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  • A primeira mulher a ser enganada
    A Sentinela — 1980 | 15 de setembro
    • determinar o que era bom e o que era mau para os seus filhos humanos. Quão impróprio teria sido se a criação estabelecesse a norma do que é bom e do que é mau!

      ENGANADA POR MEIO DUMA SERPENTE

      Não obstante, foi com respeito à “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” que Eva caiu vítima duma fraude. Certo dia, enquanto não estava na companhia de seu marido, ela teve uma experiência bem incomum. Uma serpente cautelosa, pelo visto, havia sido tornada sábia e recebera a faculdade de falar. Sem que Eva o soubesse, um traiçoeiro filho espiritual de Deus usava essa serpente assim como o ventríloco usa um boneco. (Veja João 8:44.) Essa serpente inferior fez o que parecia ser uma pergunta inocente: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” (Gên. 3:1) Eva respondeu corretamente, porque Adão deve tê-la informado sobre a “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Ela disse: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer. Mas, quanto a comer do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não deveis comer dele, não, nem deveis tocar nele, para que não morrais.’” (Gên. 3:2, 3) A indagação da serpente, porém, suscitara sutilmente uma pergunta na mente de Eva, uma questão em que não pensara antes. A pergunta era: Por que se proibira a “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” sob pena de morte?

      A serpente veio com uma resposta pronta: “Positivamente não morrereis [no plural, incluindo Adão]. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau”. (Gên. 3:4, 5) Eva confrontava-se então com uma decisão. Defenderia o Criador, a quem devia a sua própria existência, e que dera a ela e a seu marido tudo o que é essencial para uma eternidade de vida feliz? Ou aceitaria as palavras provenientes por intermédio duma criatura inferior, que nunca fizera nada por ela? Eva não ficara mal preparada para tomar a decisão certa. Ela conhecia a lei de Deus e possuía evidência inconfundível do amor que o Criador tinha a ela e a seu marido. De modo que Eva deveria ter concluído que havia um bom motivo para a ordem de Deus e que era nos seus melhores interesses ser obediente. Além disso, já que seu marido era uma só carne com ela, teria sido apenas certo que primeiro o consultasse sobre isso.

      Lamentavelmente, porém, pelo que parece, Eva deixara de desenvolver o necessário apreço pelo seu Criador, que a faria pensar de modo positivo sobre a ordem divina. O registro bíblico relata: “Conseqüentemente, a mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar. De modo que começou a tomar do seu fruto e a comê-lo.” (Gên. 3:6a) Num espírito de independência, Eva escolheu decidir por si mesma o que era bom e o que era mau, em vez de se sujeitar à decisão de Deus sobre isso. Ela foi totalmente enganada pela mentira que lhe foi dita por meio da serpente. Assim, quando tomou do fruto proibido, ela fez isso na expectativa de melhorar a sua condição.

      Eva não perdeu tempo em se chegar ao seu marido, com a intenção de fazê-lo participar com ela na transgressão da lei de Deus. Adão sabia que comer do fruto significaria a morte para ele. Não acreditava nas palavras da serpente: “Positivamente não morrereis.” Mas, por fim, Adão cedeu às instâncias de sua esposa, para comer do fruto. — Gên. 3:6b.

      CONSEQÜÊNCIAS TRÁGICAS

      Qual foi o resultado? O efeito imediato foi desagradável. Adão e Eva não mais conseguiam olhar para seus corpos desnudos de maneira pura. Sua consciência culpada fez com que se sentissem impuros, criando sensações que nunca antes haviam tido. Usando folhas de figueira, fizeram para si coberturas para os lombos. — Gên. 3:7.

      Mais tarde, quando ouviram a voz de Deus, Eva juntou-se a seu marido em se esconderem entre as árvores do seu lar ajardinado. Em resposta à pergunta do Criador sobre as ações deles, Eva admitiu: “A serpente — ela me enganou e por isso comi.” — Gên. 3:8-13.

      Aquele primeiro casal humano sofreu trágicas conseqüências. Eva abandonara seu papel dado por Deus e assumira a qualidade de instrutora com respeito ao seu marido. A sentença que o Criador proferiu sobre ele revelou o efeito prejudicial que este proceder teria sobre o seu matrimônio. Adão a ‘dominaria’, o que indica que a partir de então sua chefia seria dominadora e tirânica. Contudo, ela teria desejo ardente, um intenso sentimento de necessidade, para com ele. — Gên. 3:16.

      Também a maternidade viria acompanhada de problemas. O decreto divino era: “Aumentarei grandemente a dor da tua gravidez; em dores de parto darás à luz filhos.” (Gên. 3:16) Eva, na sua condição agora imperfeita, talvez sofresse dores de parto tais, que se apercebeu que poderia resultar em morte para si mesma e para a sua prole.

      Por fim, tanto ela como seu marido morreriam. Seus cadáveres entrariam em decomposição e voltariam aos elementos do solo. — Gên. 3:19.

      Além disso, Eva e seu marido foram expulsos do seu belo lar ajardinado, para iniciarem uma vida em condições difíceis, numa região não cultivada. Entretanto, o Criador proveu-lhes bondosamente longas vestes de pele. — Gên. 3:21-24.

      Com o tempo, Eva tornou-se mãe de Caim e Abel, bem como de outros filhos e filhas. (Gên. 4:1, 2; 5:4) Imagine como ela se deve ter sentido quando soube que Caim havia matado seu irmão Abel. Que choque deve ter causado a primeira morte humana! Depois, quando Adão tinha 130 anos de idade, Eva deu à luz outro filho. Ela lhe deu o nome de Sete, dizendo: “Deus designou outro descendente em lugar de Abel, visto que Caim o matou.” — Gên. 4:25; 5:3.

      Quão fortemente o caso de Eva ilustra que a desconsideração da lei divina traz sérios problemas! Que nunca nos esqueçamos do que aconteceu com Eva, sempre que se façam tentativas de tornar a transgressão atraente para nós. Simplesmente não pode haver felicidade quando se desconsidera a norma de nosso Criador quanto ao que é bom e ao que é mau. Não sejamos como Eva e não nos deixemos enganar para o nosso eterno prejuízo.

  • A “livre”
    A Sentinela — 1980 | 15 de setembro
    • A “livre”

      “Livre” era chamada a mulher que não estava em escravidão. Na Bíblia, este termo é usado com referência à esposa de Abraão, Sara, e à “Jerusalém de cima”. Desde o tempo em que Jeová Deus libertou os israelitas da servidão egípcia e lhes deu a Lei, junto ao monte Sinai e até os dias em que Jesus Cristo estava na terra, Jeová tratou a nação de Israel como se fosse uma esposa secundária. (Jer. 3:14; 31:31, 32) No entanto, a Lei não concedia à nação de Israel a condição de uma mulher livre, por que mostrava que estava em sujeição ao pecado, e, portanto, era escrava. Assim, Paulo comparou de modo bem apropriado a Jerusalém escravizada, dos seus dias, com a serva Agar, concubina de Abraão, e comparou os “filhos” de Jerusalém, ou os cidadãos dela como o filho de Agar, Ismael. Em contraste com isso, a esposa original de Deus a Jerusalém celestial, igual a Sara, sempre é livre, e também seus filhos são livres. Para alguém se tornar filho da Jerusalém de cima, com ‘a liberdade dela’, é necessário que seja liberto da servidão ao pecado, por meio do Filho de Deus. — Gál. 4:22 a 5:1 (e nota ao pé da página da edição em inglês da NM de 1950); João 8:34-36. Tirado de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, ed. 1971, p. 609, em inglês.

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