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LevitasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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os 25 e os 30 anos completos só serviam quando o tabernáculo já estava erguido e situado no local do acampamento. Aqueles que são a favor deste conceito de que somente aos 30 anos é que lhes eram dadas as tarefas mais pesadas, oferecem o motivo de que, nessa idade, atingir-se-ia maior força, madureza intelectual e bom juízo. Mais tarde, no tempo de Davi, o limite de idade foi baixado para os 20 anos, para o início do serviço no tabernáculo, posteriormente substituído pelo serviço no templo. — 1 Crô. 23:24-32; compare também com Esdras 3:8.
Quanto à aposentadoria do serviço obrigatório, esta ocorria quando os levitas alcançavam os 50 anos. A declaração em Números 8:25, 26, indica que, nesta idade, os levitas podiam continuar ajudando voluntariamente os que ainda eram elegíveis para os serviços designados, mas eles mesmos não recebiam nenhuma designação direta, nem eram considerados responsáveis de cumpri-la. Sugere-se que o motivo do limite da aposentadoria para o serviço levítico não fora imposto pela simples consideração para com sua idade, mas para impedir o excesso de servidores em tais cargos. Este limite de idade para os levitas não se aplicava ao sumo sacerdote arônico, pois o próprio sumo sacerdote servia em seu santo cargo até a morte, caso continuasse capaz. (Núm. 35:25) Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel, foi escolhido para tal serviço quando já tinha mais de 80 anos, e serviu por quase quarenta anos depois disso. — Êxo. 7:7; Núm. 33:39.
SUSTENTO
O sustento dos levitas provinha mormente dos dízimos das outras tribos, sendo-lhes dado um décimo de tudo que era produzido do solo e do gado. Os levitas, por sua vez, repassavam um décimo disso para os sacerdotes. (Núm. 18:25-29; 2 Crô. 31:4-8; Nee. 10:38, 39) Também, embora os levitas fossem isentados do serviço militar, eles, junto com os sacerdotes, compartilhavam de alguns dos despojos da batalha. (Núm. 1:45-49; 31:25-31; veja Dízimo) Os levitas não receberam nenhum território consignado em Canaã, Jeová sendo seu quinhão. (Núm. 18:20) No entanto, outras tribos de Israel lhes deram um total de quarenta e oito cidades espalhadas por toda a Terra Prometida. — Núm. 35:1-8.
FORNECERAM PALADINOS DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
Os levitas supriram alguns exemplos notáveis de entusiastas em favor da adoração verdadeira. Isto se evidenciou no incidente do bezerro de ouro; e, novamente, quando os levitas deixaram o território de Jeroboão, depois da divisão do reino. (Êxo. 32:26; 2 Crô. 11:13, 14) Também se mostraram zelosos em apoiar os reis Jeosafá, Ezequias e Josias, os governadores Zorobabel e Neemias, e o sacerdote-escriba Esdras, em seus empenhos de restaurar a adoração verdadeira em Israel. (2 Crô. 17:7-9; 29:12-17; 30:21, 22; 34:12, 13; também Esdras e Neemias.) Como tribo, contudo, não apoiaram o Filho de Deus em seu trabalho de restauração, mas alguns levitas, de per si, tornaram-se cristãos. (Atos 4:36, 37) Muitos dos sacerdotes levitas tornaram-se obedientes à fé. (Atos 6:7) Com a destruição de Jerusalém e de seu templo, em 70 EC, os registros familiares dos levitas foram perdidos ou destruídos, pondo fim ao sistema levítico. Mas, uma “tribo de Levi” constitui parte do Israel espiritual. — Rev. 7:4, 7.
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Levitas, Cidades DosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEVITAS, CIDADES DOS
Jacó predisse que Levi seria espalhado em Israel (Gên. 49:5-7), e isto se deu quando os hebreus ocuparam a Terra Prometida. Não se concedeu aos levitas nenhuma consignação territorial, sendo Jeová sua herança. (Núm. 18:20; Deut. 18:1, 2) Mas Deus orientou no sentido de que as outras tribos de Israel lhes dessem um total de quarenta e oito cidades e as pastagens em volta delas. (Núm. 35:1-8) Tais cidades foram, por fim, designadas aos levitas (Jos. 21:1-8), treze delas sendo cidades sacerdotais. (Jos. 21:19) Dentre as quarenta e oito, seis cidades foram designadas como cidades de refúgio, para os homicidas desintencionais. (Jos. 20:7-9; veja Cidades de Refúgio) Os levitas gozavam do direito de recomprar a qualquer tempo as casas que tivessem vendido, dentro de suas cidades, ou estas lhes eram devolvidas no ano do Jubileu. Mas as pastagens adjacentes às suas cidades jamais deviam ser vendidas. — Lev. 25:32-34.
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Levítico, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEVÍTICO, LIVRO DE
A terceira parte do Pentateuco, contendo as leis de Deus sobre sacrifícios, sobre a limpeza (pureza) e outros assuntos relacionados com a adoração de Jeová. O sacerdócio levítico, cumprindo as instruções recebidas, prestava serviço sagrado numa “representação típica e como sombra das coisas celestiais”. — Heb. 8:3-5; 10:1.
PERÍODO ABRANGIDO
O livro de Levítico não abrange um período muito longo, a maior parte dele sendo devotada a alistar as ordenanças de Jeová, em vez de narrar vários acontecimentos por um período prolongado de tempo. Assim, não mais de um mês pode ser abrangido pelos eventos fornecidos no livro. A ereção do tabernáculo, no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano da partida de Israel do Egito, é mencionada no capítulo final de Êxodo, o livro que precede Levítico. (Êxo. 40:17) Daí, o livro de Números (que segue imediatamente o relato de Levítico), em seus primeiros versículos (1:1-3), começa com a ordem de Deus para realizar um recenseamento, declarada a Moisés “no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída deles da terra do Egito”.
QUANDO E ONDE FOI ESCRITO
A época lógica para a escrita do livro, por conseguinte, seria 1512 AEC, no Sinai, no deserto.
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