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  • O jubileu de Jeová — tempo de nos alegrarmos
    A Sentinela — 1987 | 1.° de janeiro
    • O jubileu de Jeová — tempo de nos alegrarmos

      “E tendes de santificar o qüinquagésimo ano e proclamar liberdade no país, a todos os seus habitantes. Tornar-se-á para vós um jubileu. . . Deve tornar-se algo sagrado para vós. . . Então haveis de morar em segurança na terra.” — LEVÍTICO 25:10-12, 18.

      1. Que inscrição há no Sino da Liberdade, e donde foram tiradas tais palavras?

      ONDE quer que você more, é provável que tenha ouvido falar do famoso Sino da Liberdade, que fica em Filadélfia, na Pensilvânia, EUA. A Enciclopédia do Livro Mundial (em inglês) diz que este sino “foi tocado em 8 de julho de 1776, junto com outros sinos de igreja, para anunciar a adoção da Declaração de Independência. Sua inscrição: ‘Proclame-se liberdade em toda a terra, a todos os seus habitantes’, foi tirada da Bíblia (Levítico 25:10)”.

      2. O que acha da perspectiva de ter liberdade, mas que problemas podem surgir a respeito dela?

      2 A liberdade continua a ter grande atrativo, não é verdade? É provável que você se alegraria com a perspectiva de ter genuína liberdade — estar livre de conceitos falsos, de pressões ou opressões políticas, dos efeitos debilitantes da velhice e da doença, que resultam na morte. Neste caso, há um bom motivo para se alegrar, e haverá um motivo maior para isso dentro em breve. ‘Como pode ser isso?’ talvez pergunte, uma vez que nenhum governo conseguiu ainda prover plena liberdade, nem podem cientistas ou médicos impedir o envelhecimento, a doença e a resultante morte. Mas, repetimos que há uma base para que você se alegre com a verdadeira liberdade. Para entender isso, considere importantes informações de fundo histórico, que podem envolver você — agora e no futuro.

      3. O que era o jubileu, e o que acontecia durante aquele ano?

      3 A passagem acima citada usa a palavra “jubileu”. O jubileu era um período sabático da duração de um ano para a terra de Israel. Vinha depois de uma série de sete anos sabáticos, agrícolas, que abrangiam ao todo 49 anos. O 50.º ano, o jubileu, era a culminação desta série de observâncias de sábados para a terra que Jeová dera ao seu povo, cumprindo a promessa feita ao antepassado deles, Abraão, “amigo de Jeová”. (Tiago 2:23; Isaías 41:8) Por ocasião do jubileu, proclamava-se liberdade em todo o país. Isto significava liberdade para todos os israelitas que se haviam vendido em servidão por motivo de dívidas. Outro aspecto do jubileu era que todas as propriedades hereditárias de terra, que haviam sido vendidas (provavelmente por reveses financeiros), eram devolvidas. — Levítico 25:1-54.

      4. Quando foi anunciado o jubileu, e como?

      4 Com este fundo histórico, poderá avaliar por que o jubileu era um ano festivo de liberdade. Era anunciado pelo toque duma buzina no Dia da Expiação.a Conforme Moisés escreveu em Levítico 25:9, 10: “No sétimo mês, no décimo dia do mês, tens de fazer soar a buzina sonora; no dia da expiação deveis fazer soar a buzina em toda a vossa terra. E tendes de santificar o qüinquagésimo ano e proclamar liberdade no país, a todos os seus habitantes. Tornar-se-á para vós um jubileu, e tendes de retornar cada um à sua propriedade e deveis retornar cada um à sua família.” Em 1473 AEC, Josué conduziu os israelitas através do rio Jordão para a Terra da Promessa, onde deviam observar o jubileu.

      Proclamada uma Liberdade Inicial

      5. Que aspectos da libertação e do jubileu consideraremos?

      5 O precedente pode parecer história antiga, que pouco tem que ver com a nossa vida, especialmente se não somos de descendência judaica. Entretanto, Jesus Cristo apresentou um motivo válido para se esperar um jubileu mais grandioso. É este que constitui a base de nos alegrarmos com a liberdade. Para sabermos avaliar a razão disso, temos de compreender de que modo duplo Jesus proveu libertação no primeiro século. Daí consideraremos como essas libertações correspondem a duas libertações durante nosso tempo de vida, no entanto, em escala muito maior, dando-nos um motivo muito maior de nos alegrarmos.

      6, 7. (a) Isaías 61:1-7 predisse que acontecimentos maravilhosos? (b) Como indicou Jesus que a profecia de Isaías se estava cumprindo?

      6 Embora não falando diretamente do antigo ano de jubileu, uma referência profética a um vindouro tipo de libertação foi feita em Isaías 61:1-7: “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, visto que Jeová me ungiu para anunciar boas novas aos mansos. Enviou-me para pensar os quebrantados de coração, para proclamar liberdade aos que foram levados cativos e ampla abertura dos olhos aos próprios presos; para proclamar o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia de vingança da parte de nosso Deus; para consolar a todos os que pranteiam. . . A alegria tornar-se-á sua por tempo indefinido.” Mas como e quando se cumpriria esta profecia?

      7 Depois da celebração da Páscoa do ano 30 EC, Jesus Cristo entrou no sábado numa sinagoga. Ali leu parte da profecia de Isaías e a aplicou a si mesmo. Lucas 4:16-21 diz em parte: “Ele abriu o rolo e achou o lugar onde estava escrito: ‘O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento, para pregar o ano aceitável de Jeová’. . . Principiou então a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.’”

      8. (a) Que libertação preliminar proveu Jesus? (b) Como é isto ilustrado em João 9:1-34?

      8 As boas novas que Jesus proclamava proviam a libertação espiritual para os judeus que as aceitavam. Por se lhes abrirem os olhos para o que a verdadeira adoração realmente significava e o que ela requeria, eles eram libertos de muitas idéias errôneas. (Mateus 5:21-48) Esta liberdade tinha valor maior do que as curas físicas que Jesus realizava. Portanto, embora Jesus abrisse os olhos dum cego de nascença, um bem mais duradouro advinha para este homem de ele reconhecer Jesus como profeta da parte de Deus. A nova liberdade deste homem se contrastava com a condição dos líderes religiosos, escravizados pelas suas tradições e crenças errôneas. (João 9:1-34; Deuteronômio 18:18; Mateus 15:1-20) No entanto, tratava-se apenas duma libertação inicial ou preliminar. Até mesmo já no primeiro século, Jesus devia ajudar com outro tipo de libertação, paralela ao jubileu no antigo Israel. Por que é razoável concluir isso?

      9. Que forma de escravização permanecia ainda mesmo para os espiritualmente libertos?

      9 Jesus disse ao homem anteriormente cego: “Para este julgamento vim ao mundo: que os que não vêem possam ver e que os que vêem se tornem cegos.” Ele disse então aos fariseus: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas agora dizeis: ‘Nós vemos.’ Vosso pecado permanece.” (João 9:35-41) Sim, o pecado que conduz à morte ainda era um grande problema, assim como também é agora. (Romanos 5:12) Os judeus, inclusive os apóstolos, que se beneficiavam com a libertação inicial, a libertação espiritual provida por Jesus, permaneciam humanos imperfeitos. Continuavam escravizados ao pecado e à resultante morte. Podia Jesus mudar isso? Faria isso? E, em caso afirmativo, quando?

      10. Que liberdade adicional prometeu Jesus prover?

      10 Jesus dissera anteriormente: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Ouvintes judeus replicaram-lhe: “Somos descendência de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como é que dizes: ‘Ficareis livres’?” Jesus respondeu: “Digo-vos em toda a verdade: Todo praticante do pecado é escravo do pecado. Ainda mais, o escravo não permanece para sempre na família; o filho permanece para sempre.” (João 8:31-36) Portanto, a descendência carnal de Abraão não podia libertar os judeus da escravidão ao pecado. Jesus fez esta declaração histórica a respeito da liberdade para trazer a atenção algo que estava para vir e que seria maior do que os israelitas derivavam de qualquer jubileu.

      Começa o Jubileu Cristão

      11. Por que se concentra nosso interesse no jubileu cristão no ano 33 EC?

      11 Os judeus não compreenderam que o jubileu do pacto da Lei mosaica era tipo de um jubileu maior. (Colossenses 2:17; Efésios 2:14, 15) Este jubileu para os cristãos envolve “a verdade” que pode libertar os humanos — a verdade que gira em torno do Filho, Jesus Cristo. (João 1:17) Quando começou a ser celebrado este jubileu maior, que podia libertar do pecado e de seus efeitos? Foi na primavera (setentrional) de 33 EC, no dia de Pentecostes. Isto foi dez dias depois de Jesus ascender ao céu, a fim de apresentar o mérito de seu sacrifício a Jeová Deus. — Hebreus 9:24-28.

      12, 13. O que aconteceu depois da morte de Jesus, que logo resultou numa experiência extraordinária para os seus discípulos?

      12 Antes de Jesus, nenhuma criatura humana havia sido ressuscitada dentre os mortos para continuar a viver para sempre. (Romanos 6:9-11) Antes, todos adormeceram na morte e continuarão dormindo até chegar o tempo devido para a ressurreição da família humana. Jesus Cristo, por meio da sua ressurreição pelo poder de Deus, tornou-se aquilo que as Escrituras inspiradas o chamam, “as primícias dos que adormeceram na morte”. — 1 Coríntios 15:20.

      13 Cinqüenta dias depois da sua ressurreição, havia evidência de que o ressuscitado Jesus Cristo ascendera aos céus e entrara na presença de Jeová Deus com o valor de seu perfeito sacrifício humano, e o aplicara a favor da humanidade. Isto aconteceu no dia de Pentecostes de 33 EC. Em obediência às instruções de Jesus, cerca de 120 discípulos estavam reunidos em Jerusalém. Cristo derramou então espírito santo sobre esses discípulos, em cumprimento de Joel 2:28, 29. Línguas como que de fogo pairavam sobre as suas cabeças, e eles começaram a falar em idiomas que lhes eram estranhos. (Atos 2:16-21, 33) Isto era prova de que o ressuscitado Jesus Cristo ascendera aos céus e entrara na presença de Deus com o valor dum perfeito sacrifício humano a ser aplicado a favor da humanidade.

      14. (a) Qual era a situação dos discípulos de Cristo com respeito a pactos? (b) O novo pacto envolvia que bênção notável?

      14 Quais foram as conseqüências disso para aqueles discípulos? Em primeiro lugar, foram libertos do pacto da Lei mosaica, que Deus fizera com a nação do Israel natural, mas que ele agora cancelara, pregando-o na estaca de tortura de Jesus. (Colossenses 2:13, 14; Gálatas 3:13) Este pacto foi substituído por um novo pacto, não feito com a nação do Israel natural, mas com a nova “nação” do Israel espiritual. (Hebreus 8:6-13; Gálatas 6:16) Este novo pacto, predito em Jeremias 31:31-34, foi providenciado através dum mediador maior do que o antigo profeta Moisés. Pelo interesse que temos na libertação, devemos especialmente notar um aspecto do novo pacto. O apóstolo Paulo trouxe isso à atenção ao escrever: “‘Este é o pacto que celebrarei com eles depois daqueles dias. . . . De modo algum me lembrarei mais dos seus pecados e das suas ações contra a lei.’ Ora, onde há perdão desses, não há mais oferta pelo pecado.” — Hebreus 10:16-18.

      15. Por que podemos dizer que em Pentecostes de 33 EC começou o jubileu cristão para os ungidos? (Romanos 6:6, 16-18)

      15 Jesus estava indicando esta libertação do pecado quando disse: “Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres.” (João 8:36) Imagine — ficar livre do pecado, tornado possível à base do sacrifício de Cristo! A partir do dia de Pentecostes, Deus declarava justos os que criam e depois os adotava como filhos espirituais, com a perspectiva de reinar com Cristo no céu. Paulo explicou: “Pois não recebestes um espírito de escravidão, causando novamente temor, mas recebestes um espírito de adoção, como filhos . . . Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo.” (Romanos 8:15-17) Sem dúvida, o jubileu cristão havia começado para os cristãos ungidos.

      16. Que bênçãos e perspectivas adicionais estavam envolvidas para os celebrantes do jubileu cristão?

      16 Assim, naquele dia de Pentecostes do ano 33 EC, veio à existência a nova nação do Israel espiritual. Ela se compunha de humanos cujos pecados haviam sido perdoados à base do sangue sacrificial de Cristo. (Romanos 5:1, 2; Efésios 1:7) Quem de nós poderia negar que aqueles primeiros membros do Israel espiritual, aceitos no novo pacto, obtiveram uma maravilhosa libertação por se lhes perdoarem os seus pecados? Foram constituídos por Deus uma “‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que [divulgassem] as excelências’ daquele que [os] chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:9) É verdade que seus corpos carnais ainda eram imperfeitos e que morreriam com o tempo. Mas, visto que Deus os declarara justos e os adotara como filhos espirituais, sua morte carnal era apenas um “livramento” que permitia sua ressurreição para o “reino celestial” de Cristo. — 2 Timóteo 4:6, 18.

      17, 18. Por que era a libertação do jubileu cristão mais valiosa do que a liberdade preliminar proclamada por Jesus?

      17 O passo inicial ou preliminar de libertar judeus crentes de noções e práticas errôneas tinha grande valor. Todavia, vimos que Jesus foi além daquela libertação espiritual. A partir de Pentecostes de 33 EC, ele libertou humanos crentes da “lei do pecado e da morte”. (Romanos 8:1, 2) Assim começou o jubileu cristão para os cristãos ungidos. Esta era deveras uma libertação muito mais valiosa, porque incluía a perspectiva de vida no céu, como co-herdeiros de Cristo.

      18 Até agora consideramos dois aspectos da liberdade cristã no primeiro século, que inegavelmente eram motivos de alegria. E os crentes do primeiro século de fato se alegravam. (Atos 13:44-52; 16:34; 1 Coríntios 13:6; Filipenses 4:4) Isto se dava especialmente com respeito à sua participação no jubileu cristão, o qual lhes abriu o caminho para receberem bênçãos eternas nos céus. — 1 Pedro 1:3-6; 4:13, 14.

      19. Que perguntas restam para os cristãos que não são gerados pelo espírito, e o que indica que eles terão parte na divinamente provida libertação?

      19 No entanto, onde se enquadra nisso hoje a maioria dos verdadeiros cristãos, visto que não foram declarados justos para a vida, nem ungidos com espírito santo? Há motivo bíblico para se procurar uma libertação deles em grande escala como parte do jubileu cristão. Lembre-se de Atos 3:20, 21: “Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos.” (Veja Atos 17:31.) No mesmo teor, João, apóstolo ungido, que já usufruía o jubileu cristão, escreveu a respeito de Jesus Cristo: “Ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:2) Significa isso que os muitos cristãos leais, hoje em dia, que não têm a esperança celestial, podem alegrar-se com a liberdade cristã? Trata-se de algo apenas futuro, ou já temos motivos para alegria? Podemos descobrir isso por examinar os aspectos da libertação cristã e do jubileu, que hoje têm significado especial para os verdadeiros adoradores.

  • O jubileu cristão culmina no milênio
    A Sentinela — 1987 | 1.° de janeiro
    • O jubileu cristão culmina no milênio

      1. O que os judeus na república de Israel não fizeram esforço de instituir novamente, e por quê?

      MESMO na república de Israel (fundada em 1948), os muitos judeus que se consideram como estando debaixo da Lei mosaica, não instituíram novamente a celebração do ano de jubileu. E haveria muitas complicações se tentassem fazer isso. O resultado seriam maciços problemas econômicos, porque envolveria direitos de propriedade. A república de Israel não ocupa toda a terra habitada pelas antigas 12 tribos. Tampouco há um templo, com um sumo sacerdote da tribo de Levi, visto que se perderam as identidades tribais das pessoas.

      2. Como já começaram alguns cristãos a celebrar um jubileu prefigurado pelo do antigo Israel?

      2 Então, onde nos deixa isso com respeito às bênçãos duma celebração de jubileu? Lembramo-nos de que o antigo jubileu era um ano festivo de liberdade — os israelitas que se haviam vendido em escravidão eram libertos e as terras hereditárias eram devolvidas. (Levítico 25:8-54) No artigo precedente, vimos que este arranjo terminou junto com o pacto da Lei mosaica, em 33 EC. (Romanos 7:4, 6; 10:4) Entrou então em vigor um novo pacto, por meio do qual Deus perdoaria os pecados de crentes, ungindo-os com espírito santo e adotando-os como filhos, a fim de serem levados para o céu. (Hebreus 10:15-18) No entanto, os assim beneficiados pelo arranjo deste novo pacto são um “pequeno rebanho”, “que foram comprados da terra”. Então, como podem os milhões de outros cristãos leais obter a libertação prefigurada pelo jubileu? — Lucas 12:32; Revelação 14:1-4.

      Sacrifício Para Todos!

      3. Quão eficaz e duradouro é o sacrifício de Jesus?

      3 Nos tempos pré-cristãos, os benefícios do anual Dia da Expiação duravam apenas um ano. Os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus Cristo são contínuos, perpétuos. De modo que o antitípico Sumo Sacerdote, Jesus, não precisa novamente tornar-se homem, sacrificar-se e voltar depois para o céu, a fim de apresentar ano após ano o valor deste sacrifício no Santíssimo de Jeová Deus. Conforme as Escrituras declaram: “Cristo não morre mais, agora que tem sido levantado dentre os mortos; a morte não domina mais sobre ele.” — Romanos 6:9; Hebreus 9:28.

      4, 5. (a) Qual foi o resultado da aplicação do sacrifício de Jesus a partir de Pentecostes de 33 EC? (b) Que indicação temos de que seu sacrifício será aplicado mais amplamente?

      4 Assim, nos anos desde Pentecostes de 33 EC, ao passo que os crentes se tornaram discípulos gerados pelo espírito, do glorificado Senhor Jesus, eles começaram a celebrar o jubileu cristão. Uma vez ‘libertos da lei do pecado e da morte’, eles têm usufruído revigorante liberdade. (Romanos 8:1, 2) Também têm proclamado a mensagem cristã, para que mais outros pudessem receber o perdão de pecados, ser ungidos e tornar-se filhos espirituais de Deus. Significa isso, porém, que, caso alguém não seja deste grupo limitado a 144.000, ele não pode ter agora uma alegre libertação?

      5 Neste respeito são significativas as palavras do apóstolo Paulo em Romanos 8:19-21: “A expectativa ansiosa da criação está esperando a revelação dos filhos de Deus. Porque a criação estava sujeita à futilidade [sendo pecaminosa e incapaz de eliminar o pecado].” Paulo destacou então que há uma “esperança de que a própria criação será também liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Essa liberdade, portanto, não se limita aos que se tornam “filhos de Deus” no céu. As palavras familiares de João 3:16 confirmam isso. E, conforme já mencionado, o ungido apóstolo João disse que Cristo morreu “pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro”. — 1 João 2:2.

      1919 — Libertação Inicial

      6, 7. Que espécie de libertação está sendo proclamada desde 1919, e por que especialmente desde então?

      6 Nos tempos modernos, os ungidos que celebram o jubileu cristão proclamam boas novas libertadoras, especialmente desde 1919. ‘Por que daquele tempo em diante?’ talvez você pergunte, se tiver nascido desde então. Vejamos isso, lembrando-nos de que envolve seu usufruto da libertação.

      7 Durante décadas antes daquela data, os ungidos de Jeová publicaram verdades bíblicas, tais como a famosa série de Estudos das Escrituras (1886-1917, em inglês). Distribuíram também muitos folhetos e tratados informativos. Durante a Primeira Guerra Mundial, sofreram oposição, provas e peneiração, e sua atividade diminuiu. Mas, em 1919, os do restante ungido prosseguiram com zelo renovado a proclamar as verdades bíblicas. Assim como Jesus, em 30 EC, podia dizer que fora ungido para “pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos”, assim também puderam fazer esses hodiernos ungidos. Depois dum emocionante congresso em 1.º a 7 de setembro de 1919,a avançaram vigorosamente na pregação de verdades que libertaram inúmeras pessoas. — Lucas 4:18.

      8, 9. Em que sentido foram muitos libertos, e que compêndios têm sido usados na proclamação de tal libertação?

      8 Por exemplo, considere o compêndio bíblico A Harpa de Deus (1921; em português: 1925), que apresentou verdades vitais como se fossem dez cordas duma harpa. O livro reconheceu que “muitos têm-se atemorizado de estudar a Bíblia” por causa da doutrina de que “o castigo para os ímpios. . . é o tormento eterno ou a tortura em um inferno ardente com fogo inextinguível e enxofre”. Os leitores dos quase 6.000.000 de exemplares deste livro aprenderam que esta doutrina “não pode ser verdadeira, pelo menos por quatro razões distintas: (1.a) porque é irracional; (2.a) porque é injusta; (3.a) porque é contrária aos princípios de amor; e (4.a) porque é inteiramente contrária às Escrituras”. Pode imaginar quão libertador isso foi para os que foram criados no temor dum tormento eterno num inferno ou da agonia dum purgatório!

      9 Sim, a pregação zelosa da verdade bíblica, por parte destes ungidos, libertou em todo o globo os que haviam sido escravizados por ensinos falsos, superstições e práticas antibíblicas (tais como o culto de antepassados, o medo de fantasmas ou espíritos maus, e a exploração financeira por parte dos clérigos). Os próprios títulos de alguns dos compêndios bíblicos refletem a influência libertadora que tiveram sobre milhões de pessoas.b De modo que as palavras de Jesus se mostraram verazes, quando disse que seus discípulos ‘fariam obras maiores’ do que ele. (João 14:12) Em comparação com a obra preliminar de libertação espiritual feita por Jesus na pregação de “livramento aos cativos”, os hodiernos servos de Deus têm feito muito mais — contatando milhões de pessoas em todo o globo.

      10. Por que podemos esperar que haverá uma libertação adicional e maior?

      10 Lembre-se, porém, de que, no primeiro século, começou uma libertação adicional em Pentecostes de 33 EC. Ali começou o jubileu cristão para os do “pequeno rebanho”, que receberam o perdão de seus pecados, o que levou a se tornarem “filhos de Deus” no céu. Que dizer de nosso tempo? Podem os milhões de outros cristãos devotados ser libertos da servidão ao pecado e assim celebrar um grandioso jubileu? Sim, e o apóstolo Pedro indicou isso ao falar dos “tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. — Atos 3:21.

      Jubileu Para Milhões de Pessoas

      11. Como sugere Levítico, capítulo 25, que podemos aguardar uma libertação que se estenda além do Israel espiritual?

      11 É digno de nota que se lembrou duas vezes aos israelitas, em Levítico, capítulo 25, que, do ponto de vista de Jeová, eles eram seus “escravos”, aos quais havia libertado do Egito. (Versículos 42 e 55 de Le 25) Este capítulo sobre o jubileu menciona também os “colonos” e os ‘forasteiros no seu meio’. Esses têm hoje seu paralelo na “grande multidão” que participa com os israelitas espirituais na proclamação das boas novas cristãs.

      12. Que desenvolvimento feliz está em progresso desde 1935?

      12 Desde 1935, o “pastor excelente”, Jesus Cristo, tem trazido à associação ativa com os do restante ungido aqueles que chama de “outras ovelhas”. Estes ele teve de ‘trazer’, e eles haviam de constituir “um só rebanho”, sob “um só pastor”. (João 10:16) Essas “outras ovelhas” ascendem agora a milhões. Se você faz parte desta multidão feliz, já é contado como justo qual amigo de Deus, e, como parte da criação humana, aguarda ser ‘liberto da escravização à corrupção’ durante os vindouros “tempos do restabelecimento de todas as coisas” na terra. Esta esperança não é ilusória. — Romanos 8:19-21; Atos 3:20, 21.

      13. Especialmente que bênção devemos notar como ocorrendo após a “grande tribulação”?

      13 Depois de o apóstolo João ver os 144.000, que usufruem o jubileu cristão com destino celestial, ele descreveu uma “grande multidão”, dizendo: “Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo.” — Revelação 7:14, 15.

      14, 15. Por que têm os da “grande multidão” motivo especial de se alegrar agora?

      14 Mesmo já agora, antes da grande tribulação, eles exercem fé no sangue derramado de Cristo e assim são beneficiados pela morte sacrificial dele. Alegram-se também de terem sido libertos de Babilônia, a Grande, de terem uma boa consciência para com Jeová Deus e de terem o privilégio de participar no cumprimento de Mateus 24:14, pela pregação das boas novas do Reino, antes de vir o fim.

      15 Entretanto, que dizer da perspectiva de a grande multidão ser liberta do pecado e da imperfeição inerentes? Está próximo este tempo? Temos bons motivos para crer que ainda temos conosco alguns da geração da humanidade de que Jesus Cristo predisse que não passaria antes de todas as coisas preditas se cumprirem. (Mateus 24:34) Portanto, o grandioso encerramento da “terminação do sistema de coisas” já deve estar muito perto. — Mateus 24:3.

      Aspectos Culminantes do Jubileu Cristão

      16. Em que ponto nos encontramos no cumprimento do propósito de Deus, e o que trará o futuro?

      16 “A guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, aproxima-se velozmente, e o restante do “pequeno rebanho”, bem como a “grande multidão” de seus companheiros fiéis e leais mantêm a integridade para com Jeová Deus e aguardam ter a proteção divina. Esperam ansiosamente a esmagadora derrota de todas as forças inimigas, para a vindicação Dele, como Soberano Universal. Que aspecto culminante isto será para o seu usufruto da liberdade cristã! — Revelação 16:14; 19:19-21; Habacuque 2:3.

      17. Como receberão milhões de pessoas ainda a libertação num grandioso jubileu?

      17 Seguir-se-á o reinado do vitorioso Rei Jesus Cristo sobre a terra purificada, tendo-se reafirmado a soberania universal de Jeová, e estando Jesus Cristo em pleno controle da terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele aplicará então diretamente o mérito do seu sacrifício aos milhões de humanos, inclusive aos mortos ressuscitados, que exercerem fé e que voluntariamente aceitarem o perdão de pecados, provido por Deus por meio de Cristo. Isto se tornará evidente por Deus enxugar “dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (Revelação 21:3, 4) Se esta não é verdadeira libertação, então o que é?

      18. O que ocorrerá na terra, no novo sistema, que é comparável a um aspecto do antigo jubileu?

      18 Além disso, a terra não mais será controlada, poluída e arruinada por pessoas, corporações e governos humanos egoístas. (Revelação 11:18) Antes, será devolvida aos verdadeiros adoradores. Estes serão encarregados da agradável tarefa de participar no cumprimento literal da profecia de Isaías: “E hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá. . . Não labutarão em vão, nem darão à luz para perturbação; porque são a descendência composta dos abençoados por Jeová.” (Isaías 65:21-25) Até o fim do Reinado Milenar, terão sido eliminados todos os vestígios do pecado e da imperfeição herdados, e os leais de Deus, na terra, celebrarão a plena culminância que encerrará o jubileu. De modo que a libertação prefigurada pelo jubileu terá sido realizada. — Efésios 1:10.

      Após a Culminância Milenar do Jubileu

      19, 20. Como tentarão Satanás e os demônios interferir nas bênçãos resultantes do jubileu milenar, mas com que resultado?

      19 Revelação 20:1-3 prediz que Satanás, o Diabo, governante de hostes demoníacas, não estará em cena durante os mil anos do reinado de Cristo sobre a humanidade. No fim do Milênio, quando se permitirá brevemente que o Diabo e seus demônios apareçam, estes espíritos iníquos não verão a terra na condição em que a deixaram, mas como paraíso global, indescritivelmente belo. Verão a terra ocupada pela “grande multidão” fiel, e por bilhões de mortos humanos ressuscitados, pelos quais Jesus Cristo morreu como sacrifício resgatador. No fim do Milênio, o jubileu cristão terá atingido seu objetivo de libertar plenamente a humanidade dos efeitos do pecado. (Romanos 8:21) Quão diabolicamente vergonhoso seria se alguém tentasse estragar esta bela situação! Mas, pela permissão do Deus Todo-poderoso, o Diabo fará uma última tentativa neste sentido, e em amargo desespero atacará. Sobre isso está escrito em Revelação 20:7-10, 14:

      20 “Ora, assim que tiverem terminado os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e ele sairá para desencaminhar aquelas nações nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de ajuntá-los para a guerra. O número destes é como a areia do mar. E avançaram sobre a largura da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade amada. Mas desceu fogo do céu e os devorou. E o Diabo que os desencaminhava foi lançado no lago de fogo e enxofre.”

      21. Após terminar o jubileu cristão com o Milênio, que reação dos filhos celestiais de Deus fará lembrar Jó 38:7?

      21 A verdadeira liberdade, trazida pelo arranjo do jubileu, continuará a ser usufruída em toda a parte; todas as criaturas serão livres e honrarão o Único que tem o nome Jeová. (Salmo 83:18) Será assim ao passo que Jeová continuar a cumprir seus propósitos em todo o universo. Por ocasião da criação da terra, antes de a humanidade ser colocada nela, “as estrelas da manhã juntas gritavam de júbilo e todos os filhos de Deus começaram a bradar em aplauso” diante do belo espetáculo. (Jó 38:7) Quanto mais o farão ao verem a terra povoada por homens e mulheres que demonstraram e provaram sua total dedicação e integridade ao Deus Todo-poderoso.

      22. Qual deve ser a nossa atitude, em harmonia com a exortação encontrada no Salmo 150:1-6?

      22 Considerando-se tudo isso à luz da brilhante luminosidade lançada sobre as Escrituras, só podemos rejubilar espontaneamente com os céus e dizer: Aleluia! Esta é a exortação para nós, no encerramento do livro dos Salmos: “Aleluia. Louvai a Deus no Seu santuário; louvai-O no céu, Seu baluarte. Louvai-O pelos Seus poderosos atos; louvai-O pela Sua extraordinária grandeza. Louvai-O com toques de buzina; louvai-O com harpa e lira. Louvai-O com pandeiro e dança; louvai-O com alaúde e pífaro. Louvai-O com címbalos ressoantes; louvai-O com címbalos estrondosos. Tudo o que respira louve o SENHOR. Aleluia.” — Salmo 150:1-6, Tanakh Bible (1985), Jewish Publication Society of America.

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