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  • Jeová abençoa os leais
    A Sentinela — 1974 | 15 de maio
    • Jeová abençoa os leais

      “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais.” — Sal. 97:10.

      1. Por que pode Jeová esperar de direito nossa lealdade e que ações tem o direito de tomar?

      VISTO que Jeová é o Criador de todas as coisas viventes no céu e na terra, ele é o Rei supremo e o único Deus verdadeiro. A Bíblia fala dele como sendo o “Rei por tempo indefinido”. (Jer. 10:10) Então, não tem ele o direito de exigir lealdade de seus súditos que criou? (Efé. 4:24) Não é somente razoável que ele aplique sanções aos desleais, mas abençoe os leais? Não fazem os governantes humanos a mesma coisa?

      2. O que acha a maioria das pessoas quanto a quem devem a lealdade primária? Por que é isto errado?

      2 Dentre os mais de três bilhões de pessoas hoje na terra, comparativamente poucas pensam na sua obrigação de ser leais ao Grande Soberano, Jeová Deus. De modo míope, vêem apenas o governo humano, nacionalista, imediatamente acima deles. Acham que a lealdade a este governo tem precedência a tudo o mais. As exigências dele, estão dispostos a violar as leis de Deus, fazendo o que é mau aos olhos Dele. Mas, não é esta uma perspectiva deformada dos que são superiores? É como se os empregados duma firma considerassem a autoridade dos supervisores como acima da do proprietário. A autoridade dos governantes humanos não é maior do que a Daquele que é Rei sobre tudo.

      3. Como demonstraram alguns homens do primeiro século sua lealdade a Deus?

      3 Lá no primeiro século de nossa Era Comum, um grupo de homens mostrou a perspectiva correta, quando um corpo de governantes humanos demandou deles algo que envolvia a desobediência ao Soberano Supremo. Mostraram a sua lealdade a ele na sua resposta, dizendo: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) Numa grande questão tal como esta, talvez não seja difícil de ser leal a Deus, mas que dizer de coisas aparentemente pequenas? Que dizer de coisas que possam parecer inocentes, mas podem levar a atos ainda mais sérios de deslealdade?

      4. Que idéias contém a palavra “lealdade”?

      4 A palavra “lealdade” contém a idéia de aderência e devoção fiel a um governante ou líder. Contém também a idéia da devoção a algo ou a alguém, bem como fidelidade a uma pessoa ou a pessoas as quais se deve esta. Na parte hebraica da Bíblia, a palavra hebraica para “lealdade” tem referência à benignidade. Contudo, contém mais do que a idéia de consideração terna ou benignidade proveniente do amor, embora inclua estas, de modo que a palavra hebraica amiúde é traduzida como “benevolência” ou “amor leal”. É uma benevolência que se prende amorosamente a um alvo, até se cumprir o propósito relacionado com este alvo, e é esta que Deus expressa para com seus servos e que estes expressam para com ele. Pode-se ver assim que a lealdade pode ser bilateral. Pode ser demonstrada pelos súditos para com o governante e pelo governante para com os seus súditos. A respeito de Jeová, está escrito em 2 Samuel 22:26: “Com alguém leal agirás com lealdade.” Mostrou ser assim, visto que ele nunca deixou de cumprir uma promessa aos servos leais.

      REI DE ISRAEL

      5. Como mostrou Jeová lealdade aos israelitas?

      5 Ao olharmos para trás, para a antiga nação de Israel, podemos ver como Deus agiu lealmente para com ela. Essa nação estava numa relação única com ele. Com mão forte, ele libertou o povo da escravidão no Egito e o trouxe a salvo ao sopé do monte Sinai, na Arábia. Ali fez um pacto ou acordo com eles, algo que não fizera com nenhum outro grupo nacional. Deu-lhes um código de leis e governou-os como seu Rei invisível. Moisés disse-lhes a respeito desta relação incomum: “Foi a ti que Jeová, teu Deus, escolheu para te tornares seu povo, uma propriedade especial dentre todos os povos que há na superfície do solo.” (Deu. 7:6) De modo que ele era o verdadeiro Rei de Israel. Jeová manifestou-lhes também sua lealdade por dar-lhes vitórias sobre nações inimigas mais populosas e mais poderosas do que eles. — Deu. 9:1-3.

      6. O que esperou deles, e como lhe esclareceu isso?

      6 Jeová esperou corretamente que mostrassem lealdade a ele por não irem atrás de outros deuses. Isto foi bem especificado nas leis que lhes deu. O primeiro dos famosos Dez Mandamentos declarava: “Eu sou Jeová, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa dos escravos. Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa.” (Êxo. 20:2, 3) Seria um ato sério de deslealdade para com ele, seu Deus e Rei, se alguém da nação se voltasse para a adoração de deuses estranhos.

      7. Como se trouxe a lealdade à atenção dos israelitas nas planícies de Moabe?

      7 Muitos anos depois, quando eles se encontravam nas planícies de Moabe, preparando-se para entrar na terra que Deus lhes prometeu, Moisés advertiu a respeito das sanções que seu Rei invisível aplicaria a eles se agissem de modo desleal. Entre outras coisas, ele disse: “Maldito serás na cidade e maldito serás no campo.” (Deu. 28:16) Ele mencionou também as bênçãos que viriam sobre eles por serem leais. — Deu. 28:1-14.

      8. Que incentivo tinham os israelitas para ser obedientes e leais?

      8 Os israelitas tinham o incentivo bem real, no que Deus fez por eles, para continuaram no caminho da obediência e da lealdade a ele. Libertou-os da escravidão egípcia e proveu todas as suas necessidades durante os seus quarenta anos no ermo. Deu-lhes o milagroso maná por alimento, fornecendo-lhes água, dando-lhes um código sanitário para proteger a saúde, e até mesmo impediu que seus sapatos e sua roupa se gastassem durante este período. — Deu. 29:5.

      9. Como reagiram os moabitas e os midianitas à presença dos israelitas nas planícies de Moabe?

      9 Perto do fim dos seus quarenta anos no ermo, foram atacados pelos amorreus, sob a chefia dos reis Síon e Ogue. Jeová ajudou Israel a derrotar estes inimigos. (Deu. 2:32-36; 3:1-13) Os moabitas observaram esta vitória e ficaram muito temerosos, especialmente quando viram o enorme acampamento dos israelitas estendido sobre as planícies de Moabe. Começaram a ter “um pavor mórbido dos filhos de Israel”. (Núm. 22:1-3) Os midianitas nômades também ficaram preocupados, e seus homens mais velhos (anciãos) consultaram os anciãos de Moabe. Os últimos disseram: “Esta congregação lamberá agora tudo ao redor de nós assim como o touro lambe a erva verde do campo.” (Núm. 22:4) Surgiram assim acontecimentos que fizeram com que uma coisa aparentemente pequena se tornasse uma prova séria para a lealdade dos israelitas a Jeová, seu Rei.

      BALAQUE TRAMA CONTRA ISRAEL

      10. Por que procurou Balaque a ajuda de Balaão, e o que solicitou?

      10 Sabendo que não podiam obter uma vitória militar sobre os israelitas sem ajuda divina, Balaque, rei dos moabitas, procurou a ajuda de Balaão, homem que morava na cidade distante de Petor, evidentemente no vale superior do Eufrates, perto de Harã. Embora não fosse israelita, Balaão tinha certo conhecimento e reconhecimento de Jeová, o verdadeiro Deus. Balaque e seus aliados midianitas mandaram uma delegação a Balaão, pedindo-lhe que viesse e amaldiçoasse os israelitas. Transmitiram a solicitação de Balaque: “Agora vem deveras, por favor; amaldiçoa-me deveras este povo, pois são mais fortes do que eu. Talvez eu possa golpeá-los a expulsá-los do país; porque bem sei que aquele a quem abençoas é abençoado e aquele a quem amaldiçoas é amaldiçoado.” (Núm. 22:6) Balaão rejeitou o pedido, depois de consultar a Jeová, dizendo: “Ide para a vossa terra, porque Jeová se negou a deixar-me ir convosco.” — Núm. 22:13.

      11. Como revelou Balaão a motivação de seu coração?

      11 Balaque enviou uma segunda delegação de mensageiros mais honrosos. Eles ofereceram a Balaão uma rica recompensa, se viesse e maldissesse Israel. Apesar de que, na visita da primeira delegação, Deus dissera que Balaão não devia ir, Balaão novamente procurou obter permissão para ir, sendo induzido por seu desejo ganancioso da rica recompensa. Jeová permitiu que Balaão fizesse a sua própria decisão, para fazer o que tinha no coração, mas quando Balaão decidiu acompanhar a delegação, Ele se desagradou e enviou Seu anjo para oferecer resistência. Este anjo disse: “Eis que eu é que saí para fazer oposição, porque teu caminho tem sido temerariamente contrário à minha vontade.” (Núm. 22:22-32) Desconsiderando esta evidência do desagrado de Jeová, Balaão continuou a fazer o que tinha no coração, quando o anjo disse que podia acompanhar os homens. — 2 Ped. 2:15, 16; Jud. 11.

      12. (a) Descreva os resultados dos esforços de Balaão de amaldiçoar os israelitas. (b) Que plano alternativo apresentou a Balaque e aos anciãos midianitas?

      12 Depois de chegar a Moabe, Balaão fez três tentativas de amaldiçoar Israel, mas Jeová fez cada vez que Balaão proferisse uma bênção. É compreensível que o Rei Balaque ficasse furioso. “Foi para maldizer meus inimigos que te chamei, e eis que estas três vezes os tens abençoado até o limite.” (Núm. 24:10) Esta evidência adicional do desagrado de Deus com o desejo de Balaão, de amaldiçoar Israel, não diminuiu o desejo ganancioso de Balaão de ter a recompensa. Ele raciocinou então com Balaque e também com os governantes midianitas, no sentido de que, se pudessem fazer com que os israelitas se tornassem desleais a Jeová, então o próprio Jeová os amaldiçoaria. Balaão sugeriu que seduzissem os israelitas a se empenhar na adoração sexual de Baal de Peor. (Núm. 31:16) Sobre isso, Revelação 2:14 diz que Balaão “foi ensinar a Balaque a pôr uma pedra de tropeço diante dos filhos de Israel, para que comessem de coisas sacrificadas a ídolos e cometessem fornicação”. Foi uma trama esperta.

      PROVA DE LEALDADE

      13. (a) Que ponto fraco planejou Balaão atacar? (b) De que modo já causara esta fraqueza que sua lealdade a Deus fosse provada por coisas aparentemente pequenas?

      13 Por adotarem o plano de Balaão, os moabitas e os midianitas atacariam um ponto fraco dos israelitas, seus desejos carnais. Esta fraqueza já lhes causara dificuldades. Em certa ocasião, durante a sua migração através do ermo, eles haviam ansiado certos tipos de alimentos que costumavam ter enquanto estavam no Egito. Não era uma questão de estarem com fome, mas de sucumbirem ao seu desejo carnal de certos tipos de alimentos de que gostavam. Estavam dessatisfeitos com o que Deus lhes havia provido e por isso se queixavam: “Quem nos dará carne para comer, Como nos lembramos dos peixes que costumávamos comer de graça no Egito, dos pepinos e das melancias, e dos alhos-porros, e das cebolas, e do alho! Mas agora a nossa alma está ressequida. Nossos olhos não vêem nada senão o maná.” (Núm. 11:4-6) Esta expressão ingrata trouxe-lhes a ira de Jeová, visto que era uma rejeição de suas provisões. Em outra ocasião, falaram desrespeitosamente do maná como sendo “pão desprezível”. (Núm. 21:5) Algo tão pequeno como o alimento fez com que se queixassem contra seu Rei invisível. Balaão planejou usar esta fraqueza carnal, que parecia ser uma coisa pequena, para induzi-los a um ato sério de deslealdade a Deus.

      14. Descreva como Balaão talvez apresentasse seu plano aos moabitas e aos midianitas.

      14 Ao apresentar seu plano a Balaque e aos aliados dele, Balaão talvez falasse assim: ‘Vede, por favor, quão belas são as mulheres de Moabe e de Midiã. E são muito encantadoras e sedutivas nas suas danças. E não se dá que os israelitas já estão no ermo por quarenta anos e não lhes deu seu Deus apenas maná para comer? Será que não olharão para os produtos da terra com olhos ávidos? Ora, se as mulheres de Moabe e de Midiã lhes oferecerem sua hospitalidade, não estarão estes peregrinos do ermo prontos para um verdadeiro banquete do melhor alimento e vinho de Moabe? Que se assentem para comer e beber. Que provem os pratos tentadores de Moabe, e que seu espírito se aqueça com o vinho inebriante de Midiã. Quando se tiverem acostumado com o hábito, então as mulheres saberão atraí-los a terem relações com elas, e que Israel se curve diante dos deuses de Moabe.’

      15, 16. (a) Como podem ter raciocinado alguns homens israelitas ao receberem o convite feito pelas moabitas e pelas midianitas? (b) Por que era perigoso seu raciocínio?

      15 Quando as belas moabitas e midianitas fizeram o convite aos homens israelitas, para virem à sua festa, sem dúvida parecia aos homens como expressão inocente de hospitalidade. Talvez tenham pensado assim: ‘Que mal poderia advir de aceitarmos a hospitalidade bondosa dos moabitas e dos midianitas? Não pode haver dano em participarmos do alimento e do vinho. As danças seriam uma diversão repousante. Certamente, depois da luta dura que tivemos com os amorreus, temos direito a um pouco de descanso.’ Tal raciocínio seria uma justificativa perigosa de ações que os colocaria numa situação muito precária.

      16 Parecia uma coisa pequena, aceitar a hospitalidade dos moabitas e midianitas, e comer sua variedade tentadora de alimentos deliciosos. Mas havia a questão das más associações. Aquelas pessoas eram adoradores pagãos do sexo, que se empenhavam em ritos licenciosos como parte de sua adoração de Baal, inclusive a prostituição cerimonial. A associação repetida com tais pessoas, especialmente no ambiente descontraído duma festa não era segura. O bom alimento e as quantidades generosas de vinho criariam um espírito leviano e afrouxariam a resistência do que era mau aos olhos de Deus. Em tais circunstâncias, não seriam os homens israelitas seduzidos pela vista de mulheres pouco vestidas, de grande beleza, dançando sensualmente diante de suas mesas de banquete? Não sucumbiriam ao convite sedutor destas mulheres, de participar com elas nos ritos licenciosos da adoração de Baal? As más associações os levariam a atos sérios de deslealdade a seu Deus e rei. — Êxo. 34:12-15; Osé. 4:11.

      17. (a) O que fazia de tais festas mais do que apenas comer e beber? Como enlaçaram os israelitas que assistiram a elas?

      17 As festas daqueles povos pagãos eram religiosas em todos os aspectos. Sua música, suas danças e seus ritos licenciosos faziam todos parte da sua adoração de Baal. As danças realizadas pelas suas mulheres, em honra de seus deuses, intencionavam-se a estimular as paixões sexuais dos presentes. Os homens israelitas que participaram nesta festa realmente sucumbiram aos encantos que se lhes apresentaram. Como o touro levado ao abate, foram levados pelos seus desejos carnais, primeiro a uma festa aparentemente inocente e depois a uma conduta lasciva e idólatra, o que era tudo um pecado contra Deus. (Pro. 7:22) “O povo principiou então a ter relações imorais com as filhas de Moabe. E as mulheres vieram chamar o povo aos sacrifícios dos seus deuses, e o povo começou a comer e a curvar-se diante dos seus deuses.” — Núm. 25:1, 2.

      18. A que levou por fim a coisa aparentemente pequena de aceitar o convite, quando os foliões israelitas voltaram ao seu acampamento?

      18 Conforme predito por Balaão, a ira de Jeová se ascendeu por causa desta maldade e deslealdade da sua parte. Ele fez que uma praga mortífera assolasse o acampamento israelita, matando 23.000 pessoas. (1 Cor. 10:8) Números, capítulo vinte e cinco, não declara especificamente quantos idólatras foram mortos pelos juízes de Israel, mas é provável que estes estejam incluídos no algarismo redondo de 24.000 vítimas da praga, havendo aparentemente 1.000 dos abatidos. De modo que a aceitação dum convite para ir a uma festa aparentemente inocente levou a esta calamidade para aqueles israelitas.

      19. Como foi terminado o flagelo no acampamento israelita, e com que palavras lembrou Oséias aos israelitas, séculos depois, a deslealdade que houve ali?

      19 O flagelo foi finalmente encerrado quando Finéias, filho de Eleazar, o sumo sacerdote, traspassou com uma lança a Zinri e a midianita Cosbi, que este havia trazido à sua tenda para relações imorais. É bem provável que Zinri fosse o cabeça dos desleais. Visto que a prostituição cerimonial fazia parte da adoração de Baal, Zinri podia ser considerado como trazendo a adoração de Baal ao acampamento de Israel, quando levou Cosbi à sua tenda e teve ali relações sexuais com ela. (Núm. 25:6-8) Séculos depois, Jeová lembrou aos israelitas esta deslealdade a ele, quando fez o seu profeta Oséias escrever: “Eles mesmos entraram até Baal de Peor e passaram a dedicar-se à coisa vergonhosa, e tornaram-se repugnantes como a coisa de seu amor.” — Osé. 9:10.

      20. Por que não foi bem sucedida a trama de Balaão e como reverteu contra eles?

      20 A trama de Balaão, embora causasse grande dano aos israelitas, não foi bem sucedida, porque os israelitas leais resistiram aos engodos carnais de fazer o que era mau aos olhos de Deus. A trama realmente reverteu contra os midianitas, porque Deus ordenou que os israelitas leais os abatessem. “Jeová falou a Moisés, dizendo: ‘Sejam hostilizados os midianitas, e tendes de golpeá-los, porque vos hostilizam com as suas ações astutas que praticaram astutamente contra vós no caso de Peor e no caso de Cosbi, filha dum maioral de Midiã, irmã deles, que foi golpeada fatalmente no dia do flagelo por causa do caso de Peor.’” (Núm. 25:16-18) As cidades e os acampamentos murados dos midianitas daquela região foram entregues ao fogo. Cinco reis de Midiã, todos os varões e toda mulher que já teve relações sexuais, bem como Balaão, foram mortos. (Núm. 31:1-20) Os moabitas, que eram descendentes do sobrinho de Abraão, Ló, não foram executados, mas por causa de sua participação na trama, Deus excluiu-os de entrarem na congregação de Jeová, “mesmo até a décima geração . . . por tempo indefinido”. — Deu. 23:3, 4.

      ABENÇOADOS OS LEAIS

      21, 22. De que modo foi Finéias um exemplo de lealdade a Jeová, e o que podemos aprender do que aconteceu aos desleais?

      21 O sacerdote Finéias mostrou ser um dos leais, e ele recebeu menção elogiosa por causa de sua ação rápida contra Zinri e Cosbi. Não tolerou “nenhuma rivalidade” para com a adoração de Jeová, e isso “veio a ser-lhe contado como justiça”. Por isso se lhe concedeu um pacto de paz com Jeová, que tinha de “servir por tempo indefinido como pacto dum sacerdócio para ele e para a sua descendência após ele”. — Núm. 25:11-13; Sal. 106:30, 31.

      22 É o belo exemplo do leal Finéias que devemos querer seguir hoje, não o daqueles que sucumbiram aos desejos carnais. O que aconteceu àqueles desleais serve como exemplo de aviso para nós. (1 Cor. 10:11) É um exemplo de como ter desejos errados, mesmo quando aparentemente pequenos e insignificantes, pode levar ao desastre. — Tia. 1:14, 15.

      23. De que modo é a posição dos cristãos leais, hoje paralela à dos israelitas leais nas planícies de Moabe e que bênçãos aguardam?

      23 Assim como aqueles israelitas, tais como Finéias, que permaneceram leais a Jeová, foram abençoados com o privilégio de entrar na Terra da Promessa, assim também os cristãos hoje, que mantêm a sua lealdade a Jeová, podem esperar receber as grandiosas bênçãos que Deus tem reservado para os que o amam. Entrarão na nova era magnífica prometida a vir sob o reinado de seu Rei ungido, Jesus Cristo. “Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim.” Ele governará “com juízo e com justiça desde agora e para sempre”. (Isa. 9:7, Brasileira) Quanto incentivo isso é para nunca se ceder às tentações carnais e se empenhar em atos de deslealdade a Deus!

      24. O que temos de reconhecer a respeito dos desejos carnais, e por que é nossa situação similar à dos israelitas nas planícies de Moabe?

      24 Visto que temos diante de nós esta nova era, temos um forte motivo para resistir às tentações de fazer o que é mau aos olhos de Jeová. Mas temos de reconhecer que os desejos carnais são hoje uma fraqueza humana assim como foram nos dias daqueles israelitas acampados nas planícies de Moabe. A tentação de se entregar a tais desejos é muito grande, porque vivemos cercados por pessoas mundanas, que se entregaram à conduta desenfreada e à impureza sexual. Em certo sentido, empenham-se na adoração do sexo assim como os moabitas e midianitas. Sua literatura, suas peças teatrais, seus filmes e seus programas de televisão apresentam toda sensualidade depravada da carne que a mente corruta pode imaginar. Temos de resistir a esta influência má. Sucumbir a ela e ser levado a fazer o que é mau aos olhos de Deus pode ser fatal para nós, assim como foi para aqueles 24.000 israelitas que pereceram por sua deslealdade.

      25. Quando confrontados com tentações carnais, de que nos devemos lembrar?

      25 Portanto, quando se vê confrontado com tentações que talvez pareçam ser coisa pequena, mas que podem realmente levar a fazer o que é mau aos olhos de Deus, deve querer lembrar-se desta prova de lealdade que houve nas planícies de Moabe. Escolha o proceder dos leais e lembre-se do que está escrito no Salmo 97:10: “O vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais.”

  • Lealdade no tempo do fim
    A Sentinela — 1974 | 15 de maio
    • Lealdade no tempo do fim

      “Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais.” — 1 Ped. 4:3.

      1. Por que parece piorar cada vez mais a maldade da humanidade neste tempo?

      DESDE a Primeira Guerra Mundial, estamos num período muito incomum da história humana, um período assinalado por violência sem precedentes, grande derramamento de sangue e ampla degeneração moral. O registro histórico da Bíblia diz a respeito de um período similar, há milhares de anos atrás: “Por conseguinte, Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo.” (Gên. 6:5) “Não fizeram caso” da vontade de Deus para a humanidade. Esta é a descrição da condição das coisas nos dias antes do grande dilúvio do tempo de Noé. Jesus Cristo disse que condições similares existiriam nos últimos dias do atual sistema de regência humana. (Mat. 24:37-39) Desde 1914 E. C. vivemos nestes “últimos dias”.

      2, 3. Que má influência sentem os cristãos e por que precisam resistir a ela?

      2 Em vista da constante queda da humanidade a um nível cada vez mais baixo de moral, aumenta a pressão exercida sobre os verdadeiros cristãos, para encararem as ações imorais como aceitáveis. A mentalidade da chamada “nova moralidade” permeia as pessoas do mundo em volta deles e enche a literatura e as diversões produzidas por tais pessoas. Exerce má influência sobre todos os cristãos. Exige uma resistência decidida da sua parte. Alguns talvez até mesmo tenham participado numa vida imoral antes de se tornarem verdadeiros cristãos. Mas agora que se revestiram duma nova personalidade, modelada segundo as elevadas normas de moral da Palavra de Deus, já passou o tempo de se viver como as nações. Voltar a isso seria como o cão voltando ao seu próprio vômito. — 2 Ped. 2:22.

      3 Tornarem-se eles verdadeiros cristãos, porém, não significa que deixam de sentir os desejos da carne decaída. Ainda os sentem, e estes desejos são um ponto fraco neles. A menos que conservem constantemente a defesa moral do autodomínio, poderão tornar-se vulneráveis a um ataque contra este ponto fraco. Satanás, o deus deste mundo corruto da humanidade, ataca este ponto fraco por meio da influência corrompedora de seu mundo. Ele emprega hoje a mesma tática que fez usar os moabitas e midianitas, quando tentaram corromper os israelitas, no décimo quinto século antes de nossa era comum, e assim voltar Jeová Deus contra eles. Assim também hoje, Satanás procura seduzir os cristãos por meio da concupiscência da carne, para violarem as leis de Deus e assim trazerem sobre si o julgamento adverso de Deus. — 1 Ped. 5:8.

      4. O que pode acontecer quando o cristão permite que sua mente entretenha desejos errados?

      4 Quando um cristão acha prazer na literatura moralmente corruta e em outras formas de diversões produzidas pelo sistema de coisas do Diabo, não se deixa assim exposto e desprotegido? Não levará a nutrição dos desejos errados a sucumbir a eles com o tempo e assim pecar aos olhos de Deus? (Tia. 1:14, 15) A continuação em tal proceder trará a destruição certa da parte de Deus, assim como foi para os 24.000 israelitas mortos nas planícies de Moabe. Satanás ganharia a vitória sobre eles por fazer com que fossem desleais a seu Deus e Rei. — Núm. 25:1-9.

      LEALDADE EM TODAS AS COISAS

      5, 6. (a) O que envolve a lealdade a Deus? (b) O que disse Jesus que o cristão precisa buscar em adição ao Reino? Como?

      5 O cristão talvez pense que é leal a Jeová Deus porque prega zelosamente as boas novas do Reino, mas a lealdade envolve muito mais do que isso. Os soldados israelitas que combateram valentemente contra os amorreus pensavam também que eram leais a Deus, porém, muitos deixaram de compreender que a lealdade precisa também ser demonstrada por toda a conduta. Quando um cristão sucumbe aos desejos errados, sua pregação do reino de Deus não significa nada. Ele realmente se mostra desleal ao reino de Deus por violar seu código de moral. Sua conduta anticristã lança vitupério sobre o nome de seu Deus e Rei. — 2 Ped. 2:2.

      6 O cristão precisa mostrar sua lealdade a Deus e ao Reino por todo o seu modo de vida, mesmo no que poderia ser considerado como coisa pequena. Deve ser notavelmente diferente do modo corruto de vida do mundo, embora isto possa fazer com que os conhecidos e parentes mundanos falem mal dele. (1 Ped. 4:3, 4) Veja como Jesus esclareceu o que tem de acompanhar o interesse que se tem no reino de Deus. “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino, disse ele. Mas depois acrescentou, “e a Sua justiça”. (Mat. 6:33) Assim, para que a lealdade cristã defenda o reino de Deus, ele precisa viver segundo a justiça de Deus, expressa nas leis e no conselho divinamente escritos da Bíblia. Precisa mostrar o verdadeiro cristianismo pelo seu modo de vida.

      7. (a) Visto que os verdadeiros cristãos têm uma relação pessoal com Jeová, o que precisam amar especialmente? Por quê? (b) Por que fica o cristão culpado de deslealdade quando abandona o que é justo?

      7 Iguais aos israelitas nos dias de Moisés, os verdadeiros cristãos têm uma relação pessoal com Jeová Deus. Isto exige deles terem amor ao que é puro e justo, assim como Deus tem. Seu principal inimigo, Satanás, o Diabo, tem amor ao que é corruto e injusto, e, por isso, este mundo da humanidade desobediente produz os frutos corrutos e injustos de seu iníquo deus e governante. (João 8:44; 2 Cor. 4:4) Abandonar o cristão o que é justo, por se entregar a desejos errados, significa que ele segue em deslealdade a outro deus, o deus iníquo deste mundo. Produz os maus frutos daquele. Seria como os israelitas infiéis, que foram seduzidos pelos desejos errados quando estavam na festa dos moabitas e dos midianitas, e se envolveram na adoração de Baal. Ao procurarmos a justiça de Jeová, esforçamo-nos em prol da maior pureza de pensamento e conduta. Acatamos a admoestação bíblica: “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” — Rom. 12:2.

      8. Há alguma parte na nossa vida que possamos chamar de particular aos olhos de Jeová? Explique isso com exemplos.

      8 Os verdadeiros cristãos que dão testemunho do reino de Jeová levam o Seu nome. Este nome representa tudo o que é reto e puro no universo. O cetro de seu reino, brandido pelo seu Filho, “é o cetro da retidão”. (Heb. 1:8) Não devem os súditos leais a este reino e ao seu Rei supremo, Jeová Deus, mostrar esta justiça em todo aspecto de sua vida? Não requer isso a lealdade? Levam o nome de Jeová todo o tempo, e quando alguém pensa que pode praticar algo mau ou mesmo “inconveniente”, em particular, ele vitupera este nome. Na realidade, não há parte alguma de nossa vida que possa ser chamada de “particular”, no que se refere a Jeová. Se fizermos em secreto o que é mau, é secreto apenas para outros homens. Jeová o vê. Não viu ele o que os israelitas desleais fizeram nas tendas dos moabitas e dos midianitas? Não viu o que os anciãos desleais de Israel fizeram séculos depois em salas particulares do pátio interno do templo de Jeová em Jerusalém? Não viu como se entregaram ali à adoração idólatra? Tal deslealdade a Deus não pode ser ocultada. Enganaram a si mesmos quando disseram: “Jeová não nos vê. Jeová deixou o país.” (Eze. 8:9-12) Nenhum verdadeiro cristão desejaria cometer o engano de adotar este raciocínio falso, como fizeram hoje pseudo-cristãos, que afirmam que Deus está morto.

      9, 10. (a) Explique como os desejos carnais podem fazer com que o cristão entre em dificuldades. (b) Como está envolvida nisso a lealdade?

      9 O cristão começa a entrar em dificuldades quando deixa de manter uma defesa forte. Em vez de se manter longe das situações que atraem os desejos carnais errados, ele talvez procure andar o mais perto possível da beira. Mesmo que sua consciência lhe diga que o desejo não é certo, talvez o entretenha, e quanto mais brinca com ele, tanto mais forte se torna o desejo errado. Igual aos israelitas desleais, não resiste ao desejo errado de “coisas prejudiciais”. (1 Cor. 10:6) Tal situação pode surgir quando duas pessoas do sexo oposto, que não estão casadas entre si, começam em particular a estimular-se sexualmente uma a outra por deitar a mão nas partes pudendas uma da outra. Esta é uma forma de impureza moral e não é própria para o cristão, cujo modo de vida deve refletir a justiça de Jeová.

      10 Podemos ser guiados em tais assuntos por aquilo que é aceitável no mundo em geral? Não, porque o mundo não nos fornece normas sadias. Não reflete a justiça de Jeová Deus, mas a injustiça do “deus deste sistema de coisas”, o adversário de Jeová. (2 Cor. 4:4) Em vez de nos deixarmos induzir a um sentimento de despreocupação ou mesmo a nos enganarmos a nós mesmos, devemos reconhecer honestamente que, quando se estimula a paixão sexual, pode levar a um impulso sobrepujante de satisfazer esta paixão, pela união sexual. Este é um fato da vida. Tal satisfação é normal e correta no caso dos que estão no arranjo marital. Mas para os solteiros satisfazerem essas paixões em tal união é uma violação séria da lei divina; na realidade, é deslealdade para com Deus por parte do cristão. Então, não devia a lealdade proteger-nos contra arriscarmos tal violação, fazendo com que evitemos ações que estimulem perigosamente o desejo sexual?

      11. (a) Que argumento apresentam alguns para justificar as “carícias” apaixonadas, e por que é errado tal argumento? (b) Como pode a conduta impura, embora não envolva a união sexual propriamente, ainda chegar ao ponto de constituir “fornicação” (porneía)?

      11 No costume moderno de “namorar”, muitos casais jovens se entregam a “carícias” que estimulam fortes sentimentos de paixão. No entanto, alguns talvez argumentem que isto não é errado, enquanto não houver propriamente uma união dos órgãos sexuais, pois, conforme entendem o assunto, é isto o que a Bíblia proíbe especificamente aos não casados. Tal raciocínio é tanto errado como perigoso. Exorta-se os cristãos a não mais apresentarem seus membros “como escravos à impureza e ao que é contra a lei”, mas, “como escravos à justiça, visando a santidade”. (Rom. 6:19) Mesmo que suas “carícias” apaixonadas não cheguem ao ponto da “fornicação” (em grego: porneía), no sentido bíblico da palavra, ainda pode constituir “impureza” (em grego: akatharsia), uma conduta indecente e impura. A “impureza” é alistada depois de “fornicação” na lista do apóstolo, das obras da carne decaída, e ele adverte que os que impenitentemente “praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. (Gál. 5:19, 21) Não só isso, mas tais ações impuras podem constantemente tornar-se mais sérias ou chegar ao ponto em que podem corretamente ser classificadas como “fornicação” (porneía). Isto se dá porque esta palavra se refere biblicamente não à união sexual entre pessoas não casadas, mas a toda espécie de crassa imoralidade ou conduta lasciva, tal como se encontra em lupanares.

      12. (a) Tem o casal o direito, por serem noivos, de se entregar a um namoro apaixonado? (b) Que situação devem evitar os solteiros, e por quê?

      12 É natural que duas pessoas que concordaram em casar-se expressem afeto mútuo. Mas isto não significa que podem de direito entregar-se a intimidades corretamente reservadas aos casados. Não estando livres a ter a própria união sexual, até estarem casados, não devem entregar-se ao tipo de ‘jogo de amor’ íntimo que no casamento é o prelúdio das relações sexuais. Fazer isso seria impureza da sua parte, mostrando falta de respeito para com o arranjo de Deus, falta de lealdade às suas normas puras de santidade. Portanto, em quaisquer expressões de afeto, sua lealdade deve induzi-los a terem cuidado e a devida restrição. Não só não devem ofender publicamente os costumes locais e assim arriscar-se a fazer as pessoas tropeçar, mas até mesmo quando estão sozinhos não devem entregar-se a ações que os envergonhariam se outra pessoa aparecesse de repente. Não é verdade que a presença de outros amiúde é uma boa proteção para nós contra nossas fraquezas e nossos desejos carnais? A escuridão e o sigilo, por outro lado, afrouxam nossas defesas e podem enfraquecer nossas resoluções. (Veja Provérbios 9:16-18; João 3:20, 21; Efésios 5:7-13.) Mesmo que sejam noivos, não seria o casal cristão sábio em evitar pôr em perigo o amor próprio e o respeito mútuo por evitar situações que possam levar à conduta impura? Podem evitá-las por não se isolarem dos outros ao ponto de não mais sentirem o freio salutar de saber que alguém pode facilmente entrar na sala ou no lugar onde estão. Certamente, os que não são noivos têm motivos para exercer ainda maior restrição, preferindo usufruir a companhia mútua em associação aberta com outras pessoas, não em retiro isolado.

      AÇÃO CONGREGACIONAL

      13, 14. Que ação da parte da congregação cristã é paralela à tomada pelos anciãos fiéis de Israel com respeito aos desleais a Deus, e por que é esta ação necessária para com os que praticam conduta imoral?

      13 Quando os israelitas sucumbiram aos desejos carnais na festa dos moabitas e dos midianitas e se entregaram à adoração do sexo, Deus e os representantes da congregação de Israel tomaram ação contra eles. Esses membros representativos provavelmente mataram eles mesmos tantos quantos mil dos israelitas desleais. (Núm. 25:3-5) Um paralelo disso pode ser encontrado hoje na congregação cristã. Embora ela não tenha autorização de Deus para executar os membros desleais que praticam pecados sérios, está autorizada a agir contra eles por desassociá-los da congregação, se forem impenitentes. (1 Cor. 5:11-13) Isto é necessário para manter a congregação limpa. Se ela deixar de fazer isso, como poderá afirmar de direito pertencer a Jeová e a Jesus Cristo, que são justos? Está obrigada a defender as leis justas de Deus.

      14 Visto que toda a crassa imoralidade a que se refere o termo porneía é conduta lasciva que pode impedir que alguém herde o reino de Deus, a congregação cristã desassocia de direito os que a praticam e que não mostram nenhum arrependimento sincero. O mesmo se dá com outros que persistem em qualquer forma de “impureza”. A impureza, porém, é um termo amplo que admite uma grande amplitude de grau — assim como alguém pode estar fisicamente apenas um pouco sujo ou pode estar realmente imundo, assim se dá também com a impureza moral. Ao se determinar o alcance da impureza, portanto, precisa-se pesar a motivação, as circunstâncias e o que levou à impureza, para se decidir a gravidade da conduta. A preocupação da congregação cristã para manter sua pureza e limpeza, pois, não é desarrazoável, mas é segundo os fatos, nem é apressada para desassociar, nem protela isso, quando uma flagrante prática impenitente o exige. Isto está em harmonia com o que está escrito em 2 Timóteo 2:19, que diz, entre outras coisas: “Todo aquele que menciona o nome de Jeová renuncie à injustiça.” A ação judicial tomada pelos anciãos congregacionais protege a congregação e sua reputação contra ser maculada ou manchada pela impureza. Também fornece uma advertência salutar a todos na congregação quanto ao que pode resultar a alguém que se entrega a desejos moralmente errados.

      15. Como pode alguém receber perdão por más ações?

      15 Naturalmente, quando alguém mostra arrependimento de coração do pecado que cometeu e procura perdão, pode ser perdoado. Deus mostra a disposição de perdoar a tal pessoa, e a congregação cristã age em harmonia com o perdão de Deus. (1 João 1:9) A pessoa poderá ser repreendida publicamente pela sua má conduta ou poderá ser repreendida em particular por ela, pela comissão judicativa. (1 Tim. 5:20) Mesmo aquele que teve de ser desassociado pode receber perdão, se mais tarde provar que deveras se arrependeu e se afastou de seu proceder mau. De modo que a situação não é necessariamente desesperançosa para aquele que peca. — Eze. 33:11.

      EVITE ATOS DE DESLEALDADE

      16, 17. Em vista de que precisamos manter uma defesa forte? Explique como podemos fazer isso.

      16 É importante que reconheçamos que nós, humanos, temos desejos carnais que nos tornam vulneráveis. Portanto, precisamos manter uma forte defesa e reconhecer as situações que possam minar a nossa defesa. Reconhecendo que a carne é fraca, o apóstolo Paulo observou: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” (1 Cor. 9:27) Isto significa que temos de lutar constantemente para manter nossas paixões sexuais sob controle. Não podemos deixar de nos empenhar em exercer autodomínio. Se lermos literatura sensual que reflete o modo de pensar corruto das pessoas mundanas, seremos ajudados a manter uma forte defesa ou seremos enfraquecidos? Certamente, não seremos fortalecidos se deixarmos nossa mente vagar nos desejos errados, seremos? Antes, nos tornaremos ainda mais vulneráveis. Seria melhor acatar o conselho de Filipenses 4:8, que diz: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” Não diz que se deve pensar nas coisas injustas e nas que estimulam os desejos impuros. Quando fixamos a mente nas coisas justas, será provável que nos empenhemos em ações injustas?

      17 Temos de reconhecer que o Diabo se esforça em seduzir-nos a fazer o que é mau aos olhos de Deus, e, se o permitirmos, ele nos levará diretamente ao ponto de mergulharmos nas ações imorais. Se nos deixarmos atrair e tentarmos justificar o que fazemos, não nos expomos a dificuldades certas? Não seria melhor resistir ao engodo logo no começo? Não teria sido melhor para os israelitas que se envolveram com a adoração de Baal, se tivessem resistido aos primeiros engodos que lhes foram apresentados pelos moabitas e midianitas?

      18. (a) Que significado atribui a Bíblia a ‘tocar em mulher’, e por quê? (b) Como deve afetar isso o conceito dos solteiros?

      18 Tome o caso de Eva. Ela sabia que nem mesmo devia tocar no fruto proibido no jardim do Éden, porque tocar era o primeiro passo para comê-lo. (Gên. 3:3) Não se lhe permitir comer desta única árvore não lhe causava dificuldades, visto que havia muitas outras frutas que se lhe permitiu comer. Tocar nele mostrou um desejo errado pelo que Deus havia proibido. Lembrando-nos disso, poderemos considerar com reflexão o conselho de 1 Coríntios 7:1: “É bom que o homem não toque em mulher.” Nas Escrituras Hebraicas, ‘tocar’ é às vezes usado para representar o contato sexual. (Veja Provérbios 6:29; Gênesis 20:6, 7.) Isto é provável, porque a cadeia de acontecimentos que leva à união sexual começa com tocar alguém do sexo oposto de modo apaixonado. Jesus advertiu contra até mesmo “olhar para uma mulher, ao ponto de ter paixão por ela”, dizendo que aquele que faz isso “já cometeu no coração adultério com ela”. (Mat. 5:28) Parece, assim que ‘tocar em mulher’ pode incluir qualquer contato físico com alguém do sexo oposto dum modo que procede de tal paixão ilícita ou a estimula. Quando alguém não puder controlar suas paixões e estiver inclinado a ‘tocar’ de modo apaixonado ou impuro os do sexo oposto, então conforme o apóstolo Paulo passa a dizer, seria melhor que se casasse. (1 Cor. 7:2, 9) Entrementes, o proceder sábio para os cristãos que ainda são solteiros é evitar quer “olhar” quer ‘tocar’ apaixonadamente alguém, que poderia levar facilmente a uma transgressão séria. Terão assim a alegria satisfatória duma consciência limpa perante Deus e o homem.

      19. Por que nos devemos esforçar a refletir a justiça de Jeová em nossa vida?

      19 Aprendemos a amar a Jeová Deus por causa de sua justiça, de suas leis boas e de sua benevolência ou amor leal. Alegramo-nos com a perspectiva de a terra inteira vir sob o governo de seu reino, sem interferência de governos injustos. Sabemos que isto significará uma regência Justa e reta para a humanidade, com paz e segurança permanentes. Não devia todo aquele que é feliz de estar perto deste governante justo do universo, como parte de sua organização terrestre, esforçar-se com todo o seu poder para refletir a justiça de Deus na sua vida, por viver segundo as leis Dele? Isto certamente mostraria lealdade a ele, não mostraria?

      20. Como é a demonstração da lealdade parte de se imitar o exemplo de Jesus Cristo?

      20 O cristianismo de alguém não se mostra apenas por dar uma demonstração pública de se ter dedicado a Jeová Deus por ser batizado em água, mas também manifesta uma personalidade cristã. Esta envolve uma nova personalidade “criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. (Efé. 4:24) Jesus Cristo comportou-se sempre em harmonia com as leis justas de Deus. Estas leis estavam no seu coração e motivaram os desejos de seu coração para estarem em harmonia com a vontade de Deus. (João 5:30) Estas mesmas leis justas devem estar em nosso coração e motivar o desejo dele.

      BENEFÍCIOS DERIVADOS DE SE SER LEAL

      21, 22. Quais são alguns dos benefícios derivados de se ser leal a Jeová e como se comparam estes com os prazeres carnais?

      21 O prazer que se pode ter agora de se seguir os desejos carnais errados é apenas momentâneo. Mas os benefícios de se ser leal a Jeová podem ser eternos. Por que renunciar a tais benefícios eternos por uns momentos passageiros de prazer! Moisés preferiu “ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado”, por serem muito maiores os benefícios derivados de se ser leal a Jeová. (Heb. 11:25) Um benefício notável que podemos aguardar hoje é fazer parte da “grande multidão” de adoradores leais de Jeová, que serão preservados através da vindoura “grande tribulação” que causará o fim desastroso do atual sistema de coisas. — Dan. 2:44; Rev. 7:9, 14.

      22 Outro benefício destacado é viver indefinidamente na nova era introduzida pelo reino de Deus. Não lhe é a vida em paz e segurança, sob governantes justos, de muito maior proveito do que uns momentos passageiros de prazer ilícito, Não é a própria vida de maior valor do que tais prazeres, A deslealdade a Jeová pode significar a morte eterna, mas a lealdade a ele pode significar exatamente o oposto, a vida eterna. “Outrossim, esta é a coisa prometida que ele mesmo nos prometeu: a vida eterna.” (1 João 2:25) Estes e muitos outros benefícios notáveis resultam para os leais.

      23. Portanto, qual é o proceder sábio a seguir hoje?

      23 Depois de termos chegado ao próprio limiar da nova era, seria trágico que o cristão saísse perdendo só por ter desejos carnais errados e se tornar desleal ao verdadeiro Deus. Quanto mais sábio seria manter uma consciência limpa, por seguir a vereda reta da lealdade a Deus neste tempo do fim! — Sal. 37:28, 29.

      [Foto na página 305]

      Os cristãos solteiros que se preparam para o casamento podem proteger-se contra a conduta impura por evitarem passar tempo juntos a sós.

  • Reconhecerá a verdade sobre Deus?
    A Sentinela — 1974 | 15 de maio
    • Reconhecerá a verdade sobre Deus?

      A VERDADE Que Conduz à Vida Eterna. Um jovem examinava com interesse o livro deste título. Depois perguntou ao ministro das testemunhas de Jeová, que lhe apresentava este compêndio bíblico: “A propósito, onde foi publicado este livro?” Ao saber que foi publicado numa grande cidade estadunidense, decidiu não aceitar o livro. Por que não? Talvez por pensar que possa ter sido influenciado por idéias capitalistas. Qualquer que tenha sido seu motivo, sua recusa de examinar o assunto impediu-o de aprender verdades bíblicas vitais.

      Os fariseus judaicos, do primeiro século E. C., cometeram o mesmo engano. Menosprezavam Jesus Cristo por ele vir da Galiléia. (João 7:51, 52) Em resultado, deixaram de acatar o aviso de Jesus a respeito da destruição iminente de Jerusalém. Isto custou a vida de mais de um milhão de judeus, em 70 E. C. — Luc. 19:41-44; 21:20, 21.

      Que dizer de hoje? Se Jesus aparecesse hoje na terra, qual seria a reação das pessoas a ele na África, na América do Norte e do Sul, na Europa e na Ásia? Será que elas o aceitariam à base do que dissesse e fizesse, reconhecendo a verdade pelo que é? Ou tropeçariam por causa da descendência judaica dele?

      Sem dúvida, pode ver o erro do preconceito. Por exemplo, apercebe-se de quanto a humanidade sofreria se as pessoas avaliassem a literatura médica ou científica à base da nacionalidade do

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