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  • O que sabe sobre bandeiras?
    Despertai! — 1972 | 8 de março
    • São Adoradas Atualmente as Bandeiras?

      Temos visto que os povos antigos rendiam adoração religiosa a seus estandartes, os precursores das bandeiras hodiernas. Acha que as pessoas fazem o mesmo hoje? Há aqueles que sinceramente crêem que sim.

      O livro Essays on Nationalism (Ensaios do Nacionalismo), de Carlton J. H. Hayes, observa na página 107:

      “O principal símbolo de fé e o objeto central de adoração do nacionalismo é a bandeira, e curiosas formas litúrgicas têm sido concebidas para se ‘saudar’ a bandeira, para ‘saudar com’ a bandeira, para ‘arriar’ a bandeira, e para ‘içar’ a bandeira. Os homens descobrem a cabeça quando a bandeira passa por eles; e, em louvor à bandeira, os poetas escrevem odes e as crianças cantam hinos. Nos EUA, os jovens são colocados em filas compactas e se exige que recitem diariamente, com voz hierofântica e gestos ritualísticos, a fórmula mística . . .”

      Cita então o juramento de lealdade. Assim, este autor tem as cerimônias à bandeira como forma de adoração. Assim também o faz o professor escocês Denis Brogan, da Universidade de Cambridge, que pontifica na página 359 do livro The Religious Situation: 1968 (A Situação Religiosa: 1968):

      “A religião cívica tem seus rituais. Há muitos, mas um deles . . . é o ritual da adoração à bandeira.”

      Sobre o mesmo assunto, o escritor finlandês Arvo Viklund declara com respeito à bandeira finlandesa:

      “Assim, quando compreendemos que valores a nossa bandeira de cruz azul oculta em suas dobras, daí, nossa atitude infensa para com ela tem também de mudar, transformando-se em adoração da bandeira, que dirige sua santa ira para com todos que ousam subestimar ou ofender o mais precioso símbolo de nossa nação.”

      Para alguns, talvez pareça que estes escritores estão tendo um conceito extremo. Pessoalmente, talvez não se considerem como se empenhando na adoração à bandeira. Mas, se suas ações durante uma cerimônia à bandeira fossem vistas pela primeira vez por um indígena das selvas amazônicas, o que acha que ele concluiria? Não lhe pareceria que as pessoas de pé, atentas, com os rostos voltados para a bandeira e com o braço estendido em direção a ela ou colocado sobre o coração, enquanto repetem uma fórmula decorada, estão adorando-a?

      Obedecer à Consciência

      Nos dias coloniais dos EUA, os puritanos objetaram à bandeira britânica por causa de sua cruz vermelha de S. Jorge. Segundo The Encyclopœdia Britannica, fizeram isto, “não por qualquer deslealdade à mãe-pátria, mas pela objeção de consciência ao que consideravam símbolo idólatra”.

      Há cristãos hodiernos que nutrem pensamentos similares no que tange às bandeiras nacionais. São as testemunhas de Jeová. Sua posição é a mesma em todo o mundo. Por estarem bem cônscias da ordem bíblica de ‘fugir da idolatria’, declinam participar em cerimônias à bandeira. — 1 Cor. 10:14.

      Sua posição é comparável à assumida pelos cristãos do primeiro século de nossa era comum. Por causa da consciência, tais cristãos primitivos se recusaram a queimar incenso a César, que, para os romanos, não era apenas um regente, mas um deus. Observe o que se diz sobre isto na página 137 do primeiro volume do livro A History of Civilization (História da Civilização), de Brinton, Christopher e Wolff:

      “Para manter sob uma lealdade comum esta multicolor coleção de povos, para dar-lhes algo semelhante a uma bandeira nacional qual símbolo desta unidade, o imperador foi deificado. . . . Simples ritos de sacrifício a ele foram acrescentados às religiões e ritos locais. . . . Os cristãos, contudo, eram tão rigorosos monoteístas quanto os judeus; não poderiam sacrificar ao imperador assim como os judeus não podiam sacrificar a Baal. . . . O verdadeiro cristão, então, não se prestava fazer o que, para um estranho, era simples gesto de decência, como o de tirar o chapéu quando passa a bandeira numa parada.”

      Devido a que as testemunhas de Jeová têm sido obedientes à sua consciência religiosa nesta questão, têm sido amargamente maltratadas em vários países. Nos EUA, foi necessário travarem duas batalhas legais, chegando até o Supremo Tribunal, antes de obterem uma decisão que lhes protegia o direito de liberdade religiosa.

      O primeiro caso envolvia a cidade de Minersville, Pensilvânia, e sua junta escolar, que expulsou os filhos das testemunhas de Jeová por se recusarem a participar em cerimônias à bandeira. Neste caso, o Supremo Tribunal decidiu contrário às Testemunhas. A respeito do caso, o Professor Denis Brogan declara:

      “A absurda e odiosa decisão da Junta Escolar de Minersville significava que os filhos das Testemunhas de Jeová foram punidos por não realizarem um ato que, não só seus pais, mas também os judeus do tempo dos Macabeus, e os cristãos do tempo de Trajano, teriam também considerado idólatra.”

      Três anos depois, em 1943, o Supremo Tribunal revogou sua decisão no segundo caso da bandeira que envolvia as testemunhas de Jeová. O Ministro Jackson, ao declarar o voto da maioria do Tribunal, disse:

      “As Testemunhas são um grupo não-incorporado que ensina que a obrigação imposta pela lei de Deus é superior à das leis promulgadas pelo governo temporal. Suas crenças religiosas incluem uma versão literal de Êxodo, Capítulo 20, versículos 4 e 5, que rezam: “Não farás para ti nenhuma imagem esculpida, ou qualquer semelhança do que há nos céus, em cima, ou na terra, embaixo, ou que haja na água debaixo da terra; não te curvarás a elas, nem as servirás.’ Consideram que a bandeira é uma ‘imagem’ incluída nesta ordem. Por tal razão, recusam-se a saudá-la. . . .

      Mas, a recusa destas pessoas de participar na cerimônia não interfere nem nega os direitos de outros de fazê-lo. Nem existe qualquer dúvida neste caso de que seu comportamento é pacífico e ordeiro. . . . Crer que não florescerá o patriotismo, se as cerimônias patrióticas forem voluntárias e espontâneas, ao invés de uma rotina compulsória, é fazer uma estimativa nada lisonjeira da atração que nossas instituições apresentam às mentes livres. . . .

      “Achamos que a ação das autoridades locais ao compelirem a saudação e o juramento à bandeira transcende as limitações constitucionais a seu poder e invade a esfera do intelecto e do espírito, que é finalidade da Primeira Emenda de nossa Constituição preservar de todo controle oficial.”

      Se um país dispõe duma constituição que garanta a liberdade de adoração, tal liberdade não é apenas para a maioria, mas também para a minoria cuja consciência não lhes permita participar em cerimônias populares. As garantias constitucionais não têm valor algum se protegessem apenas aqueles que se ajustam ao ponto de vista majoritário ou aos daqueles em poder.

      Os Ministros Black e Douglas escreveram o voto concordante da maioria do Supremo Tribunal, pontificando:

      “As palavras proferidas sob coação não são prova de lealdade a nada senão ao interesse próprio. . . . Nem a nossa tranqüilidade doméstica em paz, nem nosso esforço marcial de guerra dependem de se compelir criancinhas a participar numa cerimônia que não resulte em nada para elas a não ser no temor de uma condenação espiritual.”

      A respeito das batalhas legais travadas pelas testemunhas de Jeová em prol da liberdade de adoração, o livro Fundamental Liberties of a Free People (Liberdades Fundamentais de um Povo Livre), de Milton Konvitz, observa, na página 110: “É a elas que devemos o crédito pela decisão do Supremo Tribunal de que não se pode coagir a expressão de crença ou de sentimento.”

      Ao passo que a consciência de alguns jamais os afligiu quanto a participar numa cerimônia à bandeira, deveria isso fazer com que sentissem intolerância para com alguém cuja consciência lhe impede de se empenhar em tal coisa? Se a bandeira da pessoa representa a liberdade religiosa, por que não conceder tal liberdade religiosa a outros? Por que não respeitar a consciência deles, ao invés de olhar com suspeição para eles, como sendo desleais?

      Algumas das bandeiras que tremulam do lado de fora do prédio da ONU representam nações cujos regentes não crêem na liberdade para seu povo, e perseguem pessoas cuja consciência religiosa as impede de juntar-se à maioria em expressões patrióticas. Talvez aconteça que uma pessoa que nutra fortes opiniões contra tal regência totalitária sinta orgulho de que sua bandeira representa um país livre. Não deveria, então, dispor-se a conceder liberdade religiosa às pessoas que, por motivos religiosos, não podem saudar à bandeira? Não é verdade que a intolerância de sua parte colocaria tal pessoa no mesmo campo que aquelas nações cuja regência autoritária ele abomina?

      Assim, da próxima vez que olhar para uma bandeira nacional pense em seu fundo colorido na história antiga. Considere o que representa e como alguns encaram as cerimônias que talvez se associem a ela. Mostre consideração pela consciência deles, assim como deseja que os outros mostrem consideração pela sua.

  • Já fui um “Aladura”
    Despertai! — 1972 | 8 de março
    • Já fui um “Aladura”

      Conforme narrado ao correspondente de “Despertai!” na Nigéria

      ACONTECEU bem cedo em certa manhã. O sol ainda não havia nascido, e eu fui despertado pelo dobrar dum sino. O ruído do sino e a mensagem bradada captaram minha atenção. “Acordem e orem! Acordem e orem!”

      Lá fora, um homem trajando um longo manto branco, com uma faixa vermelha na cintura. Uma velha Bíblia em sua mão. Dirigia-se a um prédio que tinha cerca de vinte e cinco metros quadrados; era seu local de adoração. Os cânticos que provinham deste local estimularam algo dentro de mim. Desejei conhecer mais sobre estas pessoas, assim, comecei a associar-me com elas. Foi assim que me tornei um Aladura.

      Logo depois, também estava percorrendo as ruas de madrugada, relembrando às pessoas o nosso princípio básico — a oração. Todavia, contrário às nossas instâncias, a maioria das pessoas simplesmente acordavam e passavam a empenhar-se em suas ocupações várias. E, assim, éramos apenas como relógios para elas. Sem embargo, isso não nos impedia, mas lamentávamos a sua mundanalidade e orávamos em favor delas.

      Três meses depois de abraçar esta religião, coisas estranhas passaram a ocorrer: comecei a ter visões e passei a fazer predições e a predizer eventos. Logo depois me tornei um profeta capaz de falar e interpretar línguas estranhas. Também fiquei possesso de espíritos. Podia então sentir mãos invisíveis e um espírito que operava dentro de mim e me movia à ação. Isto me trouxe popularidade e, dentro de pouco tempo, todos em Ilesha e seus subúrbios ficaram me conhecendo. As pessoas me procuravam para que eu lhes predissesse o futuro.

      Mais tarde, mudei-me para Lagos, onde granjeei maior proeminência. Era tido em honra e altamente estimado e as pessoas costumavam curvar-se diante de mim e me fazer reverência. Qual era esta religião a que me havia unido?

      Igreja dos Querubins e Serafins

      Éramos chamados Aladuras. Adura é a palavra ioruba que significa oração. O prefixo Ala (“aquele que”) é acrescentado

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