque estamos ativamente empenhados na política deste mundo, pensando que o “reino de Deus” é apenas uma condição do coração agora e que o cristão somente estará ativo quanto ao reino de Deus quando morrer e ir para o céu?

      9 As pessoas cuja lealdade estiver dividida jamais entrarão nas bênçãos do reino de Deus. No último livro da Bíblia, Jesus Cristo, o Filho de Deus, disse: “Visto que estás morno, e nem frio nem quente, eu te vomitarei da minha boca.” (Apo. 3:16) Não as pessoas a quem meramente se dá testemunho, mas as que pregam e testemunham — estas são as que se manterão vivas através do fim deste sistema de coisas e entrarão nas bênçãos do Reino depois da “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o principio do mundo até agora; não, nem, jamais ocorrerá de novo.” (Mat. 24:21, 22) É por isso que as testemunhas cristãs de Jeová são os que Deus está usando para cumprir a profecia da pregação das boas novas do Reino.

      A UNIFICAÇÃO DO CORAÇÃO

      10. (a) E razoável que os pregadores de Reino sejam perseguidos? (b) Por que se deixam os cristãos nominais apenas serem testemunhados?

      10 Até mesmo nas batalhas políticas, os homens que advogam uma forma de governo contrária a outra, têm os seus oponentes e se fala contra eles. Não é razoável, então, que os que pregam e advogam o reino de Deus como governo justo e a única esperança da humanidade sofressem oposição, fossem caluniados e até mesmo perseguidos? Sim, segundo a própria profecia de Jesus sobre a “conclusão do sistema de coisas”. Imediatamente após predizer a guerra mundial, Jesus disse aos seus atenciosos discípulos: “As pessoas vos entregarão, então, à tribulação e vos matarão, e sereis odiados por todas as nações por causa do meu nome.” (Mat. 24:9) Por quantas nações? “Por todas as nações”, disse Jesus, assim tornando claro que todas as nações políticas estariam contra o reino de Deus e que odiariam seus pregadores. É por isso que muitas pessoas, até mesmo os cristãos católicos e protestantes, apenas se deixam ser testemunhadas do que elas próprias dar testemunho.

      11. Que qualidade exige a pregação do Reino, e assim, para o que ora o verdadeiro cristão?

      11 A pregação das boas novas do Reino exige lealdade de coração ao reino de Deus. Mas, que cristão genuíno quererá ser desleal ao reino pelo qual Jesus Cristo morreu? Um cristão genuíno anseia ser leal ao reino glorioso pelo qual tem orado na oração do Pai Nosso, mesmo que isto signifique ser perseguido e odiado por todas as nações. Ele ora para ser leal ao reino de Deus, assim como fez Davi, que foi ungido para se sentar “sobre o trono de Jeová”, dominando sobre toda a nação de Israel. — 1 Crô. 29:23.

      12. (a) Que qualidade demonstrou Davi para com Deus, e o que esperou ele que Deus demonstrasse em retribuição? (b) Quando e por que podemos esperar que Deus seja leal a nós?

      12 No Salmo oitenta e seis, no qual ele fala de ser perseguido, Davi diz: “Inclina, ó Jeová, os teus ouvidos. Responda-me, pois estou aflito e pobre. Ó guarda a minha alma, pois eu sou leal. Salva o teu servo — tu és o meu Deus — que está confiando em ti.” (Sal. 86:1, 2, 14, 17) Davi devotava amor leal a Jeová Deus, em cujo reino ele tinha sido ungido para servir como principal executor. Ele confiava em Jeová Deus em harmonia com a sua própria lealdade. Cria na lealdade de Deus para com ele e seus companheiros de sofrimento por causa do reino. No Salmo 18:25 Davi fala a Deus: “Com o leal, tu agirás com lealdade.” (2 Sam. 22:1, 2, 26) Assim, se estivermos dedicados aos interesses do reino de Deus e buscando-o primeiro, então, nós também, como Davi, nos esforçaremos para ser leais a Deus, a quem pertence o reino. Neste caso podemos estar certos da lealdade de Deus para conosco. Que maravilha é pensar em Deus ser leal para conosco! Sim, apesar desta maravilha, nós lemos: “‘Eu sou leal’, é o proferimento de Jeová.” (Jer. 3:12) É justo que sejamos leais a Deus que é leal para conosco.

      13. De que órgão procede a lealdade, e assim, o que devemos fazer referente à lealdade?

      13 A lealdade vem do coração. Não podemos ser leais se o nosso coração estiver dividido em suas afeições, em seu amor, em seu afeto. Não podemos ser leais se temermos qualquer que se oponha ao objeto de nosso amor e devoção e que nos persiga por esta razão. Os nossos perseguidores e opositores agem como servos de Satanás, o Diabo, e o propósito deles é quebrar a nossa lealdade a Deus e ao reino. Se quisermos buscar primeiro o reino e pregar como Jesus Cristo fez, torna-se necessário que cultivemos, nutramos sempre, alimentemos lealdade, e afugentemos o temor do inimigo. Davi indicou-nos como fazer isto quando disse, no Salmo 86:10, 11: “Tu és Deus, só tu. Instrui-me, ó Jeová, acerca do teu caminho. Andarei na tua verdade. Unifica o meu coração para temer o teu nome.”

      14. (a) O que sugere a expressão “unifica o meu coração” quanto à condição do coração? (b) Por que se provou desleal o Rei Saul?

      14 Que expressão singular: “Unifica o meu coração”! Isto sugere que o coração não está numa condição indivisiva quanto às suas afeições e os seus temores. Parece confessar que há algum temor do homem no coração o qual rouba algo do completo temor a Deus. “Temer os homens é o que arma laço”, diz Provérbios 29:25; e tal laço significa ser levados cativos para a morte nas mãos dos que nos querem devorar ou destruir. O perseguidor de Davi, o Rei Saul, foi um dos que temem os homens; e por causa de tal temor, ele esqueceu o seu temor a Deus e pulou por cima das ordens e mandamentos de Deus. O Rei Saul disse a Samuel, o profeta de Deus: “Pequei; pois tenho transgredido a ordem de Jeová e as suas palavras, porque temi o povo e, assim; obedeci a sua voz.” (1 Sam. 15:24) Tal temor o conduziu à deslealdade a Jeová Deus.

      15. Quando enviou os seus apóstolos a pregar, que instrução deu-lhes Jesus neste sentido, e por quê?

      15 Davi não queria sucumbir-se a tal temor. Quando Jesus Cristo, o Filho de Davi, enviou os seus doze apóstolos como missionários para pregar, dizendo “o reino dos céus está próximo”, ele os avisou contra o medo dos homens. Isto os impediria de pregar destemidamente o Reino. Jesus disse: “Não vos torneis temerosos daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; mas, antes, tende temor daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo na Geena.” (Mat. 15:5-7, 27, 28) Portanto, foi correto Davi orar Aquele: “Ó guarda a minha alma, pois eu sou leal.”

      16, 17. (a) O que teve de fazer Jeová para unificar o coração de Davi no temor do Seu nome? (b) Ao se trazer o Seu nome à atenção das testemunhas de Jeová, por que o temor circunda todo o coração delas, e a que conduz isto?

      16 O salmo inspirado de Davi foi preservado para o nosso benefício atual. Então, o que devemos compreender da oração de Davi a Jeová: “Unifica o meu coração para temer o teu nome”? O que teria de fazer Jeová Deus para responder a esta oração? Teria de remover todos os outros temores que dividiriam o coração de Davi e obstruiriam o seu temor ao Deus Altíssimo, que pode destruir tanto alma como corpo na Geena de extermínio. Teria de tornar indiviso o coração de Davi no temor do nome de Jeová. Os homens deste mundo podem ter nomes ou reputação impressionantes, e a pura menção dos seus nomes pode infundir terror no coração de qualquer um que não conheça um temor mais elevado. Atualmente os homens não temem a menção de Deus. Mas, mencione-lhes ameaçadoramente o nome de algum chefe de bandidos, de algum ditador, de algum feiticeiro, e eles ficam sóbrios; eles estremecem; eles temem pela vida e pelo corpo.

      17 Mas não era assim com Davi há três mil anos atrás! Não é assim com as testemunhas de Jeová da atualidade. Deixe o nome de Jeová lhes ser trazido à mente, deixe o seu nome lhes ser mencionado, e elas pensam na glória com a qual Êle tem coroado este nome. Vêm-lhes à mente todos os seus feitos e proezas maravilhosas no passado e todas as profecias que faz que se cumpram nestes dias do século vinte. A pura menção do Seu nome lhes traz à mente todas as punições e destruições que ele executou em juízo contra os seus inimigos e contra os que lhe foram infiéis. Sim, como ele destruiu um mundo inteiro de pessoas nos dias de Noé. (2 Ped. 2:5; 3:6) Daí, o temor delas a Jeová suplanta todos os outros temores possíveis. O temor do Seu nome lhes circunda o inteiro coração unido e conduz o coração unificado no caminho da lealdade ao Deus que inspira temor.

      18. Por que não é este um temor covarde?

      18 Não é temor medroso, não é temor covarde. O Salmo 19:9 diz: “O temor de Jeová é puro, permanece para sempre.” Ele livra a pessoa de ser covarde perante os homens e a conduz à pureza de vida. Remove toda a indecisão quanto a se obedecer a Deus como dominador antes que aos homens. Com um coração unificado no seu temor a Deus não se é mais “um homem indeciso [literalmente, de duas almas], instável em todos os seus caminhos”. (Tia. 1:8, margem, NM, edição de 1950) Assim, é proceder sábio temermos de todo coração ao Deus Altíssimo.

      19. O que mostra Davi ser necessário para Deus fazer a fim de unificar o coração?

      19 A pessoa dedicada a Jeová Deus ora pela unificação de seu coração; mas como responde Deus à sua oração? O que faz a pessoa que ora em harmonia com a sua oração para operar junto com a resposta de Deus? Logo antes da oração, Davi nos fala da parte que Deus desempenha neste assunto e depois de sua própria parte, dizendo: “Pois tu és grande e fazes coisas maravilhosas; tu és Deus, só tu. Instrui-me, ó Jeová, acerca do teu caminho. Andarei na tua verdade.” (Sal. 86:10, 11) Foi necessário que Jeová desse instrução acerca do seu caminho; também foi necessário que Davi andasse no caminho e na verdade de Jeová. A mesma coisa é necessária hoje.

      20. Orar a Deus para nos instruir significa o que mais de nossa parte?

      20 Se orarmos, como Davi orou, para que Jeová nos instrua, então, isto significa que estamos desejosos de ser instruídos, prontos a ser instruídos, procurando a ser instruídos em tudo, acerca dos seus caminhos. Esta tem sido a oração das testemunhas de Jeová semelhantes a Davi por muitos séculos.

      21. Em resposta à nossa oração, o que tem Jeová provido em maior quantidade do que a que Davi tinha?

      21 Em resposta a esta oração Jeová tem provido uma grande quantidade de instruções, maior do que as que Davi tinha em seus dias. Davi possuía somente os oito primeiros livros da Bíblia, possivelmente o livro de Jó, se é que foi escrito por Moisés. Temos hoje a Bíblia completa de sessenta e seis livros inspirados. Que riqueza de instruções ela contém, instruções que nunca se tornam antiquadas para que um novo livro religioso tenha de ser escrito para a congregação cristã nesta era do espaço!

      22. (a) O que referente às profecias de Deus revela o seu caminho para nós? (b) Assim, para nos instruir acerca de seus caminhos, o que primeiro precisamos fazer?

      22 Além das muitas profecias que a própria Bíblia registra como sendo cumpridas, que desfile de suas profecias tem tido cumprimento desde que a Bíblia foi completada há mil e novecentos anos passados! Estes cumprimentos também servem para a nossa instrução atualmente, e nos revelam os caminhos de Deus acerca dos quais oramos para ser instruídos. A maneira que temos de cooperar com Deus na resposta de nossas orações está clara, portanto. Se orarmos para Deus nos instruir acerca dos seus caminhos, temos que, primeiramente, nos dirigir ao Seu Livro, à sua Palavra escrita, a qual nos conta mais acerca dos seus caminhos do que qualquer outro livro que exista, mesmo o chamado Livro da Natureza. Deus não põe o Seu próprio Livro de lado e nos instrui diretamente: Devemos fazer mesmo como o seu próprio Filho fez sobre a terra, estudar a Palavra escrita de Deus. Jesus disse: “Eis que tenho vindo, no rolo do livro está escrito a meu respeito. Em fazer a tua vontade, ó meu Deus, tenho-me deleitado, e a tua lei está no meu íntimo.” — Sal. 40:7, 8; Heb. 10:5-9.

      23. O que faz por nós uma pesquisa através da Bíblia quanto a Deus?

      23 Para se receber instrução acerca dos Seus caminhos não há outro curso a tomar a não ser o estudo de sua preciosa Palavra escrita. Devemos buscá-la através de suas páginas. Isto não é monótono, aborrecível, enfadonho trabalho religioso, mas é tão animador e recompensador como buscar tesouros escondidos. “Os sábios são os que entesouram o conhecimento.” (Pro. 10:14) Isto nos familiariza com Deus e com os seus caminhos. Isto edifica a nossa confiança nele e o nosso respeito por ele. Isto nos induz a um temor puro e salutar para com ele. Que este é o efeito do verdadeiro ‘conhecimento dele, está cuidadosamente registrado em Provérbios 22:17, 19: “Inclina os teus ouvidos e ouve as palavras dos sábios, para que tu possas aplicar o teu próprio coração ao meu conhecimento Para a tua confiança vir a ser em Jeová mesmo, eu te tenho dado conhecimento hoje, mesmo a ti.”

      24. Que fato nos tornou claro Jesus em João 17:3?

      24 A nossa vida eterna depende de nosso conhecimento íntimo de Deus, fato que Jesus Cristo assegurou ao dizer: “Isto significa vida eterna, que adquiram conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que tu enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) O fato solene de que a decisão final concernente à nossa vida eterna ou a nossa destruição eterna depende de Jeová Deus devia ser o bastante para unificar o nosso coração em temor ao seu nome.

      25, 26. (a) O que deve ser feito em adição ao estudo pessoal da Bíblia, e por que? (b) Qual é a espécie de pessoas que Jeová deseja em seu novo mundo, e assim, mediante quem procuramos instrução?

      25 Entretanto, sermos instruídos acerca dos caminhos de Jeová não é plenamente satisfeito por um estudo pessoal em particular de sua Palavra escrita. As “coisas maravilhosas” que ele tem feito na história da Bíblia e a maneira que faz para cumprir as profecias bíblicas desde que a Bíblia foi completada, tem sempre sido em conexão com o seu povo, com as suas testemunhas. Para recebermos instrução completa, para recebermos instruções de primeira mão, nós simplesmente temos de nos associar com o seu povo, suas testemunhas. Os que desejam o coração ser entregue completamente ao temor de Jeová não estudam e ficam de fora, independentes uns dos outros. Eles se reúnem. “Naquele tempo”, diz Malaquias 3:16, “os que temeram a Jeová falaram uns aos outros, cada um com o seu companheiro, e Jeová continuou prestando atenção e ouvindo. E um livro de memória começou a ser escrito perante ele para os que temerem a Jeová e para os que pensarem em seu nome.”

      26 Se pensarem acerca do seu nome, falarão dele uns aos outros e assim estarão ampliando a apreciação uns dos outros pelo nome. Esta é a espécie de pessoas que Jeová quer no seu novo mundo. Portanto, esta é a espécie de pessoas que ele promete preservar vivas através do “grande e temeroso dia de Jeová”, o qual está-se aproximando cada vez mais. Assim, em harmonia com a sua maneira marcada na Bíblia, seu povo organizado, os que temem o seu nome, são os mediante quem ele dá mais instruções e lança luz sobre a sua Palavra escrita e isto ajuda a tornar a Bíblia melhor entendida em muitos sentidos. Portanto, se a nossa oração para Jeová nos instruir acerca dos seus caminhos for sincera, estaremos desejosos de receber instruções através de seu povo organizado. Estaremos ansiosos de fazer isto.

      27. Como se coloca em uso a instrução recebida e se anda na verdade de Deus?

      27 Davi não termina o assunto orando por instrução. Ele acrescenta em seguida: “Andarei na tua verdade.” Desta maneira, a pessoa usa a instrução recebida; a pessoa a segue. Deste modo se anda na verdade de Deus. Vive-se a verdade. Leva-se a vida em harmonia com esta verdade acerca de Deus e do seu reino. Abandonam-se a mentira, a tradição, as práticas de cerimônias e de dias santificados que vieram das falsas religiões deste mundo. Prega-se a verdade e dá-se testemunho dela por palavra e ação assim como fez Jesus, sendo este o propósito de Jesus nascer como criatura humana.

      28. Como nos liberta a verdade, e como o andar na verdade afeta nosso coração?

      28 Pela verdade a pessoa perde as suas superstições escravizadoras e o seu medo de deuses falsos e de demônios. O temor do único “Deus vivo e verdadeiro”, controla e molda a vida da pessoa. Assim, é mediante aceitarmos as instruções de Jeová acerca dos seus caminhos e, daí, andarmos na sua verdade que Jeová responde à nossa oração de unificar o nosso coração e de temer o seu nome. Que alívio, que liberdade, tal coração unificado traz em nossa vida!

      29. Que condição dos homens marca este como o “tempo do fim”, e como tiram vantagem egoísta disto os homens ambiciosos e provocam um teste da lealdade?

      29 Estes são dias de temores internacionais num grau jamais visto. É um temor que marca este como “o tempo do fim” do mundo ou “a conclusão deste sistema de coisas”. O estado de coisas é o que Jesus predisse: “Homens desfalecem de medo e pela expectação das coisas que vêm sobre a terra habitada.” (Luc. 21:25, 26) Tal temor e expectação amedrontadora faz com que as pessoas sem instrução busquem proteção ou refúgio em organizações humanas que prometem proteção, segurança e preservação. Buscam uma liderança competente. Assim, não é estranho que haja homens e organização que se aproveitem dos anseios e temores do povo, e que assumam a liderança e, então, exijam a lealdade do povo. Tudo isto aguça a questão quanto a quem ou a que darmos a nossa lealdade sem cometer o erro de dar a nossa lealdade à coisa errada e sofrermos por isso sem remédio.

      30, 31. (a) Quem não compartilha do temor do mundo, e o que fazem eles? (b) Que resultado se nos assegura nossa lealdade, e assim, que recompensa atual dá Deus aos leais?

      30 Nós, isto é, os que têm o coração unificado no temor do nome de Jeová, não participamos do temor e da terrível expectação dos povos e das nações deste velho mundo. Antes que participar do temor deles, nós fazemos o que Jesus nos mandou fazer neste tempo específico: “Ao começarem a ocorrer estas coisas, ponde-vos de pé e levantai as vossas cabeças, porque a vossa libertação se aproxima.” (Luc. 21:28) Não a alguma organização humana ou ditador político, mas ao Deus Altíssimo nós dizemos nas palavras do salmista Davi: “Ó guarda a minha alma, pois eu sou leal.” (Sal. 86:2) Sendo leais a Jeová Deus e ao seu reino, não podemos errar e sofrer além de remédio. Confiamos na realização de sua promessa de dirigir os nossos passos no caminho certo. Escreve-se dele: “Ele guarda os pés dos que lhe são leais; quanto aos iníquos, eles são silenciados nas trevas, pois não é pelo poder que um homem se prova superior.” — 1 Sam. 2:9.

      31 Que força calmante para o nosso coração e para os nossos nervos é esta promessa! Também esta promessa: “Para os que andam em integridade, ele é escudo, por guardar as veredas do juízo, e ele protegerá o próprio caminho dos que lhe são leais.” (Pro. 2:7, 8) Que recompensa presente esta é por nossa lealdade a Jeová Deus com um coração unificado no temor do seu nome! Ele nos recompensa mesmo agora porque deseja que desfrutemos uma recompensa duradoura em seu novo mundo, que será herdado e habitado por todos os que lhe são eternamente leais.

  • Profetizando com a organização leal
    A Sentinela — 1962 | 1.° de abril
    • Profetizando com a organização leal

      1. (a) Que lealdade relacionada é exigida de nossa lealdade a Deus? (b) Em serem leais a quais organizações religiosas não estão as pessoas sendo leais a Deus?

      A LEALDADE ao Deus que criou e organizou o céu e a terra exige lealdade à sua organização. Muitas pessoas pensam atualmente que, pela sua lealdade a uma organização religiosa, elas são leais a Deus. Mas podem estar erradas nisto. Entre as coisas preditas para aparecer em nossos dias, estão pessoas e organizações descritas como sendo “mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mas provando ser falsos para com seu poder”. (2 Tim. 3:1, 4, 5) Estas professam ser religiosas; pretendem estar devotadas a Deus; passam por cerimônias religiosas feitas pelo homem, dirigidas por homens ordenados como sacerdotes, bispos, diáconos, reverendos e doutores em divindade. Ao mesmo tempo vão às coisas materiais, a gratificação da carne antes que do espírito e assim demonstram que não são a verdadeira organização de Deus. Revelam-se amantes das coisas agradáveis, dos esportes, das brincadeiras, dos jogos deste mundo e não demonstram o poder da verdadeira devoção piedosa em suas vidas. A conduta delas desmente a sua sinceridade e a sua devoção piedosa exterior. A lealdade delas é a uma organização falsa, não ao “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Efé. 1:3) A lealdade delas é a uma organização religiosa que é falsa a Deus, a uma organização que não pertence a Deus como Sua organização.

      2, 3. (a) A que organização nos ordena Deus a sermos leais, e em que dia há dezenove séculos passados foi isto decidido para nós? (b) Naquele dia como se mostrou a congregação cristã ser a organização à qual ser leal?

      2 A organização visível, à qual Deus nos ordena sermos leais é aquela sobre a qual ele tem derramado o seu espírito santo. Há mais de dezenove séculos passados, no festival do dia de Pentecostes de 33 E. C., a congregação judaica em Jerusalém pensava que ela fosse a organização visível de Deus. Por isso, cinqüenta e dois dias antes, os seus sacerdotes e líderes religiosos, haviam forçado o governador romano, Pôncio Pilatos, a pregar Jesus Cristo numa estaca para morrer semelhante a um escravo criminoso. Mas o que aconteceu naquele dia de Pentecostes provou se a maneira de eles pensarem era certa ou errada. Os discípulos de Jesus Cristo testificavam que ele tinha sido ressuscitado dos mortos no terceiro dia após a sua morte e que tinha aparecido a eles em diversas ocasiões, durante quarenta dias após a ressurreição, e que eles também tinham testemunhado o início de sua ascensão aos céus. Eram estes discípulos que tinham sido proscritos da organização judaica a nova organização visível de Jeová Deus? O dia de Pentecostes decidiu a questão de modo decisivo.

      3 Naquele dia o espírito santo de Deus foi derramado sobre a congregação que Ele aprovou, não, não sobre a congregação judaica que celebrava Pentecostes no seu templo em Jerusalém, mas sobre os discípulos de Jesus Cristo que estavam reunidos num sobrado fora do recinto do templo. Todos os cento e vinte discípulos ficaram cheios de espírito santo e começaram miraculosamente a falar, em línguas estranhas acerca das coisas magnificentes de Deus. Quando Jeová Deus, antes disto, derramou o seu espírito sobre Jesus de Nazaré, Ele disse desde os céus: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” Assim também, quando ele derramou o seu espírito sobre aquela primeira congregação cristã, em Jerusalém, foi a evidência visível, audível, de que a tinha aprovado e tinha rejeitado a congregação judaica de Jerusalém que arcava com a responsabilidade comunal de ter assassinado Jesus Cristo. Não havia dúvida quanto a qual era a organização a que os adoradores deveriam ser leais daí em diante. Era à congregação cristã, não à organização religiosa judaica.

      4. De que profecia foi isto cumprimento, e como profetizavam os que estavam no sobrado?

      4 O derramamento do espírito santo para todos efeitos era um miraculoso cumprimento de profecia divina. O apóstolo Pedro, que foi um dos ungidos e cheios com espírito santo naquele dia, disse que se tratava do cumprimento de Joel 2:28-32, onde se lê: “Depois disto, tem de ocorrer que derramarei o meu espírito sobre toda espécie de carne, e vossos filhos e vossas filhas certamente profetizarão. Quanto aos vossos velhos, sonharão sonhos. Quanto aos vossos mancebos, terão visões. E até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu espírito naqueles dias. . . . antes da vinda do grande e temível dia de Jeová. E tem de ocorrer que todo aquele que invocar o nome de Jeová escapará a salvo.” (Atos 2:1-21) Foi por isso que todos os que estavam na sala do sobrado em Jerusalém profetizaram, isto é, falaram acerca das coisas magnificentes de Deus para outras pessoas ouvirem.

      5. Como mostraram as observações de Pedro se o derramamento do espírito deveria ser limitado aos cento e vinte naquele sobrado?

      5 O derramamento do espírito santo não foi limitado àqueles cento e vinte do sobrado em Jerusalém. Pedro disse que Deus tinha usado Jesus Cristo como a sua própria mão direita no céu para derramar o espírito santo. Assim, se os diversos milhares de judeus que ouviram esta explicação que Pedro deu acerca do milagre quisessem receber o espírito santo, em cumprimento da profecia, de Joel, eles tinham que se arrepender e ser batizados em água no nome de Jesus Cristo para o perdão dos pecados. Então, receberiam o “dom gratuito do espírito santo”. — Atos 2:22-40.

      6. De acordo com o registro bíblico, como continuou o espírito a ser derramado, mas tem isto continuado em nosso próprio século?

      6 Cerca de três mil judeus culposos e prosélitos se arrependeram e foram batizados em nome de Jesus, e depois receberam o espírito santo igual ao grupo original de cento e vinte discípulos tinha recebido naquele mesmo dia. Cerca de três anos e meio mais tarde, um grupo de italianos incircuncisos que ouviram Pedro pregar e se tornaram crentes, receberam o espírito santo e começaram a profetizar em línguas estranhas. (Atos 10:1-46) Dezesseis anos mais tarde, em 52 E. C., ou dezenove anos depois de Pentecostes, o apóstolo Paulo pregou a um grupo de doze crentes em Éfeso, na Ásia Menor, e eles foram batizados em nome de Jesus Cristo; depois disto, Paulo pôs as mãos sobre eles e o espírito foi derramado e começaram a profetizar em línguas estranhas. (Atos 19:1-7) Não devemos pensar, portanto, que o derramamento do espírito santo, que foi seguido pelo profetizar, em cumprimento da profecia de Joel, completou-se no dia de Pentecostes de 33 E. C. Ele continuou através dos anos. Pois então, tem o derramamento do espírito santo acompanhado pelo profetizar continuado até o século vinte? Sim; e por meio deste teste podemos ter a certeza agora quanto a organização à qual sermos leais.

      7. Em que dias vivemos de acordo com a profecia, e escapará a salvo a cristandade no dia de Jeová que se aproxima?

      7 À luz dos eventos mundiais desde 1914 E. C., vistos do ponto de vista da profecia bíblica, a evidência esmagadora é que estamos vivendo nos preditos “últimos dias”. Há dezenove séculos passados foram os “últimos dias” para a organização nacional judaica com o seu templo e o seu sacerdócio em Jerusalém. Desde 1914, o ano do irrompimento da Primeira Guerra Mundial no próprio seio da cristandade, têm sido os “últimos dias” para a cristandade que pretende ser o Israel espiritual de Deus. Assim como no caso da antiga Jerusalém, deve chegar para a cristandade o “grande e temível dia de Jeová”. Será a cristandade “salva” naquele dia quando o inteiro sistema iníquo de coisas irá para a destruição numa tribulação sem paralelo? Não, pois a cristandade não invoca o nome de Jeová. O coração dela não tem sido unificado no temor do nome de Jeová. Ela está unificada no temor do comunismo ateu.

      8. Ao se determinar sobre as igrejas da cristandade quanto ao merecimento de nossa lealdade, como saberemos se o falar miraculosamente em línguas estranhas é a prova correta ou não?

      8 Pois então, são as igrejas da cristandade, católicas e protestantes, as organizações às quais os verdadeiros cristãos dedicados e batizados devem ser leais até a morte? Respondemos por perguntar: Têm estas organizações a prova de Pentecostes de que são a organização religiosa aprovada por Deus? Todavia, com isso não queremos dizer que elas devem falar miraculosamente em línguas estranhas como as chamadas igrejas pentecostais da cristandade. O falar miraculosamente em línguas estranhas hoje não é a prova. O dom de falar línguas estranhas era outorgado na presença dos doze apóstolos de Cristo, ou pela imposição de suas mãos. Portanto, o dom miraculoso de línguas ou de interpretação de línguas estranhas, passou com a morte dos doze apóstolos, assim como havia dito o apóstolo Paulo. (Atos 8:14-19; 19:1-7; 1 Cor. 13:1, 6-11) E, na lista dos oito serviços prestados pelo espírito santo na congregação cristã nos seus dias, Paulo alista profetizar em segundo lugar e falar em línguas diferentes em oitavo e último. — 1 Cor. 12:27-31.

      9. Qual foi o efeito do derramamento do espírito santo de Deus que a profecia de Joel se referiu, e quem ou quantos participam deste efeito?

      9 Não se desconsidere este fato: Não foi o dom miraculoso de línguas estranhas que Joel profetizou para os últimos dias; foi o derramamento do espírito santo de Deus acompanhado do profetizar. Esta profetização especial, não era o inspirado dom privativo de profecia, um dom que não era partilhado por todos os cristãos. Era a ‘declaração pública das “coisas magníficas de Deus”, e este profetizar era compartilhado por todos os que recebiam o espírito derramado de Deus, desde Pentecostes em diante. — Atos 2:5-11.

      10. (a) Que pergunta devemos fazer atualmente com respeito às igrejas da cristandade quanto ao profetizar? (b) Quais devem ser as “coisas magníficas de Deus” a serem profetizadas hoje?

      10 Visto que estamos vivendo no tempo marcado nas Escrituras como “os últimos dias” (Atos 2:16, 17), o teste dos sistemas religiosos da cristandade atualmente é: Têm o espírito de Jeová Deus derramado sobre eles mediante Jesus Cristo? E, como prova disto, estão profetizando conforme predito? Não apenas os seus clérigos ordenados, mas todos os membros da congregação juntamente com os seus clérigos? Mas, o que deveriam profetizar hoje em dia? Quais são as “coisas magníficas de Deus” que devem ser profetizadas hoje semelhante às coisas magníficas que foram profetizadas ou pregadas em Pentecostes de 33 E. C.? Naquela época o apóstolo Pedro pregou que o Jesus morto e ressuscitado tinha sido feito Senhor e Cristo à mão direita de Deus nos céus. Quanto a nós hoje, não o que dizemos, mas o que a Bíblia diz; deve ser as “coisas magníficas de Deus” sobre as quais devemos falar ao profetizarmos sob o poder do espírito santo de Deus.

      11. De acordo com Mateus 24:14 o que deve ser as “coisas magníficas de Deus” acerca das quais se profetizar hoje?

      11 Jesus Cristo, enquanto estava na carne, sobre a terra, predisse estes “últimos dias” e as evidências pelas quais poderíamos saber se estaríamos vivendo na “conclusão do sistema de coisas”. Entre as evidências ele disse: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações; e então virá o fim consumado.” (Mat. 24:3, 4, 14) Concordemente, as “coisas magníficas de Deus”, sobre as quais se profetiza hoje, são as coisas acerca do reino de Deus desde 1914 E. C., quando os tempos dos gentios (“os tempos designados das nações”) terminaram. Neste tempo Deus fez nascer o seu prometido reino nas mãos de Cristo, o Senhor. O recém-nascido reino logo guerreou contra Satanás, o Diabo, e seus demônios e os expulsou dos céus para as vizinhanças da terra. Daí, Jeová revivificou as suas perseguidas testemunhas na terra para iniciarem o maior testemunho do Reino de todos os tempos. A seguir ele começou a reunir diante do seu trono a “grande multidão” de apoiadores e proclamadores do seu recém-estabelecido reino. Muitas outras coisas relacionadas são descritas, particularmente no último livro da Bíblia, o Apocalipse.

      12, 13. (a) Como respondem os clérigos quanto a se estão fazendo a profetização predita, e o que prova isto quanto ao espírito santo? (b) Por que, então, não é a organização clerical a que será salva?

      12 Estas são as “coisas magníficas de Deus”. Mas, estão os sistemas religiosos da cristandade, ou mesmo os seus clérigos, profetizando acerca destas coisas preditas? Estão eles pregando estas boas novas do Reino em toda a terra habitada em testemunho a todas as nações, reconhecendo que está chegando o fim deste sistema de coisas? Estão pregando e profetizando como fizeram os apóstolos e seus companheiros crentes do dia de Pentecostes em diante, a saber, “publicamente e de casa em casa”? (Atos 20:20; 2:46; 5:40-42) A própria confissão verbal deles e as suas publicações impressas respondem Não! Pois então, o que argumenta a falha deles à luz dos textos bíblicos proféticos? Isto: O espírito santo não tem sido derramado sobre eles e não está cumprindo a sua comissão através deles.

      13 A falha deles em cumprir a profecia de Jesus, em Mateus 24:14, sob a influência do espírito de Deus, prova que abandonaram o reino de Deus neste tempo de todos os tempos, na situação mundial mais oportuna de se cumprir a profecia. Por causa desta falta, não podem ter a aprovação de Deus. Não são a organização que Deus salvará; “pois coral o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação”. (Rom. 10:10) Isto se aplica tanto a organizações como a indivíduos. Uma organização que não confessa o reino de Deus perante os homens não será admitida ou reconhecida pelo reino de Deus que Jesus Cristo serve. — Mat. 10:32, 33.

      14. O que não está a cristandade dando ao povo atualmente, e, portanto, o que ela não merece de nós?

      14 A cristandade com toda a sua mistura de seitas religiosas não é a organização que hoje fornece a genuína e segura liderança ao povo. Não é a organização à qual sermos leais como expressão prática de nossa lealdade a Deus. Devemo-nos voltar para outro lugar a fim de encontrar a organização leal de Deus.

      15. Em cumprimento de Joel 2:28, 29, o que precisa ser verdadeiro acerca da organização que hoje é leal a Deus?

      15 A organização que devemos buscar é a que fornece prova de ter o espírito de Deus derramado sobre ela nestes “últimos dias” por fazer a profetização, como predita, a pregação das boas novas do reino de Deus “em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações”. Conforme predita, esta pregação ou profetização está sendo feita por toda espécie de carne na organização, homem ou mulher, filhos ou filhas, jovens ou idosos, servos ou servas, por todos sobre os quais se tem derramado o espírito.

      16. (a) Neste sentido, a quem apontam os registros de 1914 a 1918? (b) Como prefigurou Jesus esta classe em Mateus 24:45-47, e o que incluiu a designação desta classe?

      16 Desde o fim dos tempos dos gentios, em 1914, mais particularmente desde o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, tem-se feito um registro para que o mundo todo o estude a fim de chegar a uma conclusão objetiva e sem preconceito. O registro indica o restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová. Na profecia sobre as evidências da “conclusão do sistema de coisas”, Jesus predisse este restante ungido como sendo a classe leal de servos prefigurada como o “escravo fiel e discreto” a quem ele acharia servindo o alimento espiritual apropriado por ocasião de sua volta, e a quem ele nomearia sobre todos os seus bens régios na terra. (Mat. 24:45-47) Esta nomeação inclui o assinalamento de fazer a pregação do Reino predita; e, notavelmente, desde 1919, o restante ungido a tem feito e ainda continua a fazê-la.

      17. Quem tem hoje reconhecido a organização que Deus apontou, e que prova dão deste fato?

      17 Centenas de milhares de pessoas a quem se deu testemunho, atualmente em 144 línguas e em 181 países, já reconheceram a organização, indicada por Deus, que é leal ao seu reino e que, portanto, merece que se lhe dêem a sua lealdade, apoio e cooperação cristã. É isto exatamente o que estas centenas de milhares de pessoas de todas as nações estão fazendo em obediência ao conselho de Jesus para se buscar primeiro o reino de Deus e a Sua justiça. Em prova disto, foram batizados em símbolo da dedicação completa de si mesmas a Deus, e tomam parte de todo o coração com o restante na profetização ou pregação das boas novas. — Zac. 8:20-23.

      18, 19. (a) O que causa ou induz o espírito derramado de Deus naquilo que é profetizado pela sua organização aprovada? (b) O que dizer de Zacarias 13:2, 3 acerca disto?

      18 O espírito santo de Deus, quando derramado sobre o restante do Israel espiritual, só pode causar ou induzi-lo a profetizar ou pregar a verdade, a verdade do próprio Deus. Certa vez Jesus falou dele como “o espírito da verdade”. (João 15:26) O espírito do Deus da verdade pode causar, como é de se crer, uma purificação das coisas a serem pregadas pela aprovada organização leal de Deus. O espírito de Deus não permitiria ninguém profetizar falsamente, pregar mentiras e erros sob o disfarce da religião. Tal purificação, conforme executada dentro da restaurada organização do restante leal de Deus e de seus companheiros, foi predita na profecia de Zacarias 13:2-6. Nos versículos dois e três, lemos:

      19 “‘E tem de ocorrer naquele dia’, é o proferimento de Jeová dos exércitos, ‘que exterminarei os nomes dos ídolos para fora da terra, e eles não serão mais lembrados; e também os profetas e o espírito de impurezas eu farei sair da terra. E tem de ocorrer que, no caso que um homem não devesse mais profetizar, seu pai e sua mãe, os que o fizeram nascer, terão de dizer-lhe: “Não viverás, porque falsidade é o que tens falado em nome de Jeová.” E seu pai e sua mãe, os que o fizeram nascer, terão que trespassá-lo por causa de sua profetização.’”

      20. De que foi ilustração profética o acima, e o que mostra isto que deve ser a condição de nosso coraçâo?

      20 Aqui temos uma ilustração profética da lealdade que marcaria aqueles dentro da organização do restante ungido de Jeová, sobre quem ele tem derramado o seu espírito nestes “últimos dias”. Este espírito é um espírito de lealdade a Jeová Deus e ao reino de seu Messias, o Cristo, um espírito a favor e em apoio da soberania universal do Deus Altíssimo. Portanto, os do restante ungido reconhecem que a sua lealdade deve ir acima e além de parentescos humanos por laços naturais. Deve transcender as afeições naturais que se tenha para com os próprios pais, os próprios filhos ou outro parente de carne e sangue chegado. Quando se trata da lealdade a Deus e a seu Filho, Jesus Cristo, não pode haver divisão em nosso coração; não pode haver transigência.

      21, 22. (a) Como podem alguns filhos ofender os pais dedicados referente a Mateus 24:14? (b) Qual deve ser a ação de tais pais dedicados contra o filho que estiver ofendendo?

      21 A profecia de Jesus torna claro que este é o tempo de as boas novas do reino de Deus serem pregadas em todas as línguas, em todos os lugares. Esta é a parte mais importante da profetização que deve ser feita agora. O que dizer, pois, se o filho de uma família que estiver dentro da organização de Deus se opuser a esta profetização concernente ao Reino? O que dizer se este começar a proclamar ou a profetizar algo contrário à mensagem do Reino e tentar influenciar outros erroneamente na organização, fazendo isto em nome de Jeová? O que deveriam fazer o pai e a mãe dedicados e batizados? Não se atreverão a deixar suas afeições desregrá-los; não se atreverão a poupar nem mesmo este querido cujo nascimento natural eles causaram.

      22 Devem declarar-lhe o pecado mortal de sua falsa profetização ou oposição ao se profetizarem o Reino. Não podem permitir nem mesmo o seu próprio filho falar falsamente em nome de Jeová. Terão de trespassá-lo por causa de sua falsa profetização. Terão de considerá-lo espiritualmente morto para com eles, como a alguém com quem não se ter nenhuma associação ou companheirismo religioso e cujo profetizar deve ser rejeitado. Não deverão colocar obstáculo para que ele não seja desassociado da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová. É o caso de se lembrar das palavras do Rei de Jeová, Jesus Cristo: “Aquele que tiver maior afeição pelo filho ou pela filha do que por mim, não é digno de mim.” — Mat. 10:37.

      23, 24. (a) Com quem mais pode tal teste referente à lealdade acontecer dentro da organização? (b) Como prefigurou isto Zacarias 13:4-6?

      23 Entretanto, o caso nem sempre é de ter-se que tratar de infidelidade ou deslealdade à verdade e à organização dentro do círculo familiar, natural. O falso profetizar pode ocorrer da parte de alguém com quem temos amizade íntima dentro da organização do restante restaurado de Jeová. Nos versículos quatro a seis do capítulo treze de Zacarias prediz-se o que pode ser o resultado de tal situação dentro da organização leal de Deus.

      24 Lemos: “E tem de ocorrer naquele dia que os profetas se envergonharão, cada um de sua visão quando profetizar; e eles não usarão a vestimenta oficial de pêlo com o propósito de enganar. E ele certamente dirá: ‘Eu não sou profeta. Eu sou um homem que cultiva o solo [a.da-m-ah’], porque um homem da terra [a.dam’] mesmo me adquiriu desde a minha juventude.’ E alguém tem de dizer-lhe: ‘Que são estas feridas na tua pessoa, entre as tuas mãos?’ E ele terá de dizer: ‘Estas se me têm ferido na casa dos meus ardentes amadores.’”

      25, 26. (a) O que faz com que estes pretensos profetas se envergonhem de suas visões, e como se pode executar a penalidade deles? (b) O que devem fazer aqueles que têm sido amadores intensos do ofensor, e por quê?

      25 O que faz que tais profetas entre o restante restaurado de Jeová se envergonhem de suas visões? O que os impede de sair e se apresentar como profetas reconhecíveis, como se estivessem usando uma vestimenta oficial de pêlo para se tornar mais difícil o engano? É o tratamento que estes pretensos profetas recebem mesmo na casa dos que os têm amado intensamente como cristãos associados, sendo seus pais naturais, de modo similar, provavelmente os amadores mais intensos. No antigo Israel, tais falsos profetas seriam julgados perante testemunhas, expostos e apedrejados até à morte. (Deu. 13:1-11) Atualmente, a congregação cristã não pode impor tal sentença de morte aos profetas de mentira que tentam provocar a deslealdade a Deus e à sua organização. Mas a congregação cristã pode ferir ou golpeá-los espiritualmente com a verdade da Palavra de Deus, até mesmo feri-los severamente no coração e no espírito.

      26 Os mesmos que os têm amado intensamente têm de golpear e feri-los para demonstrarem a sua própria lealdade honrada a Deus e à sua organização e salvar a organização visível, leal. Que os falsos profetas se envergonhem! “Deixai de vos associar com ele, para que ele possa ficar envergonhado”, diz 2 Tessalonicenses 3:14. “Continua a exortar . . . mostrando incorrutibilidade no teu ensino, seriedade, integridade no falar a qual não pode ser condenada, para que o homem no lado da oposição possa ficar envergonhado”, diz Tito 2:6-8. O que dizer se este tratamento espiritual causar de fato um ferimento? “Leais são as feridas feitas pelo que ama”, diz Provérbios 27:6, ALA.

      27. Por que é bom que o ofensor se envergonhe de suas visões, e em sua vergonha o que deveria confessar honestamente?

      27 Façamos isto de tal modo que aquele que nós queremos recuperar de seu falso profetizar tenha que testificar de nossa fidelidade à Palavra de Deus com a qual golpeamos e ferimo-lo. Será bom que o tal se envergonhe de suas visões que estiverem em desarmonia com a Palavra de Deus. Então, ele não tentará mais ostentar-se de um lado para outro entre nós como profeta especial de Deus, como tendo conexão individual direta com Deus. Em vez de pretender posto superior de profeta especial de alguma coisa nova e diferente, ele terá de admitir que não estava profetizando sob a influência do espírito derramado de Deus. Não era homem espiritual. Ao fazer tais profecias falsas, ele era apenas um gabola, um “homem natural”, terrestre, como um lavrador, alguém escravo de um fazendeiro que se apoderou de seu serviço desde a mocidade. Ele nunca foi um profeta acreditado. Façamo-lo compreender que não pode ir longe na organização limpa de Jeová, cujos membros amam a Deus mais ardentemente do que os queridos amigos terrestres.

      28. Qual, portanto, deve ser a nossa ação contra os profetas da cristandade?

      28 Se estamos contra falsos profetas dentro da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová e se os devemos expor, então, certamente devemos também expor os falsos profetas da cristandade, que pretendem falar em nome de Deus como se fossem ordenados e enviados por ele. É o próprio fato de se impedir a entrada de falsos profetas na leal organização da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová que mostra que ela é a Sua organização leal com a qual Ele faz a predita profetização.

      29. (a) De que é o verdadeiro profetizar uma evidência exterior, e por quem é levado a efeito? (b) Como resultará a unificação de cada pessoa na organização?

      29 O verdadeiro profetizar é a evidência exterior do derramamento do espírito de Jeová. O profetizar, no qual ela se empenha, não é feito por uns poucos selecionados, mas por todos os membros, seja qual for a espécie de carne, é a predita pregação de “estas boas novas do reino”. Estamos seguros ao estarmos dentro da organização leal a Jeová Deus, cheia de seu espírito e fazendo a profética obra ordenada. A Ele, cada um de nós deve orar para que Ele unifique o nosso coração no temor do seu nome. A unificação do coração de cada pessoa para temer o nome de Jeová constituirá a unificação da inteira organização leal. Todos na organização falarão de uma só boca. (Rom. 15:6) Assim estaremos “firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando lado a lado pela fé das boas novas, e que em nenhum sentido estais atemorizados pelos [nossos] oponentes. . . . uma prova . . . de salvação [para nós]; e esta indicação vem de Deus”. — Fil. 1:27, 28.

      30. Por sermos leais a ele, como agirá Deus de bem para conosco?

      30 Por sermos leais a Deus, ele será leal a nós. Ele ouvirá a nossa oração unida: “Obra para mim um sinal que signifique o bem, para que os que me odeiam vejam e sejam envergonhados.” (Sal. 86:17) Para a vergonha deles, mas como sinal de bem para nós, Jeová Deus nos usará para completar a profetização predita, a pregação das boas novas do seu reino, assim usando-nos com a sua organização leal até vir o próprio fim e ele ser plenamente vindicado. — Mat. 24:14.

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