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  • Deve ser proibida a visita aos lares sem convite?
    Despertai! — 1972 | 22 de junho
    • Dinamarca que fazem visitas domiciliares. Sim, tal lei atingiria duramente a liberdade religiosa. Imitaria algumas das piores características do comunismo, nazismo e fascismo.

      A lei em projeto também atingiria duramente a liberdade de expressão. Por exemplo, a Constituição dinamarquesa declara: “Todos têm o direito de tornar públicos os seus pensamentos pela página impressa ou escrita e pela palavra oral, embora sejam tidos por legalmente responsáveis. A censura e outras restrições preventivas não podem ser iniciadas de modo algum.”

      Mas, simplesmente ter o direito de ser ouvido é algo vão se os meios de fazê-lo forem tirados da pessoa. E um meio é por fazer visitas sem convite aos lares das pessoas. Assim, a liberdade de expressão envolve o direito de todas as pessoas que não podem ser ouvidas no rádio, na televisão ou nos jornais, e que se têm de fazer ouvidas de outro modo, de porta em porta. A liberdade de expressão não deve ser negada àqueles que não dispõem das grandes quantias de dinheiro necessárias para se usar esses outros métodos de comunicação.

      Com o direito de expressar-se livremente vem o direito de distribuir impressos. Se a pessoa desejar alcançar grande número de pessoas, não pode limitar a distribuição apenas às livrarias. Ademais, o dono duma livraria talvez tenha preconceitos e impeça que certas publicações sejam vistas. E nem todos vão às livrarias.

      Também, desde que a publicação de tais impressos custa dinheiro, o direito à liberdade de expressão tem de incluir o direito do editor de ter suas despesas cobertas. Se isto não for permitido, então a liberdade de imprensa estaria limitada aos ricos. É por isso que, na Suécia, tem-se expresso a idéia de que a proscrição contra as visitas pessoais “estaria presumivelmente em conflito com a lei da liberdade de imprensa, que tem caráter constitucional”.

      Contra tudo isto, alguns argumentam que, se a pessoa desejar saber certas coisas, pode tomar a iniciativa e dirigir-se aos editores. Mas, este argumento não é razoável. Como podem as pessoas ficar a par de certas coisas se não lhes forem trazidas à atenção? Como saberiam para onde se dirigir a fim de ser esclarecidas sobre o assunto, se ainda não foi levado à sua atenção?

      Em aditamento, tal lei proposta restringiria a liberdade política. Qualquer pessoa que tenha que ver com assuntos políticos, tais como obter assinaturas para uma petição, sabe que é necessário o contato pessoal. É por meio dele que se pode dar uma explicação, e exercer-se certa dose de persuasão.

      O Que Se Pode Fazer?

      A liberdade tem seu preço. Isto talvez inclua algumas inconveniências. Isto talvez inclua também o risco de se ser enganado por um vendedor desonesto. As leis que proíbem tais fraudes são necessárias, mas não podem proibir todas as transações comerciais só porque são concluídas à porta.

      Proibiria todas as transações comerciais nas lojas e supermercados só porque alguns donos de lojas são desonestos? Por que proscrever uma forma de venda e não outra? É óbvio que uma lei contra uma e não contra outra é altamente discriminatória e abala os próprios alicerces da liberdade.

      Na verdade, a liberdade de visitar pessoas sem convite prévio significa que algumas visitas podem ocorrer em ocasiões inconvenientes e perturbar o que se estava fazendo. Mas, não vale a pena pagar-se este preço para a preservação das liberdades básicas? Será algo tão tremendamente difícil abrir a porta e dizer àquele que nos visita: “Não é uma hora conveniente”, ou: “Não estou interessado em conversar com o senhor”? Será esse um preço alto demais a pagar pela valiosa liberdade de decidir por nós mesmos a quem receberemos ou não em nossas portas?

      Pense nisso da próxima vez que alguém chegar à sua porta sem convite. Pergunte a si mesmo se não é melhor sofrer um pouco de inconveniência com bom humor ao invés de se viver num país ditatorial. Deve regozijar-se de viver num país que lhe dá o direito de decidir a visita de quem aceitará, bem como lhe concede o direito de fazer também uma visita assim.

  • Já fez seu testamento?
    Despertai! — 1972 | 22 de junho
    • Já fez seu testamento?

      DESEJARIA que seus bens lhe fossem tirados de forma arbitrária e distribuídos a outros de forma contrária a seus desejos? Bem, efetivamente, isso pode acontecer — se não tiver feito um testamento!

      Um testamento é uma declaração legal que explica como deseja que seus bens sejam manejados depois de sua morte. É a expressão final de sua mente, sua vontade, quanto a seus bens.

      Tecnicamente, o termo “vontades” na expressão “últimas vontades e testamento” tem que ver com imóveis (tais como terrenos), ao passo que “testamento” se refere a bens pessoais. Falando-se de modo amplo, contudo, atualmente “testamento” é usado para abranger ambos os termos. Já fez seu testamento?

      Se morrer sem um, o governo não terá outra escolha senão interferir e dispor de sua propriedade segundo a lei. E isto talvez seja inteiramente contrário à forma que gostaria que fosse distribuída. Assim, seu testamento é importantíssimo.

      Todavia, a maioria das pessoas deixam para depois a feitura do testamento. Isso as faz lembrar da morte. E a morte, para elas, é um assunto em que preferem não pensar. No entanto, o cristão deve dar especial consideração àqueles que deixará para trás ao morrer.

      É verdade que os cristãos aguardam viver em breve na nova ordem de Deus, onde “não haverá mais morte”. Mas, daqui até lá a vida é insegura e a morte encara a todos. Não se pode ignorar isto. (Ecl. 3:19; Rev. 21:4) O chefe de família cristão, em especial, sabe que tem a responsabilidade de prover para os mais achegados, em especial para sua própria família.

      Quando vivo, trabalha arduamente para fazer provisões espirituais e materiais para sua família. (1 Tim. 5:8) Caso morra, não desejaria estar seguro de que ainda ficarão bem cuidados? Um testamento ajudará nesse sentido. Alguns, por conseguinte, referem-se a fazer um testamento como um privilégio legal.

      Seu Testamento — Um Privilégio Legal

      Sim, fazer testamentos é um privilégio. Nem todas as nações fazem concessões nesse sentido. Sir William Blackstone, o famoso jurista inglês do século dezoito, observou que “o direito de fazer testamentos, e de dispor da propriedade após a morte, é simplesmente algo criado pelo estado civil . . . que o tem permitido em alguns países e o negado em outros”.

      Em certas sociedades feudais, o costume obrigava o homem a testar o melhor de suas propriedades pessoais a “seu senhor [feudal] e à igreja”. Na Inglaterra, a Igreja Católica controlou os assuntos relativos a testamentos durante séculos.

      Atualmente, contudo, ao passo que insistem que o cônjuge sobrevivente seja beneficiado, a maioria das nações permitem

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