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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • Muitas profecias, ou determinadas modalidades das profecias, contudo, eram apenas parcialmente entendidas na ocasião em que elas foram dadas, o entendimento ou a interpretação plena tendo de aguardar o devido tempo de Deus para se tomarem claras. Isto se deu com algumas das profecias de Daniel, e com respeito ao Messias e o “segredo sagrado” que o envolvia. — Dan. 12:4, 8-10; 1 Ped. 1:10-12.

      Todos os sacerdotes-magos e os sábios do Egito revelaram-se impotentes quando se tratava de interpretar os sonhos, enviados por Deus, que Faraó teve. “Não havia quem os interpretasse a Faraó.” (Gên. 41:1-8) Trouxe-se então à atenção de Faraó que José havia interpretado com êxito os sonhos do copeiro-mor e do padeiro-mor de Faraó. (Gên. 40:5-22; 41:9-13) No entanto, neste sentido, José não assumira o crédito, mas trouxera Jeová à atenção deles como o Intérprete de sonhos, dizendo: “Não pertencem a Deus as interpretações?” (Gên. 40:8) Assim, quando convocado por Faraó para interpretar o sonho do rei, José declarou: “Eu não entro em consideração! Deus é quem anunciará bem-estar a Faraó.” (Gên. 41:14-16) Após ouvir a interpretação, até mesmo o Faraó reconheceu José como sendo alguém “em quem há o espírito de Deus”, pois “Deus te fez saber [i.e., a José] tudo isso”. — Gên. 41:38, 39.

      Similarmente, Deus usou Daniel para tornar conhecida a interpretação dos sonhos de Nabucodonosor. Depois de primeiramente ter orado a Deus para entender o segredo e ter obtido a resposta numa visão noturna, Daniel foi conduzido perante o rei, tanto para lembrar o sonho esquecido como para dar então a interpretação dele. (Dan. 2:14-26) À guisa de introdução, Daniel lembrou ao rei que todos os homens sábios, conjuradores, sacerdotes-magos e astrólogos do rei não conseguiram interpretar o sonho dele. “No entanto”, continuou Daniel, “há nos céus um Deus que é Revelador de segredos, . . . no que se refere a mim, não é por meio de qualquer sabedoria que haja em mim mais do que em quaisquer outros viventes que este segredo me foi revelado, exceto com o objetivo de que se desse a conhecer a interpretação ao próprio rei”. — Dan. 2:27-30.

      Numa outra ocasião, quando todos os sacerdotes-magos, conjuradores, caldeus e astrólogos não foram capazes de interpretar o sonho do rei a respeito da grande árvore que fora cortada, Daniel foi de novo chamado, e novamente a origem divina da profecia foi sublinhada. Em virtual reconhecimento deste fato, o rei disse a Daniel: “Eu mesmo bem sei que há em ti o espírito dos deuses santos”, e que “tu és competente, porque há em ti o espírito de deuses santos”. — Dan. 4:4-18, 24.

      Anos depois, na própria noite em que Babilônia caiu diante dos medos e dos persas, este idoso servo de Jeová, Daniel, foi mais uma vez chamado a interpretar uma mensagem divina para o rei. Desta feita, misteriosa mão havia escrito MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM, na parede do palácio, durante a festa de Belsazar. Todos os sábios de Babilônia provaram-se incapazes de interpretar a escrita críptica. A rainha-mãe então lembrou que Daniel ainda estava disponível, sendo aquele ‘em quem havia o espírito dos deuses santos’, bem como “iluminação, e perspicácia, e sabedoria, como a sabedoria de deuses”. Ao interpretar tal escrita, que realmente era em si uma profecia, Daniel mais uma vez magnificou a Jeová como sendo o Deus da verdadeira profecia. — Dan. 5:1, 5-28.

  • Intestinos (Vísceras)
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • INTESTINOS (VÍSCERAS)

      Os intestinos, vísceras ou entranhas. A palavra entranha pode referir-se à parte profunda ou remota de qualquer coisa, como as ‘entranhas’ da terra. As palavras hebraicas freqüentemente traduzidas “ventre” nas mais antigas versões da Bíblia são também traduzidas, nas traduções mais modernas, como “intestinos” ou “entranhas”, quando o contexto indica claramente que possuem tal conotação. (Compare com 2 Samuel 20:10; 2 Crônicas 21:15, 18, 19; Jó 20:14, em várias versões da Bíblia.) Nos casos em que os termos hebraicos não se limitam a “intestinos”, as palavras portuguesas “ventre”, “entranhas”, “corpo”, “estômago”, “madre”, e expressões correlatas, são às vezes empregadas nas traduções modernas. — Gên. 15:4; 25:23; Sal. 71:6; Isa. 16:11; 49:1.

      O alimento físico é assimilado pelos intestinos. Isto foi usado metaforicamente para representar a digestão mental ou espiritual quando, em visão, ordenou-se a Ezequiel que comesse um rolo, enchendo seus intestinos ou ventre com ele. Ezequiel deveria obter força espiritual por meditar nas palavras escritas no rolo e retê-las em sua memória. Desse modo, nutriu-se espiritualmente e recebeu uma mensagem para proferir. — Eze. 3:1-6; compare com Revelação 10:8-10.

      Visto que as emoções profundas exercem marcante efeito sobre os intestinos literais da pessoa, as mesmas palavras ou formas de palavras hebraicas são, às vezes, empregadas em sentido figurado como “emoções íntimas”, “misericórdia(s)”, “entranhas”, e expressões semelhantes, como em Gênesis 43:14, 30; Lamentações 3:22; Isaías 48:19.

      Nas Escrituras Gregas Cristãs a palavra splágkhna significa literalmente “intestinos”. É usada uma vez (no plural) para referir-se aos intestinos literais. (Atos 1:18) Em outras partes, as formas dessa palavra denotam “ternas afeições” e emoções similares. — 2 Cor. 6:12; Fil. 1:8; 2:1; Col. 3:12; 1 João 3:17.

  • Investidura
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    • INVESTIDURA

      A colocação do sacerdócio no cargo. Arão e seus filhos foram escolhidos da família coatita da tribo de Levi a fim de servirem como o sacerdócio de Israel. (Êxo. 6:16, 18, 20; 28:1) Sua Investidura estendeu-se por sete dias, ocorrendo, pelo que parece, de 1 a 7 de nisã de 1512 A.E.C., enquanto Israel estava acampado ao sopé do monte Sinai, na Arábia. (Êxo. 40:2, 12, 17) A tenda de reunião acabara de ser construída e erguida, no dia primeiro daquele mês, a família sacerdotal fora escolhida por Jeová, e agora se ordenava ao irmão de Arão, Moisés, como mediador do pacto da Lei, que realizasse a cerimônia de santificação e de investidura deles. Instruções para tal procedimento são dadas em Êxodo, capítulo 29, e o registro da realização da cerimônia, por parte de Moisés, acha-se em Levítico, capítulo 8.

      Neste primeiro dia, com a presença de Jeová, representada pela coluna de nuvem acima do tabernáculo (Êxo. 40:33-38), Moisés juntou todos os itens sacrificiais, o touro e os dois carneiros, e a cesta de pães não-fermentados, o óleo de unção e as vestes sacerdotais. Conforme instruído, convocou a congregação de Israel — que provavelmente significava os anciãos quais representantes de toda a congregação — para reunir-se à entrada da tenda de reunião, fora da cortina que cercava o pátio. Visto que eles evidentemente puderam observar o que ocorreu no pátio, foi provavelmente removido o reposteiro da porta, que tinha vinte côvados (c. 8, 80 m) de largura. — Lev. 8:1-5; Êxo. 27:16.

      Moisés lavou Arão e seus filhos, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar (ou ordenou que se lavassem eles próprios) na bacia de cobre que havia no pátio e colocou sobre Arão as gloriosas vestes do sumo sacerdote. (Núm. 3:2, 3) Usando então estes lindos atavios, Arão foi investido no cargo, as vestes representando as qualidades e as responsabilidades de seu cargo. Moisés então ungiu o tabernáculo, todo o seu mobiliário e utensílios, e o altar da oferta queimada, bem como a bacia, e os utensílios utilizados em relação a eles. Isto os santificava, pondo-os à parte para o uso e o serviço exclusivos de Deus, para o que seriam doravante utilizados. Por fim, Moisés ungiu Arão por derramar óleo sobre a cabeça dele. — Lev. 8:6-12; Êxo. 30:22-33; Sal. 133:2.

      O TOURO DA OFERTA PELO PECADO

      Em seguida, Moisés vestiu os filhos de Arão, após o que fez com que Arão e seus filhos pusessem as mãos sobre a cabeça do touro da oferta pelo pecado, esta ação por parte deles significando seu reconhecimento da oferta como sendo para eles, a casa sacerdotal. Após matar o touro, Moisés colocou parte do sangue sobre o altar e derramou o restante na base do altar, simbolizando assim a purificação da mácula trazida pela natureza pecaminosa dos sacerdotes, quando oficiassem no altar. Ser o sangue derramado sobre os chifres do altar significava, evidentemente, que o poder do arranjo sacrificial jazia no sangue derramado do sacrifício. (Heb. 9:22) Exigia-se igualmente a aspersão do altar em conexão com outras ofertas. (Lev. 1:5, 11; 3:2; 4:6; 16:18) Observe, contudo, que sendo este o ‘dia da ordenação’ do sacerdócio, e não o nacional Dia da Expiação dos pecados, o sangue do touro não foi conduzido para dentro do Santíssimo. (Veja Levítico 16:14.) Como no caso de outras ofertas pelo pecado, a gordura sobre os intestinos, a acrescência (redenho) do fígado e os dois rins com sua gordura, foram colocados sobre o altar. (Lev. 4:8-10, 20, 26, 31) O restante do touro, com sua pele e excremento, foi levado para fora do acampamento por um dos sacerdotes, a fim de ser queimado. — Lev. 8:13-17.

      CARNEIROS SACRIFICIAIS

      Daí Arão e seus filhos impuseram as mãos sobre o carneiro da oferta queimada e este foi morto, parte de seu sangue sendo aspergida sobre o altar. O carneiro foi então retalhado, lavado e queimado sobre o altar, mas, evidentemente, não com seu excremento e sua pele. (Lev. 7:8) Assim como tal carneiro da oferta queimada foi oferecido por completo, não se retendo nada dele para consumo por parte de nenhum humano, assim também estes sacerdotes foram inteiramente santificados para o serviço santo, sacerdotal, de Jeová. — Lev. 8:18-21; compare com Levítico 1:3-9.

      O outro carneiro, o “carneiro da investidura”, foi morto, depois que os sacerdotes puseram as mãos sobre ele. Neste caso, o sangue foi usado de forma diferente. Parte dele foi colocada sobre o lóbulo da orelha direita, o polegar direito e o dedão do pé direito de Arão e de seus filhos; assim, as faculdades representadas por tais membros do corpo deviam ser usadas plenamente em relação com a característica sacrificial de seu ministério. O restante do sangue, Moisés aspergiu sobre o altar. — Lev. 8:22-24.

      A gordura em torno dos órgãos do carneiro, antes de ser oferecida na forma costumeira, foi colocada junto com um de cada um dos três tipos de pães não-fermentados tirados da cesta, sobre a perna direita. Tudo isto foi então colocado sobre a palma da mão de Arão e de seus filhos, e movido por Moisés perante Jeová, sendo que Moisés evidentemente colocou suas mãos sob as dos sacerdotes, para fazê-lo. Isto significou que as mãos deles foram ‘enchidas de poder’, isto é, enchidas de dons sacrificiais e plenamente equipadas e empossadas para o dever sacrificial. Mostrou-se que estavam autorizados, não só a oferecer as partes gordurosas sobre o altar, mas também para receber as dádivas providas para seu sustento, segundo o arranjo abundante de Jeová para o Seu sacerdócio. A parte movida do carneiro, a perna direita, geralmente ficava com o sacerdote oficiante, como sua porção. (Lev. 7:32-34; Núm. 18:18) No caso em pauta, tudo foi queimado sobre

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