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  • A língua — um poder para o bem ou para o mal
    A Sentinela — 1968 | 1.° de março
    • fere a outrem, deveria ser o suficiente humilde para engolir seu orgulho e pedir desculpas, pedir perdão. Não deveria permitir que a brecha se ampliasse. Deveria saná-la na primeira oportunidade. Não deveria deixar que o sol se pusesse sobre ele em estado provocado. É elogiável corrigir indiscrições na linguagem. Não só a pessoa sanará o que poderia tornar-se uma ferida profunda, mas sua própria consciência ficará limpa perante Deus e a pessoa ofendida. — Efé. 4:26; Atos 24:16; Efé. 4:31, 32; Mat. 5:22.

      12, 13. (a) Por que o cristão não deve usar “lábios suaves” ou uma “língua doble”? (b) Que perigo existe em se dar ouvidos à “linguagem suave”?

      12 Davi apontou profeticamente para os dias em que vivemos, afirmando: “Pois as pessoas fiéis desapareceram dentre os filhos dos homens. Continuam a falar falsidade uns aos outros; continuam a falar com lábio suave, até com coração dúplice. Jeová cortará todos os lábios suaves, . . . os que têm dito: ‘Com a nossa língua prevaleceremos. Nossos lábios estão conosco. Quem será senhor de nós?’” (Sal. 12:1-4) Atualmente, os que têm “coração dúplice” são como os sacerdotes e anciãos infiéis que ainda permaneceram em Jerusalém depois de um número representativo ser levado cativo para Babilônia em 617 A. E. C. Ezequiel registra sua jactância e justificativa apresentada para se empenharem na adoração pagã falsa e detestável: “Jeová não nos vê.” (Ezequiel, capítulos 8 e 9) Pedro aconselha a respeito de tal coração dúplice e tal língua doble: “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano.” (1 Ped. 3:10) Ecoou as palavras de Salomão em Provérbios 4:24: “Remove-te da perversidão de linguagem; e o desvio dos lábios coloca bem distante de ti mesmo.” Um dos requisitos para o servo ministerial da congregação cristã é que não seja de “língua dobre”. A conversa macia, a linguagem lisonjeira e as saudações pias visam seduzir ou desviar os corações dos inocentes ou incautos. — 1 Tim. 3:8; Rom. 16:18; Mat. 23:6, 7.

      13 Com demasiada freqüência, hoje em dia, as pessoas gostam de sentir comichão nos ouvidos. Apreciam uma ‘religião suave’. Gostam de ouvir coisas que lhes dêem a sensação de segurança e de bem-estar, não necessariamente as coisas que as despertariam às suas responsabilidades. Paulo disse que viria o tempo “em que não suportarão o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumularão para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos; e desviarão os seus ouvidos da verdade”. (2 Tim. 4:3, 4) Assim, evite aqueles que usam linguagem lisonjeira, que se empenham em suave conversa doble, pois “mais suaves do que manteiga são as palavras de sua boca, mas seu coração está disposto a lutar. Suas palavras são mais macias do que o azeite, mas são espadas desembainhadas” que podem causar incalculável dano. Davi bem que poderia falar as palavras registradas no Salmo 55:21. Nos dias de Jesus (como nos dias de Isaías) havia tal ‘conversa doble’ que denunciou, citando o que Deus dissera mediante o profeta Isaías: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está muito longe de mim. É em vão que persistem em adorar-me, porque ensinam por doutrinas os mandados de homens.” — Mat. 15:8; Isa. 29:13.

      USANDO-A POSITIVAMENTE PARA O BEM

      14. O que está envolvido em se controlar a língua?

      14 O controle da língua não se limita a evitar dizer coisas que desonram a Deus e ao homem, assim como a aprovação do patrão duma pessoa não é granjeada por evitar fazer erros. Há o lado positivo. Controlar a língua significa usá-la para honrar o Criador, a si mesmo e ao seu próximo. Que uso valioso é feito da língua, quando ela é utilizada para apoiar o nome, a supremacia e o reino de Jeová Deus! Todo cristão deveria resolver em seu coração reservar algum tempo, todo dia, para fazer exatamente isso, e a resolução deve ser feita agora. Não há tempo mais oportuno. — Col. 4:5, 6.

      15. De que várias formas pode a língua ser usada para efetuar uma obra curativa?

      15 Atualmente, o uso elevado da língua pode ser aplicado praticamente a toda fase de nossa vida. “Maçãs de ouro sobre prata gravada: tais são as palavras oportunas.” (Pro. 25:11, CBC) Na verdade, “o falador fere como golpes de espada, a língua dos sábios, porém, cura”. (Pro. 12:18, CBC) O controle perfeito da língua talvez esteja além do nosso alcance neste atual sistema iníquo de coisas, mas, para a maioria das pessoas, é possível uma obra maior de cura com a língua do que estão conseguindo. As palavras da língua que curam podem ser proferidas num lar, quando um membro da família está enfermo; quando alguém é ferido; em tempo de tristeza; quando há preocupações com a saúde, insegurança ou falhas; palavras confortadoras podem ser ditas quando há temor de que outros não gostem da pessoa; ou até para compensar o temor de se achar só. A pessoa de visão pode falar dos verdadeiros valores e pode ajudar a vencer ansiedades. “A aflição no coração do homem o deprime, uma boa palavra restitui-lhe a alegria.” — Pro. 12:25, CBC.

      16. Quando é mesmo que se pode dar verdadeiro conforto, e como, nessa ocasião?

      16 Assim como um médico é inútil a menos que saiba curar, ou, pelo menos, fornecer alguma melhora, assim também, a menos que a pessoa saiba como transmitir aos necessitados uma “boa palavra”, ela, com efeito, está com a língua presa. Assim, controlar a língua significa usá-la eficazmente. O estudo diligente da Palavra de Deus, a Bíblia, é recompensador. A Bíblia é a única fonte de verdadeiro conforto, pois é a palavra do Deus de todo conforto. É a Jeová Deus que nos voltamos de modo que possamos ter a língua corretamente orientada e assim usar nossa língua para o bem. Em Isaías 50:4 (Al), o profeta disse: “O Senhor Jeová me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado.” Para confortar os cansados, os esgotados, precisamos de tal língua erudita e deveríamos suplicar a Jeová para no-la conceder. Ele acolhe a oração do justo, conforme Tiago nos assegura: “A súplica do justo, quando em operação, tem muita força.” Assim, tal oração, “em operação”, tem de ser acompanhada de obras. — Tia. 5:16; 2:14-26.

      17. O que garante a direção correta da língua?

      17 A mente educada é responsável pela direção correta da língua. Assim, a mente deve ser alimentada com a verdade. Tem de ser guiada pela força ativa de Deus, seu espírito santo, de modo que possa orientar a língua a proferir “as declarações de Jeová [que] são declarações puras, como prata refinada numa fornalha de terra, clarificada [purificada] sete vezes”. (Sal. 12:6) Há um grupo de pessoas, atualmente, que oraram pedindo tal orientação divina e a tem aceito, e dedicaram a vida para servir a Jeová. Têm suplicado: “Faze-me conhecer os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas. Faze-me andar na tua verdade e ensina-me, pois tu és meu Deus de salvação.” (Sal. 25:4, 5) Por isso, usam seu tempo, seu esforço e os recursos que possuam para fazer as coisas que agradam a Deus. São uma organização de pessoas que falam. Esforçam-se em exercer estrito controle sobre a língua. Não têm a língua presa. Ficariam constrangidos se não pudessem usar a língua. Mais do que isso, seriam infiéis à sua comissão. (1 Cor. 9:16) Discernem, por conseguinte, a necessidade de renderem de forma inteligente os seus louvores. Assim, estudam a Bíblia.

      18. Quão valioso é o estudo congregacional, mas, o que mais é parte necessária de nossa adoração a Deus?

      18 Um estudo da Bíblia é necessário para render adoração aceitável a Deus. Não há substituto para o estudo pessoal, mas isso não basta. Por este motivo, as testemunhas de Jeová por toda a terra (exceto nos países em que as autoridades demonistas, contrárias a Deus, quer políticas quer religiosas, impeçam isso pela lei totalitária) fazem arranjos de ter cinco ocasiões, cada semana, para se reunirem a fim de estudarem juntas a Palavra de Deus e também para considerar como podem usar melhor suas línguas em louvar a Deus. Compreendem que adorar a Deus envolve mais do que se reunirem; têm de ‘obedecer à mensagem’ e não ‘simplesmente ouvi-la’ para ter a aprovação de Deus. Assim, acham-se interligadas o controle da língua e a nossa adoração a Deus. O servo de Deus tem de ser um louvador diário de Deus: em casa, com sua família, em associação com amigos, no trabalho, na escola, e na diversão. Jamais deverá “descuidar a vigilância” e deixar temporariamente de usar de maneira correta a língua controlada. Temos de lembrar-nos de que “nos temos tornado um espetáculo teatral para o mundo, tanto para anjos como para homens”. — 1 Cor. 4:9; Tia. 1:22.

      19, 20. (a) Descrevam um uso especialmente desfrutável da língua. (b) Que inescapável responsabilidade pesa sobre os que são ajudados?

      19 Não se deve desperceber o louvor diário a Deus no ministério de porta em porta. Que uso desfrutável e recompensador da língua! Em tal serviço a língua, sendo posta à prova, é verdadeiro poder para o bem. As pessoas de coração honesto buscam conhecer o que podem fazer a fim de terem o favor de Deus, como podem habilitar-se a ser “homens de boa vontade” e obter a vida. As testemunhas de Jeová sentem-se felizes de ter o privilégio de agir como ‘salva-vidas’, levando a “palavra da vida” a tais pessoas, sentando-se com elas em seus lares e estudando a Bíblia e mostrando-lhes o que é exigido a fim de se colocarem em linha para a vida. Não é de se admirar que exclamem, como fizeram os emissários enviados para prender Jesus: “Nunca homem algum falou como este” homem. Quão diferente isso é das coisas usuais que ouvem!

      20 Tais honestos buscadores da justiça compreendem que, depois de serem ajudados a atingir o conhecimento exato da verdade, têm então uma responsabilidade; que, depois de terem recebido, têm então de dar, e verificam que se trata duma responsabilidade jubilosa, como Jesus disse que verificariam. (Atos 20:35) A declaração de Salomão se aplica então a eles: “Não negues um benefício a quem é devido, quando está em tuas mãos fazer isto. Não digas ao teu próximo: ‘Vai! Volta depois, eu te darei amanhã’, quando dispões de meios.” (Pro. 3:27, 28, CBC) Reter informações vitalizadoras por manter fechada a boca por qualquer motivo poderá resultar na perda da vida, tanto para aquele que retém as informações como para aquele a quem foram negadas. Mas, o uso correto da língua pode trazer vida a ambos. “Está escrito: ‘Por minha vida’, diz Jeová, ‘todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua reconhecerá abertamente a Deus.’ Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.” — Rom. 14:11, 12.

      21. Que ajuda adicional é provida?

      21 A pessoa não precisa sentir-se angustiada atualmente por sua falta de habilidade em extrair da Bíblia as verdades tão necessárias para que aprenda a agradar a Deus. Atualmente, Jeová tem sua organização do seu “escravo fiel e discreto” na terra para prover o alimento espiritual neste “tempo apropriado”. (Mat. 24:45-47) A tal organização se associam 24.900 congregações por toda a terra, hoje em dia. Há uma congregação na sua vizinhança. Poderá identificar o local de reuniões pelo letreiro familiar: SALÃO DO REINO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ. Tal organização provê compêndios bíblicos em 166 línguas para ajudar as pessoas de toda nacionalidade. Esta revista, A Sentinela, é ela própria publicada em 74 idiomas e, na última impressão, a edição era de 5.000.000 de exemplares. Adicionalmente, a tal organização se associam mais de um milhão e cem mil pessoas que se empenham ativamente em usar a língua para magnificar o Soberano Supremo do universo, Jeová Deus, e exercer amor ao próximo. Tal amor é indicado por suas visitas persistentes a pessoas de todas as raças, línguas e convicções religiosas, a fim de ajudá-las a ter melhor apreciação do Pai celeste, de modo que possam ‘ser salvas e venham a ter um conhecimento exato da verdade’. (1 Tim. 2:4) Acolha-as quando visitarem o seu lar para lhe prestar tal ajuda.

      22. Que erro mortífero cometeram Adão e Eva, e, assim, o que deve toda criatura atualmente resolver fazer?

      22 Nossos pais comuns, Adão e Eva — criados à imagem e semelhança de Deus, com sua inquestionável habilidade de usar perfeitamente a língua para honrar seu Criador, desonraram-no e difamaram-no por tomarem o lado daquele que empregou mal a língua, o mentiroso original, o Diabo. Perderam o direito à vida futura. O privilégio de usar esse instrumento divinamente provido, a língua, de forma correta se estende ao homem atualmente. Todos os que buscam a verdade deveriam reconhecer Jeová como sendo o dador de todas as boas dádivas, inclusive a dádiva de linguagem, e dedicar-se inteiramente a Ele. Estamos no limiar da nova ordem de Deus sob o Seu eterno reino de justiça. Durante a nova ordem, “tudo que respira” louvará a Jeová. (Sal. 150:6) Inversamente, todo que não render tal louvor não se achará entre os que respiram. “Agora é o tempo especialmente aceitável” de usar nossas vozes para honrar nosso Criador, este proceder nos conduzindo à vida. (2 Cor. 6:2) A oração de cada pessoa deve ser: “Que os dizeres de minha boca e a meditação do meu coração se tornem agradáveis diante de ti, ó Jeová, minha Rocha e meu Redentor.” — Sal. 19:14.

  • Felizes coincidências
    A Sentinela — 1968 | 1.° de março
    • Felizes coincidências

      ● De 1946 a 1948, um soldado estadunidense e um civil alemão trabalharam juntos numa base norte-americana na Alemanha Ocidental e se tornaram bons amigos. Depois de diversas transferências, ambos se encontraram de novo em 1951 e trabalharam juntos até 1952. Foi durante este período de tempo que as esposas de ambos começaram a estudar a Bíblia junto com as testemunhas de Jeová, causando grande preocupação ao soldado e oposição da parte do alemão.

      Em 1952, os dois se separaram e perderam contato um com o outro durante os seguintes quinze anos. Daí, encontraram-se de novo em fevereiro deste ano em South Lansing, Nova Iorque, EUA. Ambos estavam ali para assistir à Escola do Ministério do Reino por duas semanas, um curso de recordação para os superintendentes e ajudantes ministeriais das testemunhas de Jeová. Que alegria foi encontrarem-se de novo depois de todos esses anos! Especialmente de estarem unidos na adoração do único Deus verdadeiro, Jeová!

      Quando os dois se sentaram juntos na escola e examinaram suas vidas, foi interessante notar que a esposa de um deles pôde vencer a falta de interesse, ao passo que a esposa do outro vencer a oposição. Foi interessante notar que ambos tinham começado a estudar a Bíblia em 1953; ambos foram batizados em 1956, com uma diferença de dois meses entre eles; ambos receberam sua primeira designação como servos ministeriais na congregação em 1958. E agora, em 1967, ambos freqüentavam a 90.a turma da Escola do Ministério do Reino!

      Ambos os ministros sentem-se gratos a Jeová Deus pela bênção de lhes conceder um novo começo na vida, e pela esperança de poderem ser usados ainda mais para honrar o Seu nome.

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